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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


19.09.2021
25º Domingo do Tempo Comum — ANO B
TEMPO DE AMAR E LER A BÍBLIA - SETEMBRO: MÊS DA BÍBLIA
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A sabedoria de Deus é diferente da sabedoria do mundo. Aquilo que, às vistas da humanidade é sinal de derrota, para Deus é ocasião de interferir no curso da história fazendo de seu Filho, humilhado na cruz, o nome acima de todos. A mensagem cristã é sempre de esperança que brota de uma vida que se doa.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, é sempre o Senhor Ressuscitado que a cada domingo nos chama para o louvor e a ação de graças ao Pai, na força e no poder do Espírito Santo. Formamos aqui o coro da Igreja peregrina que louva e bendiz ao Senhor por suas maravilhas e por sua bênção maior que é seu Filho Jesus. Que esta celebração nos ajude a viver mais intensamente aquilo que o Senhor nos pede, realizando assim a sua vontade em nossas vidas.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A primeira leitura trata do drama do justo odiado e cercado de morte pelos ímpios e malvados. Mas ele se considera seguro sob a proteção da mão de Deus. Seus perseguidores zombam dele e querem colocá-lo à prova. No Evangelho, Jesus revela que é ele o justo perseguido, revela também que irá morrer mas que, ao terceiro dia, irá ressuscitar. Ensina que no Reino dos Céus é fácil ocupar o primeiro lugar, basta que aqui, na terra, a gente se coloque em último lugar, servindo a todos, assim como ele mesmo fez, a ponto de dar a própria vida para salvar até quem o estava torturando. A liturgia de hoje apresenta a palavra como luz para nossa vida e nos coloca diante de duas realidades: a "palavra do mundo" e a "palavra de Deus". Denunciando, e ao mesmo tempo pedindo para que tenhamos cuidado com as tentativas de domínio sobre os outros, Jesus nos convida a uma opção de vida que manifeste o que ele mesmo é, tendo nos deixado como testamento: um coração simples e humilde, capaz de amar e acolher a todos, em especial os excluídos, sem necessidade de retribuição e reconhecimento público. Peçamos nessa celebração a graça da fortaleza para não desanimarmos diante dos desafios e provações.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/19-de-setembro-de-2021---25-tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-45-b-52-25o-domingo-do-tempo-comum.pdf


TEMA
SER DISCÍPULO: A HUMILDADE

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Deus cuida de cada um de seus filhos

Na liturgia deste dia, somos convidados à confiança total em Deus, que é Pai e, como tal, cuida de seus filhos, orienta-os na condução da vida e não os abandona nas mãos dos malvados. A experiência do justo perseguido pelos ímpios, na primeira leitura, e a de Jesus, no evangelho, chamam nossa atenção para as ideias que fazemos sobre “não abandono” e “cuidado” da parte de Deus, motivando-nos a ter nova compreensão da ação de Deus para com seus filhos justos e fiéis.

Na segunda leitura, a experiência das primeiras comunidades revela que ainda não sabemos nos conduzir como filhos de Deus, não sabemos viver o mandamento por excelência – o amor a Deus e ao próximo como a nós mesmos –, e, por isso, nossa existência ainda não é testemunho da justiça e do amor divino. O seguimento confiante do Cristo é nossa esperança de chegar a ser verdadeiras testemunhas.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 25º Domingo do Comum convida os crentes a prescindir da "sabedoria do mundo" e a escolher a "sabedoria de Deus". Só a "sabedoria de Deus" - dizem os textos bíblicos deste domingo - possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim.

O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a "sabedoria de Deus" e a "sabedoria do mundo". Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projeto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projeto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.

A segunda leitura exorta os crentes a viverem de acordo com a "sabedoria de Deus", pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da "sabedoria do mundo" irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.

A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a "sabedoria de Deus" provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a "sabedoria de Deus": a perseguição é a conseqüência natural da sua coerência de vida.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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OS PRIMEIROS NO REINO

Enquanto Jesus percorre cidades e vilas, vai instruindo seus seguidores com a prática e com palavras. Nesse caminhar, anuncia seu fim trágico em Jerusalém, mas sublinha que não devem se assustar, pois, depois de morto, ressuscitará. Enquanto o Mestre anuncia o que lhe virá pela frente, como conseqüência de suas palavras e atos, os discípulos preocupam-se em disputar a primazia no que supõem ser o Reino que ele vai estabelecer.

Estando em casa, ciente das disputas dos discípulos pelos primeiros lugares, Jesus ministra-lhes uma catequese a respeito do sentido da autoridade e do poder. As pessoas, em geral, ambicionam o primeiro lugar em tudo. Querem sobressair aos outros, formando como que uma hierarquia cujo objetivo é situar-se no topo.

Jesus desmonta essa ambição, presente também entre seus seguidores, colocando no centro o pequenino, o simples e o pobre. Estes são os primeiros no Reino por ele proposto. Se alguém deseja ser importante e o primeiro, precisa se pôr a serviço de todos. O cristão é chamado a se destacar pela solidariedade e compromisso com os pequeninos.

Uma criança, pessoa desprovida de ambição e poder, é apresentada como protótipo do Reino. A ambição e a vaidade desviam os corações daquilo que é o mais importante: o amor e a doação. Jesus abraça os “pequeninos”, e não os “poderosos”. A preocupação dele não se volta para os que ocupam os primeiros lugares e os “famosos”.

Famosos, para Jesus, são aqueles que se doam, livremente e sem pretensões, em favor do seu projeto; são os trabalhadores honestos que levam o sustento às suas famílias com o suor do dia a dia; são as mães heróicas que, com dificuldade, multiplicam o pão na mesa e educam os filhos para uma vida honesta; são os profissionais da saúde que arriscam a própria vida para salvar a dos outros.

Diante de uma sociedade que estimula o carreirismo e a fama, somos convidados a trabalhar pelo Reino sem ambicionar status. Não é fácil abraçar o projeto de Jesus; é mais fácil abraçar a autopromoção e o desejo de sermos os primeiros, sem nos importarmos com os outros.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O SEGUIMENTO DE JESUS É EXIGENTE

No Evangelho de hoje, três temas chamam a atenção e podem ser destacados para nos ajudar, como comunidade, a conhecer mais o Senhor e segui-lo: o anúncio da paixão de Jesus, o desejo de ser o primeiro e o serviço vivido por meio do amor mútuo.

O segundo anúncio da paixão. Marcos registra que Jesus está chegando ao fim de sua missão, marcado por sua paixão e morte na cruz. Jesus mesmo anuncia essa morte, com os sofrimentos que a acompanharão. O Antigo Testamento previra isso, e as palavras do livro da Sabedoria podem ser aplicadas a Jesus: “Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, […] vamos condená-lo a morte vergonhosa” (Sb 2,19-20). Os apóstolos, por sua vez, já tinham ouvido esse discurso, que, aliás, revoltou a Pedro. Este foi repreendido por Jesus, conforme ouvimos no Evangelho do domingo passado. Hoje, o Mestre confirma aos discípulos que esse é realmente o destino para o qual se dirige. Portanto, um caminho de todos os que o seguem com fidelidade.

O desejo de ser o primeiro. Houve uma discussão entre os discípulos para descobrir quem era o maior. Tais preocupações e conversas aparecem muito quando se vive um espírito “mundano”, que o Papa Francisco freqüentemente denuncia. Na segunda leitura, Tiago acusa essa mentalidade mundana (Tg 4,1-2). Os seguidores de Jesus, de fato, não estão livres de tentações. A busca de ser o maior e brilhar com poder e honra exerce sempre certo apelo, que deve ser reconhecido e combatido. As dificuldades dos apóstolos e dos cristãos da comunidade de Tiago são também as nossas. É por isso que, para termos verdadeira atitude de discípulos e discípulas, cabe-nos aprender de Jesus a criar, na comunidade cristã, um ambiente de vida, contrário aos valores que a sociedade competitiva estimula e fundamentado no serviço aos outros.

O serviço e o amor mútuo. “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servidor de todos” (v. 35) é a frase de Jesus que Marcos recorda cuidadosamente. Na comunidade cristã, valores como promoção pessoal, competição e ambições mesquinhas não podem encontrar espaço. Antes, devem estar em destaque o serviço que promove e eleva o irmão e a irmã, o amor de uns pelos outros. Para ilustrar essa proposta de serviço e amor mútuo na comunidade, o evangelista lembra as palavras de Jesus sobre as crianças (v. 36-37). A criança representa o discípulo que se faz como criança, pequeno e acolhedor, e que conta com Deus, assim como a criança conta com os pais para crescer e se desenvolver. São Paulo não disse outra coisa quando escreveu que Deus se manifesta na fraqueza (2Cor 12,10).

