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Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
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Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
Download do Folheto: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:
Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Santuário Aparecida

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:
Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.

Liturgia da Sexta-Feira — 04.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SÃO JOÃO MARIA VIANNEY

João Maria Batista Vianney nasceu em 08 de maio de 1786, no norte de Lion, na França. Gostava de frequentar a Igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote. Ele só foi para a escola na adolescência. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler francês. Para seguir a vida religiosa, teve que enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade, ele foi para o seminário, mas sofreu muito pela falta de preparação intelectual.

João era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos. Entretanto, era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.

Foi ordenado sacerdote em 1815, mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém, para Deus ele era um homem extraordinário e João tornou-se um dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve.

Foi designado vigário na cidade de Ars, no sul da Franca, cidade de apenas duzentos e trinta habitantes, famosa pela violência de seus moradores. João Vianney encontrou a igreja vazia e os bares lotados. Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa ele conseguiu mudar aquela triste realidade. O povo trocou os bares pela igreja. Todos queriam ouvir os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.

João Maria vivia em profunda penitência e caridade com os pobres. Muitos acorriam para paróquia de Ars, com um só objetivo: ver o Cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Morreu serenamente, consumido pela fadiga em 1859, aos setenta e três anos de idade. São João Maria Vianney foi proclamado pela Igreja padroeiro dos sacerdotes.

REFLEXÃO
Os caminhos de Deus são mesmo surpreendentes. Considerado um fracasso pelos homens, João Maria tornou-se um dos maiores exemplos de caridade e presença de Deus. Foi um excelente conselheiro espiritual e guia de consciências. Hoje aprendemos que não devemos julgar as pessoas pela aparência. A graça de Deus age onde menos imaginamos.

ORAÇÃO
Ó Pai, pela vossa misericórdia, São João Maria Vianney anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO JOÃO MARIA VIANNEY PRESBÍTERO E CONFESSOR
( Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores, Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

Oração do dia
Deus de poder e misericórdia, que tornastes são João Maria Vianney um pároco admirável por sua solicitude pastoral, dai-nos, por sua intercessão e exemplo, conquistar no amor de Cristo os irmãos e irmãs para vós e alcançar com eles a glória eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Levítico 23,1.4-11.15-16.27.34-37)
Leitura do livro do Levítico.

23 1 O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte: 4 “Eis as festas do Senhor, santas assembléias que anunciareis no devido tempo.
5 No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, entre as duas tardes, será a Páscoa do Senhor.
6 E no décimo quinto dia desse mês, realizar-se-á a festa dos Pães sem Fermento em honra do Senhor: comereis pães sem fermento durante sete dias.
7 Tereis no primeiro dia uma santa assembléia, e não fareis nenhum trabalho servil.
8 Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No sétimo dia haverá uma santa assembléia; e não fareis trabalho algum servil”.
9 O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:
10 quando tiverdes entrado na terra que vos hei de dar, e fizerdes a ceifa, trareis ao sacerdote um molho de espigas como primícias de vossa ceifa.
11 O sacerdote agitará esse molho de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: fará isso no dia seguinte ao sábado.
15 “A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o molho para ser agitado, contareis sete semanas completas.
16 Contareis cinqüenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta.
27 “No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembléia: humilhareis vossas, almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo.
34 No décimo quinto dia do sétimo mês, celebrar-se-á a festa dos Tabernáculos durante sete dias, em honra do Senhor.
35 No primeiro dia haverá uma santa assembléia: não fareis nenhum trabalho servil.
36 Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembléia e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. Será uma assembléia solene: não fareis trabalho algum servil.
37 Estas são as solenidades do Senhor que anunciareis para haver santas assembléias, para oferecer ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo, holocaustos, oblações, vítimas e libações, cada coisa em seu dia.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 80/81

Exultai no Senhor, nossa força.

Cantai salmos, tocai tamborim,
harpa e lira suaves tocai!
Na lua nova soai a trombeta,
na lua cheia, na festa solene!

Porque isso é costume em Jacó,
um preceito do Deus de Israel;
uma lei que foi dada a José,
quando o povo saiu do Egito.

Em teu meio não exista um deus estranho,
nem adores a um deus desconhecido!
Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor,
que da terra do Egito te arranquei.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
A palavra do Senhor permanece eternamente, e esta é a palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25).


Evangelho (Mateus 13,54-58)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

13 54 Jesus foi para a sua cidade e ensinava na sinagoga, de modo que todos diziam admirados: “Donde lhe vem esta sabedoria e esta força miraculosa?
55 Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
56 E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?”
57 E não sabiam o que dizer dele. Disse-lhes, porém, Jesus: “É só em sua pátria e em sua família que um profeta é menosprezado”.
58 E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Aceitai, ó Deus, as oferendas do vosso povo em honra de são João Maria Vianney; e possamos receber a salvação pelo sacrifício que oferecemos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos (Mt 20,28).

Depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, o vosso sacramento em memória de são João Maria Vianney; concedei que esta eucaristia se transforme para nós em alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO MARIA VIANNEY)

João Maria Batista Vianney sem dúvida alguma, se tornou o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ele nasceu em 8 de maio de 1786, no povoado de Dardilly, ao norte de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de freqüentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote. Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que freqüentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando se alfabetizou e aprendeu a ler e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde os obstáculos existiam por causa de sua falta de instrução. Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os companheiros nos estudos, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo. Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja já teve. Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia do norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas. Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro. Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo. Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles. A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem que esperar horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações. O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo, incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.


MISSA VOTIVA - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
( Branco, Missal, pág. 382 )

Oração do Dia
Ó Deus, que no coração do vosso filho, ferido por nossos pecados, nos concedestes infinitos tesouros de amor, fazei que lhe ofereçamos uma justa reparação, consagrando-lhe toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Considerai, ó Deus, o indizível amor do coração do vosso amado Filho, para que nossas oferendas vos agradem e sirvam de reparação por nossas faltas. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor e, sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS):

Sagrado Coração de JesusJesus apareceu numerosas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração, a "grande devoção".

A Igreja instituiu a solenidade do Sagrado Coração de Jesus que é celebrada pela Igreja na sexta-feira seguinte ao segundo domingo depois de Pentecostes.

Há diversas formas de devoção ao Coração de Jesus. Entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família.

Dos colóquios de Santa Margarida com Jesus, distinguem-se 12 promessas. São elas:
- A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
- Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
- Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
- Eu os consolarei em todas as suas aflições.
- Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
- Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
- Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
- As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
- As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
- Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
- As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
- A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria Alacoque o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família. Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz. Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.

Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia.

Dignai-vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas. Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido. E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios.

Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios. Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida.

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.

Consagração pessoal ao Sagrado Coração de Jesus

Eu (o seu nome), vos dou e consagro, ó Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas ações, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar.

É esta a minha vontade irrevogável: ser todo vosso e tudo fazer por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar. Tomo-vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sê, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, vosso Pai, para que desvie de mim a vossa justa cólera. Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-vos ou que se oponha à vossa vontade.

Seja o vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-vos nem separar-me de vós. Suplico-vos que o meu nome seja escrito no vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso escravo. Amém.

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial, tal como refere recentemente o “Directório sobre a Piedade Popular e a Liturgia” da Congregação para o Culto Divino. Os Pontífices romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção. Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta. Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30) Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
Fonte: www.asc.org.br/site/devocao/devocao.htm


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O profeta em sua terra
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quando Jesus chegou a sua “terrinha” de Nazaré, acompanhado dos discípulos, deve ter causado um verdadeiro “rebuliço”, pois a fama de suas pregações e milagres já tinha chegado por ali, e no sábado, como todo piedoso judeu, foi á celebração da palavra da comunidade, onde qualquer pessoa adulta poderia partilhar o ensinamento na hora da reflexão, e Jesus, usando desse direito, começou a pregar á sua gente fazendo a homilia.

O povinho da terra nunca tinha ouvido uma pregação feita com tanta sabedoria, que superava o ensinamento dos Mestres da Lei e Fariseus, imaginemos que na comunidade, algum ministro da palavra pregue melhor do que o padre... E com o estudo teológico acessível aos leigos, isso hoje não seria novidade. Aquilo que causa muita admiração, também logo acabará despertando inveja e ciúmes. Basta que olhemos para os nossos trabalhos pastorais, onde o carisma das pessoas não deveria jamais perturbar o coração de ninguém, ao contrário, deveria motivar um hino de louvor, por Deus ter dado a alguém um carisma tão belo, colocado a serviço da comunidade. Mas logo surgem os questionamentos maldosos: Como é que ele faz isso? Onde aprendeu? Quem o ensinou, de onde é que vem todo esse saber? Será que o padre o autorizou? (esta última coloquei por minha conta) E a admiração, contaminada por sentimentos de inveja, vai logo se transformando em desconfiança aumentando o questionamento: “Quem ele pensa que é para falar assim com a gente? Será que ele não se enxerga? E ainda tem gente que o aplaude...” Os que não gostam muito do padre, logo vão afirmar que o sujeito faz parte da sua “panelinha”, ou então, irão inventar alguma coisa para que o padre “corte a asinha” do tal.

As pessoas, quando enxergam algo de extraordinário no carisma de alguém, começam a fazer do sujeito uma referência importante, acham que a sua oração é especial, que um toque de sua mão poderosa pode realizar curas prodigiosas, e em pouco tempo, a propaganda é tanta, que o tal não pode mais sair às ruas que é logo procurado para resolver os mais complicados problemas, inclusive de relacionamento entre as pessoas, apaziguar casais brigados, aconselhar jovens, e assim a sua palavra se torna poderosa e em consequência passa a ter poder religioso paralelo, e se na comunidade não houver um espaço para ele atuar, terão de criar um, pois ele precisa ser o centro das atenções.

Jesus não quis formar um grupo só para ele, para bater de frente com os Doutores da lei, escribas e fariseus, e como ele pertencia a uma das famílias do local, a ponto de sua mãe e seus irmãos serem de todos conhecidos, começaram a vê-lo como um vulgar, que nada de extraordinário tinha feito em Nazaré, para que merecesse toda aquela fama. Na verdade, Jesus não quis assumir o papel de “Salvador da Pátria”, diferente de muitos cristãos, que se julgam o máximo naquilo que fazem, e pensam que sem eles, a comunidade estaria perdida. Essa rejeição á ele, suas obras e ensinamentos, iria se ampliar e lhe traria consequências muito trágicas na cruz do calvário, tudo porque suas palavras anunciavam um reino novo, que exigia uma total renovação e mudança de vida.

Na sinagoga de Nazaré foi assim, e nas nossas comunidades, não é muito diferente. Quem prega mudanças de mentalidade e conduta, vai sempre arrumar uma bela de uma encrenca. Enfim, o Jesus que há dentro de nós, criado pelas nossas fantasias, ou fruto de nossas ideologias sociais ou políticas, não coincide com esse Jesus, Profeta de Nazaré, Ungido de Deus. E o pior, é que projetamos tudo isso nas pessoas que lideram a comunidade, nos cooperadores, nos coordenadores, nos ministros, nas catequistas, nos padres e diáconos e assim vai. Um dia, basta um desentendimento mais sério e o nosso Jesus idealizado “vai pro espaço” com a pastoral e o movimento.

Quanto mais somos realistas em nossa fé, mais nos adequamos à comunidade aceitando-a como ela é; quanto mais nos iludimos com o Jesus da nossa fantasia, mais difícil será vivermos em comunidade, aceitando as pessoas do jeito que elas são. Daí, como em Nazaré, nenhum milagre acontece, por causa dessa fé infantil e ilusória...

2. De onde lhe vêm essa sabedoria e esses milagres?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Terminado o Sermão das Parábolas do Reino, o terceiro no Evangelho de Mateus, tem início mais uma parte narrativa com a visita de Jesus a Nazaré. Nesta visita se proclama a verdade da sua encarnação e a necessidade da encarnação para termos uma ideia correta de Deus. Não há discussão sobre a identidade de Jesus. É o filho do carpinteiro. Sua mãe se chama Maria. Seus irmãos e suas irmãs são todos conhecidos dos moradores de Nazaré. “Ele é um dos nossos”, poderiam dizer, “e vive entre nós”. De fato, disseram isso num sentido negativo, depreciando a si mesmos. “De onde lhe vem a sabedoria e os milagres, se ele é como nós que não fazemos milagres e não somos sábios.” Os nazarenos não se valorizam e revelam as ideias que têm na mente, e que são comuns a todo mundo. As pessoas não são valorizadas pelo que são, mas pelo que aparentam ser. Note que se fala de irmãos e irmãs de Jesus, mas nunca se fala de filhos de Maria. Só Jesus é filho de Maria e Maria é mãe somente de Jesus. Logo, esses irmãos e essas irmãs podem muito bem ser parentes de Jesus. A Igreja afirma a virgindade perpétua de Maria e a concepção extraordinária de Jesus, baseada nas Escrituras e na tradição e na reflexão teológica.

3. DONDE LHE VEM ESTA SABEDORIA?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

As interrogações levantadas pelo povo de Nazaré, a respeito de Jesus, já tinham, de antemão, uma resposta. Tendo Jesus saído do meio deles, era impossível que tivesse poderes divinos, como sua sabedoria e seus milagres deixavam transparecer. Não dava para combinar o fato de Jesus ser um nazareno e, ao mesmo tempo, ter sido autorizado a realizar as obras de Deus.

Com isto os nazarenos não negavam que Deus pudesse intervir na história humana. Afinal, ele interviera continuamente na história de Israel, a partir da libertação do Egito por intermédio de Moisés. Os conterrâneos de Jesus estavam recusando-se a aceitar que Deus estivesse agindo a partir da família deste jovem de Nazaré. Isto não se enquadrava nos esquemas de esperança messiânica da época, segundo os quais, embora sendo homem, o Messias não assumiria as condições que Jesus apresentava. Faltavam-lhe grandeza e dignidade! Sua condição de filho de carpinteiro e de homem do povo depunham contra ele. Em suma, não tinha gabarito nem credenciais para a missão que estava realizando.

O pecado dos nazarenos consistiu em querer enquadrar Deus em seus curtos esquemas mentais. Como em Jesus Cristo Deus agiu à revelia das esperanças em voga, eles perderam a chance de acolher o Messias. Procuraram longe, aquele que estava bem perto!

Oração
Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 05.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTO OSVALDO DE NORTÚMBRIA

Osvaldo nasceu em 604, filho de um rei pagão da região onde está hoje a Inglaterra. Com a chegada dos bárbaros, a rainha fugiu com seus filhos. Abrigados num mosteiro beneditino, todos se converteram e ali receberam sólida formação acadêmica e religiosa.

Osvaldo se destacava pelo belo porte físico, pela inteligência e pela caridade cristã. Tinha um sorriso franco, era bom e generoso, não distinguindo ricos e pobres. Era um hábil estrategista militar. Tinha como companheiro um falcão adestrado.

Com a morte do pai, Osvaldo travou uma luta contra os bárbaros e ocupou novamente o trono. Contam os registros históricos que Osvaldo rezou com seus soldados antes de iniciarem a batalha. Com a vitória, o rei mandou chamar os monges para pregarem o Evangelho no seu reino. Ele mesmo traduzia para o povo os sermões, conseguindo muitas conversões.

Construiu igrejas, mosteiros, cemitérios, hospitais, asilos e creches, distribuiu riquezas e promoveu prosperidade e caridade ao povo. A Igreja da Inglaterra deve à fé do rei Osvaldo o grande impulso para a evangelização do povo e o estabelecimento da vida monástica naquele país.

REFLEXÃO
A fé em Cristo nos ajuda a enfrentar as dificuldades do caminho. Ele é o guia seguro nos momentos de decisão e a pessoa que pode nos auxiliar na hora das dores. O verdadeiro cristão sabe entregar a sua vida nas mãos de Deus e fazer a sua parte na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

ORAÇÃO
Ó Deus, que aos vossos pastores associastes Santo Osvaldo, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo. Dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVII SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde, Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36)

Oração do dia
Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Levítico 25,1.8-17)
Leitura do livro do Levítico.

25 1 O Senhor disse a Moisés no monte Sinai: “Dize aos israelitas o seguinte:
8 "Contarás sete anos sabáticos, sete vezes sete anos, cuja duração fará um período de quarenta e nove anos.
9 Tocarás então a trombeta no décimo dia do sétimo mês: tocareis a trombeta no dia das Expiações em toda a vossa terra.
10 Santificareis o qüinquagésimo ano e publicareis a liberdade na terra para todos os seus habitantes. Será o vosso jubileu. Voltareis cada um para as suas terras e para a sua família.
11 O qüinquagésimo ano será para vós um jubileu: não semeareis, não ceifareis o que a terra produzir espontaneamente, e não vindimareis a vinha não podada,
12 pois é o jubileu que vos será sagrado. Comereis o produto de vossos campos.
13 Nesse ano jubilar, voltareis cada um à sua possessão.
14 Se venderdes ou comprardes alguma coisa de vosso próximo, ninguém dentre vós cause dano ao seu irmão.
15 Comprarás ao teu próximo segundo o número de anos decorridos desde o jubileu, e ele te venderá segundo o número de anos de colheita.
16 Aumentarás o preço em razão dos anos que restarem, e o abaixarás à medida que os anos diminuírem, porque é o número de colheitas que ele te vende.
17 Ninguém prejudique o seu próximo. Teme o teu Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 66/67

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem.

Que Deus nos dê a sua graça e sua benção,
e sua face resplandeça sobre nós!
Que na terra se conheça o seu caminho
e a sua salvação por entre povos.

Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão
e guiais, em toda a terra, as nações.

A terra produziu sua colheita:
o Senhor e nosso Deus nos abençoa.
Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
e o respeitem os confins de toda a terra!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10).


