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POEMA A MEU FILHO


Um dia eu tive a pretensão de ser artista de teatro e frequentei uma escola magistralmente dirigida pelo amigo e mestre Odair Gorga.

Lá me encantei com uma linda atriz morena que interpretava maravilhosamente este poema na forma de um monólogo carregado de muita emoção. Era impossível não ir às lágrimas vendo-a no palco interpretando este texto...



POEMA A MEU FILHO

Prometo dizer a verdade... somente a verdade... nada mais que a verdade.

Minha história começou quando eu tinha uns 14 anos e eu não sabia o que a vida podia me oferecer...
Sabe, é aquela fase da vida em que ingenuidade domina e a ignorância sacrifica.

É cara, eu passei por tudo isso...
Sabe aquela de ser seduzida, mas, que na verdade caí foi no conto do vigário e o motivo estava claro: eu era uma ingênua.
Eu sabia que não podia contar com a família...
Hummm!... Família... Família só serve prá ferrar com a gente...

Meu pai?... Um cachaceiro sem vergonha... Minha mãe... aahh!! Minha mãe... Era bondade só...
Uma desgraçada que só vivia apanhando... Alma pura...
Mas, ela me entendeu direitinho... Eu até dividia a grana com ela... Ah!, era muito bom...

Mas meu pai... Ahn!... Não queria nem saber, um dia chegou prá mim, bêbado como uma vaca e disse:
Fora... Fora daqui... Rua... Sua vagabunda...
Eu, já arruinada, quase desmoronando, caí nas ruas de São Paulo, passando nas mãos de todo mundo.

A saudade me pegava, a grana acabou e ferrou tudo...
A sarjeta me esperava e eu rolei por ela por muito tempo, até dormia em bancos de jardim...

Foi então que percebi que estava grávida... Me apavorei e aí veio a fome...
Cara... Mas, fome de doer o estômago... Sacou?!?...
Ficava as vezes dois dias sem comer... Sabe...
Eu não queria que meu baby sofresse por minha causa tá sabendo...
Era muito difícil quando passava em frente aos restaurantes finos, vendo as pessoas comendo comidas de outros países...
Me dava um nó no estômago cara... Mas, eu não queria nada disso não...
Eu não ligava prá mais nada... Eu só queria um pedaço de pão... Um pedacinho só...
Nem que fosse pão velho, pisado, amassado, estragado...
Era para matar a fome...
Não a minha, mas, a de quem estava aqui dentro e não pode ver a luz do dia...

Meu filho... Mmmeeeuuu fiiiilhoooo...


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