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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


19.05.2019
5º Domingo de Páscoa — ANO C
( Branco, Glória, Creio – I Semana do Saltério )
__ Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Reunindo-nos em nome de Cristo, Deus nos encoraja a concretizar o sonho do novo céu e da nova terra. Para isso, faz-se necessário que o Mestre continue presente em nosso meio. Nosso grande desafio consistirá em perseverar no amor. Fortaleçamos, nesta liturgia, os laços de amor que nos identificam como comunidade de discípulos e discípulas de Jesus.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste quinto domingo da Páscoa, nós que somos a Igreja, comunidade nascida da morte e ressurreição do Senhor, nos reunimos no seu amor, na força e no poder do seu Espírito. Vivendo entre tribulações e desafios, nossa esperança está firmemente alicerçada em Cristo, pois somente Nele e com Ele, venceremos. A Igreja é a Esposa de Cristo, e com Ele vivemos numa eterna aliança de amor, realizada na Páscoa e que se consumará no fim dos tempos! Somos a Igreja do Ressuscitado e Deus, em Cristo, habita no nosso meio e será sempre Deus-conosco e que faz novas todas as coisas’.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Está chegando o momento em que Jesus vai se despedir de seus discípulos. Reunindo-nos em nome de Cristo, Deus nos encoraja a concretizar o sonho do novo céu e da nova terra. Para isso, faz-se necessário que o Mestre continue presente em nosso meio. Nosso grande desafio consistirá em perseverar no amor. As solicitações do egoísmo brotam de todas as partes e acabam por contaminar as relações na comunidade cristã e, uma comunidade contaminada pelo egoísmo, é como um ramo seco. Aliás, será um contra-testemunho da fé cristã, pois o amor foi banido de seu meio. Fortaleçamos, nesta liturgia, os laços de amor que nos identificam como comunidade de discípulos e discípulas de Jesus.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/19-de-maio-de-2019---5--pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/33_-_5o_domingo_de_pascoa_-_v04.pdf


TEMA
O NOVO MANDAMENTO E A NOVA CRIAÇÃO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

O amor: estatuto da nova comunidade

A fé em Jesus Cristo ressuscitado nos dá a certeza de sua presença no meio de nós. Ele nos oferece o caminho da plena realização humana, dando-nos o mandamento novo. Pelo amor uns aos outros, revelamos que somos discípulos de Jesus (evangelho). Ele nos amou primeiro, entregou sua vida pelo resgate da dignidade de todos os seres humanos. Essa boa notícia precisa ser acolhida e anunciada com entusiasmo. Todo discípulo é também missionário. O discípulo missionário vive e orienta sua vida comunitariamente (I leitura). Uma comunidade de amor torna-se espaço sagrado, pois aí mora Deus. Toda a humanidade é chamada a viver de modo a respeitar a presença de Deus, que, definitivamente, estabeleceu sua tenda no mundo. Sua presença transforma todas as coisas. A utopia de um novo céu e uma nova terra torna-se realidade (II leitura). Acolher essa verdade implica viver e promover novas relações entre nós, seres humanos, com a natureza e com todo o universo.

Introdução do Portal Dehonianos

O tema fundamental da liturgia deste domingo é o do amor: o que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.

No Evangelho, Jesus despede-Se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

Na primeira leitura apresenta-se a vida dessas comunidades cristãs chamadas a viver no amor. No meio das vicissitudes e das crises, são comunidades fraternas, onde os irmãos se ajudam, se fortalecem uns aos outros nas dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projecto que motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de quem ama, aos confins da Ásia Menor.

A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade de chamados a viver no amor.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O MANDAMENTO NOVO

Jesus janta com os discípulos que o acompanharam no ministério. Ele está para entregar-se livremente na cruz, levando às últimas consequências seu amor pela humanidade. Judas sai do cenáculo: ele vai trair o amor do Mestre, pois afinal seu amor maior era ao dinheiro.

A morte de Jesus na cruz é a sua glorificação e a glorificação do próprio Deus. Ou seja, no amor de Jesus, que entrega a própria vida, Deus se revela em todo o seu esplendor.

E então Jesus deixa aos discípulos um mandamento novo, o mandamento do amor. Não se trata de um opcional. Amar, para os seguidores de Jesus, é um mandamento, a ponto de a vivência do amor definir quem é e quem não é seguidor de Jesus.

Mas não se trata de amar de qualquer jeito, de amar pela metade, de amar apenas alguns, de amar esperando recompensa. O mandamento de Jesus é para nos desarmarmos e nos amarmos uns aos outros como ele nos amou. Amar de tal modo, que o mundo reconheça que somos discípulos de um Mestre que amou em palavras e gestos, que se aproximou de quem estava à margem, que buscou quem estava perdido, que perdoou a quem sofria o preconceito, que sofreu com os sofredores, que mostrou a face radiante de um Deus cujo poder está no amor sem limites.

Amar como Jesus amou é o mandamento sempre novo para nós, que queremos ser seus seguidores. Seremos sempre discípulos, aprendizes do amor infinito do Mestre. Ressuscitado, ele continua conosco, com a força do Espírito, inspirando-nos ações e palavras, para nos amarmos sempre mais, para amarmos a todos, sem exclusão e preconceitos. Para que o mundo veja no amor dos seguidores, afinal, a glória, o esplendor de um Deus que por primeiro nos amou e se doou.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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RENOVAR TODAS AS COISAS

O caos pelo qual o mundo passa não é vontade de Deus. O Senhor sempre quis que nossa vida fosse plena de alegria. O egoísmo humano é que insiste em disseminar a discórdia. Nosso destino, no entanto, não é o fracasso.

 A liturgia de hoje ensina que, em Jesus, tudo é renovado. Essa renovação tem que ver com o amor. Por isso, o mandamento novo é: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13,34). Só o amor renova todas as coisas.

É importante observar que o evangelho deste dia faz parte de um contexto maior do capítulo 13 de João, no qual tem especial destaque o lava-pés. Jesus, enquanto faz a catequese para a missão, em primeiro lugar dá o exemplo de como o missionário deve proceder. A grande atitude é lavar os pés uns dos outros. O amor, portanto, é serviço cuidadoso, que tira o peso da poeira e o cansaço do caminho da vida.

A mensagem que o Mestre dirige aos discípulos é como que o testamento de um pai que ama os filhos e agora terá de partir. A herança que ele deixa é o amor: “Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,35). O mundo somente terá saída de suas crises mediante o amor.

Os grandes líderes mundiais não estão preocupados com o amor. Eles até fazem o uso do nome de Deus, mas geralmente para enganar as consciências. O deus deles é o tal mercado, que é melindroso e fica nervoso quando não é atendido, quando é contrariado.

