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GOTAS DE REFLEXÃO - EVANGELHO DOMINICAL


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Índice desta página:
Nota: Cada seção contém Comentário, Leituras, Homilia do Diácono José da Cruz e Homilias e Comentário Exegético (Estudo Bíblico) extraído do site Presbíteros.com

. Evangelho de 07/07/2019 - 14º Domingo do Tempo Comum


Acostume-se a ler a Bíblia! Pegue-a agora para ver os trechos citados. Se você não sabe interpretar os livros, capítulos e versículos, acesse a página "A BÍBLIA COMENTADA" no menu ao lado.

Aqui nesta página, você pode ver as Leituras da Liturgia dos Domingos, colocando o cursor sobre os textos em azul. A Liturgia Diária está na página EVANGELHO DO DIA no menu ao lado.
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07.07.2019
14º Domingo do Tempo Comum — ANO C
(
VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)
__ "Pedi ao Senhor da messe que mande trabalhadores" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Deus enviou-nos seu Filho para que nele todos os povos tenham vida. Trouxe o evangelho, Palavra viva que deve ser espalhada como um semeador lança sementes em todos os terrenos, na esperança que cresça e produza frutos. Os evangelizadores devem ser, antes de tudo, discípulos de Jesus, verdadeiros amigos do Senhor.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o Senhor nos reuniu neste dia a Ele dedicado e, como Mestre, nos revelará sua verdade. Nós, seus discípulos e discípulas, ouviremos sua Palavra e repartiremos seu Corpo e Sangue, memorial de sua Páscoa. Saindo daqui, Ele nos enviará como missionários para anunciar seu amor e sua misericórdia. Somos felizes por esta vocação missionária e a nossa participação nesta Eucaristia nos dará coragem para assumir a missão que recebemos do Senhor.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Assim como os setenta e dois discípulos enviados por Jesus, hoje também somos enviados a proclamar a Palavra de Deus e transformar a vida de todos os que encontramos pelos caminhos da vida através do nosso exemplo e da prática da Palavra de Deus em nossas vidas. Esta é a única maneira de transformar nosso mundo em um lugar de Paz, Alegria, Harmonia e Comunhão com Deus.

Sintamos em nossos corações a alegria da Missão e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


(coloque o cursor sobre os textos em azul abaixo para ler o trecho da Bíblia)


PRIMEIRA LEITURA (Is 66, 10-14c): - "A mão do Senhor se manifestará em favor de seus servos."

SALMO RESPONSORIAL (Sl 66/65): - "Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira!"

SEGUNDA LEITURA (Gl 6,14-18): - "... que eu me glorie somente da cruz do Senhor nosso, Jesus Cristo..."

EVANGELHO (Lc 10,1-12.17-20): - "A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita."



Homilia do Diácono José da Cruz — 14º Domingo do Tempo Comum — ANO C

Discípulos Missionários

Na Igreja dos anos 60, anterior ao Concílio Vaticano II, a palavra “Missão” evocava a imagem quase heroica de padres e religiosos que atuavam em terras distantes, dominadas pelo paganismo ou regimes políticos que nãom contemplavam o Cristianismo, ou vivendo em meio a povos indígenas que nunca tinham ouvido falar em Deus. Em uma sociedade Teocêntrica a nossa Igreja não estava acostumada a sair para vender o seu “Peixe”, isso é, para fazer o anúncio do evangelho, porque aos domingos, bastava o toque dos sinos e as pessoas vinham todas para a Igreja, buscar os sacramentos, a Missa e tudo o mais que ela oferecia na esfera do Sagrado.

A realidade hoje, dentro de um pluralismo religioso e cultura paganizada, passamos há muito tempo do teocentrismo ao Antropocentrismo, onde o homem vai ocupando cada vez mais na v ida da humanidade o lugar que pertence a Deus, ou tentando fazer o seu papel e até competindo com ele na missão de salvar a humanidade. E assim, Jesus Cristo tornou-se mais um produto na vitrine do nosso Consumismo.