Compreendamos, cada vez mais, a revelação que Jesus nos faz de si e peçamos-lhe que nos conceda a graça de sermos discípulas e discípulos sempre atentos e dispostos a descobrir a beleza de sua mensagem.

Christian Dino Batsi, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O Senhor vem sempre em socorro dos que seguem Jesus para os livrar dos males e perigos. Somos convidados por ele a superar brigas e rivalidades e sermos mensageiros da paz. Esta Eucaristia nos inspire gestos de acolhida e amor para servirmos com generosidade nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais necessitados e indefesos.

APRENDENDO COM O YOUCAT
(Catecismo para crianças)
Jesus gostava de estar com as pessoas, especialmente com as crianças e os que precisavam dele. Todos cabiam no seu abraço.


RITOS INICIAIS

ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

Introdução ao espírito da Celebração
Porque vivemos numa sociedade globalizada e profundamente radicada na idéia da competitividade, desde pequenos que assimilamos a idéia de que a fealdade, a falta de esperteza, a ausência de dinheiro e de atração, são um óbice ao êxito na vida. Isso resulta numa fonte de inúmeros altercações existentes na sociedade e também em muitas comunidades cristãs.

A liturgia da Palavra deste domingo vem-nos recordar que o discípulo de Jesus deve fazer-se pequeno e considerar-se ao serviço dos mais pobres, segundo a sabedoria de Deus.

ORAÇÃO COLETA: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Monição: A primeira leitura que vamos escutar recorda-nos que quem vive uma vida exemplar deve ser eliminado. Tal pessoa torna-se incômoda demais e a sua atitude constitui, ainda hoje, uma reprovação silenciosa para toda a sociedade.

Sabedoria 2,12.17-20

Leitura do livro da Sabedoria. 2 12 Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação. 17 Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, 18 porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. 19 Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. 20 Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A escolha deste texto foi ditada pela leitura evangélica de hoje, em que temos o 2.° anúncio da Paixão e Morte do Senhor. O contexto desta passagem é o da descrição da vida desaforada dos ímpios, que não se limitam a gozar desenfreadamente dos prazeres da vida, mas vão ao ponto de não tolerarem a vista do justo, que é para eles uma constante repreensão; por isso dedicam-se a atormentá-lo e a escarnecê-lo, num desafio irônico a Deus, a quem o justo considera Pai, para que o venha socorrer. E, se Deus não lhe vem acudir, então os ímpios cantam vitória. Os sofrimentos, provações e zombarias a que está sujeito um justo vêm a ser as mesmas que sofre o justo por excelência, Jesus Cristo. Quando em Jesus se cumpriram estas palavras proféticas, foi possível à Igreja, segundo o atesta a Tradição Patrística e a Liturgia, descobrir uma plenitude de sentido nas palavras do hagiógrafo (sentido típico, ou também sentido plenário). «É diante do nosso crucifixo que podemos e devemos mesmo, meditar esta passagem, e nesta contemplação acharemos a força para seguir, se tal é a vontade de Deus a nosso respeito, o divino Justo perseguido, na via do opróbrio» (Pirot-Clamer).

18 «Se o justo é filho de Deus…». Nos livros mais recentes do A. T., o título de filho de Deus aplica-se a todos os justos e mais propriamente ao Messias.

.....................

Na primeira leitura, temos um fragmento do discurso dos ímpios (cf. Sb 2,1-20), no qual apresentam sua maneira de compreender a vida e elencam os argumentos que justificam seu modo de proceder. Como atribuem sua vida ao acaso e esperam que a morte seja um ponto final de sua existência (v. 2), decidem desfrutar as boas coisas do tempo presente (v. 6). No entanto, não agem conforme a justiça. Antes, levam uma vida de excessos, embriagam-se (v. 7), entregam-se a orgias (v. 9), oprimem o pobre, a viúva e o ancião, ainda que sejam justos (v. 10), fazem valer a sua força sobre os mais fracos (v. 11).

A esse modo cruel e desumano se opõe o justo, aquele que observa fielmente os mandamentos e preceitos do Senhor. Por isso, faz parte do programa de vida dos ímpios armar-lhes ciladas, já que a existência deles lhes causa incômodo, reprova suas atitudes, denuncia suas transgressões (v. 12). A perseguição ao justo tem como finalidade pôr à prova sua confiança em Deus. Ao mesmo tempo, essa perseguição é uma provocação ao Deus de quem ele espera a visita libertadora (v. 18), já que o ato de importunar e molestar o justo nem sequer é acompanhado da suspeita de que Deus virá em sua defesa e punirá o perseguidor, embora isso seja declarado ironicamente.

O ímpio não acredita em Deus, não aprova e até ridiculariza a conduta do justo, porém, em seu discurso, este é descrito como alguém que se sabe filho de Deus, como alguém que confia e espera nele, como alguém cuja vida, pautada pela fé, repreende o procedimento do ímpio. Ainda assim, sofre perseguição, é ofendido, torturado e condenado a morte vergonhosa. O autor do livro da Sabedoria dirá, posteriormente, que os ímpios estão enganados, que estão cegos pela própria maldade (v. 21). Os justos, no entanto, embora experimentem o fracasso aparente, têm a vida guardada nas mãos de Deus (cf. Sb 3,1).

AMBIENTE

O "Livro da Sabedoria" é o mais recente de todos os livros do Antigo Testamento (aparece durante o séc. I a.C.). O seu autor - um judeu de língua grega, provavelmente nascido e educado na Diáspora (Alexandria?) - exprimindo-se em termos e concepções do mundo helênico, faz o elogio da "sabedoria" israelita, traça o quadro da sorte que espera o "justo" e o "ímpio" no mais-além e descreve (com exemplos tirados da história do Êxodo) as sortes diversas que tiveram os pagãos (idólatras) e os hebreus (fiéis a Jahwéh).

Estamos em Alexandria (Egito), num meio fortemente helenizado. As outras culturas - nomeadamente a judaica - são desvalorizadas e hostilizadas. A enorme colônia judaica residente na cidade conhece mesmo, sobretudo nos reinados de Ptolomeu Alexandre (106-88 a.C.) e de Ptolomeu Dionísio (80-52 a.C.), uma dura perseguição. Os sábios helênicos procuram demonstrar, por um lado, a superioridade da cultura grega e, por outro, a incongruência do judaísmo e da sua proposta de vida... Os judeus são encorajados a deixar a sua fé, a "modernizar-se" e a abrir-se aos brilhantes valores da cultura helênica.

É neste ambiente que o sábio autor do Livro da Sabedoria decide defender os valores da fé e da cultura do seu Povo. O seu objetivo é duplo: dirigindo-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), convida-os a redescobrirem a fé dos pais e os valores judaicos; dirigindo-se aos pagãos, convida-os a constatar o absurdo da idolatria e a aderir a Jahwéh, o verdadeiro e único Deus... Para uns e para outros, o autor pretende deixar este ensinamento fundamental: só Jahwéh garante a verdadeira "sabedoria" e a verdadeira felicidade.

O texto que nos é proposto faz parte da primeira parte do livro (cf. Sab 1-5). Aí, o autor reflete longamente e em pormenor sobre o destino dos "justos" e o destino dos "ímpios".

Na secção que vai de Sab 1,16-2,24, o autor do Livro da Sabedoria apresenta o quadro da vida dos "ímpios". Depois de apresentar os raciocínios dos "ímpios" (cf. Sab 1,16-2,9) e as suas reações de desprezo face aos "justos" (cf. Sab 2,10-20), o sábio autor desta reflexão partilha com os seus leitores a sua própria crítica às atitudes incoerentes dos "ímpios" (cf. Sab 2,21-24). Mostrando o sem sentido da conduta dos "ímpios", ele pretende dizer aos seus concidadãos que vale a pena ser "justo" e manter-se fiel aos valores tradicionais da fé de Israel.

MENSAGEM

Esses "ímpios" de que fala o sábio autor do nosso texto são, certamente, os pagãos hostis, que zombavam dos costumes e dos valores religiosos judaicos e que levavam uma vida de corrupção e de imoralidade; mas são também, com toda a certeza, os judeus apóstatas, que se tinham deixado contaminar pela cultura grega, que haviam abandonado as tradições dos antepassados e que consideravam a religião judaica um conjunto de tradições obscurantistas, impróprias da "modernidade".

