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Índice desta página:
Nota: Cada seção contém Comentário, Leituras, Homilia do Diácono José da Cruz e Homilias e Comentário Exegético (Estudo Bíblico) extraído do site Presbíteros.com

. Evangelho de 05/06/2016 - 10º Domingo do Tempo Comum
. Evangelho de 29/05/2016 - 9º Domingo do Tempo Comum


Acostume-se a ler a Bíblia! Pegue-a agora para ver os trechos citados. Se você não sabe interpretar os livros, capítulos e versículos, acesse a página "A BÍBLIA COMENTADA" no menu ao lado.

Aqui nesta página, você pode ver as Leituras da Liturgia dos Domingos, colocando o cursor sobre os textos em azul. A Liturgia Diária está na página EVANGELHO DO DIA no menu ao lado.
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05.06.2016
10º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério )
__ Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio salvar o seu povo __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

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(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Eucaristia é a festa da vida. É a celebração da compaixão do Senhor. A compaixão foi distintivo do modo de proceder de Jesus. Onde houvesse sofredores, ali estava para trazer consolo e recuperar a alegria. Jamais um ser humano necessitado cruzou-lhe o caminho, passando despercebido. Pelo contrário, chamava-lhe a atenção e era socorrido. A compaixão deve ser, também, o traço característico da ação do discípulo do Reino. A rispidez e a dureza no trato com o semelhante, especialmente os mais fracos e carentes, indicam ruptura com o projeto de Jesus. No sentido contrário, quanto maior for a misericórdia e a capacidade de solidarizar-se tanto mais profunda e sincera será a adesão ao Reino. Por isso, peçamos nesta Eucaristia, a força para que sejamos mais compassivos, prontos a encarnar o amor do Pai no trato com a humanidade sofredora.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, nesta páscoa semanal o Senhor, que é nossa luz e salvação, convida-nos a contemplar o rosto misericordioso de Deus que deseja a vida de todo ser humano e que se coloca ao lado dos desamparados. Bendigamos ao Senhor por tantas iniciativas em nossas comunidades que manifestam o amor de Deus por cada um, e de modo particular, pelos pequenos e empobrecidos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER:O Cristo mediador perfeito de salvação é o Cristo vencedor da morte. Para Lucas, a ressurreição do jovem de Naim (evangelho) é sinal da chegada dos tempos messiânicos. Com esta finalidade constrói sua narrativa calcada sobre o milagre de Elias (1ª leitura), mostrando, por uma série de particularidades, a infinita superioridade de Jesus.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


(coloque o cursor sobre os textos em azul abaixo para ler o trecho da Bíblia)


PRIMEIRA LEITURA (1 Reis 17,17-24): - "Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios."

SALMO RESPONSORIAL (Sl 29/30): - "Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte!"

SEGUNDA LEITURA (Gálatas 1,11-19): - "Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano."

EVANGELHO (Lucas 7,11-17): - "Disse Jesus: Moço, eu te ordeno, levanta-te."



Homilia do Diácono José da Cruz — 10º Domingo do Tempo Comum — ANO C

O SENHOR DA VIDA

Jesus não ressuscitou muita gente naquele tempo, os evangelhos mencionam apenas três: Lázaro de Betania, irmão de Marta e Maria, a filhinha de Jairo, Chefe da Sinagoga, e o filho da viúva de Naim, que Lucas narra no evangelho desse domingo.

Conclui-se, portanto, que não era propósito de Jesus libertar e salvar os homens da morte biológica, pois se fosse assim, sua missão teria sido um fracasso já que ressuscitou apenas esses três e nem José, seu pai adotivo, ele teria conseguido livrar da morte. Há ainda outra questão importante a ser considerada: que vantagem teria se ressuscitar fosse apenas retornar a esta vida, com todas as suas limitações e aprendizado, suas angústias e tribulações? Por acaso não iríamos morrer novamente, como o próprio Lázaro, a filha de Jairo e o moço que Jesus ressuscita nesse evangelho? Não, não valeria a pena, com toda certeza!

Essa vida nova que Cristo nos dá, através de sua paixão, morte e ressurreição, é infinitamente melhor e superior a esta existência terrena, a ponto do apóstolo Paulo afirmar em uma de suas cartas “os sofrimentos do tempo presente nem se comparam àquilo que Deus irá nos revelar”, ou ainda “o que vemos hoje é como se fosse em um espelho, mas depois nos veremos como de fato o somos”.

A chave que decifra esse mistério da Vida e da morte está precisamente em Cristo, nele o Pai não só se revela, mas revela também quem é o homem. A graça de Deus que em Cristo recebemos nos faz criaturas novas onde o mistério é iluminado pela luz da Fé.

Essa grande e feliz Verdade chegou até nós por causa do evangelho, anunciado pelo próprio Cristo – filho de Deus feito homem, que ao trazer-nos a Boa Nova permitiu-nos conhecer a Deus, descobrindo o sentido da nossa vida na Vida de Cristo, onde todos os limites humanos foram superados, ao dar-nos acesso a Deus, rompendo para sempre a barreira do pecado.