A Palavra de Deus é imutável, desde que se encarnou entre nós no Verbo Divino, ela é poderosa, eficiente, transformadora e essencialmente libertadora, porém, o método de se evangelizar quem que ser constantemente renovado, a igreja perdeu muito desse espírito missionário e está se empenhando para resgatá-lo, a partir do Documento de Aparecida, tentando motivar os Cristãos a sair da Igreja para ir até às pessoas, resgatando em primeiro lugar os noventa e nove por cento dos católicos, que abandonaram a Igreja nos grandes centros urbanos, ou a trocaram por outra, que talvez tenha usado um método evangelizador mais convincente.

O evangelho de hoje oferece uma rica oportunidade para que cada um de nós cristãos faça um chek-list quanto ao método que estamos usando para evangelizar, método ensinado pelo maior de todos os mestres, Cristo Jesus, o “Comunicador do Pai”, que treinou e capacitou a sua comunidade para fazer esse anúncio, com tal eficiência, que mesmo decorridos três milênios de história, o anúncio ecoa forte no coração de quem o acolhe.

Revestido desse espírito missionário confiado pelo próprio Senhor, o discípulo missionário é antes de tudo anunciador e portador da Paz, com poder sobrenatural de atingir o coração do seu ouvinte, seja em uma assembleia numerosa ou em um corpo a corpo, que é a estratégia apresentada neste evangelho, isso naturalmente supõe a abertura e o acolhimento de quem ouve, pois o anúncio dessa Paz, cuja palavra é a semente, vem como uma proposta e nunca como uma imposição.

O anúncio é para todos, e no envio dos setenta manifesta-se claramente esse universalismo, simbolizado na multiplicidade do discipulado, justamente para atender a demanda da messe, que é muito grande, mas os operários são poucos. Também fica claro que a missão não é iniciativa do homem, mas obediência a um mandato divino, e é o próprio Senhor da Messe que envia os operários.

Enfim, Jesus ensina aos seus discípulos o seu próprio método e estratégia para anunciar o novo Reino e isso merece de cada um de nós uma atenção especial, pois o mundo também tem seus métodos, sempre impostos a partir do poder e da força que lembra o lobo, que de início até consegue resultado imediato, mas aos poucos perdem sua eficácia e em nada contribuem para o crescimento e a realização do ser humano.

É precisamente neste ambiente hostil que a Igreja tem de estar sempre presente, através de cada discípulo missionário, para falar do Reino inaugurado por Jesus e que será sempre inédito e revolucionário, pelo conteúdo que apresenta e oferece a todos, oferecendo libertação e Vida Plena. Jesus realizou a obra da Salvação comportando-se como cordeiro e não lobo, ele fez uma proposta, um chamado, convidando os homens a, em sua total liberdade, a buscarem o Pai, que ama e quer salvar a todos os homens.

E finalmente a última e a mais importante de todas as lições: o perigo do entusiasmo inicial que poderá comprometer toda a missão! Os discípulos voltaram contentes, afirmando que no nome de Jesus até os Demônios obedecem. A tarefa de evangelizar é sempre árdua e requer paciência e perseverança por parte do missionário, que não estará livre das dificuldades, rejeições e forças contrárias, nem sempre terão êxito porém, são sempre animados pela esperança de que,  nada há neste mundo que conseguirá impedir o crescimento e a manifestação do Reino  do qual fazem parte todos os discípulos enviados e isso sim, deve ser a causa de sua alegria.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com


Homilia do Padre Françoá Costa — 14º Domingo do Tempo Comum — ANO C

Ide… com Pedro!

Hoje, no Evangelho, escutamos o envio: Ide! Mas, logo a seguir, o Senhor fala que nós iremos como cordeiros para o meio dos lobos. Quanto perigo! Contudo, não precisamos temer porque vamos bem unidos ao nosso Pastor Jesus e ao seu vigário aqui na terra, o Papa. Convençamo-nos: somente conhecendo Jesus na fé pela oração e escutando a sua voz como ovelhas do seu rebanho, saberemos discernir a voz e a face do Senhor e o reconheceremos. Seremos fortes em Deus e evangelizaremos. Hoje eu gostaria de insistir um pouco mais na nossa união com o Santo Padre.