Ter amor uns pelos outros é não se conformar ao ódio, que anestesia mentes e corações. A sociedade atual tem sua indústria do ódio. Perigosa, ela petrifica a alma de muitos. Incute a aversão aos pobres, negros, índios e a tudo que cheire minorias. Judas, o traidor, permitiu se anestesiar. O apelo que Jesus faz aos discípulos é para que fixem os olhos somente no amor. O ódio não pode ter espaço na comunidade.

Cada um de nós, portanto, embora saiba das próprias limitações, também quanto ao amor, jamais deve desistir de amar. O amor é o que enche nossa vida de sentido. Jesus é o modelo perfeito do amor. O poder do ódio não o derrotou. Ele está vivo no meio de nós, com o poder do amor.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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CRIANÇAS DISCÍPULOS

Jesus nos ensina que somos verdadeiramente seus discípulos se guardamos o mandamento do amor. Ele mesmo deu o exemplo, com gestos e palavras que revelavam seu imenso amor por todas as pessoas, especialmente pelos doentes, pobres e sofredores. Nesta liturgia, acolhamos o seu ensinamento e peçamos a graça de crescer a cada dia no amor que ele nos chama a viver.

LIÇÃO DE VIDA: Amar e servir generosamente a Deus e aos irmãos e irmãs é compromisso de todos nós.


RITOS INICIAIS

Salmo 97, 1-2
ANTÍFONA DE ENTRADA: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

Diz-se o Glória

Introdução ao espírito da Celebração
O tema fundamental da liturgia deste 5 º Domingo de Páscoa é o amor: «Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.» O distintivo dos seguidores de Jesus é o amor fraterno, a capacidade de amar até ao dom total da vida. Por ser o primeiro Domingo de Maio, mês dedicado à Mãe do Puro Amor, celebramos o Dia da Mãe.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Paulo e Barnabé narram o trabalho que tiveram para o crescimento da Igreja: exortavam os discípulos a perseverar na fé, animavam-nos a suportar os sofrimentos para entrar no Reino dos Céus. «Oravam, jejuavam, designavam presbíteros e encomendavam-nos ao Senhor, em Quem tinham acreditado.»

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 14,21-27

Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos. 14 21 Depois de ter pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia). 22 Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. 23 Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado. 24 Atravessaram a Pisídia e chegaram a Panfília. 25 Depois de ter anunciado a palavra do Senhor em Perge, desceram a Atália. 26 Dali navegaram para Antioquia (da Síria), de onde tinham partido, encomendados à graça de Deus para a obra que estavam a completar. 27 Ali chegados, reuniram a igreja e contaram quão grandes coisas Deus fizera com eles, e como abrira a porta da fé aos gentios.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Paulo e Barnabé percorrem agora, em sentido inverso, desde o ponto extremo da 1ª viagem missionária, isto é, desde Derbe, na Licaónia, as cidades que tinham evangelizado na Ásia Menor, com o fim de confirmar na fé e organizar as comunidades cristãs aí fundadas. Não faltou a designação de «anciãos», que não eram meros chefes, corno os havia nas comunidades judaicas da diáspora, mas sim homens que desempenhavam o ministério sagrado em virtude do sacramento da Ordem, recebido com a imposição das mãos e «orações» (v. 23).

25 «Perga»: Cf. nota 14 do passado domingo. «Atalia», actual cidade turca Adalia, era um porto da Panfília.

26 «Antioquia», entenda-se, da Síria, donde tinham saído (corresponde hoje à cidade turca de Antáquia).

27 «O que Deus fizera»: Paulo e Barnabé atribuem a Deus a conversão dos gentios, pois Deus tinha-se servido deles como de instrumentos fiéis e dóceis.

O cuidado com a comunidade

O episódio situa-se no contexto da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. Estão no caminho de volta para Antioquia da Síria, de onde partiram como delegados daquela comunidade cristã. Em cada local por onde passam, os missionários organizam uma Igreja, formada pelas pessoas que aderem à fé em Jesus Cristo. Sempre que possível, visitam as comunidades, para “confirmar o coração dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé”, mesmo no meio de conflitos de toda ordem. Designam “anciãos” (presbíteros), lideranças responsáveis pela animação da comunidade, tendo em vista a fidelidade ao evangelho aí anunciado. Em cada Igreja, estabelecem uma estrutura básica para assegurar a perseverança no caminho de Jesus.

Esse cuidado expresso pelos missionários revela profunda convicção da verdade anunciada, Jesus Cristo, o Salvador. Em vista desse anúncio, enfrentam todo tipo de tribulação. Atentando para a experiência vivida ao longo dessa primeira viagem, Paulo e Barnabé preocupam-se com os novos convertidos, a fim de que se mantenham fiéis à verdade, que, de agora em diante, deve governar a vida da comunidade. Os recém-convertidos, certamente, ainda necessitam de uma catequese mais profunda, e, além disso, sua adesão ao novo caminho deve ter provocado incompreensões e até cisões na própria família. Igualmente, num mundo onde proliferavam doutrinas e filosofias diversas, como era o greco-romano, faziam-se necessárias orientações claras para que o evangelho não fosse deturpado ou manipulado.

Viver na fidelidade a Jesus Cristo é como “remar contra a corrente” das ideologias dominantes. A fidelidade à Verdade pode provocar tribulações. O sofrimento, porém, longe de levar ao desânimo, deve tornar o discípulo ainda mais fortalecido em sua opção pelo reino de Deus. Para isso, a oração em comum e a solidariedade fraterna são fundamentais.

AMBIENTE

Vimos, no passado domingo, como o entusiasmo missionário da comunidade cristã de Antioquia da Síria lançou Paulo e Barnabé para a missão e como a Boa Nova de Jesus alcançou, assim, a ilha de Chipre e as costas da Ásia Menor…

A leitura de hoje apresenta-nos a conclusão dessa primeira viagem missionária de Paulo e de Barnabé: depois de chegarem a Derbe, voltaram para trás, visitaram as comunidades entretanto fundadas (Listra, Icónio, Antioquia da Pisídia e Perge) eembarcaram de regresso à cidade de onde tinham partido para a missão. Estes sucessos desenrolam-se entre os anos 46 e 49.

MENSAGEM

No texto que nos é proposto, transparecem os traços fundamentais que marcaram a vida e a experiência dos primeiros grupos cristãos: o entusiasmo dos primeiros missionários, que permite afrontar e vencer os perigos e as incomodidades para levar a todos os homens a boa notícia dessa libertação que Cristo veio propor; as palavras de consolação que fortalecem a fé e ajudam a enfrentar as perseguições (vers. 22a); o apoio mútuo (vers. 23b); a oração (vers. 23b.c).

Sobretudo, este texto acentua a ideia de que a missão não foi uma obra puramente humana, mas foi uma obra de Deus. No início da aventura missionária já se havia sugerido que o envio de Paulo e Barnabé não era apenas iniciativa da Igreja de Antioquia, mas uma acção do Espírito (cf. Act 13,2-3); foi esse mesmo Espírito que acompanhou e guiou os missionários a cada passo da sua viagem. E aqui repete-se que o autêntico actor da conversão dos pagãos é Deus e não os homens (cf. vers. 27). Verdadeira novidade no contexto da missão é a instituição de dirigentes ou responsáveis (“anciãos” – em grego, “presbíteros”), que aparecem aqui pela primeira vez fora da Igreja de Jerusalém. Correspondem, provavelmente, aos “conselhos de anciãos” que estavam à frente das comunidades judaicas.

