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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Jesus ensina a Palavra de Deus

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

Veja abaixo das datas algumas informações muito importantes!

Sex, 19 Julho

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Sáb, 20 Julho
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Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:
Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Santuário Aparecida

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:
Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.

Liturgia da Sexta-Feira — 19.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ARSÊNIO

Arsênio pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354 em Roma. Foi ordenado sacerdote pessoalmente pelo Papa Dâmaso. Em 383 o próprio imperador Teodósio o convidou para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Honório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egito.

A partir do século IV a vida de eremita passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação. Os eremitas eram cristãos que se isolavam no deserto, em oração e penitência, numa vida solitária e contemplativa como forma de servir a Deus.

Arsênio se tornou um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam na sabedoria e santidade de alguns eremitas, conselhos e paz para as aflições da alma, mesmo que para isto tivessem que fazer longas e cansativas peregrinações.

Mas a paz e a tranquilidade daqueles religiosos teve fim com a invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio então abandonou o local. Entre 434 e 450 viveu isolado, só nos últimos anos aceitou a companhia de uns poucos discípulos. Morreu em 450.

REFLEXÃO
Santo Arsênio foi um dos mais conhecidos eremitas do Egito, sendo considerado como um dos "pais do deserto". O seu legado nos chegou através de uma crônica biográfica e de suas sábias máximas. Dizia: "Muitas vezes temos que nos arrepender de haver falado. Porém nunca me arrependi de haver guardado silêncio". A vida ascética de Arsênio nos leva a buscar mais as coisas de Deus e deixar de lado as muitas preocupações inúteis da vida.

ORAÇÃO
Santo Arsênio, vós que deixastes todas as vitórias do mundo para serdes vitorioso somente em Deus, intercedei para que alcancemos a graça dessas santas virtudes que tivestes. Que o silêncio seja mantido quando nos insultarem e que o amor supere todos os obstáculos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 11,10-12,14)
Leitura do livro do Êxodo.

11 10Moisés e Aarão tinham operado todos esses prodígios em presença do faraó. Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não permitiu aos israelitas partirem de sua terra.
12 1O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
2"Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano.
3Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa.
4Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer.
5O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito.
6E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo.
7Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem.
8Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas.
9Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas.
10Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo.
11Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.
12'Naquela noite, passarei através do Egito, e ferirei os primogênitos no Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei minha justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor'.
13O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito.
14Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 115/116B

Elevo o cálice da minha salvação,
invocando o nome santo do Senhor.

Que poderei retribuir ao Senhor Deus
por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
Elevo o cálice da minha salvação,
invocando o nome santo do Senhor.

É sentida por demais pelo Senhor
a morte de seus santos, seus amigos.
Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,
vosso servo que nasceu de vossa serva;
mas me quebrastes os grilhões da escravidão1

Por isso oferto um sacrifício de louvor,
invocando o nome santo do Senhor.
Vou cumprir minhas promessas ao Senhor
na presença de seu povo reunido.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).


Evangelho (Mateus 12,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 12 1Jesus atravessava os campos de trigo num dia de sábado. Seus discípulos, tendo fome, começaram a arrancar as espigas para comê-las.
2Vendo isto, os fariseus disseram-lhe: "Eis que teus discípulos fazem o que é proibido no dia de sábado".
3Jesus respondeu-lhes: "Não lestes o que fez Davi num dia em que teve fome, ele e seus companheiros,
4como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição? Ora, nem a ele nem àqueles que o acompanhavam era permitido comer esses pães reservados só aos sacerdotes.
5Não lestes na lei que, nos dias de sábado, os sacerdotes transgridem no templo o descanso do sábado e não se tornam culpados?
6Ora, eu vos declaro que aqui está quem é maior que o templo.
7Se compreendêsseis o sentido destas palavras: 'Quero a misericórdia e não o sacrifício' não condenaríeis os inocentes.
8Porque o Filho do Homem é senhor também do sábado".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os policiais da comunidade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A exemplo dos moralistas de plantão, os Fariseus eram naquele tempo, aquilo que poderia ser chamado hoje de “policiais da comunidade”, só de olho no que os outros fazem para poder acusa-los perante a autoridade. Claro que a Policia Militar faz esse trabalho, e os bons policiais o fazem com todo zelo, e se perceber uma atitude suspeita de alguém, imediatamente irá abordá-lo, pois faz parte do seu trabalho.

Os moralistas também agem dessa forma, seguem á risca a lei e julgam-se no direito de fiscalizar as demais pessoas, para que também o façam e não admitem que alguém venha a violar algum preceito da lei. Pessoas assim tornam-se insuportáveis para os outros, porque são como uma engrenagem sem lubrificante; são secas, rigorosas, até que um dia a “casa cai”, quando os outros descobrem que esse grupo só enganava, porque lhes faltava o essencial: o amor e a misericórdia na relação com os demais.

Esse grupo de Fariseus parece que tiravam o dia para “fiscalizar” as pessoas suspeitas, principalmente Jesus e seus discípulos e neste evangelho, em um dia de sábado o flagram colhendo espigas para comerem, pois no meio da caminhada sentiram fome. Querendo mostrar a Jesus o Santo caminho da Lei de Moisés (quanta pretensão) acusam os discípulos de estarem fazendo algo que é proibido em dia de sábado: trabalhar!

Jesus toma então alguém importante da História de Israel, o grande Rei Davi, de cuja estirpe viria o Messias, e mostra-lhes que o próprio Davi infligiu aquela lei, quando junto com seus companheiros entrou no templo e comeu dos pães sagrados, exclusivos dos sacerdotes. O ensinamento de Jesus é exatamente esse: que acima de qualquer lei está a Lei do Amor e da preservação da Vida, e toda lei autêntica deve ter ao centro a Vida do Homem. Jesus não revoga a Lei de Moisés, mas lembra do que está no centro dela, e que os Fariseus há muito tinham esquecido. Não se coloque nenhuma Lei ou norma acima do amor e da misericórdia para com as pessoas.

Os membros dos nossos Conselhos Pastorais, bem como os Coordenadores e Cooperadores, devem estar atentos e muito abertos á Palavra de Deus, para que não se corrompam com o velho Farisaísmo que tanto Jesus condenou.

2. Quero misericórdia!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

No Evangelho de Mateus, Jesus é o Senhor do sábado por ser Deus. Para Marcos, basta ser homem para ser senhor do sábado, pois o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O sábado, o dia do descanso do Senhor, quando foram concluídas todas as obras da criação, era o sétimo dia. Com ele, fechava-se o ciclo do tempo de uma semana, a primeira da criação. Passado o sábado, no oitavo dia, o primeiro da nova semana, Deus pode ver toda a sua obra. Na Bíblia hebraica, esse dia não é chamado de primeiro, mas de dia Um, assim como Deus é Um. Ele rompe o ciclo fechado do tempo da semana, que se repete ininterruptamente. É o oitavo dia, que abre o tempo para a eternidade. O ser humano, preso na semana de sete dias, é libertado na imensidão da eternidade. Libertos de toda e qualquer dominação do tempo e do espaço, passamos do sétimo dia para o oitavo, o Dia do Senhor.

3. O IMPERATIVO DA VIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Jesus foi firme ao rebater as críticas dos fariseus quando viram os discípulos colhendo espigas de trigo e comendo-as, em dia de sábado. Para os fariseus, este fato configurava-se como um aberto desrespeito à Lei. E, pior ainda, praticado com a anuência do Mestre Jesus. Algo de errado estava acontecendo: alguém, pensando ensinar em nome de Deus, mostrava-se incapaz de respeitar uma Lei dada pelo mesmo Deus. Daí podia-se concluir, sem perigo de errar, que Jesus não vinha da parte de Deus.

Entretanto, este desrespeito à Lei de Deus era só aparente. Jesus estava em perfeita comunhão com Deus ao concordar que, quem estivesse com fome, podia encontrar um meio de saciá-la, mesmo atropelando uma Lei religiosa. O imperativo da vida estava perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Errado seria obrigar os discípulos do Mestre a desfalecer pelo caminho, embora tivessem alimento à mão, só porque a colheita estava no rol das atividades proibidas em dia de sábado.

O gesto de Jesus teve um antecedente no Antigo Testamento, na pessoa de Davi. Fugindo da perseguição de Saul, chegara faminto a um santuário, cujo sacerdote, na falta de outro pão, ofereceu ao fugitivo o pão consagrado, que só aos sacerdotes era permitido comer. Gesto sensato, pois o pão consagrado destinava-se a garantir a vida de um ser humano. Portanto, a atitude do sacerdote foi plenamente agradável a Deus. O mesmo aconteceu com Jesus.

Oração
Espírito de flexibilidade, que eu não seja contaminado pela subserviência à Lei, sabendo que, para Deus, o imperativo da vida é mais importante.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 20.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA MARGARIDA

Margarida nasceu no ano 275, em Antioquia de Pisídia. Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais se aproximar de Deus. Mas algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida seguiu outro caminho.

Cresceu muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo, para participar dos sacrifícios aos deuses. Ele não suspeitava que ela participasse escondida dos cultos cristãos até o dia em que alguém o alertou.

Foi aí que começou o suplício de Margarida. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo. Como ela se recusou, primeiro lhe impôs um severo castigo, mandando a jovem para o campo trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem a força fazia a filha mudar de ideia, entregou-a as autoridades para que fosse julgada.

O martírio da jovem Margarida foi terrível. Diante das autoridades, negou-se a abandonar sua fé. Começaram então os suplícios físicos e psicológicos. Margarida foi açoitada, depois teve o corpo colocado sobre uma trave e rasgado com ganchos de ferro. Diz a tradição que a jovem ainda foi queimada, jogada num rio gelado e finalmente decapitada.

Ela morreu no dia 20 de julho de 290, com a idade de quinze anos e a fama de sua santidade espalhou-se rapidamente pelo Oriente e pelo Ocidente.

REFLEXÃO
Outra vez celebramos a memória de uma mártir cristã. Desejosa de unir-se ao Cristo, Margarida suportou os maiores sofrimentos sem desanimar. Soube colocar seu amor a Deus em primeiro lugar. Tantas vezes nós reclamamos diante de qualquer sofrimento e desanimamos no menor sinal de fracasso. Lembremos de santa Margarida e peçamos sua intercessão nos momentos de dor.

ORAÇÃO
Deus de amor e misericórdia, derramai sobre nós, pela intercessão de santa Margarida, as graças necessárias para enfrentarmos as dificuldades do dia a dia. Que o nosso sofrimento se una ao do Cristo Crucificado e nos aproxime cada vez mais das glórias do Reino do Céu. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 12,37-42)
Leitura do livro do Êxodo.

12 37Os israelitas partiram de Ramsés para Socot, em número de seiscentos mil homens, aproximadamente, sem contar os meninos.
38Além disso, acompanhava-os uma numerosa multidão, bem como rebanhos consideráveis de ovelhas e de bois.
39Cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, pois esta não se tinha fermentado, porque tinham sido lançados fora do país e não puderam deter-se nem fazer provisões.
40A permanência dos israelitas no Egito durara quatrocentos e trinta anos.
41Exatamente no fim desses quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram do Egito:
42Foi uma noite de vigília para o Senhor, a fim de tirá-los do Egito: essa mesma noite é uma vigília a ser celebrada de geração em geração por todos os israelitas, em honra do Senhor.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 135/136

Eterna é sua misericórdia.

Demos graças ao Senhor, por que ele é bom:
porque eterno é seu amor!
De nós, seu povo humilhado, recordou-se:
porque eterno é seu amor!
De nossos inimigos libertou-nos:
porque eterno é seu amor!

Ele feriu os primogênitos do Egito
porque eterno é seu amor!
E tirou do meio deles Israel:
porque eterno é seu amor!
Com mão forte e com braço estendido:
porque eterno é seu amor!

Ele cortou o mar Vermelho em duas partes:
porque eterno é o seu amor!
Fez passar no meio dele Israel:
porque eterno é o seu amor!
E afogou o faraó com suas tropas:
porque eterno é seu amor!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).


Evangelho (Mateus 12,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

12 14Os fariseus saíram dali e deliberaram sobre os meios de matar Jesus.
15Jesus soube disso e afastou-se daquele lugar. Uma grande multidão o seguiu, e ele curou todos os seus doentes.
16Proibia-lhes formalmente falar disso,
17para que se cumprisse o anunciado pelo profeta Isaías:
18"Eis o meu servo a quem escolhi, meu bem-amado em quem minha alma pôs toda sua a afeição. Farei repousar sobre ele o meu Espírito e ele anunciará a justiça aos pagãos.
19Ele não disputará, não elevará sua voz; ninguém ouvirá sua voz nas praças públicas.
20Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça.
21Em seu nome as nações pagãs porão sua esperança".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Um Messias desconcertante...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O Messianismo de Jesus, sua maneira de agir, desconcerta a todos. Os Fariseus estão convencidos de que ele não é o Messias e estão decididos a buscarem os meios para matá-lo, pois representa um perigo ás tradições de Israel.

O evangelho de hoje faz a clássica apresentação do Ungido segundo o Profeta Isaias, onde Jesus é o Servo de Deus, o Bem amado e querido do Pai, Aquele sobre quem repousa o Espírito e que anunciará a Justiça. Alguém que não irá entrar no “jogo” do poder que infestava até mesmo a religião, não elevará a voz, como fazem os que querem mandar e dominar, não fará ouvir sua voz nas praças. Mas é o versículo final que traz algo inédito: Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a Justiça...

Este perfil do Messias desconcertou até o Precursor João Batista, que havia anunciado, com um discurso muito rigoroso “O machado já está posto á raiz, e toda árvore que não produzir bons frutos, será cortada e lançada ao fogo”.  Enfim, anunciara um Messias implacável, vingador, com quem os maus, impuros e pecadores iriam se ver... E Jesus toca nos leprosos, cura os enfermos, abre os olhos aos cegos, e faz coisa ainda pior, tem amizade com pecadores públicos, com Mulheres da Vida, como Madalena, e janta na casa deles. Por isso João mandou discípulos sondarem se Jesus era mesmo o Messias esperado... Até ele ficou com dúvidas.

O cristianismo autêntico nos dias de hoje continua a ser desconcertante, porque o Jesus da Pós Modernidade, que os espertalhões criaram, em nada se parece com Ungido de Deus, o Cristo Jesus Nosso Senhor, aquele que transforma a miséria humana em esperança, porque cura, ressuscita e liberta os que morreram pelo pecado.

2. Eis o meu amado!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O versículo inicial conclui o relato da cura da mão atrofiada de um homem e introduz a citação do profeta Isaías. Por que tomaram a decisão de matar Jesus? Porque ele se opôs a uma concepção nada humana da observância do sábado e, consequentemente, nada divina. Há uma clara oposição entre o modo como os ensinamentos de Moisés eram vividos e interpretados e a visão de Jesus sobre a pessoa humana. A oposição chegou ao ponto de tramarem a morte de Jesus. Jesus se retira. Sua hora ainda não tinha chegado e tudo acontecerá segundo o projeto salvífico de Deus. Jesus se retira, mas continua curando os doentes e mostrando como nele se realizam todas as Escrituras. Ele é o Servo de Deus, escolhido e amado. Sobre ele repousa o Espírito e ele anunciará às nações o projeto de Deus. No vocábulo “julgamento” está a síntese da Lei de Deus. Jesus é o Servo Sofredor humano e humanizador. Ele não discute nem grita. Não desiste nem desanima. Sabe esperar. Não apaga a mecha que ainda fumega e não quebra o caniço que está rachado. Ele não desiste do ser humano. Por isso, as nações depositarão sua esperança em seu nome.

