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GOTAS DE REFLEXÃO - EVANGELHO DOMINICAL


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Índice desta página:
Nota: Cada seção contém Comentário, Leituras, Homilia do Diácono José da Cruz e Homilias e Comentário Exegético (ou Estudo Bíblico) extraído do site Presbíteros.com

. Evangelho de 09/11/2014 - 32º Domingo do Tempo Comum
. Evangelho de 02/11/2014 - 31º DTC - Finados


Acostume-se a ler a Bíblia! Pegue-a agora para ver os trechos citados. Se você não sabe interpretar os livros, capítulos e versículos, acesse a página "A BÍBLIA COMENTADA" no menu ao lado.

Aqui nesta página, você pode ver as Leituras da Liturgia dos Domingos, colocando o cursor sobre os textos em azul. A Liturgia Diária está na página EVANGELHO DO DIA no menu ao lado.
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09.11.2014
DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO - 32º DTC — ANO A
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA FESTA )
__ “O nosso templo é o Corpo Ressuscitado de Jesus!” __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

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NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Hoje, celebramos a Dedicação da Igreja do Latrão, por ser a primeira igreja construída em Roma. É chamada, por isso, a mãe de todas as igrejas do mundo. Por motivo de antiguidade, a Igreja mantém a tradição de uma festa litúrgica nesta data. Não estamos comemorando a construção daquela igreja, mas vamos nos servir dela para refletir sobre a Igreja que é formada por pedras vivas, que é o Povo de Deus.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebramos a dedicação da igreja mãe do cristianismo católico, a Basílica de Latrão, catedral do Bispo de Roma e sinal universal da comunhão eclesial. A teologia desta festa refere-se à Igreja como Corpo de Cristo e Templo de Deus, imagem da Nova Jerusalém, da qual brotam as águas que curam e santificam.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O nosso corpo é o templo do Espírito Santo.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


(coloque o cursor sobre os textos em azul abaixo para ler o trecho da Bíblia)


PRIMEIRA LEITURA (Ezequiel 47,1-2.8-9.12): - "Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida"

SALMO RESPONSORIAL 45(46): - "Os braços de um rio vêm trazer alegria à cidade de Deus, à morada do Altíssimo."

SEGUNDA LEITURA (1 Coríntios 3,9-11.16-17): - "Irmãos, nós somos operários com Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus."

EVANGELHO (João 2,13-22): - "Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias."



Homilia do Diácono José da Cruz – 32º Domingo do Tempo Comum – Ano A

"O TEMPLO VIVO"

A casa onde morávamos, nos anos 60, esquina das ruas Albertina Nascimento com a Tarcísio Nascimento em Votorantim, era incompatível com a nossa classe social, meu pai era um simples operário e a casa de cinco cômodos era bonita e espaçosa, a sala era o espaço onde recebíamos as visitas. Certo dia veio a nossa casa a Dona Dita, uma senhora humilde que minha mãe gostava muito de acolher, sempre a ajudando como podia. Minha Irmã havia encerado o corredor e a sala, e a mulher, ao entrar, pedindo licença, tirou o chinelo sujo de barro, pois havia chovido àquele dia, mas minha mãe lhe disse: “Olhe Dona Dita, a senhora é muito mais importante que esta casa , e esta sala limpa e organizada, é justamente para receber a senhora, por isso pode por o chinelo e fique a vontade”

Lembro-me que nos meus nove anos, depois que a mulher se foi, perguntei à minha mãe se era mesmo verdade que a Dona Dita, tão pobrezinha daquele jeito, era assim tão importante, ao que minha mãe respondeu: ”As pessoas, ricas ou pobres, inteligentes ou ignorantes, são importantes e devem ser sempre recebidas com respeito e amizade, porque nelas mora o Deus vivo, é uma ofensa ao nosso Deus, exigir que um pobrezinho tire o sapato ou o chinelo, para não sujar a nossa casa”. AH Dona Georgina minha primeira catequista! Como lhe sou grato por ensinar-me esta lição, apreendida com a Palavra de Deus!

O comentário simples da minha mãe, é a homilia de hoje, pois Jesus, indignado por terem feito do templo sagrado um lugar de comércio, expulsa da casa do Pai os profanadores do templo. Ao afirmar, que o zelo por vossa casa me devora, Jesus não se refere somente ao templo em si, edificação material, mas ao templo vivo que é o homem, onde, exatamente como minha mãe me ensinou, está presente o Deus vivo.