Ireneu de Lião (+200 d.C.) escreveu os famosos quatro livros Contra as heresias. Estamos falando, portanto, de um documento do século II. Pois bem, nesse contexto, Ireneu fala que a Tradição dos Apóstolos foi manifestada ao mundo inteiro e que os apóstolos tiveram sucessores à frente das diversas igrejas. “Mas visto que seria coisa bastante longa elencar, numa obra como esta, as sucessões de todas as igrejas, limitar-nos-emos à maior e mais antiga conhecida por todos, à igreja fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos, Pedro e Paulo” (III, 3,2). Essas palavras nos mostram a importância que os primeiros cristãos davam a Roma por causa de Pedro e Paulo. A seguir, Ireneu nos oferece a lista dos sucessores de Pedro: Lino, Anacleto, Clemente, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Pio, Aniceto, Sóter. Logo após, ele nos dá notícia de que em seu tempo o sucessor de Pedro, isto é, o Papa, era Eleutério. Finalmente, termina o texto da seguinte maneira: “Com esta ordem e sucessão chegou até nós, na Igreja, a tradição apostólica e a tradição da verdade” (III,3,3).

A Igreja não é, como dizia um autor, uma sociedade de livres pensadores, mas o rebanho de Cristo que escuta a sua voz. É nos seus sucessores que Pedro continua sendo kefa (pedra) e é unidos ao Papa que nós continuaremos firmes quais elos de uma corrente que transmitem às gerações que virão a fé em toda a sua santa integridade. Transmiti-la-emos não segundo os nossos caprichos, mas segundo a voz de Cristo que se materializa, se visibiliza, na voz do sucessor de Pedro, atualmente o Papa Francisco. Para conhecer Cristo em toda a sua plenitude, é preciso pertencer ao rebanho de Cristo, está firme na Igreja. Desta maneira, reconheceremos a voz do Pastor, de Cristo. Dizia S. Ambrósio, no século IV, ubi Petrus ibi Ecclesia, isto é, onde está Pedro aí está a Igreja. E, temos certeza, onde está a Igreja aí está Cristo.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa


Comentário Exegético — 14º Domingo do Tempo Comum — ANO C
(Extraído do site Presbíteros - Elaborado pelo Pe. Ignácio, dos padres escolápios)

Não temos o Comentário Exegético desta semana, e, portanto, apresentamos um texto para nossa reflexão semanal.

Dogmática | Doutrina

É Lícito Jurar?

Diz-se que alguém jura quando invoca Deus como testemunha da veracidade das afirmações que profere. A fórmula de juramento nem sempre apela explicitamente para Deus; pode fazê-lo implicitamente mencionando uma criatura, considerada como muito próxima a Deus (os Santos Evangelhos, o Templo sagrado, a Cruz de Cristo, etc.).

Pergunta-se agora se é permitido ao cristão instituir tão solene recurso a Deus.

Procuremos resposta nas fontes da Revelação.

1. O juramento no Antigo Testamento

No Decálogo lê-se a proibição de tomar o nome de Deus em vão, isto é, leviana ou abusivamente (cf. Êx 20,7; Dt 5,11). Usurpar o nome do Altíssimo seria, conforme a mentalidade antiga, ultrajar o próprio Altíssimo, pois que o nome era tido como inseparável da pessoa mesma ; o nome do Eterno, para o israelita, participava da santidade do Eterno, devendo consequentemente ser tratado com o respeito devido a Este.

O texto do Decálogo nunca chegou a suscitar dúvidas entre os judeus sobre a liceidade do juramento.