3. O SERVO ESCOLHIDO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Na tentativa de compreender a ação misericordiosa de Jesus em favor das multidões, acolhidas e curadas por ele, a Igreja primitiva recorreu a um texto do profeta Isaías, conhecido como "o primeiro canto do Servo de Javé". Até hoje, não se sabe ao certo a quem o profeta se referia. Em todo o caso, o Servo foi apresentado como alguém muito querido por Deus, a cujo serviço se colocou totalmente.

Sua missão consistiu em implantar o projeto de Deus na Terra, de modo que a justiça imperasse no mundo inteiro. A humildade e simplicidade do Servo fizeram dele um ser pacífico, que não escolheu o caminho da violência para realizar sua missão. Ele foi discreto. Não realizou suas obras com estardalhaço, para ser notado. Foi compassivo e bondoso com as pessoas, especialmente, as mais fracas, e jamais decepcionou ninguém. Enquanto houvesse um fiozinho de esperança, o Servo não se desesperava.

Se a cana estava rachada, acreditava na possibilidade de recuperá-la. Se a mecha ainda estava fumegante, acreditava na possibilidade de ainda obter uma labareda e não a apagava. A justiça acontecia, portanto, no respeito ao fraco e não eliminando-o. O Servo, assim pensado, tornava-se digno da confiança de todos os povos.

O caminho escolhido por Jesus para realizar sua missão foi o mesmo do Servo. Sem triunfalismo, ele soube levar os pobres a recuperar a esperança.

Oração
Senhor Jesus, és o Servo de Deus que, na simplicidade e humildade, leva a humanidade a recuperar a esperança.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 21.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO LOURENÇO DE BRINDISI

Júlio César Russo nasceu no dia 22 de julho de 1559 em Brindisi, na Itália. Seu nome de batismo, mostrava claramente a ambição dos pais, que esperavam para ele um futuro brilhante como o do grande general romano.

Aos seis anos de idade, o menino Júlio César encantava a todos com o extraordinário dom de memorizar as páginas de livros em poucos minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim, brilhante nos estudos. Quando ficou órfão aos catorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.

Dois anos após chegar a Veneza ele atendeu ao chamado de Deus e ingressou na vida religiosa: primeiro com os frades menores e depois com os capuchinhos, onde foi ordenado sacerdote.

Tornou-se especialista em línguas e sua erudição o levou à ocupar altos postos de sua Ordem e também a serviço do Sumo Pontífice. Foi provincial em vários estados e chegou a ser Superior Geral e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.

Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário em 1619. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de "Doutor da Igreja" em 1959.

REFLEXÃO
Deus concede as pessoas a inteligência e a sabedoria. A inteligência nos ajuda a descobrir os melhores meios de conduzir nossa vida, mas nem sempre ela é usada para o bem. Já a sabedoria, fruto do Espírito e da experiência de vida, sempre leva o ser humano ao respeito mútuo e ao encontro com Deus. São Lourenço soube ser inteligente e sábio. Peçamos a Deus que nos ensine a usar nossa inteligência com sabedoria.

ORAÇÃO
Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Lourenço de Brindisi, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina e a proclamemos em nossas ações. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


21.07.2019
16º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério )
__ Uma só coisa é necessária: Em primeiro lugar, escute o Senhor __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Na Santa Missa sentimos a presença de Deus que nos comunica sua vida. Adentramos o mistério do Altíssimo, e Jesus entra em nossa casa dizendo ser “Uma só coisa necessária”: permanecer em comunhão com Ele. À exemplo de Maria, escutemos o que o Senhor tem a nos falar.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos em irmãs, aqui estamos como comunidade cristã, acolhidos pelo Pai, como hóspedes em sua casa. Por Cristo e em Cristo Ele nos entrega o Espírito de Amor, o “único necessário” e ceia conosco. Oferece-nos assim, a sua intimidade, a sua “a melhor parte” que é a vida plena e a participação em seu Reino. Como fiéis discípulos, sentemo- -nos aos pés de Jesus e, em nossas vidas, tornemo-nos atentos e sensíveis a todos os irmãos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus não se comporta como um hóspede comum, também quando é recebido por amigos de longa data, como Marta e Maria, ele exige atenção especial à sua mensagem e à sua pessoa. Acolher Cristo hóspede é principalmente "ouvi-lo", por-se em atitude de receptividade, mais do que de dar. É ouvindo-o que se entra em comunhão com ele e se é transformado. Quem se preocupa mais com as coisas a dar do que com a pessoa com quem se comunica, fica distante.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/21-de-julho-de-2019---16-tc---certo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/42_-_16o_domingo_do_tempo_comum_-_v04.pdf


Antífona de Entrada
É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Oração do dia
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A Palavra do Senhor é viva e eficáz. Tanto a narrativa de Abraão, quanto o relato das irmãs Marta e Maria, faz-nos compreender que escutar à Deus é o caminho para uma autêntica vivência da fé. Assim como Abraão, Marta e Maria, acolhamos o próprio Deus que nos visita continuamente através da Palavra. Com os ouvidos atentos e o coração aberto, escutemos o que Ele nos tem a dizer.

Primeira Leitura (Gênesis 18,1-10)
Leitura do livro do Gênesis.

18 1O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia.
2Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra.
3"Meus senhores, disse ele, se encontrei graça diante de vossos olhos, não passeis avante sem vos deterdes em casa de vosso servo.
4Vou buscar um pouco de água para vos lavar os pés.
5Descansai um pouco sob esta árvore. Eu vos trarei um pouco de pão, e assim restaurareis as vossas forças para prosseguirdes o vosso caminho; porque é para isso que passastes perto de vosso servo." Eles responderam: "Faze como disseste."
6Abraão foi depressa à tenda de Sara: "Depressa, disse ele, amassa três medidas de farinha e coze pães."
7Correu em seguida ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom, e deu-o a um criado que o preparou logo.
8Tomou manteiga e leite e serviu aos peregrinos juntamente com o novilho preparado, conservando-se de pé junto deles, sob a árvore, enquanto comiam.
9E disseram-lhe: "Onde está Sara, tua mulher?" "Ela está na tenda", respondeu ele.
10E ele disse-lhe: "Voltarei à tua casa dentro de um ano, a esta época; e Sara, tua mulher, terá um filho." Ora, Sara ouvia por detrás, à entrada da tenda.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 14/15

Senhor, quem morará em vossa casa?

É aquele que caminha sem pecado
e pratica a justiça fielmente;
que pensa a verdade no seu íntimo
e não solta em calúnias sua língua.

Que em nada prejudica o seu irmão
nem cobre de insultos seu vizinho;
que não dá valor algum ao homem ímpio,
mas honra os que respeitam o Senhor.

Não empresta o seu dinheiro com usura
nem se deixa subornar contra o inocente.
Jamais vacilará quem vive assim!

Segunda Leitura (Colossenses 1,24-28)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

1 24Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.
25Dela fui constituído ministro, em virtude da missão que Deus me conferiu de anunciar em vosso favor a realização da palavra de Deus,
26mistério este que esteve escondido desde a origem às gerações (passadas), mas que agora foi manifestado aos seus santos.
27A estes quis Deus dar a conhecer a riqueza e glória deste mistério entre os gentios: Cristo em vós, esperança da glória!
28A ele é que anunciamos, admoestando todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, para tornar todo homem perfeito em Cristo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)


Evangelho (Lucas 10,38-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

10 38Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa.
39Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar.
40Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude".
41Respondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas;
42no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA...”

Enquanto o grupo de discípulos segue o seu caminho, Jesus entra sozinho numa aldeia e dirige-se a uma casa onde encontra duas irmãs a quem aprecia muito. A presença de Jesus, seu amigo, provoca nas mulheres duas reações muito diferentes.

Maria, seguramente a irmã mais jovem, deixa tudo e fica “sentada aos pés do Senhor”. A sua única preocupação é escutá-lo. O evangelista descreve-a com os traços que caracterizam o verdadeiro discípulo: aos pés do Mestre, atenta à sua voz, acolhendo a sua Palavra e alimentando-se dos seus ensinamentos.

A reação de Marta é diferente. Desde que chegou Jesus, não faz mais do que esforçar-se em acolhê-lo e atendê-lo devidamente. Lucas descreve-a preocupada por múltiplas ocupações. Sobrecarregada pela situação e magoada com a sua irmã, expõe as suas queixas a Jesus: “Senhor, não te importa que a minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço? Diz-lhe que me ajude”.

Jesus não perde a paz. Responde à Marta com um grande carinho, repetindo pausadamente seu nome; logo, faz-lhe ver que também a Ele o preocupa a sua aflição, mas que deve saber que escutá-lo é tão essencial e necessário que nenhum discípulo pode ficar sem a sua Palavra. “Marta, Marta, andas inquieta e nervosa com tantas coisas; só uma é necessária”. “Maria escolheu a parte melhor e não lhe será tirada”.

Jesus não critica o serviço de Marta. Como o poderia fazer se Ele mesmo está a ensinar a todos com o Seu exemplo de viver acolhendo, servindo e ajudando os demais? O que critica é o seu modo de trabalhar de forma nervosa, debaixo da pressão de demasiadas ocupações.

Jesus não contrapõe a vida ativa e a contemplativa, nem a escuta fiel da sua Palavra e o compromisso de viver na prática o Seu estilo de entrega aos demais. Alerta sim, para o perigo de viver absorvidos por um excesso de atividade, em agitação interior permanente, apagando em nós o Espírito, contagiando o nervosismo e a aflição mais do que a paz e o amor.

Pressionados pela diminuição das forças, estamos a habituar-nos a pedir aos cristãos mais generosos todo o tipo de compromissos dentro e fora da Igreja. Se, ao mesmo tempo, não lhes oferecemos espaços e momentos para conhecer Jesus, escutar sua Palavra e alimentar-se do seu Evangelho, corremos o risco de fazer crescer na Igreja a agitação e o nervosismo, mas não o seu Espírito e a Sua paz. Poderemos vir a encontrar-nos com comunidades animadas por funcionários afligidos, mas não por testemunhas que irradiam o alento e a vida do seu Mestre.

José Antônio Pagola

SERVIÇO E ATIVISMO

O dia a dia, a rotina, de cada um de nós está marcada pelas atividades que realizamos, e não poucas vezes parece não haver tempo suficiente para concluir tudo o que é preciso fazer. Algumas dessas atividades são fundamentais, e não podem ser deixadas de lado, enquanto outras podem ser adiadas. O problema é o acúmulo de coisas a serem feitas e a falta de tempo, e ainda parece pior quando alguém que está próximo e poderia ajudar não o faz, simplesmente permanece sentado ou fazendo alguma outra coisa sem importância.

Depois do início da sua vida pública, a passagem de Jesus por algum povoado era sempre uma ocasião de grande movimentação. Seja por parte dos curiosos que queriam vê-lo mais de perto, seja da parte de quem procurava por uma cura, ou ainda, da parte de quem queria condená-lo. Num desses dias, em que Jesus entrou num povoado, ele foi hospedar- -se na casa de Marta e Maria. Podemos imaginar a movimentação para acolher uma pessoa tão conhecida, juntamente como seus discípulos. Muito trabalho e pouco tempo para preparar todo o necessário. Mas o que é realmente necessário?

Quando temos muitas coisas a serem feitas, é preciso ter discernimento para ordenar aquelas que são mais urgentes e aquelas que podem esperar um pouco. Na ordem das coisas que precisam de maior atenção, Maria escolheu a primeira e a mais importante. A escolha de Maria não é uma rejeição e nem um desprezo pelas muitas tarefas importes, mas é uma escolha na ordem da precedência e da importância. Colocar- -se em atitude de atenção e escutar a Deus que fala é a primeira escolha, e é também a escolha que marca a diferença entre serviço e ativismo.

Marta estava preocupada e muito ocupada, e ela não tinha uma má intenção, ela queria acolher e preparar tudo. Da mesma forma, algumas vezes, o trabalho pastoral também acaba ocupando todo tempo. É importante cuidar e atender, é importante distribuir aos necessitados e também é importante preparar uma campanha nova. Tudo é importante, necessário e as vezes urgente: o trabalho não pode parar. Mas é preciso parar e entrar no recolhimento silencioso da intimidade com Deus, para não perder o verdadeiro sentido do serviço cristão.

Nas palavras do Papa Francisco, “a Igreja não é uma ONG”. A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus Cristo, Ressuscitado. Cabe à Igreja o anúncio da Boa Nova do Evangelho e o serviço da caridade, como consequência da fé. O trabalho sem a escuta é apenas ativismo, e por outro ouvir sem colocar-se a serviço é falta de compromisso. É pela justa, e necessária, relação entra a escuta e o serviço que acontece o testemunho da fé cristã. Pela atitude de Maria, Jesus ensina o que vem primeiro.

Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo auxiliar de São Paulo

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 22 a 28.07.2019:
2ª Br - 2Cor 5,14-17, Sl 62(63), Jo 20,1-2.11-18
3ª Vd - Ex 14,21-15,1, Sl Ex15,8-9,10e12.17, Mt 12,46-50
4ª Vd - Ex 16,1-5.9-15, Sl 77(78), Mt 13,1-9
5ª Vr - 2Cor 4,7-15, Sl 125(126), Mt 20,20-28
6ª Br - Eclo 44,1.10-15, Sl 131(132), Mt 13,16-17
Sb Vd - Ex 24,3-8, Sl 49(50), Mt 13,24-30
Dom Vd -17º DTC- Gn 18,20-32, Sl 137(138), Cl 2,12-14, Lc 11,1-13


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Hospedar ou acolher, eis a questão...!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há uma grande diferença entre hospedar e acolher . Quando Jesus chegou na casa de Marta, ela mal teve tempo de saudá-lo e já se entregou às tarefas domésticas, limpar e organizar toda casa, preparar o quarto para o hóspede ilustre e ainda fazer a refeição. Jesus era um hóspede e foi assim que Marta o tratou, de maneira formal tendo como lema, primeiro o serviço e depois a amizade. É mais ou menos assim, quando chegamos de surpresa na casa de alguém, e que não tendo quem nos faça sala, a pessoa diz “Olha, estou ocupada, mas pode falar que estou ouvindo”. Acho que se Maria não estivesse em casa, era isso que Marta iria acabar fazendo: “Olha Senhor sinta-se a vontade, daqui a pouco minha irmã chega para lhe fazer sala, não repare se estou trabalhando, pois hoje é dia de faxina e ainda tenho de preparar a refeição”. Maria ao contrário, sentou-se aos pés de Jesus para ouvi-lo, sem pressa ou nenhuma outra preocupação.