Todas as igrejas cristãs, enquanto lugar consagrado a Deus, onde o povo se reúne para o culto, deve e precisa ser respeitado como tal, porque se apresenta como sinal dessa presença real de Jesus em sua igreja. A Festa litúrgica dessa sexta feira, dia 09 de Novembro – Dedicação da Basílica de Latrão,  que não quer simplesmente prestar homenagem a um lugar histórico para a igreja católica, como é a Basílica de Latrão, que no século IV, quando o imperador Teodósio decretou o Cristianismo como a Religião oficial do Império, tornou-se a residência oficial do Papa, passando depois a ser uma Basílica.

Ao celebrar essa festa tão importante, a Igreja nos oferece esta reflexão da Palavra de Deus, sobre o sentido do templo, enquanto lugar da presença de Deus, e o templo vivo onde Deus habita que é no coração do homem, conferindo-lhe uma dignidade especial, a ponto de Paulo nos dizer, diante de pecados que profanam o corpo –“ Não sabeis que vossos corpos são templos do Espírito Santo?”

É na teologia joanina que o corpo será compreendido enquanto morada de Deus, templo do Deus Altíssimo, afirmando e confirmando desta maneira, que lá nas profundezas do nosso ser existencial, envolvendo todas as nossas dimensões, Cristo Jesus se faz presente, graças a efusão do Espírito Santo, o Santíssimo, Perfeitíssimo e Todo Poderoso, vem participar da vida dos homens, não dentro de um conformismo com o domínio do mal, por causa das fraquezas e da concupiscência da carne, antes, para os resgatar, apontar-lhes o único caminho que é Ele mesmo.

Nesse sentido a morte já não existe, o homem tornou-se propriedade exclusiva de Deus, através da encarnação de Jesus, nada poderá derrotá-lo, nenhuma outra força será maior do que a graça santificante e operante, que preenche todo o seu ser. Esse resgate da dignidade humana, esta total renovação e renascimento, é o maior de todos os sinais que Jesus apresenta aos seus interlocutores neste evangelho - “Destruam este templo e em três dias eu o levantarei!”

Este Santuário  que traz em si o Deus vivo e encarnado na história, em Jesus de Nazaré, vem sendo todos os dias e de todas as formas profanado, violentado, banalizado, mercantilizado, feito em ruínas. Não se discute aqui o caráter sagrado dos nossos templos cristãos, mas o que deve nos questionar é a essência daquilo que Jesus ensina-nos neste evangelho: que como cristãos deste terceiro milênio, devemos todos ter este mesmo zelo que nos devora, pela vida e dignidade dos nossos irmãos.

Não estaria na hora de usarmos o “chicote da indignação”, diante de certas ideologias para quem a vida humana nada vale?.Poderíamos começar em nossas comunidades, acolhendo todos os que vêm sendo vítimas desta profanação. (Consagração da Basílica de Latrão) João 2, 13-22.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com


Homilia de D. Henrique Soares da Costa – 32º Domingo do Tempo Comum – Ano A

“Dedicação da Basílica do Latrão”

Quando uma festa litúrgica em honra do Cristo ocorre no Domingo, ela se torna solenidade. É o caso de hoje: a Dedicação da Basílica do Latrão, Catedral do Papa, Bispo de Roma. No século IV o Imperador Constantino deu este grande edifício ao Papa são Silvestre I, que o consagrou, dedicando-o a Deus como Catedral de Roma. A nova Catedral foi dedicada ao divino Salvador e, mais tarde, também aos santos João Batista e João Evangelista. Como se localiza numa antiga chácara da nobre família romana dos Laterani, foi chamada popularmente de São João do Latrão. Pois bem, a presente solenidade traz-nos è mente e ao coração três aspectos da nossa fé.

Primeiro. Todo templo cristão dedicado a Deus é imagem do próprio Cristo: ele, no seu corpo ressuscitado, é o verdadeiro templo, do qual o Templo de Jerusalém era apenas uma imagem e profecia: “Destruí este Templo e em três dias eu o levantarei… Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo”. É do corpo ressuscitado do Senhor, verdadeiro templo, que brota a água da vida, a água, que é símbolo do Espírito Santo. É a esta realidade tão bela e misteriosa que alude a leitura de Ezequiel: “A água corria do lado direito do Templo… Estas águas correm para a região oriental, desembocam nas águas salgadas do mar e elas se tornarão saudáveis. Haverá vida onde o rio chegar. Nas margens do rio crescerá toda espécie de árvores frutíferas… que servirão de alimento e suas folhas serão remédio”. A imagem é bela, rica, intensa: a água que brota do lado direito do Cristo transpassado é o Espírito Santo, dado pelo Senhor à Igreja e à humanidade, para que nele tenhamos a cura dos nossos pecados e a vida em abundância! Por tudo isso, veneramos e respeitamos nossos templos: eles são imagem do próprio corpo ressuscitado de Cristo, fonte do Espírito e lugar de encontro com o Pai. Por isso, toda igreja mais importante – as paroquiais e, sobretudo, as catedrais -, são dedicadas a Deus, como Cristo, que foi todo consagrado ao Pai.