Assim os escritores bíblicos, em sua linguagem antropomórfica, apresentaram o próprio Deus a jurar, e a jurar «por Si mesmo», já que não há ser mais santo e veraz do que Deus. Tenham-se em vista os textos de Gên 22,16 (juramento a Abraão), comentado em Hebr 6,13; SI 109,4 (juramento ao Messias) comentado em Hebr 7,20-22; além disso, Is 45,23; 62,8; Jer 22,5; 49,13…

No povo israelita a Lei chegava a prescrever o juramento em alguns casos:

«Temerás o Senhor teu Deus ; tu O servirás, e jurarás por seu nome» (Dt 6,13).

«Temerás o Senhor teu Deus ; servi-Lo-ás, a Ele aderindo e jurando por seu nome» (Dt 10,20).

Desde que circunstâncias especiais o tornassem oportuno, os filhos de Israel recorriam ao juramento; cf. Gên 21,23s; 31,53; Jos 2,12; Lev 19,13;; Jer 12,16.

Aconteceu, porém, que, no decorrer dos tempos, os judeus tenderam a multiplicar os seus juramentos, anexando-os levianamente às mais simples afirmações da vida cotidiana. Para evitar graves consequências dai decorrentes, os fariseus estipularam que só seriam válidos os juramentos nos quais fosse explicitamente mencionado o nome de Deus. Ora este, nos últimos séculos antes de Cristo, era raramente pronunciado pelos israelitas, temerosos de profanar o tetragrama sagrado; nas fórmulas de juramento, por conseguinte, substituíam-lhe expressões equivalentes, como «(Juro).. .pelo céu, … pelo Templo, … pelo altar, … pela Aliança» (Jesus em Mt 5,34-36; Mt 23,16-22 enuncia algumas dessas fórmulas usadas por seus contemporâneos). Conforme a casuística farisaica, quem, em vez do nome de Deus, usasse tais circunlocuções não estava em consciência obrigado a cumprir o que dizia; com isto o juramento vinha a ser meio de enganar o próximo, tornando os israelitas odiosos aos gentios (cf. Marcial, XI 95). Além do mais, os fariseus estipularam amplo catálogo de circunstâncias que podiam tornar nulo um juramento; reservavam, porém, a si o direito de avaliar em cada caso as razões da respectiva nulidade. Com isto se lhes abria vasto campo para sutilezas casuísticas e cavilações mais ou menos hediondas.

Pois bem. É este estado de coisas que explica a posição de Jesus perante o juramento no S. Evangelho.

2. No Novo Testamento

Em Mt 5,33-37 lê-se a seguinte admoestação de Cristo:

«Ouvistes que foi dito aos antigos: 'Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor'. Eu, porém, vos digo que não jureis de maneira alguma: nem pelo céu, pois é o trono de Deus; nem pela terra, pois é o supedâneo de seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei. Nem tampouco jures pela tua cabeça, porque não está em ti tornar um de teus cabelos branco ou preto. Seja a vossa palavra: Sim, sim; Não, não. Tudo que passa disto, procede do mal (ou do Maligno)».

A tais dizeres fazem eco fiel os de S. Tiago em Tg 5,12:

«Irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem por outra espécie de juramento. Seja o vosso Sim sim, e o vosso Não não, para não incorrerdes em juízo.»

Na base destes textos houve periodicamente, através dos séculos, intérpretes e pregadores do Evangelho que quiseram negar a liceidade do juramento. Sejam, dentre outros, citados os valdenses, os begüinos e beguardos, os «Fraticelli», Wiclef, os hussitas, os anabatistas, os menonitas, além dos filósofos Kant e Fichte…