E que diferença, quando a pessoa nos acolhe de maneira fraterna, carinhosa, dando-nos toda atenção, e faz o clássico convite “olha, você já é de casa, vamos lá prá cozinha bater um bom papo que vou passar um café fresquinho”. E a conversa vai longe, e o cheirinho bom do café sendo coado, quem sabe um biscoitinho, um docinho caseiro, isso é mais que uma simples hospedagem, é acolhimento e faz uma diferença enorme porque é um tratamento personalizado.

Parece-me que esse evangelho está querendo nos perguntar, se em relação a Jesus Cristo e o seu Santo Evangelho, sua palavra cheia de sabedoria e seu ensinamento, a nossa atitude é de quem recebe um hóspede, por algumas horas ou dias, ou o acolhemos realmente, como alguém que faz parte da nossa vida? É muito importante respondermos a essa pergunta, mesmo porque, a casa onde acolhemos ou simplesmente hospedamos Jesus, é exatamente a nossa vida. Será que ele é nosso íntimo e pode adentrar em nossa “cozinha”, isso é, dentro do nosso coração, ou o recebemos com pressa, no portão da casa, e nem o convidamos para entrar...

Maria o acolheu, não apenas como alguém importante e ilustre, mas como seu Senhor e Mestre, um amigo querido, que com suas palavras sábias lhe conquistava o coração, ouvi-lo não era tarefa cansativa, mas algo edificante, extremamente gratificante e prazeroso, com ele Maria aprendia e sentia, pois as palavras lhe tocavam o coração. Notem que Maria nada diz e nem se revolta ou reclama da atitude grosseira da irmã, não faz ares de santinha, que está com a razão, ao contrário, Lucas não narra essa parte, mas provavelmente Maria, com palavras suaves se desculpou com Jesus, pela má educação da outra.

Maria não é vaquinha de presépio que só diz “amém”, mas sabe relacionar-se com as pessoas, com respeito, ternura, delicadeza, com toda certeza, pensamento meu, ela chamou Marta de lado e pediu-lhe calma, que depois ela a ajudaria em todas as tarefas. Já Marta andava bastante estressada, provavelmente não tinha planejado as tarefas, e Jesus chegara meio sem aviso, e agora tinha de dar conta do recado, “assoviar e chupar cana”, limpar a casa, preparar o quarto de hóspedes e ainda por cima, preparar a refeição. Gostava de Jesus, mas não tinha tempo para ficar ouvindo-o, ou porque já sabia tudo de cor, ou porque achava que aquilo nada tinha a ver com sua vida, como muitos cristãos fazem quando vão a missa ou celebração do domingo, muitos saem até sem receber a bênção final, vivem com pressa e falta-lhes paciência para ouvir.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas estão sempre apressadas, em um ativismo doentio, fazendo um monte de coisa ao mesmo tempo, às vezes sem planejamento e organização (não é assim em nossas comunidades?) tem que se produzir para consumir, ninguém tem tempo para mais nada, fala-se muito e ouve-se pouco, ou quase nada, escuta-se o outro, já pensando no que vamos responder, o que o outro fala não é tão importante como aquilo que temos a dizer (ah... Nossas reuniões pastorais...).

Nas celebrações onde o Senhor nos fala, nas orações, nos cantos, nas leituras e na Eucaristia, até o ouvimos, mas não nos colocamos como discípulos que querem apreender cada vez mais, para poder segui-lo. Nem nos sentamos para ouvir, ficamos em pé, com uma pressa danada de que ele termine logo, pois outras tarefas mais importantes nos aguardam. Como Marta, colocamos a Palavra de Deus em um segundo plano.

As conseqüências disso estão na relação com as pessoas, começamos a achar que estamos fazendo sozinhos, que ninguém colabora, ninguém ajuda, e despejamos o nosso amargor, destilamos o nosso veneno “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todas essas tarefas? “ Maria escolheu a melhor parte, porque bebeu das palavras de Jesus, abriu-lhe o coração e a mente, deixou que Ele entrasse em sua vida e certamente aprendeu com o Mestre, como servir as pessoas, com alegria e humildade, de maneira gratuita e incondicional.

Quanto a parte que Marta escolheu, além de dor nas costas, irritação e palavras amargas ditas a Jesus e a irmã, em tom de cobrança, nada restou, nada se aproveitou. Se o mesmo acontece em nossos trabalhos pastorais, está na hora de sentarmo-nos aos pés de Jesus, sem pressa nem correria, para saborearmos cada momento da celebração, e depois sentirmos no coração esta incontida alegria que nos leva a amar e a servir, com qualidade, eficiência, alegria e ternura... Essa é sem dúvida a melhor parte, o resto não passa de “choramingos e resmungos”, que geram desconfiança e inimizades no seio da comunidade. Que parte nós escolhemos?

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Maria, escutava a sua palavra...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Na primeira etapa da viagem de Jesus para Jerusalém, São Lucas nos colocou no meio da atividade missionária dos discípulos de Jesus. Na segunda etapa entramos num clima de oração. Missionários que agem, colhem e rezam. O clima de oração, num ambiente de hospitalidade, nos é dado pela atitude de Maria, que se senta aos pés de Jesus e escuta a sua palavra. Ela escolheu a melhor parte, enquanto Marta, sua irmã, está ocupada com muitos afazeres. As duas irmãs acolhem Jesus, e o acolhem bem. Uma lhe fez companhia, enquanto a outra prepara a refeição. O Evangelho é um convite à hospitalidade, apesar da reação de Marta contra sua irmã que não a ajuda nos afazeres da casa. A refeição pode ficar em segundo lugar. O necessário, que não pode deixar de acontecer, é a escuta da palavra de Jesus. O discípulo, seguidor de Jesus, escuta, porque tem que aprender do Mestre. No entanto, tirando a cena de ciúmes de Marta ou da reação comum quando há trabalho a ser feito, a hospitalidade é perfeita: alguém faz sala e alguém prepara a refeição.

Abraão e Sara acolhem três viajantes com muita atenção e generosidade. A recompensa da acolhida foi a gravidez de Sara que até então não tinha filhos. O nascimento de Isaac, o filho da promessa, é confirmado. Abraão não conhecia os viajantes e os acolheu muito bem. Sem saber, acolheu o próprio Deus. Abraão vê três homens e fala com eles no singular como se fosse um só. Volta depois a falar no plural com os três que perguntam onde está Sara. Abraão responde e volta o singular: uma pessoa promete o nascimento de um filho. Os homens partem e Deus permanece com Abraão. O texto parece falar de três anjos com aparência humana ou de um só Deus em três Pessoas, ou Deus acompanhado por dois Anjos. Jesus também se hospeda em nós. Ele está presente em nós.

Paulo tem essa missão: anunciar ao mundo que Deus está no meio de nós, que Deus habita em nossa cidade, em nossa casa, que Jesus está em cada um de nós. Os batizados em conjunto formam o corpo de Cristo, que é a Igreja, comunidade de irmãos e irmãs vindos do judaísmo e do paganismo. Dos dois povos ele faz um só. Paulo se dedica ao bem desse corpo formado por nós e por Cristo. Ele se une aos sofrimentos de Cristo e procura completar o que ainda lhe falta para estar mais próximo das tribulações sofridas por Cristo. A obra de Cristo está completa, tudo foi consumado, nada lhe falta, nem mesmo as tribulações. Conosco, porém, não é assim. A hospitalidade é a flor da caridade e deixamos a flor murchar. Temos que completar o que falta em nós das tribulações de Cristo. Em Cristo não falta nada. Falta em nós.

3. A MELHOR PARTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cena evangélica desafia-nos a fazer uma leitura integrativa, sem contrapor Maria e Marta, como se uma fosse símbolo da ação e a outra, da contemplação, como se uma tivesse feito uma ação louvável e a outra, uma ação censurável. Portanto, quando Jesus fala que Maria escolheu a melhor parte, pensa-se logo que a contemplação é mais importante que a ação ou, mais radicalmente, a contemplação pode prescindir da ação.

Tanto a atitude de Maria quanto a de Marta foram de carinhosa acolhida a Jesus e a seus discípulos. A primeira deteve-se a escutar o amigo recém-chegado, enquanto a outra pôs-se a preparar uma refeição para esses hóspedes. Diante de amigos com fome, nada melhor do que oferecer-lhes algo para restaurar as forças. O erro de Marta consistiu em não começar por acolher a quem chegava, talvez depois de um longo período de ausência. Era preciso acolher o Mestre, antes de pôr-se em ação. Afinal, Jesus estava mais interessado em partilhar alguns momentos de convívio com uma família amiga do que em degustar uma excelente refeição.

No caso de Maria, sua amabilidade inicial transformar-se-ia em insensibilidade, se fosse incapaz de perceber a situação dos amigos e não se apressasse em dar-lhes comida. Ela, porém, agiu corretamente. Sua ação foi precedida da escuta da palavra do Mestre. Ou seja, a contemplação culminou e expressou-se na ação caridosa para com os visitantes.

Oração
Espírito de contemplação, ensina-me a inspirar o meu agir na escuta atenta da Palavra, de forma que minhas ações sejam expressão de comunhão com o Senhor.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 22.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA MARIA MADALENA

Embora fosse apenas uma pecadora famosa de sua cidade, Maria Madalena teve uma participação importantíssima na missão de Jesus. Ela foi perdoada publicamente e foi ainda a escolhida para ser a primeira testemunha da Ressurreição.

Seu nome aparece onze vezes nos evangelhos, apesar de não termos certeza de que se trata sempre da mesma pessoa, pois os evangelhos falam de três Marias Madalena em situações diferentes.

Madalena ouvira falar de Jesus, pois a fama de seus milagres corria entre o povo. Assim, no dia em que Jesus participava de um banquete na casa de Simão, o fariseu, Maria Madalena resolveu fazer uma confissão pública de arrependimento, porque o seu pecado era público, como diz a Sagrada Escritura.

Em outra passagem, lemos que Jesus a perdoou diante da multidão dos fariseus que queriam apedrejá-la. A partir desse dia, tornou-se uma das mais fiéis seguidoras do Messias.

Ela estava ao lado de Maria na da crucificação do Senhor e, na madrugada da Páscoa, era tanta a saudade que sentia de Jesus que foi chorar à porta do sepulcro. De repente, ouviu a Voz chamar seu nome. Assim, as profecias se cumpriram diante de seus olhos. Jesus tinha ressuscitado!

Depois disto, segundo uma antiga tradição grega, Maria Madalena teria ido viver em Éfeso, onde morreu. Nesta cidade tinham ido morar também João, o discípulo amado, e Maria, Mãe de Jesus.

A liturgia bizantina a celebra como a "Apóstola dos Apóstolos".

REFLEXÃO
Maria Madalena é amada de Deus. Simboliza todo e qualquer ser humano que vive a eterna dualidade da vida: amargura e graça divina. Alegria e amargura são os dias do ser humano sobre a terra. Em Santa Maria Madalena encontramos a imagem de tantas mulheres que são discriminadas e maltratadas pelos homens. Rezemos hoje para que nossa sociedade deixe de lado a exploração feminina e busque a integração sadia entre homens e mulheres.

ORAÇÃO
Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Maria Madalena, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço, e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SANTA MARIA MADALENA DISCÍPULA DE JESUS
( Branco, Glória, Prefácio Comum ou dos Santos – Ofício da Festa )

Antífona de Entrada
O Senhor disse à Maria Madalena: Vai a meus irmãos e anuncia-lhes: subo a meu Pai e vosso Pai a meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17).

Oração do dia
Ó Deus, o vosso filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que Cristo vive e contemplá-lo na glória de seu reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Cântico 3,1-4)
Leitura do livro do Cântico dos Cânticos.

3 1"Durante as noites, no meu leito, busquei aquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.
2Vou levantar-me e percorrer a cidade, as ruas e as praças, em busca daquele que meu coração ama; procurei-o, sem o encontrar.
3Os guardas encontraram-me quando faziam sua ronda na cidade. 'Vistes acaso aquele que meu coração ama?'
4Mal passara por eles, encontrei aquele que meu coração ama. Segurei-o, e não o largarei antes que o tenha introduzido na casa de minha mãe, no quarto daquela que me concebeu".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 62/63

A minha alma tem sede de vós, Senhor!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso vos busco!
A minha alma tem sede de vós,
minha carne também vos deseja
como terra sedenta e sem água!

Venho, assim, contemplar-vos no templo
para ver vossa glória e poder.
vosso amor vale mais do que a vida,
e por isso meus lábios vos louvam.

Quero, pois, vos louvar pela vida
e elevar para vós minhas mãos!
A minha alma será saciada
como em grande banquete de festa;
cantará a alegria em meus lábios
ao cantar para vós meu louvor!

Para mim fostes sempre um socorro;
de vossas asas à sombra eu exulto!
Minha alma se agarra em vós;
com poder vossa mão me sustenta.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Responde-nos, ó Maria, no teu caminho o que havia? Vi Cristo ressuscitado, o túmulo abandonado!


Evangelho (João 20,1-2.11-18)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

20 1No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.
2Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: "Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!"
11Entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.
12Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13Eles lhe perguntaram: "Mulher, por que choras?" Ela respondeu: "Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram".
14Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.
15Perguntou-lhe Jesus: "Mulher, por que choras? Quem procuras?" Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: "Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar".
16Disse-lhe Jesus: "Maria!" Voltando-se ela, exclamou em hebraico: "Rabôni!" (que quer dizer Mestre).
17Disse-lhe Jesus: "Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: 'Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus'".
18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Recebei, ó Pai, as oferendas que vos apresentamos na festa de santa Maria Madalena, cuja demonstração de amor vosso Filho acolheu com misericordiosa bondade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O amor de Cristo nos impele, para que os que vivem já não vivam para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou (2Cor 5,14s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, a comunhão nos vossos mistérios infunda em nós aquele amor perseverantes que levou Maria Madalena a jamais separar-se do Mestre. Que vive e reina para sempre.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA MARIA MADALENA)

Embora fosse apenas uma pecadora famosa de sua cidade, Maria Madalena, nascida em Magdala, na Galiléia, teve uma participação importantíssima na passagem de Jesus pela Terra. Ela foi perdoada publicamente por ele, que a tomou como exemplo de que seu Pai acolhia a todos, desde que chegassem ao arrependimento. Além disso, foi, ainda, a escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição. Madalena ouvira falar de Jesus, pois a fama dos milagres dele corria entre o povo. Ele já ressuscitara mortos, devolvera a visão a cegos, colocara voz na boca de mudos e audição nos ouvidos de surdos, além de fazer andar paralíticos e curar doentes de todos os tipos. Assim, no dia em que Jesus participava de um banquete na casa de Simão, o fariseu, Maria Madalena resolveu fazer uma confissão pública de arrependimento, porque o seu pecado era público, como diz a Sagrada Escritura. Invadindo o local da ceia, ela não ousou olhar para Jesus. Apenas ajoelhou-se na sua frente, banhou seus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos, num pedido de perdão mudo. Impressionados, os presentes imaginavam que ela fosse ser repudiada pelo Mestre, que, todavia, disse à mulher: "Foram-lhes perdoados os seus muitos pecados, porque você muito amou". Com o coração em paz, ela saiu dali ainda em prantos, mas feliz. A partir desse dia, tornou-se uma das mais fiéis seguidoras do Messias. Ela estava ao lado de Maria quando da crucificação do Senhor e, na madrugada da Páscoa, era tanta a saudade que sentia de Jesus que foi chorar à porta do sepulcro. De repente, ouviu a voz, que jamais esqueceria, chamar seu nome. Assim, as profecias cumpriram-se diante de seus olhos. Jesus ressuscitara! Está escrito: "No dia da Páscoa, Jesus apareceu a ela e a mandou ir anunciar a sua ressurreição aos discípulos". Depois disso, segundo uma antiga tradição grega, Maria Madalena teria ido viver em Éfeso, onde morreu. Lá, tinham ido morar também João, o apóstolo predileto de Jesus, e Maria, Mãe de Jesus. A liturgia bizantina celebra-a como "Apóstola dos Apóstolos", para que continue a sua missão de anunciar a ressurreição do Senhor no seu rito apostólico. Festejada no dia 22 de julho, santa Maria Madalena tornou-se a padroeira de muitas ordens religiosas, sendo venerada até mesmo pelos padres predicadores.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Maria Madalena
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Hoje nos encontramos com Maria Madalena, uma mulher apaixonada por Jesus, uma paixão até hoje incompreendida e mal falada por alguns "iluminados", que não conseguem vislumbrar algo além da carne. Jesus é o Grande Amor, não só de Madalena, mas de todos os que Nele crêem, e que só podem experimentá-lo a partir do amor que fascina e deslumbra.