Segundo. A Igreja é, primeiramente, a Comunidade: “Vós sois a construção de Deus. Acaso não sabeis que sois santuário de deus e que o Espírito de Deus mora em vós? O santuário de Deus é santo, e vós sois esse santuário!” Nossos templos são chamados de “igreja” porque são casas da Igreja, espaço sagrado no qual a Igreja-Comunidade se reúne num só Espírito Santo para, unida ao Filho Jesus, elevar o louvor de glória ao Pai, sobretudo na Eucaristia. Assim, celebrar a dedicação de uma igreja-templo é recordar que nós somos Igreja-Comunidade, Corpo de Cristo, templo verdadeiro de Deus, pleno do Espírito Santo. Santo Agostinho recordava: “A dedicação da casa de oração é festa da nossa comunidade. Mas, nós mesmos somos a Casa de Deus. Somos construídos neste mundo e seremos solenemente dedicados no fim dos tempos!” Nós – cada um de nós – somos pedras vivas, pedras vivificadas pelo Espírito, para formarmos um só edifício espiritual, isto é, um edifício no Espírito Santo. E este edifício é a Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo. Irmãos, a Igreja somos nós, a Igreja é cada um de nós, chamados a assumir nossa parte na edificação do Reino de Deus. Na Igreja, não somos espectadores; somos atores, somos participantes! Não nos omitamos, portanto; não recebamos a graça de Deus em vão! Tornamo-nos Igreja pelo Batismo, que nos fez membros do Corpo de Cristo e, em cada Eucaristia, vamos nos tornando sempre mais corpo de Cristo, até sermos plenamente configurados com ele na glória. Então, não recebamos em vão tamanha graça!

Terceiro. A Basílica do Latrão é a Catedral da Igreja de Roma, a Catedral do Papa. Na sua entrada há uma inscrição: “Mãe de todas as igrejas da Cidade e do mundo”. Compreendamos! A Igreja de Roma (isto é, a Arquidiocese de Roma) é a Igreja de Pedro e de Paulo, é a Igreja que preside à todas as outras dioceses do mundo, é a mais venerável de todas as Igrejas da terra. Santo Inácio de Antioquia referia-se a ela, lá pelo ano 97, com indizível veneração. Numa carta que endereçou aos cristãos romanos, o santo Bispo de Antioquia escrevia: “À Igreja objeto de misericórdia na magnificência do Pai altíssimo e de Jesus Cristo seu único Filho, amada e iluminada na vontade daquele que conduz à realização todas as coisas que existem, segundo a fé e o amor de Jesus Cristo nosso Deus, à mesma que também preside na região dos romanos, digna de Deus, digna de honra, digna da máxima beatitude, digna de louvor, digna de sucesso, digna de pureza e colocada acima das demais na caridade, que possui a lei de Cristo e o nome do Pai”… O Papa, como Bispo de Roma, é cabeça do Colégio dos Bispos e sinal visível da unidade da Igreja na fé e na caridade. É por isso que hoje nos unimos à Igreja de Roma na festa da Dedicação, da consagração da sua Catedral, a basílica do Latrão. A Catedral de cada diocese é a Igreja do Bispo, sucessor dos Apóstolos. Quanto mais importante é a Catedral do Bispo de Roma, sucessor de Pedro. Por isso, ela é considerada a “Mãe de todas as Igrejas da Cidade e do mundo”. Assim sendo, a festa de hoje convida-nos também a rezar pela Igreja de Deus que está em Roma e pelo seu Bispo, Bento XVI. Convida-nos a estreitar nossos laços com Roma e o Papa, retomando nossa consciência do papel que ele tem como Vigário de Pedro, a quem Cristo confiou sua Igreja. Num mundo tão complexo, com tantas idéias, opiniões e modas, num cristianismo que vê surgir tantas seitas sem nenhum fundamento teológico, sem nenhuma seriedade, sem nenhum enraizamento na Tradição Apostólica, difundindo-se pela força do dinheiro e a conivência dos meios de comunicação, ávidos de lucro, fazendo um terrível mal à fé dos simples e desavisados – num mundo assim, reafirmemos nossa comunhão firme, profunda e convicta com a Igreja de Roma e seu Bispo, a quem o Cristo entregou de modo particular as chaves do Reino e deu a missão de confirmar na fé os irmãos. A comunhão com Roma é garantia de estar naquela comunhão que Cristo sonhou para a sua Igreja; é garantia de permanecer na fé apostólica, transmitida uma vez por todas, é garantia de não cair num tipo de cristianismo alheio àquilo que o Senhor Jesus pensou e estabeleceu.