Sem este anúncio e esta graça, a nossa esperança por uma Vida Nova, seria vã, não passaria de uma grande utopia, uma fantasia e ilusão que um belo dia chegaria ao seu final, mas o homem que vive pela fé, a comunhão com Cristo, sabe em seu coração que não caminha para o fracasso da morte e esta esperança viva é que dá a esta vida terrena um sentido novo.

Portanto, nossa Vida está em Cristo porque nele nos movemos e somos, sem ele, nossa caminhada terrena não passa de um cortejo fúnebre, onde somos como um morto vivo, caminhando para a ruína da morte biológica, para ser devorado pela terra.

A vida do homem que tomou a decisão de viver sem Deus, ignorando esta Salvação e Libertação oferecida por Jesus, é muito triste, porque ele se ilude com toda pompa que esta vida oferece, satisfazendo seus desejos egoístas, colocando toda sua esperança nas coisas que passam, e no final, descobre que foi enganado, quando percebe que caminha para a morte. Mas nunca é tarde para reverter esse quadro doloroso, pois, para quem caminha assim, como se fosse um corpo sem vida, irradiando tristeza e dor aos que o acompanham, o evangelho desse domingo anuncia algo maravilhoso: no sentido contrário, vem chegando Cristo Jesus, Senhor da Vida, aquele que movido de compaixão, como na entrada da cidade de Naim, irá dizer a viúva e aos que a seguiam no enterro de seu filho: não chores!

Hoje há tantas mães caminhando tristes, levando seus filhos para a sepultura, há tanta gente caminhando cabisbaixa, sem uma perspectiva de vida e sem esperança no coração. Não chores mais – diz o Senhor, que ao tocar no esquife, que são as misérias do homem, dirá com firmeza “Moço, eu te ordeno, levanta-te!”.

E diante de sua palavra libertadora e restauradora, o homem renasce e se torna uma nova criatura, só Cristo é a nossa vida, só ele tem a palavra de ordem, capaz de nos levantar de todos os nossos pecados que querem nos arrastar inexoravelmente para a morte. Longe de Deus e da sua Salvação oferecida por Jesus, iremos fatalmente morrer, mas com ele teremos a Vida Eterna, que extrapola os nossos limites e nos reconduz ao paraíso da plenitude, resgatando a nossa imagem e semelhança com que fomos criados por Deus.

É missão nossa como Igreja anunciar a toda criatura esta vida que vem de Jesus, mas isso só será possível se como ele, tivermos no coração essa compaixão, que nos leve a sofrer e chorar com quem sofre e chora, onde um sorriso, um abraço, uma palavra de consolo ou um gesto de caridade, sempre feito em nome de Jesus, terá a mesma força de sua palavra libertadora, capaz de levantar quem se julga morto. O cristão, como qualquer ser humano, também pranteia seus mortos, mas a diferença está naquilo que ele espera: a plenitude da Vida, reservada aos que crêem que esta vida é uma peregrinação para a casa do Pai, predestinados que fomos desde toda a eternidade.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com


Homilia do Padre Françoá Costa — 10º Domingo do Tempo Comum — ANO C

Uma vida cheia de sentido

- Quem diria? O filho da viúva está vivo de novo.

- Vivo de novo? Que história é essa? Ele já morreu alguma vez?

- Você não sabe o que aconteceu? Foi incrível! Eu estava lá e vi quando Jesus lhe disse que se levantasse do caixão. Que susto! Eu nunca tinha visto coisa igual.

- Por mais estranho que pareça, o fato é que ele é um jovem fantástico: bem educado, cuida da mãe e é um rapaz trabalhador e serviçal.

Esse tipo de conversa, algum tempo depois da ressurreição do filho da viúva de Naim, seria bastante normal. O diálogo acima poderia ser de duas senhoras que, enquanto lavavam a roupa, comentariam o assunto, pois “a notícia deste fato correu por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança” (Lc 7,17). E não é para menos! Um morto que já não está morto! Por outro lado, o que tem de estranho que aquele que se levantaria da região dos mortos na manhã do domingo que seguiria à sua morte na cruz, ressuscite a um jovenzinho?

A surpresa daquelas senhoras seria grande. Deve ter sido impressionante! Imagine se isso acontecesse com você? Num dia que você é incapaz de identificar, você se levanta de um caixão sem saber muito bem o que está acontecendo, tendo por todos os lados uma multidão pasmada, admirada, com medo, boquiaberta. É quase para morrer de susto! Eu acho que aquele jovem não se esqueceria dessa cena por todos os anos que durassem a sua segunda vida.

Logicamente, o rapaz não esperava ser ressuscitado. Jesus, “movido de compaixão” (Lc 7,13) para com a mãe do garoto, a viúva de Naim, foi quem o ressuscitou. Quão doloroso para uma mãe viúva ver sepultada a sua última esperança, o seu filho único! Pobre mulher! O que a esperaria se Jesus não houvesse ressuscitado o seu filho? Solidão, dor, noites entre lágrimas e, talvez, muita fome. O garoto que estava no caixão não era só a consolação daquela pobre mulher, mas também era a possibilidade de que ela levasse uma vida mais ou menos confortável durante os seus últimos anos de vida. Jesus compreende a situação das pessoas e não fica indiferente diante do sofrimento humano. O Senhor fez esse milagre por compaixão. Um amigo meu disse certa vez que Jesus fez esse milagre pensando na sua mãe, Maria, que dentro de pouco tempo estaria só: vendo o futuro da sua mãe sem o seu Filho único, se compadece da viúva de Naim e faz o milagre. Não sei se o meu amigo tem razão, mas é, sem dúvida, uma reflexão inteligente.

