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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.01.2021
2º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Desde sempre Jesus é o Filho de Deus" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia do Tempo Comum nos convida a aprofundar ainda mais o conhecimento de Jesus Cristo. Sabendo como viveu, entenderemos quais atitudes devemos tomar para aproximarmo-nos de Deus. Sigamos ao encontro do altíssimo, suplicando a graça de permanecermos junto Dele.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs em Cristo, após as santas festas do Tempo do Natal do Senhor, estamos iniciando o Tempo Comum. Entramos hoje no Segundo Domingo chamado Comum: comum do dia a dia, da vida miúda, vivida na presença do Senhor que está sempre presente na sua Igreja com a força e o poder do seu Espírito Santo, dando vigor à Palavra e eficácia aos sacramentos. Desejando percorrer com Jesus, o Cordeiro de Deus, seu caminho de cruz e salvação, disponhamo-nos a oferecer a nossa vida e, por esta celebração em que Jesus se oferece por nós todos, unamo-nos a Ele em sua oferta de amor ao Pai.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Um novo tempo se inicia. Estamos no Tempo Comum. Encontrar o Messias é a maior descoberta que também nós poderemos fazer. Um encontro que se torna vocação, partilha de vida, solidez renovada. Pedra nova de um edifí- cio que é a Igreja, que tem o seu fundamento em Cristo e, em Cristo, os Apóstolos. Quem se deixa encont rar por Cr isto inicia uma histór ia nova. "Vinde ver" e, vendo-o, descubramos a riqueza do seu amor. Em nossa Eucaristia dominical, fazemos nosso ato de fé e realizamos o encontro pessoal com o Messias. Envolver nossa vida com Jesus e conviver com Ele para sempre deve ser nosso projeto pessoal, diante do chamado que Ele nos faz. Sendo discípulos missionários, nossa vida inteira se resume numa grande missão: levar o Cristo a todos os corações. Nessa perspectiva, a Eucaristia fortalece nosso compromisso de anunciar Jesus nesta Cidade, que foi fundada para ser morada de Deus e terra da fraternidade.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17-de-janeiro-de-2021---2-dtc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_45-b_-_11_-_2a_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
VOCAÇÃO: BUSCA E CONVITE

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Tu me chamaste, aqui estou

A liturgia deste domingo nos mostra alguns exemplos de como as pessoas discernem o chamado de Deus no cotidiano da vida. Um discernimento autêntico não apenas muda o rumo da vida, mas também capacita a pessoa para levar uma vida centrada em Cristo.

A primeira leitura descreve como aconteceu o chamado de Samuel, destacando a iniciativa divina e a resposta humana. Na segunda leitura, Paulo lamenta que os cristãos de Corinto tenham falhado em discernir entre o que é santo e o que é pecaminoso. O Evangelho apresenta João Batista proclamando Jesus como o “Cordeiro de Deus” a dois de seus discípulos. Como resultado dessa proclamação, estes decidem deixar João Batista e iniciar uma jornada de discipulado para discernirem seu chamado ao seguimento de Jesus.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 2º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre a disponibilidade para acolher os desafios de Deus e para seguir Jesus.

A primeira leitura apresenta-nos a história do chamamento de Samuel. O autor desta reflexão deixa claro que o chamamento é sempre uma iniciativa de Deus, o qual vem ao encontro do homem e chama-o pelo nome. Ao homem é pedido que se coloque numa atitude de total disponibilidade para escutar a voz e os desafios de Deus.

O Evangelho descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos. Quem é "discípulo" de Jesus? Quem pode integrar a comunidade de Jesus? Na perspectiva de João, o discípulo é aquele que é capaz de reconhecer no Cristo que passa o Messias libertador, que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega, que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e para viver em comunhão com Ele, que é capaz de testemunhar Jesus e de anunciá-l'O aos outros irmãos.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto a viverem de forma coerente com o chamamento que Deus lhes fez. No crente que vive em comunhão com Cristo deve manifestar-se sempre a vida nova de Deus. Aplicado ao domínio da vivência da sexualidade - um dos campos onde as falhas dos cristãos de Corinto eram mais notórias - isto significa que certas atitudes e hábitos desordenados devem ser totalmente banidos da vida do cristão.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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ONDE MORA JESUS?

Vendo Jesus passar, João Batista anuncia aos seus dois discípulos: Eis o Cordeiro de Deus. Ambos se animam e seguem Jesus. O Mestre quer saber o que procuram, e a resposta é a pergunta sobre onde ele mora. Jesus não lhes dá essa informação, mas os convida a conhecer por si próprios. Foram e ficaram com ele naquele dia. André, um dos dois, convida seu irmão, Simão, para conhecer o Mestre.

Segundo o Evangelho de João, temos aí o germe da comunidade de Jesus. Começa com a experiência que duas pessoas fazem ao conviver com ele. Com seu testemunho e ao seu convite, outros se integrarão à pequena comunidade. Os dois querem partilhar a experiência e convidam outros a também fazê-la.

As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, consistem na pergunta: O que vocês procuram? Tal pergunta pode ser dirigida a cada um de nós. O ser humano sempre procura algo na vida: emprego, melhores condições de vida, sentido para a própria existência… Quem não olha para o horizonte ou deixa de buscar, acomoda-se ou perde o sentido do viver.

Além da busca de coisas, as pessoas procuram alguém com quem conviver. A convivência com os outros sempre nos complementa e realiza. Buscar o Mestre de Nazaré e deixar-se seduzir por ele leva à descoberta do sentido da vida. Os dois discípulos que o seguem querem aprender dele novo jeito de viver.

O Mestre convida quem se dispõe a segui-lo: Vinde ver onde moro. Ora, quem o acompanhou ao longo da vida descobriu que ele não tinha sequer uma pedra onde reclinar a cabeça. Jesus encontrava-se com frequência no meio da multidão faminta e necessitada de cura. Vivia junto aos doentes, aos pecadores, às prostitutas, aos pobres. Fazia refeições com os desprezados pelos “cidadãos de bem”. Esse era seu ambiente favorito.

Hoje, onde encontramos Jesus? Ele está lá junto aos moradores de rua, acompanhando os doentes nos centros de saúde, caminhando com os milhões de desempregados em busca de trabalho, convivendo no barraco com a mãe desesperada por ver suas crianças sem comida… Quem se habilita a segui-lo?

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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ONDE MORA JESUS?

Vendo Jesus passar, João Batista anuncia aos seus dois discípulos: Eis o Cordeiro de Deus. Ambos se animam e seguem Jesus. O Mestre quer saber o que procuram, e a resposta é a pergunta sobre onde ele mora. Jesus não lhes dá essa informação, mas os convida a conhecer por si próprios. Foram e ficaram com ele naquele dia. André, um dos dois, convida seu irmão, Simão, para conhecer o Mestre.

Segundo o Evangelho de João, temos aí o germe da comunidade de Jesus. Começa com a experiência que duas pessoas fazem ao conviver com ele. Com seu testemunho e ao seu convite, outros se integrarão à pequena comunidade. Os dois querem partilhar a experiência e convidam outros a também fazê-la.

As primeiras palavras de Jesus, no Evangelho de João, consistem na pergunta: O que vocês procuram? Tal pergunta pode ser dirigida a cada um de nós. O ser humano sempre procura algo na vida: emprego, melhores condições de vida, sentido para a própria existência… Quem não olha para o horizonte ou deixa de buscar, acomoda-se ou perde o sentido do viver.

Além da busca de coisas, as pessoas procuram alguém com quem conviver. A convivência com os outros sempre nos complementa e realiza. Buscar o Mestre de Nazaré e deixar-se seduzir por ele leva à descoberta do sentido da vida. Os dois discípulos que o seguem querem aprender dele novo jeito de viver.

O Mestre convida quem se dispõe a segui-lo: Vinde ver onde moro. Ora, quem o acompanhou ao longo da vida descobriu que ele não tinha sequer uma pedra onde reclinar a cabeça. Jesus encontrava-se com frequência no meio da multidão faminta e necessitada de cura. Vivia junto aos doentes, aos pecadores, às prostitutas, aos pobres. Fazia refeições com os desprezados pelos “cidadãos de bem”. Esse era seu ambiente favorito.