Que a festa hodierna seja uma feliz ocasião para professar, na exultação e no louvor, a nossa fé católica, da qual nos ufanamos com humildade e na qual esperamos ser salvos. Amém.

Dom Henrique Soares da Costa


Comentário Exegético — 32º Domingo do Tempo Comum – Ano A
(Extraído do site Presbíteros - Elaborado pelo Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

................. Não publicado ..............


EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA

A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.

- Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.
- Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.

Interpretação errada do evangelho:

- Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.
- Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).

Consequências:

- O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.
- O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.
- O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.
- O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.
- Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.


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02.11.2014
COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS - 31º DTC — ANO A
( ROXO OU PRETO, PREFÁCIO DOS MORTOS – OFÍCIO PRÓPRIO )
__ “Na casa de meu Pai há muitas moradas” __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
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NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos, hoje, a salvação divina com a fé e a esperança misturada à saudade de parentes e amigos que nos precederam na morte. Diante do mistério da morte, por mais dolorida que seja a separação, como cristão não desesperamos, mas nos tornamos serenos, silenciosos e respeitosamente confiamos que a serenidade e o silêncio sejam preces agradáveis aos olhos de Deus. Sabemos, como cristãos, que a morte não é o fim de tudo, mas apenas o começo de um novo modo de existir fundamentado no amor e na paz que se encontra eternamente em Deus.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Hoje comemoramos todos os fiéis defuntos, nossos irmãos e irmãs batizados que já partiram desta vida e morreram na esperança da ressurreição. Entre eles estão nossos parentes, amigos e benfeitores. Rezemos também por todos os falecidos, cuja fé só Deus conhece e cuja esperança é cheia de imortalidade.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A certeza na ressurreição e de que um dia estaremnos todos reunidos na casa do Pai, onde há muitas moradas, é que nos faz aceitar a realidade da passagem desta vida para a eternidade, onde regozijaremos na Glória do Pai.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


(coloque o cursor sobre os textos em azul abaixo para ler o trecho da Bíblia)


PRIMEIRA LEITURA (Jó 19,1.23-27): - "Por detrás de minha pele, que envolverá isso, na minha própria carne, verei Deus"

SALMO RESPONSORIAL 26(27): - "O Senhor é minha luz e salvação!"

SEGUNDA LEITURA (Romanos 5,5-11): - "Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios."

EVANGELHO (João 6,37-40): - "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora."



Homilia do Diácono José da Cruz – 31º DTC. COMEMORAÇÃO DIA DE FINADOS – Ano A

"OS QUE MORRERAM EM CRISTO"

(Uma palavrinha sobre Finados)

Pouco se falava em ressurreição dos mortos no Antigo Testamento, a não ser em uma linguagem figurativa, na verdade algo incomodava a crença dos judeus, O Deus todo Poderoso da Aliança, não tinha nenhum domínio sobre o Xeol, Mansão dos Mortos.

Jó em meio ao sofrimento irá reafirmar a sua fé e esperança ao dizer “Eu sei que o meu Redentor está vivo”, os irmãos macabeus, diante da opressão helenista, ameaçados de perder a vida, encorajados pela própria mãe, afirmarão a crença em um Deus que irá restaurar seus corpos mortais, mas é o profeta Ezequiel que chegará mais perto, nesse sonho de uma vida no pós-morte, com o seu clássico texto da visão dos ossos secos, e mesmo assim, a exegese deixa claro que se tratava de um encorajamento ao povo exilado, lembrando-os que o Deus da Aliança não é indiferente ao sofrimento, e que irá trazê-los de volta, seria uma ressurreição de idéias, vida nova e animo novo, cobrindo a secura dos sonhos de liberdade, mortos pelo poder Babilônico. De qualquer forma, o profeta vislumbra uma nova pátria, um retorno á Deus e a vida.

Esse Deus dos vivos e dos mortos, vencedor da escuridão, que oferece a libertação dos grilhões da morte, ganha um nome e um rosto, deixa de ser um sonho, e no mistério da encarnação e desvenda o Xeol, estendendo sobre ele o seu domínio, não mais só nos horizontes da Religião de Moisés, mas em sentido universal, a partir de Jesus, nunca mais a morte terá a última palavra.