Talvez fosse mais confortável para aquele garoto continuar morto, pois ele “descansava em paz”. No entanto, ele era útil para outras pessoas. O Senhor quis que aquele jovem ficasse aqui na terra mais alguns anos. É importante que nós também compreendamos que a nossa vida só tem sentido em relação a Deus e aos demais, que nós não vivemos para nós mesmos. Deus espera que nós trabalhemos na salvação das pessoas. Morreremos somente quando Deus quiser depois de trabalhar muito pela sua glória e pela salvação dos irmãos. Deus espera que cada um de nós seja útil para o próximo, que a nossa vida seja colocada a serviço da humanidade, de cada pessoa que temos à nossa volta.

Anos mais tarde, depois de ajudar a sua mãe e de vê-la morrer em paz, o nosso jovem, que já não seria tão jovem, passaria novamente pela porta da cidade levado pelos outros. Tinha morrido pela segunda vez! Jesus já não apareceria para ressuscitá-lo pela terceira vez. E até hoje o nosso jovem continua esperando a ressurreição dos mortos que acontecerá nos últimos dias.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa


Comentário Exegético — X Domingo do Tempo Comum — ANO C
(Extraído do site Presbíteros - Elaborado pelo Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM

INTRODUÇÃO: Nos livros sagrados temos várias ressurreições de mortos. Entre eles está a do filho da viúva de Sarepta [lugar de fundição] cidade situada na Fenícia entre Tiro e Sidônia, onde foi enviado Elias, que recebeu comida do óleo e farinha da dona da casa para ele, a mulher e seu filho. Este morreu e Elias o ressuscitou após se estender sobre o menino três vezes. (1 Rs 17 +). Uma outra ressurreição é a narrada em 2 Rs 4, 18-36 do filho da Sunamita [de sunem, lugar de repouso] que foi ressuscitado pelo profeta Eliseu. A terceira ressurreição foi a de um morto ao tocar os ossos de Eliseu no seu sepulcro [uma clara prova de que as relíquias são produto válido de intercessão segundo a Bíblia] (2Rs 13, 20-21). No NT Jesus sozinho fez três ressurreições: a filha de Jairo (Mc 5, 35-42), este do filho da viúva de Naim  e finalmente Lázaro, o mais espetacular de todos em que não serve a catalepsia [rigidez muscular com aparências de morte], pois eram já 4 dias após seu óbito (Jo 11,43-44). A diferença entre os milagres dos dois profetas e  Jesus é que eles ressuscitaram os meninos após profunda oração e em nome de Javé.  Jesus os devolve à vida com sua palavra e com seu mandato: Menina, eu te digo (Mc 5, 41); jovem, eu te ordeno (Lc 7, 14) e Lázaro, vem para fora (Jo 11, 43). Ele substitui o poder de Javé e, por isso, a si mesmo se define como Ressurreição e Vida. Para sermos honestos, temos também, dentro dos escritos bíblicos do NT, duas outras restaurações de vida: a de Tabita [gazela] que Pedro reavivou, sem testemunhas, como foram os dois casos dos antigos profetas, após uma profunda oração (At 9, 16-42) e a de Éutico [afortunado] por Paulo em At 20, 9-12. No evangelho de hoje, partimos de uma cura in extremis, como era a do servo do centurião (Lc 7, 1-10) a uma ressurreição, em que é a vida e não uma saúde a que é restituída. Logicamente o poder de Jesus é afiançado, como único, em todas as facetas da existência humana. Ele é quem pode dar vida e não unicamente melhorá-la, mas arrebatar a vida da morte. Senhor absoluto, pois, com poder unicamente devido à divindade. Uma interpretação simbólica, sem referências históricas que a avaliem, olha em Naim o Israel do tempo de Jesus, como sociedade incapaz de dar a vida. A viúva simboliza o Israel infiel que ficou sem seu Deus, o esposo. O filho único era a esperança de Israel que estava morta e a cidade amurada era como o seio materno, seco, sem vida. O que resta são os ritos próprios de uma religião de mortos. No extremo oposto, Jesus, de fora da cidade, se apresenta como outrora Deus se apresentou a seu povo: para dar o alento vital a um povo escravo, em situação precária, sem esperança.