Os “Actos” não explicitam as funções exactas destes dirigentes e animadores das Igrejas; mas o discurso de despedida que Paulo faz aos anciãos de Éfeso parece confiar-lhes o cuidado de administrarem, de vigiarem e de defenderem a comunidade face aos perigos internos e externos (cf. Act 20,28-31). Em todo o caso, convém recordar que os ministérios eram algo subordinado dentro da organização e da vida da primitiva comunidade; não eram valores absolutos em si mesmo, mas só existiam e só tinham sentido em função da comunidade.

ACTUALIZAÇÃO

Para reflectir, partilhar e actualizar este texto, considerar as seguintes linhas:

♦ Como é que vivem as nossas comunidades cristãs? Notamos nelas o mesmo empenho missionário dos inícios? Há partilha fraterna e preocupação em ir ao encontro dos mais débeis, em apoiá-los e ajudá-los a superar as crises e as angústias? São comunidades que se fortalecem com uma vida de oração e de diálogo com Deus?

♦ Temos consciência de que por detrás do nosso trabalho e do nosso testemunho está Deus? Temos consciência de que o anúncio do Evangelho não é uma obra nossa, na qual expomos as nossas ideias e a nossa ideologia, mas é obra de Deus? Temos consciência de que não nos pregamos a nós próprios, mas a Cristo libertador?

♦ Para aqueles que têm responsabilidades de direcção ou de animação das comunidades: a missão que lhes foi confiada não é um privilégio, mas um serviço que está subordinado à construção da própria comunidade. A comunidade não existe para servir quem preside; quem preside é que existe em função da comunidade e do serviço comunitário.

Subsídios:
1ª leitura: 
(At 14,21-27) A obra de Deus em Paulo e Barnabé – Conclusão e “relatório” da 1ª viagem missionária de Paulo. Na viagem de volta, visitam de novo a jovem comunidade e instituem os “presbíteros”. * 14,21-23 cf. At 15,32-41; Rm 1,11; 5,3-4; Hb 10,36 * 14,27 cf. 1Cor 16,9; Cl 4,3.



Salmo Responsorial

Monição: O salmo de hoje é um hino de louvor, que a Igreja canta, agradecendo a misericórdia divina que se estende a todas as criaturas. Através de Jesus Ressuscitado a bondade do nosso Deus chega a todas as gerações.

SALMO RESPONSORIAL – 144/145

Bendirei o vosso nome, ó meu Deus,
meu Senhor e meu rei para sempre.

Misericórdia e piedade é o Senhor,
ele é amor, é paciência, é compaixão.
O Senhor é muito bom para com todos,
sua ternura abraça toda criatura.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem
e os vossos santos, com louvores, vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder!

Para espalhar vossos prodígios entre os homens
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
vosso poder, de geração em geração.

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura não é um conto de fadas, mas um mundo novo que surge da Ressurreição de Jesus: «Deus enxugará as lágrimas dos nossos olhos.» A Igreja participa nos sofrimentos de Jesus, neste mundo. Mas esta experiência dolorosa terminará. Na glória celeste, não haverá gemidos nem dor. O mundo antigo desaparecerá. Seremos cidadãos dos novos Céus e da nova terra, porque Deus promete: «Eis que vou renovar todas as coisas!»

Apocalipse 21,1-5

Leitura do livro do Apocalipse. 1 Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. 2 Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. 3 Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. 4 Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição. 5 Então o que está assentado no trono disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O livro do Apocalipse culmina com a instauração de um mundo renovado (Apoc 21 – 22).

1 «Um novo Céu e uma nova Terra» é o modo de designar todo o Universo novo, isto é, renovado (como indica o adjectivo grego). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral; uma renovação que visa primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de ls 65, 17; 66, 22. O que se passará, em concreto, com o Universo no fim dos tempos continua sendo um mistério (cf. Gaudium et Spes, nº 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não fruto dum simples processo evolutivo natural.

2-3 «A Jerusalém nova» é uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), «noiva adornada para o seu esposo». Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). E é frequente, na Tradição cristã – inclusive na Liturgia –, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja. Veja-se também 2 Cor 11, 2; Ef 5, 25; Mt 22, 1; 25, 1; Jo 3, 29. A Igreja aparece-nos aqui na sua fase definitiva e final, celeste e triunfante, mas, desde já, ela é a verdadeira «a morada de Deus com os homens»: esta presença única de Deus inicia-se com a Incarnação e é consumada no Céu.

Um novo céu e uma nova terra

Este texto tem ligação com os primeiros capítulos do Gênesis. Refere-se a uma nova criação. É o anúncio da era messiânica. A antiga ordem, alicerçada no mal, passará. O mar, morada do dragão da maldade, vai desaparecer. Não se trata, logicamente, do mar físico, mas do símbolo do caos construído pelos que seguem o projeto de Satanás – que, no caso das comunidades do Apocalipse, se refere ao império romano.

Esta nova ordem social – o novo céu e a nova terra – é fruto da intervenção divina. O Criador de todas as coisas, conforme descrito no início do primeiro livro da Bíblia, é também aquele que renova todas as coisas, conforme descreve o último livro. Ambos os relatos não se opõem, mas completam-se. O relato do Gênesis revela o rosto de Deus criador, que convive com suas criaturas e dialoga com o ser humano; do mesmo modo, o Apocalipse resgata essa feliz realidade da presença de Deus que recria e transforma.

A tenda definitiva nesta cidade santa – a Jerusalém nova – relembra a ação de Javé na caminhada do êxodo, conduzindo o povo de Israel para longe da escravidão do império egípcio. Agora, as comunidades cristãs, em meio à violenta opressão do império romano, iluminadas pela manifestação de Deus na tradição judaico-cristã, vislumbram a certeza da libertação definitiva.

O mundo sem males sempre motivou a caminhada do povo de Deus, sobretudo em contextos sociopolíticos caracterizados pelo autoritarismo, pela escravidão e pela exclusão da maioria. A monarquia israelita e os diversos domínios externos (babilônico, persa, grego e romano) são demonstrações mais que suficientes do poder do mal. Apesar de sua força e de suas pretensões, não poderão, porém, impedir a vinda do novo tempo da justiça e da paz.