Evangelho (Mateus 14,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

14 1 Por aquela mesma época, o tetrarca Herodes ouviu falar de Jesus.
2 E disse aos seus cortesãos: “É João Batista que ressuscitou. É por isso que ele faz tantos milagres”.
3 Com efeito, Herodes havia mandado prender e acorrentar João, e o tinha mandado meter na prisão por causa de Herodíades, esposa de seu irmão Filipe.
4 João lhe tinha dito: “Não te é permitido tomá-la por mulher!”
5 De boa mente o mandaria matar; temia, porém, o povo que considerava João um profeta.
6 Mas, na festa de aniversário de nascimento de Herodes, a filha de Herodíades dançou no meio dos convidados e agradou a Herodes.
7 Por isso, ele prometeu com juramento dar-lhe tudo o que lhe pedisse.
8 Por instigação de sua mãe, ela respondeu: “Dá-me aqui, neste prato, a cabeça de João Batista”.
9 O rei entristeceu-se, mas como havia jurado diante dos convidados, ordenou que lha dessem;
10 e mandou decapitar João na sua prisão.
11 A cabeça foi trazida num prato e dada à moça, que a entregou à sua mãe.
12 Vieram, então, os discípulos de João transladar seu corpo, e o enterraram. Depois foram dar a notícia a Jesus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Pai, os dons que recebemos da vossa bondade e trazemos a este altar. Fazei que estes sagrados mistérios, pela força da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum de seus favores! (Sl 102,2)

Depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, este sacramento, memorial permanente da paixão do vosso filho; fazei que o dom da vossa inefável caridade possa servir à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR
( Branco, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Perdoai, Senhor, os nossos pecados, e, como não vos podemos agradar por nossos atos, sejamos salvos pela intercessão da virgem Maria, mãe de Deus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Socorra-nos, ó Pai, a humanidade do vosso Filho, que, ao nascer da virgem mãe, não diminuiu, mas consagrou a sua integridade. E fazei que ele, apagando os nossos pecados, vos torne agradáveis nossas oferendas. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, o sacramento celeste, alegrando-nos nesta festa da virgem Maria. Concedei-nos a graça de imitá-la, servindo ao mistério da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (BASÍLICA DE SANTA MARIA MAIOR)

Ao frade Bartolomeu de Trento, que viveu na metade do século XIII, devemos a versão sobre a origem da basílica de Santa Maria Maior. Segundo a tradição, no ano 352, vivia em Roma, o representante do imperador que tinha se transferido para Constantinopla, um certo João, fidalgo riquíssimo que não sabia como gastar toda sua fortuna. Não tinha filhos e queria construir obras pias para a Igreja, mas não sabia quais escolher. Na noite de 5 de agosto, lhe apareceu em sonho a Virgem Maria, que lhe ordenou construir uma igreja no lugar onde estivesse com neve pela manhã. O rico senhor acordou e se pôs a pensar que a neve em Roma era uma coisa estranha, pois agosto era a estação de verão. Porém o mais interessante foi que a Virgem, na mesma noite apareceu ao papa Libério e lhe disse que, logo ao raiar do dia, subisse a colina do monte Esquilino, que encontraria o local cheio de neve e lá deveria erguer uma igreja. Pela manhã aquele fato inédito, foi constatado e enquanto a notícia se espalhava por toda Roma, o papa e João, caminhando por estradas diferentes, seguidos por uma multidão se encontraram: lá em cima do monte Esquilino comprovaram que havia neve. Com um bastão o papa traçou a área para erguer a igreja que o patrício construiu apenas com o seu dinheiro. Nascia a basílica de Santa Maria da Neve. Alguns pesquisadores dizem que João procurou o papa Libério para lhe contar seu sonho e que teve uma surpresa ao saber que também o pontífice havia tido a mesma visão. Depois, juntos com a população foram ao alto ao monte Esquilino, e demarcaram sobre a neve o terreno onde a igreja foi construída. Desta maneira, notou-se que as tradições se mesclaram por obra da alma popular que sempre uniu poesia à história. Aquelas colinas do monte Esquilino, durante a Antiguidade, tinham sido um lugar de despejo de lixo, cheio de imundices; posteriormente se tornou o lugar onde os escravos eram sepultados. Na época do Império, ao contrário, as colinas eram ocupadas por imensas vilas de nobres. Entretanto continuava sendo um lugar de estranhas lembranças e que a comunidade evitava freqüentar. Com a construção da igreja da Santa Maria da Neve, o local reconquistou a visitação popular. Tanto é verdade que cerca de um século depois, para celebrar os resultados do Concílio de Efeso, que proclamou a "maternidade divina da Virgem Maria", o Papa Xisto III em 440, mandou construir uma igreja. Mas queria que fosse grande, muito grande, daí o nome "Maior", e escolheu o mesmo local onde fora construída a igreja indicada pela Virgem em sonho ao papa Libério. No dia 5 de agosto de 431, a nova igreja, que substituiu a anterior, foi consagrada, com o nome de basílica de "Santa Maria Maior". Nela foi realizado o primeiro presépio que se tem notícia na Igreja, por isto também ficou conhecida como basílica de "Santa Maria do Presépio". Na basílica se encontram os primeiros e mais ricos mosaicos alusivos a Nossa Senhora e é, de fato, um dos maiores e mais belo santuário mariano de toda a cristandade. A festa litúrgica da "Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior" que acontece em 5 de agosto entrou no calendário romano em 1568.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Incomodou o poder e perdeu a cabeça...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Se no tempo de Herodes tivesse uma imprensa livre, esta seria a manchete no dia seguinte á festa de aniversário de Herodes.  A elite palaciana dos que ocupam algum poder temporal, tornam-se deuses de si mesmo e fazem o que bem entendem. Herodes gostava de ouvir João Batista, apreciava suas pregações, até o dia em que o Batista denunciou o seu pecado de adultério contra seu irmão, tomando a Herodíades, sua cunhada,  por esposa.

Herodes é o mais puro retrato do homem da pós-modernidade, que ouve a Palavra de Deus, chegam a se empolgar com ela, mas quando essa Palavra exige uma mudança de mentalidade e de postura, no campo da ética e da moral, aí a menosprezam, pois não admitem ser contrariados na busca da felicidade que é o gozo de todos os prazeres que o mundo oferece.

Mas todos precisam ouvir o anúncio da Palavra de Deus, e não anuncia-la a essas pessoas seria uma grave negligência de todos nós, cristãos, pois o anúncio não tem como objetivo condena-los, mas sim salvá-los. Nesse sentido a dimensão profética da nossa Igreja deve cumprir com mais fidelidade a missão que lhe foi confiada e aí talvez esteja um grande pecado da omissão, quando temos um certo receio de anunciar o evangelho ás classes elitizadas, ou anunciando um evangelho menos comprometedor.

João estava preso, mas era um homem livre, que anunciou a Palavra da Verdade a Herodes. E na sua festa de aniversário, deixou seus caprichos falarem mais alto ao esnobar o seu poder real “peças tudo o que quiseres que eu te darei.”. Também o Homem da pós-modernidade, seduzido pelo avanço científico de que é capaz, ocupa o lugar que é de Deus, e julga-se poderoso, para dar o que quiser a quem assim o desejar.

A Filha de Herodíades e sua mãe, a exemplo também da pós-modernidade, corre dos ideais fúteis, da busca do prazer em um egocentrismo exacerbado e assim, João Batista é decapitado. Sem a cabeça estará morto e irá silenciar-se para sempre, ficando os poderosos livres de sua voz perturbadora.  João é o precursor também por isso, por preceder Jesus Cristo, aquele cujo anúncio irá perturbar a corte palaciana e o poder religioso, e que irão matar na certeza de que estarão enterrando definitivamente com Jesus, o projeto daquele Reino estranho que não oferecia felicidade alguma a quem optou apenas pelo poder dominador e opressor.

2. A morte de João Batista
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Hoje se comemora o dia da dedicação ou consagração da basílica de Santa Maria Maior, uma das quatro basílicas papais de Roma, juntamente com São Pedro, São João de Latrão e São Paulo fora dos Muros. Construída depois do Concílio de Éfeso, realizado em 431, que declarou o dogma da maternidade divina de Maria, foi dedicada a Nossa Senhora. É conhecida também como Santa Maria do Presépio por guardar, segundo a tradição, restos da manjedoura de Jesus. Basílica era um espaço coberto para grandes assembleias. De porte majestoso, com grandes colunatas, passou para o uso cristão, sendo esse nome dado a construções consideradas importantes. Fora de Roma algumas igrejas recebem o título honorífico de basílica menor.

3. UMA LIBERDADE PROFÉTICA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O testemunho e o destino de João Batista foram úteis para iluminar a caminhada feita por Jesus. Existe muito em comum entre ambos. Tiveram de defrontar-se com poderosos opressores, de cuja maldade foram vítimas. Não pactuaram com a mentira e a prepotência, denunciando-as com a valentia própria dos profetas. Foram exemplarmente livres, não se deixando intimidar por quem pudesse servir de empecilho para sua missão. Igualmente, foram vítimas de morte violenta e ignominiosa, embora inocentes e não tendo cometido nada digno de censura.

Estas coincidências levavam as pessoas a identificarem Jesus com João Batista ressurgido dentre os mortos. Esta leitura equivocada não tomava em consideração que as semelhanças entre eles eram devidas unicamente à fidelidade de ambos a Deus-Pai. João Batista não se desviou do caminho traçado por Deus: preparar o povo para acolher o Messias Jesus. Jesus, por sua vez, absolutizou o querer do Pai, a ponto de ser submetido a toda sorte de humilhação e desprezo, apesar de sua condição de Filho de Deus.

O segredo do testemunho exemplar de João Batista e de Jesus radicava-se, pois, em Deus-Pai. Mesmo diante da iminência do martírio, só se submeteram a ele, a ninguém mais. Este é um testemunho alentador para os discípulos do Reino.

Oração
Senhor Jesus, que o teu testemunho de fidelidade ao Pai, somado ao de João Batista, inspire sempre minha caminhada de discípulo do Reino.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 06.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

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Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SANTA MARIA FRANCISCA DE JESUS

Ana Maria Rubatto nasceu em 14 de fevereiro de 1844, numa família simples e cristã. Desde a infância, fez voto de virgindade. Aos dezenove anos, após algumas tragédias familiares, foi para Turim, onde residia sua irmã mais velha.

Durante cinco anos se dedicou às obras de caridade, morando com uma senhora rica, que praticamente a adotou. Após o falecimento da protetora, voltou para junto de sua irmã.

No verão de 1883 uniu-se a um grupo de senhoras pias que se dedicavam às obras de caridade. Nesse pequeno núcleo iniciou uma vida comunitária religiosa, inspirando-se ao ideal de São Francisco de Assis, sob a direção de um frei capuchinho.

Ana Maria tinha uma fantástica capacidade organizadora de obras de caridade e sua vocação missionária era emocionante, voltada para a salvação das almas. O instituto tinha a finalidade de dar assistência aos enfermos e proporcionar a educação cristã da juventude.

Ana Maria emitiu os segundos votos em 1886, tomando o nome de Maria Francisca de Jesus. Foi eleita a primeira Madre Superiora do Instituto, cargo que manteve até a morte. O instituto cresceu e chegou até a América Latina, ao Uruguai e a muitos outros lugares.

Maria Francisca estava no Uruguai quando adoeceu. Morreu em 06 de agosto de 1904.

REFLEXÃO
Maria Francisca foi uma excelente missionária, zelosa e preocupada com a proclamação da Boa nova de Reino de Deus. Sempre bondosa e confiante, deixava para suas irmãs a marca da perseverança mesmo nas dores. Ela dizia: “Queridas filhas, procuremos fazer o bem, rezemos muito e suportemos com paciência as dificuldades da vida, a fim de que um dia possamos alcançar o céu e encontrarmos todos os nossos amados irmãos e irmãs”.

ORAÇÃO
Querido Deus, rico em misericórdia, que concedeste a Beata Maria Francisca de Jesus um grande amor a Jesus Sacramentado e aos homens e mulheres mais sofredores, concedei-nos, pela sua intercessão, alcançar as graças de que necessitamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


06.08.2017
18º DTC - SOLENIDADE DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR / DIA DO PADRE — ANO A
( Branco, Glória, Prefácio Próprio – Ofício da Festa )
__ "Este é o meu Filho amado!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos hoje, a solenidade da Transfiguração do Senhor. A transfiguração é uma meta para aquele que escuta Jesus. Transfiguração quer dizer, em primeiro lugar, transformação pessoal por meio da conversão, para num segundo momento, caminhar com Cristo até a fascinante aventura da entrega total aos irmãos, especialmente aos mais necessitados, sendo solidários nas alegrias e esperanças, tristezas e angústias de nossos semelhantes. Que eles nos vejam com o bom odor de Cristo, isto é, como homens e mulheres de bem, cheios de bondade, compreensão, justiça, reconciliação, paz, perdão e fraternidade. Neste Domingo em que se inicia o mês vocacional, intercedamos ao Pai que desperte vocações sacerdotais para testemunhar a luz da glória divina nesse mundo marcado por tantas trevas. (Semana de oração, reflexão e ação sobre a vocação nos ministérios ordenados: Diáconos, Padres e Bispos.).

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, bem-vindos a esta celebração. Neste domingo, a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor. Assim como Moisés subiu ao monte para estar na presença de Deus, é Jesus que agora, diante dos discípulos, é transfigurado pelo Pai, sendo envolvido por uma nuvem, sinal da glória da presença de Deus. Olhando para Jesus transfigurado no monte Tabor, ladeado de Moisés e Elias, contemplemos a glória do Pai que se manifesta no seu Filho bem amado e agradeçamos ao Senhor que nos deu a graça de sermos seus filhos adotivos e de experimentarmos da sua glória pelo Santo Batismo. Neste domingo em que também recordamos o ministério sacerdotal, rezemos pelos nossos presbíteros.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Revelar-nos ao outro é um ato de confiança, porque lhe dá poder para intervir sobre nós, e partilhar a mesma vida como acontece na amizade e no matrimonio é deixar que seja envolvida toda nossa existência.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/06-de-agosto-de-2017---18-tempo-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_46_18o_domingo_do_tempo_comum.pdf


Antífona de Entrada
O Espírito Santo apareceu na nuvem luminosa e a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho amado, nele depositei todo o meu amor. Escutai-o (Mt 17,5).

Oração do dia
Ó Deus, que na gloriosa transfiguração de vosso Filho confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias e manifestastes, de modo admirável, a nossa glória de filhos adotivos, concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do nosso filho amado e compartilhar da sua herança. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A tranfiguração do Senhor é a realização da visão de Daniel, que vê o Rei Messiânico dominando a criação e todos os povos. Pedro confirma que participou da transfiguração no Monte Santo, por isso testemunha que em Jesus habita a divindade. Deus Pai nos convida a escutar seu Filho Jesus. Por sua Palavra acolhida em nossos ouvidos e coração, também experimentaremos a manifestação da glória de Deus. Escutemos o Senhor!

Primeira Leitura (Daniel 7,9-10.13-14)
Leitura da profecia de Daniel.

7 9 Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente.
10 Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos.
13 Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido.
14 A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 96/97

Deus é rei, é o Altíssimo,
muito acima do universo.

Deus é rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
Treva e nuvem o rodeiam no seu trono,
que se apóia na justiça e no direito.

As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória.

Porque vós sois o Altíssimo, Senhor,
muito acima do universo que criastes,
e de muito superais todos os deuses.

Segunda Leitura (2 Pedro 1,16-19)
Leitura da segunda carta de são Pedro.

1 16 Pois não foi seguindo fábulas habilmente inventadas que vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, mas sim, por termos sido testemunhas oculares da sua grandeza. 17 Efetivamente, ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando do seio da esplêndida glória se fez ouvir aquela voz que dizia: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual está o meu agrado”. 18 Esta voz, nós a ouvimos, vinda do céu, quando estávamos com ele na montanha santa. 19 E assim se tornou ainda mais firme para nós a palavra da profecia, que fazeis bem em ter diante dos olhos, como uma lâmpada que bri­lha em lugar escuro, até clarear o dia e levantar-se a estrela da manhã em vossos corações.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis meu Filho muito amado, nele está meu bem-querer, escutai-o, todos vós! (Mt 17,5).


Evangelho (Mateus 17,1-9)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

17 1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha.
2 Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.
3 E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele.
4 Pedro tomou então a palavra e disse-lhe: "Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias". Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: "Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda minha afeição; ouvi-o".
6 Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo.
7 Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: Levantai-vos e não temais.
8 Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus.
9 E, quando desciam, Jesus lhes fez esta proibição: "Não conteis a ninguém o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Santificai, ó Deus, as nossas oferendas pela gloriosa transfiguração do vosso Filho e purificai-nos das manchas do pecado no esplendor de sua luz. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio: O Mistério da Transfiguração
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Perante testemunhas escolhidas, Jesus manifestou sua glória e fez resplandecer seu corpo, igual ao nosso, para que os discípulos não se escandalizassem da cruz. Desse modo, como cabeça da Igreja, manifestou o esplendor que refulgiria em todos os cristãos. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, celebramos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz...

Antífona da Comunhão
Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é (1Jo 3,2).

Depois da Comunhão
Ó Deus, que o alimento celeste por nós recebido nos transforme na imagem de Cristo, cujo esplendor quisestes revelar na sua gloriosa transfiguração. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR)

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos". A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16). O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)". Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“O QUE É UM SÍNODO?”

A palavra sínodo vem da língua grega, que quer dizer caminhar juntos, e que passou a indicar algumas reuniões da Igreja para discutir assuntos relacionados à fé ou ação pastoral. O sínodo é uma pratica antiga, por isso, todas as vezes que era preciso debater um assunto importante e de grande interesse, os bispos se reuniam num mesmo lugar até se chegar a uma conclusão, e a partir daí todos passavam a “caminhar juntos” na mesma decisão.

Um sínodo pode ser realizado por uma diocese, ou de forma mais ampla, por uma região, província ou pais. Mas foi a partir do Concilio Vaticano II que a prática de realizar sínodos foi retomada, com um novo vigor, e por isso muitas dioceses, em todo o mundo, começaram a fazer sínodos para traçar os rumos das igrejas particulares. O sínodo é, na sua essência, uma expressão de comunhão e de fé, e a sua convocação depende sempre do bispo diocesano.