Parece que João Evangelista, neste evangelho apresenta-nos um resumo da Vida de Madalena, tendo como enredo a sua experiência com Jesus. Em Jesus tivera início a Nova Criação, era o primeiro dia da Semana, Madalena VIU a pedra removida do sepulcro, ainda estava escuro, era o início da sua Vida de Fé, ainda não consegue experimentar aquilo que transcende e prevalece a Lógica humana "Tiraram o corpo do meu Senhor", vai dizer aos apóstolos.

Inclinar-se para olhar dentro do sepulcro é atitude de quem está a procura de algo mais, VE dois anjos, "Levaram o meu Senhor!" com a Fé um pouco mais amadurecida ela consegue ver além, entretanto ainda pensa dentro da lógica humana. Depois disso ela se volta e vê Jesus, mas não o reconheceu, de fato, Jesus se deu a conhecer enquanto Palavra a ponto do próprio João chamá-lo de Verbo Encarnado, é a Palavra Poderosa de Deus que irá criar o mundo "FAÇA-SE", quando Jesus a chama pelo nome "Maria", então ela o reconhece, é precisamente a Palavra que nos comunica o dom da Fé, é a Palavra que cria e nos recria, nos renova e restaura.

"Mestre" vai exclamar Madalena. Quem o reconheceu quer experimentá-lo, tocar o outro, achegar-se mais ao outro, abraçar, pegar na mão. Madalena pensa ser esse o modo de experimentar Jesus em sua vida agora iluminada pela Fé.

As comunidades Joaninas dos anos 70 – 80 estavam desejosas de saber melhor quem era Jesus, e desejavam, como Madalena, tocá-lo, vê-lo, enxergá-lo. Retê-lo como um Bem particular, porém, não é mais esse o modo de se fazer a experiência de Jesus em nossa vida e em nossas comunidades.

Em seu estado glorioso, há uma presença real do Senhor, porém mística, que não se alcança com nossos sentidos, como cantamos no "Tão Sublime Sacramento". Madalena representa toda uma comunidade que por aquele tempo, quando tudo parecia ainda obscuro, soube vislumbrar essa nova presença de Jesus junto aos seus. Continuou uma eterna enamorada de Jesus, até o dia em que, na visão Beatífica, pode contemplá-lo plenificando o amor que alimentou nessa vida.

Inspirados por Santa Maria Madalena, que possamos também fazer essa bela experiência, reconhecendo o Senhor a partir da sua Santa Palavra, percebendo-o na vida dos irmãos e irmãs, que conosco caminham na comunidade.

2. Eu irei buscá-lo!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Maria Madalena foi até o túmulo de Jesus e viu que a pedra da entrada tinha sido retirada. Chorando, ela olhou para dentro do túmulo e viu dois anjos. “Por que choras?”, lhe perguntam os anjos. Outra voz lhe faz a mesma pergunta: “Por que choras?” Ela se volta, vê Jesus, mas não o reconhece. Outra pergunta: “O que procuras?” O choro é correto. Ela chora de saudade. Mas o que procura? A procura estava errada. Ela procurava o Cristo morto, e ele estava vivo! Ele a chama pelo nome. Ela então o reconhece, e dirá depois, como apóstola dos apóstolos: “Eu vi o Senhor”.

3. NÃO ME RETENHAS!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cena comovente do encontro de Maria de Mágdala com Jesus evidencia a mudança de relacionamento entre o discípulo e o Mestre, operada a partir da ressurreição. A nova condição de Jesus exigia um novo tipo de relacionamento.

Maria expressou o carinho que nutria por Jesus nos vários detalhes de seu comportamento. A notícia do desaparecimento do corpo do Senhor deixou-a perplexa. Com isso, perdia um sinal seguro da presença do amigo querido, mesmo reduzido a um cadáver. Sem ele, não teria um lugar preciso ao qual se dirigir quando quisesse prantear a perda irreparável do amigo. Por isso, mesmo que todos tivessem se afastado, ela permaneceu sozinha, à entrada do túmulo, chorando.

Seu diálogo com os anjos ocorreu de maneira espontânea, sem ela se dar conta de estar falando com seres celestes. Só lhe importava saber onde puseram "o meu Senhor". Da mesma forma aconteceu o diálogo com o Ressuscitado. Num primeiro momento, Maria pensou tratar-se de um jardineiro. Demonstrando uma admirável fortaleza de ânimo mostrou-se disposta a ir, sozinha, buscar o cadáver do Mestre para recolocá-lo no sepulcro. Tão logo reconheceu a voz do Mestre, tentou agarrar-se a ele. Ele, porém, exortou-a a mudar de comportamento. Doravante, o sinal de amizade que o Senhor queria dela era que se tornasse missionária da ressurreição. Já se fora o tempo em que podia tocá-lo fisicamente.

Oração
Pai, ensina-me a ter um relacionamento conveniente com o Ressuscitado, reconhecendo que ele quer fazer de mim uma testemunha da ressurreição.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 23.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA BRÍGIDA

Brígida nasceu princesa, em 1303, na Suécia. Descendia de uma casa real muito piedosa, que se dedicava a construir mosteiros, igrejas e hospitais com a própria fortuna. Além de manter muitas obras de caridade para a população pobre, Brígida, desde a infância, tinha o dom das revelações divinas.

Aos dezoito anos, ela se casou com um nobre cristão e muito piedoso. O casal teve oito filhos, dentre os quais, a filha venerada como Santa Catarina da Suécia. Era com rigor que eles cuidavam da educação religiosa e acadêmica dos filhos, sempre no caminho para a santificação em Cristo. Frequentava sempre as cortes luxuosas, mas não se corrompeu neste ambiente de riquezas.

Acometido por uma doença, o marido de Brígida ingressou no mosteiro de Alvastra, onde vivia um dos seus filhos e lá morreu, em 1344.

Viúva, Brígida decidiu se retirar definitivamente para a vida monástica para realizar um velho projeto de fundação de uma ordem religiosa. No mosteiro viveu por vinte e quatro anos, trabalhando pela reforma dos costumes. Com o apoio do rei da Suécia, construiu e instaurou setenta e oito mosteiros por toda a Europa.

Ela morreu em 23 de julho de 1373, durante uma romaria à Terra Santa.

REFLEXÃO
Santa Brígida tinha uma personalidade carismática, pacífica e mística. Exemplo de mulher preocupada com os mais abandonados, Brígida não mediu esforços para construir infraestruturas de abrigo para os sofredores, usando para isso sua própria fortuna. Mesmo sendo uma princesa ela soube comportar-se como uma verdadeira serva de Deus e nunca se apegou a sua condição de nobre. Que os cristãos mais abastados saibam oferecer aos mais pobres auxílio concreto na hora do desespero e da dor.

ORAÇÃO
Bendito sejais, ó Deus, que concedestes a Santa Brígida a graça da firmeza da fé e das grandes iniciativas apostólicas. Dai-me ser sempre diligente e pronto para as grandes tarefas de apostolado e testemunho. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVI SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Oração do dia
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 14,21-15,1)
Leitura do livro do Êxodo.

Naqueles dias, 14 21Moisés estendeu a mão sobre o mar. O Senhor fê-lo recuar com um vento impetuoso vindo do oriente, que soprou toda a noite. E pôs o mar a seco. As águas dividiram-se
22e os israelitas desceram a pé enxuto no meio do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.
23Os egípcios os perseguiram: todos os cavalos do faraó, seus carros e seus cavaleiros internaram-se após eles no leito do mar.
24À vigília da manhã, o Senhor, do alto da coluna de fogo e da de nuvens, olhou para o acampamento dos egípcios e semeou o pânico no meio deles.
25Embaraçou-lhes as rodas dos carros de tal sorte que, só dificilmente, conseguiam avançar. Disseram então os egípcios: "Fujamos diante de Israel, porque o Senhor combate por eles contra o Egito."
26O Senhor disse a Moisés: "Estende tua mão sobre o mar, e as águas voltar-se-ão sobre os egípcios, seus carros e seus cavaleiros."
27Moisés estendeu a mão sobre o mar, e este, ao romper da manhã, voltou ao seu nível habitual. Os egípcios que fugiam foram de encontro a ele, e o Senhor derribou os egípcios no meio do mar.
28As águas voltaram e cobriram os carros, os cavaleiros e todo o exército do faraó que havia descido no mar ao encalço dos israelitas. Não ficou um sequer.
29Mas os israelitas tinham andado a pé enxuto no leito do mar, enquanto as águas formavam uma muralha à direita e à esquerda.
30Foi assim que naquele dia o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios. E Israel viu os cadáveres dos egípcios na praia do mar.
31Viu Israel o grande poder que o Senhor tinha exercido contra os egípcios. Por isso, o povo temeu o Senhor e confiou nele e em seu servo Moisés.
15 1Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: "Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial Ex 15

Ao Senhor quero cantar,
pois fez brilhar a sua glória!

Ao soprar a vossa ira, amontoaram-se a águas,
levantaram-se as ondas e formaram uma muralha,
e imóveis se fizeram, em meio ao mar, as grandes vagas.
O inimigo tinha dito:

"Hei de segui-los e alcançá-los!
Repartirei os seus despojos e minha alma saciarei;
arrancarei da minha espada e minha mãos os matará!"

Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu;
afundaram como chumbo entre as águas agitadas.
Estendestes vossa mão, e a terra os devorou.

Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso monte,
no lugar que preparastes para a vossa habitação,
no santuário construído pelas vossas próprias mãos.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23)


EVANGELHO (Mateus 12,46-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

12 46Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar.
47Disse-lhe alguém: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te".
48Jesus respondeu-lhe: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?"
49E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
50Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Por que achavam que Jesus era Louco...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Neste evangelho, os parentes de Jesus, sua Mãe e seus irmãos, nos diz o texto, foram á sua procura pois queriam levá-lo de volta á casa. Havia um consenso de que ele estivesse louco, falando e fazendo coisas sem o saber.

Jesus era uma ameaça constante á estrutura do templo, pois quebrava todas as regras e normas religiosas excludentes, curava as pessoas de todas as suas enfermidades, e a pessoa nãom precisava oferecer sacrifício algum pela sua cura. Como a Medicina não estava avançada e as doenças ou enfermidades psicossomáticas eram muitas, a clientela do templo era bem numerosa e as ofertas tinham que ser feitas, nem que fossem rolinhas e pombinhos, para os mais pobres, todos eram tarifados. Era uma forma de se obter a “pureza” institucionalizada. Quem ganhava com isso? A casta sacerdotal, que era em sua maioria Latifundiários proprietários doa animais, vendidos  aos cambistas, que os revendiam por um alto preço nas portas do templo, e os sacerdotes ganhavam duas vezes, na venda para o atravessador e depois na oferta, onde uma boa parte lhes pertencia, segundo a lei.

Ora, se eu sou beneficiado com um negócio assim, altamente lucrativo, qualquer pessoa que interferir nesse sistema, tirando a clientela, eu vou fazer de tudo para tirá-lo de circulação, daí taxaram de Jesus de Louco, e com certeza pressionaram seus familiares sobre os riscos que ele estava correndo, por mexer em um Vespeiro, quando tornava menos lucrativo o negócio dos poderosos.

Agora fica fácil compreender a reação de Jesus diante da comunidade, quando alguém o comunica que sua mãe e seus irmãos estavam fora e queriam falar-lhe. Os que se deixam levar pelas orientações dos poderosos desse mundo, não pertencem á Cristo, não são portanto, sua Mãe e seus irmãos, uma vez que, não é sistema religioso que garante a salvação, mas trata-se de um Dom oferecido a todos os homens através de Jesus Cristo.

A partir de agora Jesus estabelece laços fortes na união dos Homens com Deus, quem  ouvir a sua Palavra e seguir seus ensinamentos, procurando fazer a Vontade de Deus, que quer a Vida para todos, este sim tem com ele intimidade, está com ele em sintonia, esse sim pode ser chamado de “sua Família” sua Mãe e seus irmãos. Não dá para pertencer a Cristo mas viver segundo a vontade do mundo...ditada por um sistema que se omite diante de injustiças e desigualdades, e que decreta a morte do mais pobre. Quem concorda ou se omite diante dessa estrutura social injusta, não pode e nem deve apresentar-se como cristão...

2. Quem é minha mãe?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus disse que sua família eram seus discípulos. Ele disse isso quando estava pregando às multidões e sua mãe e seus irmãos, do lado de fora, queriam falar com ele. “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?”, foi a pergunta de Jesus. Ele mesmo responde dizendo que sua mãe e seus irmãos são todos aqueles que fazem a vontade do Pai que está nos céus. Neste sentido, Maria é duplamente Mãe de Jesus, porque ela o gerou em seu corpo e o deu à luz e sempre fez a vontade do Pai. A família formada pelos discípulos é uma família por opção, unida no mesmo propósito de fazer a vontade do Pai. Não estão unidos naturalmente pelos laços de sangue. Quem os une, em última análise, e faz deles uma família é o Espírito Santo. Pensemos na força que pode ter um grupo familiar unido pelo sangue e pelo Espírito. É o que chamamos de Igreja doméstica, célula viva da sociedade e da Igreja. Laços familiares por opção também são fortes e existem tanto em grupos civis quanto em grupos religiosos. As paróquias, as Congregações religiosas, as comunidades de vida, as associações, grupos pastorais, os bispos, os padres, os diáconos, todos podemos e queremos ser o irmão, a irmã e a mãe de Jesus, porque é nosso projeto de vida fazer a vontade do Pai que está nos céus.

3. QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A ruptura com os laços familiares foi uma das exigências do serviço ao Reino, com as quais Jesus se defrontou. Também por exigência do Reino, foi levado a constituir, sobre novas bases, uma comunidade cujo relacionamento interpessoal deveria ter a profundidade do relacionamento familiar. A comunidade dos discípulos de Jesus pode ser definida como a família do Reino, cuja característica são os laços fraternos que unem seus membros.

Nesta perspectiva, fica em segundo plano a consangüinidade. Doravante, ser mãe ou irmão de sangue não tem importância. O critério de pertença à família do Reino consiste em submeter-se à vontade do Pai, sendo-lhe obediente em tudo. Importa mostrar, com ações concretas, esta submissão. Aí o agir do discípulo identifica-se com o agir do Mestre, a ponto de Jesus poder considerá-lo como irmão: a vontade do Pai é o imperativo na vida de ambos.

Assim, a ligação entre Jesus e os seus discípulos era muito mais profunda do que a sua convivência física com eles. Havia algo de superior que os unia, sem estar na dependência de elementos conjunturais, quais sejam, a pertença a uma determinada família, raça ou cultura. Basta alguém viver um projeto de vida fundado na vontade do Pai, para que Jesus o reconheça como pertencente à sua família. Para ele, estes são seus irmãos, suas irmãs, suas mães. São irrelevantes outros títulos de relação com Jesus, quando falta este pré-requisito.

Oração
Espírito de adesão à vontade do Pai, faze-me sentir sempre mais membro da família do Reino, levando-me à perfeita submissão ao querer divino.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quarta-Feira — 24.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA CRISTINA

Cristina nasceu na Toscana (Itália), perto do lago de Bolsena, no ano 288. Com apenas 12 anos morreu mártir, no ano 300 d.C. Era filha de Urbano, oficial do exército em Tir, na Etrúria, parte da Toscana. Urbano era rude de sentimentos e inimigo dos cristãos. Em sua própria casa, muitas vezes os cristãos eram submetidos a interrogatórios humilhantes. Diante de tais cenas, Cristina se perguntava qual o motivo da serenidade e alegria dos cristãos, que ela já começava a admirar e venerar.

A resposta lhe veio por uma escrava cristã, que a preparou para o Batismo. Urbano desconfiava que a filha se interessasse pela comunidade cristã. Deu-lhe ordem de prestar culto a ídolos, queimando incenso. A menina negou-se a isso. Interrogada pelo pai, Cristina respondeu: "Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo, ao Senhor do céu e da terra que nos enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor".

A severidade do pai aumentou, mas Cristina respondia a isso participando da celebração da Eucaristia e de outras reuniões dos cristãos, visitando os encarcerados, dando esmola aos pobres. Sua coragem e caridade fizeram-na vender as imagens dos ídolos para adquirir bens em favor dos pobres. O pai ficou furioso. Por isso, Cristina foi chicoteada. Aos que lhe pediam que cedesse à vontade do pai, respondia: "Deixar a vida não me custa; abandonar minha fé, isto nunca".

Urbano prosseguiu na tortura: a filha, amarrada, foi lançada ao fogo. Conta a história que um anjo defendeu-a e as chamas não lhe queimaram. Ainda irado contra a filha, ordenou prendê-la. Então, mandou amarrar uma pedra de moinho em seu pescoço e lançá-la ao lago. Conta-se que após lançada às águas, a pedra de moinho veio à tona, não permitindo, assim, que Cristina se afogasse. A exaltação de Urbano foi tão grande que morreu de colapso.

Dio, sucessor de Urbano, também nada conseguiu de Cristina e, por isso, ordenou que fosse queimada viva. Segundo a história, o fogo não queimou a menina. Posta entre cobras, nenhuma a feriu. E tendo sua língua cortada, mesmo assim cantou os louvores do Senhor Jesus Cristo. Então, o juiz, enraivecido com os triunfos da jovem, ordenou sua morte a flechadas. Com isso foi-lhe tirada a vida terrena e ela entrou na glória eterna.

REFLEXÃO
Deus escolhe o que é fraco para confundir os fortes. Na fraqueza física desta adolescente, Ele mostrou a força da perseverança na fé, que deve animar cada cristão. O testemunho de Cristina: "Foi fiel a Deus, apesar de inúmeros e imensos obstáculos que teve de enfrentar em sua tenra idade".

ORAÇÃO
Sede para todos nós, ó Deus Altíssimo, exemplo de fidelidade e de espírito resoluto para que possamos imitar a vida de Santa Cristina, que sofreu e morreu professando a fé cristã. Dai-nos, por sua intercessão, a Graça que ousamos pedir. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVI SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Oração do dia
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 16,1-5.9-15)
Leitura do livro do Êxodo.

16 1Toda a assembléia dos israelitas partiu de Elim e foi para o deserto de Sin, situado entre Elim e o Sinai. Era o décimo quinto dia do segundo mês após sua saída do Egito.
2Toda a assembléia dos israelitas pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto.
3Disseram-lhes: "Oxalá tivéssemos sido mortos pela mão do Senhor no Egito, quando nos assentávamos diante das panelas de carne e tínhamos pão em abundância! Vós nos conduzistes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão."
4O Senhor disse a Moisés: "Vou fazer chover pão do alto do céu. Sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia. Pô-lo-ei desse modo à prova, para ver se andará ou não segundo minhas ordens.
5No sexto dia, quando prepararem o que tiverem ajuntado haverá o dobro do que recolhem cada dia."
9Moisés disse a Aarão: "Dize a toda a assembléia dos israelitas: 'apresentai-vos diante do Senhor, porque ele ouviu vossas murmurações'".
10 Enquanto Aarão falava a toda a assembléia dos israelitas, olharam para o deserto e eis que apareceu na nuvem a glória do Senhor!
11E o Senhor disse a Moisés:
12"Ouvi as murmurações dos israelitas. Dize-lhes: 'esta tarde, antes que escureça, comereis carne e, amanhã de manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que sou o Senhor, vosso Deus'".
13À tarde, com efeito, subiram codornizes (do horizonte) e cobriram o acampamento; e, no dia seguinte pela manhã, havia uma camada de orvalho em torno de todo o acampamento.
14E, tendo evaporado esse orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, granulosa, miúda como a geada sobre a terra!
15Vendo isso, disseram os filhos de Israel uns aos outros: "Que é isso?", pois não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: "Este é o pão que o Senhor vos manda para comer.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 77/78

O Senhor deu o pão do céu como alimento.

E tentaram o Senhor nos corações,
exigindo alimento à sua gula.
Falavam contra Deus e assim diziam:
"Pode o Senhor servir a mesa no deserto?"

Ordenou, então, às nuvens lá dos céus,
e as comportas das alturas fez abrir;
fez chover-lhes o maná e alimentou-os,
e lhes deu para comer o pão do céu.

O homem se nutriu do pão dos anjos,
e mandou-lhes alimento em abundância;
fez soprar o vento leste pelos céus
e fez vir, por seu poder, o vento sul.

Fez chover carne para eles como pó,
choveram aves como areia do oceano;
elas caíram sobre os seus acampamentos
e pousaram ao redor de suas tendas.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
A semente é de Deus a palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.


EVANGELHO (Mateus 13,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

13 1Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago.
2Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem.
3E seus discursos foram uma série de parábolas.
4Disse ele: "Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram.
5Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda.
6Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes.
7Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram.
8Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um.
9Aquele que tem ouvidos, ouça".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A boa semente
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Com certeza Jesus passava perto de algum sítio com seus discípulos e viu um homem semeando seu campo. Naquele tempo não havia tecnologia para a semeadura, que era feita manualmente. Todos nós, mesmo não sendo agricultores, sabemos que, para que uma semente possa desenvolver-se é necessário que ela atinja as profundezas da terra, seja esmagada e morra, para que possa brotar. Certa ocasião Jesus comparou-se a um grão de trigo que tem que passar por esse processo de permanecer na escuridão e ser esmagado, referindo-se à sua ressurreição.

Podemos aplicar o mesmo raciocínio em relação a esta Parábola do Semeador. Quando não se está disposto a morrer interiormente, mediante a Palavra Escutada e Meditada, ocorrem as situações que Jesus exemplifica nesta parábola. As sementes que caíram ao longo do caminho eram boas e poderiam produzir, mas não foram recolhidas, são os recados que em nosso dia a dia Deus nos dá, através de acontecimentos do quotidiano, ou pessoas com quem nos relacionamos, como não foi anunciada de um presbitério ou púlpito, não damos muito crédito, foi á beira do caminho, não demos tanto valor ou importância e os pássaros comeram tudo.

Outra parte caiu em solo pedregoso, uma vez eu estava em meio a uma torcida, vi alguém ser solidário a uma pessoa que não estava bem, inclusive abandonou a arquibancada para acompanhar o outro. Deus falou forte naquele momento, mas como eu iria adivinhar que Deus me falaria no meio da torcida do time da minha cidade, que disputava um título importante em uma das divisões do Campeonato Paulista? O solo era pedregoso, até dei atenção ao fato, achei maravilhoso, porém, minhas atenções logo voltaram para a partida e a Palavra não frutificou.

Outras sementes caíram entre os espinhos, estas não têm nenhuma chance de frutificar. Contou-me um jovem, que estava em uma balada onde rolava droga pesada, promiscuidade e até certas manifestações satânicas de um elemento da Banda que animava o evento. Em meio aquela balbúrdia surgiu uma jovem que ele não conhecia, mostrou-lhe no peito um crucifixo e cantou aos seus ouvidos “No peito eu trago uma cruz, no meu coração o que disse Jesus”. Ele ficara perplexo, a jovem sumiu em meio à multidão. Tentou procurá-la, mas foi inútil. Logo a sua patota o arrastou para o “delírio”. A sua conversão ocorreu muito tempo depois em um retiro de carnaval onde ele lembrou-se que Deus lhe falara em meio a uma Balada, mas os “espinhos” a sufocaram.

A conclusão a que chegamos é bem simples: as sementes em si são ótimas, mas elas são semeadas em todo tipo de terreno e podem sim, frutificar, se soubermos acolhê-la, independente do ambiente onde estamos pois, se Deus só semeasse as sementes em terra boa e fértil,  a Salvação não seria universal. Há sementes que caem em terra boa. São as nossas comunidades, local propício para a semeadura, entretanto, a produção é diversificada, uns rendem cem por cento, outros sessenta e outros trinta. Deus não é um empreendedor que exige retorno total do seu investimento. Ele tem infinita paciência e misericórdia e mínima abertura e atenção que dermos á sua Palavra, estaremos em comunhão com Ele e Ele fará maravilhas em nós.

2. Ouça!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O segundo sermão de Jesus no Evangelho de São Mateus é formado por sete parábolas. A primeira é a do semeador. Ele sai a semear a Palavra de Deus e esta vai caindo em diversos tipos de terra, que são o coração humano. Cai na beira do caminho, no coração que não a entende; cai no meio de pedras e fica na superfície, onde qualquer dificuldade é suficiente para provocar desistência; cai entre espinhos, que são as preocupações com as coisas deste mundo e o desejo de riquezas. A Palavra é sufocada e não produz nada. O semeador, porém, vai caminhando, vencendo obstáculos sem desistir, até encontrar terra boa, coração aberto que acolhe a Palavra e a entende. O coração não é de pedra. É coração de gente, terra boa, que produz frutos. O solo não é todo igual, mas o que importa é que está produzindo cem, sessenta ou trinta, graças ao trabalho do semeador que saiu para semear e não voltou atrás. Perseverou e encontrou terra boa. A Palavra não volta a Deus sem ter produzido algum fruto.

3. A SORTE DA SEMENTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Dispostos a se tornarem servidores do Reino, os discípulos não deveriam pensar que só encontrariam sucesso pela frente. Era preciso ser realista e, de antemão, dar-se conta da dinâmica do Reino. O sucesso, sem dúvida, viria, porém em meio a perdas e fracassos.

O processo de semeadura serviu para ilustrar este aspecto do Reino. O semeador, segundo o costume da época, lançava a semente ao deus-dará. Umas caíam à beira do caminho, outras, em terreno pedregoso, outras, no meio de espinhos. A condição precária do terreno impedia que a semente desse frutos. Talvez chegasse a germinar e tentar crescer. Sua sorte, porém, era murchar e morrer. Só uma pequena porção de semente caía em terreno fértil e chegava a frutificar. Mesmo assim, a colheita variava na base de cem, sessenta e trinta por um.

Nem por isso o semeador deixava de semear. Embora soubesse que boa parte da semente haveria de se perder, valia a pena continuar semeando.

O discípulo do Reino, como o semeador, não pode deixar de semear a semente da Palavra de Deus, mesmo sabendo que seu trabalho não frutificará cem por cento. Ele deve contar com a perda inevitável e se contentar com o que for produzido de bom, embora seja pouco.

Oração
Senhor Jesus, ajuda-me a não desanimar na tarefa de semear tua Palavra, mesmo contando com perdas e fracassos.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quinta-Feira — 25.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO TIAGO MAIOR

Tiago Maior nasceu doze anos antes de Cristo na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as sagradas escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago filho de Alfeu, conhecido como "menor".

Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais de sua missão. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao Seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na Sua agonia no Horto das Oliveiras.

Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isto declarado seu padroeiro. Mais tarde voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas. Por causa de falso testemunho foi preso e acusado de levar o povo a ir contra as ordens do imperador. A pena para esse crime era a morte.

A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, se tornou o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

REFLEXÃO
No século VIII, a Espanha lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos. Diz a história que pela intercessão de São Tiago os muçulmanos foram derrotados. No local da vitória espanhola o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a Santiago, com isto a cidade de Iria passou a se chamar Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o Santuário de Santiago de Compostela, é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto à pé.

ORAÇÃO
Ó Deus, que a vossa Igreja exulte sempre no constante louvor do Apóstolo São Tiago, Maior, para que, sustentada por sua doutrina e intercessão, seja fiel a seus ensinamentos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO TIAGO MAIOR APÓSTOLO E EVANGELIZADOR
( Vermelho, Glória, Prefácio dos Apóstolos – Ofício da Festa )

Antífona de Entrada
Andando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que consertavam suas redes. E ele os chamou (Mt 4,18.21).

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, que, pelo sangue de são Tiago, consagrastes as primícias dos trabalhos dos apóstolos, concedei que a vossa Igreja seja confirmada pelo seu testemunho e sustentada pela sua proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Coríntios 4,7-15)
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 4 7temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.
8Em tudo somos oprimidos, mas não sucumbimos. Vivemos em completa penúria, mas não desesperamos.
9Somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos.
10Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
11Estando embora vivos, somos a toda hora entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal.
12Assim em nós opera a morte, e em vós a vida.
13Animados deste espírito de fé, conforme está escrito: "Eu cri, por isto falei", também nós cremos, e por isso falamos.
14Pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará também a nós com Jesus e nos fará comparecer diante dele convosco.
15E tudo isso se faz por vossa causa, para que a graça se torne copiosa entre muitos e redunde o sentimento de gratidão, para glória de Deus.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 125/126

Os que lançam as sementes entre lágrimas
ceifarão com alegria.

Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,
parecíamos sonhar;
encheu-se de sorriso nossa boca,
nossos lábios, de canções.