JESUS SE APROXIMA DE NAIM: Sucedeu, pois, no dia seguinte (que) encaminhava-se a uma cidade chamada Naim e acompanhavam-no muitos (de) seus discípulos e multidão numerosa (11). Et factum est deinceps ibat in civitatem quae vocatur Naim et ibant cum illo discipuli eius et turba copiosa. KAI EGENETO [e sucedeu] : é uma frase literária para unir o parágrafo anterior com o seguinte, sem implicar tempo ou circunstâncias. NO DIA SEGUINTE: Jesus acaba de curar em Cafarnaum o servo do centurião. Segundo o programa de Lucas, Jesus está a caminho de Jerusalém, daí o encaminhava-se do texto. Temos traduzido no dia seguinte, palavras que outros traduzem por em seguida. NAIM era uma aldeia a 7 Km ao sul de Nazaré e 40 de Cafarnaum; pareceria que Jesus tomava o caminho de Jerusalém, mas logo o encontramos de novo em Cafarnaum e às margens do lago de Genesaret, para de novo e definitivamente tomar o caminho de Jerusalém no final do capítulo 9.  Ao que parece, este parêntese entre Lc 7, 17 e 9, 51 interrompe a ida única e final, narrada pelo evangelista e que constitui a coluna vertebral de seu evangelho. A companhia dos numerosos discípulos e grande multidão compreende-se melhor se a viagem tinha como destino Jerusalém e como objetivo a festa da Páscoa.

O CORTEJO: Como, pois, se aproximou da porta da cidade, eis que era levado, morto, um filho único de sua mãe e ela era viúva e grande multidão da cidade com ela (12). PORTA DA CIDADE: Não significa que Naim fosse uma cidade fortificada, mas que estava perto das primeiras casas da mesma no caminho que a ela conduzia, como vemos também no caso de Elias ao se aproximar de Sarepta (1 Rs 17, 10). FILHO ÚNICO: O monogenés [nascido único] é uma predileção de Lucas como era a filha de Jairo (8, 42) e o filho epiléptico do Tabor (9,17). À parte da tragédia de ser um filho único, está o fato de ela ser viúva. A morte do filho significava a perda do único meio de sustento da mulher. Numa sociedade altamente machista uma viúva era como um órfão, dos quais o Deus de Israel tinha um cuidado especial: Pai dos órfãos, justiceiro das viúvas, tal é Deus em sua morada santa, cantavam os israelitas no salmo 68, 6. O fato é que Jesus aqui toma o lugar de Deus, adiantando-se ao pedido, e sem exigir a fé do interessado para obrar o milagre. È o mesmo Deus, pai do órfão e justiceiro das viúvas do AT. ERA LEVADO: Segundo a MIshná em Kettubot [contratos matrimoniais] 4,4 diz: Até os mais pobres em Israel devem alugar não menos de duas flautas e uma carpideira. Prévio ao enterro, e, como recordação de costumes antigos, nos quais os familiares rasgavam suas vestes, executando a keriá [ruptura], um corte dado na roupa exterior dos familiares mais próximos. Depois, vem o lavado ritual [tohorá] e é colocado o morto numa mortalha [tajrijin] de tela branca e por vezes se pronuncia um discurso recordatório [hesped]. No cortejo para a tumba o séquito era formado pelos familiares mais próximos, amigos e conhecidos, acompanhados pelos flautistas e carpideiras, estas derivadas do verbo carpir que significa também lamentar-se, murmurar, queixar-se chorar, além de capinar. A carpideira era uma mulher profissional que, mediante pagamento previamente combinado, chorava um defunto alheio, sem nenhum sentimento, grau de parentesco, ou amizade com o defunto. Após fechada a tumba, um familiar próximo, varão, pronunciava o Kadish [consagração]. O Kadish é uma prece na qual eram reiteradas a Santidade de Deus e seu Reino. Era recitado em aramaico com a exceção do último verso, [Ele que produz a paz em seus lugares sagrados (as alturas), traga a paz sobre vós e sobre Israel, e digam Amém] antes de importantes preces nos serviços religiosos e ao terminar uma Parashá [parágrafo ou trecho lido por um leitor] da Torah ou um Massehet [tratado] do Talmud. Porém o Kadish Yatom [kadish dos órfãos] era  especialmente recitado em memória de entes queridos, como uma maneira de demonstração de eterno amor, e rogo necessário para elevar as almas dos defuntos. Por isso, a pessoa, que perdeu um de seus pais, não deverá perder sequer um só Kadish em memória do falecido. A MORTALHA: Temos visto nos dias de hoje como os corpos dos mortos, no Oriente, eram envoltos num lençol de linho, atado em três lugares [pescoço, cintura e pés] e posto sobre uma maca, portada nos ombros de 4 carregadores. A este esquife seguia ou precedia a multidão, que em lugares pequenos era praticamente toda a população do lugar.

A COMPAIXÃO: E tendo-a visto o Senhor se compadeceu dela e disse-lhe: não chores (13). Quam cum vidisset Dominus misericordia motus super ea dixit illi noli flere. TENDO-A VISTO: as viúvas trajavam-se de modo especial, apropriado à sua condição social (Gn 38, 14-19), despojavam-se de seus ornamentos, vestiam-se de saco, tendo um manto especial como viúvas, não se penteavam, nem ungiam o rosto (Jt 10, 3-4 e 16, 8). O SENHOR: É a primeira vez que Lucas usa o título que substituía o nome de Jesus e que praticamente só foi concedido a ele após a ressurreição, quando Tomé o usou como substituto de Javé: meu Senhor e meu Deus (Jo 20, 28). A COMPAIXÃO: Tudo nasce de um sentimento espontâneo do Senhor como homem, mas senhor da vida (At 3, 15). Não é pedido, não exige a fé, é o Senhor que tem compaixão dos órfãos e é o que faz justiça às viúvas. NÃO CHORES: O presente do imperativo indica que deve parar de chorar porque não mais vai existir motivo para esse lamento e dor. É uma palavra de consolação, que prepara uma intervenção, que evitará a causa do pranto.