Hoje, onde encontramos Jesus? Ele está lá junto aos moradores de rua, acompanhando os doentes nos centros de saúde, caminhando com os milhões de desempregados em busca de trabalho, convivendo no barraco com a mãe desesperada por ver suas crianças sem comida… Quem se habilita a segui-lo?

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Esta Eucaristia nos motiva a estarmos atentos ao Senhor, que continuamente nos chama ao encontro com ele. Queremos responder, com alegria e generosidade, ao seu convite para vivermos e anunciarmos o amor, a bondade e a misericórdia como seus discípulos e discípulas. Celebremos com muita fé o Cordeiro de Deus, que veio ao mundo para nos conduzir no caminho da salvação.

LIÇÃO DE VIDA: Com nossa fé e nosso testemunho, queremos anunciar que Jesus Cristo veio ao mundo para nos conduzir à salvação.


RITOS INICIAIS

Salmo 65, 4
ANTÍFONA DE ENTRADA: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

Introdução ao espírito da Celebração
Deus aproxima-se dos homens de todos os tempos por meio da sua Palavra e dos Sacramentos cristãos. Samuel, João, André e Pedro escutaram a voz do Senhor e acolheram docilmente as suas indicações. Escutemos também nos, com plena disponibilidade, o que Deus nos quiser comunicar na Eucaristia de este Domingo

ORAÇÃO COLETA: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Samuel ouve a voz de Deus que o chama e, aconselhado pelo sacerdote Heli, inicia um diálogo com Deus que acompanhará toda a vida do profeta. Também o Senhor está conosco, como esteve com Samuel, quando fazemos oração habitualmente.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Samuel 3,3-10.19

Leitura do primeiro livro de Samuel. 3 3 e a lâmpada de Deus ainda não se apagara. Samuel repousava no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4 O Senhor chamou Samuel, o qual respondeu: “Eis-me aqui”. 5 Samuel correu para junto de Heli e disse: “Eis-me aqui: chamaste-me”. “Não te chamei, meu filho, torna a deitar-te”. Ele foi e deitou-se. 6 O Senhor chamou de novo Samuel. Este levantou-se e veio dizer a Heli: “Eis-me aqui, tu me chamaste”. “Eu não te chamei, meu filho, torna a deitar-te”. 7 Samuel ainda não conhecia o Senhor; a palavra do Senhor não lhe tinha sido ainda manifestada. 8 Pela terceira vez o Senhor chamou Samuel, que se levantou e foi ter com Heli: “Eis-me aqui, tu me chamaste”. Compreendeu então Heli que era o Senhor quem chamava o menino. 9 “Vai e torna a deitar-te”, disse-lhe ele, “e se ouvires que te chamam de novo, responde: ‘Falai, Senhor; vosso servo escuta!’” Voltou Samuel e deitou-se. 10 Veio o Senhor pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel! Falai”, respondeu o menino; “vosso servo escuta!” 19 Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. Ele não negligenciava nenhuma de suas palavras.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Esta leitura é uma seleção de versículos de 1 Sam 3, onde se relata a célebre vocação do profeta pregador que, no séc. XI a. C., havia de imprimir novo rumo ao povo de Israel. A escolha dos versículos deixa ver que a intenção da Liturgia não se centra nos pormenores da história, nem na infidelidade de Eli, mas na lição de obediência pronta do jovem Samuel, oferecido ao Senhor por sua mãe, Ana (cf. 1, 28), o qual vivia com o sacerdote Eli como servidor do santuário de Silo – «no templo do Senhor» (v. 3) –, onde se guardava a Arca da Aliança. Com Samuel inicia-se em Israel o profetismo como ministério constante e ininterrupto. Como veio a suceder com os grandes profetas, a sua missão aparece precedida dum chamamento sobrenatural e bem claro de Deus. A presente leitura é a história duma vocação e fala-nos da prontidão e disponibilidade para seguir a chamada divina.

O Chamado de Deus

O povo de Israel estava vivendo um novo período histórico. O êxodo havia passado, o povo estava estabelecido na terra da promessa. O tempo de Moisés, Aarão e Josué se fora. O período dos juízes já estava bem adiantado, ia começar a transição para o tempo da monarquia, Samuel seria o último juiz.

Samuel havia nascido como fruto da intervenção divina. Ana, sua mãe, não podia ter filhos, e Deus havia respondido suas orações com o nascimento de Samuel. Então seus pais o entregaram para o serviço de Deus no santuário de Silo, e ele, quando jovem, se tornou um aprendiz do sacerdote Eli. Foi nesse santuário que Deus chamou Samuel para ser profeta.

O chamado aconteceu certa noite, enquanto o jovem estava dormindo. Samuel presumiu que Eli o tivesse chamado e foi até ele. Isso se deu por três vezes, até que o velho sacerdote percebesse o que estava acontecendo: era Deus que falava com o menino. Eli o instruiu a dar uma resposta de prontidão, de escuta e docilidade.

Samuel ouviu o chamado de Deus, mas se enganou por três vezes: “Tu me chamaste, aqui estou”, dizia prontamente ao sacerdote Eli. O jovem se enganou quanto à identidade de quem o chamava. Na segunda e na terceira vez que correu até Eli, Samuel devia estar confuso, pois o sacerdote sempre respondia: “Eu não te chamei, volta a dormir!”

O nome Samuel significa literalmente “Deus ouviu”. Ouvir é fundamental nesse livro bíblico, pois primeiramente Deus ouve o clamor de uma mulher estéril e, posteriormente, ouve o pedido do povo por um rei.

O texto destaca que o chamado de Deus é direto e pessoal. No entanto, Samuel precisou de ajuda para discerni-lo. O velho e quase cego Eli, sacerdote de Silo, com sua sabedoria e ternura paternal, capacitou o jovem para ouvir a voz do Senhor e responder ao seu chamado. Embora Eli devotasse sua vida ao serviço sacerdotal, não foram seus filhos que receberam o chamado, e sim Samuel, que, apesar de estar vivendo em um santuário, ainda não havia feito experiência com Deus. O texto nos esclarece que Deus chama quem ele quer, quando quer e onde quer.

A tripla ida de Samuel a Eli é característica do processo de discernimento. Quando reconheceu a voz do Senhor com sua humilde oração e um coração dócil, o jovem recebeu a enorme responsabilidade do chamado profético. Como resultado do seu chamado, a Palavra de Deus foi ouvida mais uma vez em Israel. Depois disso, Samuel capacitou o povo para discernir a vontade de Deus em relação às obrigações da Aliança, bem como em relação às questões religiosas e políticas que afetavam o destino da nação como um todo.

Da mesma forma que Eli ajudou Samuel a discernir a vontade de Deus a respeito de sua missão, Samuel ajudou o povo a discernir a vontade de Deus para a nação. Isso acontece ainda hoje: somos elos de uma corrente de ajuda mútua para que a vontade divina continue a agir e para que as pessoas continuem fiéis.

AMBIENTE

O Livro de Samuel refere-se a uma das épocas mais marcantes da história do Povo de Deus. Os acontecimentos narrados abrangem um arco de tempo que vai de meados do séc. XI a.C. até ao final do reinado de David (972 a.C.) e dão-nos uma visão global do caminho feito pelo Povo de Deus desde que eram um conjunto de tribos autónomas e sem grande ligação entre si, até ao tempo da união à volta da realeza davídica.

Os primeiros capítulos do Livro de Samuel situam-nos ainda na fase pré-monárquica. É uma época paradoxal e cheia de ambiguidades... Por um lado, observa-se um processo crescente de sedentarização, de consolidação e de unificação das tribos no território de Canaan, a partir de determinados elementos unificadores, como sejam os "juízes", os pactos de defesa diante dos inimigos comuns, as federações de tribos vizinhas e os santuários que periodicamente acolhem a Arca da Aliança e assentam as bases da fé monoteísta; por outro lado, observa-se também a precariedade das coligações defensivas diante dos ataques inimigos, a escassa consciência unitária, o descrédito de alguns "juízes" (nomeadamente dos filhos de Eli e, mais tarde, dos filhos de Samuel)...