“Deste modo, o sínodo é, “no seu contexto e de maneira inseparável, ato de governo episcopal e evento de comunhão, exprimindo assim aquela índole de comunhão hierárquica que é própria da natureza da Igreja”. O Povo de Deus, de fato, não é um agregado informe de discípulos de Cristo, mas uma comunidade sacerdotal, organicamente estruturado desde a origem, conforme a vontade do seu Fundador, presidido em cada diocese pelo seu Bispo, que é o seu princípio visível e fundamento da unidade e seu único representante.” (Instrução sobre os Sínodos Diocesanos)

“Por que fazer um Sínodo?”

Entre os objetivos do sínodo dois se destacam com mais força:

O primeiro objetivo do sínodo é a retomada da consciência eclesial. “Temos uma alta porcentagem de católicos sem consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com uma identidade cristã fraca e vulnerável.” (Aparecida, 286).

O segundo objetivo depende do primeiro, isto é, a renovação da vida pastoral da Arquidiocese depende da retomada da consciência eclesial. A Arquidiocese de São Paulo tem uma história de compromisso e testemunho, mas é preciso olhar adiante, e por isso “Os bispos, presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas, são chamados a assumir uma atitude de permanente conversão pastoral, que envolve escutar com atenção e discernir ‘o que o Espírito está dizendo às Igrejas’ (Ap 2,29) através dos sinais dos tempos nos quais Deus se manifesta.” (Aparecida, 366).

Assim, partindo desses dois primeiros objetivos será possível elaborar grandes diretrizes para renovar a organização, a vida pastoral e missionária da Arquidiocese, para responder aos desafios e urgências de hoje.

Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo Auxiliar de São Paulo

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 07 A 13 DE AGOSTO DE 2017:
2ª Vd - Nm 11,4b-15; Sl 80(81); Mt 14,13-21
3ª Br - Nm 12,1-13; Sl 50(51); Mt 15,1-2.10-14
4ª Vd - Nm 13,1-2.25; Sl 105(106); Mt 14,21-36
5ª Vm - 2Cor 9,6-10; Sl 111(112); Jo 12,24-26
6ª Br - Dt 4,32-40; Sl 76(77); Mt 16,24-28
Sab Vd - Dt 6,4-13; Sl 17(18); Mt 17,14-20
Dom Vd - 19º DTC: 1Rs 19,9a.11-13a; Sl 84(85); Rm 9,1-5; Mt 14,22-33. (Jesus caminha sobre as águas)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR - A CERTEZA DA VITÓRIA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nem tudo o que reluz é ouro – Lembro-me bem deste provérbio que finalizava uma história no meu livro do antigo primário, ensinando-nos que nesta vida confundimos muita coisa com ouro valioso, mas que no fundo não passam de simples bijuteria.

Há pessoas que passam esta vida correndo atrás de quinquilharias, sem nunca descobrir o tesouro que Deus quer nos dar.

Os apóstolos pensavam que o Reino que Jesus havia implantado, era igual aos reinos deste mundo, e que ele seria um Rei muito rico e poderoso que iria dominar a todas as nações fazendo de Israel a mais importante de todas as nações da terra. Eles tinham muitos planos em seus corações e mentes, por causa de serem seguidores de Jesus, que naquele momento estava desacreditado, mas que em um futuro bem perto iria manifestar toda a sua força e poder. Muitas vezes como os apóstolos, buscamos um Jesus que atenda as nossas necessidades e realize os nossos sonhos neste mundo, essa fé tão distorcida nos impede de conhecer realmente quem é Jesus e para onde a sua graça nos leva.

Podemos afirmar que esta narrativa da transfiguração do Senhor está no coração do evangelho de Marcos porque se trata de um momento de profunda comunhão dos discípulos com Jesus, que ao transfigurar-se diante deles os introduz no mistério de Deus, que por sua vez revela quem é Jesus: O filho amado do Pai!

Ele não é simplesmente um profeta poderoso na linha de Elias, que foi arrebatado ao céu, nem um Líder como Moisés, principal protagonista da libertação do Povo da escravidão do Egito, esses dois personagens que aparecem ao lado de Jesus naquele momento representam todo o antigo testamento que preparou o coração dos homens para o tempo da plenitude inaugurado por Jesus.

Quando a voz se fez ouvir do meio da nuvem que os envolveu, os discípulos olharam e só viram a Jesus, que estava sozinho. As escrituras antigas apontam para Jesus, pois nele Deus irá falar diretamente aos homens, sem intermediários.

Pedro queria construir três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, que estavam ali no monte Tabor onde poderia ser instalado o QG do grupo, de onde partiriam as ordens dadas por eles. Fazer tendas significa acomodar-se e interromper a caminhada porque já se alcançou o objetivo. Na verdade o apóstolo não sabia bem o que estava falando pois o Reino de Deus, requer planejamento e não se pode queimar etapas. Jesus transfigurado, tendo Moisés e Elias ao seu lado, era tudo o que Pedro queria, não precisaria enfrentar as cruzes do caminho, nem tribulações ou desencantos, sofrimentos e tribulações, o Reino já chegara e era uma realidade bem ali diante dele.

A humanidade toda iria se render à força do Reino de Cristo! Mas o brilho que seus olhos iriam contemplar no alto do monte, não seria do ouro e nem da prata com que talvez sonhasse mas à luz de Deus presente em Jesus, algo nunca visto, suas vestes ficaram brancas , de uma brancura jamais vista.

No Cristo transfigurado e proclamado solenemente Filho amado do Pai, descobrimos o nosso destino, Deus nos quer transfigurados, com vestes brancas resplandecentes, envolvidos pela sua Santidade que em Jesus eles nos dá.

Somos uma multidão de filhas e filhos amados do Pai que já participamos da vida de Deus ainda neste mundo, que um dia chegará para nós em plenitude. Jesus antecipou a glória que o envolveria na ressurreição, porém, nunca escondeu o que viria antes: a cruz da rejeição, o sofrimento e a paixão no calvário, e a morte na cruz. É disso que Pedro quer fugir ao construir as três tendas, é isso que às vezes nos causa angústia e medo.

Compreender a cruz e aceitar o calvário de cada dia, percorrer os caminhos desta vida que parecem tortuosos, mas sem tirar o olhar da glória Futura, como o profeta Daniel na primeira leitura dessa liturgia, pois na perspectiva da ressurreição vivemos esta vida em uma Igreja que não se fundamenta em fábulas ou lendas, mas sim no relato do apóstolo Pedro, segunda leitura desse domingo, que foi testemunha ocular do Cristo Transfigurado, que segundo ele, fez clarear o dia e nascer a estrela da manhã em nossos corações antes envolvido pelas trevas do pecado.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Transfiguração do Senhor
(O comentário do Evangelho aEste é o meu filho amado, escutai-o!baixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Os evangelistas contam que Jesus se transfigurou no alto de um monte diante de Pedro, Tiago e João. O calendário litúrgico celebra esse acontecimento no dia seis de agosto. Se o dia seis de agosto cair num domingo, os textos da missa não são os do domingo, e sim os da festa da Transfiguração, como neste ano. O Evangelho da Transfiguração é lido também, todos os anos, no segundo domingo da Quaresma. Por que fazemos da Transfiguração uma festa? Porque esse acontecimento da vida de Jesus revela quem ele é, quem somos nós e o que nos espera no dia em que o veremos face a face. Na segunda carta de Pedro temos o relato de uma testemunha ocular que estava no monte e garante não estar transmitindo fábulas. São Paulo, por sua vez, ergue os olhos dos filipenses para o céu, de onde virá o Salvador Jesus Cristo que vai transfigurar o nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso. O mesmo Paulo convida os romanos a oferecerem este corpo que vai ser transfigurado como hóstia viva e agradável a Deus, não assimilando a forma do mundo. A forma que almejamos é a do corpo glorioso do Senhor. Paulo usa a raiz verbal “esquema” para propor a forma ou conformidade com o corpo do Senhor, e não conformidade com o mundo. “Não se deixem esquematizar por este mundo.”

No alto do mundo, enquanto rezava, o aspecto do rosto de Jesus se alterou e suas roupas começaram a brilhar. Quando Moisés falava com Deus, os filhos de Israel viam seu rosto resplandecer. A proximidade da luz ilumina mais intensamente, mas também ofusca a vista. Por enquanto somos chamados a brilhar como astros no meio de uma geração corrompida. Um dia, porém, vamos resplandecer transfigurados na luz de Deus. Tudo acontece no alto de um monte porque, num monte, tanto Moisés quanto Elias experimentaram a presença de Deus. Hoje, o Cristo transfigurado assimila e sintetiza a Lei e os Profetas representados por Moisés e Elias. Tudo o que está escrito nas Escrituras se realiza em Jesus Cristo. Começamos a sentir a transformação do nosso corpo miserável que se conforma ao corpo glorioso do Cristo que vem. O profeta Daniel vê alguém com aparência humana que vem entre as nuvens dos céus. Este alguém é “filho de homem”, o que significa que é um ser humano. Ele se aproxima de um Ancião que está sentado num trono e recebe um poder e um reino eternos. É o Messias que vai até Deus e recebe poder, glória e realeza sobre todos os povos.

A liturgia oriental, que celebra com destaque esta festa, canta no Ofício Divino: “Luz imutável da luz do Pai, o Verbo, na tua brilhante luz; nós hoje vimos no Tabor a luz que é o Pai e a luz que é o Espírito, luz que ilumina toda a criatura”. O ambiente da Transfiguração é todo de luz.

3. O DESTINO DO MESSIAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Pedro, Tiago e João, os mais destacados do grupo dos discípulos, tiveram o privilégio de “ver” a glória do Messias, antecipada na cena da transfiguração. Este estava destinado a ser glorificado por Deus, e revestido de imortalidade divina.

O episódio evangélico está todo envolvido pela presença divina. O monte, para o qual Jesus e seus discípulos se dirigiram, simboliza o lugar da presença e da comunicação divinas. Dirigiram-se para o alto monte, porque o ser humano deve elevar-se para poder contemplar a manifestação da glória divina.

O rosto de Jesus, “brilhante como o sol”, apontava para a glória dos justos no reino do Pai. Igualmente, o esplendor luminoso de suas vestes.

A presença de Moisés e Elias indicava que as Escrituras – Palavra de Deus – estão todas centradas na pessoa de Jesus. Tudo quanto Deus havia falado a seu povo eleito tinha sido em função do seu Filho amado. Moisés e Elias evocavam o monte Sinai, lugar da manifestação de Deus, onde ambos estiveram.

O auge da presença divina revela-se quando uma nuvem luminosa envolveu Jesus, e a voz celeste se fez ouvir: “Este é o meu filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz!”.

Assim, os discípulos estavam em condições de compreender a verdadeira identidade de Jesus, na sua condição humana e divina. Este seria um dado importante para quem haveria de ver o Mestre tornar-se vítima da incompreensão das lideranças religiosas do povo.

Oração
Pai, que a transfiguração leve-me a confessar Jesus como teu Filho amado, e a reconhecer que sou chamado a expressar o esplendor divino que trago dentro de mim.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 07.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...


SÃO CAETANO DE THIENE

São Caetano nasceu na Itália, em outubro de 1480. Desde muito jovem mostrava grande preocupação e zelo pelos pobres, abrindo asilos para os idosos e muitos hospitais para os doentes, especialmente para os incuráveis. Estudou em Pádua, onde se formou em direito aos vinte e quatro anos de idade.

Em 1506 exerceu a função de secretário particular do Papa Júlio II. Neste serviço fez contato e conviveu com cardeais famosos, aprendendo muito com todos eles. Mas a principal virtude que Caetano cultivava era a humildade para observar muito bem antes de reprovar o mal alheio.

Participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que procurava estudar e praticar as Sagradas Escrituras. Depois de muita reflexão, decidiu pela ordenação sacerdotal. Tinha trinta e seis anos de idade quando celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa Maria Maior.

Em 1523 fundou a Ordem dos Clérigos Regulares (Teatinos), que tinha como objetivo a renovação do clero. A nova congregação começou somente com quatro pessoas, depois passou para doze e esse número aumentou em pouco tempo. São de vida ativa, vivendo em obediência, sob uma regra de vida comum.

Morreu aos sessenta e seis anos de idade em Nápoles, no ano de 1547.

REFLEXÃO
São Caetano de Thiene implorava a reforma de vida e de costumes dentro da Igreja: “Cristo espera e ninguém se mexe”, repetia. Andava sempre em auxílio dos doentes, dos pobres e mendigos da região. Realizou na sua vida tudo aquilo que pregou. Nunca teve pressa de viver, mas aproveitou cada minuto de sua vida para socorrer os necessitados.

ORAÇÃO
Deus Pai de bondade ajudai-nos a confiar mais na vossa providência e concedei-nos, pela intercessão de São Caetano, buscar o que é santo e promover a paz e a caridade entre as pessoas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde, Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Oração do dia
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Números 11,4-15)
Leitura do livro dos Números.

Naqueles dias, 11 4 a população que estava no meio de Israel foi atacada por um desejo desordenado; e mesmo os israelitas recomeçaram a gemer: “Quem nos dará carne para comer?", diziam eles.
5 "Lembramo-nos dos peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos, os melões, os alhos bravos, as cebolas e os alhos.
6 Agora nossa alma está seca. Não há mais nada, e só vemos maná diante de nossos olhos.”
7 O maná assemelhava-se ao grão de coentro e parecia-se com o bdélio.
8 O povo dispersava-se para colhê-lo; moía-o com a mó ou esmagava-o num pilão, cozia-o numa panela e fazia bolos com ele, os quais tinham o sabor de um bolo amassado com óleo.
9 Enquanto de noite caía o orvalho no campo, caía também com ele o maná.
10 Ouviu Moisés o povo que chorava, agrupado por famílias, cada uma à entrada de sua tenda. A cólera do Senhor acendeu-se com violência. Moisés entristeceu-se.
11 E disse ao Senhor: “Por que afligis vosso servo? Por que não acho eu favor a vossos olhos, vós que me impusestes a carga de todo esse povo?"
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 80/81

Exultai no Senhor, nossa força.

Mas me povo não ouviu a minha voz,
Israel não quis saber de obedecer-me.
Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos,
abandonei-os ao seu duro coração.

Quem me dera que meu povo me escutasse!
Que Israel andasse sempre em seus caminhos!
Seus inimigos, sem demora, humilharia
e voltaria minha mão contra o opressor.

Os que odeiam o Senhor o adulariam,
seria este seu destino para sempre;
eu lhe daria de comer a flor do trigo
e, com o mel que sai da rocha, o fartaria.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4).


EVANGELHO (Mateus 14,13-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

14 13 Ao saber da morte de João Batista, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé.
14 Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes.
15 Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: "Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia".
16 Jesus, porém, respondeu: "Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer".
17 "Mas", disseram eles, "nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes".
18 "Trazei-mos", disse-lhes ele.
19 Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.
20 Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios.
21 Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo paladar (Sb 16,20).

Depois da Comunhão
Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SÃO SISTO II
( Vermelho, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Pai todo-poderoso, que concedestes a são Sisto e seus companheiros a graça de dar a vida por causa da vossa palavra e do testemunho de Jesus, pela força do Espírito Santo fazei-nos dóceis para acolher a fé e fortes para proclamá-la. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Recebei, Pai santo, as nossas oferendas na comemoração dos vossos santos mártires e dai-nos a graça de não vacilar ao proclamarmos nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Ó Deus, que, de modo admirável, manifestastes em vossos mártires o mistério da cruz, concedei que, fortalecidos por este sacrifício, possamos seguir fielmente a Cristo e participar na Igreja da obra de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO SISTO II)

Xisto II foi o vigésimo quarto sumo pontífice de Roma. Era grego, nasceu em Atenas e assumiu a direção da Igreja em 30 de agosto de 257. O seu governo durou apenas onze meses, tempo em que não poderia ter feito muitas obras. Mas fez uma das mais importantes para a Igreja. Com seu caráter reto e bondoso, conseguiu solucionar as discórdias que haviam atormentado a Santa Sé desde o governo de Vítor I. A questão polêmica era a seguinte: se um herege quisesse retornar à Igreja, após ter renegado a fé, deveria ser batizado de novo ou seria suficiente o batismo que havia recebido a primeira vez? Isso dividia a Igreja. De um lado, a de Roma, que aceitava o retorno apenas com a confirmação por meio do crisma. De outro, a do Oriente, em especial a da Antioquia e da Alexandria, que exigia um novo batismo. A discórdia aumentou quando o papa Vitor I impôs o procedimento romano a ser seguido por todos, sob pena de excomunhão. Moderado e pacifista, Xisto II neutralizou a excomunhão. Dizendo que não estava em jogo a fé comum, nem a união com o sucessor de Pedro, cada Igreja ou grupo de igrejas devia resolver a questão com independência e de acordo com as circunstâncias dos fatos, resolvendo o antigo problema. Assim, trouxe de volta à Igreja os cristãos da Antioquia e da Alexandria que se haviam distanciado, e a harmonia estabeleceu-se. Em meados de 258, o imperador Valeriano, por meio de um segundo decreto, obrigou que os cristãos renegassem a própria religião publicamente, sob pena de terem os bens confiscados e sofrerem morte por decapitação. Para os sacerdotes e integrantes da Igreja, seriam confiscados até mesmo os cemitérios. Xisto II fez o traslado das relíquias de são Pedro e são Paulo para um local seguro após esse decreto. Depois, surpreendido pelos soldados enquanto celebrava a santa missa, no cemitério, foi preso com outros sete religiosos. Durante as perseguições, os cristãos encontravam-se nos cemitérios subterrâneos para receberem a eucaristia, era lá que escondiam os livros sagrados e os objetos litúrgicos. Foram condenados, pelo imperador, à decapitação e houve o confisco dos bens. O papa Xisto II morreu junto com seis diáconos - Agapito, Estêvão, Feliz, Januário, Magno e Vicente -, no dia 6 de agosto de 258. O sétimo, Lourenço, foi morto quatro dias depois. A festa de são Xisto II e seus companheiros, com a reforma do calendário da Igreja, passou a ser celebrada no dia 7 de agosto. No livro dos papas, sua morte foi definida como "soglio pontificio", pois estava em exercício da santa missa. As suas relíquias estão na cripta dos papas de São Calisto, em Roma.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. CINCO PÃES E DOIS PEIXINHOS...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Confesso que quando reflito este evangelho, conhecido como da multiplicação dos pães, fico intrigado com algo bem simples: o milagre poderia ser muito mais espetacular, se Jesus tivesse mandado as pessoas sentarem-se em grupos, e depois, ao fazer o ritual da benção, os pães e os peixinhos, aparecessem como em um passe de mágica, na mão das pessoas, surgindo do nada. Mas neste milagre há uma palavra chave, de significado muito profundo, trata-se do milagre da multiplicação... Deus criou tudo do nada, diz o livro do Gênesis, mas quando se trata do pão, ele faz questão de multiplicar.