A tradição profética, de maneira especial, levantou continuamente a perspectiva da esperança militante, animando o povo à fidelidade à aliança (cf., por exemplo, Jr 31,31-34 e Is 65,17-25). Mas, sempre que essa fidelidade é rompida, Deus demonstra sua justiça e sua misericórdia, oferecendo gratuitamente a salvação. A expressão máxima da salvação divina revelou-se em seu Filho, Jesus Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

AMBIENTE

Depois de descrever o confronto entre Deus e as forças do mal e a vitória final de Deus, o autor do “Apocalipse” apresenta o ponto de chegada da história humana: a “nova terra e o novo céu”; aí, os que se mantiveram fiéis ao “cordeiro” (Jesus) encontrarão a vida em plenitude. É o culminar da caminhada da humanidade, a meta última da nossa história.

Esse mundo novo é, simbolicamente, apresentado em dois quadros (cf. Ap 21,1-8 e 21,9-22,5).A leitura que hoje nos é proposta apresenta-nos o primeiro desses quadros (o outro ficará para o próximo domingo). É o quadro do novo céu e da nova terra – um quadro que apresenta a última fase da obra regeneradora de Deus e que aparece já em Is 65,17 e em 66,22. Também se encontra esta imagem abundantemente representada na literatura apocalíptica (cf. Henoch, 45,4-5; 91,16; 4 Esd 7,75), bem como em certos textos do Novo Testamento (cf. Mt 19,28; 2 Pe 3,13).

MENSAGEM

Neste primeiro quadro, o profeta João chama a essa nova realidade nascida da vitória de Deus a “Jerusalém que desce do céu”. Jerusalém é, no universo religioso e cultural do povo bíblico, a cidade santa por excelência, o lugar onde Deus reside, o espaço onde vai irromper e onde se manifestará em definitivo a salvação de Deus. A “nova Jerusalém” é, portanto, o lugar da salvação definitiva, o lugar do encontro definitivo entre Deus e o seu Povo.

No contexto da teologia do Livro do Apocalipse, esta cidade nova, onde encontra guarida o Povo vitorioso dos “santos”, designa a Igreja, vista como comunidade escatológica, transformada e renovada pela acção salvadora e libertadora de Deus na história. Dizer que ela “desce do céu” significa dizer que se trata de uma realidade que vem de Deus e tem origem divina; ela é uma absoluta criação da graça de Deus, dom definitivo de Deus ao seu Povo.

Esta nova realidade instaura, consequentemente, uma nova ordem de coisas e exige que tudo o que é velho seja transformado. O mar, símbolo e resíduo do caos primitivo e das potências hostis a Deus, desaparecerá; a velha terra, cenário da conduta pecadora do homem, vai ser transformada e recriada (vers. 1).A partir daí, tudo será novo, definitivo, acabado, perfeito.

Quando esta realidade irromper, celebrar-se-á o casamento definitivo entre Deus e a humanidade transformada (a “noiva adornada para o esposo”). Na linguagem profética, o casamento é um símbolo privilegiado da aliança. Realiza-se, assim, o ideal da aliança (cf. Jer 31,33-38; Ez 37,27): Deus e o seu Povo consumam a sua história de intimidade e de comunhão; Deus passará a residir de forma permanente e estável no meio do seu Povo, como o noivo que se junta à sua amada e com ela partilha a vida e o amor. A longa história de amor entre Deus e o seu Povo será uma história de amor com um final feliz. Serão definitivamente banidos do horizonte do homem a dor, as lágrimas, o sofrimento e a morte e restarão a alegria, a harmonia e a felicidade sem fim.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão desta Palavra, considerar os seguintes dados:

♦ O testemunho profético de João garante-nos que não estamos destinados ao fracasso, mas sim à vida plena, ao encontro com Deus, à felicidade sem fim. Esta esperança tem de iluminar a nossa caminhada e dar-nos a coragem de enfrentar os dramas e as crises que dia a dia se nos apresentam.

♦ A Igreja de que fazemos parte tem de procurar ser um anúncio dessa comunidade escatológica, uma “noiva” bela e que caminha com amor ao encontro de Deus, o amado. Isto significa que o egoísmo, as divisões, os conflitos, as lutas pelo poder, têm de ser banidos da nossa experiência eclesial: eles são chagas que desfeiam o rosto da Igreja e a impedem de dar testemunho do mundo novo que nos espera.

♦ É verdade que a instauração plena do “novo céu e da nova terra” só acontecerá quando o mal for vencido em definitivo; mas essa nova realidade pode e deve começar desde já: a ressurreição de Cristo convoca-nos para a renovação das nossas vidas, da nossa comunidade cristã ou religiosa, da sociedade e das suas estruturas, do mundo em que vivemos (e que geme num violento esforço de libertação ).

Subsídios:
2ª leitura: (Ap 21,1-5a) A nova criação e a nova Jerusalém – A última palavra sobre a História não é a destruição, mas a restauração da pureza inicial. “Babilônia” (o mundo embriagado pelo poder e a cobiça) foi destruída (Ap 18,21-24). Mas Deus permanece conosco: Emanuel (21,3: cf. Is 7,14). É a nova criação, as núpcias de Deus com seu povo. * 21,1-2 cf. Is 65,17-25; 66,22; Rm 8,19-23; Is 52,1; 61,10 * 21,3-4 cf. Ap 7,15-17; Lv 26,11; Ez 37,27; Is 7,14; 25,8; 35,10 * 21,5 cf. Is 43,19; 2Cor 5,17.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado (Jo 13,34).

Evangelho

Monição: Aclamemos Jesus Cristo. Aceitemos o seu Mandamento Novo. Cantar é próprio de quem ama. De pé, cantemos jubilosamente: aleluia!

João 13,31-35

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 13 31 Logo que Judas saiu, Jesus disse: “Agora é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele. 32 Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará em breve. 33 Filhinhos meus, por um pouco apenas ainda estou convosco. Vós me haveis de procurar, mas como disse aos judeus, também vos digo agora a vós: para onde eu vou, vós não podeis ir. 34 Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A saída de Judas da Ceia para concretizar a prisão de Jesus, dando início à sua Paixão, aparece como o início da sua glorificação. É que a Paixão e a Morte do Senhor não é urna derrota, mas é uma vitória sobre o demónio e o pecado. Por outro lado, se temos em conta que o verbo glorificar, sobretudo na forma médio-passiva, como é este o caso, tem um sentido manifestativo, em vez de «agora foi glorificado…» poderia traduzir-se: «agora é que se revela a glória…» (cf. Jo 12, 23; 17, 1-5). Sendo assim, o texto joanino indica que na Paixão-Morte-Ressurreição se mostra a glória de Cristo, ao dar, por meio da sua morte, a vida eterna e o Espírito Santo aos que crêem. O dizer que já foi glorificado é uma expressão considerada proléptica, pois dá como já realizado aquilo que com toda a certeza se vai realizar.