As instituições tribais revelam-se manifestamente insuficientes para responder às novas exigências, nomeadamente à pressão militar exercida pelos filisteus. O modelo monárquico dos povos vizinhos começa a seduzir as tribos do Povo de Deus e a parecer a solução ideal para responder adequadamente aos desafios da história.

Samuel aparece nesse tempo caótico. Pertence à tribo de Efraim - quer dizer, a uma tribo instalada no centro do país, na montanha de Efraim (onde, aliás, Samuel exerce o seu ministério). O Livro de Samuel apresenta-o como um "juiz" (narra-se o seu nascimento maravilhoso nos mesmos moldes que o nascimento de Sansão - 1 Sm 1; cf. Jz 13); mas logo se diz que ele foi educado no templo de Silo, onde estava depositada a Arca da Aliança (1 Sm 2,18-21) - o que significa que exercia igualmente funções litúrgicas. Mais tarde irá ser chamado, num período de desolação, a conduzir o Povo no combate contra os filisteus.

Samuel é uma figura complexa e multifacetada, simultaneamente juiz, sacerdote e chefe dos exércitos. De algum modo, faz a ponte entre uma época de confusão e de escassa consciência unitária, para uma época onde começa a estruturar-se uma organização mais centralizada.

O texto que nos é proposto como primeira leitura apresenta a vocação de Samuel. A cena situa-nos no santuário de Silo, onde estava a Arca da Aliança. Samuel, consagrado a Deus por sua mãe, era servidor do santuário.

Para o nosso autor, o chamamento de Samuel marca o início do movimento profético... Antes, "o Senhor falava raras vezes e as visões não eram frequentes" (1 Sm 3,1); depois, "o Senhor continuou a manifestar-Se em Silo. Era ali que o Senhor aparecia a Samuel, revelando-lhe a sua Palavra" (1 Sam 3,21).

O quadro da vocação de Samuel não nos apresenta, com certeza, uma reportagem jornalística de factos; apresenta-nos, sim, uma reflexão sobre o chamamento de Deus e a resposta do homem, redigida de acordo com o esquema típico dos relatos de vocação.

MENSAGEM

A primeira nota que é preciso sublinhar na história da vocação de Samuel é que a vocação é sempre uma iniciativa de Deus ("o Senhor chamou Samuel" - vers. 4a). É Deus que, seguindo critérios que nos escapam absolutamente, mas que para Ele fazem sentido, escolhe, chama, interpela, desafia o homem. A indicação de que "Samuel ainda não conhecia o Senhor porque, até então, nunca se lhe tinha manifestado a Palavra do Senhor" (vers. 7) sugere claramente que o chamamento de Samuel parte só de Deus e é uma iniciativa exclusiva de Deus, à qual Samuel é, num primeiro momento, totalmente alheio.

Uma segunda nota é sugerida pelo enquadramento temporal do chamamento: Deus dirige-Se a Samuel enquanto este estava deitado, presumivelmente, durante a noite. É o momento do silêncio, da tranquilidade e da calma, quando a algazarra, o barulho e a confusão se calaram. A nota sugere que a voz de Deus se torna mais facilmente perceptível ao vocacionado no silêncio, quando o coração e a mente do homem abandonaram a preocupação com os problemas do dia a dia e estão mais livres e disponíveis para escutar os apelos e os desafios de Deus.

Uma terceira nota diz respeito à forma como se processa a resposta de Samuel ao chamamento de Deus.

Antes de mais, o autor do texto sublinha a dificuldade de Samuel em reconhecer a voz do Senhor. Jahwéh chamou Samuel por quatro vezes e só na última vez o jovem conseguiu identificar a voz de Deus. O facto sublinha a dificuldade que qualquer chamado tem no sentido de identificar a voz de Deus, no meio da multiplicidade de vozes e de apelos que todos os dias atraem a sua atenção e seduzem os seus sentidos.

Depois, sobressai o papel de Eli na descoberta vocacional do jovem Samuel. É Eli que compreende "que era o Senhor quem chamava o menino" e que ensina Samuel a abrir o coração ao chamamento de Jahwéh ("se fores chamado outra vez, responde: «fala, Senhor; o teu servo escuta»" - vers. 9). O pormenor sugere que, tantas vezes, os irmãos que nos rodeiam têm um papel decisivo na percepção da vontade de Deus a nosso respeito e na nossa sensibilização para os apelos e para os desafios que Deus nos apresenta.

Finalmente, o autor põe em relevo a disponibilidade de Samuel para ouvir e para acolher a voz de Deus: "fala, Senhor; o teu servo escuta" (vers. 10). No mundo bíblico, "escutar" não significa apenas ouvir com os ouvidos; mas significa, sobretudo, acolher no coração e transformar aquilo que se ouviu em compromisso de vida. O que Samuel está aqui a dizer a Deus é que está disposto a acolher os seus apelos e desafios e a comprometer-Se com eles. O que Samuel está a dizer a Jahwéh é que aceita embarcar no desafio profético e ser um sinal vivo de Deus, voz "humana" de Deus, na vida e na história do seu Povo.

ATUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão e na partilha, os seguintes elementos:

• A vocação é sempre uma iniciativa, misteriosa e gratuita, de Deus. Antes de mais, o profeta deve ter plena consciência de que na origem da sua vocação está Deus e que a sua missão só se entende e só se realiza em referência a Deus. Um profeta não se torna profeta para realizar sonhos pessoais, ou porque entende ter as "qualidades profissionais" requeridas para o cargo e faz uma opção profissional pela profecia... O profeta torna-se profeta porque um dia escutou Deus a chamá-lo pelo nome e a confiar-lhe uma missão. Todos nós, chamados por Deus a uma missão no mundo, não podemos esquecer isto: a nossa missão vem de Deus e tem de se desenvolver em referência a Deus; não nos anunciamos a nós próprios, mas anunciamos e testemunhamos Deus e os seus projetos no meio dos nossos irmãos.

• O "quadro" da vocação de Samuel situa-nos num quadro temporal próprio: de noite, quando já terminaram as tarefas do dia e quando o santuário de Silo está envolvido na tranquilidade, na calma e no silêncio... Provavelmente, o catequista autor deste texto não escolheu este enquadramento por acaso. Ele quis sugerir que é mais fácil detectar a presença de Deus e ouvir a sua voz nesse ambiente favorável de silêncio que favorece a escuta. Quando corremos de um lado para o outro, afadigados em mil e uma atividades, preocupados em realizar com eficiência as tarefas que nos foram confiadas, dificilmente temos espaço e disponibilidade para ouvir a voz de Deus e para detectar esses sinais discretos através dos quais Ele nos indica os seus caminhos. O profeta necessita de tempo e de espaço para rezar, para falar com Deus, para interrogar o seu coração sobre o sentido do que está a fazer, para ouvir esse Deus que fala nas "pequenas coisas" a que nem sempre damos importância.

• São muitas as "vozes" que ouvimos todos os dias, vendendo propostas de vida e de felicidade. Muitas vezes, essas "vozes" confundem-nos, alienam-nos e conduzem-nos por caminhos onde a felicidade não está. Como identificar a voz de Deus no meio das vozes que dia a dia escutamos e que nos sugerem uma colorida multiplicidade de caminhos e de propostas? Samuel não identificou a voz de Deus sozinho, mas recorreu à ajuda do sacerdote Heli... Na verdade, aqueles que partilham conosco a mesma fé e que percorrem o mesmo caminho podem ajudar-nos a identificar a voz de Deus. A nossa comunidade cristã, a nossa comunidade religiosa, desafia-nos, interpela-nos, questiona-nos, ajuda-nos a purificar as nossas opções e a perceber os caminhos que Deus nos propõe.