Alguém cedeu o seu lanche, fazendo parceria com Jesus, no ato prodigioso! Mateus nos dá a entender que esse alimento pertencia aos próprios discípulos “Só temos aqui, cinco pães e dois peixes”. A fome da multidão é muito maior do aquilo que podemos dar, será sempre assim, o que temos para dar é muito pouco, para resolver o problema da família, da comunidade, os problemas sociais, a violência, as drogas, o desamparo aos idosos, as crianças pobres, as tristezas do outro, a depressão do irmão, suas angústias e desgraças, doenças e mortes, a idade avançada, diante de tudo isso, a gente até se comove, mas justificamos com aquele pensamento tão nefasto: Sinto muito, nada posso fazer!

Por que dizemos isso, em tantas situações da nossa vida, diante de um irmão que sofre, que chora, que se desespera? Porque não confiamos no que temos, por acharmos muito pouco, vamos ter de nos separar, vou ter de abortar, vou ter de me omitir, vou ter que ficar quieto, nos sentimos impotentes, sem força alguma para mudar a situação, se tivéssemos muito, se tivéssemos poder, se fóssemos respeitados, se estivéssemos no comando, seu fossemos ricos, ah! Tudo seria diferente... Daríamos um jeito nessa situação, resolvendo o problema.

Mas,como nada somos ,e ainda termos tão pouco, é melhor ficar no velho e conhecido “cada um por si, Deus por todos”, queremos sempre despedir as pessoas para que cada uma se vire do seu jeito. É o comodismo e o egoísmo, que domina este mundo da nossa modernidade onde o espírito consumista afirma que, somente quem tem muito, consome muito, pode realizar sonhos e projetos de vida. Jesus desmonta este esquema mesquinho e centralizador, que concentra a riqueza material, nas mãos de uma minoria.

Dái-lhes vós mesmos de comer, eles não precisam ir embora! Após a oração de graças e a benção, começa a ocorrer o milagre: os discípulos começam a distribuir aquele pouco que têm, às multidões. Nos projetos e empreendimentos humanos, quem mais tem é que decide o que fazer só quem tem muito, poderá fazer grandes coisas, no projeto de Jesus a palavra de ordem é partilhar, mesmo que seja o pouco, acreditando que esse pouco, para o próximo vai ser muito.

O milagre, portanto, não está na quantia de pães e peixes, mas no gesto de partilhar, acreditando que naquele momento, o pouco que eu posso dar ou fazer, é exatamente tudo o que o meu próximo precisa. Nesse sentido, os cinco pães e dois peixinhos desse evangelho, pode ser um simples sorriso, dado a quem está triste, um abraço, um beijo ou um aperto de mão, em quem está sofrendo alguma dor, uma mão no ombro de quem está desanimado, uma palavrinha de consolo a quem chora, uma palavra de coragem a quem perdeu a vontade de viver. E pronto, está feito o milagre!

“Você não sabe como foi importante para mim, a sua presença, o seu gesto, naquela hora!” Todos nós já escutamos esta frase, entretanto o que demos ou fizemos foi tão pouco e parecia tão insignificante. Chegamos ao ponto chave da reflexão, quando acreditarmos na força do nosso “pouco“, iremos conseguir mudanças prodigiosas na família, na comunidade e na sociedade, mas não precisa ficar cobrando para que o outro faça a sua parte, um gesto de partilha já é por si suficiente, para promover grandes mudanças, para transformar a miséria em fartura, pois quando dizemos – eu já fiz a minha parte, espero que cada um faça a sua, estamos nos colocando acima das outras pessoas e, portanto no direito de cobrar, e se seguíssemos essas lógica, ditada pelo orgulho e a prepotência, estaríamos perdidos diante de Jesus, que nos ama sempre com um amor sem medidas, sem nunca nos cobrar.

Dos pedaços que sobraram encheram-se doze cestos, e a multidão ficou saciada, o projeto de Jesus de Nazaré parecia tão pouco e ridículo diante da grandeza do Messianismo, sonhado e esperado pelos seus compatriotas, entretanto, a graça que nasceu da Salvação, libertou não só a Israel, mas a todas as nações da terra. Há alguém faminto ao seu lado, de uma fome que vai bem além do estomago vazio, ofereça o seu “pouquinho” com alegria, e creia nesse milagre!

2. Os cinco pães e os dois peixes
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Uma grande multidão espera por Jesus. Jesus sente compaixão e cura os doentes. Os discípulos sugerem que se despeça o povo, para que procure alimento enquanto é dia. Jesus, porém, dá a eles uma resposta surpreendente. “Estas pessoas não precisam ir embora. Vocês mesmos vão dar a elas de comer”. Como, com cinco pães e dois peixes? Jesus vai ensiná-los a alimentar muita gente com pouco pão. Ergue os olhos e diz a bênção. Todos os judeus dizem uma bênção antes da refeição. Em seguida, parte os pães e os pedaços são distribuídos. Todos comem e ficam satisfeitos. Sabemos o que Jesus fez: partiu o pão e o distribuiu. Como os pedaços continuaram a se multiplicar, não sabemos. E os discípulos, poderão fazer o que Jesus fez?

3. COMPRAR OU DAR?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A situação delicada em que se encontrava a multidão faminta deu ocasião para os discípulos manifestarem sua mentalidade e serem corrigidos pelo Mestre. Quando julgavam que a solução seria despedir a multidão para que fosse comprar algo para comer, Jesus ordenou que eles mesmos lhe dessem de comer. Esta ordem só seria entendida se os discípulos se abrissem para o novo projeto de sociedade subjacente à pregação do Mestre. É para esta novidade que Jesus quer levá-los a se converter.

Comprar os pães supunha orientar as relações sociais pelas leis da economia, onde impera a concentração de bens e a exploração injusta. Neste contexto, quem tem dinheiro tem o direito de comer; quem não tem, torna-se vítima da fome. Aos comerciantes importa apenas o lucro. As pessoas, contaminadas pelo egoísmo, acabam virando as costas para o próximo em dificuldade. Estamos muito distantes do ideal do Reino!

Dar os pães comporta uma dinâmica diferente. Tudo parte do amor ao próximo, cuja penúria torna-se um apelo para a solidariedade e a partilha. Quem possui algo para comer, deixa-se tocar por quem não o tem, e abre mão, generosamente, do que lhe pertence para saciar a fome do próximo. Esta atitude funda-se na pura gratuidade e exclui qualquer desejo de recompensa. A alegria já é sentida no ato mesmo de repartir. Nesta direção é que os discípulos devem caminhar!

Oração
Pai, abre meu coração para a solidariedade, a fim de que, diante de meu semelhante necessitado eu sinta a alegria partilhar com ele o que me deste.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 08.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica. O jovem espanhol dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Ainda durante os estudos vendia seus pertences para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos recebeu a ordenação sacerdotal.

Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos cátaros, surgida no sul da França. Eles pregavam a reencarnação e a relação direta entre os homens e Deus. Domingos teve de enfrentar esta missão com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus.

Em 1215 Domingos fundou o primeiro mosteiro dos irmãos pregadores. Nesta época Domingos começou a propagar a devoção ao rosário mariano. Por isto, os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais à ciência, a piedade e a pregação.

No dia 08 de agosto de 1221, com apenas cinquenta e um anos de idade, ele morreu.

REFLEXÃO
Domingos distinguia-se por sua retidão, zelo, pontualidade das funções e espírito de sacrifício. Preocupado com o povo cristão, Domingos uniu os estudos da Palavra de Deus com a pregação explícita da mensagem evangélica. Fundou a Ordem do Pregadores (Dominicanos) e gastou sua vida para que o povo cristão recebesse uma fé esclarecida e verdadeira.

ORAÇÃO
Ó Pai, pela vossa misericórdia, São Domingos de Gusmão anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO DOMINGOS PRESBÍTERO E PREGADOR
( Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores, Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Oração do dia
Ó Deus, que os méritos e ensinamentos de são Domingos venham em socorro da vossa Igreja, para que o grande pregador da vossa verdade seja agora nosso fiel intercessor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Números 12,1-13)
Leitura do livro dos Números.

Naqueles dias, 12 1 Maria e Aarão criticara Moisés por causa da mulher etíope que ele desposara. (Moisés tinha, com efeito, tomado uma mulher etíope.)
2 “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós?” E o Senhor ouviu isso.
3 Ora, Moisés era um homem muito paciente, o mais paciente da terra.
4 Logo falou o Senhor a Moisés, a Aarão e a Maria: “Ide todos os três à tenda de reunião.” E eles foram.
5 O Senhor desceu na coluna de nuvem e parou à entrada da tenda. Chamou Aarão e Maria, e eles aproximaram-se.
6 “Ouvi bem, disse ele, o que vou dizer: Se há entre vós um profeta, eu lhe aparecerei em visão; eu, o Senhor, é em sonho que lhe falarei.
7 Mas não é assim a respeito de meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.
8 A ele eu lhe falo face a face, manifesto-me a ele sem enigmas, e ele contempla o rosto do Senhor. Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?”
9 A cólera do Senhor se acendeu contra eles.
10 O Senhor partiu, e a nuvem retirou-se de sobre a tenda. No mesmo instante, Maria foi ferida por uma lepra branca como a neve. Aarão, olhando para ela, viu-a coberta de lepra.
11 Aarão disse então a Moisés: “Rogo-te, meu senhor, não nos faças levar o peso desse pecado que cometemos num momento de loucura, e do qual somos culpados.
12 Que ela não fique como um aborto que sai do ventre de sua mãe, com a carne já meio consumida!”
13 Moisés orou ao Senhor: “Ó Deus, disse ele, rogo-vos que a cureis.”
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 50/51

Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Eu reconheço toda a minha iniqüidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós que eu pequei,
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

Mostrais assim quanto sois justo na sentença
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade
e pecador já minha mãe me concebeu.

Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Mestre, tu és o Filho de Deus, és rei de Israel! (Jo 1,49).


EVANGELHO (Mateus 14,22-36)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

14 22 Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.
23 Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.
24 Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25 Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.
26 Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: “É um fantasma!” disseram eles, soltando gritos de terror.
27 Mas Jesus logo lhes disse: “Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!”
28 Pedro tomou a palavra e falou: “Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!”
29 Ele disse-lhe: “Vem!” Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.
30 Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”
31 No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”
32 Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.
33 Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus.
34 E, tendo atravessado, chegaram a Genesaré.
35 As pessoas do lugar o reconheceram e mandaram anunciar por todos os arredores. Apresentaram-lhe, então, todos os doentes,
36 rogando-lhe que ao menos deixasse tocar na orla de sua veste. E, todos aqueles que nele tocaram, foram curados.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Ó Deus, atendeu com bondade, pela intercessão de são Domingos, as preces que vos apresentamos e, pela força deste sacrifício, confirmai com a graça da vossa proteção aqueles que lutam em defesa da fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9).

Depois da Comunhão
Ó Deus, concedei à vossa Igreja o vigor do sacramento que nos alimentou na festa de hoje, para que ela se dedique inteiramente ao vosso serviço pela intercessão de são Domingos, que a fez florescer com a sua pregação. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO DOMINGOS)

Domingos nasceu em 24 de junho de 1170, na pequena vila de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Pertencia a uma ilustre e nobre família, muito católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d'Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. O primeiro tornou-se sacerdote e morreu com odor de santidade. O segundo, junto com a mãe, foi beatificado pela Igreja. Nesse berço exemplar, o pequeno Domingos trilhou o mesmo caminho de servir a Deus. Até mesmo o seu nome foi escolhido para homenagear são Domingos de Silos, porque sua mãe, antes de Domingos nascer, fez uma novena no santuário do santo abade. E, como conta a tradição, no sétimo dia ele lhe teria aparecido para anunciar que seu futuro filho seria um santo para a Igreja Católica. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno "fundo" e com ele alimentar os pobres e doentes. Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal. Foi enviado para a diocese de Osma, onde se distinguiu pela competência e inteligência. Logo foi convidado para auxiliar o rei Afonso VII nos trabalhos diplomáticos do seu governo e também para representar a Santa Sé, em algumas de suas difíceis missões. Durante a Idade Média, período em que viveu, havia a heresia dos albigenses, ou cátaros, surgida no sul da França. O papa Inocêncio III enviou-o para lá, junto com Diego de Aceber, seu companheiro, a fim de combater os católicos reencarnacionistas. Mas, devido à morte repentina desse caro amigo, Domingos teve de enfrentar a missão francesa sozinho. E o fez com muita eficiência, usando apenas o seu exemplo de vida e a pregação da verdadeira Palavra de Deus. Em 1207, em Santa Maria de Prouille, Domingos fundou o primeiro mosteiro da Ordem Segunda, das monjas, destinado às jovens que, devido à carestia, estavam condenadas à vida do pecado. Os biógrafos narram que foi na igreja desse convento que Nossa Senhora apareceu para Domingos e disse-lhe para difundir a devoção do rosário, como princípio da conversão dos hereges e para a salvação dos fiéis. Por isso os dominicanos são tidos como os guardiões do rosário, cujo culto difundem no mundo cristão através dos tempos. A santidade de Domingos ganhava cada vez mais fama, atraindo as pessoas que desejavam seguir o seu modelo de apostolado. Foi assim que surgiu o pequeno grupo chamado "Irmãos Pregadores", do qual fazia parte o seu irmão de sangue, o bem-aventurado Manes. Em 1215, a partir dessa irmandade, Domingos decidiu fundar uma Ordem, oferecendo uma nova proposta de evangelização cristã e vida apostólica. Ela foi apresentada ao papa Inocêncio III, que, no mesmo ano, durante o IV Concílio de Latrão, concedeu a primeira aprovação. No ano seguinte, seu sucessor, o papa Honório III, emitiu a aprovação definitiva, dando-lhe o nome de Ordem dos Frades Predicadores, ou Dominicanos. Eles passaram a ser conhecidos como homens sábios, pobres e austeros, tendo como características essenciais a ciência, a piedade e a pregação. Em 1217, para atrair a juventude acadêmica para dentro do clero, o fundador determinou que as Casas da Ordem fossem criadas nas principais cidades universitárias da Europa, que na época eram Bolonha e Paris. Ele se fixou na de Bolonha, na Itália, onde se dedicou ao esplêndido desenvolvimento da sua obra, presidindo, entre 1220 e 1221 os dois primeiros capítulos gerais, destinados à redação final da "carta magna" da Ordem. No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os Vendavais na Vida dos Discípulos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Uma boa pergunta para entrarmos de cabeça nessa reflexão: por que os discípulos ficaram com medo e pensaram que Jesus, caminhando sobre as águas na direção deles, era um fantasma? Porque era exatamente o clima das primeiras comunidades cristãs naqueles primeiros anos do cristianismo. Tinham medo porque não sabiam em que ia dar tudo aquilo, segundo, Jesus de Nazaré tinha morrido e portanto, se apareceu andando sobre as águas, era mesmo um fantasma. Era Jesus mas se tratava de uma aparição fantasmagórica, que de concreto nada pode fazer a não ser passar por paredes, andar sobre as águas e outras coisas desse tipo, próprias de um fantasma.

Então no diálogo com Jesus, feito por Pedro, vem a primeira prova de que não é um fantasma, pois Pedro queria saber se era Jesus mesmo, e se ele pudesse fazer as mesmas coisas que Jesus fazia, então sua presença era real. Á ordem de Jesus “Vem” o velho Pedro andou sobre as águas exatamente como Jesus. Jesus tinha o mar sobre seus pés, dominava as forças do mal presente no fundo do mar, segundo os antigos acreditavam, em sua vida Jesus venceu essas forças e agora, á sua Igreja também poderá fazê-lo entretanto...

A Comunidade não supera as Forças do mal com seus próprios recursos, sua capacidade, seu conhecimento sobre o assunto, suas ideologias. Nada disso! Enquanto Pedro caminhava ao encontro de Jesus, isso é, pensava e agia exatamente como o Mestre, conseguia superar as forças malignas dos vendavais e tempestades que assolavam as comunidades.

Mas há momentos desse embate, que nos julgamos perdidos, o medo e o desânimo nos domina, e quando sentimos que tudo vai acabar, isso é, que as forças contrárias ao evangelho e á Igreja, são maiores e mais poderosas do que a nossa Fé, só há uma coisa a fazer: reconhecer que a Salvação vem de Jesus e somente dele! Não é a estrutura da Instituição que nos salva, não são os métodos pastorais ou as estratégias dos movimentos, ou a fama e o sucesso da Igreja na Mídia, mas somente e unicamente Jesus.

Há em nossa Igreja muitas vezes movimentos super bem organizados em nível de arquidiocese, de cidades, de região, de estado e até mundialmente. Que sempre reconheçamos a importância desses movimentos mas tenhamos muito claro que o centro da Salvação está no Cristo anunciado pelo Santo Evangelho. Jesus entra para dentro da barca após tomar Pedro pela mão. Jesus não leva Pedro junto a si, em um lugar exclusivo e isolado, mas ele entra na barca junto com os demais, que ao verem cessar a tempestade professaram a Fé “Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!”