O MILAGRE: Então tendo-se adiantado, tocou o esquife. Os portadores, pois, pararam e disse: Jovem a ti digo: levanta-te (14). E ergueu-se o morto e começou a falar e (Jesus) o entregou à sua mãe (15). Et accessit et tetigit loculum hii autem qui portabant steterunt et ait adulescens tibi dico surge. Et resedit qui erat mortuus et coepit loqui et dedit illum matri suae. ESQUIFE: a palavra grega soros significa propriamente a urna em que se depositavam os restos de uma pessoa defunta, frequentemente de pedra e na qual eram depositadas as cinzas ou servia de ossário para os ossos. Também podia ser usada no sentido de féretro ou esquife, embora para esta palavra o apropriado era klínë, originalmente leito, ou cama. Não era um féretro ou caixão no sentido atual, mas uma maca sobre a qual estava o morto envolto num lençol, que não podia ser de lã, porque esta era produto animal e implicava, portanto certa impureza legal. O uso do lençol é claro no enterro do Senhor Jesus, como declaram todos os 4 evangelistas. Lençol que foi comprado para a ocasião por José de Arimatéia (Lc 23, 53). Jesus tocou o esquife: era um ato em que se arriscava a ser contaminado de impureza, cujo degrau era máximo quando se tratava de mortos. Daí que os que portavam o cadáver pararam. Sem dúvida que o ato de Jesus era insólito e arriscado. JOVEM: Neaniskos, derivado de neós [novo] era o adolescente ou jovem após a infância, com a idade entre os 14 e 20 anos. LEVANTA-TE: A ordem de Jesus é imperiosa e contundente. O verbo é imperativo passivo, que podemos traduzir por impessoal ou reflexivo. Jesus era senhor dos mortos e estes lhe obedecem assim como as forças da natureza. Quem é este a quem os ventos e o mar obedecem? (Mt 8, 27).  O morto ergueu-se ou incorporou-se. E começou a falar. O alento da vida se expressa de novo por meio da fala. O ENTREGOU: Provavelmente indica que Jesus tomou o jovem pela mão e o levou até a mãe que não podia acreditar o que seus olhos estavam vendo. No ato há uma reminiscência da atitude de Elias quando, ressuscitado o filho, desceu até o andar térreo para entregá-lo à sua mãe viúva. Além de  ser dono dos mortos, Jesus atua como uma cópia de Elias, o antigo profeta, restaurador do verdadeiro culto divino a Javé entre os israelitas. Por isso, a exclamação dos presentes: Um grande profeta há surgido! Deus visitou seu povo!

A ADMIRAÇÃO: Apoderou-se, pois, (o) temor de todos e davam glória a(o) Deus dizendo: porque um grande profeta tem surgido entre nós e porque (o) Deus visitou o seu povo (16). Accepit autem omnes timor et magnificabant Deum dicentes quia propheta magnus surrexit in nobis et quia Deus visitavit plebem suam. O TEMOR: Lucas emprega a palavra temor [fobos] para descrever a reação do povo diante do milagre ou intervenção divina sobrenatural. Algumas vezes se usa o verbo Thaumazo [admirar]. Mas quando o fato é espetacular, usa-se fobos como termo apropriado do estupor suscitado pelo fato extraordinário. É mais do que admiração: é ficar perturbado diante do extraordinário, como vemos nos relatos das aparições nos tempos modernos, fato que é corroborado pela aparição do anjo aos pastores (Lc 2, 9) e em 5, 26 quando da cura do paralítico que foi levado de maca diante do Senhor. O PROFETA: Sem dúvida que o povo pensou no fato de Elias e o filho da viúva de Sarepta quando afirmava que um grande profeta tem surgido entre nós. Outros afirmam que esse profeta era o esperado antes do Messias junto com o Sumo Sacerdote que a tradição da época esperava no seu tempo. De todos os modos, aquele povo que tinha passado dos profetas aos sábios, agora podia afirmar que Deus tinha visitado Israel. Efetivamente, com toda razão, o povo atribui o milagre ao próprio Deus, pois este é o único a dar vida e ressuscitar um morto.

A FAMA: E saiu esta voz sobre Ele por toda a Judéia e por toda a região vizinha (17). Et exiit hic sermo in universam Iudaeam de eo et omnem circa regionem. EXELTHEN: Aoristo de exerchomai que significa sair, partir e que, neste caso, deveríamos traduzir por divulgar-se ou expandir-se. VOZ: É o logos, que, como primária acepção, deve ser traduzido por palavra e que aqui seria melhor traduzir por voz, no sentido de vox populi ou fama. A JUDÉIA: Segundo a maneira de pensar dos greco-romanos, Judéia compreendia a província que estava sob o governo direto do procurador, junto com a Galiléia, que era domínio de Antipas. A região vizinha era a Fenícia e as terras sob o domínio dos nabateus, na Síria e no leste e sul da atual Palestina.