34-35 A lei do amor fraterno não era uma novidade (cf. Lv 19, 18), mas Jesus dá-lhe um sentido e uma medida nova, que não é apenas a medida dum coração humano, mas a do coração de Cristo – «como Eu vos amei» –, que entrega a sua vida pela redenção de todos (cf. 1 Jo 4, 9-11). Segundo conta Tertuliano (Apolog. 39), os primeiros cristãos tomaram tão a sério estas palavras do Senhor, que os pagãos exclamavam admirados: «vede como eles se amam!» (cf. Jo 15, 12.13.17; 1 Jo 2, 8; Mt 22, 39; Jo 17, 23; Act 4, 32). Por outro lado, «o mandamento novo» sugere a Nova Aliança, pois então a Lei e a Aliança se consideravam duas noções paralelas; no entanto, aqui, Jesus actua não como um simples intermediário de Deus, à maneira de Moisés, mas com uma autoridade própria e em seu nome próprio, ao dizer: «Eu dou-vos um mandamento…».

O estatuto da nova comunidade

Este texto está situado logo após o relato do lava-pés e do anúncio da traição de Judas. No lava-pés, durante a Ceia, Jesus dá o exemplo do que significa amar. Respeita a liberdade do ser humano, mesmo que isso implique prejuízo da própria vida. Ele a entrega também para o seu traidor. O amor de Jesus não julga, não usa de violência nem condena. O fruto desse seu amor livre e radical consiste na salvação do mundo. Esse amor, puro dom, deve ser entendido e posto em prática por seus discípulos.

A glória de Deus manifesta-se em Jesus, seu Filho encarnado, que realiza em plenitude o projeto do Pai. O amor infinito de Deus é comunicado a toda a humanidade por meio de Jesus. O advérbio “agora” refere-se aos últimos acontecimentos da vida de Jesus. Paradoxalmente, em sua morte manifesta-se sua glória e a do Pai. Em 12,23-24 Jesus anunciara: “É chegada a hora em que será glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas, se morrer, produzirá muito fruto”. O “agora” (a hora de Jesus) supera o sentido cronológico, para indicar a maneira pela qual Jesus cumpre fielmente a missão a ele confiada pelo Pai. Ambos vivem em total intimidade, ambos são glorificados pela entrega da vida que Jesus faz, livre e conscientemente, em resgate da vida de todos (vv. 31-32).

Ao anunciar aos discípulos a sua partida iminente, Jesus enfatiza o que deve caracterizar a vida da comunidade de fé. O amor que ele manifestou, na fidelidade ao Pai, com todas as suas consequências, deve ser a nota distintiva dos seus seguidores. O novo mandamento do amor é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança. Constitui o estatuto que fundamenta a comunidade cristã. É importante prestar atenção na partícula “como”. Amar como Jesus amou é viver cotidianamente a atitude de serviço. Lembremo-nos que esse novo mandamento é formulado no contexto do lava-pés. O amor estende-se também aos inimigos. Mesmo traído por um membro do seu grupo íntimo, Jesus não entra no jogo da vingança, da violência e do ódio. Ele respeita a liberdade alheia e permanece em atitude de amor-serviço. Os discípulos estão convidados a amar como o Mestre.

AMBIENTE

Estamos na fase final da caminhada histórica do “Messias”. Aproxima-se a “Hora”, o momento em que vai nascer – a partir do testemunho do amor total cumprido na cruz – o Homem Novo e a nova comunidade.

O contexto em que este trecho nos coloca é o de uma ceia, na qual Jesus Se despede dos discípulos e lhes deixa as últimas recomendações. Jesus acabou de lavar os pés aos discípulos (cf. Jo 13,1-20) e de anunciar à comunidade desconcertada a traição de um do grupo (cf. Jo 13,21-30); nesses quadros, está presente o seu amor (que se faz serviço simples e humilde no episódio da lavagem dos pés e que se faz amor que não julga, que não condena, que não limita a liberdade e que se dirige até ao inimigo mortal, na referência a Judas, o traidor). Em seguida, Jesus vai dirigir aos discípulos palavras de despedida; essas suas palavras – resumo coerente de uma vida feita de amor e partilha – soam a testamento final. Trata-se de um momento muito solene; é a altura em que não há tempo nem disposição para “conversa fiada”: aproxima-se o fim e é preciso recordar aos discípulos aquilo que é mesmo fundamental na proposta cristã.

MENSAGEM

O texto divide-se em duas partes. Na primeira parte (vers. 31-32), Jesus interpreta a saída de Judas, que acabou de deixar a sala onde o grupo está reunido, para ir entregar o “mestre” aos seus inimigos. A morte é, portanto, uma realidade bem próxima… Jesus explica, na sequência, que a sua morte na cruz será a manifestação da sua glória e da glória do Pai.

O termo “doxa” aqui utilizado traduz o hebraico “kabod” que pode entender-se como “riqueza”, “esplendor”. A “riqueza”, o “esplendor” do Pai e de Jesus manifesta-se, portanto, no amor que se dá até ao extremo, até ao dom total. É que a “glória” do Pai e de Jesus não se manifesta no triunfo espectacular ou na violência que aniquila os maus, mas manifesta-se na vida dada, no amor oferecido até ao extremo. A entrega de Jesus na cruz vai manifestar a todos os homens a lógica de Deus e mostrar a todos como Deus é: amor radical, que se faz dom até às últimas consequências.

Na segunda parte (vers. 33a.34-35) temos, então, a apresentação do “mandamento novo”. Começa com a expressão “meus filhos” (vers. 33a) – o que nos coloca num quadro de solene emoção e nos leva ao “testamento” de um pai que, à beira da morte, transmite aos seus filhos a sua sabedoria de vida e aquilo que é verdadeiramente fundamental.

Qual é, portanto, a última palavra de Jesus aos seus, o seu ensinamento fundamental?

“Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós deveis também amar-vos uns aos outros”. O verbo “agapaô” (“amar”) aqui utilizado define, em João, o amor que faz dom de si, o amor até ao extremo, o amor que não guarda nada para si mas é entrega total e absoluta.

O ponto de referência no amor é o próprio Jesus (“como Eu vos amei”); as duas cenas precedentes (lavagem dos pés aos discípulos e despedida de Judas) definem a qualidade desse amor que Jesus pede aos seus: “amar” consiste em acolher, em pôr-se ao serviço dos outros, em dar-lhes dignidade e liberdade pelo amor (lavagem dos pés), e isso sem limites nem discriminação alguma, respeitando absolutamente a liberdade do outro (episódio de Judas). Jesus é a norma, não com palavras, mas com actos; mas agora traduz em palavras os seus actos precedentes, para que os discípulos tenham uma referência.

O amor (igual ao de Jesus) que os discípulos manifestam entre si será visível para todos os homens (vers. 35). Esse será o distintivo da comunidade de Jesus. Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina ou de uma ideologia, ou os observantes de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos; mas são aqueles que, pelo amor que partilham, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, eles serão no mundo sinal do Pai.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão da Palavra, as seguintes linhas:

♦ A proposta cristã resume-se no amor. É o amor que nos distingue, que nos identifica; quem não aceita o amor, não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus. O que é que está no centro da nossa experiência cristã? A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos? Com que força nos impomos no mundo – a força do amor, ou a força da autoridade prepotente e dos privilégios?