Não há nenhum outro lugar, fora da comunidade eclesial, onde se possa fazer essa experiência da presença real do Senhor agindo com os que creem, no combate interminável contra a ventania, as ondas e temporais que tentam em vão afundar essa Barca. Acreditamos no sucesso da missão evangelizadora, por causa do nosso desempenho, ou porque vemos em tudo a ação misteriosa de Jesus, fazendo a Salvação acontecer na vida das pessoas?

2. Jesus caminha sobre o mar
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Jesus não é um fantasma. Nem uma ideia vaga, nem uma força do universo. É alguém muito concreto, uma pessoa, sujeito de atribuições, com natureza humana como nós e com natureza divina por ser Deus. É ele quem diz: “Coragem, sou eu, não tenham medo. Venha, homem de pouca fé”. E somos nós que dizemos: “Senhor, salva-me. Tu és o Filho de Deus”. Pedro estava andando sobre as águas e, sentindo o vento, ficou com medo e começou a afundar. Jesus insiste o tempo todo com os discípulos para que acreditem que podem mais do que pensam. Poderão multiplicar os pães? Poderão andar sobre as águas?

3. EM MEIO ÀS TEMPESTADES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cena evangélica desenrola-se em meio aos ventos, tempestades e ondas encapeladas, que põem em risco a vida dos discípulos, enquanto atravessam o mar da Galiléia. Além disso, é noite! A natureza toda parece ter-se colocado contra o pequeno grupo. O quê fazer neste contexto desesperador, quando todos já haviam sido tomados pelo medo?

A salvação aparece com a chegada de Jesus. Embora a tempestade continue, ele lhes recomenda a não temer, mas confiar. Quando o Mestre está com eles, podem estar seguros de que não perecerão.

A ousadia de Pedro, querendo por à prova o Mestre, acabou em fracasso. Amedrontado pelo vento furioso, começou a afundar. Sua falta de fé levou-o a duvidar da presença do Senhor. Donde o risco de quase ter sido tragado pelas ondas. Só se salvou porque recorreu a Jesus.

Este fato ilustra a vida da comunidade cristã, atribulada por perseguições, verdadeiras tempestades que devem enfrentar. Quando tudo parece concorrer para fazer a comunidade sucumbir, é preciso reconhecer a presença salvadora do Mestre. Até mesmo as lideranças, representadas por Pedro, correm o risco de perder a fé. Atitude arriscada, que pode levar a todos de roldão. Só é possível salvar-se, recorrendo a Jesus: "Senhor, salva-nos!"

Oração
Espírito de entrega nas mãos de Deus, nos momentos de tempestade, faze-me perceber a presença salvadora de quem pode impedir-me de sucumbir.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quarta-Feira — 09.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SANTA EDITH STEIN (TERESA BENEDITA DA CRUZ)

Edith Stein (Edit Stain) nasceu na Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença em Deus. Depois, terminou os estudos, recebendo o título de doutora.

Depois de ler a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila, a jovem judia foi tocada pela luz da fé e converteu-se ao catolicismo. Sua mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao Cristo.

Em 1933, chegavam ao poder o partido nazista. Todos os professores que não eram alemães foram demitidos. Para não ter que abandonar o país, Edith fez-se noviça da Ordem do Carmelo. Com o hábito Carmelita passou a ser chamada de Teresa Benedita da Cruz.

Quatro anos depois, a perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para a Holanda. Em julho de 1942, publicamente, os Bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou.

Em agosto, oficiais nazistas levaram Edith do Carmelo. Neste dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração. Edith Stein procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a Vontade de Deus.

No dia 07 de agosto de 1942, Edith Stein e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz. Dois dias depois foram mortos na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.

REFLEXÃO
Uma leitura dos textos de Edith revela claramente seu forte compromisso com o reconhecimento e desenvolvimento da mulher, assim como o valor da maturidade da vida cristã na mulher, como uma resposta para o mundo. Edith foi reconhecida pelo seu silêncio, sua calma, sua compostura, seu autocontrole, seu consolo para com outras mulheres, seu cuidado para com os mais pequenos.

ORAÇÃO
Deus Pai de bondade dai-nos ser abençoados pela intercessão de santa Edith Stein e concedei-nos a graça da conversão cotidiana. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde, Ofício do Dia da II Semana )

Antífona de Entrada
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Oração do dia
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Números 13,1-2.25-14,1.26-30.34-35)
Leitura do livro dos Números.

Naqueles dias, 13 1 o Senhor disse a Moisés:
2 “Envia homens para explorar a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel. Enviarás um homem de cada tribo patriarcal, tomados todos entre os príncipes.”
25 Tendo voltado os exploradores, passados quarenta dias,
26 foram ter com Moisés e Aarão e toda a assembléia dos israelitas em Cades, no deserto de Farã. Diante deles e de toda a multidão relataram a sua expedição e mostraram os frutos da terra.
27 Eis como narraram a Moisés a sua exploração: “Fomos à terra aonde nos enviaste. É verdadeiramente uma terra onde corre leite e mel, como se pode ver por esses frutos.
28 Mas os habitantes dessa terra são robustos, suas cidades grandes e bem muradas; vimos ali até mesmo filhos de Enac.
29 Os amalecitas habitam na terra do Negeb; os hiteus, os jebuseus e os amorreus habitam nas montanhas, e os cananeus habitam junto ao mar e ao longo do Jordão.”
30 Caleb fez calar o povo que começava a murmurar contra Moisés, e disse: “Vamos e apoderemo-nos da terra, porque podemos conquistá-la.”
31 Mas os outros, que tinham ido com ele, diziam: “Não somos capazes de atacar esse povo; é mais forte do que nós.”
32 E diante dos filhos de Israel depreciaram a terra que tinham explorado: “A terra, disseram eles, que exploramos, devora os seus habitantes: os homens que vimos ali são de uma grande estatura;
33 vimos até mesmo gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; parecíamos gafanhotos comparados com eles.”
14 1 Toda a assembléia pôs-se a gritar e chorou aquela noite.
26 O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
27 “Até quando sofrerei eu essa assembléia revoltada que murmura contra mim? Ouvi as murmurações que os israelitas proferem contra mim.
28 Dir-lhes-ás: ‘juro por mim mesmo’, diz o Senhor, ‘tratar-vos-ei como vos ouvi dizer.
29 Vossos cadáveres cairão nesse deserto. Todos vós que fostes recenseados da idade de vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim,
30 não entrareis na terra onde jurei estabelecer-vos, exceto Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun.
34 Explorastes a terra em quarenta dias; tantos anos quantos foram esses dias pagareis a pena de vossas iniqüidades, ou seja, durante quarenta anos, e vereis o que significa ser objeto de minha vingança.
35 Eu, o Senhor, o disse. Eis como hei de tratar essa assembléia rebelde que se revoltou contra mim. Eles serão consumidos e mortos nesse deserto!´”
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 105/106

Lembrai-vos de nós, ó Senhor,
segundo o amor para com vosso povo!

Pecamos como outrora nossos pais,
praticamos a maldade e fomos ímpios;
no Egito nossos pais não se importaram
com os vossos admiráveis grandes feitos.

Mas bem depressa esqueceram suas obras,
não confiaram nos projetos do Senhor.
No deserto deram largas à cobiça,
na solidão eles tentaram o Senhor.

Esqueceram-se do Deus que os salvara,
que fizera maravilhas no Egito;
no país de Cam fez tantas obras admiráveis,
no mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.

Até pensava em acabar com sua raça,
não tivesse Moisés, o seu eleito,
interposto, intercedendo junto a ele
para impedir que sua ira os destruísse.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).


EVANGELHO (Mateus 15,21-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

15 21 Jesus partiu dali e retirou-se para os arredores de Tiro e Sidônia.
22 E eis que uma cananéia, originária daquela terra, gritava: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim! Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio”.
23 Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Seus discípulos vieram a ele e lhe disseram com insistência: “Despede-a, ela nos persegue com seus gritos”.
24 Jesus respondeu-lhes: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”.
25 Mas aquela mulher veio prostrar-se diante dele, dizendo: “Senhor, ajuda-me!”
26 Jesus respondeu-lhe: “Não convém jogar aos cachorrinhos o pão dos filhos”.
27 “Certamente, Senhor”, replicou-lhe ela; “mas os cachorrinhos ao menos comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”.
28 Disse-lhe, então, Jesus: “Ó mulher, grande é tua fé! Seja-te feito como desejas. E na mesma hora sua filha ficou curada”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo paladar (Sb 16,20).

Depois da Comunhão
Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SANTA TERESA BENDITA DA CRUZ
( Vermelho, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Ó Deus, que hoje nos alegrais com a comemoração de santa Teresa Bendita da Cruz, concedei que sejamos ajudados pelos seus méritos e iluminados pelos seus exemplos de castidade e fortaleza. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, nossas oferendas na festa de hoje. Que elas vos sejam agradáveis como o martírio de santa Teresa Bendita da Cruz. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Ó Deus, que coroastes santa Teresa Benedita da Cruz pela dupla vitória da virgindade e do martírio, concedei-nos, pela força deste sacramento, vencer corajosamente todo o mal e conquistar a glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ)

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a "freira alemã", como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento, e dos demais. No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein, "co-Padroeira da Europa", junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Grito de quem quer Liberdade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há um hino muito bonito sobre o Povo de Deus, onde uma das estrofes diz “Há um só grito, preso a garganta, não engoliu sua dor...” Quem grita quer ser ouvido, quem grita é porque está no fundo do poço, quem grita é porque ainda tem esperança. As vezes o grito do pobre desesperado vem na forma de um silêncio que denuncia, pois o grito as vezes é também silêncio.

O Grito de quem está sofrendo pode causar indiferença, mas pode também incomodar, os discípulos de Jesus já estavam incomodados com aquela mulher gritona, chegaram a pedir para que Jesus desse o jeito e a fizesse calar a boca. A mulher estava gritando para pessoas erradas, que aparentemente não poderiam e nem deveriam resolver o seu problema: libertar a Filha que estava sendo atormentada por um demônio. O Povo de Israel tinha uma história e uma tradição, o Messias libertador pertencia a essa tradição, surgido das promessas de Deus, a sua ação libertadora seria sempre a favor de Israel, buscar as ovelhas perdidas e reconduzi-las ao Rebanho.

Há muitos gritos ao nosso redor, gritos de protesto, grito que quer justiça, grito de revolta, grito que reivindica algum direito, grito que denuncia, são gritos que trazem em si mesmo uma certa legitimidade, o cristão não pode ser “Vaquinha de Presépio” que engole tudo e diz Amém a quem oprime ou comete injustiça, a quem viola os sagrados direitos da Vida.

Mas o grito dessa mulher é diferente de todos esses gritos, ela não grita a uma Instituição, mas grita a um Deus, por isso é um Grito de Fé!

A resposta inicial de Jesus tem um caráter institucional, de um Messianismo que pertencia primeiramente as tradições de Israel e isso é verdadeiro, Deus falou aos Judeus em primeiro lugar, o primeiro povo escolhido para sentir o amor de Deus e ser dele um sinal a toda a humanidade realmente foram os Judeus, esse privilégio ninguém nunca lhes conseguirá tirar. Entretanto, o grito dessa mulher vislumbra em Jesus algo que vai além da instituição, é um prenúncio da universalidade da Salvação, aquela mulher que pertencia a uma região pagã, superou as autoridades Religiosas e enxergou longe, por isso gritou, porque viu em Jesus a presença Divina, ele não era um enviado de Deus mas era o próprio Deus, por isso não estava fechado dentro de uma instituição religiosa ou da tradição restrita de um povo.

O seu diálogo com Jesus, apesar do tom da humildade, revela a ele uma Fé grandiosa, capaz de mudar o imutável. Essa mulher não é alguém que se contenta com migalhas, ao contrário, vindo de Jesus essas migalhas tornam-se grandes riquezas, e o Poder Libertador irá se manifestar. É uma belíssima profissão de Fé de alguém que crê que Deus ama a todos de maneira indistinta, e o seu amor cura e liberta qualquer um que Nele Crer.

Hoje em nossas comunidades devemos estar muito atentos aos gritos que se fazem ouvir entre lágrimas, há muitos Demônios atormentando a vida de uma infinidade de jovens, esse processo libertador só é possível quando sabemos acolher todos os que gritam, oferecendo-lhes solidariedade e um trabalho pastoral que os faça vislumbrarem libertação, como o diálogo de Jesus com a mulher.

A Comunidade deve sempre testemunhar um Deus que ama a todos, com um amor que supera as barreiras de qualquer preconceito , caso contrário, a exemplo dos discípulos, estaremos sempre procurando uma desculpa, as vezes de ordem religiosa, para as nossas eternas omissões diante dos que gritam...

2. Mulher, grande é tua fé!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Uma mulher cananeia correu atrás de Jesus e gritou: “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim”. Jesus não respondeu, e a mulher insistiu: “Senhor, socorre-me”. Por fim, Jesus respondeu: “Mulher, grande é a tua fé. Seja feito como queres”. Não apenas seja feito o que queres, mas que “aconteça como queres”. Mais uma vez estamos diante da fé ativa na caridade. A mulher foi insistente e irritou os discípulos. Jesus mesmo não se mostrou disposto a atendê-la, seja para testá-la, seja por ter sido enviado ao povo de Israel. A mulher não era judia, mas era humilde e insistente. Não pedia para si, pedia por sua filha que ela via sofrer nas mãos de um demônio. “Senhor, filho de Davi, tem compaixão de mim”. A mulher cananeia nos ensina a rezar com simplicidade e com profundidade. Eis uma prece a ser repetida muitas e muitas vezes ao longo do dia, até que fale apenas o coração.

3. QUEM SÃO AS OVELHAS PERDIDAS?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O encontro com a mulher pagã, como que obrigou Jesus a alargar as dimensões de sua missão. No diálogo tenso com a mulher cananéia, ele deu a entender que os destinatários de sua missão era o estreito grupo das "ovelhas perdidas da casa de Israel". Sua salvação tinha um destino certo: única e exclusivamente, o povo judeu, povo da predileção divina com o qual Deus havia feito uma aliança. Esta predileção levou à idéia do exclusivismo: só Israel seria objeto da salvação. Jesus também pensava assim.

A cananéia convenceu-o com um argumento irrefutável: se aos filhos é reservado o pão, pelo menos sobram as migalhas para os cachorrinhos. Nem se importou de comparar-se aos cachorrinhos, à espreita de um pedacinho de pão caído da mesa de seu dono. Existia fé maior do que esta?

Este incidente bastou para que Jesus tomasse consciência de que existem muitas ovelhas perdidas, fora da casa de Israel. Assim como viera para os de Israel, era mister acolher indistintamente a quantos dele se aproximavam. Ovelha perdida era qualquer pessoa carente de ajuda, que não tinha com quem contar; era o povo abandonado, expoliado e explorado, largado à mercê dos prepotentes; era o povo marginalizado, sem distinção de raça. Jesus compreendeu que tinha sido enviado para todos. Que os discípulos aprendessem esta lição e deixassem de lado seus preconceitos.

Oração
Pai, dá-me um coração suficientemente grande para compreender que tu queres a salvação de todos, sem distinção, pois para todos enviaste teu Filho Jesus.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quinta-Feira — 10.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...


SÃO LOURENÇO

Lourenço era o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Devia ter uma boa formação acadêmica, pois, seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Depois do Papa Xisto II, era o responsável pela Igreja. Ele era o assistente do Papa nas celebrações e na distribuição da Eucaristia.

Além disto, ele era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes.

No ano 257 o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos: proibiu as reuniões dos cristãos, fechou as catacumbas, exilou os bispos e exigiu respeito aos ritos pagãos. Finalmente ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos.

Por causa da perseguição religiosa, o Papa Xisto II foi morto, junto com seis diáconos. Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o Papa um pouco antes dele morrer. O Papa teria lhe pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos do governador.

Lourenço distribuiu riquezas aos pobres e cuidou de esconder os livros e objetos sagrados. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e os colocou na frente do governador, dizendo: "Pronto, eis aqui os tesouros da Igreja". Irado, o chefe pagão mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo e lentamente. O suplício cruel não desviou Lourenço de sua fé. Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma.

REFLEXÃO
O nome de São Lourenço brilha como astro de primeira grandeza no firmamento da Igreja primitiva. Seu martírio trouxe vida para a Igreja. O testemunho de sua fé no Cristo nos anima a continuar enfrentando as tempestades da vida. Façamos também a nossa parte na construção do reino de Deus.

ORAÇÃO
Onipotente Deus, que ao vosso bem aventurado mártir São Lourenço destes forças para triunfar nos tormentos, concedei-me que se extingam em mim as chamas do pecado. E que eu tenha coragem para dar testemunho da minha fé com a vida. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO LOURENÇO DIÁCONO E MÁRTIR
( Vermelho, Glória, Prefácio dos Mártires, Ofício da Festa )

Antífona de Entrada
São Lourenço entregou-se a si mesmo ao serviço da Igreja. foi digno de sofrer o martírio e de subir com alegria para junto do Senhor Jesus.

Oração do dia
Ó Deus, o vosso diácono Lourenço, inflamado de amor por vós, brilhou pela fidelidade no vosso serviço e pela glória do martírio; concedei-nos amar o que ele amou e praticar o que ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Coríntios 9,6-10)
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 9 6 convém lembrar: "aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará.
7 Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria".
8 Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras.
9 Como está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre.
10 Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para comer, vos dará rica sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 111/112

Feliz o homem caridoso e prestativo.

Feliz o homem que respeita o Senhor
e que ama com carinho a sua lei!
Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos!

Feliz o homem caridoso e prestativo,
que resolve seus negócios com justiça.
Porque jamais vacilará o homem reto,
sua lembrança permanece eternamente!

Ele não teme receber notícias más:
confiando em Deus, seu coração está seguro.
Seu coração está tranqüilo e nada teme,
e confusos há de ver seus inimigos.

Ele reparte com os pobres os seus bens,
permanece para sempre o bem que fez,
e crescerão a sua glória e seu poder.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).