PISTAS:

1) Num mundo como o atual, em que a ausência do Deus criador, entrega ao homem o direito de sua vida e até a faculdade sobre outras vidas sob seu domínio, como no caso dos fetos maternos, é bom refletir sobre este milagre de Jesus. A vida depende de quem a pode dar, não de quem a quer tirar. Destruir é fácil; porém isso não implica direito, mas força; justiça, mas violência. O verdadeiro poder tem como base a construção e o bem, a saúde e a cura. O médico cura, o criminoso mata: aí está a diferença.

2) Jamais Jesus destruiu um inimigo ou ameaçou um rival: Quem soube recriminar discípulos que queriam botar fogo sobre os que não queriam hospedá-los (Lc 9, 54), chorou sobre Jerusalém, prevendo a destruição (Lc 19, 41) e advertiu as mulheres que o compadeciam da sina fatal de seus filhos (Lc 23, 28), sempre usou seu poder e sua autoridade para fazer o bem (At 10, 38). Usou sua autoridade moral para pedir perdão para os inimigos e fazer o bem para os perseguidores (Lc 6, 27). Deriva-se desta conduta uma Teologia que tem como base a revolução e a luta pela justiça, que considera inimigos e opressores os mais favorecidos e oprimidos e com direito à retaliação os mais desprotegidos?

3) No episódio de hoje, vemos como Jesus atua sem ser pedido, unicamente pela sua compaixão, como ser humano. Ter piedade dos que sofrem é um exercício aprovado pela atuação de Jesus até tal ponto que obra um milagre com poderes fora do comum. Quem pode afirmar, pois, que Deus se contradiz a si mesmo ao violar leis naturais com um milagre? E há maior transgressão das mesmas que voltar da morte para a vida? A cura é possível, a morte é irreversível.

4) Dirão muitos que foi catalepsia e não morte. Será que depois de 20 séculos podemos afirmar rotundamente que a morte do jovem foi só aparente? Será que uma simples voz de mando pode reavivar um cataléptico tão subitamente?  Mas vejamos o exemplo do rabi milagroso.


EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA

- A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.

- Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.
- Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.

Interpretação errada do evangelho:

- Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.
- Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).

Consequências:

- O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.
- O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.
- O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.
- O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.
- Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.


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29.05.2016
9º Domingo do Tempo Comum — ANO C
(
VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)
__ "A fé não conhece fronteiras." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
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Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A fé é o elemento comum que une a comunidade celebrante. Por isso, ela desconhece fronteiras, fazendo de muitos povos e raças um só povo sacerdotal. Na fé comum celebramos a morte e ressurreição de Jesus, Evangelho único pelo qual devemos empenhar todas as forças e energias. Queremos trazer para nossa celebração todos os que não crêem ou professam uma fé diferente da nossa, educando-nos, desta forma, ao respeito pela opção religiosa dos outros. Como o oficial romano, também nós proclamamos que não somos dignos de receber o Senhor em nossa casa, mas ao mesmo tempo confiamos no poder de sua Palavra salvadora.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, bem-vindos! Neste dia dedicado ao Senhor, nós nos reunimos para bendizer ao Pai por seu Filho Jesus, morto e ressuscitado. Nele está a nossa esperança, da qual jamais nos envergonharemos. Ele é a rocha firme em quem colocamos nossa confiança. Acolhendo-nos mutuamente, ofereçamos a Deus um sacrifício de louvor e renovemos em nós o desejo de amá-lo nos irmãos, especialmente nos mais pobres, nos doentes e sofredores.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A compreensão do ministério de Jesus é progressiva e se dá por obra do Espírito dentro da comunidade. É a vida concreta da comunidade, com seus problemas e seus conflitos, que dá ocasião a uma tomada de consciência cada vez mais clara da identidade de Jesus e da própria comunidade. Rogamos a Deus que nos permita levar uma vida cristã tão cheia de fé que um dia Jesus possa também dizer para nós: "Não encontrei tamanha fé em Israel!"

Sintamos em nossos corações a alegria da Ressurreição e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


(coloque o cursor sobre os textos em azul abaixo para ler o trecho da Bíblia)


PRIMEIRA LEITURA (1 Reis 8,41-43): - "...saberão que o vosso nome é invocado sobre esta casa que edifiquei..."

SALMO RESPONSORIAL (Sl 116/117): - "Ide, vós, por este mundo afora E proclamai o evangelho a todos!"

SEGUNDA LEITURA (Gálatas 1,1-2.6-10): - "Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo."

EVANGELHO (Lucas 7,1-10): - "Senhor, não te incomodes tanto assim, porque não sou digno de que entres em minha casa;"



Homilia do Diácono José da Cruz — 9º Domingo do Tempo Comum — ANO C

Mais um exemplo que veio de fora...

Ninguém melhor do que o próprio Centurião para dar seu testemunho nesta reflexão...

___Por que vocês, de fora de Israel, tidos como pagãos, acreditam em Jesus de Nazaré demonstrando uma Fé muito maior do que a de um Israelita?
Centurião ___Primeiro porque o conhecia e ouvia falar muito dele, era um Judeu diferente, se dava com todas as pessoas, conversava com elas, ia em suas casas, fossem quem fossem, não tinha tanto preconceito como o restante da comunidade de Israel.