Porém, no caminhar do homem por esta vida, em busca dessa terra prometida, não mais restrita aos limites geográficos, o momento da morte aparenta ser uma grande tragédia, o homem tem medo do desconhecido, aquilo que seus sentidos não experimentaram, que nenhum olho humano viu, nem o ouvido escutou, ainda permanece como um grande mistério impenetrável pela compreensão humana.

A Fé na ressurreição não é a crença em algo ilógico, irreal, obscuro, o cristão não crê numa possibilidade de vida após a morte, ele tem a certeza, porque Cristo percorreu esse mesmo caminho, o caminho do esmagamento, de um corpo destruído, arrebentado, e que em um momento real e histórico, experimentou na cruz a inércia da morte, sua musculatura enrijeceu, seus olhos se fecharam seus órgãos, como todo o resto do seu corpo, em processo hemorrágico violento, por causa das chagas, perdeu totalmente a sua força, seus pulmões não tinham mais o ar vital, e seu coração humano, dilacerado pela lança que o traspassou, interrompeu sua função de bombear sangue para aquele corpo na juventude dos 33 anos, e aquele corpo do jovem Galileu foi sepultado, por um gesto piedoso de José de Arimatéia.

Jesus de Nazaré percorreu esses mesmos caminhos, que desembocam na fatalidade da morte biológica, que ninguém quer, e da qual todos têm medo. Mas há na vida do cristão algo fascinante, quando tudo parece tenebroso e a derrota parece eminente, quando a escuridão parece que vai nos tragar, eis que sucede um encontro único, imemorável, indescritível: Deus e Homem se encontram, para sacramentar a eterna aliança, selada pelo Cordeiro. Eis que o novo Adão é acolhido com festa na casa paterna, com a dignidade de Filho, herdeiro dos tesouros do céu, guardados por Deus desde os primórdios da Criação.

Finados é dia de lembrar com intensa alegria, os entes queridos, que morreram em Cristo, configurados a ele pelo Batismo, e confirmados Nele pela Crisma. Finados é dia de juntar nossas vozes com as vozes eternas das Igrejas Triunfante e Padecente, para em um único louvor, bendizer o Dom da vida, derramado pelo Espírito em nossos corações. A morte é passagem, transformação, abertura de um Novo Horizonte, jamais vislumbrado pelo homem. Morte é demolir a velha casa, a tenda judiada pelas chuvas, ventos e temporais dessa vida, mudando-nos para a casa nova, permanente, onde pode se desfrutar da plenitude do amor Divino.

“Fiquei feliz quando me disseram, vamos à casa do Senhor!”. Que nosso choro se transforme em risos, nossos prantos em belas canções. Aquilo que chorando semeamos, iremos colher sorrindo. Na luz da fé, as covas transformam-se em berços, onde nasce a verdadeira Vida, aquela que Cristo nos antecipa, à luz da Fé, emergindo das águas do Batismo.
"Que as almas de todos os fiéis defuntos, pela misericórdia de Deus descansem em paz. Amém".

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com


Homilia do Padre Françoá Rodrigues Costa – 31º DTC. COMEMORAÇÃO DIA DE FINADOS – Ano A

“Outra visão da morte”

Mais uma vez os cemitérios vão se encher de gente, as velas se consumirão em quilos, as flores serão objetos do nosso desejo estético funerário, muitas Missas serão celebradas e muitos terços serão rezados. Tudo isso é importante! Além do mais, consideraremos no dia de hoje – e com maior realismo – que o céu existe e é eterno, que o inferno existe e é eterno, que o purgatório existe e… não é para sempre. Por isso podemos rezar por todos aqueles que morreram: no caso de que ainda se encontrem no purgatório, sirvam as nossas orações para que entrem definitivamente no céu. Logicamente, quem está no purgatório não pode ir ao inferno. Contudo, umas das certezas que talvez se ofusque nesses dias é o realismo dessa expressão: também vamos morrer!

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Quem dera morrer com essa frase na boca e no coração! Sobretudo, quem dera morrer totalmente consumidos no serviço de Deus, numa entrega de amor cheia de intensidade! Começamos a nossa vida espiritual entregando-nos a Deus no momento do batismo, reafirmamos essa entrega durante toda a nossa vida e, naquele momento – Deus sabe quando! – quereríamos também colocar-nos nas mãos do nosso Pai do céu e morrer com a confiança de uma criança que simplesmente dorme nos braços do seu pai para acordar sob a contemplação do olhar amoroso do Eterno Pai.

São Josemaría Escrivá deixou escritas essas palavras cheias de confiança em Deus e que nos ajudam a ver a morte de uma maneira nova: “Não tenhas medo da morte. – Aceita-a desde agora, generosamente…, quando Deus quiser…, como Deus quiser…, onde Deus quiser. – Não duvides; virá no tempo, no lugar e do modo que mais convier…, enviada por teu Pai-Deus. – Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte!” (Caminho, 739).