Evangelho (João 12,24-26)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 12 24 "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.
25 Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.
26 Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Pai, com bondade, as oferendas que vos apresentamos com alegria na festa do diácono Lourenço e fazei que elas possam servir para a salvação do vosso povo. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Aquele que me serve, diz o Senhor, deve seguir-me. E onde eu estiver estará o meu servido (Jo 12,26).

Depois da Comunhão
Ó Deus, saciados por vossos dons, concedei-nos, ao vos prestar o devido culto na festa de são Lourenço, a graça de crescer na salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO LOURENÇO)

No ano 257, o imperador romano Valeriano ordenou uma perseguição contra os cristãos. No início, parecia mais branda do que a imposta por Décio. Ela tinha mais uma conotação repressora, porque proibia as reuniões dos cristãos, fechava os acessos às catacumbas, exilava os bispos e exigia respeito aos ritos pagãos. Mas não obrigava a renegar a fé publicamente. Entretanto, no ano seguinte, Valeriano ordenou que os bispos e padres fossem todos mortos. Lourenço, na ocasião, era o arcediácono, do papa Xisto II, isto é, o primeiro dos sete diáconos a serviço da Igreja de Roma. Dados de sua vida, anterior a esse período, nunca foram encontrados. Porém devia ter uma boa formação acadêmica, pois seu cargo era de muita responsabilidade e importância. Depois do papa, era Lourenço o responsável pela Igreja. Iss quer dizer que ele era o assistente do papa nas celebrações e na distribuição da eucaristia. Mas, além disso, era o único administrador dos bens da Igreja, cuidando das construções dos cemitérios, igrejas e da manutenção das obras assistenciais destinadas ao amparo dos pobres, órfãos, viúvas e doentes. A partir do decreto de Valeriano, os bispos começaram a ser executados e um dos primeiros foi Cipriano de Cartago, que morreu em 258. Logo em seguida foi a vez de o papa Xisto II ser executado, junto com os outros seis diáconos. Conta a tradição que Lourenço conseguiu conversar com o papa Xisto II um pouco antes dele morrer. O papa ter-lhe-ia pedido para que distribuísse aos pobres todos os seus pertences e os da Igreja também, pois temia que caíssem nas mãos dos pagãos. Lourenço foi preso e levado à presença do governador romano, Cornélio Secularos, justamente para entregar todos os bens que a Igreja possuía. Lourenço pediu um prazo de três dias, pois, como confessou, a riqueza era grande e tinha de fazer o balanço completo. Obteve o consentimento. Assim, rapidamente distribuiu tudo aos pobres e, quanto aos livros e objetos sagrados, cuidou para que ficassem bem escondidos. Em seguida, reuniu um grupo de cegos, órfãos, mendigos, doentes e colocou-os na frente de Cornélio, dizendo: "Pronto, aqui estão os tesouros da Igreja". Irado, o governador mandou que o amarrassem sobre uma grelha, para ser assado vivo, e lentamente. O suplício cruel não demoveu Lourenço de sua fé. Segundo uma narrativa de santo Ambrósio, Lourenço teria ainda encontrado disposição e muita coragem para dizer ao seu carrasco: "Vira-me, que já estou bem assado deste lado". Lourenço morreu no dia 10 de agosto de 258, rezando pela cidade de Roma. A população mostrou-se muito grata a são Lourenço, que, pelo seu feito, é chamado de "príncipe dos mártires". Os romanos ergueram, ao longo do tempo, tantas igrejas em sua homenagem que nem mesmo são Pedro e são Paulo, os padroeiros de Roma, possuem igual devoção.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Serviço que requer o Rebaixamento
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A palavra Diakonia, do grego, que significa servir, nasceu ainda em forma embrionária na Igreja primitiva, conforme relato de Lucas em Atos 6. Muito pouco se fala no Novo Testamento dos sete primeiros Diáconos da nossa Igreja, a não ser Estevão, o proto mártir, e Felipe, que após a expulsão dos cristãos das sinagogas, saiu pregar na Samaria e depois em outras regiões, inclusive sendo ele o grande articulador do Cristianismo no mundo grego, pois neste evangelho de hoje é ele que conduz os gregos até Jesus.

A Diakonia, que começou com o autêntico espírito de serviço, foi passando por transformações no seio da igreja e entre os séculos seguindo e terceiro, o Diácono era papel de destaque enquanto principal colaborador do Bispo, que por aquele tempo era quem presidia a “Fração do Pão”, ou em uma linguagem de hoje, só o Bispo é que celebrava missa.E assim a diakonia, cada vez mais foi tendo destaque no serviço do altar e na administração dos bens terrenos da Igreja e daí, a concorrência, a busca de poder, contaminou o Diaconado que ao final do século IV despareceu por completo da nossa Igreja.

Foi o Concílio Vaticano II que restaurou o Diaconado Permanente fazendo com que a Diakonia fosse resgatada, deixando de ser apenas um ministério transitório, para ser um Sinal Sacramental do Serviço. O Diaconado Permanente é um Sinal Sacramental de todas as diakonias presentes em nossas comunidades, não há distinção entre a diakonia leiga e a do Diácono, uma supõe a outra, uma sinaliza e torna a outra autêntica em si mesma.

O evangelho de hoje, portanto, aponta para aquilo que é essencial no Diaconado: o morrer para si mesmo, esvaziar-se de qualquer ambição, glória ou poder, servir com alegria, generosidade e grande disposição. Morrer para si mesmo é não clericalizar-se em excesso, não fazer questão de qualquer honraria ou distinção, por causa do ministério, morrer para si mesmo é anunciar a Palavra e esquecer-se de si mesmo. Morrer para si mesmo é não olhar para o Presbítero com um ar inferior, e nem tão pouco olhar para o leigo com um ar superior.

Morrer para si mesmo é manter a serenidade em toda e qualquer situação, é ser paciencioso e compreensivo com quem quer que seja, é não fazer uso da sua autoridade clerical, para dominar, se impor, ou obter qualquer benefício. Morrer para si mesmo é abrir mão de celebrações da Palavra pomposas, onde se exalta o próprio ego, é priorizar as comunidades pobres de bairros distantes, com as quais o Cristo a quem se serve, se identifica mais.

Enfim, o Diaconado é um tesouro inestimável pertencente ao Senhor, que se permite guardá-lo na insignificância dos modestos vasos de barro, que são os nossos Diáconos. E que São Lourenço nos ajude a todos quantos imerecidamente receberam esse Santo Sacramento, a manter incólumes tal tesouro, pertencente ao Senhor, e que refulge o seu maior brilho no amor que se traduz em serviço, na Dimensão da Palavra, da Liturgia e da Caridade, colunas mestras que dão sustentabilidade a toda e qualquer Diakonia.

2. O grão de trigo, se morre, produz muito fruto
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O grão de trigo precisa morrer para produzir fruto. Quem entrega sua vida por causa de Cristo e de seu Evangelho, parece perdê-la. Na realidade a está guardando para a vida eterna. O Pai honra quem segue seu Filho Jesus e o serve, procurando estar onde ele está. Por isso hoje o Pai honra uma vez mais o grande diácono São Lourenço, que não perdeu sua vida. Sua morte foi uma pregação para os habitantes de Roma do século terceiro, impressionados com o testemunho sereno de Lourenço, martirizado numa grelha sobre carvões ardentes. Quando lhe pediram que entregasse os bens da Igreja, São Lourenço reuniu um grupo de mendigos e os apresentou dizendo: “Esse é o nosso tesouro. Encontra-se por toda parte”. O poeta Prudêncio diz que a morte de Lourenço causou grande impressão na cidade. É o grão de trigo que começa a dar fruto. Isso aconteceu no ano de 258. Era diácono do Papa Sisto II, decapitado três dias antes. A Igreja já existia e já produzia gente de coragem. Essa mesma Igreja leva avante até hoje o testemunho dos mártires, a começar do primeiro, Jesus Cristo. Não foi inventada ontem e não tem um fundador, a não ser Jesus Cristo, que entregou a sua vida, aceitando livremente a morte, e produziu o fruto da redenção. O texto de São João sintetiza a vocação do discípulo no Quarto Evangelho, quando diz: “Onde eu estiver, estará também aquele que me serve”.

3. DA MORTE BROTA A VIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A hora de Jesus foi se aproximando. Ele tinha plena do consciência da sorte que o espera. A morte despontava, como inevitável, no horizonte de sua existência. Jesus sabia muito bem que sua vida seria fecunda se, no momento crucial, ele fosse capaz de passar pela prova suprema da morte. Aí sua fidelidade radical abriria, para a humanidade, o caminho de acesso a Deus.

O modo positivo como Jesus encarou a consumação de sua existência não deixou de perturbá-lo interiormente. Uma tentação possível, neste momento, seria a de pedir ao Pai para privá-lo desta circunstância pavorosa. Jesus, porém, reconheceu que toda a sua vida terrena esteve voltada para esta hora. Não seria correto, agora, preferir um atalho. Seria indigno optar pela fuga. A missão exigia dele seguir adiante.

A tragicidade da hora de Jesus assumiu uma conotação particular por ele estar certo de não ter sido abandonado pelo Pai. Sua morte inseria-se na dinâmica de glorificação do Filho pelo Pai. Não era fácil compreender o modo divino de agir, quando a cruz despontava com toda a sua crueldade. Na perspectiva divina, porém, a morte de cruz representava a subjugação do poder do mal e da injustiça e o triunfo do senhorio do Pai na vida do Filho Jesus. Da cruz, proviria a vida nova e gloriosa, penhor de redenção para a humanidade.

Oração
Senhor Jesus, a vida jorrou abundante de sua fidelidade até à morte de cruz. Possa eu beneficiar-me desta plenitude de vida.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Sexta-Feira — 11.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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SANTA CLARA

Clara nasceu em Assis no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica. Mas sua vida mudou radicalmente: Clara foi a primeira mulher da Igreja a se entusiasmar com o ideal franciscano.

Desde jovem adquiriu o hábito de rezar diariamente e se mortificar. Também exercitava com frequência a piedade cristã, distribuindo esmolas e atendendo com disponibilidade as pessoas necessitadas que a procuravam. Fazia isto espontaneamente, como demonstração de seu sincero e fervoroso amor a Deus.

Aos dezenove anos de idade, fugiu de casa se apresentou na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Nesta noite, fez uma oração de renúncia ao mundo “por amor ao Sagrado e Santíssimo Menino Jesus”. Entregou aos frades sua veste luxuosa e vestiu uma túnica de lã, semelhante a deles, ajustada ao corpo por um cinto de corda.

Clara viveu num mosteiro beneditino para conhecer o ritmo de uma vida comunitária. Depois, conduzida por Francisco, foi para o mosteiro de São Damião, formando com outras mulheres a ordem segunda Franciscana, depois chamadas de “Clarissas”.

Em 1216 Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa, mas manteve o carisma franciscano. A partir de 1224, Clara adoeceu e aos poucos foi definhando. De sua cela, através de visões, acompanhou o funeral de francisco. Por essas visões que pareciam filmes projetados numa tela, Santa Clara é considerada padroeira da televisão e de todos seus profissionais.

Clara morreu no ano de 1253 e foi proclamada santa dois anos após sua morte.

REFLEXÃO
Nos diz a tradição que antes de morrer Clara assim rezou: “Vai em paz minha alma, pois você tem um guia seguro que lhe mostrará o caminho, Aquele que lhe criou, santificou, amou e não cessou de vigiá-la com a ternura de uma mãe que zela pelo filho único de seu amor. Dou graças e bendigo ao Senhor porque Ele criou a minha vida”. Assim rezando partiu para o Pai.

ORAÇÃO
Creio firmemente que sabeis que o reino dos céus não é prometido e dado pelo Senhor senão aos pobres, porque, quando se ama uma coisa temporal, perde-se o fruto da caridade. Não se pode servir a Deus e às riquezas, porque ou se ama a um e se odeia às outras, ou serve-se a Deus e desprezam-se as riquezas. Não dá para ser glorioso no mundo e lá reinar com Cristo. Ajudai-nos a escolher o melhor caminho. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SANTA CLARA CONSAGRADA AO SENHOR
( Branco, Prefácio Comum ou das Virgens, Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Oração do dia
Ó Deus, que, na vossa misericórdia, atraístes santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia em vosso reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Deuteronômio 4,32-40)
Leitura do livro do Deuteronômio.

Moisés falou ao povo, dizendo: 4 32 "Escuta os tempos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem na terra. Pergunta se houve jamais, de uma extremidade dos céus à outra, uma coisa tão extraordinária como esta, e se jamais se ouviu coisa semelhante.
33 Houve, porventura, um povo que, como tu, tenha ouvido a voz de Deus falando do seio do fogo, sem perder a vida?
34 Algum deus tentou jamais escolher para si uma nação do meio de outra, por meio de provas e de sinais, de prodígios e de guerras, com mão poderosa e braço estendido, e de prodígios espantosos, como o Senhor, vosso Deus, fez por vós no Egito diante de vossos olhos?
35 Tu foste testemunha de tudo isso para que reconheças que o Senhor é Deus, e que não há outro fora dele.
36 Fez-te ouvir a sua voz do céu para a tua instrução, e na terra mostrou-te o seu grande fogo, e o ouviste falar do meio das chamas.
37 Porque amou teus pais, e elegeu a sua posteridade depois deles, tirou-te do Egito com a força de seu poder,
38 despojando em teu favor povos mais numerosos e mais robustos do que tu, para introduzir-te em suas terras e dá-las a ti em herança, como estás vendo hoje.
39 Sabe, pois, agora, e grava em teu coração que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra.
40 Observa suas leis e suas prescrições que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e prolongues teus dias para sempre na terra que te dá o Senhor, teu Deus".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 76/77

Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!

Recordando os grandes feitos do passado,
vossos prodígios eu relembro, ó Senhor;
eu medito sobre as vossas maravilhas
e sobre as obras grandiosas que fizestes.

São santos, ó Senhor, vossos caminhos!
Haverá deus que se compare ao nosso Deus?
Sois o Deus que operastes maravilhas,
vosso poder manifestastes entre os povos.

Com vosso braço redimistes vosso povo,
os filhos de Jacó e de José.
Como um rebanho conduzistes vosso povo
e o guiastes por Moisés e Aarão.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10)


Evangelho (Mateus 16,24-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

16 24 Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.
25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á.
26 Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?
27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.
28 Em verdade vos declaro: muitos destes que aqui estão não verão a morte, sem que tenham visto o Filho do Homem voltar na majestade de seu Reino".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santa Clara, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9).

Depois da Comunhão
Ó Deus, pela força deste sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santa Clara, e completai, até a vinda do Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA CLARA)

Clara nasceu em Assis, no ano 1193, no seio de uma família da nobreza italiana, muito rica, onde possuía de tudo. Porém o que a menina mais queria era seguir os ensinamentos de Francisco de Assis. Aliás, foi Clara a primeira mulher da Igreja a entusiasmar-se com o ideal franciscano. Sua família, entretanto, era contrária à sua resolução de seguir a vida religiosa, mas nada a demoveu do seu propósito. No dia 18 de março de 1212, aos dezenove anos de idade, fugiu de casa e, humilde, apresentou-se na igreja de Santa Maria dos Anjos, onde era aguardada por Francisco e seus frades. Ele, então, cortou-lhe o cabelo, pediu que vestisse um modesto hábito de lã e pronunciasse os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Depois disso, Clara, a conselho de Francisco, ingressou no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, para ir se familiarizando com a vida em comum. Pouco depois foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde Inês, sua irmã de sangue, juntou-se a ela. Pouco tempo depois, Francisco levou-as para o humilde Convento de São Damião, destinado à Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Em agosto, quando ingressou Pacífica de Guelfúcio, Francisco deu às irmãs sua primeira forma de vida religiosa. Elas, primeiramente, foram chamadas de "Damianitas", depois, como Clara escolheu, de "Damas Pobres", e finalmente, como sempre serão chamadas, de "Clarissas". Em 1216, sempre orientada por Francisco, Clara aceitou para a sua Ordem as regras beneditinas e o título de abadessa. Mas conseguiu o "privilégio da pobreza" do papa Inocêncio III, mantendo, assim, o carisma franciscano. O testemunho de fé de Clara foi tão grande que sua mãe, Ortolana, e mais uma de suas irmãs, Beatriz, abandonaram seus ricos palácios e foram viver ao seu lado, ingressando também na nova Ordem fundada por ela. A partir de 1224, Clara adoeceu e, aos poucos, foi definhando. Em 1226, Francisco de Assis morreu e Clara teve visões projetadas na parede da sua pequena cela. Lá, via Francisco e os ritos das solenidades do seu funeral que estavam acontecendo na igreja. Anteriormente, tivera esse mesmo tipo de visão numa noite de Natal, quando viu, projetado, o presépio e pôde assistir ao santo ofício que se desenvolvia na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas visões, que pareciam filmes projetados numa tela, santa Clara é considerada Padroeira da Televisão e de todos os seus profissionais. Depois da morte de são Francisco, Clara viveu mais vinte e sete anos, dando continuidade à obra que aprendera e iniciara com ele. Outro feito de Clara ocorreu em 1240, quando, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento, defendeu a cidade de Assis do ataque do exercito dos turcos muçulmanos. No dia 11 de agosto de 1253, algumas horas antes de morrer, Clara recebeu das mãos de um enviado do papa Inocêncio IV a aguardada bula de aprovação canônica, deixando, assim, as sua "irmãs clarissas" asseguradas. Dois anos após sua morte, o papa Alexandre IV proclamou santa Clara de Assis.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Perder para ganhar...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Este evangelho é sequência de Mateus 16,13 – 23, refletido ontem, onde o Apóstolo Pedro deu aquela resposta linda e maravilhosa e que mereceu de Jesus um belo elogio, Pedro é um homem iluminado por Deus e por isso deu aquela resposta tão verdadeira e reveladora que culminou com a sua nomeação para ser o Chefe dos Apóstolos e da sua Igreja, ponto de ligação entre o Céu e a Terra.