A vida desses "justos" que assumiram os valores de Deus e que, mesmo no meio da hostilidade geral, procuram preservar os seus valores e viver de forma coerente com a sua fé, constitui um incômodo e uma dura interpelação para os "ímpios". A coerência, a honestidade, a verticalidade e a fidelidade dos "justos" constituem um permanente espinho que magoa os "ímpios" e que não os deixa sentirem-se em paz com a sua consciência.

A reação dos "ímpios" apresenta-se sempre em forma de perseguição, de ciladas, de ultrajes, de torturas e, em último caso, de assassínios. Trata-se de uma realidade que os justos de todas as épocas conhecem bem.

A vida dos "justos" estará, então, condenada ao fracasso? Valerá a pena enfrentar a perseguição e conservar-se fiel a Deus e às suas propostas? O texto que nos é hoje proposto como primeira leitura não responde a estas questões; no entanto, o autor do Livro da Sabedoria dirá, mais à frente, que a fidelidade do justo será recompensada e que a sua vida desembocará nessa vida plena e definitiva que Deus reserva para aqueles que seguem os seus caminhos.

ATUALIZAÇÃO

• Por detrás do confronto entre o "ímpio" e o "justo", está o confronto entre a "sabedoria do mundo" e a "sabedoria de Deus". Trata-se de duas realidades em permanente choque de interesses e diante das quais temos, tantas vezes, de fazer a nossa opção. Para mim, qual destas duas realidades faz mais sentido? Por qual delas costumo optar?

• O que é a "sabedoria do mundo"? A "sabedoria do mundo" é a atitude de quem, fechado no seu orgulho e auto-suficiência, resolve prescindir de Deus e dos seus valores, de quem vive para o "ter", de quem põe em primeiro lugar o dinheiro, o poder, o êxito, a fama, a ambição, os valores efêmeros. Trata-se de uma "sabedoria" que, em lugar de conduzir o homem à sua plena realização, o torna vazio, frustrado, deprimido, escravo. Pode apresentar-se com as cores sedutoras da felicidade efêmera, com as exigências da filosofia da moda, com a auréola brilhante da intelectualidade, ou com o brilho passageiro dos triunfos humanos; mas nunca dará ao homem uma felicidade duradoura.

• O que é a "sabedoria de Deus"? A "sabedoria de Deus" é a atitude daqueles que assumiram e interiorizaram as propostas de Deus e se deixam conduzir por elas. Atentos à vontade e aos desafios de Deus, procuram escutá-l'O e seguir os seus caminhos; tendo como modelo de vida Jesus Cristo, vivem a sua existência no amor e no serviço aos irmãos; comprometem-se com a construção de um mundo mais fraterno e lutam pela justiça e pela paz. Trata-se de uma "sabedoria" que nem sempre é entendida pelos homens e que, tantas vezes, é considerada um refúgio para os simples, os incapazes, os pouco ambiciosos, os vencidos, aqueles que nunca moldarão o edifício social. Parece, muitas vezes, apenas gerar sofrimento, perseguição, incompreensão, dor, fracasso. No entanto, trata-se de uma "sabedoria" que leva o homem ao encontro da verdadeira felicidade, da verdadeira realização, da vida plena.

• Quem escolhe a "sabedoria de Deus", não tem uma vida fácil. Será incompreendido, caluniado, desautorizado, perseguido, torturado... Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a "sabedoria de Deus": a perseguição é a conseqüência natural da sua coerência de vida. Não devemos ficar preocupados quando o mundo nos persegue; devemos ficar preocupados quando somos aplaudidos e adulados por aqueles que escolheram a "sabedoria do mundo".

Subsídios:
1ª leitura: (Sb 2,12.17-20) A perseguição do justo – Sb considera “justo” todo aquele que leva Deus a sério e acredita que Deus o leva a sério. Ele é “filho de Deus” (conceito originariamente coletivo: o povo de Israel; cf. Os 11,1). Mas os “ímpios”, por inveja, não aguentam que alguém assim se denomine. – No caso de Jesus, a pertença a Deus é tão total, que a fé lhe atribui natureza divina. Ora, quanto mais “filho de Deus”, tanto mais será objeto de perseguição. * 2,12 cf. Jr 11,19; Jo 5,16.18; Mc 14,1-2; 9,31 * 2,18-19 cf. Sl 22[21],9; Mt 27,43; 26,67-68; Is 53,7.



Salmo Responsorial

Monição: Como resposta à leitura anterior, vamos recitar o salmo 53. Nele ouviremos que perante a opressão causada pelos injustos, o reto deposita a sua confiança na fidelidade do Senhor. Só Ele sustenta a sua vida e o salva. Por isso, canta glória a Deus.

SALMO RESPONSORIAL – 53/54

É o Senhor quem sustenta minha vida!

Por vosso nome, salvai-me, Senhor;
e dai-me a vossa justiça!
Ó meu Deus, atendei minha prece
e escutai as palavras que eu digo!

Pois contra mim orgulhosos se insurgem,
e violentos perseguem-me a vida:
não há lugar para Deus aos seus olhos.
Quem me protege e me ampara é meu Deus;
é o Senhor quem sustenta minha vida!

Quero ofertar-vos o meu sacrifício
de coração e com muita alegria;
quero louvar, ó Senhor, vosso nome,
quero cantar vosso nome que é bom!

Segunda Leitura

Monição: O egoísta é tentado a dominar os outros. Isso origina incompreensões, maldade, falta de generosidade, inveja e hipocrisia. Nesta leitura, S. Tiago põe à nossa consideração a sabedoria de Deus que é oposta à sabedoria dos homens.

Tiago 3,16-4,3

Leitura da carta de são Tiago. 3 16 Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios. 17 A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento. 18 O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz. 4 1 Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? 2 Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. 3 Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Tiago, um verdadeiro «sábio» cristão, explica agora em que consiste a sabedoria cristã; depois de apelar para que esta se mostre com obras (v. 13), denuncia uma falsa sabedoria, «a terrena, a da natureza corrompida (psykhikê/animalis), a diabólica», que, por proceder da soberba, leva a uma «inveja amarga», e a um «espírito dado a contendas» (v. 14), «desordem e toda a espécie de más ações» (v. 16). A esta contrapõe «a sabedoria que vem do alto», que qualifica com uma série de dotes (vv. 17-18) que fazem lembrar os que S. Paulo atribui à caridade em 1 Cor13.

18 Este versículo forneceu o lema a Pio XII: «opus iustitia pax». Na Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica traduzimos: «E é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz»: Uma colheita (um fruto) de justiça é a santidade, a conformidade com Deus e a sua palavra, manifestada nas obras, como reflexo da autêntica sabedoria. Este versículo é uma bela síntese jacobéia (cf. Is 32, 17-18; Mt 5, 9; Fl 1, 11; Hebr 12, 11).

4, 1-3 Tiago, após ter caracterizado a sabedoria cristã como uma sementeira de paz, passa a fustigar uma série de atitudes contrárias e incoerentes com a fé: as discórdias (4, 1-12), a presunção (v. 13-16) e a avareza (5, 1-6). E começa por se interrogar: «De onde vêm as guerras?» Se a sabedoria leva à paz, como pode haver conflitos entre os fiéis? «Das vossas paixões», que é preciso controlar. Como dizia João Paulo II logo no início do seu pontificado, «Não bastam as análises sociológicas para trazer a justiça e a paz. A raiz do mal está no interior do homem (cf. Mc 7, 21). O remédio, portanto, parte também do coração». Sem a reforma interior, todas as outras reformas não fazem mais do que adiar a verdadeira solução e agravar muitos males (cf. Rom 7, 14-25; Gal 5, 17; 1 Pe 2, 11).

.....................

Na segunda leitura, o autor da carta de Tiago contrapõe duas situações: a primeira é uma realidade em que reina a desordem, a segunda é guiada pela sabedoria. As causas da desordem são a inveja e a rivalidade, presentes na comunidade cristã já entre os primeiros discípulos, que discutiam entre si sobre quem era o maior (cf. Mc 9,34). A ambição e a luta pelo poder entre os membros da comunidade anulam a possibilidade da harmonia entre os irmãos, comprovam que já não se deixam guiar pela sabedoria que vem do alto (cf. Tg 3,17) nem pelo ensinamento de Jesus (cf. Mc 9,35).