Tal interpretação, porém, não leva em conta a situação especial a que se referiam Jesus e S. Tiago: tinham em vista a casuística judaica concernente ao juramento (tanto o Evangelho de S. Mateus como a epístola de S. Tiago foram escritos especialmente para judeus convertidos à fé cristã). A fim de pôr termo às cavilações dos fariseus, o Divino Mestre lembrou aos discípulos um grande ideal: a sinceridade e a veracidade devem de tal modo caracterizar o cristão que este possa ser tomado imediatamente por suas palavras, sem que alguém pense em exigir dele a confirmação solene de seus dizeres. Quanto à proibição do juramento como tal, percebe-se pelo contexto de sermão sobre a montanha (Mt 5-7) que o Senhor não a quis impor obrigatoriamente, como não quis impor os conselhos que no mesmo sermão Ele deu para inculcar o ideal da perfeição cristã em seus diversos aspectos:

«Se teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e atira-o para Longe de ti» (Mt 5,29) ;

«Se tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e atira-a para longe de ti» (Mt 5,30) ;

«Se te baterem na face direita, apresenta a outra» (Mt 5,39 ; cf. «P. R.» 3/1958, qu. 10) ;

«Se te quiserem tirar a túnica, entrega o manto» (Mt 5,40) ;

«Se te quiserem angariar para dar mil passos, percorre dois mil passos» (Mt 5,41).

A linguagem destas frases é evidentemente figurada e hiperbólica; sugere a direção de uma tendência, não impõe propriamente uma obrigação.

Jesus não ignorava que, enquanto são peregrinos na terra, os homens tendem à perfeição; seria utopia pressupor que cada um se comporta habitualmente como se já tivesse chegado à consumação. Por isto o Senhor não podia deixar de reconhecer a oportunidade de certos meios que visam evitar possíveis falhas dos homens, mesmo dos cristãos. Sem o emprego desses meios, a ordem seria fàcilmente burlada; 0 Evangelho teria aberto o campo aos avanços da injustiça, que ficaria sempre impune. Ora, entre os recursos que por vezes se impõem para evitar falhas num mundo sujeito à mentira como o nosso, conta-se o juramento; o apelo ao testemunho de Deus, quando não seja possível obter o de homens plenamente fidedignos, vem a ser a única garantia da veracidade de uma afirmação. Donde se deduz a liceidade do juramento.

Esta sentença é corroborada pelo procedimento do Apóstolo S. Paulo, o qual mais de uma vez em suas cartas recorreu ao testemunho de Deus para convalidar suas asserções. Tenham-se em vista os seguintes trechos:

«Testemunha me é Deus… de que sem cessar vos menciono, suplicando-Lhe…» (Rom 1,9).

«A Deus tomo como testemunha sobre minha alma, de que, para vos poupar, ainda não fui a Corinto» (2 Cor 1,23).

«Nisto que vos escrevo, Deus sabe bem que não minto» (Gál 1, 20).

Assim falando, terá S. Paulo contrariado as normas de Cristo?

Em vez de se admitir contradição entre as palavras de Jesus e o procedimento do Apóstolo nos textos acima, reconheça-se que os dizeres do Divino Mestre não significam proibição absoluta, mas apenas delineiam um ideal: um cristão deve ser tal que, por seu Sim e seu Não, mereça normalmente fé por parte de seus ouvintes; levando-se em conta, porém, a realidade da vida, admitem-se casos excepcionais, nos quais se torna necessário o recurso a instância maior ou à veracidade do próprio Deus.

Há quem queira apelar também para a conduta de Jesus a fim de comprovar quanto foi acima dito. Com efeito, o Senhor nos Evangelhos inicia frequentemente as suas frases com a expressão enfática: «Em verdade ( = amen) vos digo…»; lêmo-la 30 vezes em S. Mateus, 13 vezes em S. Marcos e 6 vezes em S. Lucas. No quarto Evangelho dá-se mesmo algo de próprio: Jesus repete o advérbio («Em verdade, em verdade vos digo…») e usa 26 vezes a eloquente expressão. Ora, dizem alguns exegetas, a fórmula joanéia constitui soleníssimo juramento. Tal interpretação, porém, não é unanimemente aceita; outros autores julgam — talvez com mais razão — que as palavras de Jesus não incluem apelo ao testemunho de Deus Pai. Como quer que seja, a exegese da fórmula «Em verdade, em verdade vos digo…» não é de importância decisiva no estudo que vimos empreendendo.