♦ Falar de amor hoje pode ser equívoco… A palavra “amor” é, tantas vezes, usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que roubam a liberdade… Mas o amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. É este o amor que vivemos e que partilhamos?

♦ Por um lado, a comunidade de Jesus tem de testemunhar, com gestos concretos, o amor de Deus; por outro, ela tem de demonstrar que a utopia é possível e que os homens podem ser irmãos. É esse o nosso testemunho de comunidade cristã ou religiosa? Nos nossos comportamentos e atitudes uns para com os outros, os homens descobrem a presença do amor de Deus no mundo? Amamos mais do que os outros e interessamo-nos mais do que eles pelos pobres e pelos que sofrem?

Subsídios:
Evangelho: (Jo 13,31-33a.34-35) O novo mandamento – Para que se realize a nova criação (2ª leitura), um novo mandamento! A nova criação está aí desde Jesus, que nos mostra o Deus-Amor e no mandamento do amor nos ensina a sermos seus filhos. O novo deste mandamento não está no “amar”, mas em Jesus mesmo: “como eu vos amei”. * 13,31-32 cf. Jo 12,31; 16,33; 17,5.22.24 * 13,33 cf. Jo 16,16-24; 8,21; 14,2-3 * 13,34 cf. Mt 25,31-46; 1Jo 2,7-8; Lv 19,18.

***   ***   ***

“Novo” é uma palavra mágica, que domina a publicidade e os jornais, mas também traduz a esperança que se expressa em numerosas páginas da Bíblia. O entendimento do cristianismo é baseado na sucessão da antiga e da nova Aliança, do antigo e do novo Povo de Deus. E, também, na passagem da antiga para a nova vida (páscoa, batismo!) e na observância de uma nova Lei em vez da antiga. Vivemos da perspectiva de uma total renovação. Esta perspectiva se expressa, na liturgia de hoje, sob as imagens de um novo céu e uma nova terra, uma nova Jerusalém e uma nova criação. Entretanto, parece que tudo fica no velho...

Por isso, importa refletir sobre o próprio da novidade que Jesus Cristo nos propõe, nas simples palavras de Jo 13,34: “Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. A própria construção da frase, o paralelismo dos 1º e 3º, 2º e 4º segmentos da frase, sugere que o “novo” deste mandamento (1º segmento) consiste, exatamente, no “como eu vos amei” (3º segmento). Nem a palavra “amar”, nem o mandamento do amor são novos (cf. Lv 19,18 etc.). Novo é amar como Jesus, amar em Jesus, por causa de sua palavra (evangelho).

Tudo tem um contexto histórico. Também esta frase. Seu contexto é complexo. Por um lado, existia no judaísmo o amor ao próximo, no sentido de membro da comunidade, combinado com o respeito pelo estrangeiro que morava na vizinhança, e com certa filantropia para com os outros seres humanos. Existia também o amor humano do mundo grego, espécie de filantropia universal, baseada na igualdade essencial do ser humano (pelo menos, em teoria); era um amor antes ao longínquo do que ao próximo, porque o longínquo não incomoda... Existia também o amor erótico. Existia a amizade. Mas, como diz Paulo em Rm 5,7-11 – mesmo a amizade não produz o efeito de alguém dar sua vida pelo amigo; quanto menos pelo inimigo! Ora, o amor de Cristo é um amor dando vida, dando sua vida em prol dos “irmãos”, subentendendo-se que irmão pode ser qualquer um que, pelo Pai, é levado a Cristo ou à sua comunidade. É possível existir tal amor em outros ambientes culturais e religiosos. E nem todos os cristãos vivem, ou pretendem viver, o mandamento do amor que Cristo ilustrou com sua morte. Porém, não se conhece outra comunidade que se caracterize especificamente por este mandamento. “Nisso conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (13,35). E bem aquele amor que é ilustrado pelo contexto literário de Jo 13,31-35 (contexto anterior: o lava-pés, sinal de amor até o fim; contexto posterior: o amor até o fim em realização: a morte na cruz).

Onde reina este amor, as coisas não ficam como estão. O status quo é garantido pelo instinto de conservação do homem: ninguém quer sacrificar algo a favor do outros “primeiro eu, depois meu vizinho”. Quem quebra o status quo é Deus. É dele que podemos esperar a total novidade (pois deixar tudo como está não parece ser a melhor das soluções). É o que sonha o autor do Ap (2ª leitura). No fim da História, ele vê um novo céu e uma nova terra (realização de Is 65,17). Não tem mar, moradia do Leviatã. A nova realidade tem a aparência de uma noiva enfeitada para seu esposo: as núpcias messiânicas. É a moradia de Deus com os homens (cf. Ez 37,27). É a nova Aliança: eles serão seu povo e ele será seu Deus (ibidem). É a plenitude do Emanuel, Deus-conosco (Is 7,14ss). É a consolação completa (Is 25,8; 35,10). É tudo o que se pode esperar. É a nova criação (cf. Is 65,17).

O sonho da nova criação... Os que dizem que a utopia é a mola propulsora da História geralmente não concebem tal utopia como sendo a de Deus. Preferem ter sua própria utopia. Ora, quem reflete um pouco, deve entender que a utopia é coisa importante demais para depender do ser humano... Ou deveremos pensar como o filósofo: “Eu posso conceber que, em vez do homem individual, a própria lógica da História estabeleça a utopia”? Mas quem perscruta a lógica da História?... Portanto, é bom sermos dirigidos por uma utopia que venha de Deus. E como é que a conhecemos? Pela fé em Jesus Cristo, que inspirou o autor do Apocalipse. Na medida em que o sonho do visionário de Patmos traduz a plenitude do “novo” que Jesus nos deixou – o amor segundo o seu exemplo – nós também podemos sonhar nesta linha. Um sonho não é científico, mas nos transmite uma mensagem: a mensagem da ausência de todo o mal, agressividade, exploração, opressão, divisão... Convida-nos a nos empenhar nesta direção. Nisto está sua força propulsora.

Aquilo que “Deus obrou com Paulo e Barnabé”, na 1ª viagem de missão, início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu, se inscreve nesta utopia. Quem move esta obra é Deus. “Que todas as tuas obras te louvem, Senhor” (salmo responsorial).

UM MANDAMENTO NOVO PARA UM MUNDO NOVO

Muitas pessoas hoje demonstram desânimo. As notícias são deprimentes. Guerras intermináveis, que sempre de novo inflamam por baixa das brasas. Populações africanas que se apagam pela fome, pelas epidemias. Cruéis guerras religiosas na Ásia, na Indonésia. Extermínio das crianças meninas na China. Violência em nossos bairros, corrupção em nossas instituições. E mesmo na Igreja...