Os conflitos na comunidade têm raízes nas paixões desordenadas de seus membros, que servem apenas a si próprios, cobiçam, cultivam inveja, matam e fazem guerra. E, mesmo quando oram, sua prece não é atendida, por ser permeada pelo egoísmo e pela hipocrisia. Em contrapartida, o fruto da justiça é semeado para aqueles que promovem a paz (cf. Tg 3,18). A sabedoria é dom de Deus, que a concede generosamente a todos os que o pedirem (cf. Tg 1,5), e é reconhecida pelos frutos que produz: é pura, pacífica, indulgente, pacificadora, cheia de misericórdia (cf. Tg 3,17). Tais características aplicam-se também ao ser humano que a ela se ajusta.

AMBIENTE

Depois de convidar os crentes à autenticidade e coerência da fé (cf. Tg 1,2-27) e de os exortar a expressar a fé em atitudes concretas (cf. Tg 2,1-24), o autor da Carta de Tiago elenca, na terceira parte desta carta (cf. Tg 3,1-4,10), uma série de aspectos particulares que precisam da atenção e do cuidado dos crentes.

Estes aspectos particulares tratados na terceira parte da carta são, certamente, questões e situações que incomodavam as comunidades cristãs de origem judaica a quem a carta se dirige (e que não estão circunscritas à Palestina, mas espalhadas por todo o mundo greco-romano, sobretudo nas regiões próximas da Palestina, como a Síria, o Egito ou a Ásia Menor). O primeiro aspecto particular a que o autor se refere é ao cuidado a ter com a língua (cf. Tg 3,1-12); o segundo refere-se à necessidade de os crentes rejeitarem a "sabedoria do mundo" e de acolherem a "sabedoria que vem do alto" (cf. Tg 3,13-18); o terceiro é uma análise sobre a origem das discórdias que envenenam a vida das comunidades cristãs (cf. Tg 4,1-10). O texto que nos é proposto junta alguns versículos do segundo com alguns versículos do terceiro ponto.

O objetivo do autor da Carta de Tiago continua a ser, também nesta terceira parte, purificar a existência cristã e exortar os crentes para que não percam os valores cristãos autênticos.

MENSAGEM

A primeira parte do nosso texto (cf. Tg 3,16-18) exorta os crentes a viverem de acordo com a "sabedoria de Deus".

A "sabedoria do mundo" gera inveja, contendas, falsidade (cf. Tg 3,14), rivalidade, desordem e toda a espécie de más ações (cf. Tg 3,16). Acaba por destruir a vida da própria pessoa e por impedir a comunhão dos irmãos. Trata-se de uma "sabedoria" incompatível com as exigências da adesão a Cristo.

Ao contrário, a "sabedoria de Deus" é "pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e boas obras, imparcial e sem hipocrisia" (Tg 3,17). São sete as "qualidades" da "sabedoria" aqui enumeradas: dado que o número sete significa "perfeição", "plenitude", o autor da Carta de Tiago está, assim, a propor aos crentes um caminho de perfeição, de realização total, de vida plena. Se o cristão quer viver em paz (isto é, em comunhão) com Deus, deve acolher a "sabedoria de Deus" e atuar de acordo com ela em cada passo da sua existência.

Na segunda parte do nosso texto (cf. Tg 4,1-3), o autor da Carta analisa as causas da situação de conflito e de discórdia que se nota em muitas das comunidades cristãs e que é incompatível com as exigências do compromisso com Cristo. Esse quadro resulta do facto de os crentes não terem ainda interiorizado a proposta de Cristo... Em lugar de fazerem da sua vida, como Cristo, um dom de amor aos irmãos, e de traduzirem esse amor em gestos concretos de partilha, de serviço, de solidariedade, de fraternidade, estes crentes vivem fechados no seu egoísmo e no seu orgulho. O seu coração está dominado pela cobiça, pela inveja, pela vontade de se sobrepor aos outros... E essas "paixões" más traduzem-se naturalmente, a nível da relação comunitária, em atitudes de luta, de inveja, de rivalidade, de ciúme, de arrogância, de ira. Vivem de acordo com a "sabedoria do mundo" e não de acordo com a "sabedoria de Deus".

Naturalmente, a sua oração não é escutada por Deus... O que eles pedem a Deus não é para satisfazer as suas necessidades materiais, mas para satisfazer as suas "paixões", o seu orgulho, a sua cobiça, a sua vontade de se sobrepor aos outros irmãos. Uma oração que assenta em bases egoístas não pode ser escutada por Deus.

ATUALIZAÇÃO

• O Batismo é, para todos os crentes, o momento da opção por Cristo e pela proposta de vida nova que Ele veio apresentar; é o momento em que os crentes escolhem a "sabedoria de Deus" e passam a conduzir a sua vida pelos critérios de Deus. A partir desse momento, a vida dos crentes deve ser expressão da vida de Deus, dos valores de Deus, do amor de Deus. Num mundo que se constrói, tantas vezes, à margem de Deus, os cristãos devem ser os rostos dessa vida nova que Deus quer oferecer ao mundo. Estou consciente desta realidade? Tenho vivido de forma coerente com os compromissos que assumi no dia do meu Batismo? Os valores que conduzem a minha vida são os valores que brotam da "sabedoria de Deus"?

• No entanto, muitos batizados continuam a conduzir a sua vida de acordo com a "sabedoria do mundo". Passam, com indiferença, ao lado dos desafios que Deus faz, instalam-se no egoísmo e na auto-suficiência, vivem para o "ter", deixam que a sua existência seja dirigida por critérios de ambição e de ganância, recusam-se a fazer da sua vida uma partilha generosa com os irmãos... O autor da Carta de Tiago avisa: cuidado, pois a opção pela "sabedoria do mundo" não é um caminho para a realização plena do homem; só gera infelicidade, desordem, guerras, rivalidades, conflitos, morte. Nós, os cristãos, temos de estar permanentemente num processo de conversão para que a "sabedoria do mundo" não ocupe todo o nosso coração e não nos impeça de atingir a vida plena.

• Quando pautamos a nossa vida pela "sabedoria do mundo", isso tem conseqüências nas relações que estabelecemos com aqueles que caminham ao nosso lado. A ambição, a inveja, o orgulho, a competição, o egoísmo, criam divisões e destroem a comunidade. As nossas comunidades cristãs (ou religiosas) dão testemunho da "sabedoria de Deus" ou da "sabedoria do mundo"? As rivalidades, os ciúmes, as críticas destrutivas, a indiferença, as palavras que magoam, as lutas pelo poder, as tentativas de afirmação pessoal à custa do irmão, são compatíveis com a "sabedoria de Deus" que escolhemos no dia do nosso Batismo?

• Uma palavra para o tema da oração, abordado no último versículo do nosso texto... Quando o nosso coração está cheio da "sabedoria do mundo", a nossa oração não faz sentido; torna-se um monólogo egoísta, uma pedinchice de coisas que se destinam a satisfazer as nossas "paixões", as nossas ambições, os nossos interesses pessoais. Antes de falar com Deus, precisamos de mudar o nosso coração, de reequacionar os nossos valores e as nossas prioridades, de aprender a ver o mundo e a vida com os olhos de Deus. Só então a nossa oração fará sentido: será um diálogo de amor e de comunhão, através do qual escutamos Deus, percebemos os seus planos, acolhemos essa vida que Ele nos quer oferecer.

Subsídios:
2ª leitura: (Tg 3,16–4,3) O câncer do ciúme e da ambição na comunidade – A “sabedoria” mostra-se superior à inveja e à ambição, por seus frutos (3,16-18): paz e bondade. O contrário acontece onde a ambição manda, por exemplo, na comunidade cristã, à qual Tg se dirige com censuras veementes (4,1-3). Onde reina a ambição, não há lugar para a caridade e a oração eficaz. * 3,17-18 cf. Pr 2,6; Sb 7,22-23; Hb 12,11; Mt 5,9 * 4,1-3 cf. Rm 7,23; 1Pd 2,11; Sl 66[65], 18; Mt 6,5-6.33.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).

Evangelho

Monição: Ouvindo o Evangelho, abraçando o compromisso da fé e abrindo-se para dar o testemunho de Jesus Cristo, a comunidade cristã já se encontra no caminho da salvação. Por isso, deve agradecer a Deus.