3. O juramento lícito

Deve-se por fim acrescentar que o Magistério e a praxe da Igreja ratificaram a legitimidade do juramento em casos extraordinários. E, a fim de se evitar qualquer abuso neste setor, a Moral cristã especificou três notas que devem caracterizar todo autêntico juramento, notas, aliás, sugeridas pelo texto de Jer 4,2:

«Se jurares em verdade, em juízo e em justiça pelo Senhor que vive, as nações considerar-se-ão abençoadas em ti…»

As três características foram incluídas no conceito de juramento formulado pelo Direito Eclesiástico (cf. cân. 1316 §1). Percorramo-las sumariamente:

Em juízo: esta condição se cumpre desde que alguém jure com discernimento, isto é, por motivo imperioso, nutrindo na alma o respeito devido à Majestade Divina, cujo nome é invocado. Merece reprovação, por conseguinte, o juramento irrefletido ou ocasionado por questões de secundária importância; haja vista a este propósito a admoestação de Eclo 23, 9-11.

Em verdade: o juramento deve ter por objeto a realidade, excluindo-se toda falsidade nas afirmações e nas promessas. Reprova-se também a ficção, ou seja, o juramento proferido sem que o respectivo sujeito tenha a intenção de se obrigar.

Em justiça: por fim requer-se que a matéria do juramento seja algo de justo ou de compatível com a Moral cristã. Se, por exemplo, se trata de um juramento-promessa, o objeto da promessa deve ser honesto. Se, ao contrário, se trata de juramento meramente afirmativo, a afirmação como tal deve ser condizente com as normas da consciência. Por conseguinte, quem jura que cometerá um ato ilícito, não somente não está obrigado a cometê-lo, mas ainda contrai culpa por ter assim jurado (este princípio esclarece a situação moral de todas as pessoas que juram fidelidade a doutrinas e práticas errôneas nas escolas e seitas acatólicas: não estão obrigadas a cometer o mal que prometeram).

Dom Estêvão Bettencourt
Fonte: http://www.pr.gonet.biz/index-catolicos.php


EXCURSUS: NORMAS DA INTERPRETAÇÃO EVANGÉLICA

- A interpretação deve ser fácil, tirada do que é o evangelho: boa nova.

- Os evangelhos são uma condescendência, um beneplácito, uma gratuidade, um amor misericordioso de Deus para com os homens. Presença amorosa e gratuita de Deus na vida humana.
- Jesus é a face do Deus misericordioso que busca o pecador, que o acolhe e que não se importa com a moralidade ou com a ética humana, mas quer mostrar sua condescendência e beneplácito, como os anjos cantavam e os pastores ouviram no dia de natal: é o Deus da eudokias, dos homens a quem ele quer bem e quer salvar, porque os ama.

Interpretação errada do evangelho:

- Um chamado à ética e à moral em que se pede ao homem mais que uma predisposição, uma série de qualidades para poder ser amado por Deus.
- Só os bons se salvam. Como se Deus não pudesse salvar a quem quiser (Fará destas pedras filhos de Abraão).

Consequências:

- O evangelho é um apelo para que o homem descubra a face misericordiosa de Deus [=Cristo] e se entregue de um modo confiante e total nos braços do Pai como filho que é amado.
- O olhar com a lente da ética, transforma o homem num escravo ou jornaleiro:aquele age pelo temor, este pelo prêmio.
- O olhar com a lente da misericórdia, transforma o homem num filho que atua pelo amor.
- O pai ama o filho independentemente deste se mostrar bom ou mau. Só porque ele é seu filho e deve amá-lo e cuidar dele.
- Só através desta ótica ou lente é que encontraremos nos evangelhos a mensagem do Pai e com ela a alegria da boa nova e a esperança de um feliz encontro definitivo. Porque sabemos que estamos na mira de um Pai que nos ama de modo infinito por cima de qualquer fragilidade humana.


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje! Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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