• Depois de identificar essa "voz" misteriosa que se lhe dirigia, Samuel respondeu: "fala, Senhor; o teu servo escuta". É a expressão de uma total disponibilidade, abertura e entrega face aos desafios e aos apelos de Deus. É evidente que, na figura de Samuel, o catequista bíblico propõe a atitude paradigmática que devem assumir todos aqueles a quem Deus chama. Como é que me situo face aos apelos e aos desafios de Deus? Com uma obstinada recusa, com um "sim" reticente, ou com total disponibilidade e entrega?

Subsídios:
1ª leitura: (1Sm 3,3b-10.19) Vocação de Samuel – Samuel, desde seu nascimento, em agradecimento pelo favor de Deus a sua mãe estéril, foi dedicado ao serviço de Deus, no templo de Silo (cf. 1Sm 1,21-28). Mas este serviço não esgotou sua missão. Antes que ele fosse capaz de o entender, Deus o chamou para a missão de profeta. “Fala, teu servo escuta”, responde Samuel. Escutar é a primeira tarefa do porta-voz de Deus. * Cf. Ex 25,22; Is 6.



Salmo Responsorial

Monição: Obedeçamos com prontidão e alegria a tudo o que o Senhor nos pedir.

SALMO RESPONSORIAL – 39/40

Eu disse: “Eis que venho, Senhor!”
Com prazer faço a vossa vontade.

Esperando, esperei no Senhor
e, inclinando-se, ouviu meu clamor.
Canto novo ele pôs em meus lábios,
um poema em louvor ao Senhor.

Sacrifício e oblação não quisestes,
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,
holocaustos por nossos pecados.

E então eu vos disse: “Eis que venho!”
Sobre mim está escrito no livro:
“Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!”

Boas novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;
vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Segunda Leitura

Monição: São Paulo recorda aos primeiros cristãos de Corinto que a virtude da castidade é possível porque o Espírito Santo habita em nós e nós em Cristo.

1 Coríntios 6,13-15.17-20

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 6 13 Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: 14 Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. 15 Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! 17 Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? 20 Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Como em todos os anos, A, B e C, sempre se inicia o tempo comum tendo como 2ª leitura respingos da 1ª aos Coríntios; neste ano B, começa-se no cap. 6; no próximo ano C. no cap. 12.

A leitura é tirada do fim dia primeira parte de 1 Cor, na qual S. Paulo procura remediar vários abusos verificados naquela comunidade nascente. É bem conhecida a má fama da capital da província romana da Acaia: «viver em Corinto» – Korinthiázein – era sinónimo de levar vida libertina. O próprio vício era divinizado: no templo de Afrodite havia cerca de mil sacerdotisas dedicadas à prostituição sagrada. É, pois, fácil de compreender que, para alguns convertidos, fosse difícil abandonar uma mentalidade generalizada que legitimava a fornicação. E, para a justificarem, chegariam mesmo, segundo se depreende do v. 12, a torcer as próprias palavras de S. Paulo: «tudo me é permitido» (cf. 1 Cor 10, 23), e a dizer que se tratava duma simples necessidade corporal, como comer e beber (cf. v. 13), e não como algo que encerra um sentido superior que envolve toda a pessoa.

O Apóstolo, para levar estes maus cristãos ao bom caminho e impedir que os outros se deixem perverter, não se detém a dar-lhes um curso de educação sexual, nem a insistir na fealdade do vício e das suas funestas consequências para o indivíduo e para a sociedade. Apela para os motivos da fé: «o corpo… é para o Senhor» (v. 13); ele há-de ressuscitar (v. 14); é membro de Cristo (v. 15); é «templo do Espírito Santo» (v. 19); «resgatados» por Cristo, já «não pertencemos a nós mesmos» (v. 20a); a castidade é uma afirmação cheia de alegria: «glorificai a Deus no vosso corpo» (v. 20b).

S. Paulo não se limita a condenar a prostituição sagrada dos santuários idolátricos, pois não trata aqui da idolatria, mas da castidade; fala sem os eufemismos: «fornicação», traduzida pelo termo vago, «imoralidade» (v. 18), tendo-se omitido na leitura litúrgica os bem fortes versículos 15b-16: «como é possível tomar os membros de Cristo para fazer deles membros duma prostituta?…»

A dificuldade de seguir a Cristo

A antiga Corinto era um centro sofisticado de debate religioso e filosófico, uma cidade portuária cosmopolita e politeísta, conhecida por sua riqueza e luxo, e famosa por sua imoralidade. Isso significa que as necessidades da comunidade de Corinto eram muitas e complexas. Era um lugar difícil para o anúncio do Evangelho e, mesmo assim, Paulo o fez. Os recém-convertidos lutaram para manter sua fé viva naquele ambiente tão desafiador e enfrentaram muitas questões levantadas por sua nova fé. Nem todos estavam de acordo a respeito da necessidade de viver nova moralidade, o que provocou muita polêmica e causou grandes preocupações ao apóstolo.

Para transformar o estilo de vida dos cristãos de Corinto, com o objetivo de viverem de acordo com a vida de Jesus, Paulo lhes escreveu a respeito de nova moralidade e das razões para observá-la. Estes são seus principais argumentos:

• o corpo é para o Senhor, e não para a imoralidade;
• nossos corpos são membros de Cristo;
• o corpo é templo do Espírito Santo.

Conclui-se daí que a conduta moral dos cidadãos de Corinto era imprópria para quem havia sido batizado em Cristo. Paulo estava defendendo a santidade da pessoa humana (corpo e espírito). Para o apóstolo, ser seguidor de Cristo não envolve concessões quando se trata de integridade moral. Como resultado, não há lugar para nenhum estilo de vida que seja incongruente com a virtude cristã da santidade.

Paulo indica que um discernimento autêntico por parte dos cristãos irá facilitar o abandono dos maus caminhos e abraçar uma vida centrada em Cristo.

AMBIENTE

No decurso da sua segunda viagem missionária, Paulo chegou a Corinto, depois de atravessar boa parte da Grécia, e ficou por lá cerca 18 meses (anos 50-52). De acordo com At. 18,2-4, Paulo começou a trabalhar em casa de Priscila e Áquila, um casal de judeo-cristãos. No sábado, usava da palavra na sinagoga. Com a chegada a Corinto de Silvano e Timóteo (2 Cor 1,19; At .18,5), Paulo consagrou-se inteiramente ao anúncio do Evangelho. Mas não tardou a entrar em conflito com os judeus e foi expulso da sinagoga.

Corinto, cidade nova e próspera, era a capital da Província romana da Acaia e a sede do procônsul romano. Servida por dois portos de mar, possuía as características típicas das cidades marítimas: população de todas as raças e de todas as religiões. Era a cidade do desregramento para todos os marinheiros que cruzavam o Mediterrâneo, ávidos de prazer, após meses de navegação. Na época de Paulo, a cidade comportava cerca de 500.000 pessoas, das quais dois terços eram escravos. A riqueza escandalosa de alguns contrastava com a miséria da maioria.

Como resultado da pregação de Paulo, nasceu a comunidade cristã de Corinto. A maior parte dos membros da comunidade eram de origem grega, embora em geral, de condição humilde (cf. 1 Cor 11,26-29; 8,7; 10,14.20; 12,2); mas também havia elementos de origem hebraica (cf. At 18,8; 1 Cor 1,22-24; 10,32; 12,13).

De uma forma geral, a comunidade era viva e fervorosa; no entanto, estava exposta aos perigos de um ambiente corrupto: moral dissoluta (cf. 1 Cor 6,12-20; 5,1-2), querelas, disputas, lutas (cf. 1 Cor 1,11-12), sedução da sabedoria filosófica de origem pagã que se introduzia na Igreja revestida de um superficial verniz cristão (cf. 1 Cor 1,19-2,10).

Tratava-se de uma comunidade forte e vigorosa, mas que mergulhava as suas raízes em terreno adverso. No centro da cidade, o templo de Afrodite, a deusa grega do amor, atraía os peregrinos e favorecia os desregramentos e a libertinagem sexual. Os cristãos, naturalmente, viviam envolvidos por este mundo e acabavam por transportar para a comunidade alguns dos vícios da cultura ambiente. Na comunidade de Corinto, vemos as dificuldades da fé cristã em inserir-se num ambiente hostil, marcado por uma cultura pagã e por um conjunto de valores que estão em profunda contradição com a pureza da mensagem evangélica.