Marcos 9,30-37

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! 9 30 Tendo partido dali, Jesus e seus discípulos atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. 31 E ensinava os seus discípulos: “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte”. 32 Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar. 33 Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: “De que faláveis pelo caminho?” 34 Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. 35 Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. 36 E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: 37 “Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou”.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

Entramos hoje na leitura da 2ª parte do Evangelho de Marcos. A 1ª parte culminou na confissão de fé de Pedro (Mc 8, 29 – no passado domingo), que, segundo a estrutura teológica deste Evangelho, dá a resposta certa à interrogação fulcral das pessoas: «Quem é este?»; a partir de então, Jesus começa a revelar o que significa ser o Messias e o modo como tem de realizar a sua missão: será um Messias rejeitado, que deverá morrer na cruz para depois ressuscitar, mas «os discípulos não compreendiam» (v. 31), como Marcos não se cansa de sublinhar. A confissão de Pedro e a do centurião no Calvário (15, 39) ilustram o título que Marcos pôs à sua obra: «Evangelho de Jesus, o «Messias», o «Filho de Deus»».

A leitura junta hoje duas perícopes: o 2º anúncio da Paixão (vv. 30-32) e a discussão sobre quem é o maior no Reino (vv. 33-37).

34 «O último de todos e o servo de todos». Duma penada, Jesus corta pela raiz toda a ambição de poder dentro da sua Igreja, que desgraçadamente pode infectar tanto os membros da hierarquia como os leigos, por vezes ainda mais ciosos de poder dentro da Igreja. Jesus deixou bem claro que a autoridade é uma forma de serviço humilde e discreto, alheia a clericalismos e protagonismos (cf. Mt 20, 28; Jo 13, 14-17).

35 «Receber uma criança…: o gesto de Jesus de abraçar uma criança é um gesto profético, uma verdadeira ação simbólica. Se nos reportarmos à época, abraçar um menino não era um gesto corrente, sobretudo num mestre, pois as crianças não eram objeto de carinho dos adultos, mas sim de desprezo. Assim Jesus ensinava aos Apóstolos que a sua grandeza estava em acolher com afeto e humildade aqueles que não têm valor aos olhos do mundo, como as crianças, os pobres, os doentes e em geral todos os necessitados; fazer isto «em nome de Cristo», por amor a Ele, é acolhê-lo a Ele.

......................

Enquanto atravessavam a Galiléia, Jesus ensinava seus discípulos. O conteúdo do ensinamento era o anúncio de sua paixão, morte e ressurreição. Jesus fala de si como o Filho do homem, que, entregue nas mãos dos homens e morto, ressuscitará ao terceiro dia. Contudo, se, após o anúncio no caminho de Cesareia de Filipe, em Mc 8,32, Pedro pôs-se a recriminá-lo, no evangelho deste dia os discípulos seguem sem nada compreender e ainda receosos em perguntar (cf. Mc 9,32).

O segundo anúncio da paixão (cf. Mc 9,30-32) é acompanhado pelas exigências e conseqüências do seguimento de Jesus (cf. Mc 9,33-37). Estando em casa, Jesus indaga dos discípulos sobre o que conversavam pelo caminho. Uma vez mais permanecem quietos. Desta vez, o motivo já não é a incompreensão, mas o fato de estarem em conflito, discutindo sobre quem é o maior.

Ao perguntarem quem é o maior, os discípulos deixam entrever suas rivalidades e ambições, bem como sua incompreensão do Reino. Em face disso, Jesus prossegue o seu ensinamento. Senta-se, chama-os, e as palavras que lhes dirige esclarecem que não devem se preocupar com o primeiro lugar, mas com o último. Pois é ali, a serviço de todos, que deve estar aquele que pretende ser o primeiro. Grande, no Reino, é aquele que serve (v. 35).

Num gesto simbólico, Jesus pega uma criança, coloca-a no centro do grupo e a abraça, enquanto continua seu ensinamento. A criança, tanto para a cultura judaica quanto para a greco-romana, era símbolo de impotência e insignificância, não tinha poder de decisão nem influência; também evoca o ato de voltar-se para Deus e contar com seu cuidado e socorro. Além disso, sinaliza a abertura à formação, é metáfora para o discípulo, que deve ser capaz de aprender com o Mestre, de se deixar moldar. A criança é proposta como parâmetro e como objeto de acolhida. É apresentada aos discípulos como alguém que nada lhes pode oferecer. Desse modo, Jesus fala aos discípulos sobre o serviço gratuito e desinteressado.

Enquanto a atitude deles era de reserva e fechamento, guardando para si suas incompreensões e inquietações, a criança deixa-se tocar, conduzir e abraçar por Jesus. Da mesma maneira, os discípulos devem deixar-se tocar pelo Senhor, aprender com ele. E, como é próprio daqueles que se deixam tocar pelo Senhor, pôr-se a serviço (v. 31).

AMBIENTE

Já dissemos no passado domingo que a preocupação essencial de Marcos na segunda parte do seu Evangelho (cf. Mc 8,31-16,8) é apresentar Jesus como "o Filho de Deus". No entanto, Marcos tem o cuidado de demonstrar que Jesus não veio ao mundo para cumprir um destino de triunfos e de glórias humanas, mas para cumprir a vontade do Pai e oferecer a sua vida em dom de amor aos homens. É neste contexto que devemos situar os três anúncios feitos por Jesus acerca da sua paixão e morte (cf. Mc 8,31-33; 9,30-32; 10,32-34).

O texto que nos é proposto neste domingo é, precisamente, o segundo desses anúncios. O grupo já deixou Cesareia de Filipe (onde Jesus, pela primeira vez, tinha falado da sua paixão e morte, como lemos no Evangelho do passado domingo) e está agora a atravessar a Galiléia. Muito provavelmente, a próxima ida para Jerusalém está no horizonte dos discípulos e eles têm consciência de que em Jerusalém se vai jogar a cartada decisiva para esse projeto em que tinham decidido apostar. Nesta fase, todos acreditam ainda que Jesus irá entrar na cidade na pele de um Messias político, poderoso e invencível, capaz de libertar Israel, pela força das armas, do domínio romano.

Ao longo dessa "caminhada para Jerusalém", Jesus vai catequizando os discípulos, ensinando-lhes os valores do Reino e mostrando-lhes, com gestos concretos, que o projeto do Pai não passa por esquemas de poder e de domínio. O nosso texto faz parte de uma dessas instruções aos discípulos. Será que eles entendem a lógica de Deus e estão dispostos a embarcar, com Jesus, na aventura do Reino?

MENSAGEM

O texto divide-se em duas partes. Na primeira, Jesus anuncia a sua próxima paixão, em Jerusalém; na segunda, Jesus ensina aos discípulos a lógica do Reino: o maior, é aquele que se faz servo de todos.

Na primeira parte (vers. 30-32), Marcos põe na boca de Jesus um segundo anúncio da sua paixão, morte e ressurreição, com palavras ligeiramente diferentes do primeiro anúncio (cf. Mc 8,31-33), mas com o mesmo conteúdo. As palavras de Jesus denotam tranqüilidade e uma serena aceitação desses factos que irão concretizar-se num futuro próximo. Jesus recebeu do Pai a missão de propor aos homens um caminho de realização plena, de felicidade sem fim; e Ele vai fazê-lo, mesmo que isso passe pela cruz. A serenidade de Jesus vem-Lhe da total aceitação e da absoluta conformidade com os projetos do Pai.

Os discípulos mantêm-se num estranho silêncio diante deste anúncio. Marcos explica que eles não entendem a linguagem de Jesus e que têm medo de O interrogar (vers. 32). As palavras de Jesus são claras; o que não é claro, para a mentalidade desses discípulos, é que o caminho do Messias tenha de passar pela cruz e pelo dom da vida. A morte, na perspectiva dos discípulos, não pode ser caminho para a vitória. O "não entendimento" é, aqui, o mesmo que discordância: intimamente, eles discordam do caminho que Jesus escolheu seguir, pois acham que o caminho da cruz é um caminho de fracasso. Apesar de discordarem de Jesus eles não se atrevem, contudo, a criticá-l'O. Provavelmente recordam a dura reação de Jesus quando Pedro, logo a seguir ao primeiro anúncio da paixão, Lhe recomendou que não aceitasse o projeto do Pai (cf. Mc 8,32-33).

A segunda parte (vers. 33-37) situa-nos em Cafarnaum, "em casa" (será a casa de Pedro?). A cena começa com uma pergunta de Jesus: "Que discutíeis pelo caminho?" (vers. 33). O contexto sugere que Jesus sabe claramente qual tinha sido o tema da discussão. Provavelmente, captou qualquer coisa da conversa e ficou à espera da oportunidade certa - na tranqüilidade da "casa" - para esclarecer as coisas e para continuar a instrução dos discípulos.