Estaria tudo lindo e maravilhoso para os discípulos se a história parasse por aí, porém, Jesus retoma as lições para a prova final dos seus discípulos. A pedagogia de Jesus é perfeita, parece que o Grupo, representado por Pedro, entendeu uma parte da lição, sobre a sua identidade Messiânica, e agora é preciso avançar com as lições, subir para outro nível aproveitando o momento.

Eles já sabem quem é Jesus, ele é o Cristo, o Filho de Deus vivo... Portanto, o Messias esperado. Haviam sido aprovados na primeira avaliação. Agora Jesus começa a lição mais difícil: revelar a eles como é que ele iria realizar a sua obra de Salvação. Eu imagino a cara dos discípulos durante essa “aula” com o maior de todos os Mestres...

O Discipulado implica em renúncia a si mesmo, e aceitação da cruz. Mais do que isso, o discipulado implica em um “Perder”. Eis aí três palavras proibidas nos dias de hoje: Renúncia a si mesmo, aceitar a cruz, e perder... Diante da expectativa de um Messias arrasador, vitorioso e implacável com os seus inimigos, essa lição nova foi um balde de água fria em cima dos discípulos. O mesmo acontece para quem sonha com num Cristianismo sem sacrifícios e renúncias, sem calvário e sem cruz, parece que o homem dos nossos tempos tornou-se especialista em arrancar Jesus da cruz, só se quer a glória e o poder Divino, mas calvário e cruz, todo mundo quer BEM... Longe.

É bom compreendermos que Jesus não está incentivando uma religião alienadora, vivida de maneira angelical, e que despreza as coisas desse mundo. Nem é um incentivo para que o homem busque o sofrimento, pois Deus não é masoquista. O sofrimento é consequência do Amor. Quem ama verdadeiramente as pessoas, sofre com elas e por elas. Por acaso não sofre uma Mãe que vê o seu Filho envolvido nas drogas ou na delinquência?  Esposa traída, mas que ama o seu marido e quer ficar ao seu lado? O Filho que tem um Pai alcoólatra... Em todos esses casos, quem ama de verdade não arreda pé, não abandona o barco, não deixa a pessoa entregue a própria sorte, mas luta, sofre, chora com o outro.  Assim Jesus age para nos dar a Salvação. Não foi a tortura dos açoites, dos cravos e da coroa de espinhos, que nos salvou, mas o Amor que naquele momento ele demonstrou. Nós cristãos católicos não adoramos a cruz enquanto instrumento de tortura, isso seria masoquismo, mas a cruz onde o Nosso Senhor nos amou. Não desistiu mesmo quando percebeu que acabaria sozinho, traído e negado pelos amigos, pela comunidade, que deveria ser a primeira a reconhecê-lo e apoiá-lo, pela família que o achava um Louco. Mas o seu Amor pela humanidade e a Fidelidade ao Pai, o levou a superar tudo isso.

O Nosso discipulado traz essas marcas da paixão do Senhor em nossa vida, são marcas que comprovam que a Fé é autêntica. A Cruz sempre será a nossa marca registrada, sinal de um Amor grandioso, belo, gratuito e incondicional. Esse é o caminho de Jesus por onde todos também caminhamos, ou deveríamos caminhar...

2. Tomar a sua cruz e seguir o Senhor
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Quem segue Jesus, renuncia a si mesmo e carrega a cruz. Não está apegado a nada, nem à própria vida. Se a perder por causa dele, vai encontrá-la de novo. Se a perder por outra causa, certamente vai perdê-la para sempre. Não trocar a própria vida a não ser por Cristo e seu Evangelho. No fim dos tempos haverá uma recompensa pelo esforço feito neste mundo, embora não se viva pela recompensa, e sim por amor. Nossa conduta será julgada de acordo com a prática do amor. Alguns ainda estarão vivos, quando o Filho do Homem vier com o seu Reino. Está afirmação pode se referir à destruição de Jerusalém pelos romanos no ano setenta da nossa era, ou pode expressar a expectativa dos primeiros cristãos da vinda imediata de Jesus na sua glória. Enquanto ele não vem, trabalhamos para o estabelecimento do Reino. Quem percebe o valor do Reino, renuncia a si mesmo, toma a sua cruz e põe-se a caminho. Quantos e quantas fizeram isso ao longo da história do cristianismo. E o fizeram com alegria. Veja os santos que celebramos cada mês. Ontem São Lourenço, hoje Santa Clara, amanhã Santa Joana de Chantal, todos seguidores tão alegres que não percebiam o peso da cruz.

3. AS OBRAS RECOMPENSADAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

As condições estabelecidas por Jesus para que alguém esteja apto para segui-lo estão em sintonia com as bem-aventuranças.

A primeira condição consiste em "renunciar-se a si mesmo", e está em consonância com a bem-aventurança da pobreza. Esta renúncia supõe abrir mão de todas as ambições pessoais e mundanas, de todo anseio de acumular e de buscar segurança nos bens deste mundo. Quem segue Jesus, deve dispor-se a segui-lo no despojamento não só dos bens materiais, mas também de seus apegos e preconceitos, de modo a fazer-se totalmente livre para o serviço do Reino. Este serviço ficará comprometido, se o coração do discípulo não for suficientemente livre.

A segunda condição é "carregar a própria cruz", e combina com a última bem-aventurança, a da perseguição. O serviço do Reino atrairá contra si perseguição e adversidade. Por isso, o discípulo deve estar preparado até mesmo para um eventual martírio. Assim, à virtude da pobreza acrescenta-se a da coragem, fruto da liberdade do discípulo no que diz respeito à sua própria vida.

Provido de ambas as virtudes, o discípulo estará preparado para fazer o que o Pai quer, e receber a recompensa devida. Da pobreza e da coragem resultarão a partilha, a solidariedade, a luta pela igualdade e pela justiça. O Pai saberá como recompensá-las!

Oração
Pai, dá-me a pobreza e a coragem necessárias para ser seguidor de teu Filho Jesus e realizar obras que merecerão a recompensa divina.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 12.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— SANTA JOANA FRANCISCA DE CHANTAL

Joana era filha de um famoso político francês. Casou-se com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Na sua casa o clima religioso era constante. Diariamente era rezada uma missa, da qual todos os servidores domésticos participavam. Ocupou-se pessoalmente da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais.

Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se inteiramente à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época conheceu Francisco de Sales, futuro santo da Igreja, e o escolheu para ser seu diretor espiritual.

Passados nove anos de viuvez retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes.

Joana professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a Madre Superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e se dedicou exclusivamente a esta obra de caridade. Fundou mais setenta e cinco casas para suas religiosas com toda a sua fortuna.

Depois de uma dura agonia motivada por uma febre, Joana morreu em 1641.

REFLEXÃO
Santa Joana, modelo de esposa e mãe, desligou-se da família para tornar-se, em meio a grandes provações, exemplo de santidade na vida religiosa. A ela podem ser aplicados, com justiça, os grandes elogios que o Livro dos Provérbios faz à Mulher forte: "Quem achará uma mulher forte? O seu valor excede tudo o que vem de longe, e dos últimos confins da Terra. Levantaram-se seus filhos, e aclamaram-na ditosíssima; levantou-se seu marido, e louvou-a" (Prov., cap. 31, 10-28).

ORAÇÃO
Concedei-nos, ó Deus, a sabedoria e o amor que inspirastes à vossa filha Santa Joana Francisca de Chantal, para que, seguindo seu exemplo de fidelidade, nos dediquemos ao vosso serviço e vos agrademos pela fé e pelas obras. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde, Ofício do Dia da II Semana )

Antífona de Entrada
Meus Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Oração do dia
Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Deuteronômio 6,4-13)
Leitura do livro do Deuteronômio.

6 4 “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
5 Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.
6 Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração.
7 Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.
8 Atá-los-ás à tua mão como sinal, e os levarás como uma faixa frontal diante dos teus olhos.
9 Tu os escreverás nos umbrais e nas portas de tua casa.
10 Quando o Senhor, teu Deus, te tiver introduzido na terra que a teus pais Abraão, Isaac e Jacó, jurou te dar; grandes e excelentes cidades que não construíste,
11 casas mobiliadas e cheias de toda a sorte de coisas, que não ajuntaste, poços que não cavaste, vinhas e olivais que não plantaste, e quando comeres à saciedade,
12 então, guarda-te de esquecer o Senhor que te tirou do Egito, da casa da servidão.
13 Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jurarás pelo seu nome.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 17/18

Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força,
minha rocha, meu refúgio e salvador!
Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,
minha força e poderosa salvação.

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,
sois meu escudo e proteção: em vós espero!
Invocarei o meu Senhor: a ele a glória!
E dos meus perseguidores serei salvo!

Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo!
E louvado seja Deus, meu salvador!
Concedeis ao vosso rei grandes vitórias
e mostrais misericórdia ao vosso ungido.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).


Evangelho (Mateus 17,14-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 17 14 quando eles se reuniram ao povo, um homem aproximou-se deles e prostrou-se diante de Jesus, 15 dizendo: “Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora na água.
16 Já o apresentei a teus discípulos, mas eles não o puderam curar”.
17 Respondeu Jesus: “Raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Até quando hei de aturar-vos? Trazei-mo”.
18 Jesus ameaçou o demônio e este saiu do menino, que ficou curado na mesma hora.
19 Então os discípulos lhe perguntaram em particular: “Por que não pudemos nós expulsar este demônio?”
20 Jesus respondeu-lhes: “Por causa de vossa falta de fé. Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: ‘Transporta-te daqui para lá’, e ela irá; e nada vos será impossível. Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Dignai-vos, ó Deus, santificar estas oferendas e, aceitando este sacrifício espiritual, fazei de nós uma oferenda eterna para vós. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Vós nos destes, Senhor, o pão do céu, que contém todo sabor e satisfaz todo paladar (Sb 16,20).

Depois da Comunhão
Acompanhai, ó Deus, com proteção constante os que renovastes com o pão do céu e, como não cessais de alimentá-los, tornai-os dignos da salvação eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SANTA JOANA DE CHANTAL
( Branco, Ofício da Memória )

Oração do Dia
Ó Deus, que ornastes de grandes méritos santa Joana Francisca de Chantal nos diversos estados de vida, concedei-nos, por suas preces, corresponder fielmente à nossa vocação e ser, em todas as circunstâncias, um exemplo para todos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as Oferendas
Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santa Joana Francisca de Chantal, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da Comunhão
Ó Deus, pela força desta sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santa Joana Francisca de Chantal, e completai, a te a vinda de Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTA JOANA DE CHANTAL)

Filha de um político bem posicionado na França, Joana recusou matrimônio com um fidalgo milionário, por ser ele protestante calvinista. Casou-se, então, com o barão de Chantal, católico fervoroso, com quem levou uma vida profundamente religiosa e feliz. Joana nasceu em Dijon, França, em 28 de janeiro de 1572, filha de Benigno Frèmiot, presidente do parlamento de Borgonha. Após seu casamento, foi morar no castelo de Bourbillye, e sua primeira ordem na nova casa sinalizou qual seria o estilo de vida que se viveria ali. Mandou que, diariamente, fosse rezada uma missa e que todos os servidores domésticos participassem. Ocupou-se, pessoalmente, da educação religiosa dos serviçais, ajudando-os em todas as suas necessidades materiais. Quando o barão feriu-se gravemente durante uma caçada, no castelo só se rezava por sua saúde. Mas logo veio a falecer. Joana ficou viúva aos vinte e oito anos de idade, com os filhos para criar. Dedicou-se, inteiramente, à educação das suas crianças, abrindo espaço em seus horários apenas para a oração e o trabalho. Nessa época, conheceu o futuro são Francisco de Sales, então bispo de Genebra. Escolheu-o para ser seu diretor espiritual e fez-se preparar para a vida de religiosa. Passados nove anos de viuvez e depois de ter muito bem casado as filhas, deixou o futuro barão de Chantal, então um adolescente de quinze anos, com o avô Benigno no castelo de Dijon e retirou-se em um convento. No ano seguinte, em 1610, junto com Francisco de Sales, fundou a Congregação da Visitação de Santa Maria, destinada à assistência aos doentes. Nessa empreitada juntaram-se, à baronesa de Chantal, a senhora Jacqueline Fabre e a senhorita Brechard. Joana, então, professou os votos e foi a primeira a vestir o hábito da nova Ordem. Eleita a madre superiora, acrescentou Francisca ao nome de batismo e dedicou-se, exclusivamente, à Obra, vivendo na sua primeira sede, em Anecy. Fundou mais setenta e cinco Casas para suas religiosas com toda a sua fortuna. Mas não sem dificuldades e sofrimentos, e sofrendo muitas perseguições em Paris, sem nunca esmorecer. Depois de uma dura agonia motivada por uma febre que pôs fim à sua existência, morreu em Moulins no dia 13 de dezembro de 1641. Atualmente, as Irmãs da Visitação estão espalhadas em todos os continentes e celebram, no dia 12 de agosto, santa Joana Francisca de Chantal, que foi canonizada em 1767 para ser venerada como modelo de perfeição evangélica em todos os estados de vida.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Fé é essencialmente transformadora...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Quantas vezes choramingamos diante de certas situações dentro da comunidade, que não conseguimos transformar, de quadros repetitivos, de pessoas que nunca mudam, de atitudes e testemunhos que vão contra o próprio evangelho. Às vezes até achamos que se tivéssemos algum poder dentro da instituição da igreja, resolveríamos a coisa do nosso jeito. É comum certas queixas “Ah se eu fosse o coordenador, ou o Padre dessa paróquia...”.

Não é o poder ditatorial que muda as pessoas e as situações, mas a Fé em Jesus Cristo, o agir em seu nome, o agir com Cristo, isso é, do mesmo modo, da mesma maneira que ele. Nesse sentido a Fé comprometida com a comunhão, é realmente poderosa e capaz de transformar qualquer situação adversa.

Não se sabe que tática ou estratégia os discípulos tentaram usar para curar o moço Lunático, mas o que se sabe é que a estratégia não funcionou e podemos supor que, possivelmente, eles tentaram a seu jeito, a seu modo, e em si mesmo não tinham, e nem nós temos, força suficiente para mudar as coisas e derrotar o Mal que oprime e escraviza as pessoas.

Mas essa experiência de uma Fé com tal poder de transformação deve iniciar-se em nós mesmos, mudando quem sabe, certos sentimentos estranhos ao Cristianismo, que insistem em se fazer presentes em nosso coração, pensamentos de grandeza, de dominação, ressentimentos e mágoas, espírito de grandeza que nos leva a concorrer com o outro. Primeiro é preciso consertar a casa, para depois experimentarmos esse potencial de uma Fé transformadora nas situações que nos rodeiam no dia a dia, ou nos acontecimentos da comunidade.

Mudar a situação não é TER FÉ QUE VAI DAR CERTO, mas é FAZER A COISA CERTA, sempre ao modo de Jesus, é a Fé que nos compromete e que nos envolve com todas as pessoas e situações de nossa v ida, sem esquivarmo-nos ou nos omitir. A Fé como um grão de mostarda, que Jesus nos apresenta na exortação final deste evangelho, é semente pequenina, com potencialidade de crescer de tal modo que possamos transportar montanhas e remover quaisquer obstáculos que impeçam o coração humano de viver a comunhão com Deus, na relação com os irmãos, expulsando para longe os demônios que insistem em permanecer no coração dos homens... Dividindo e separando, deturpando as relações fraternas.

2. Senhor, tem compaixão do meu filho!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

A fé é um dom de Deus. É uma força sobrenatural que Deus coloca em nós. Ela depende da graça de Deus e da ajuda do Espírito Santo para mostrar que existe e para se manifestar. Mas, diz o Catecismo da Igreja Católica, “não é menos verdade que crer é um ato autenticamente humano”, que não se opõe à razão. Sendo, porém, “uma adesão pessoal do homem a Deus e ao mesmo tempo, e inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus”, o ato de fé supõe a liberdade da vontade. Andam juntas duas afirmações que parecem contraditórias: “Creio porque Deus me concedeu o dom da fé e creio porque quero crer”. Jesus insiste na necessidade da fé: “geração sem fé e perversa, a fraqueza da vossa fé, se tiverdes fé”, são expressões que lemos no texto de hoje. A fé dos apóstolos não era maior do que um grão de mostarda, por isso se sentiam impotentes. Com um mínimo de fé, diz a eles Jesus, “nada vos será impossível”.

3. FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O fracasso dos discípulos em curar o rapaz vitimado pela epilepsia, na época identificada com possessão demoníaca, foi uma demonstração de falta de fé. Foi o que o próprio Jesus afirmou. Teria bastado uma fé do tamanho de um grão de mostarda para realizarem o milagre.

Pelo fato de duvidarem não deixaram de ser discípulos, nem foram excluídos do círculo dos apóstolos. Mesmo sendo apóstolos, não estavam isentos de cair na dúvida. Jesus, porém, suspeitava de que eles não tivessem um mínimo de fé. Suas palavras: "Se vocês tiverem fé como um grão de mostarda ..." deixam entrever uma carência total de fé que levou a missão a malograr.

Como explicar a falta de fé nos discípulos? Quiçá estivessem seguindo Jesus movidos por um ideal messiânico de caráter político, sem atinar que lhes caberia levar adiante a missão do Mestre, realizando obras idênticas às dele, com a mesma confiança no Pai. Eles não se deram conta da necessidade de uma fé semelhante à de Jesus, para se tornarem capazes de curar e expulsar os demônios. Quando foram enviados em missão, receberam "autoridade sobre os espíritos imundos para expulsá-los e curar toda doença e enfermidade". Não obstante, faltou-lhe fé para fazer isto.

Oração
Pai, vem em meu auxílio e reforça minha fé a fim de que eu possa pôr em prática a missão recebida, realizando as tarefas que Jesus me confiou para o serviço do Reino.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 13.08.2017

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


SÃO PONCIANO E SANTO HIPÓLITO

O imperador Severo aceitou a diversidade religiosa no império. Entretanto, na própria Igreja surgiram divisões. Ponciano e Hipólito viveram em Roma no século III. Estes dois homens foram envolvidos por um cisma na Igreja. Ambos se consideravam papas.