Entre os gentios se dizia: "Maravilhas
fez com eles o Senhor!"
Sim, maravilhas fez conosco o Senhor,
exultemos de alegria!

Mudai a nossa sorte, ó Senhor,
como torrentes no deserto.
Os que lançam as sementes entre lágrimas
ceifarão com alegria.

Chorando de tristeza sairão,
espalhando suas sementes;
cantando de alegria voltarão,
carregando os seus feixes!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu vos designei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16).


Evangelho (Mateus 20,20-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 20 20aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.
21Perguntou-lhe ele: "Que queres?" Ela respondeu: "Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda".
22Jesus disse: "Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber?" "Sim", disseram-lhe.
23"De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou".
24Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos.
25Jesus, porém, os chamou e lhes disse: "Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade.
26Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.
27E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo.
28Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Purificai-nos, ó Deus, pela participação na paixão do vosso filho, para que, na festa de são Tiago, o primeiro dos apóstolos a beber o cálice do Senhor, ofereçamos um sacrifício que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus (Mt 20,22s).

Depois da Comunhão
Ajudai-nos, Senhor nosso Deus, pela intercessão do apóstolo São Tiago, em cuja festa recebemos com alegria os vossos dons sagrados. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO TIAGO MAIOR)

Tiago nasceu doze anos antes de Cristo, viveu mais anos do que ele e passou para a eternidade junto a seu Mestre. Tiago, o Maior, nasceu na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as Sagradas Escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista, os "Filhos do Trovão", como os chamara Jesus. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu, conhecido como "menor". Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais na vida do Redentor. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na sua agonia no horto das Oliveiras. Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isso declarado seu padroeiro. Mais tarde, voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas, até mesmo dois mágicos que causavam confusão entre o povo com suas artes diabólicas. Até que um dia lhe prepararam uma cilada, fazendo explodir um motim como se fosse ele o culpado. Assim, foi preso e acusado de causar sublevação entre o povo. A pena para esse crime era a morte. O juiz foi o cruel rei Herodes Antipas, um terrível e incansável perseguidor dos cristãos. Ele lhe impôs logo a pena máxima, ordenando que fosse flagelado e depois decapitado. A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, tornou-se o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo. No século VIII, quando a Palestina caiu em poder dos muçulmanos, um grupo de espanhóis trouxe o esquife onde repousavam os restos de são Tiago, o Maior, à cidade espanhola de Iria. Segundo uma antiga tradição da cidade, no século IX o bispo de lá teria visto uma grande estrela iluminando um campo, onde foi encontrado o túmulo contendo o esquife do apóstolo padroeiro. E a Espanha, que nesta ocasião lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos, conseguiu vencê-los e expulsá-los com a sua ajuda invisível. Mais tarde, naquele local, o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a são Tiago, o Maior, com isso a cidade de Iria passou a chamar-se Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o santuário de Santiago de Compostela é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto a pé. Essa rota, conhecida como "caminho de Santiago de Compostela", foi feita também pelo papa João Paulo II em 1989. Acompanhado por milhares de jovens do mundo inteiro, foi venerar as relíquias do apóstolo são Tiago, o Maior, depositadas na magnífica catedral das seis naves, concluída em 1122.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Não seja assim entre vós...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Um dia alguém me fez uma observação interessante, se hoje é Festa de São Tiago Apóstolo, porque um evangelho que depõe contra ele? Pois fala que a Mãe foi pedir a Jesus para que seus filhos, entre eles o nosso apóstolo Tiago, ocupassem os lugares principais junto a Jesus, na inauguração do seu Reino. Ainda que Mateus amenizasse, ao dizer que foi a Mãe que pediu, mas outro evangelista afirma que foram eles mesmos. De fato, se a gente olhar por esse ângulo assim nos parece, porém, há aqui algo muito belo, o evangelho não esconde a realidade, não dissimula a fraqueza e oi pecado dos discípulos, mas nos mostra como eles foram se abrindo á graça de Deus, a mente e o coração, e mesmo não sendo super-homens buscaram a Deus e dele receberam o Dom da Santidade.

Também nós não somos super-homens e supermulheres, membros de uma comunidade perfeita e Santa, mas mesmo em nossas misérias e pecados, Deus não deixa de agir em nossa Igreja, nas pequenas ou nas grandes comunidades, nas Basílicas, Catedrais ou nas singelas capelas, a sua Graça vai n os moldando, nos refazendo como fez com o grupo doze.

Vejam que essa atitude dos dois irmãos provocou uma crise no grupo, pois os demais se revoltaram, porque também possivelmente pretendessem algum cargo importante. O Reino anunciado por Jesus não segue ou depende de esquemas humanos... Pois nos esquemas humanos sempre selecionamos os melhores, os mais inteligentes, comportados, capacitados, piedosos.

E se Tiago e seu irmão, Filhos de Zebedeu, que pensavam e agiam tão diferente dos ensinamentos de Jesus, conseguiram chegar na santidade servindo o Reino e dando por ele suas vidas, nós também, comunidades deste terceiro milênio, com todas as nossas imperfeições, dificuldades, não desanimemos pois Deus não para de agir e levará a bom termo a sua obra através da sua Igreja.

Somos todos convidados a nos unir a paixão do Senhor, dando o nosso testemunho cristão nos dias de hoje, não, porém para buscarmos uma recompensa, mas apenas para sermos fiéis á missão que ele nos confiou, tal qual Jesus foi Fiel ao Pai...

São Tiago rogai e intercedei por todos nós e nossas comunidades

2. Servir e dar a vida
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Celebramos hoje a festa de São Tiago Maior, filho de Zebedeu, irmão de São João. Nas listas dos apóstolos está sempre entre os três primeiros e participa com eles dos momentos especiais da vida do Senhor, como a cura da sogra de Pedro, a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração no Tabor, a oração da agonia no Getsêmani. Evangelizou o norte da Espanha, segundo a tradição, e voltou para Israel onde foi decapitado por ordem do rei Herodes Agripa I no ano 42. Seus restos mortais, levados para a Espanha no século oitavo, foram encontrados muito tempo depois num campo que um bispo viu iluminado por uma estrela. O rei Afonso II mandou construir ali uma igreja com um mosteiro e o lugar passou a ser chamado de São Tiago do Campo da Estrela ou Compostela.

3. O EXEMPLO DO FILHO DO HOMEM
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.
Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.

No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo.
Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina "Filho do Homem". Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

Oração
Pai, transforma-me em servidor de meus semelhantes, fazendo-me sempre pronto a doar minha vida para que o teu amor chegue até eles.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Sexta-Feira — 26.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA ANA E SÃO JOAQUIM (PAIS DE NOSSA SENHORA)

Segundo antiquíssima tradição da Igreja, hoje comemoramos a festa de São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria Santíssima e avós de Jesu. O casal já estava com idade avançada e ainda não tinha filhos e a esterilidade causava sofrimento e vergonha, pois para o judeu não ter filhos era sinal da maldição divina.

Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram muito até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou.

Do amor e da fé do casal nasceu Maria, que iria gerar o Filho de Deus. A santidade de Maria atesta para nós a santidade de seus pais, pois pelos frutos conhecemos as árvores. Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe do Filho de Deus.

Maria recebeu no lar formado por seus pais todo o tesouro das tradições da Casa de Davi que passavam de uma geração para outra; foi no lar que aprendeu a dirigir-se a Deus com imensa piedade; foi no lar que conheceu as profecias relativas à chegada do Messias.

São Joaquim e Santa Ana, pais Maria, foram, no seu tempo e nas circunstâncias históricas concretas, um elo precioso do projeto da salvação da humanidade.

REFLEXÃO
O Papa João Paulo II ensina que São Joaquim e Santa Ana são “uma fonte constante de inspiração na vida cotidiana, na vida familiar e social”. E exorta: “Transmiti mutuamente de geração em geração, junto com a oração, todo o patrimônio da vida cristã”. Que hoje possamos pensar na nossa família, rezar por ela e pedir a Deus que nos ajude a manter unidos todos nossos familiares.

ORAÇÃO
Senhora Sant'Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebeste São Joaquim por Esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia, após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar a casa do Pai. Por Cristo osso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SANTOS JOAQUIM E ANA PAIS DE MARIA
( Branco, Prefácio Comum ou dos Santos - Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Festejamos santa Ana e são Joaquim, pais da virgem Maria: Deus lhes concedeu a bênção prometida a todos os povos.

Oração do dia
Senhor, Deus de nossos pais, que concedestes a são Joaquim e santa Ana a graça de darem a vida à mãe do vosso Filho, Jesus, fazei que, pela intercessão de ambos, alcancemos a salvação prometida a vosso povo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Eclesiástico 44,1.10-15)
Leitura do livro do Eclesiástico.

44 1Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem.
10Os primeiros, porém, foram homens de misericórdia; nunca foram esquecidas as obras de sua caridade.
11Na sua posteridade permanecem os seus bens.
12Os filhos de seus filhos são uma santa linhagem, e seus descendentes mantêm-se fiéis às alianças.
13Por causa deles seus filhos permanecem para sempre, e sua posteridade, assim como sua glória, não terá fim.
14Seus corpos foram sepultados em paz, seu nome vive de século em século.
15Proclamem os povos sua sabedoria, e cante a assembléia os seus louvores!
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 131/132

O Senhor vai dar-lhe o trono
de seu pai, o rei Davi.

O Senhor fez a Davi um juramento,
uma promessa que jamais renegará:
"Um herdeiro que é fruto do teu ventre
colocarei sobre o trono em teu lugar!"

Pois o Senhor quis para si Jerusalém
e a desejou para que fosse sua morada:
"Eis o lugar do meu repouso para sempre,
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!"

"De Davi farei brotar um forte herdeiro,
acenderei ao meu ungido uma lâmpada.
Cobrirei de confusão seus inimigos,
mas sobre ele brilhará minha coroa!"

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Esperavam estes pais a redenção de Israel, e o Espírito do Senhor estava sobre eles (Lc 2,25).


Evangelho (Mateus 13,16-17)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

13 16Disse Jesus aos seus discípulos: “Quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem!
17Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Aceitai, ó Deus, as oferendas da nossa devoção e fazei-nos dignos de participar da bênção que prometestes a Abraão e sua descendência. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador (Sl 23,5).

Depois da Comunhão
Ó Deus, quisestes que vosso Filho nascesse de uma família humana, para que, por desígnio admirável, recebêssemos de vós nova vida; santificai, pelo espírito de adoção, os que alimentastes com o pão dos filhos. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA ANA E SÃO JOAQUIM)

Ana e seu marido Joaquim já estavam com idade avançada e ainda não tinham filhos. O que, para os judeus de sua época, era quase um desgosto e uma vergonha também. Os motivos são óbvios, pois os judeus esperavam a chegada do messias, como previam as sagradas profecias. Assim, toda esposa judia esperava que dela nascesse o Salvador e, para tanto, ela tinha de dispor das condições para servir de veículo aos desígnios de Deus, se assim ele o desejasse. Por isso a esterilidade causava sofrimento e vergonha e é nessa situação constrangedora que vamos encontrar o casal. Mas Ana e Joaquim não desistiram. Rezaram por muito e muito tempo até que, quando já estavam quase perdendo a esperança, Ana engravidou. Não se sabe muito sobre a vida deles, pois passaram a ser citados a partir do século II, mas pelos escritos apócrifos, que não são citados na Bíblia, porque se entende que não foram inspirados por Deus. E eles apenas revelam o nome dos pais da Virgem Maria, que seria a Mãe do Messias. No Evangelho, Jesus disse: "Dos frutos conhecereis a planta". Assim, não foram precisos outros elementos para descrever-lhes a santidade, senão pelo exemplo de santidade da filha Maria. Afinal, Deus não escolheria filhos sem princípios ou dignidade para fazer deles o instrumento de sua ação. Maria, ao nascer no dia 8 de setembro de um ano desconhecido, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida para, no futuro, ser a Mãe do Filho de Deus. A princípio, apenas santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1584, também são Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1913 a Igreja determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Capacidade de entender a Palavra
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quando conversamos com alguém sobre algum assunto muito importante, mas notamos que o ouvinte está “longe” da conversa, distraído, olhando para os lados, preocupado com outras coisas, lógico que não sentimos vontade de continuar, e assim logo  encerramos o assunto ou  transformamos a  conversa em uma futilidade, que não requer tanta atenção do outro.

Na celebração de casamentos ás vezes enquanto o Padre ou o Diácono capricha na homilia, os noivos estão dando risinhos entre si, ou olhando para a cara de algum padrinho engraçado, ou olhando a daminha ou o noivinho, ou o que é ainda pior, fazendo pose para uma foto. Como diz o caboclo, “dá uma réiva”, e daí a gente logo conclui e perde a vontade de continuar com a reflexão, pois os principais interessados, que são os próprios celebrantes, estão distraídos, a palavra é apenas um ruído, um barulho que não passa dos ouvidos.

Para fazer esse desabafo no evangelho de hoje, Jesus deve ter passado essa experiência inúmeras vezes diante da multidão, ele ali falando com entusiasmo do Reino Novo, falando e revelando o Pai, e o povaréu nem aí com o “peixe”, parece que só se ligavam quando Jesus fazia algum milagre, daí a coisa fervia, pois milagre não exige compromisso da parte de quem o recebe.

Temos em nossas vidas pessoas com quem conversamos todo dia, mas algumas nos são especiais, e com essas a conversa passa do mero formalismo para um colóquio, algo mais profundo. As multidões sempre seguiram Jesus, no meio delas havia pessoas que viam em Jesus alguém especial, interessava-se em ouvi-lo, prestando toda atenção, porque suas palavras traziam esperança, fortalecimento, coragem e conforto, e com isso trazia também a vontade de pensar diferente e construir um mundo novo. Não era apenas uma mensagem bonita que deleitava os ouvidos, mas era algo que entrava dentro do coração, no centro da vida, provocando mudanças...

Mas havia também os “avoados”, os interessados em buscar em Jesus alguma vantagem, esses até o aplaudiam e o admiravam, mas não estavam interessados em mudanças radicais de vida, ouviam as pregações, entravam por um ouvido e saia pelo outro. Jesus era só mais um pregador entre outros, muito bom, falando com sabedoria, mas era só mais um. Assim é que o homem da pós-modernidade vê o cristianismo, como mais uma religião entre centenas de milagres, como uma Filosofia de Vida, entre tantas outras, muito boa, sólida, consistente, tradicional, mas é só mais uma...

Os Discípulos foram escolhidos do meio da multidão, o Senhor viu neles, muito mais do que ouvidos atentos, mas corações abertos, sedentos de esperança e uma total disponibilidade para segui-lo. Nãosão homens especiais e superdotados de algum poder sobrenatural, mas para eles Jesus não é apenas mais um, é o Único e absoluto. Com eles Jesus inicia o Novo Povo de Deus, os homens e mulheres da Nova Aliança, haverá entre Jesus e eles um forte elo como havia no Código da Aliança entre Deus e Israel “Eu serei o Vosso Deus e Vós sereis meu Povo” em uma relação única e particular.