Só neste ponto Marcos informa os seus leitores de que os discípulos tinham discutido, pelo caminho, "sobre qual deles era o maior" (vers. 34). O problema da hierarquização dos postos e das pessoas era um problema sério na sociedade palestina de então. Nas assembléias, na sinagoga, nos banquetes, a "ordem" de apresentação das pessoas estava rigorosamente definida e, com freqüência, geravam-se conflitos inultrapassáveis por causa de pretensas infracções ao protocolo hierárquico. Os discípulos estavam profundamente imbuídos desta lógica. Uma vez que se aproximava o triunfo do Messias e iam ser distribuídos os postos-chave na cadeia de poder do reino messiânico, convinha ter o quadro hierárquico claro. Apesar do que Jesus lhes tinha dito pouco antes acerca do seu caminho de cruz, os discípulos recusavam-se a abandonar os seus próprios sonhos materiais e a sua lógica humana.

Jesus ataca o problema de frente e com toda a clareza, pois o que está em jogo afeta a essência da sua proposta. Na comunidade de Jesus não há uma cadeia de grandeza, com uns no cimo e outros na base... Na comunidade de Jesus, só é grande aquele que é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos (vers. 35). Dessa forma, Jesus deita por terra qualquer pretensão de poder, de domínio, de grandeza, na comunidade do Reino. O discípulo que raciocinar em termos de poder e de grandeza (isto é, segundo a lógica do mundo) está a subverter a ordem do Reino.

Jesus completa a instrução aos discípulos com um gesto... Toma uma criança, coloca-a no meio do grupo, abraça-a e convida os discípulos a acolherem as "crianças", pois quem acolhe uma criança acolhe o próprio Jesus e acolhe o Pai (vers. 36-37). Na sociedade palestina de então, as crianças eram seres sem direitos e que não contavam do ponto de vista legal (pelo menos enquanto não tivessem feito o "bar mitzvah", a cerimônia que definia a pertença de um rapaz à comunidade do Povo de Deus). Eram, portanto, um símbolo dos débeis, dos pequenos, dos sem direitos, dos pobres, dos indefesos, dos insignificantes, dos marginalizados. São esses, precisamente, que a comunidade de Jesus deve abraçar. No contexto da conversa que Jesus está a ter com os discípulos, o gesto de Jesus significa o seguinte: o discípulo de Jesus é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça, quando ama, quando serve os pequenos, os pobres, os marginalizados, aqueles que o mundo rejeita e abandona.

No pequeno e no pobre que a comunidade acolhe, é o próprio Jesus (que também foi pobre, débil, indefeso) que Se torna presente.

ATUALIZAÇÃO

• Os anúncios da paixão testemunham que Jesus, desde cedo, teve consciência de que a missão que o Pai Lhe confiara ia passar pela cruz. Por outro lado, a serenidade e a tranqüilidade, com que Ele falava do seu destino de cruz mostram uma perfeita conformação com a vontade do Pai e a vontade de cumprir à risca os projetos de Deus. A postura de Jesus é a postura de alguém que vive segundo a "sabedoria de Deus"... Ele nunca conduziu a vida ao sabor dos interesses pessoais, nunca pôs em primeiro lugar esquemas de egoísmo ou de auto-suficiência, nunca Se deixou tentar por sonhos humanos de poder ou de riqueza... Para Ele, o fator decisivo, o valor supremo, sempre foi a vontade do Pai, o projeto de salvação que o Pai tinha para os homens. Nós, cristãos, um dia aderimos a Jesus e aceitamos percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu. Que valor e que significado tem, para nós, essa vontade de Deus que dia a dia descobrimos nos pequenos acidentes da nossa vida? Temos a mesma disponibilidade de Jesus para viver na fidelidade aos projetos do Pai? O que é que dirige e condiciona o nosso percurso: os nossos interesses pessoais, ou os projetos de Deus?

• Neste episódio, os discípulos são o exemplo clássico de quem raciocina segundo a "sabedoria do mundo". Quando Jesus fala em servir e dar a vida, eles não concordam e fecham-se num silêncio amuado; e logo a seguir, discutem uns com os outros por causa da satisfação dos seus apetites de poder e de domínio. Aquilo que os preocupa não é o cumprimento da vontade de Deus, mas a satisfação dos seus interesses próprios, dos seus sonhos pessoais. A atitude dos discípulos mostra a dificuldade que os homens têm em entender e acolher a lógica de Deus. Contudo, a reação de Jesus diante de tudo isto é clara: quem quer seguir Jesus tem de mudar a mentalidade, os esquemas de pensamento, os valores egoístas e abrir o coração à vontade de Deus, às propostas de Deus, aos desafios de Deus. Não é possível fazer parte da comunidade de Jesus, se não estivermos dispostos a realizar este processo.

• O Evangelho de hoje convida-nos a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na sociedade, quer dentro da própria comunidade cristã. A instrução de Jesus aos discípulos que o Evangelho deste domingo nos apresenta é uma denúncia dos jogos de poder, das tentativas de domínio sobre os irmãos, dos sonhos de grandeza, das manobras para conquistar honras e privilégios, da busca desenfreada de títulos, da caça às posições de prestígio... Esses comportamentos são ainda mais graves quando acontecem dentro da comunidade cristã: trata-se de comportamentos incompatíveis com o seguimento de Jesus. Nós, os seguidores de Jesus, não podemos, de forma alguma, pactuar com a "sabedoria do mundo"; e uma Igreja que se organiza e estrutura tendo em conta os esquemas do mundo não é a Igreja de Jesus.

• Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que freqüentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente corretos... E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: "quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos". Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social... Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.

• A atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento público, daqueles que não podem retribuir-nos... Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém ama?

Subsídios:
Evangelho: (Mc 9,30-37) 2º anúncio da Paixão; lição de humildade – Os discípulos já não protestam, como ao 1º anúncio da Paixão (8,32), mas tampouco entendem (9,32). Essa incompreensão é mencionada para introduzir uma “aula particular” de Jesus aos discípulos (“em casa” 9,33): uma coleção de sentenças de Jesus referentes ao seguimento e à comunidade dos discípulos (9,33-50). 9,33-37 são sentenças sobre a ambição, que destrói a comunidade e obscurece a figura de Cristo, o qual veio para servir. Mc expõe esse tema à luz da Paixão (cf. 3ª predição e sua sequência, Mc 10,32-45). * 9,30-32 cf. Mt 17,22-23; Lc 9,44-45; Mc 8,31; 10,33-34 * 9,33-37 cf. Mt 18,1-5; Lc 9,46-48 * 9,35 cf. Mc 10,43; Lc 22,24-27.

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A 2ª predição da Paixão (evangelho), que forma o núcleo da liturgia de hoje, tem um acento próprio. Enquanto a primeira fala da rejeição pelas lideranças religiosas, a segunda acentua o fato de “o Filho do Homem ser entregue em mãos humanas” (a terceira, mais completa, acrescentará ainda sua condenação à morte e extradição aos pagãos). A 1ª leitura é bem escolhida, no sentido de mostrar a inveja dos homens ímpios contra o justo, que considera Deus como seu pai. (Mt 27,43 interpreta expressamente a morte de Cristo a partir desta ideia, presente também em Sl 22[21],9; Sb 2,18.) A ideia da inveja da virtude do justo forma, assim, o laço que une as leituras de hoje: a 1ª leitura, a 2ª leitura (os males da inveja) e o evangelho, que prolonga o anúncio da Paixão numa admoestação contra a ambição, o “pecado da comparação”.

Atinge-se assim um nível fundamental, tanto do ponto de vista cristológico quanto antropológico. Pois o “pecado da comparação” não é outro senão o pecado de Adão, o pecado originante, presente em todo ser humano: não aguentar que alguém seja maior, querer ocupar o lugar de Deus. E o que Cristo vem cumprir (e anuncia nas predições da Paixão) é exatamente o contrário: o despojamento, a obediência até a morte. Neste contexto do homem velho, corrompido por sua inveja, Jesus aparece como o homem novo, completamente filho de Deus, realizando por sua obediência o que o orgulho de Adão tentou alcançar em vão: a condição divina.

A lição de humildade (Mc 9,33-37) completa, portanto, de modo adequado, o tema da Paixão de Jesus; não dilui a trágica realidade da cruz, nem a troca em miúdos para a vida cotidiana do cristão bem comportado... A humildade não é a virtude do medroso, a carência transformada em virtude. É a opção pelo caminho do Cristo, o caminho da obediência até a morte por amor, contrariamente ao orgulho, que leva à morte absurda. Tg atribui toda a espécie de males ao orgulho e à ambição, e não sem razão. Não é o competicionismo, uma forma de inveja que leva as pessoas a desarticular sempre mais própria sociedade? Onde cada um quer ter e ser mais do que os outros, a ruína é inevitável.