Quando? Não sabemos. Talvez não seja interessante sabê-lo. Não nos esqueçamos de que a nossa conversão é, principalmente, obra da graça, o qual não quer dizer que não devamos trabalhar. Talvez por esquecer-nos da primazia e da eficácia da graça de Deus nas nossas vidas, pensamos, ingenuamente, que si soubéssemos o dia da nossa morte nos converteríamos. Enganamo-nos! Repito: a conversão e a santidade são, principalmente, obras de Deus nas nossas vidas. É muito melhor viver na confiança e no amor: somos filhos de Deus, ele quer que cheguemos aos céus e nos dará todas as graças para alcançá-lo. Se fizermos o que está da nossa parte podemos confiar com a certeza que a fé nos dá de que veremos a Deus face a face.

Como? Tampouco sabemos. De morte morrida ou de morte matada? Atropelado ou afogado? De câncer ou de ataque cardíaco? Por delicadeza não continuarei enumerando as variadíssimas possibilidades de “dar uma morridinha”. Onde? Podemos morrer em qualquer lugar. Eu estava pensando que agora mesmo, enquanto escrevo esse texto, poderia morrer.

Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte! Isso não é apenas linguagem poética, mas esconde uma grande verdade: o cristão que tem uma sadia curiosidade para ver o rosto de Deus – Pai e Filho e Espírito Santo – vê a morte como a possibilidade de uma realidade desejada. Logicamente, o desejo não é morrer, mas ver a Deus. A vida é sempre um dom que está por encima da morte, mas quando depois da morte se vislumbra uma vida sem fim, seria até lícito desejar a morte – não em quanto fim – mas em quanto “condição” para ver a Deus, sempre sob a amorosa vontade de Deus: somente quando Deus quiser!

Nós, os cristãos, não fugimos do mundo. Estamos muito bem aqui! Desfrutamos esse mundo que o Senhor criou para nós. Ao mesmo tempo, vivendo tão bem nessa pátria mundanal, apesar das tribulações da vida, somos conscientes que a nossa pátria definitiva é o céu.

Além de pedir muito ao Senhor no dia de hoje pelos nossos entes queridos, peçamos também que o Senhor nos prepare para quando chegar a nossa hora: que tenhamos entrada garantida na sociedade dos santos no céu.

Pe. Françoá Costa

Nota importante: Quando nos confessamos são-nos perdoados todos os pecados, mas perdoada a culpa fica a pena, ou parte dela; logicamente não fica a pena eterna, que seria o inferno. Permanece a pena temporal, pela qual merecemos entrar num estado de purificação (purgatório). Para aqueles fiéis que se encontram nesse estado, a Igreja lhe ajuda com as indulgências. As indulgências são aplicações dos méritos de Cristo e dos Santos para que sejam retiradas de nós ou daquelas almas a pena temporal merecida pelos pecados. Uma indulgência pode ser plenária, que retira toda a pena temporal merecida, ou parcial, que a retira só em parte. Para ganhar uma indulgência plenária (somente uma cada dia) é necessário: 1) confessar-se (com uma só confissão é possível ganhar várias indulgências); 2) comungar no dia em que se realiza a obra com a qual se merece a indulgência plenária; 3) realizar a obra indulgenciada estando em estado de graça (sem nenhum pecado mortal desde a última confissão bem feita); 4) desapego de todos os pecados, inclusive dos veniais; 5) rezar nas intenções do Santo Padre, o Papa. Em concreto, neste mês de novembro, concede-se indulgência plenária aplicável somente às almas do purgatório: 1º) aos fiéis que visitarem devotamente o cemitério, do dia 1º ao dia 8º de novembro, e rezarem pelos fiéis defuntos; 2º) aos fiéis que, no dia em que se celebra a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (2 de novembro), visitarem piedosamente a igreja ou oratório. Nesta piedosa visita recita-se o Pai-Nosso e o Credo.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa


Comentário Exegético — 31º DTC. COMEMORAÇÃO DIA DE FINADOS – Ano A
(Extraído do site Presbíteros - Elaborado pelo Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

Preces – Finados

Sacerdote: Irmãos e irmãs, elevemos a Cristo Senhor, que julgará os vivos e os mortos, a nossa súplica em favor de nossos irmãos defuntos:
Todos: Dai-lhes, Senhor, o repouso eterno!

Dia de ira, aquele dia, que em tudo em cinzas se fará: di-lo Davi e a profecia. E que terror reinará, quando o juiz aparecer a julgar-nos com terror. Lembrai-vos de nós, Senhor.

