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HOMENAGEM: BLOG SILENT INSANITY


Não vivo no passado, mas recordar é viver!

Verificando meus antigos arquivos do tempo do Super Computador XT-286, encontrei algumas preciosidades e entre elas algumas postagens que copiei do blog SILENT INSANITY.

O Rodrigo tinha uma grande sensibilidade ao publicar seus textos e ganhou minha admiração...



SILENT INSANITY...

Rodrigo de Carvalho Leme
http://www.silentinsanity.blogspot.com/

Meus agradecimentos ao Rodrigo por me permitir copiar parte de seu blog. Infelizmente não sei mais qual o novo endereço do blog, pois o endereço acima parece estar desativado. Se você o conhece, me avisa, ok!

Quinta-feira, Dezembro 05, 2002
DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO...

Estava fuçando alguns arquivos velhos dos meus CDs de backup, acabei achando algumas coisas que creio ter escrito no período entre 1996 - 1999. Algumas coisas são muito bobinhas, muito cruas ainda, mas tem um valor sentimental forte. Vou colocar um texto que escrevi com mais ou menos 16 anos (pela data do arquivo). Aproveitem.

***
Juntando os traços

Em uma bela tarde de sábado, foram reunidos no salão da gramática todos os acentos e sinais de pontuação para o casamento do Apóstrofo e da Vírgula. O principal comentário que permeava este casamento era sobre o noivo, que na opinião de muitos, era muito antiquado para a noiva. Mas, como nas regras gramaticais, o amor não pode ser contrariado.

Porém, havia um problema: a Vírgula entrou na igreja, mas logo em seguida saiu correndo, sem motivo aparente. O Ponto e Vírgula, respectivamente irmã gêmea da noiva e seu marido, pediram imediatamente:
— Vamos dar uma pausa neste casório, por favor!

Do lado de fora do salão, padrinhos e pais do noivo e da noiva, bem como o próprio noivo, discutiam sobre o motivo de tal atitude da Vírgula:
— Meu Deus, não vai ter casamento! Eu sabia! Mas eu avisei vocês, eu avisei! — o Ponto de Exclamação não se continha, dava escândalos a torto e direito.

O Apóstrofo, após acalmar o padrinho descontrolado, perguntou à sua futura esposa o que tinha acontecido para que ela mudasse de idéia. Um tanto mais calma, a noiva tomou a palavra, enumerando (sua especialidade) os defeitos do noivo. Por fim, o motivo principal:

— Você está casando comigo por interesse!
— O quê ? — pergunta indignado o noivo.
— É isso aí mesmo; você já estava ficando esquecido, e então resolveu casar comigo para poder se destacar mais!
— Isso não é verdade, eu ainda tenho muita influência nas palavras, apesar de estar um pouco esquecido.

É neste momento que chega o Hífen, querendo ajudar o casal e acabar com o problema:
— Gente, vocês se amam, não há necessidade de briga, certo?

Os noivos, não resistindo ao talento natural do Hífen para unir, se reconciliam. De volta à igreja, finalmente se casam, em uma bela missa, celebrada pelo Padre Trema, que veio do estrangeiro apenas para o evento. Após a cerimônia, aconteceu uma festa, onde estavam todos os convidados, entre eles as sempre vagas Reticências, que conversavam em um canto com as Aspas. Estas não eram boas de conversa, tinham a mania de sempre reproduzir a conversa de outros, como se não tivessem suas próprias idéias.

Por outro lado, os Parênteses não conversavam com ninguém, já que todos sabem que eles têm os costume de manter seus pensamentos para eles mesmos. Só reagiram quando seus primos, os Colchetes, chegaram. Estes não tinham a simpatia dos Parênteses, de quem costumavam caçoar devido à sua forma arredondada:
— Nós somos a forma perfeita, não somos rechonchudinhos — diziam os arrogantes Colchetes.

A festa estava sendo animada por uma banda, conduzida pelo Acento Grave e pelo Acento Agudo, que segundo os presentes na celebração, faziam o contraste perfeito. Por todo o salão, casais dançavam, e o Ponto de Interrogação, curioso como sempre, queria saber de tudo:

— O caviar é francês?
— A cerveja está gelada?
— O que aconteceu com a noiva? — perguntava ele, até ser interrompido pelo pai da noiva, o Travessão, que, como sempre, pedia a palavra. Agradeceu pela presença de todos os convidados, desejou felicidade à sua filha e ao seu novo genro e fez inclusive uma piada com o fato dele ter bancado o casamento. Todos ouviram com atenção inclusive o Asterisco, preso ao rodapé da sala.