Por isso Jesus os trata de modo especial e os introduz pedagogicamente ao conhecimento sobre os mistérios do Reino dos Céus, que não é revelado a multidão. Hoje esses discípulos estão nas nossas comunidades cristãs, são todos os batizados que se abriram á Graça de Deus, que foram capazes de se encantarem com Jesus e seu evangelho, e se colocam sempre disponíveis para construir esse Reino que é Eterno. Jesus não fala mais em parábolas, ele é o Logus do Pai, a sua Palavra encarnada no meio de nós, ele se entrega totalmente na Eucaristia em cada celebração.

Ai de nós se o ouvirmos de má vontade, sem nenhuma disposição interior para o segui-lo, ai de nós se não o acolhermos com o coração aberto... Melhor seria nem ser batizado e não ter se apossado do nome de Cristão.

2. Muitos desejaram ver o que estais vendo
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

São Joaquim e Sant’Ana são os pais de Nossa Senhora e os avós maternos de Jesus. Seus olhos viram e seus ouvidos ouviram o que muitos profetas desejaram ver. Viram a redenção de Israel e ouviram o sim de sua filha em resposta ao chamado de Deus. O que sabemos deles está escrito no livro apócrifo do século I, o Protoevangelho de Tiago. Nele se lê que Ana e Joaquim estavam muito bem de vida, mas não tinham filhos. Por causa disso, Joaquim chegou a ser impedido de apresentar sua oferta no Templo. Era o único entre os seus nessa situação. Lembrado do nascimento milagroso de Isaac, retirou-se para o deserto, onde ficou em penitência e oração quarenta dias e quarenta noites. Ana chorava e rezava. Um anjo revelou a eles que suas preces tinham sido atendidas, e Ana deu à luz uma menina a quem chamou de Maria. Era o dia 8 de setembro, segundo o calendário atual. Tinham uma casa em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se encontra a Basílica de Sant’Ana. São padroeiros dos avós e ajudam os casais que desejam ter filhos. A esperança dos homens de bem não se acaba. Sua herança passa de filhos a netos. Graças a eles, filhos e netos continuam fiéis à Aliança. Dizia o Papa Francisco que um povo que não respeita os avós está sem memória e também sem futuro. Eles nos trazem a história e têm força dentro de si para nos dar uma herança nobre. E lembremo-nos de que também seremos idosos. O lugar do nascimento de Maria foi confiado à comunidade cristã russa, que o conserva.

3. POR QUE FALAR EM PARÁBOLAS?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Jesus teve motivos para escolher o método parabólico como meio de comunicar os mistérios do Reino. As parábolas exigiam, por parte dos ouvintes, uma grande capacidade de entrar em comunhão com Jesus, para poder captar-lhe a mensagem. Caso contrário, não se ia muito além da materialidade das palavras. E a parábola não passava de uma historinha meio sem graça, por falar de coisas evidentes. A mensagem das parábolas estava escondida atrás das palavras e só era captada por quem fosse capaz de buscar seu sentido oculto.

Por outro lado, a linguagem das parábolas era simples, mas exigia interpretação por parte dos ouvintes.
As parábolas escondiam uma mina inesgotável de ensinamentos. Cada pessoa que as escutava podia descobrir uma mensagem particular e, com isso, iluminar a própria experiência de consagração ao Reino.
Sendo assim, ao mesmo tempo em que a mensagem das parábolas era compreendida por uns, permanecia incompreensível para outros. A uns era dado compreender os mistérios do Reino, a outros não. Seria isto um preconceito de Jesus em relação a algumas pessoas? Não! A compreensão dos mistérios do Reino não é dada a quem, de antemão, se fecha para Jesus. Seria perda de tempo querer comunicar-lhes o que não querem receber. Feliz é quem abre olhos e ouvidos para acolher Jesus!

Oração
Senhor Jesus, faze-me conhecer os mistérios do Reino, para que eu possa trilhar, com segurança, os caminhos do Reino.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 27.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO CELESTINO I

O Papa Celestino I eleito em 10 de setembro de 422 nasceu no sul da Itália. É considerado um governante de atitude, mas seu mandato durou apenas uma década.

Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros. O Papa Celestinho I participou ativamente restaurando numerosas Basílicas, entre elas a de Santa Maria em Trastévere, a primeira dedicada à Nossa Senhora.

Respondia pessoalmente as cartas que recebia e seus conselhos formaram um primeiro esboço do que seria o futuro direito canônico. Também foi vigoroso o intercâmbio de correspondência que manteve com seu amigo e contemporâneo, Santo Agostinho.

Foi ele o primeiro a determinar que os Bispos não deveriam nunca negar a absolvição a alguém que estivesse morrendo. Combateu as heresias, ajudou a esclarecer dúvidas doutrinais e combateu os abusos que se instalavam nas sedes episcopais.

Sob sua direção foi realizado o Concílio de Éfeso. Nele confirmou-se o dogma de Maria como "Mãe de Deus". Com isso, o bispo Nestório, que pregava Maria somente como mãe do homem Jesus, foi considerado herege.

Celestino I morreu em 432, depois de uma frutífera vida em favor do Cristo.

REFLEXÃO
Ser responsável por um trabalho é sempre algo exigente. Um bom cristão sabe usar do poder que lhe é conferido para trabalhar em função das pessoas. O serviço deve ser a palavra de ordem para quem tem Jesus Cristo como guia de sua vida. Aprendamos de São Celestino I, que sendo papa, soube tratar com igualdade o povo de Deus e trabalhar para o crescimento da Igreja.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Celestino I governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVI SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Oração do dia
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 24,3-8)
Leitura do livro do Êxodo.

24 3Moisés veio referir ao povo todas as palavras do Senhor, e todas as suas leis; e o povo inteiro respondeu a uma voz: "Faremos tudo o que o Senhor disse."
4E Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, de manhã, edificou um altar ao pé da montanha e levantou doze estelas para as doze tribos de Israel.
5Enviou jovens dentre os israelitas, os quais ofereceram holocaustos e sacrifícios ao Senhor e imolaram touros em sacrifícios pacíficos.
6Moisés tomou a metade do sangue para metê-lo em bacias, e derramou a outra metade sobre o altar.
7Tomou o livro da aliança e o leu ao povo, que respondeu: "Faremos tudo o que o Senhor disse e seremos obedientes."
8Moisés tomou o sangue para aspergir com ele o povo: "Eis, disse ele, o sangue da aliança que o Senhor fez convosco, conforme tudo o que foi dito."
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 49/50

Imola Deus um sacrifício de louvor.

Falou o Senhor Deus, chamou a terra,
do sol nascente ao sol poente a convocou.
De Sião, beleza plena, Deus refulge.

"Reuni à minha frente os meus eleitos,
que selaram a aliança em sacrifícios!"
Testemunha o próprio céu seu julgamento,
porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

"Imola a Deus um sacrifício de louvor
e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.
Invoca-me no dia da angústia,
e então te livrarei e hás de louvar-me".

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acolhei docilmente a palavra semeada em vós, meus irmãos; ela pode salvar vossas vidas! (Tg 1,21)


Evangelho (Mateus 13,24-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 13 24Jesus propôs-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo.
25Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu.
26O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
27Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: 'Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?
28Disse-lhes ele: 'Foi um inimigo que fez isto!' Replicaram-lhe: 'Queres que vamos e o arranquemos?´
29'Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo.
30Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro'".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Quem é e onde está o Joio?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Diante desta parábola, nossa primeira reação é dar uma boa olhada em redor de nós, na comunidade e na família, para ver quem é Joio que vai ser queimado, e quem é o Trigo bom que vai ser recolhido definitivamente nos celeiros da Casa do Pai. Mas em um primeiro momento é bom termos consciência de que esse Joio e esse Trigo estão primeiramente em nossa vida, bem dentro do nosso coração, pois trigo e joio são duas possibilidades de se viver, e quem decide somos nós, através do discernimento que o Espírito nos deu e assim será em todo o tempo da nossa vida terrena, todo dia teremos de fazer essa escolha, se vamos cultivar o trigo ou o joio...

Já sabemos em Jesus Cristo que um dia só irá sobrar o trigo bom, o Bem Supremo do Reino em plenitude, pois as Forças do Mal serão todas destruídas e sabendo disso, temos de usar bem esse discernimento para não deixar que o joio do mal se transforme em um matagal e sufoque o trigo em nosso coração. Lembrando que, o cultivo do trigo requer de todos nós empenho e esforço, já que o joio, ou a tiririca, cresce em qualquer lugar, sem que seja preciso nenhum cuidado, basta um descuido e lá está o matinho que não serve para nada senão para ser queimado.

Então primeiro a parábola nos força a olharmos para nós mesmos, somente depois para a Vida dos nossos irmãos na família, na comunidade, na pastoral, no grupo ou na equipe, onde nossos olhos bem atentos conseguem ver longe e já sabe quem é joio e quem é trigo. E o primeiro impulso é aquele demonstrado pelos servidores do pai de Família “Senhor, quereis que arranquemos o joio?”.

Criança que na catequese não aprende nada, é melhor afastá-la, antes que contamine as outras, na escola é a mesma coisa, na comunidade também, nos grupos pastorais e equipes de serviço, quem de nós vai atrás do irmão que é Joio? Quase ninguém, pois pensamos que é melhor não gastar vela com mal defunto. Sonhamos e queremos uma comunidade feita só do Trigo bom e para isso é preciso arrancar sem piedade o Joio que infestam nossas comunidades, pastorais e movimentos.

É aí que aparece aquilo que Deus tem de mais grandioso e maravilhoso: sua infinita misericórdia e paciência com o Ser humano! Deus jamais arranca o Joio, pois sempre cultiva a esperança de que o joio se transforme em trigo bom e assim, acredita no homem até o derradeiro instante de sua vida, e realmente a sua graça tem o poder de penetrar no mais íntimo do ser humano para transformá-lo de Joio em trigo. De Deus esperamos a misericórdia sempre que escolhemos mal e deixamos o joio crescer em nosso coração, e a sua misericórdia não nos falta, então tudo o que temos a fazer é retribuir a Deus, olhando com a sua misericórdia todo Joio que encontrarmos nesta vida. Não o arranquemos nem o cultivemos, mas confiemos que trigo bom da Graça de Deus o transforme... Nisso consiste a Salvação que Jesus nos trouxe...

2. Não semeaste boa semente no teu campo?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O joio é muito parecido com o trigo. Sua farinha, misturada com a boa farinha de trigo, causa mal-estar estomacal e provoca enjoo. A parábola fala de uma terra boa, de boa semente, tudo bom para uma boa colheita, mas com um resultado surpreendente. Ao se formarem as espigas, o joio apareceu com o trigo. O que aconteceu? De onde vem o joio? Foi um inimigo, responde o proprietário. E o que fazer? Primeiro, rever o que fizemos e o que não fizemos. Peca-se por ação e por omissão. O inimigo semeou o joio enquanto todos dormiam. Dormimos e as coisas acontecem. Dormimos e o mal se espalha. Empenho e vigilância se fazem necessários, sobretudo quando a sementeira é recente. E agora, já que está, deixa ficar. Que cresçam juntos e na colheita se separem. Enquanto não chega a colheita, que é o fim dos tempos, temos que aprender a viver com o diferente, no amor, mas também na atenção redobrada. Alguém pode semear joio em nosso trigal.

3. AS DUAS SEMENTES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Os discípulos do Reino, enviados em missão, não podem se iludir, pensando que são os únicos a semear a Palavra de Deus no coração das pessoas. Esta encontra sérios concorrentes, com os quais eles não podem compactuar, pois suas propostas não se encaixam. Não existe acordo possível!

A boa e a má semente são semeadas num mesmo terreno. Ao brotarem e crescerem, aparentemente se assemelham. É preciso ter paciência e suportar a convivência de ambas. Virá o tempo em que a diferença entre elas será patente. Então, a separação poderá ser feita.

A revelação deste aspecto do Reino tinha aplicação prática para os discípulos do Reino. Havia, entre eles, uma insatisfação pelo fato de a comunidade ser formada por gente de boa vontade, desejosa de ser fiel ao Reino anunciado por Jesus, e por quem não se deixava transformar por esse Reino.

Instintivamente, vinha-lhes o desejo de expulsar da comunidade esta segunda classe de gente. Parecia-lhes ser o joio em meio ao trigo semeado por Jesus. A parábola mostra que, ao fazer a separação, poderiam se enganar. Muitos que pareciam ser joio, no fundo, eram trigo e vice-versa. Competia a Jesus, na condição de juiz da humanidade, determinar quem era quem. O julgamento humano podia ser falho.

Oração
Senhor Jesus, faze-me paciente para conviver com o joio que existe em mim e na comunidade, sem querer arvorar-me em juiz dos meus irmãos.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 28.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
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NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SANTO INOCÊNCIO I

Inocêncio primeiro era italiano. Ele foi eleito no ano 401, governou a Igreja por dezesseis anos, num período dos mais difíceis para o Cristianismo.

Um dos maiores traumas de seu pontificado foi a invasão e o saque de Roma, cometidos pelos bárbaros godos. O papa tentou mediar a negociação entre o imperador Honório e o invasor bárbaro Alarico, mas não conseguiu e o saque teve início. Foram três dias de roubo, devastação e destruição. Os bárbaros respeitaram apenas as igrejas, por causa dos anos de contato e mediação com o Papa Inocêncio I.

Inocêncio conseguiu manter a disciplina da igreja e tomou decisões litúrgicas que perduram até hoje. Escreveu inúmeras cartas pastorais e canônicas, que são estudadas até hoje. Também foi ele que estabeleceu a uniformidade que as várias Igrejas devem ter com a doutrina apostólica romana. Sua influência política obteve do imperador Honório a proibição das lutas de gladiadores.

O Papa Inocêncio I morreu no dia 28 de julho de 417, sendo sepultado no cemitério de Ponciano em Roma.

REFLEXÃO
Hoje celebramos outro Papa que alcançou a glória da santidade. Sua vida foi uma constante luta pela paz e pela pregação da Palavra de Deus. Suas ações na Igreja e no mundo político sempre tiveram como objetivo a luta pela dignidade humana. Que a vida de Santo Inocêncio inspire-nos ações de respeito e solidariedade com as pessoas.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que Santo Inocêncio I governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


28.07.2019
17º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Senhor, ensina-nos a rezar" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebrando a Eucaristia descobrimos a face de Deus, que sempre se mostra favorável quando o invocamos. A oração alimenta a fé e o testemunho evangelizador, sobretudo quando se vive dentro de um contexto social corrompido pela maldade. Celebremos o Mistério Pascal de Jesus, rezando para sermos livres do mal e para que a bondade divina habite em nós.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui nos encontramos para celebrar o Mistério da Morte e Ressurreição do Senhor. Por esta Eucaristia, o Senhor, Esposo da Igreja, renova sua aliança de amor conosco e nós com Ele. Viemos para dialogar com Ele, ouvir sua Palavra e responde-la; viemos comungar seu Corpo e Sangue e assim entrar em comunhão mais profunda com Ele.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Em sua definição mais universal e partilhada por todas as religiões, a oração é um diálogo com Deus. Mas, pôr-se em diálogo com Deus pode ser um desafio para o homem. Na oração, o homem pode desfigurar-se a sí mesmo e a Deus. Pode reduzir Deus a um bem de consumo, a uma solução fácil para suas próprias insuficiências e preguiça. E pode reduzir-se a sí mesmo a um ser que lança sobre outro suas próprias responsabilidades.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/28-de-julho-de-2019---17-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/43_-_17o_domingo_do_tempo_comum_-_v05.pdf


Antífona de Entrada
Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36)

Oração do dia
Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Abraão é exemplo de quem reza com insistência a Deus em favor do povo e Jesus nos ensina a rezar diariamente, chamando Deus de Pai. O Senhor quer dialogar conosco. Fiquemos atentos ao que Ele nos dirá e esforcemo-nos por responder a esta palavra com a nossa vida.