___E como foi o seu encontro com ele em Cafarnaum?
Centurião ___Eu estava muito triste e desesperado com o meu servo enfermo e acamado, os médicos do Império Romano já tinham o desenganado, eu o estimava muito e por isso estava triste.

___Escuta Centurião, mas um servo é tão importante assim em sua vida?
Centurião ___Talvez para os demais oficiais um servo é apenas um escravo, uma peça que se substitui quando não serve mais para o trabalho, mas eu não penso desta forma e sabia que Jesus de Nazaré concordava com esse meu jeito de ser. Afinal, meu servo é um ser humano e não um animal, respira como eu, tem sentimentos, dores, necessidades, devo tratá-lo como meu semelhante....

___O Senhor pediu a cura do servo?
Centurião ___Na verdade não, mas queria muito que Jesus fizesse algo por ele, pois seu sofrimento era muito grande e me comovia... Quando Jesus falou que iria até lá para curá-lo, me senti pequeno para receber tão grande graça...

___Mas o Senhor é um centurião, comanda cem homens, é respeitado e dá ordens a todos...
Centurião ___Pois é, mas o poder de Jesus é maior que o meu, não há nada nesta vida e nem no império romano que seja superior a ele, e ao perceber a sua grandeza senti que estava diante de Deus e confessei a minha pequenez dizendo "Senhor, não sou digno de que entreis em minha casa, mas dizei uma palavra e meu servo ficará curado”.

___O Senhor sabe que ficou famoso? Sua frase é repetida até hoje na missa, na apresentação do Cordeiro. Poderia nos explicar o porquê dessa frase?...
Centurião ___Sim, senti que Jesus queria fazer parte da minha vida, e que eu fizesse parte da vida dele, mas pobre de mim, imperfeito, pecador, nem ao povo escolhido eu pertencia.

___E como terminou essa bela história?
Centurião ___Bom, meu servo foi curado e eu também... Algo novo começou em minha vida, continuei a ser um Centurião Romano, mas agora seguidor de Jesus. A verdade é que, eu é que fui curado, pois quem nesta vida não conhecer a Jesus e não experimentá-lo, permanecerá sempre enfermo...

___E sobre o elogio que Jesus fez a você publicamente, enaltecendo a sua grande Fé?
Centurião ___Olha, a Fé é apenas uma resposta que damos a Deus quando ele nos toca através de Jesus, mas é preciso abrir-se e se deixar ser tocado por ele, os Israelitas não faziam isso, iludidos com suas tradições religiosas e suas leis rigorosas e moralistas. Nós de fora, aderimos sem reservas a Jesus e o aceitamos... E espero que vocês, cristãos aí do terceiro milênio, não se acomodem na religião do formalismo religioso, do trabalho pastoral e do sacramentalismo, mas façam uma experiência íntima com Jesus, a Vida da gente nunca mais é a mesma... Eu garanto!

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com


Homilia do Padre Françoá Costa — 9º Domingo do Tempo Comum — ANO C

Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé

O centurião romano, equivalente a um capitão na hierarquia militar atual, foi elogiado por Jesus pela sua grande fé: “Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Depois de professar uma fé tão viva em Jesus e de ser assim elogiado por ele, é de pensar que a vida daquele homem não foi mais a mesma. Depois das graças desse Ano da Fé temos que mudar de vida… para melhor! Para estar com Cristo! Um livrinho titulado “Cartas dos amigos de Cristo” traz uma carta imaginária do centurião a Jesus. Gostaria que você também a conhecesse:

“Senhor: não pude agradecer-te; tive fé em ti, e vejo que a minha fé não foi confundida. O meu servo está são, mais forte do que antes. Que poder o da tua palavra! Queremos visitar-te, a minha mulher, o meu criado que curaste – que quer ir a todo custo – e eu. Mais do que nunca, sou indigno de que venhas a minha casa; também não preciso que o faças, e não o digo por desprezo nem por egoísmo, mas porque notamos a tua presença em nós e entre nós, invisível, mas palpável; não saberia explicá-lo, Tu me entenderás. (…) a tua presença nesta casa onde nunca estiveste é constante e viva, e enche-nos de paz e de serenidade interior. (…) Venho de um ambiente em que prevalecem o poder, o domínio, a política, e em ti não encontro nada disso. No entanto, parece que, misteriosamente, tens o segredo de exercer toda a autoridade ou todo o poder, mas de outra maneira, com outro estilo. (…) Embora não tenha neste momento grandes problemas de comando, receio que possam vir a aparecer quando eu tiver de obedecer e os meus superiores não exercerem devidamente a autoridade; penso que até poderão dar-se graves conflitos entre as exigências de algumas ordens e os imperativos da minha consciência. Há tantas injustiças e tantas extorsões… Mas também espero que a tua luz e a tua palavra, remota e presente, sempre eficaz, me iluminem e me levem a aceitar sacrifícios e renúncias a serviço da verdade. (…) Um abraço.”