Lá pelas tantas, todos cansandos, querendo ir para casa, os noivos ansiosos pela lua-de-mel, e começou o bochicho:
— Meu Deus, ele não vem! — gritava o Ponto de Exclamação.
— O que aconteceu com ele? — perguntava o Ponto de Interrogação.
— Será que . . . — divagavam as Reticências.
— Ele vai vir. “Antes tarde do que nunca”, dizia o velho profeta — reproduziam as Aspas.

Mas o desespero diminuiu quando entrou no salão o Ponto Final, uma vez que não se terminam estórias (muito menos uma festa, acrescentariam os Parênteses) sem ele.

Quarta-feira, Dezembro 04, 2002
TAXISTAS COMPORTAMENTAIS

Estava pensando em taxistas hoje. Cada vez que você senta no táxi, você dá de cara com uma personalidade diferente. É difícil entrar no carro e fazer a viagem só dizendo "bom dia" e "até mais". A corrida de táxi é mais intimista, porque ele está indo onde você quer, e é difícil ficar muito tempo quieto, sem falar nada com uma pessoa do seu lado.

O taxista SEMPRE quer falar com você, nem que seja papo-furado. Primeiro, levem em conta que a arma de qualquer taxista é o rádio: está sempre ligado em alguma emissora de notícias, e é base para qualquer conversa. Aí, baseado no tipo de papo, resolvi catalogar os tipos de taxistas que a gente encontra por aí.

- O esportista: indivíduo muito comum no meio taxista. Sempre começa puxando o papo pelo time dele, vai e pergunta qual seu time, faz um comentário sobre ele, e daí a conversa vai embora. É meu favorito, porque de futebol é sempre mais fácil falar, é só soltar o discurso pronto. E dá-lhe "o futebol é uma caixinha de surpresas", "clássico é clássico, nunca dá para saber o que vai acontecer", etc.

- O pastor: vidros forrados com adesivos "Deus é Amor", ou o que parece o logo da Coca-Cola, mas tá escrito "Jesus Cristo", etc., e que tem mil santinhos e mais adesivos no painel inclusive aqueles com efeitos psicodélicos. Esse recebe você no carro dele e não tem o mínimo pudor em pregar depois de 5 minuitos de conversa. Qualquer desgraça mencionada por você ou pelo rádio é base para a pregação do dia. Soube de um amigo que inclusive teve que ouvir uma fita K7 rolando no rádio do taxista que nada mais era que a gravação de um culto.

- O alarmista: baseado na notícia do rádio, sempre complementa com um "o mundo não tem mais jeito" ou aumenta 15 vezes a situação, tipo "acho que o dólar, do jeito que está, vai chegar em R$12,00 no final do ano". É um pessimista, o mais chato de se achar na rua, que te deixa no destino sem ânimo nenhum.

- O assustador: passa a viagem toda perguntando onde você trabalha, onde você mora, que carro você tem, se tem sítio no interior ou casa na praia, se seu relógio é verdadeiro, sempre parecendo que quer sondar quanto você tem, e seu potencial de vítima. Esse é sepre mal-encarado, e é daquele tipo que você pede para parar 5 quadras longe de casa.

- O tarado: mulheres, evitem esse tipo. Ele nunca vai falar nada na frente de uma mulher (é covarde demais), mas vai comer com o pensamento. Você entra no táxi do cara, e 5 minutos depois ele está fazendo uma análise do corpo de qualquer mulher num raio de 10 metros do carro. Inclusive tem aqueles breaks: "olha lá, que gostosa! Tá vendo? A de saia azul! Nossa, se eu te conto o que faria com ela..."