O exemplo de Cristo nos ensina a escolher o caminho oposto. Olhar para os outros, sim, mas não para nos comparar com eles, porém, para ver como servir melhor. Ser grande é ser o servo de todos. Até o mais pequeno merece ser acolhido como o próprio Senhor. Jesus toma como exemplo o acolhimento de uma criança. Coisa fácil? Quem é que não gosta de crianças? Todavia: 1) no tempo de Jesus a criança era de pouquíssimo valor aos olhos da sociedade (só importava para os pais e familiares); 2) será que hoje, realmente, todas as crianças são bem-vindas?

Conclusão: para realizar o caminho de Jesus no dia-a-dia, impõe-se a humilde dedicação ao mais insignificante dentre os nossos irmãos. Dedicação humilde, não aquela falsa humildade que é o orgulho de quem não quer nada com nada, mas o encaminhamento de nossa vida no caminho da doação total, do “perder-se para realizar-se”.

A última frase do evangelho estabelece uma relação muito significativa: quem acolhe uma criança em nome de Jesus (isto é, por causa do que Jesus ensinou), acolhe Jesus mesmo (como Mestre, pois segue seu ensinamento). Mas quem acolhe Jesus (o Enviado), acolhe aquele que o enviou (Deus). Estamos a poucos passos da parábola do último juízo de Mt 25,31-46, onde o Rei e Juiz diz: “O que fizestes ao mínimo destes meus irmãos, a mim o fizestes”. O serviço humilde ao último dos homens é o critério decisivo do ser cristão (o agir em nome de Cristo), mas também de toda a salvação.

A oração do dia prepara bem o espírito deste ensinamento: o amor a Deus a ao próximo, não dois amores, mas o primeiro encarnando-se no segundo e o segundo encontrando seu critério no primeiro (para que a gente não se ame a si mesmo no próximo...).

SEGUIR JESUS: AMBIÇÃO OU HUMILDADE?

Políticos em campanha eleitoral levantam crianças diante das câmeras de televisão... Mas qual deles se importa realmente com o futuro das crianças abandonadas, com os meninos de rua, com a educação popular? O que conta não é a criança, e sim, o voto.

Jesus faz da pouca importância das crianças uma lição para seus seguidores. Os discípulos não compreendiam quando Jesus falava de seu sofrimento; pelo contrário, ficavam discutindo quem era o maior dentre eles. Por causa disso, Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse que a criança estava aí como se fosse ele mesmo – e até mais do que isso: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher estará acolhendo não a mim, mas Àquele que me enviou” (evangelho).

A liturgia de hoje nos ajuda a cavoucar mais a fundo o mistério que está por trás dessas palavras. Enquanto os discípulos não levavam muito a sério as crianças, Jesus se identifica com uma criança, porque tem uma profunda consciência do amor paterno de Deus. Na 1ª leitura, o justo que chama Deus de pai é considerado insuportável pelos poderosos, que só dão importância à força e à arrogância. E a 2ª leitura nos mostra quanto mal faz a ambição dentro da comunidade cristã. Na lógica do mundo, o que importa é a prepotência, a ambição.

Mas Deus é o pai do justo, sobretudo do justo oprimido. Na criança desprotegida, ele mesmo se torna presente.

O justo humilde, perseguido pelos prepotentes, e que chama Deus de pai, é a prefiguração do próprio Jesus. A grandeza mundana não importa. Uma criança sem importância pode ser representante de Jesus e, portanto, de seu Pai, Deus mesmo. E se não for uma criança, pode ser um mendigo, um desempregado, um aidético... No aspecto de não terem poder, esses sem-poder parecem-se com Jesus. Nossa “ambição” deve ser: servir Jesus neles. Então seremos grandes.

Alguém talvez chame isso de falsa modéstia: dizer-se humilde julgando-se superior aos outros. Já os empresários o chamarão de desperdício, pois quem se refugia na humildade nunca vai realizar as grandes coisas de que nossa sociedade tanto precisa... O raciocínio de Jesus vai no sentido oposto: as ambições deste mundo facilmente encontram satisfação, se há quem delas pode tirar proveito. Todo mundo colabora. Mas quem não tem poder só pode contar com Deus e com os “filhos de Deus”, os que querem ser semelhantes a ele. Então, de repente, não é a ambição que move o mundo, mas a força do amor que Deus implantou em nós. Não o orgulhoso ou o ambicioso, mas o humilde consegue despertar a força do amor que dorme no coração do ser humano. A criança desperta em nós o que nos torna semelhantes a Deus, nosso Pai.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— O anúncio da paixão comporta um resumo da fé dos primeiros cristãos: o Filho do homem foi entregue nas mãos dos homens, eles o mataram e, após três dias, ressuscitou. Essa construção, posta pelo evangelista, como prolepse, na boca de Jesus, evoca a compreensão que o Mestre tinha de seu destino. Ele, justo, entregue nas mãos dos ímpios, sofre perseguição e morte, pois desejam calar-lhe a voz, pondo fim à sua vida, a qual denuncia seus crimes e transgressões (cf. Sb 2,12).

— Jesus é o justo obediente que cumpre inteiramente a vontade de Deus (cf. Mt 3,15) e que é perseguido, como foram, antes dele, os profetas, por causa de sua fidelidade a Deus. Ele é o servo de Deus que entregou a vida em favor de muitos (cf. Mc 10,45). É o enviado de Deus, ungido por ele, que convida cada discípulo a renunciar a si mesmo e, tomando sua cruz, segui-lo (cf. Mc 8,34); que ensina que, como ele, cada discípulo deve se pôr a serviço de todos (cf. Mc 9,35).

— Os judeus esperavam um messias político; Jesus, no entanto, ensina, com sua vida, a confiar no Pai, a assumir a vontade de Deus e ajustar-se a ela, ainda que isso suscite o ódio dos maus e desperte perseguições, ainda que isso signifique ser ridicularizado, ofendido, torturado e morto. O justo tem o seu olhar voltado para a eternidade, a qual não começa após a morte, mas diz respeito a uma vida cheia de plenitude e significado que começa aqui e agora. O justo sabe que é perseguido por sua fidelidade a Deus e à sua justiça. Torna-se conhecido por suas obras (cf. Lc 6,44).

— A vida de Jesus, posta a serviço, é escola para os seus discípulos, que devem sair de seu fechamento, abandonar suas atitudes egoístas, suas invejas e rivalidades, e tornar-se exemplo de uma vida conforme com a vontade de Deus.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

A incompreensão dos discípulos

Segundo o Evangelho, «os discípulos não compreendiam as palavras de Jesus e tinham medo de o interrogar». Jesus havia começado a falar-lhes sobre a sua verdadeira identidade e como terminaria a sua caminhada terrena. Eles não o queriam compreender porque aguardavam um Messias conquistador dos inimigos e não um Messias padecente.

Tal dúvida surge inevitavelmente em todos os que se confrontam lealmente com Cristo e com o seu Evangelho. Quando Ele revela o seu rosto de «Servo», que oferece a sua vida e exige que sigam os seus passos, o mais natural é ser incompreendido e surgir o medo.

Precisamos ter coragem para O escutar e interrogar, tentando compreender quem é e o que quer. É mais fácil recitar orações do que interiorizar aquilo que Ele nos pede. As práticas devocionais mantêm-nos nas nossas crenças, nos nossos hábitos e ideias, enquanto a Palavra de Deus põe a descoberto todas as nossas fraquezas e misérias, exigindo conversão, mudança de mentalidade e de vida num serviço concreto aos irmãos.

A dispensa dos sinais de grandeza

A procura da verdade, porque necessita de muita coragem, leva os discípulos a não quererem compreender as palavras do Mestre e a centrarem a sua preocupação nos problemas secundários e ridículos: «Quem será o maior entre nós?», interrogavam-se eles. Mas Jesus é direto: «Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos».

Ao contrário do que acontece na comunidade civil, na comunidade cristã quem ocupa o primeiro lugar deve dispensar todos os sinais de grandeza. A comunidade não é sítio apropriado para conseguir prestígio, subjugar os outros ou para se impor. É espaço onde cada um, consoante os dons recebidos do Senhor, celebra a própria dimensão servindo os mais frágeis e indefesos, de que as crianças são o símbolo a imitar. O gesto de Jesus é significativo ao pôr a criança no meio deles: ela depende totalmente dos adultos, nada produz, só gasta, tem necessidade de ajuda, não sendo controlada facilmente arranja confusão e acidentes.