São Hipólito foi um dos escritores mais destacados da Igreja de Roma dos primeiros séculos. Presbítero da Igreja de Roma, entrou em conflito com o papa Calixto, dizendo que o novo papa não considerava a legislação sobre o casamento e a penitência e estava abandonando a tradição apostólica. Descontente com o comando da Igreja proclamou-se papa ao lado de Ponciano, sucessor imediato de Calixto.

Em 230, com a morte de Severo, sobe ao trono o imperador Maximino que retoma a perseguição religiosa. Imediatamente deportou os dois papas para minas de trabalhos forçados, na Sardenha. Lá eles morreram martirizados.

Ponciano foi o primeiro Papa a ser deportado. Era um fato novo para a Igreja, que ele administrou com sabedoria e sagacidade e muita humildade. Para que seu rebanho não ficasse sem pastor, renunciou ao Trono de Pedro, tornando-se também o primeiro Papa da Igreja a usar este recurso extremo.

Este gesto comoveu Hipólito, que percebeu o sincero zelo apostólico de Ponciano. Por isto, também renunciou o seu posto, interrompendo o prolongado cisma e se reconciliou com a Igreja de Roma, antes de morrer, em 235, no mesmo ano que Ponciano.

Os corpos destes dois mártires foram trasladados para Roma, onde estão sepultados.

REFLEXÃO
A história dos santos de hoje mostra que mesmo as fragilidades humanas podem resultar em santidade. Mesmo sendo adversários, Hipólito e Ponciano foram agraciados com a conversão e tornaram-se santos da Igreja. Hipólito, mesmo na sua radicalidade, reconheceu a eleição legítima do papa Ponciano, devido a manifestação de profundo zelo pastoral daquele papa. Martirizados juntos, proclamaram, em uníssono, o amor radical a Jesus Cristo.

ORAÇÃO
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Ponciano e Hipólito governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


13.08.2017
19º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( Verde, Glória, Creio – III Semana do Saltério )
__ "Coragem, sou eu. Não tenhais medo." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Nossa fé tem por objetivo central uma Pessoa antes que algumas verdades ou dogmas; e esta Pessoa é Cristo: o único que não falha. Jesus, o Filho de Deus, é mais que uma ideia abstrata, mais que uma figura histórica do passado. É o Deus vivo e nosso amigo, o Deus presente e atual vivendo entre nós que nos reunimos no seu nome, salvando o mundo que Deus ama, libertando o ser humano do medo que o escraviza, e guiando com seu Espírito a comunidade de fé, culto e vida que é a Igreja, seu Povo. Hoje, comemoramos o dia dos pais e, abrimos a Semana Nacional da Família, com o tema: “Família, uma luz para a vida em sociedade”. Que nossos pais e nossas famílias apoiem-se sempre mais na bondade e no amor de Deus em todas as horas. (Semana de oração pela vida em família com atenção especial aos pais.).

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, celebrando o Dia do Senhor, enquanto navegamos no mar da vida, agitado pelas forças do mal presentes no mundo, o Senhor Jesus vem ao nosso encontro e em nosso socorro para nos encorajar a enfrentar as tempestades que nos ameaçam. Como Pedro, nos disponhamos a ir também ao encontro do Senhor. Com o olhar fixo em Jesus, caminhemos sobre as águas do mar da vida. Entreguemos nas mãos do Senhor a vida de nossos pais, vivos e falecidos. Que o Senhor que lhes concedeu esta vocação divina, os cubra com sua bênção.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Deus vem ao encontro do homem especialmente nos momentos de necessidade, quando ele o invoca com fé. O Deus dos profetas e de Jesus é aquele que toma a defesa dos pobres e dos fracos, e decepciona as esperanças dos que querem se servir de seu poder. Ele não está nos fenômenos naturais grandiosos e violentos: vento, terremoto, fogo; mas no sopro leve da brisa, como que significando a espiritualidade e a intimidade das manifestações de Deus ao homem.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/13-de-agosto-de-2017---19-tempo-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_47_19o_domingo_do_tempo_comum.pdf


Antífona de Entrada
Considerai, Senhor, vossa aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Nosso encontro com Deus pela fé não está isento de incertezas e temores como no caso do profeta Elias, do apóstolo Pedro e demais discípulos de Jesus. Mas o fantasma do medo desvanece e as crises de fé são superadas quando aceitamos a presença de Deus em nossa vida pessoal e comunitária. O Senhor nos convida à escuta de sua Palavra. Por meio dela, Ele nos salva e nos santifica. Escutemos com atenção o que hoje o Senhor nos dirá.

Primeira Leitura (1 Reis 19,9.11-13)
Leitura do primeiro livro dos Reis.

Naqueles dias, 19 9 chegando ali, passou a noite numa caverna. Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida: "Que fazes aqui, Elias?"
11 O Senhor desse-lhe: "Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar". Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra.
12 Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira.
13 Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 84/85

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade
e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Segunda Leitura (Romanos 9,1-5)
Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.

Irmãos, 9 1 digo a verdade em Jesus Cristo, não minto; a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo:
2 sinto grande pesar, incessante amargura no coração.
3 Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne.
4 Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas
5 e os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, Hosana, ó Senhor, vem, me salva! (Sl 129,5)


Evangelho (Mateus 14,22-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

14 22 Logo depois da multiplicação dos pães, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão.
23 Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho.
24 Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25 Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar.
26 Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: "É um fantasma!" disseram eles, soltando gritos de terror.
27 Mas Jesus logo lhes disse: "Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!"
28 Pedro tomou a palavra e falou: "Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!"
29 Ele disse-lhe: "Vem!" Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus.
30 Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!"
31 No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?"
32 Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou.
33 Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: "Tu és verdadeiramente o Filho de Deus".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com misericórdia os dons que concedestes à vossa Igreja e que ela agora vos oferece. Transformai-os por vosso poder em sacramento de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo, diz o Senhor (Jo 6,52).

Depois da Comunhão
Ó Deus, o vosso sacramento que acabamos de receber nos traga a salvação e nos confirme na vossa verdade. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

PAIS: NÃO SE EXCLUAM DA TAREFA DE EDUCAR SEUS FILHOS

Não há dúvida de que os pais, ou melhor, certos modelos educativos do passado, tinham alguns limites, não há dúvida! Mas também é verdade que alguns erros só os pais são autorizados a fazê-los, porque podem compensá-los de um modo que é impossível a qualquer outra pessoa. Por outro lado, como bem sabemos, a vida tornou-se avara de tempo para falar, meditar, confrontar- se. Muitos pais são "raptados » pelo trabalho — o pai e a mãe devem trabalhar — e por outras preocupações, confusos pelas novas exigências dos filhos e pela complexidade da vida moderna — que é assim, devemos aceitá-la como é — e encontram-se como que paralisados pelo medo de errar. Mas o problema não é só falar.

Aliás, um diálogo superficial não leva a um encontro genuíno entre a mente e o coração. Ao contrário, perguntemo-nos: procuramos entender "onde" estão deveras os filhos no seu caminho? Sabemos onde realmente está a sua alma? E sobretudo: queremos sabê-lo? Estamos convictos de que eles, na realidade, não estão à espera de algo mais?

As comunidades cristãs são chamadas a oferecer ajuda à missão educativa das famílias, e fazem- -no principalmente à luz da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo recorda a reciprocidade dos deveres entre pais e filhos: "Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, não irriteis os vossos filhos, para que eles não desanimem" (Cl 3, 20-21). Na base de tudo está o amor, a caridade que Deus nos concede, a qual "não é arrogante, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor... Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta" (1 Cor 13, 5-7). Até nas melhores famílias é preciso suportar- se uns aos outros, e é necessária tanta paciência para isto! Mas a vida é mesmo assim. A vida não se faz no laboratório, mas na realidade. O próprio Jesus passou através da educação familiar.

Também neste caso, a graça do amor de Cristo cumpre aquilo que está inscrito na natureza humana. Quantos exemplos maravilhosos temos de pais cristãos cheios de sabedoria humana! Eles demonstram que a boa educação familiar é a coluna vertebral do humanismo. A sua propagação social constitui o recurso que permite compensar as lacunas, as feridas, os vazios de paternidade e maternidade que atingem os filhos menos felizardos. Esta irradiação pode fazer autênticos milagres. E na Igreja estes milagres acontecem todos os dias!

Faço votos a fim de que o Senhor conceda às famílias cristãs a fé, a liberdade e a coragem necessárias para a sua missão. Se a educação familiar resgatar o orgulho do seu protagonismo, os pais incertos e os filhos decepcionados serão grandemente beneficiados. Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio — porque se auto-exilaram da educação dos próprios filhos — e recuperarem a sua função educativa. Oremos para que o Senhor conceda aos pais esta graça: a de não se auto- -exilarem da educação dos seus filhos. E isto só pode ser feito com amor, ternura e paciência.

Papa Francisco,
Audiência geral de 20 de maio de 2015.

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 14 A 20 DE AGOSTO DE 2017:
2ª Vm - Dt 10,12-22; Sl 147(147B); Mt 17,22-27
3ª Vd - Dt 31,1-8; Ct.: Dt 32,3- 4a.7.8.9.12; Mt 18,1-5.10.12-14
4ª Vd - Dt 34,1-12; Sl 65(66); Mt 18,15-20
5ª Vd - Js 3,7-10a.l1.13-17; Sl 113A (114); Mt 18,21-19,1
6ª Vd - Js 24,1-13; Sl 135(136); Mt 19,3-12
Sb Vd - Js 24,14-29; Sl 15(16); Mt 19,13-15
Dom Br - 20º DTC - FESTA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA: Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab; Sl 44(45); 1Cor 15,20-27a; Lc 1,39-56. (Maria visita Isabel)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Fé e Ação tem que estar em sintonia, senão...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O apóstolo São Pedro sempre falava em nome do grupo, às vezes dava testemunhos belíssimos, outras vezes enfiava os pés pelas mãos. Nesse evangelho, mais uma vez Pedro é censurado por Jesus, pela sua pouca Fé.

Lembrei-me da minha infância, quando certa vez brincávamos de circo e eu cismei de equilibrar-me em uma corda grossa, atravessando de uma árvore a outra, claro que levei um tombaço e passei alguns dias com dor intensa em uma das pernas, mas por causa do medo, preferi nada dizer a meus pais.

Mas alguém da nossa turma tinha essa habilidade, e depois ele nos disse que aprendera com um artista de circo de verdade, “O Segredo é você olhar à frente e não para baixo onde está o perigo”. Pedro não se equilibrava sobre uma corda, mas andava sobre as águas, o que é humanamente impossível...

Enquanto Pedro olhava á frente, onde estava Jesus, caminhava, mas quando prestou mais atenção na ventania, daí começou a afundar. Eu acho que Pedro, sendo pescador, sabia nadar, mas o pavor era tanto que estava paralisado e não conseguia reagir.

Na vida em comunidade é exatamente assim: quando caminhamos olhando o Ressuscitado que vai á nossa frente, orientando-nos e incentivando “Vamos, caminha, não desanime, você vai conseguir, eu estou com você...” caminhamos porque cremos Nele, caminhamos porque Ele está á nossa frente, ensinando a rota, apontando-nos a meta, corrigindo-nos quando saímos fora do percurso, vejam bem que os ventos contrários não param de soprar, as Forças do Mal nunca deixarão de investir sobre a comunidade, mas com os olhos fixos em Jesus a gente vai caminhando.

Quando porém, por alguma razão desviamos nossa atenção de Jesus e perdemos o foco do nosso cristianismo, imediatamente sentimos a força do mal tentando nos destruir e virar o barco da nossa comunidade.

Isso ocorre quando achamos que certas situações que enfrentamos hoje, não têm mais jeito de se mudar, tem gente que não acredita que a Família tem jeito, tem gente achando que a juventude não têm mais jeito, tem gente achando que nem a Igreja tem mais jeito, e assim vai a esteira de pessimismo e lamentação: Vida conjugal, casamento, política, economia, está tudo irremediavelmente perdido, o Domínio da Força do Mal é uma triste realidade, não vamos conseguir reverter esse “jogo”, mas vamos continuar combatendo, só para cumprir tabela, mas o mundo não tem mais jeito não... Nossos vícios e fraquezas, aqueles pecados que vira e mexe cometemos, achamos que é mais forte que nós!

Quando esse pensamento nos domina, então começamos afundar, como Pedro, e quando achamos que a Vaca já vai indo realmente para o Brejo, clamamos por Jesus, sua mão forte, generosa, cheia de ternura, nos segura firmemente e nos arranca das Forças do Mal, quando damos por nós, estamos novamente a caminho, buscando a Santidade, lutando prá valer, combatendo o bom combate. Onde arranjamos força? No Cristo Jesus, na Eucaristia que nos abastece, na Palavra que nos liberta e nos encoraja.

Comunidade é o lugar do desafio, mas também é o lugar onde, na travessia dessa Vida, temos o Senhor junto a nós, e de joelhos dobrados o adoramos, Ele é o nosso Senhor, nosso Deus, aquele que nos conduzirá ao Porto Seguro da Vida Eterna, e os ventos contrários terão de se dobrar diante Dele... Afinal, o Mal não tem nenhuma chance contra a Igreja de Cristo, e se alguém estiver em dúvida, devemos lembrar que a Igreja de Cristo, Una, Santa Católica, já está no Terceiro Milênio de sua História. Cadê os Reinos e Impérios que investiram contra ela? Não vejo ninguém...

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!
(O comentário do Evangelho aEste é o meu filho amado, escutai-o!baixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Depois do Sermão das Parábolas do Reino dos Céus, o evangelista São Mateus, entre outras coisas, nos conta como Jesus andou sobre as águas e permitiu a Pedro que andasse também. Mas veio o vento e com ele o temor, e com o temor a fé naufragou. O vento também soprou no monte Horeb onde estava o profeta Elias. O profeta Elias chega ao monte Horeb e passa a noite numa gruta. Recebe a ordem de sair da gruta porque o Senhor vai passar. Vem um vento tempestuoso, vem um terremoto, vem fogo e vem, por fim, o murmúrio de uma leve brisa. Então o profeta sai da gruta e cobre o rosto com um manto. O Senhor estava passando. Depois da multiplicação dos pães, os discípulos atravessam para o outro lado do mar. Jesus despede o povo, fica sozinho e sobe a um monte para rezar, como Elias que subiu ao monte Horeb.

A barca dos discípulos, no meio do mar, passava por uma forte tempestade de vento. Bem de madrugada, Jesus vai ao encontro deles andando sobre as águas. Os discípulos ficam com medo, mas ouvem de Jesus: “Coragem. Sou eu. Não tenham medo!” Pedro quer uma prova e pede para andar sobre as águas. Jesus o chama, mas ele começa a afundar quando sente o vento. Naquele momento Pedro duvidou. Não duvidou que Jesus estivesse lá, porque gritou: “Senhor, salva-me!”. Começou a duvidar do que ele mesmo estava fazendo. Estava andando sobre as águas e o vento o assustou. Quando o vento se acalmou, todos disseram: “O Senhor é mesmo o Filho de Deus!”. O Senhor está bem perto. Posso não vê-lo, mas eu o sinto como se sente uma brisa suave. Se ele está presente, a verdade e o amor se encontram, a justiça e a paz se abraçam.

A barca de Pedro navega no meio do vento impetuoso. Dificuldades, contradições, medos a assaltam por toda parte. Fica, porém, um convite: subir ao alto da montanha, descortinar o horizonte, distanciar-se para ver melhor, sair da agitação e esperar a brisa suave, entrar no silêncio de Deus para poder ouvir “Coragem, sou eu. Não tenham medo!”. E no fim, dizer: “O Senhor é mesmo o Filho de Deus!”. Paulo sentiu “grande tristeza e grande dor” porque seu povo não aceitou Jesus como o Messias esperado. Nem por isso ele deixou de ver a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas, os patriarcas e o próprio Jesus vinculados à história do povo de Israel.

Não deixe que o vento impetuoso carregue sua esperança e empane sua visão. Sinta a suavidade da brisa e perceba que o Senhor está perto. Se for preciso, suba à montanha e “ore a sós”. Oremos também com Paulo pelo povo da primeira Aliança, para que continue fiel à Aliança com o Deus de seus pais. Dele descende Cristo que para nós está acima de tudo e é Deus bendito para sempre. Em sua raiz fomos enxertados, não para substituir, mas para continuar a missão dada a Abraão de ser uma bênção para todas as nações. Paulo gostaria que seus irmãos experimentassem o que ele experimentou no caminho de Damasco.

3. UMA CHANCE PARA CRESCER
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O apóstolo Pedro teve uma chance para crescer, quando fez a experiência de fracassar na fé. Foi ele quem colocou em dúvida a presença do Mestre, que estava encorajando o grupo de discípulos colhidos por uma tempestade numa travessia do mar da Galiléia. Jesus acolheu o pedido de Pedro, ordenando-lhe que fosse até ele, caminhando sobre as águas.

Pedro, descendo da barca, pôs-se a caminhar na direção do Mestre. Mas a violência do vento fê-lo entrar em pânico, e começar a afundar. Sua fé fraquejou. E ele suplicou ao Senhor para salvá-lo, sendo prontamente ajudado.

A fé do discípulo entrou em crise num momento de tribulação. A presença do Senhor passou a significar pouca coisa para ele. Pode ser que estivesse confiado em sua capacidade pessoal de enfrentar as provações. Por isso, acabou por ser vencido. Foi preciso agarrar-se nas mãos de Jesus para não ser tragado pelas ondas.

A iminência do fracasso exigiu de Pedro um reforço em sua fé em Jesus, reconhecendo-o como Filho de Deus. Sendo assim, não havia motivo para duvidar da palavra do Mestre. Cabia-lhe deixar-se guiar por ela, sem hesitar, sobretudo, nos momentos de tempestade, quando parece que tudo está perdido.

Sua fé em Jesus teve chance de crescer.

Oração
Pai, que eu saiba transformar minhas quedas e fracassos em ocasião para crescer na fé em Jesus, e para reforçar a disposição de deixar-me guiar pela palavra dele.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
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