Deve ter mais tipos, mas fico com esses por enquanto, que são mais facilmente encontrados. Se alguém souber de mais, pode deixar mensagem aqui para mim. Amanhã vou falar de comportamento social aceitável no elevador, não percam. :-)

Domingo, Dezembro 01, 2002

Um lugar sempre me lembra uma pessoa; às vezes alguém que me fez bem em um lugar que me fez mal ou alguém que me fez mal em um lugar que me fez bem. Lugares sempre serão estáticos; se você quiser, você não precisa mais vê-los, mas com pessoas a coisa muda. Infelizmente, essa estória está relacionada ao segundo caso. Se isso ficar muito comprido, hoje falo do lugar, amanhã falo da pessoa.

Eu tinha 14 anos (tanto tempo assim?), estudava na Cultura Inglesa do Itaim e ia para lá toda sexta-feira, fazia a aula que compensava dois dias da semana em um. Sempre foi divertido, sempre tive sorte com as pessoas que caiam na minha classe e com os professores escolhidos. Mas o lugar em questão não é esse.

Após a primeira rodada de aula, a gente tinha um intervalo razoável, de uns 20 / 30 minutos, e numa das andanças pela região num desses intervalos, conheci a Nuvem Nove. Na época, eu era um fã de heavy metal, e ouvia de tudo que fosse pesado, até Ramones. Não vou dizer que eu era um ignorante em outros estilos, mas meu lance na época era esse, em plena formação musical.

A Nuvem Nove é um sonho para qualquer colecionador de qualquer coisa: ela combina sebo de discos / livros, loja de discos e brechó, tudo em um lugar só, uma verdadeira viagem, e tudo muito bem administrado. Pois bem, quando eu conheci a loja, via lá todos os discos que eu comprava em minhas raras idas à Galeria do Rock, e com preços bem legais, até mesmo antecipando uns lançamentos em relação à Galeria.

Eu comecei a pegar gosto de ir para lá só para ouvir os vendedores e os donos conversando entre si ou com clientes, e nunca aprendi tanto sobre músicas / bandas como aprendi lá. Hoje, até me arrependo de nunca ter feito um contato mais próximo com eles, moleque tímido que eu era (ainda sou). Na entrada, à esquerda, eles tinham um pequena lousa, onde os vendedores escreviam suas recomendações. Olhava a lista, e via nomes dos quais nunca tinha ouvido falar, ou tinha ouvido falar muito pouco, como Yes, Genesis, Focus...tudo aquilo para mim era outro universo, um lugar onde faziam música que não chegava aos meus ouvidos.

Um dia, uma das recomendações no quadro mostrava (com tinta vermelha, vejam vocês) :
KING CRIMSON - RED

Eu pensei: "uau! Só 'Red', mais nada?" O nome da banda mostrava imponência (talvez por causa do "King"), o nome do disco era simples, mas tinha algo de poderoso também, de atraente. Pedi para ver o disco sem ter a mínima idéia do que se tratava (se tivesse tempo de pensar e chutar diria que era uma banda de heavy metal. A capa não dava muita margem à conclusões, apenas 3 músicos em uma fotografia PB, envoltos em sombras.

O disco começou a rolar na casa, e o que senti na hora foi indescritível. Era pesado, mas dificilmente chamaria aquio de heavy metal. Tinha uma aura, algo de muito atraente, apesar de ser a coisa mais torta que já tinha ouvido na minha vida. Os riffs eram fortes, a bateria era pesada, mas ao mesmo tempo clara e cristalina, não a costumeira massa "bumbo-caixa-tom" que eu ouvia na época. E onde estava o vocal? Aquilo era completamente novo para mim. Foi nesse dia que aprendi o que era o tal de "Rock Progressivo". Progressivo? Por que? Tem mais disso?

O tempo foi passando, e ao invés de comprar Stratovarius, Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest, comecei a comprar Renaissance, Yes, Genesis, Rush, Steve Hackett, Focus, Gentle Giant, Marillion, e por aí vai. E continuei ouvindo os vendedores e os donos, toda vez que um cliente entrava na loja.

Fico muito feliz toda vez que lembro da Nuvem Nove, porque presenciei quase toda sua história (mais um pouco, estaria lá na inauguração da loja), e porque ela faz parte da minha história. Se música tem essa importância toda na minha vida, e se um dia eu me interessei o suficiente por música para querer saber tudo sobre ela, gostando ou não de algumas coisas, essa loja teve papel fundamental. É o tipo de lugar onde os sonhos de uma pessoa começam.