Essas palavras lembram-me de outro homem de fé, São Tomás Moro, que não vendeu a sua alma em troca de dinheiro, de fama, de bem-estar. Foi um cristão leigo, um cristão corrente que soube harmonizar muito bem a sua vocação de pai de família com a profissão de advogado e, mais tarde, de chanceler do Reino da Inglaterra. Quando Henrique VIII quis que os seus súditos jurassem a Ata de Sucessão (pela qual se reconhecia o matrimonio entre Henrique VIII e Ana Bolena, o rei como chefe supremo da Igreja da Inglaterra, e a negação da autoridade do Papa), que era anticristã, Tomás Moro, não querendo trair a sua própria consciência de homem e de cristão preferiu ser preso e martirizado (decapitaram-no) a dobrar-se perante os caprichos de um rei autoritário. Que também nós sejamos pessoas de fé, que vivem as consequências de ter uma vida de fé.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa


Comentário Exegético — IX Domingo do Tempo Comum — ANO C
(Extraído do site Presbíteros - Elaborado pelo Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

CARÍSSIMOS IRMÃOS E IRMÃS,

Não publicaremos nesta semana o Comentário Exegético. Estamos publicando excepcionalmente outra homilia relacionada ao tema deste domingo.

Vejam na página EVANGELHO DO DIA a liturgia completa e na página Roteiros Homiléticos mais sugestões para a celebração desta Solenidade

Desejamos a todos uma feliz e santa semana!


Homilia do Mons. José Maria

Saber Pedir

O Evangelho (Lc 7, 1-10) apresenta-nos a figura de um centurião que é modelo de muitas virtudes: fé, humildade, confiança no Senhor.

Este centurião é também para nós um exemplo de homem que sabe pedir. A fé deste homem arrancou a admiração de Jesus, porque se diz que "Jesus ficou admirado".

É uma fé humilde. A humildade deste homem é verdadeiramente surpreendente e transparece em tantos particulares (Não só nas famosas palavras: Eu não sou digno…, antes de tudo da relação que há entre ele e seu servo: aquele servo não é uma coisa, mas uma pessoa, um amigo("a quem prezava"); por ele, se dispõe pessoalmente, e esta é humildade, da melhor qualidade! Indica que, também na vida, ele não é um homem que olha os outros do alto de seu cargo, não faz pesar sua superioridade, mas sabe colocar-se ao lado dos mais humildes. Em segundo lugar, ele não vai pessoalmente a Jesus, porque, como pagão, se considera indigno de comparecer à sua frente.

É a própria fé deste homem que é humilde; tem uma fé capaz de deslocar montanhas, e não o percebe, aliás, parece até se envergonhar, porque tenta justificá-la. Como se dissesse: nenhum mérito há de minha parte em crer que tu podes curar meu servo; vejo como me obedecem meus súditos!

Mas exatamente aqui está o milagre de sua fé que arranca a admiração de Jesus: "Também eu estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: Vai, ele vai; e a outro: Vem! ele vem; e ao meu empregado: Faze isto!, ele o faz" (Lc 7, 8). A lógica é clara: ele responde pelos próprios atos diante de seu superior, este por sua vez ao governador local, que por fim responde a César, em Roma. A autoridade que se espera seja exercida por Jesus se encontra nas mesmas condições. A argumentação é notável!

Este homem entendeu – certamente pelo dom do Espírito Santo – que os milagres de Jesus brotam de sua obediência ao Pai e isto, em Israel, não o tinha entendido ninguém, nem mesmo os discípulos mais íntimos! Entende-se por que Jesus ficou comovido.

O ensinamento mais importante desse texto evangélico é a fé do centurião; a qualidade daquela fé! É uma fé humilde, sim, mas corajosa; dir-se-ia até mal-educada, indiscreta, segura demais de si, se isto não resultasse que a Jesus agradava exatamente assim: "Em verdade, vos digo: se alguém disser a esta montanha: arranca-te e joga-te no mar, sem duvidar no coração, mas acreditando que vai acontecer, então acontecerá" (Mc 11,23). O dito de Jesus quer dizer que a fé faz superar todos os obstáculos; que entre o que Deus pede ao homem com a fé e aquilo que ele está disposto a lhe dar há a mesma desproporção que existe entre um grãozinho de mostarda e um monte que se desloca.

O centurião colocou seu servo nas mãos de Jesus; sabia que não podia fazer outra coisa a não ser o bem: e voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.

Eis o ensinamento do Evangelho de hoje: crer de maneira simples e corajosa, ousar muito em matéria de fé, pedir "sem duvidar."

Nossa fé é, muitas vezes, extremamente intelectual, muito cerebral; consiste em crer que aquilo que Deus falou seja verdadeiro(crer na veracidade de Deus), mas não em crer que o que prometeu acontecerá (crer no poder de Deus). Enfim, falta-nos a fé nos milagres.

Revistamo-nos da humildade do centurião com aquelas palavras que ele foi o primeiro a dizer e que atravessaram os séculos até nós: Senhor, não sou digno; mas abracemos também sua fé: Dize somente uma palavra e eu ficarei curado.

Mons. José Maria Pereira


EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA

- A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.

- Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.
- Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.

Interpretação errada do evangelho:

- Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.
- Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).

Consequências:

- O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.
- O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.
- O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.
- O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.
- Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje! Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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