Em 1 Cor 6,12 aparece uma frase - possivelmente do próprio Paulo - que servia a alguns cristãos de Corinto para justificar os seus excessos: «Tudo me é permitido»... Paulo explica que "«tudo me é permitido», mas nem tudo é conveniente; «tudo me é permitido», mas eu não me farei escravo de nada". Na sequência, Paulo recorda aos crentes da comunidade as exigências da sua adesão a Cristo.

MENSAGEM

A questão fundamental, para Paulo, é esta: pelo Baptismo, o cristão torna-se membro de Cristo e forma com ele um único corpo. A partir desse momento, os pensamentos, as palavras, as atitudes do cristão devem ser os de Cristo e devem testemunhar, diante do mundo, o próprio Cristo. No "corpo" do cristão manifesta-se, portanto, a realidade do "corpo" de Cristo.

Por outro lado, o cristão torna-se também Templo do Espírito. Para os judeus, o "templo" de Jerusalém era o lugar onde Deus residia no mundo e se manifestava ao seu Povo... Dizer que os cristãos são "Templo do Espírito" significa que eles são agora o lugar onde reside e se manifesta a vida de Deus. No Baptismo, o cristão recebe o Espírito de Deus; e é esse Espírito que vai, a partir desse instante, conduzi-lo pelos caminhos da vida, inspirar os seus pensamentos, condicionar as suas ações e comportamentos.

Aqui estão os elementos fundamentais da antropologia cristã... O "corpo" é o lugar onde se manifesta historicamente a realidade dessa vida nova que inunda o crente, após a sua adesão a Cristo. O "corpo" não é algo desprezível, baixo, miserável, condenado - na linha do que pensavam algumas correntes filosóficas bem representadas na cidade de Corinto; mas é algo que tem uma suprema dignidade, pois é nele que se manifesta para o mundo a realidade da vida de Deus. No "corpo" do cristão que vive em comunhão com Cristo manifesta-se - através das palavras e das ações do crente - essa vida nova que Deus quer propor ao mundo e oferecer aos homens.

Daqui, Paulo tira as devidas consequências e aplica-as à situação concreta dos crentes de Corinto, às vezes tentados por comportamentos pouco edificantes, particularmente no âmbito da vivência da sexualidade... Se os cristãos são membros de Cristo e se vivem em comunhão com Cristo, os comportamentos desregrados no domínio da sexualidade não fazem qualquer sentido; se os cristãos são "Templo do Espírito" e os seus corpos são o lugar onde se manifesta a vida nova de Deus, certas atitudes e hábitos desordenados não são dignos dos crentes.

No "corpo" dos cristãos deve manifestar-se a vida de Deus. Ora, tudo aquilo que é expressão de egoísmo, de procura desenfreada dos próprios interesses, de realização descontrolada dos próprios caprichos, de comportamentos que usam e instrumentalizam o outro, está em absoluta contradição com essa vida nova de Deus que é relação, que é intercâmbio, que é entrega mútua, que é compromisso, que é amor verdadeiro. Os crentes são livres; mas a liberdade cristã tem como limite o próprio Cristo: nada do que contradiz os valores e o projeto de Jesus pode ser aceite pelo cristão. Aliás, os crentes devem ter consciência de que o radicalismo da liberdade acaba frequentemente na escravidão.

O nosso texto termina com um convite singular: "glorificai a Deus no vosso corpo" (vers. 20).

É através de comportamentos e atitudes onde se manifesta a realidade da vida nova de Jesus que os crentes podem "prestar culto" a Deus. O "culto" a Deus não passa pela prática de um conjunto de ritos externos, mais ou menos pomposos, mais ou menos solenes, mas por um compromisso de vida que afeta a pessoa inteira e que diz respeito à relação do crente com os outros irmãos ou irmãs e consigo próprio. É preciso que em todas as circunstâncias - inclusive no campo da vivência da sexualidade - a vida do crente seja entrega, serviço, doação, respeito, amor verdadeiro. É esse o culto que Deus exige.

ATUALIZAÇÃO

• A questão essencial que Paulo nos coloca é a seguinte: Deus chama-nos a acolher a vida nova que Ele nos oferece e a dar testemunho dela em cada instante da nossa existência. A Palavra de Deus que nos é proposta convida-nos, antes de mais, a tomar consciência desse chamamento e a aceitar "embarcar" nessa viagem que Deus nos propõe e que nos conduz ao encontro da verdadeira liberdade e da verdadeira realização.

• Acolher o chamamento de Deus significa assumir, em todos os momentos e circunstâncias, comportamentos coerentes com a nossa opção por Cristo e pelo Evangelho. Nada do que é egoísmo, exploração do outro, abuso dos direitos e dignidade do outro, procura desordenada do bem próprio à custa do outro, pode fazer parte da vida do cristão. O cristão é alguém que se comprometeu a ser um sinal vivo de Deus e a testemunhar diante do mundo - com palavras e com gestos - essa vida de amor, de serviço, de doação, de entrega que Deus, em Jesus, nos propôs. Membro do "corpo" de Cristo, o cristão é "corpo" no qual se manifesta a proposta do próprio Cristo para os homens e mulheres do nosso tempo. Isto obriga-nos a nós, os crentes, a comportamentos coerentes com o nosso compromisso baptismal.

• A propósito, Paulo coloca o problema da vivência da sexualidade... Essa importante dimensão da nossa realização como pessoas não pode concretizar-se em ações egoístas, que nos escravizam a nós e que instrumentalizam os outros; mas tem de concretizar-se num quadro de amor verdadeiro, de relação, de entrega mútua, de compromisso, de respeito absoluto pelo outro e pela sua dignidade. Neste campo surgem, com alguma frequência, denúncias de comportamentos e atitudes, dentro e fora da Igreja, que afetam e magoam vítimas inocentes do egoísmo dos homens. Esses factos, se têm de ser enquadrados no contexto da fragilidade que marca a nossa humanidade, demonstram também a necessidade de uma contínua conversão a Cristo e aos seus valores. Para o cristão, tudo o que signifique explorar os irmãos ou desrespeitar a sua dignidade e integridade é um comportamento proibido.

• É importante, para os crentes, ter consciência de que liberdade não é um valor absoluto. A liberdade cristã não pode traduzir-se em comportamentos e opções que subvertam os valores do Evangelho e que neguem a nossa opção fundamental por Cristo. Uma certa mentalidade atual considera que só nos realizaremos plenamente se pudermos fazer tudo o que nos apetecer... Contudo, o cristão tem de ter consciência de que "nem tudo lhe convém". Aliás, certas opções contrárias aos valores do Evangelho não conduzem à liberdade, mas à dependência e à escravidão.

• Qual é o verdadeiro "culto" que Deus pede? Como é que traduzimos, em gestos concretos, a nossa adesão a Deus? Paulo sugere que o verdadeiro culto, o culto que Deus espera, é uma vida coerente com os compromissos que assumimos com Ele, traduzida em gestos concretos de amor, de entrega, de doação, de respeito pelo outro e pela sua dignidade.

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 6,13c-15a.17-20) Nosso corpo é santo: pertence ao Senhor – Liberdade sim, libertinagem não. “Tudo é permitido”, dizem certos cristãos de Corinto, e Paulo responde: “Mas nem tudo faz bem” (6,12). Quem se torna escravo de uma criatura comete idolatria. Assim, quem se vicia nos prazeres do corpo. O homem não é feito para o corpo, mas o corpo para o homem, e este, para Deus: seu corpo é habitação, templo de Deus, e serve para glorificá-lo. * 6,13 cf. 1Ts 4,3-5; 1Cor 10,31 * 6,14, 1Cor 3,23 * 6,20a cf. 1Cor 7,23; Rm 3,24; 6,15 * 6,20b cf. Fl 1,20.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos (Jo 1,41.17).