Jesus quer que os seus discípulos ponham no centro da sua atenção, das suas atividades e propósitos, os mais desfavorecidos, os que não contam, os marginalizados, as pessoas menos corretas.

Seremos capazes de «acolher», os mais idosos que ainda precisam de assistência como as «crianças»; os pobres; aqueles que não acertam no que dizem; os mal-educados; os que dificultam a vida aos outros; os que não dão lucro? O que fazemos por estas «crianças»?

Os que agem deste modo encontram a perseguição, porque incomodam, abalam os que constroem a própria vida segundo a lógica da concorrência, do poder e da exploração dos mais fracos. E é neste serviço que se identifica a «sabedoria que vem do alto».

A sabedoria que vem do alto

Segundo S. Tiago, «a sabedoria que vem do alto» manifesta-se em compreensão, bondade, misericórdia, paz, generosidade e nela não há inveja nem hipocrisia. Só os que se deixam guiar por esta «sabedoria» se tornam construtores de paz, porque abandonam o egoísmo e o domínio sobre os outros.

Pedimos a Deus a satisfação dos próprios prazeres e esquecemo-nos de pedir a sabedoria, a capacidade de compreender, a única coisa que vale na vida e que é este serviço aos irmãos, como esclarece a segunda leitura.

Aproveitemos para nos interrogar: Tenho agido segundo a sabedoria de Deus ou pela competitividade dos homens? O que terei de mudar na minha vida?


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 25º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Nunca os discípulos teriam ousado discutir diante do seu Mestre para saber quem era o maior. Eis a razão pela qual eles preferem calar-se. Que contraste entre a discussão dos discípulos sobre a sua promoção social e o anúncio de Jesus sobre o seu abaixamento! Como as suas palavras não parecem ser compreendidas pelos seus amigos, Ele vai fazer-lhes sinal através de um gesto: coloca uma criança no meio deles. A criança não conhece o prestígio, é desconsiderada pela sociedade... Jesus identifica-Se com esta criança: "Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe". Jesus não Se identifica com os grandes, mas com os pequenos. Ele vai mais longe, identifica-Se com o seu Pai: "Quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou". O evangelista não descreve as reações dos discípulos, mas, naquele dia, estes compreenderam certamente que, se queriam ser seus discípulos, não deveriam procurar ser maiores que o seu Mestre.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
"Que discutíeis no caminho? Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior". Ser o maior, o primeiro, o melhor, o mais forte... É a terrível tentação do poder! Ela nunca abandonou o próprio Jesus. As suas três tentações, no deserto, andam à volta do poder. Em toda a sua vida, até à cruz, esta tentação vai acompanhá-l'O sempre... Variadas vezes, Jesus repreende os seus discípulos, coloca-os de aviso contra a tentação do poder: "Se alguém quer ser o primeiro, que ele seja o último de todos e o servidor de todos". Jesus pregou tudo isso com palavras e com atos. Basta recordar o episódio do lava-pés na última ceia. O poder, para Jesus, é serviço ao crescimento do amor e da vida. É preciso reconhecer que, na sua história, a Igreja agiu muitas vezes ao contrário do Evangelho... Apesar dos progressos notáveis, em particular depois do Concílio Vaticano II, há ainda muito caminho a fazer. É preciso intensificar a nossa súplica, para que o Espírito não deixe nenhum membro da Igreja tranqüilo, a fim de que todos sejamos interpelados pelo Evangelho. Daí depende a credibilidade do testemunho cristão no mundo!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Fazer o ponto da situação... É-nos dada a ocasião, nesta semana, para fazer o ponto sobre os nossos valores, sobre o que é importante para nós na vida: o que conta verdadeiramente para mim? A segunda leitura e o Evangelho podem ajudar-nos a refletir nisso. Tomar o tempo para se questionar simplesmente, em verdade, diante do Senhor: no fundo, o que é que eu procuro, o que espero da vida?


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão: Que a comunhão do sagrado Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo nos ajude a sermos mais fortes na mudança de atitudes que prejudiquem os nossos semelhantes e a procurar a verdadeira sabedoria de Deus.

Salmo 118, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Confrontemo-nos lealmente com Cristo e com o seu Evangelho. Que as nossas práticas devocionais, os nossos hábitos e ideias, comparados com a Palavra de Deus nos conduzam a uma vida de verdadeira fé que nos envie a um testemunho de serviço concreto aos irmãos, como sabedoria que vem do alto.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

25ª SEMANA

2ª Feira, 24-IX: S. Mateus: Ampliar o conhecimento de Deus.

Ef 4, 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13
Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Quando foi chamado pelo Senhor, S: Mateus deixou logo tudo para se dedicar ao serviço do Senhor. A partir de então, acompanhou Jesus e foi testemunha da sua vida, ensinamentos e milagres, participou na última Ceia, etc. Deixou-nos uma pequena biografia do Senhor: o seu Evangelho. Procuremos alcançar um maior conhecimento do Senhor: «No fim chegaremos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem adulto; á medida da estatura de Cristo na sua plenitude» (Leit).

3ª Feira, 25-IX: Pôr em prática a palavra de Deus.

Esd 6, 7-8. 12. 14-20 / Lc 8, 19-21
Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

A nova família de Jesus tem laços mais fortes que os do sangue, uma vez que se apóia no cumprimento da vontade divina. Aproveitemos as oportunidades de conhecer melhor a palavra de Deus: «O conhecimento e o estudo da palavra de Deus permitem-nos valorizar, celebrar e viver melhor a Eucaristia; também aqui se mostra em toda a sua verdade a conhecida asserção: ‘A ignorância da Escritura é ignorância de Cristo’» (SC, 45)

4ª Feira, 26-IX: O envio em missão.

Esd 9, 5-9 / Lc 9, 1-6
Os Apóstolos partiram então e começaram a percorrer as diferentes povoações, a anunciar a Boa Nova.

Quando acaba a Missa, todos recebemos igualmente uma missão: «Na antiguidade, o termo ‘missa’ significava simplesmente ‘despedida’; mas, no uso cristão, o mesmo foi ganhando um sentido cada vez mais profundo, tendo o termo ‘despedir’ evoluído para ‘expedir uma missão’. Deste modo a referida saudação exprime sinteticamente a natureza missionária da Igreja; seria bom ajudar o povo de Deus a aprofundar esta dimensão constitutiva eclesial, tirando inspiração da Eucaristia» (SC, 51).

5ª Feira, 27-IX: O ambiente da celebração eucarística.

Ag 1, 1-8 / Lc 9, 7-9
Chegou a altura de habitardes em vossas casas ornadas de guarnições, enquanto este Templo continua em ruínas.

Deus queixa-se, através do profeta Ageu, de dedicarmos mais atenção às nossas coisas do que às coisas de Deus, especialmente as que se referem à Eucaristia. «É necessário que, em tudo o que tenha que ver com a Eucaristia, haja gosto pela beleza; dever-se-á ter respeito e cuidado pelos paramentos, as alfaias, os vasos sagrados para que, interligados de forma orgânica e ordenada, alimentem o enlevo pelo mistério de Deus, manifestem a unidade da fé e reforcem a devoção» (SC, 41).

6ª Feira, 28-IX: Eucaristia, um pedaço do Céu.

Ag 1, 15-2, 9 / Lc 9, 18-22
Hei-de abalar todas as nações, para que os tesouros de todas essas nações se dirijam para aqui. E encherei de glória este Templo.

Quando se celebra a Santa Missa verifica-se esta profecia: «encherei de glória este templo» (Leit). «A Eucaristia é celebrada na ardente expectativa de Alguém, ou seja, enquanto ‘esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador’» (IVE, 18). «A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho» (Igreja vive da Eucaristia, IVE, 19).

Sábado, 29-IX: A Anunciação e a Eucaristia.

Zac 2, 5-9. 14-15 / Lc 9, 43-45
Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque Eu venho habitar no meio de ti.

É a justo título que o anjo Gabriel a saúda como ‘filha de Sião’ (cf Leit). Este oráculo do profeta tornar-se-á realidade no momento da Encarnação. «De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística quando ofereceu o ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. E, Maria, na Anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando nela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue do Senhor» (IVE, 55).

Celebração e Homilia: ANTÔNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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