Existe alguém que possa dar um rumo a este mundo? A resposta é: você mesmo, mas não sozinho. Alguém faz aliança com você. Ou melhor: com vocês, como comunidade. E em sinal dessa aliança, deixou-lhes um exemplo e modo de proceder: um novo mandamento. “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” – isto é, até o fim, até o dom da própria vida, seja vivendo, seja morrendo. É o que nos recorda o evangelho de hoje.

Não há governo ou poder que nos possa eximir deste mandamento. Só se o assumirmos como regra de nossa vida, o mundo vai mudar. Não existe um mundo tão bom e tão bem governado, que possamos deixar de nos amar mutuamente com ações e de verdade. Mas, por mais desgovernado que o mundo seja, se nos amarmos mutuamente como Jesus nos tem amado, o mundo vai mudar.

Por que então, depois de dois mil anos de cristianismo, o mundo está tão ruim assim? A este respeito podem-se fazer diversas perguntas, por exemplo: Será que os homens se têm amado suficientemente com o amor que Jesus nos mostrou? E como seria o mundo se não tivesse existido um pouco de amor cristão? Não seria bem pior ainda?

O Apocalipse, lido nas liturgias deste tempo pascal, muitas vezes é considerado um livro de terror e de medo. Mas, na realidade, ele termina numa visão radiante da nova criação, da nova Jerusalém, simbolizando a indizível felicidade, a “paz” que Deus prepara para os que são fiéis ao novo mandamento de seu Filho (2ª leitura). A nova Jerusalém é o povo de Deus envolvido pelo esplendor, ainda escondido, do amor de Cristo, que o torna radiante, como o amor do noivo torna radiante a sua amada. Quem é amado e se entrega ao amor torna-se amor!

É isso que deve acontecer entre nós. Jesus nos amou até o fim. Nossa comunidade eclesial deve transformar-se em amor, irradiando um mundo infeliz e desviado por interesses egoístas e mortíferos. Ao invés de ver somente o lado ruim da Igreja – talvez porque nosso olho é ruim –, vamos tratar de ver a Igreja como uma moça um tanto desajeitada e acanhada, mas que aos poucos vai sentindo quanto ela está sendo amada e, por isso, se torna cada dia mais amável e radiante. Ora, para isso, é preciso que deixemos penetrar em nós o amor de Deus e o façamos passar aos nossos irmãos, não em palavras, mas com ações e de verdade.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Jesus, antes de formular o estatuto da nova comunidade – o mandamento do amor –, viveu exemplarmente. O lava-pés caracteriza-se como a atitude-síntese de toda a vida de Jesus: ele veio para servir e não para ser servido. Seu testemunho de vida se dá junto à pequena comunidade constituída pelos apóstolos; eles deverão viver esse mandamento como condição para serem reconhecidos como seguidores de Jesus. Como fez o Mestre, os discípulos são chamados à opção radical pelo amor até a extrema fidelidade: dar a vida por quem se ama. Nisso consiste a glória de Deus.

— Paulo é um dos que optaram por esse amor radical. Como discípulo missionário, põe-se a serviço da organização e da animação de comunidades cristãs. Participa de uma comunidade concreta – Antioquia da Síria – e é enviado com Barnabé para a missão. Ambos enfrentam todo tipo de conflitos e tribulações, mas não se deixam abater, pois são movidos por profunda convicção de fé. O sofrimento por causa da fidelidade ao evangelho pode ser importante fator que nos faz sair da superficialidade e entender o verdadeiro significado do seguimento de Jesus.

— As comunidades do Apocalipse dão seu testemunho de fé e esperança no meio da opressão do império romano. Ligando a realidade com a Sagrada Escritura, professam sua fé na presença permanente e dinâmica de Deus, que fez sua tenda no meio de nós e renova todas as coisas.

— Enfrentamos hoje muitos desafios. Também nós, como discípulos missionários de Jesus, somos convidados a manter a fidelidade ao mandamento do amor em forma de solidariedade e apoio mútuo, em serviços concretos a partir da nossa comunidade de fé. A certeza da presença de Deus em nosso meio nos faz colaborar com sua graça na construção de um mundo justo e fraterno.

— Ao refletir sobre o amor como o estatuto da comunidade, podem-se recordar as prioridades pastorais na paróquia, pois são expressões concretas do nosso amor diante dos desafios da realidade em que vivemos…


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Dou-vos um mandamento novo

O Evangelho de hoje faz parte do colóquio entre Jesus e os Apóstolos na Última Ceia. Jesus anuncia a traição de Judas e quando este saiu do Cenáculo, Jesus afirmou: «Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele». O verbo «glorificar» aparece repetido cinco vezes neste pequeno texto. Com isto Jesus ensina-nos que vai sofrer, mas a Sua Paixão será gloriosa, será a Sua glorificação. Jesus, como um pai, faz o seu testamento de despedida e recorda o que é essencial em poucas palavras: «Dou-vos um mandamento novo, amai-vos uns aos outros como Eu vos ameiPor este sinal todos conhecerão que sois meus discípulos». O mandamento do amor fraterno é o testamento e a herança que o Senhor nos deixou. Por vontade expressa de Jesus é o amor o sinal que identifica os seus discípulos. O amor é também sinal da presença invisível, mas real, da presença do Divino Mestre no meio de nós.

Um mandamento novo. Novo pela universalidade do amor que Jesus recomenda em favor de todos os homens, inclusive os inimigos; novo porque Jesus é o modelo: amai-vos como Eu vos amei. Daí a importância do amor fraterno que Jesus equiparou ao amor de Deus. O sinal que distinguirá os Seus seguidores será a caridade fraterna. Novo porque este amor nasce no contexto da Última Ceia em que Jesus fala na Nova Aliança no Seu Sangue derramado pela multidão dos homens. Não é uma obrigação imposta, mas um dom concedido gratuitamente aos que acreditam em Jesus. Desta benevolência recebida na mesa da comunhão brota o amor cristão a Deus e ao próximo. O amor, juntamente com a fé, constitui o fundamento do cristianismo. Como é que conheceremos hoje os cristãos? Nas celebrações do culto, na participação da Missa, nas outras devoções tradicionais? A originalidade da vocação cristã, no nosso mundo, marcado pela incredulidade e pelo ódio, é a fé que actua por meio da caridade (Gal 5, 6).