O forte som da trombeta entre os túmulos dos mortos junto ao trono os levará. Todo o mundo há de pasmar, quando a criatura ressurgir para responder ao Juiz. Lembrai-vos de nós, Senhor.

Um livro será trazido, no qual tudo está contido para o mundo ser julgado. Quando o Juiz se sentar, tudo será revelado, nada será deixado impune. Lembrai-vos de nós, Senhor.

Que poderei dizer, eu pecador? A que patrono rogarei, se nem o homem justo está seguro? Rei soberano em majestade, que por graça nos salvais, salvai-me, fonte de piedade! Lembrai-vos de nós, Senhor.

Recordai, piedoso Jesus, que por minha causa descestes dos céus, não me percais naquele dia. Cansastes-vos ao procurar-me, com vosso sofrimento me redimistes, não seja em vão tanto labor. Lembrai-vos de nós, Senhor.

Juiz justo do castigo, dai-me o dom da remissão, antes do dia do juízo. Gemo e choro como réu, o meu rosto cora de vergonha, perdoai-me, ó Deus. Lembrai-vos de nós, Senhor.

Já que absolvestes Madalena e escutastes o pedido do bom ladrão, eu me encho de esperança. Mesmo que não mereça ser ouvido, sei que sois bom e misericordioso: livrai-me, Senhor, do fogo eterno. Lembrai-vos de nós, Senhor.

Colocai-me junto com as ovelhas, separai-me dos cabritos, ponde-me à vossa destra. Se os malditos, confundidos, serão lançados ao fogo destruidor, que me chameis a estar com os vossos benditos. Lembrai-vos de nós, Senhor.

O meu coração está reduzido a cinzas, por isso rogo-vos, Senhor, suplicante e humilde, que não me abandoneis no meu fim. Será um dia de lágrimas aquele dia, em que do pó do qual foi feito, o homem se erguerá para ser julgado. Nesse dia, lembrai-vos de nós, Senhor.

Sacerdote: Perdoai ó Deus, piedoso Jesus, os nossos irmãos defuntos e dai-lhes o repouso que para eles preparastes nas moradas eternas. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amém

Homilia do Mons. José Maria – Finados

Rezar pelos mortos

A comemoração de Todos os Fiéis Defuntos coloca toda a Igreja diante do mistério da morte. É um dia dominado pela saudade afetuosa das pessoas falecidas que nós amávamos quando vivas. No dia 02 de novembro a Igreja convida-nos, com maior insistência, a rezar e a oferecer sufrágios pelos fiéis defuntos do Purgatório. Com esses nossos irmãos, que “ também, participaram da fragilidade própria de todo o ser humano, sentimos o dever- que é ao mesmo tempo uma necessidade do coração – de oferecer-lhes a ajuda afetuosa da nossa oração, a fim de que qualquer eventual resíduo de debilidade humana, que ainda possa adiar o seu encontro feliz com Deus, seja definitivamente apagado” ( S. João Paulo II, no Cemitério em Madri, 02/11/1982).

Nós cristãos, devemos crer que nossos mortos vivem num sentido bem verdadeiro e pleno: vivem “em Deus”.

“As almas dos justos estão na mão de Deus , diz a Escritura, nenhum tormento os tocará” ( Sb 3,1). A coisa mais útil que podemos fazer enquanto meditamos a Palavra de Deus não é, portanto, falar dos mortos, mas falar da morte. A morte, ao invés, nos toca de perto a todos. Diante dela somos radicalmente iguais, todos indefesos, como crianças que na escuridão da noite, sozinhas na grande cama dos pais, medrosas se apertam entre si.

O que perpassa todos os textos bíblicos da comemoração dos Fiéis Defuntos é a esperança da vida que nasce da morte, a partir do mistério pascal de Cristo Jesus. Em Cristo Jesus abre-se uma nova perspectiva, onde a morte já não é mais o fim fatídico e desesperador, mas a passagem para uma realidade nova de plenitude de vida em Deus.

A fé no Cristo resuscitado transforma a vida do cristão. A morte já não é mais o fim de todas as coisas. Ela é, antes, uma porta, uma passagem para uma realidade nova. O Cristo vivo garante a vida para sempre ( cf. Jó 19,1.23-27; Rm 5, 5-11; Jo 6, 37-40). A morte será eliminada definitivamente em Cristo Jesus ( cf. Is 25, 6-9; Rm 8, 14-23; Mt 25, 31-46). A Igreja vive a esperança da glória em Cristo Jesus ( cf. Sb 3, 1-9; Ap 21, 1-7; Mt 5, 1-12).