Evangelho

Monição: A nossa vida deveria ser uma contínua ação de graças vibrante de alegria por termos encontrado Jesus Cristo.

João 1,35-42

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 1 35 No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. 36 E, avistando Jesus que ia passando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. 37 Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. 38 Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Disseram-lhe: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?” 39 Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido. 41 Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: “Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo)”. 42 Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: “Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)”.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

Os três Sinópticos apresentam os primeiros discípulos noutro contexto, o do chamamento (Mt 4,18-22; Mc 1,16-20; Lc 5,1-11), ao passo que o IV Evangelho se limita a relatar um primeiro encontro, cheio de vivacidade e encanto.

35 «João». A tradução litúrgica, para desfazer equívocos, acrescentou: «Batista». A verdade é que o 4.° Evangelho só conhece um João, por isso nunca o adjetiva de Batista. Neste relato não se fala do nome do companheiro de André, que seria o próprio evangelista (cf. 13, 23; 18, 15; 19, 26.35; 20, 2; 21, 2.20.24), o qual, por humildade, nunca fala do seu próprio nome, o que é um sinal de que a ele se deve a autoria deste Evangelho.

36 «Eis o Cordeiro de Deus» (cf. Jo 1, 20). A Liturgia e a iconografia cristã dão grande relevo a este testemunho do Batista. A expressão é muito rica de significado e faz referência não só ao cordeiro pascal (cf. 1 Cor 5, 7; Jo 19, 36), como também ao Servo de Yahwéh Sofredor, comparado em Is 57, a um manso cordeiro levado à morte (a própria palavra aramaica certamente usada pelo Batista, «talyá», significa tanto cordeiro como servo).

37-40 O relato conserva a frescura e o encanto de quem viveu intensamente aquele momento único e decisivo da vida docemente subjugado pela atração humana e o fascínio divino da pessoa de Jesus. Cerca de setenta anos depois, João recorda exatamente a hora e, em pormenor, aquela inolvidável e tímida troca de palavras. Eis o comentário de Santo Agostinho: «Não O seguiram para ficar definitivamente com Ele. (…) Quiseram somente ver onde habitava… O Mestre mostrou-lhes onde habitava e eles foram e permaneceram com Ele. Que dia feliz e que feliz noite passaram! Quem poderá dizer-nos o que eles ouviram da boca do Senhor? Façamos nós também uma habitação no nosso coração, e venha o Senhor até junto de nós para nos ensinar e falar conosco!» (In Ioh. trat. 7, 9).

41-42 «Encontrámos o Messias!» (Eurêkamen …) O grande achado da vida, que os faz exclamar mais exultantes que o sábio grego Arquimedes ao descobrir o seu célebre princípio da Física: «êureka!». E não se pode conhecer Cristo sem transmitir a outros essa grande e feliz notícia. «Messias», é uma palavra hebraica (em grego «Cristo»), que significa aquele que foi ungido, designando-se assim um novo rei David esperado para restaurar o reino de Israel no fim dos tempos (cf. 2 Sam 7, 12-16.19.25.29; 1 Cr 17, 11-14; Is 11, 1-9; At 2, 30; Lc 1, 32-33). Cefas não era um nome, mas um apelativo original, pedra (em aramaico), para indicar, neste caso, não uma característica pessoal (Simão não se distinguia pela firmeza da rocha: cf. 18, 17.25.27), mas a missão a que Deus o destinava de vir a ser a pedra em que Jesus assenta a sua Igreja (cf. Jo 21, 15-18; Mt 16, 18-19; Lc 22, 31-33).

Eis o Cordeiro de Deus

O testemunho de João Batista foi crucial para o início do ministério de Jesus. João já havia testemunhado Jesus aos sacerdotes e levitas enviados de Jerusalém (Jo 1,19-34). Agora, dá testemunho a seus próprios discípulos, apontando para Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus!” Como resultado disso, dois discípulos pararam de seguir João e começaram a seguir Jesus. Nesse ponto, tendo cumprido sua tarefa de testemunhar, o Batista desaparece de cena, diminuindo a si mesmo para que a missão de Jesus pudesse se desenvolver: “Que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

A expressão “Cordeiro de Deus” trazia à mente dos primeiros cristãos alguns aspectos que precisam ser destacados:

• o cordeiro fornecido por Deus a Abraão para o sacrifício no lugar de Isaac (Gn 22,8-13);
• o cordeiro pascal, cujo sangue salvara os hebreus da morte durante sua libertação da escravidão no Egito (Ex 12);
• o cordeiro mencionado nos livros proféticos, que, pelo seu sacrifício, redimiria o povo. Este, sendo oprimido, não abria a boca, à semelhança do cordeiro levado ao matadouro ou o que ficava mudo diante dos tosquiadores (Is 53,7; Jr 11,19);
• os cordeiros sacrificados diariamente no templo para redimir o povo de seus pecados.

Tais passagens certamente se tornaram importantes para que a Igreja compreendesse a identidade de Jesus e sua missão.

Também era significativa a afirmação de que o Espírito permanecia em Jesus (v. 32). O verbo “permanecer” descreve um relacionamento profundo e duradouro, em vez de trivial ou passageiro. Era esse tipo de relacionamento que Jesus tinha com o Espírito, e da mesma forma a comunidade cristã deve estar vinculada ao Espírito (20,22).

Os primeiros discípulos seguiram Jesus como resultado do testemunho de João, e não em resposta a um chamado direto de Jesus. Quando este viu que o estavam seguindo, perguntou-lhes: “Que estais procurando?” Em resposta, chamaram-no de rabino (mestre) e quiseram saber onde permanecia, manifestando o desejo de ir a esse local para receber instruções, pois os rabinos tinham um local adequado para ensinar os discípulos. E, então, temos as palavras: “Vinde ver!” Agora houve um chamado direto. E eles foram, viram e permaneceram com ele – quer dizer, fizeram experiência com o modo de viver de Jesus. Também hoje devemos ir após Jesus e experimentar seu estilo de vida.

Por fim, é importante destacar algo mais nesse trecho do Evangelho: o fato de que André levou seu irmão, Simão, a Jesus. Em outra passagem, Filipe vai fazer o mesmo com Natanael (v. 43-46). João Batista encaminhou a Jesus seus discípulos e estes levaram outros, formando uma cadeia de gerações de seguidores. Isso significa que a missão de cada um é levar pessoas a seguir Jesus. Somos devedores de alguém que nos evangelizou: nossa família, nossa paróquia, uma pessoa em particular. Precisamos seguir adiante, formando novos elos para a corrente de discípulos de Jesus.

AMBIENTE

A perícopa que nos é proposta integra a secção introdutória do Quarto Evangelho (cf. Jo 1,19-3,36). Aí o autor, com consumada mestria, procura responder à questão: "quem é Jesus?"
João dispõe as peças num enquadramento cénico. As diversas personagens que vão entrando no palco procuram apresentar Jesus. Um a um, os atores chamados ao palco por João vão fazendo afirmações carregadas de significado teológico sobre Jesus. O quadro final que resulta destas diversas intervenções apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus, que possui o Espírito e que veio ao encontro dos homens para fazer aparecer o Homem Novo, nascido da água e do Espírito.

João Batista, o profeta/precursor do Messias, desempenha aqui um papel especial na apresentação de Jesus (o seu testemunho aparece no início e no fim da secção - cf. Jo 1,19-37; 3,22-36). Ele vai definir aquele que chega e apresentá-lo aos homens.

O nosso texto apresenta-nos os primeiros três discípulos de Jesus: André, um outro discípulo não identificado e Simão Pedro. Os dois primeiros são apresentados como discípulos de João e é por indicação de João que seguem Jesus. Trata-se de um quadro de vocação que difere substancialmente dos relatos de chamamento dos primeiros discípulos apresentados pelos sinópticos (cf. Mt 4,18-22; Mc 1,16-20; Lc 5,1-11). Mais do que uma reportagem realista de acontecimentos concretos, o autor do Quarto Evangelho apresenta aqui um modelo de chamamento e de seguimento de Jesus.