Primeira Leitura (Gênesis 18,20-32)
Leitura do livro do Gênesis.

18 20O Senhor ajuntou: "É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande.
21Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei."
22Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor.
23Abraão aproximou-se e disse: "Fareis o justo perecer com o ímpio?
24Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela se poderiam encontrar?
25Não, vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o juiz de toda a terra a justiça?"
26O Senhor disse: "Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles."
27Abraão continuou: "Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza.
28Se porventura faltarem cinco aos cinqüenta justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cincos?" "Não a destruirei, respondeu o Senhor, se nela eu encontrar quarenta e cinco justos."
29Abraão insistiu ainda e disse: "Talvez só haja aí quarenta." "Não destruirei a cidade por causa desses quarenta."
30Abraão disse de novo: "Rogo-vos, Senhor, que não vos irriteis se eu insisto ainda! Talvez só se encontrem trinta!" "Se eu encontrar trinta, disse o Senhor, não o farei."
31Abraão continuou: "Desculpai, se ouso ainda falar ao Senhor: pode ser que só se encontre vinte." "Em atenção aos vinte, não a destruirei."
32Abraão replicou: "Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?" E Deus respondeu: "Não a destruirei por causa desses dez."
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 137/138

Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres
e de longe reconhece os orgulhosos.
Se no meio da desgraça eu caminhar,
vós me fazeis tornar à vida novamente;
quando os meus perseguidores me atacarem
e com ira investirem contra mim,
estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.

Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos!

Segunda Leitura (Colossenses 2,12-14)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

2 12Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
13Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados,
14cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Recebestes o Espírito de adoção; é por ele que clamamos: Aba, Pai! (Rm 8,15)


Evangelho (Lucas 11,1-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

11 1Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos".
2Disse-lhes ele, então: "Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;
3dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento;
4perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação".
5Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: "Amigo, empresta-me três pães,
6pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer;
7e se ele responder lá de dentro: 'Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães';
8eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar.
9E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
10Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá.
11Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente?
12Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião?
13Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2)

Depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“ENSINA-NOS A REZAR...”

“... O Evangelho deste domingo tem início com o episódio no qual Jesus reza sozinho, separadamente; quando acaba, os discípulos pedem-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar” (v. 1); e Ele responde: “Quando orardes, dizei: “Pai...” (v. 2). Esta palavra é o segredo da oração de Jesus, é a chave que Ele mesmo nos oferece a fim de podermos entrar também nós na relação de diálogo confidencial com o Pai que acompanhou e amparou toda a sua vida.

Ao apelativo “Pai” Jesus associa duas solicitações: “santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino” (v. 2). Portanto a oração de Jesus — a oração cristã — é antes de tudo dar lugar a Deus, deixando que ele manifeste a sua santidade em nós, fazendo com que se aproxime o seu reino, a partir da possibilidade de exercer o seu senhorio de amor na nossa vida.

Outros três pedidos completam esta oração que Jesus ensina, o Pai-Nosso. Três solicitações que exprimem as nossas necessidades fundamentais: o pão, o perdão e a ajuda contra as tentações (cf. vv. 3-4). Não podemos viver sem pão, sem perdão, sem a ajuda de Deus contra as tentações. O pão que Jesus nos ensina a pedir é o necessário, não o supérfluo; o pão dos peregrinos, o justo, um pão que não se acumula nem se desperdiça, que não pesa durante a nossa marcha.

O perdão, antes de tudo, é aquele que nós mesmos recebemos de Deus: só a consciência de sermos pecadores perdoados pela infinita misericórdia divina pode tornar-nos capazes de realizar gestos concretos de reconciliação fraterna. Se uma pessoa não se sente pecadora perdoada, nunca poderá fazer um gesto de perdão nem de reconciliação. Começa- -se pelo coração, onde nos sentimos pecadores perdoados. O último pedido, “não nos deixeis cair em tentação”, exprime a consciência da nossa condição, sempre exposta às insídias do mal e da corrupção.

O ensinamento de Jesus sobre a oração prossegue com duas parábolas, com as quais Ele cita a atitude de um amigo em relação a outro amigo e a de um pai em relação ao seu filho (cf. vv. 5-12). Ambas pretendem ensinar-nos a ter plena confiança em Deus, que é Pai. Ele conhece melhor do que nós as nossas necessidades, mas quer que as apresentemos com audácia e com insistência, porque este é o nosso modo de participar na sua obra de salvação...”

José Antônio Pagola

A ORAÇÃO DO SENHOR

A expressão tradicional «oração dominical» (isto é, «oração do Senhor») significa que a prece dirigida ao nosso Pai nos foi ensinada e legada pelo Senhor Jesus. Tal oração, que nos vem de Jesus, é verdadeiramente única: é «do Senhor». Efetivamente, por um lado, nas palavras desta oração o Filho Único dá-nos as palavras que o Pai Lhe deu: Ele é o mestre da nossa oração. Por outro lado, sendo o Verbo encarnado, Ele conhece no seu coração de homem as necessidades dos seus irmãos e irmãs humanos e essas necessidades nos são reveladas: Ele é o modelo da nossa oração.

Mas Jesus não nos deixa uma fórmula para ser repetida maquinalmente. Como em toda a oração vocal, é pela Palavra de Deus que o Espírito Santo ensina os filhos de Deus a orar ao seu Pai. Jesus dá-nos, não somente as palavras da nossa oração filial, mas também, ao mesmo tempo, o Espírito pelo qual elas se tornam em nós «espírito e vida» (Jo 6, 63).

Mais ainda: a prova e a possibilidade da nossa oração filial é que o Pai «enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: "Abbá! ó Pai!"» (Gl 4, 6). Uma vez que a nossa oração traduz os nossos desejos diante do Pai, é ainda «Aquele que sonda os corações», o Pai, que «conhece o desejo do Espírito, porque é de acordo com Deus que o Espírito intercede pelos santos» (Rm 8, 27).

A oração ao nosso Pai insere-se na missão misteriosa do Filho e do Espírito.

Catecismo da Igreja Católica, nn. 2765 - 2766

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 29.07 a 04.08.2019:
2ª Br - 1Jo 4,7-16, Sl 33(34), Jo 11,19-27 ou Lc 10,38-42
3ª Vd - Ex 33,7-11, 34,5b-9.28, Sl 102(103), Mt 13,36-43
4ª Br - Ex 34,29-35, Sl 98(99), Mt 13,44-46
5ª Br - Ex 40,16-21.34-38, Sl 83(84), Mt 13,47-53
6ª Vd - Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37, Sl 80(81), Mt 13,54-5
Sb Vd - Lv 25,1.8-17, Sl 66(67), Mt 14,1-12
Dom Vd -18º DTC- Ec 1,2; 2,21-23, Sl 89(90), Cl 3,1-5.9-11, Lc 12,13-21


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Oração do Senhor...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A qualidade da nossa oração depende muito da visão e do conceito que temos de Deus e nesse sentido, o “Pai Nosso” introduz algo novo na oração: Deus, cujo nome até então era até proibido de se pronunciar, é agora chamado de PAI porque Jesus tornou possível essa intimidade entre o Homem e Deus ao nos dar o seu espírito que em nós clama ao PAI. A oração ensinada pelo próprio Cristo não evoca a imagem de um Deus distante, ao contrário, esse céu, lugar da morada de Deus, desceu até os homens em Jesus Cristo, pois céu significa comunhão plena com Deus, que só foi possível porque o verbo Divino se fez homem.

Dessa invocação inicial emanam todas as demais e assim, o nome de Deus é santificado quando damos testemunho dessa santidade que se realiza e acontece somente na perfeição do amor, Deus não precisa de nenhum elogio, aplauso ou louvor, mas ele é glorificado precisamente no testemunho autêntico do evangelho de Cristo, e que consiste em ser solidário com quem sofre ter compaixão dos pobres, perdoar quem nos ofende, ser paciente com todos, essas são algumas formas de se santificar e glorificar o santo nome de Deus. Certamente fazemos isso de maneira ritualista em nossas liturgias, mas é preciso que esse louvor não fique só em nossos lábios, mas esteja em nosso coração, que desta forma, batendo no mesmo ritmo do coração misericordioso de Cristo, esteja realmente perto de Deus.

O reino de Deus precisa ser construído, ele não cai do céu, e essa construção requer em nosso dia a dia, muita paciência, mansidão e perseverança, portanto, desejar que esse Reino venha até nós, é em primeiro lugar ter total disponibilidade para acolhê-lo em nossa vida e em nosso coração. Mas há um ponto chave de toda oração, que aqui é realçado pelo Senhor “seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu”. Muitas vezes entendemos como oração poderosa, aquela que consegue convencer Deus, para que ele nos socorra e nos favoreça em tudo o que pedimos, sempre de acordo com nossas conveniências e interesses. A nossa oração fica muito pobre quando se limita a apresentar a Deus o nosso mesquinho projeto humano, pedindo para ele realiza-lo exatamente dessa forma, que nos agrade e satisfaça.

Deus para muitos não passa de um super-herói a quem se recorre quando se chega ao limite. A verdadeira oração é também uma escuta em uma abertura total á vontade Divina á nosso respeito. Neste evangelho Jesus ensina que temos que ser insistentes naquilo que pedimos que o Senhor nos dê o pão de cada dia, a vida e suas múltiplas formas e manifestações, mas que haja em nós esse desejo e disposição de buscá-la, de construí-la, e principalmente de partilhá-la, pois pão que não é partilhado deixa de ser pão. Que nunca nos falte o perdão do Pai diante das nossas ofensas, mas que o nosso coração deixe de ser tão estreito e se alargue para também saber perdoar, mesmo porque, só experimentaremos a alegria do perdão de Deus, quando o nosso perdão dado de modo incondicional e gratuito, faz aflorar um sorriso de alegria no rosto de quem antes era nosso inimigo.

Que ele nos livre das tentações, principalmente da mais terrível que é a de querermos colocá-lo ao nosso dispor, para nos servir sempre que solicitado, invertendo a ordem das coisas, porque na verdade nosso Deus já fez isso em Jesus Cristo, que se aniquilou a si mesmo e por nós se entregou, fazendo-se servidor do Pai, agora é a nossa vez de nos abaixarmos para lavar os pés, na entrega generosa no amor ao próximo.

E se formos mesmo insistentes, como nos ensina o senhor, um dia alcançaremos tudo o que pedimos, porque de tanto nos entregarmos a oração, como Jesus fazia, iremos conhecer ainda mais o nosso Deus e a sua vontade a nosso respeito.

A conclusão final a que se chega com a reflexão deste evangelho, é de que nossas orações não mudam a Deus, mas, com a perseverança e insistência, ela vai transformando o nosso coração e toda nossa vida,e assim vamos nos moldando segundo a santa vontade de Deus. Nesse dia podemos afirmar categoricamente que a nossa oração foi atendida.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Todo aquele que pede recebe
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Subindo para Jerusalém, Jesus ensina seus discípulos a serem missionários e a rezarem. Saibam, porém, que Deus não dá coisas. Deus dá o Espírito. Ele se dá a si mesmo a cada um de nós, porque nos ama de verdade. Ele ressuscitou mortos, curou doentes, acalmou tempestades, multiplicou pães e peixes, e um dia disse: “É bom para vocês que eu vá embora para que venha o Espírito Santo. Vou embora e virá o Espírito Santo que ensinará a vocês todas as coisas. Ele lhes dará seus dons para que vocês mesmos saibam resolver seus problemas, somando forças, sendo solidários e criativos”. O Espírito é Amor e o amor é criativo. Rezem, peçam o que precisarem, mas peçam: que o nome do Pai seja santificado, que seu Reino venha, que não nos falte o pão de que precisamos, que sejamos perdoados como perdoamos e que Deus não nos deixe cair em tentação. Abraão nos dá o exemplo da oração de intercessão. Ele fala e discute com Deus em favor dos habitantes de Sodoma e Gomorra. Deus vai destruir as duas cidades por causa de seus pecados. E os que não são pecadores, vão ser também destruídos? Não se pode tratar os inocentes como os culpados. Podemos, porém, tratar os culpados como os inocentes, oferecendo-lhes possibilidade de salvação. Se aceitarem o perdão de Deus e confessarem sua culpa, não continuarão fazendo o mal. Que beleza a graça de Deus e a obra de Jesus Cristo! Somos todos pecadores e tínhamos grandes dívidas para com Deus. Jesus pegou essas dívidas e as pregou na cruz, eliminando-as de uma vez por todas. A partir de agora já não devemos mais nada a ninguém, a não ser o amor. Somos livres. O que era da vida passada ficou sepultado nas águas do batismo. Somos nova criatura. Daqui para a frente será pecado o que fizermos contra o amor. Pecar contra o amor é pecar contra o Espírito Santo.

3. A MISERICÓRDIA DO PAI CELESTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O traço mais característico do Pai, transmitido nos Evangelhos, é a misericórdia. Por isso, ao ensinar os discípulos a rezar, Jesus revela-lhes o rosto misericordioso do Pai, e os exorta a contar sempre com ele. Um dado fundamental: é preciso ser perseverante, quando se trata de recorrer ao Pai. Só ele conhece o momento oportuno de atender a quem lhe pede ajuda. Contudo, ninguém perde por esperar.

A argumentação de Jesus funda-se na insuperável misericórdia divina. Se nenhum pai humano, por pior que seja, responderia à súplica de um filho, dando-lhe algo nocivo, quanto mais o Pai celeste. Sua bondade infinita responde generosamente a quem lhe suplica. E ninguém fica decepcionado, pois é garantida a sua intervenção em favor de seus filhos.

A oração do Pai-Nosso é o resumo de tudo de que há de bom e que o discípulo pode desejar obter do Pai. Para rezá-lo, o orante deverá despojar-se de suas ambições pessoais e sintonizar-se com a misericórdia divina. Por isso, seu desejo é ver santificado o nome do Pai celeste, e concretizado seu Reino, na história humana. Seus anseios abrem-se para as relações interpessoais e se manifestam na esperança de ver o pão ser partilhado entre todos, os pecados, perdoados, e o ser humano, livre das insídias do Maligno. Só um coração misericordioso, à imitação do Pai, poderá nutrir tais desejos!

Oração
Espírito que despoja do egoísmo, sintoniza-me com a misericórdia do Pai, tirando de mim tudo quanto me fecha nos estreitos limites de minhas ambições pessoais.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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