Acabou ficando comprido, né? Amanhã conto sobre as pessoas relacionadas ao meu período na Nuvem Nove, a parte mais desanimadora desse importante capítulo da minha vida.

NP: King Crimson, Red - Starless

Segunda-feira, Dezembro 02, 2002

Bom, prometi que ia continuar a estória e aqui estou eu de novo. Só lembrando (caso você tenha preguiça de ler abaixo), a Nuvem Nove foi um dos redutos onde muito do que sou foi construído, culturalmente e pessoalmente. Porém, lá eu passei por um aperto considerável. Não foi exatamente na Nuvem Nove, mas tem tudo a ver; foi nessa época que descobri que sim, você pode sofrer por amor.

Tinha uma menina, Paula, que estudava na Cultura Inglesa (não na mesma sala que a minha), e era filha de uma professora. Ela era um sonho em forma de pessoa (um pouco era pelo mal de idealizar a pessoa amada, mas muito era mérito dela), de olhos claros, cabelo curto e sorriso arrebatador. Conversar com ela era uma festa para olhos e ouvidos, a cada sorriso, a cada palavra. E minhas melhores oportunidades estavam na hora do intervalo.

Aqui, cabe uma explicação muito necessária: até esse meu período dos 15 anos, eu acreditava que a vida se resumia a:
Eu acho uma menina -> Eu beijo / não beijo a menina -> eu acho outra menina

Não era uma vida galinácea, mas naquela idade eu pelo menos nunca pensava em compromisso, até porque não fazia idéia do que era isso. Longe de ser cafajestagem, apenas não tinha aprendido muito sobre sentimento. Aliás, essa idade é aquela onde se aprendem as coisas, ou pela dor ou pelo amor.

Então, dentro da minha ingênua concepção de como deveria me relacionar com meninas, comecei a conversar com a Paula. E larguei da Nuvem Nove. Parei de ir lá, comecei a aproveitar meus intervalos com o Sorriso. Desencanado como era, nunca fiz realmente um movimento para conquistá-la ou algo do tipo. E abri mão de um lugar que era a meca da minha vida adolescente.

Até que chegou o momento em que recebi meu último certificado de Oxford, e decidi que não continuaria para os níveis avançados da Cultura, uma vez que já tinha atingido um nível de inglês fluente. Na entrega dos certificados, ela estava lá. Então, olhei para ela, como se fosse uma última vez, sem imaginar ou me tocar de que era a última vez. Conversamos, ela sorriu (e como sorriu), e nos despedimos.

Cheguei em casa, algo me incomodava. Não sei o que era, se eram os salgadinhos da festa, se era o alto volume da banda que tocou lá. Sentei na cama e, sem perceber, chorei. Estava apaixonado, e percebi tarde demais a falta que ela iria me fazer. Nunca imaginei que fosse daquele jeito, era quase uma doença muito ruim, sem perspectiva de cura.

Do alto da minha ingenuidade, acreditei que aquilo era passageiro, que quando fosse mais velho, não sofreria, que achar alguém para compartilhar a vida era tão fácil quanto achar alguém para beijar. Mal sabia que aquilo era o início de outra parte da minha vida, onde estar com alguém era mais importante do que simplesmente trocar saliva. Até aquele momento, achava que a maturidade seria a solução de todos meus problemas, mas hoje é muito claro que a maturidade de qualquer pessoa é um problema, é onde você perde a ingenuidade do sentimento, onde mora a pureza.

Como disse ontem, os lugares ficam, as pessoas vão.

A Nuvem Nove ainda está lá, no mesmo endereço, com os mesmos produtos.

A Paula sumiu, levando embora o sorriso e um pedaço de mim.
NP: Marillion, Brave - Falling From The Moon


Nota de Agradecimento

Como já mencionado, este é um site cultural e a publicação de textos tem a única intenção de mostrar quão rica é a literatura mundial e levar aos usuários da Internet um pouco mais de cultura e conhecimento dos mais variados assuntos.

Agradecemos aos editores dos autores aqui citados a permissão para mencionar trechos ou partes de suas obras. Informamos que mantivemos fiel transcrição de suas publicações originais. Se houver interesse, há espaço reservado para links ou anúncios de suas empresas. Muito Obrigado!

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(Dermeval P. Neves)


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