MENSAGEM

Num primeiro momento, o quadro situa-nos junto do rio Jordão (vers. 35-37). Os três primeiros personagens em cena são João e dois dos seus discípulos - isto é, dois homens que tinham escutado o anúncio de João e recebido o seu baptismo, símbolo da ruptura com a "vida velha" e de adesão ao Messias esperado. Estes dois discípulos de João são, portanto, homens que, devido ao testemunho de João, já aderiram a esse Messias que está para chegar e que esperam ansiosamente a sua entrada em cena.

Entretanto, apareceu Jesus. João viu Jesus "que passava" e indicou-O aos seus dois discípulos, dizendo: "eis o cordeiro de Deus" (vers. 36). João é uma figura estática, cuja missão é meramente circunstancial e consiste apenas em preparar os homens para acolher o Messias libertador; quando esse Messias "passa", a missão de João termina e começa uma nova realidade. João está plenamente consciente disso... Não procura prolongar o seu protagonismo ou conservar no seu círculo restrito esses discípulos que durante algum tempo o escutaram e que beberam a sua mensagem. Ele sabe que a sua missão não é congregar à sua volta um grupo de adeptos, mas preparar o coração dos homens para acolher Jesus e a sua proposta libertadora. Por isso, na ocasião certa, indica Jesus aos seus discípulos e convida-os a segui-l'O.

A expressão "eis o cordeiro de Deus", usada por João para apresentar Jesus, fará, provavelmente, referência ao "cordeiro pascal", símbolo da libertação oferecida por Deus ao seu Povo, prisioneiro no Egito (cf. Ex 12,3-14. 21-28). Esta expressão define Jesus como o enviado de Deus, que vem inaugurar a nova Páscoa e realizar a libertação definitiva dos homens. A missão de Jesus consiste, portanto, em eliminar as cadeias do egoísmo e do pecado que prendem os homens à escravidão e que os impedem de chegar à vida plena.
Depois da declaração de João, os discípulos reconhecem em Jesus esse Messias com uma proposta de vida verdadeira e seguem-n'O. "Seguir Jesus" é uma expressão técnica que o autor do Quarto Evangelho aplica, com frequência, aos discípulos (cf. Jo 1,43; 8,12; 10,4; 12,26; 13,36; 21,19). Significa caminhar atrás de Jesus, percorrer o mesmo caminho de amor e de entrega que Ele percorreu, adoptar os mesmos objetivos de Jesus e colaborar com Ele na missão. A reação dos discípulos é imediata. Não há aqui lugar para dúvidas, para desculpas, para considerações que protelem a decisão, para pedidos de explicação, para procura de garantias... Eles, simplesmente, "seguem" Jesus.

Num segundo momento, o quadro apresenta-nos um diálogo entre Jesus e os dois discípulos (vers. 38-39). A pergunta inicial de Jesus ("que procurais?"), sugere que é importante, para os discípulos, terem consciência do objetivo que perseguem, do que esperam de Jesus, daquilo que Jesus lhes pode oferecer. O autor do Quarto Evangelho insinua aqui, talvez, que há quem segue Jesus por motivos errados, procurando n'Ele a realização de objetivos pessoais que estão muito longe da oferta que Jesus veio fazer.

Os discípulos respondem com uma pergunta ("rabbi, onde moras?"). Nela, está implícita a sua vontade de aderir totalmente a Jesus, de aprender com Ele, de habitar com Ele, de estabelecer comunhão de vida com Ele. Ao chamar-Lhe "rabbi", indicam que estão dispostos a seguir as suas instruções, a aprender com Ele um modo de vida; a referência à "morada" de Jesus indica que eles estão dispostos a ficar perto de Jesus, a partilhar a sua vida, a viver sob a sua influência. É uma afirmação respeitosa de adesão incondicional a Jesus e ao seu seguimento.

Jesus convida-os: "vinde ver". O convite de Jesus significa que Ele aceita a pretensão dos discípulos e os convida a segui-l'O, a aprender com Ele, a partilhar a sua vida. Os discípulos devem "ir" e "ver", pois a identificação com Jesus não é algo a que se chega por simples informação, mas algo que se alcança apenas por experiência pessoal de comunhão e de encontro com Ele.

Os discípulos aceitam o convite e fazem a experiência da partilha da vida com Jesus. Essa experiência direta convence-os a ficar com Jesus ("ficaram com Ele nesse dia"). Nasce, assim, a comunidade do Messias, a comunidade da nova aliança. É a comunidade daqueles que encontram Jesus que passa, procuram n'Ele a verdadeira vida e a verdadeira liberdade, identificam-se com Ele, aceitam segui-l'O no seu caminho de amor e de entrega, estão dispostos a uma vida de total comunhão com Ele.

Num terceiro momento (vers. 40-41), os discípulos tornam-se testemunhas. É o último passo deste "caminho vocacional": quem encontra Jesus e experimenta a comunhão com Ele, não pode deixar de se tornar testemunha da sua mensagem e da sua proposta libertadora. Trata-se de uma experiência tão marcante que transborda os limites estreitos do próprio eu e se torna anúncio libertador para os irmãos. O encontro com Jesus, se é verdadeiro, conduz sempre a uma dinâmica missionária.

ATUALIZAÇÃO

• O Evangelho deste domingo diz-nos, antes de mais, o que é ser cristão... A identidade cristã não está na simples pertença jurídica a uma instituição chamada "Igreja", nem na recepção de determinados sacramentos, nem na militância em certos movimentos eclesiais, nem na observância de certas regras de comportamento dito "cristão"... O cristão é, simplesmente, aquele que acolheu o chamamento de Deus para seguir Jesus Cristo.

• O que é, em concreto, seguir Jesus? É ver n'Ele o Messias libertador com uma proposta de vida verdadeira e eterna, aceitar tornar-se seu discípulo, segui-l'O no caminho do amor, da entrega, da doação da vida, aceitar o desafio de entrar na sua casa e de viver em comunhão com Ele.

• O nosso texto sugere também que essa adesão só pode ser radical e absoluta, sem meias tintas nem hesitações. Os dois primeiros discípulos não discutiram o "ordenado" que iam ganhar, se a aventura tinha futuro ou se estava condenada ao fracasso, se o abandono de um mestre para seguir outro representava uma promoção ou uma despromoção, se o que deixavam para trás era importante ou não era importante; simplesmente "seguiram Jesus", sem garantias, sem condições, sem explicações supérfluas, sem "seguros de vida", sem se preocuparem em salvaguardar o futuro se a aventura não desse certo. A aventura da vocação é sempre um salto, decidido e sereno, para os braços de Deus.

• A história da vocação de André e do outro discípulo (despertos por João Batista para a presença do Messias) mostra, ainda, a importância do papel dos irmãos da nossa comunidade na nossa própria descoberta de Jesus. A comunidade ajuda-nos a tomar consciência desse Jesus que passa e aponta-nos o caminho do seguimento. Os desafios de Deus ecoam, tantas vezes, na nossa vida através dos irmãos que nos rodeiam, das suas indicações, da partilha que eles fazem conosco e que dispõe o nosso coração para reconhecer Jesus e para O seguir. É na escuta dos nossos irmãos que encontramos, tantas vezes, as propostas que o próprio Deus nos apresenta.

• O encontro com Jesus nunca é um caminho fechado, pessoal e sem consequências comunitárias... Mas é um caminho que tem de me levar ao encontro dos irmãos e que deve tornar-se, em qualquer tempo e em qualquer circunstância, anúncio e testemunho. Quem experimenta a vida e a liberdade que Cristo oferece, não pode calar essa descoberta; mas deve sentir a necessidade de a partilhar com os outros, a fim de que também eles possam encontrar o verdadeiro sentido para a sua existência. "Encontrámos o Messias" deve ser o anúncio jubiloso de quem fez uma verdadeira experiência de vida nova e verdadeira e anseia por levar os irmãos a uma descoberta semelhante.

