
BOLETIM 011 - JULHO DE 2006
DEPOIMENTOS
SOBRE O PADRE PELÁGIO.
Goiânia - Embora passados
mais de 45 anos da morte do Padre Pelágio,
encontramos sempre novas testemunhas que o conheceram
pessoalmente, ou que receberam algum sacramento
pelas suas mãos ungidas. Outros guardam objetos
do seu uso ou que foram benzidos por ele. Sem falar
dos muitos que conseguiram alguma cura para si ou
para outros, através de suas bênçãos.
Seguem alguns depoimentos, entre
os muitos que ouvimos ou que não tivemos
oportunidade de passar para o papel.
Genoveva Martins Leão (foto 1), viúva de Antônio de Pádua,
estava abraçada com sua filha quando fomos
levar-lhe os sacramentos. Apesar dos seus 84 anos
manteve uma conversa amigável conosco. Contou
que conheceu Padre Pelágio e conversou muito
com ele. Uma vez o levou a Palmeiras de Goiás
para benzer a capelinha da sua irmã.
E quando apareceu um caroço
na veia do pescoço de um dos seus sete filhos,
foi o Padre Pelágio quem curou com sua bênção,
pois os médicos estavam com receio de operar
num lugar tão delicado do corpo.
Eurides Rodrigues do Nascimento (foto 2), viúva de João Bueno Teles,
recebeu nossa visita com um grande sorriso embora
não nos conhecesse ainda. Assentada tranqüilamente
na varanda de sua casa, já estava se preocupando
com os que viriam cumprimentá-la pelos seus
97 anos bem vividos.
Na conversa que tivemos, notamos
nela muita vivacidade, muita lucidez e loquacidade
ao recordar coisas de antanho.
Ufana-se de ter sido a primeira
aluna do Colégio Santa Clara que se instalou
em Campinas no ano de 1921. Lembra-se das primeiras
Irmãs Franciscanas, vindas da Alemanha: Irmãs
Izabel, Ludmila, Rosália, Raimunda. Recita
de cor e em alemão, alguns versinhos aprendidos
com elas, todas alemãs.
- O que a senhora conta do Padre Pelágio?
Lembra-se dele e do seu jeito?
- Lembro-me perfeitamente. Para mim ele era um santo.
Também na boca do povo ele era um santo de
verdade. Muito amável, gostava de conversar
com o povo. Naquele tempo ele vinha muito em nossa
Campininha, mas residia em Trindade.
Visitando dona Maria Antonieta
Martins Mamari (falecida recentemente), viúva
de Antônio Augusto Mamari, contou-nos um caso
singular e heróico. Seu neto Roberto estava
curtindo uma terrível dor de ouvido que o
deixava simplesmente desesperado.
Levando-o ao Padre Pelágio
para receber a bênção, pediu
a ele uma coisa inédita: Não que curasse
o menino, mas que passasse a dor dele para ela.
Foi o que aconteceu. O menino sarou instantaneamente,
mas ela não conseguiu dormir devido à
dor de ouvido que sentiu a noite inteira.
Dona Maria Antonieta conservou
em perfeitas condições, um terço
benzido pelo Padre Pelágio há mais
de 40 anos.
Padre Clóvis J. Bovo CSsR
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Na foto 1: Genoveva Martins Leão e sua filha.
Na foto 2: Eurides Rodrigues
do Nascimento.
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