Por este sinal todos conhecerão que sois meus discípulos

Irmãos, é bom pertencer à Igreja católica, com os seus dogmas e tradições, com a sua organização e estruturas. É bom ir à Missa, recitar o Credo, participar nas celebrações e nas orações. É bom darmos esmola. É bom trazer ou ter em casa objectos religiosos, como cruzes, imagens, medalhas… No entanto, tudo isso são apenas sinais, mas não «o sinal». O que nos constitui pessoalmente cristãos é o amor que o Pai nos tem em Cristo e que o Espírito Santo derrama nos nossos corações. Não podemos inventar outro sinal. Aceitemos o pedido de Jesus: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Na Igreja primitiva, os crentes tinham um só coração e uma só alma (Act4, 32). No tempo de Tertuliano, as pessoas comentavam acerca dos cristãos: «vede como se amam». Mais próximo de nós, o poeta indiano Tagore já tinha outra opinião. Depois de ter viajado pela Europa, afirmou decepcionado: «Jesus, o Rabi da Galileia deveria ter vivido e ensinado a Sua mensagem de amor e de fraternidade nas margens do rio Ganges. A sua Boa Nova, certamente teria tido muito mais aceitação entre os povos orientais do que nos ocidentais». (cf. B Caballero, En las fuentes de la Palabra, p. 884-887) Pergunta inquietante: ao sairmos da Eucaristia, alguém nos reconhecerá como discípulos de Jesus Cristo?


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 5º Domingo do Tempo Pascal, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. O ACOLHIMENTO FRATERNO.
Neste domingo, em que o Ressuscitado nos dá o mandamento novo, não seria uma boa ocasião, para aqueles que preparam a liturgia, de verem se a comunidade está suficientemente atenta ao acolhimento fraterno de todos e de cada um no seio da celebração? As maneiras de fazer podem ser diversas, mas a exigência é a mesma:
«Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus, Pai do teu novo Povo, nós Te bendizemos por toda a obra que cumpriste com Paulo e Barnabé. Através deles, abriste às nações pagãs, de quem descendemos, a porta da fé. Nós Te pedimos pelos pastores das Igrejas, a fim de que cheguem a designar
“anciãos” como guias em todas as tuas comunidades.

No final da segunda leitura:
Deus que estás sentado no trono e que fazes novas todas as coisas, Pai do teu Povo, nós Te louvamos pela nova Jerusalém, a tua morada no meio dos homens, que se realiza cada vez que Te rezamos. Nós Te confiamos os nossos irmãos e irmãs que estão em provação: que chegue o dia em que Tu lhes enxugarás as lágrimas dos seus olhos dissipando toda a tristeza.

No final do Evangelho:
Guiados pelo teu Espírito, nós Te glorificamos, Pai, com o teu Filho Jesus. Nós Te bendizemos pela teu glória, que é a tua presença vivificante, e na qual Tu comunicas connosco pela Palavra e pelo Pão. Nós Te pedimos: que o teu Espírito nos fortaleça, para que possamos viver segundo o mandamento novo que nos deste pela palavra e pela vida do teu Filho Jesus.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Antes de conhecer o abaixamento da sua Paixão e da sua morte, Jesus faz perceber aos seus discípulos o peso, a glória da sua vida. Ele passou fazendo o bem, só pregou o Amor, fez milagres por amor, deu o exemplo do amor dando-nos a maior prova. É tudo isso que tem peso aos olhos de Deus, tal é a sua glória. E já durante a última ceia, Ele anuncia a sua ressurreição predizendo que proximamente Ele não estará mais entre eles, do mesmo modo como está no momento em que lhes fala, mas tornar-Se-á presente através do amor que os seus discípulos terão uns para com os outros: que eles se amem como Ele os amou! Este amor será o sinal pelo qual serão reconhecidos como seus discípulos. Jesus não quer que tudo pare com a sua partida, serão os seus discípulos que O tornarão presente se se amarem como Ele os amou… se forem servos como Ele foi servo para lhes dar o exemplo… se refizerem os gestos e disserem as palavras da última ceia… Isto para fazer memória d’Ele, isto é, recordar- se, tornar presente, esperar o seu regresso… se eles O reconhecem, a Ele o Senhor, sob os traços do mais pequeno entre os irmãos. Jesus de Nazaré já não está entre nós, mas Cristo ressuscitado está bem no meio de nós, hoje. Há que reconhecê-l’O para O testemunhar pelo amor!

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros”. Que bela novidade! Como se fosse Jesus a inventar o amor! Os homens e as mulheres não esperaram que Jesus viesse para saber um pouco o sentido da palavra “amor” e do verbo “amar”! Aliás, o mandamento de “amar o seu próximo como a si mesmo” encontra-se já no Livro do Levítico. Então, como compreender esta “novidade”? O próprio Jesus dá-nos a chave: “Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”. Só olhando Jesus saberemos como Ele nos amou. A sua própria vida é uma prática desta palavra. E isto vai para além daquilo que, humanamente, podemos fazer. Ele diz-nos para perdoar setenta vezes sete, isto é, sem colocar qualquer limite ao perdão. “Amai os vossos inimigos e rezai pelos vossos perseguidores”… “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”… São João escreve que “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim”, isto é, até à plenitude do amor cuja Fonte é o seu Pai. Sim, a maneira de Jesus nos amar ultrapassa a nossa maneira de amar. Neste sentido, o amor que Ele nos convida a viver entre nós é mesmo novo! Mas há mais! Porque as exigências de um tal amor podem parecer desmedidas, fora do nosso alcance, e deixar-nos no desespero: nunca chegaremos aí! Ora, é preciso compreender bem o “como Eu vos amei”. Jesus não nos diz: “Eu amei-vos. Agora, desenrascai-vos, fazei esforço para Me imitar!” Ele diz-nos: “Como Eu, que vos amo e vos dou o amor infinito do Pai, deixai-vos amar, como uma criança que se deixa tomar nos braços da sua mãe e do seu pai. Vinde até Mim. Àquele que vem até Mim, não o abandonarei. Então, poderei derramar sobre vós a força do próprio Amor que é Deus. Assim, encontrareis a força para ir para além das capacidades humanas, podereis, dia após dia, aprender a amar-vos como Eu vos amo”. Sim, Senhor, quero ir para junto de Ti, porque tens as palavras da vida eterna!

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III para a Assembleia com Crianças.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO.
«Como Eu vos amei”. Exigência deste “como”… porque Jesus não fingiu amar-nos! No caminho desta semana, vou encontrar homens, mulheres, jovens, crianças… Como vou amá-los “como Jesus”? Isto é, sem fingimentos, gratuitamente, sinceramente, dando-me a eles com o melhor de mim mesmo… A nossa vida de baptizados deve ser sinal no meio da descrença e da indiferença do mundo. Segundo o amor que teremos uns para com os outros… todos verão que somos discípulos de Cristo!

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal: p. 469[602-714]ou 470-473

SANTO

Monição da Comunhão: Cantávamos com o salmista: «O Senhor é bom para com todos! A sua misericórdia estende-se a todas as criaturas.» Jesus ressuscitado oferece-nos o seu corpo imolado, glorioso, ressuscitado. Escondido, mas presente no Pão consagrado. Que bondade! Sejamos agradecidos.

Jo 15, 1.5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eu sou a videira e vós sois os  ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Jesus diz-nos: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!» «No entardecer da vida sermos julgados sobre o Amor!» «A alma que anda no Amor, nem cansa, nem se cansa!» (S. João da Cruz)


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ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO PASCAL

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Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA FERREIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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