Ao perpassar os textos bíblicos vemos que a morte do Cristo transforma-se num despertar para a vida eterna feliz em Deus.

Para quem acreditou em Deus e O serviu, a morte não é um salto no vazio, mas para os braços de Deus: é o encontro pessoal com Ele, para habitar com Ele no amor e na alegria da sua amizade. O cristão autêntico não teme, por isso, a morte; pelo contrário: considerando que, enquanto vivemos na terra “vivemos longe do Senhor” , repete São Paulo: “ desejamos sair deste corpo para habitar com o Senhor” (2Cor 5, 6.8). Não se trata de exaltar a morte, mas considerá-la como realmente é no projeto de Deus: o nascimento para a vida eterna.

Esta visão serena e otimista da morte fundamenta-se na fé em Cristo e na nossa pertença a Ele.

Todos os homens foram entregues a Cristo e Ele os redimiu com o preço do Seu sangue. Se aceitarem pertencer-Lhe e viverem na fé e na prática das boas obras, em conformidade com o Evangelho, podem ter a certeza de serem contados entre os “Seus” e, como tais, ninguém os poderá arrancar da Sua mão, nem sequer a morte. “Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” ( Rm 14,8). Somos do Senhor porque nos redimiu e incorporou em Si, porque vivemos n’Ele e para Ele pela graça e pelo amor; se somos Seus na vida, continuaremos a sê-lo na morte. “ Ele transformará o nosso corpo mortal à imagem de seu corpo glorioso” ( Cânon III).

Sem a ressurreição, a mesma fé seria vã ( 1Cor 15,14) e nós não poderíamos fazer outra coisa, diante da morte, do que “ afligir-se como os outros que não tem esperança” ( 1Ts 4,3). Na leitura bíblica ( Jó 19,25-27), ouvimos a voz de Jó que dizia: “ Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus. Aquele que eu vir será para mim, aquele que os meus olhos contemplarem não será um estranho”. Depois de Cristo algo mudou para melhor: nós dizemos: Com minha carne- e não sem ela- verei o meu Deus.

Desde sempre a Igreja rezou pelos mortos ( Cf.2 Mac 12, 43-44).

Mons. José Maria Pereira

PISTAS:

1) O povo dá mais importância à oração pelos familiares falecidos do que à celebração dos santos gloriosos. Acha que os parentes falecidos lhe estão mais próximos e precisam mais de oração... Por isso, Finados ganha de Todos os Santos. Também, o povo sofrido é mais sensível ao pensamento do sofrimento e da morte do que ao da glória. Glória, nunca conheceu, sofrimento, sim. (Por isso, celebra mais a Sexta-feira Santa que a Páscoa da Ressurreição!)
 
2) Mas os falecidos, não são santos também? Se não fossem santos, isto é, pertencentes ao “Santo”, a Deus, que sentido teria rezar por eles. Para aliviar as penas do purgatório? Mas isso tem sentido apenas porque já estão encaminhados para Deus. Só lhes falta o “acabamento”! A 2ª leitura de hoje diz que os batizados já co-ressuscitaram com Cristo. Se já somos “filhos de Deus” e ainda não se manifestou o que seremos (2ª leitura de Todos os Santos), os que já percorreram o caminho são santos, pertencem a Deus, mesmo se ainda lhes falta alguma purificação. A festa de Todos os Santos e o Dia dos Finados são uma coisa só: inclui toda a Igreja militante, padecente e triunfante. Se estamos convencidos disso, estes dias não se tornam dias tristes, mas dias para curtirmos o pensamento da glória e da paz que recebem os que procuram, durante sua caminhada na terra, o rosto amoroso do Pai.

3) Os santos “acabados” – a Igreja triunfante – e os santos “em fase de acabamento” – as almas do purgatório – são solidários com os que ainda estamos a caminho da santidade, a Igreja militante aqui na terra. Esta é a comunhão de todos os santos, que hoje celebramos. Temos presentes os que nos precederam, não nos fixando na sua imperfeição, mas no destino glorioso que lhes foi designado por Deus. Assim recordamos os nossos pais, que nos deram a vida e a fé cristã; os nossos irmãos e amigos que lembramos com grata saudade, por todo o bem que nos fizeram. E pensamos também em todos aqueles que estão ainda a caminho, os que estamos lutando lado a lado. Pois a “Igreja pelejante” aqui na terra é a que mais precisa das nossas preces.


EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA

A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.

- Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.
- Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.

Interpretação errada do evangelho:

- Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.
- Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).

Consequências:

- O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.
- O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.
- O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.
- O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.
- Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje! Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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