• João Batista nunca procurou apontar os holofotes para a sua própria pessoa e criar um grupo de adeptos ou seguidores que satisfizessem a sua vaidade ou a sua ânsia de protagonismo... A sua preocupação foi apenas preparar o coração dos seus concidadãos para acolher Jesus. Depois, retirou-se discretamente para a sombra, deixando que os projetos de Deus seguissem o seu curso. Ele ensina-nos a nunca nos tornarmos protagonistas ou a atrair sobre nós as atenções; ele ensina-nos a sermos testemunhas de Jesus, não de nós próprios.

Subsídios:
Evangelho: (Jo 1,35-42) Vocação dos primeiros discípulos – João Batista encaminha seus discípulos para se tornarem discípulos de Jesus (cf. Jo 3,22-30). À procura desses corresponde um convite de Jesus, para que eles venham ver e permaneçam com ele. E a partir daí segue uma reação em cadeia (1,41.45). * Cf. Mt 4,18-22; Mc 1,16-22; Lc 5,1-11 * 1,35-36, cf. Jo 1,6-8; 1Pd 1,19; Is 53,7.

***   ***   ***

Nos três anos do ciclo litúrgico, o domingo depois do Batismo do Senhor tem como evangelho um trecho do testemunho de João Batista diante de seus discípulos e a vocação dos mesmos por Jesus (próprio de Jo; não está nos evangelhos sinóticos). Hoje lemos o encaminhamento de dois discípulos do Batista junto a Jesus, que, respondendo à busca deles, os convida a “vir e ver” e a ficar na sua companhia. É a apresentação, tipicamente joanina, da procura do Salvador (nos outros evangelhos, Jesus se apresenta como irrupção do Reino). Jesus é a resposta de Deus à busca do homem, assim como o A.T. fala da busca da Sabedoria, que se deixa encontrar pelos que a buscam (cf. Sb 6,14); busca de Deus, que devemos procurar enquanto se deixa encontrar (Is 55,6). Descobrimos, pois, atrás da cena de Jo 1,35-39 (evangelho), toda uma meditação sobre o encontro com Deus em Jesus Cristo, que, mais do que a Sabedoria do A.T., é seu revelador. “Vinde ver...” é a resposta misteriosa de Jesus à busca dos discípulos que o Batista encaminhou para ele, apontando-o como o “Cordeiro de Deus”.

Pelo testemunho do Batista, os que buscavam o Deus da salvação o vislumbraram no Cordeiro de Deus, o Homem das Dores. Querem saber onde é sua morada (o leitor já sabe que sua morada é no Pai; cf. Jo 14,1ss). Jesus convida o homem que busca a “vir e ver”. “Vir” significa o passo da fé (cf. 6,35.37.44.45.65; também 3,20-21, etc.). “Ver” é um termo polivalente, que, no seu sentido mais tipicamente joanino, significa a visão da fé (cf. sobretudo Jo 9). Finalmente, os discípulos “permanecem/se demoram” com ele (“permanecer” ou “morar” expressa, muitas vezes, a união vital permanente com Jesus; cf. Jo 15,1ss). Os que foram à procura do mistério do Salvador e Revelador acabaram sendo convidados e iniciados por ele.

Um encontro como este ultrapassa a pessoa que encontra. Leva-a a contagiar os outros que estão na mesma busca. André, um dos dois que encontraram o procurado vai chamar seu irmão Simão, para partilhar sua descoberta (v. 41: “Encontramos!”). Este se deixa conduzir até o Senhor, que, de início, transforma seu nome em Cefas (rocha, “Pedro”), dando-lhe uma nova identidade. Na continuação do episódio (1,45), encontramos mais uma semelhante “reação em cadeia”. Como o Batista introduziu seus discípulos a Jesus, em seguida os discípulos procuraram outros candidatos.

A liturgia combinou com este misterioso texto a vocação de Samuel (1ª leitura). O encontro com Deus não é uma coisa evidente. Três vezes Samuel ouve a voz, mas só pela orientação do sacerdote é capaz de reconhecer o sentido. Uma vez entendendo a voz, acolhe-a com plena disponibilidade, deixando-se ensinar para ser porta-voz de Deus, profeta.

As duas vocações apresentadas não são bem do mesmo tipo. No caso de Samuel, trata-se da vocação específica do profeta; no episódio dos discípulos de Jesus parece que se trata da vocação à comunidade dos seguidores; os primeiros chamados parecem representar a vocação de todos os fiéis. Eles não recebem logo uma missão específica, mas são chamados, antes de tudo, a “vir” até Jesus para “ver”, e a “permanecer/morar” com ele. Por um testemunho que vem de fora (de João Batista, de outros que já foram chamados, etc.), o homem é encaminhado na busca do Salvador; a esta busca corresponde o convite de Deus em Jesus Cristo (“vem ver...”), provocando entrega e adesão (“permaneceram com ele”), que logo transforma o adepto em missionário (“foi encontrar seu irmão...”). Dentro desta dinâmica global da vocação cristã se situam as vocações específicas, como seja a de Simão, que, ao aderir a Cristo, é transformado em pedra fundamental da comunidade cristã.

A 2ª leitura trata de uma das questões particulares abordadas em 1Cor 5–12: a fornicação. A oposição de Paulo à libertinagem sexual não se deve ao desprezo do corpo, mas à estima que ele lhe dedica. Pois ele sabe que o corpo não é alheio às alturas do espírito, mas antes, as sustenta e delas participa; por isso, qualquer ligação vulgar avilta o homem todo. O homem todo, inclusive o corpo, é habitáculo do Espírito Santo. O homem deve ser governado para este fim do homem integral, membro de Cristo, e não o homem subordinado às finalidades particulares do corpo. Absolutizar os prazeres corporais é idolatria – mensagem que precisa ser destacada no contexto de nossa “civilização”...

ESCUTAR DEUS E SEGUIR JESUS

Depois da festa do Batismo do Senhor, que no Brasil substitui o 1º domingo do tempo comum, a liturgia dominical continua logo com o 2º. Mesmo sem querer, essa continuação é muito adequada: Jesus, logo depois de ser batizando por João Batista e tentado no deserto, chamou os primeiros discípulos. Segundo Jo, do qual se extrai o evangelho de hoje, foi dentre os discípulos do Batista que surgiram os primeiros seguidores de Jesus. O próprio Batista incentivou dois de seus discípulos a seguir Jesus, “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”. Enquanto se põem a segui-lo, procurando seu paradeiro, Jesus mesmo lhes dirige a palavra: “Que procurais?” – “Mestre, onde moras”, respondem. E Jesus convida: “Vinde e vede”. Descobrir o Mestre e poder ficar com ele tanto os empolga que um dos dois, André, logo vai chamar seu irmão Pedro para entrar nessa companhia também. E no dia seguinte, Filipe (o outro dos dois?) chama Natanael a integrar o grupo.

A 1ª leitura aproxima disso o que ocorreu, mil anos antes, ao jovem Samuel, “coroinha” do sacerdote Eli no templo de Silo. Deus o estava chamando, mas ele pensava que fosse o sacerdote. Só na terceira vez, o sacerdote lhe ensinou que quem chamava era Deus mesmo. Então respondeu: “Fala, Senhor, teu servo escuta”.

“Vocação” e um diálogo entre Deus e a gente – geralmente por meio de algum intermediário humano. A pessoa não decide por si mesma como vai servir a Deus. Tem de ouvir, escutar, meditar. Que vocação? Para que serviço Deus ou Jesus nos chamam? Logo se pensa em vocação específica para padre ou para a vida religiosa. Mas antes disso existe a vocação cristã geral, a vocação para os diversos caminhos da vida, conduzida pelo Espírito de Deus, e da qual o Cristo é o portador e dispensador. Essa vocação cristã se realiza no casamento, na vida profissional, na política, na cultura etc. Seja qual for o caminho, importa ver se nele seguimos o chamado de Deus e não algum projeto concebido em função de nossos interesses próprios, às vezes contrários aos de Deus.

O convite de Deus pode ser muito discreto. Talvez esteja escondido em algum fato da vida, na palavra de um amigo… ou de um inimigo! Ou simplesmente nos talentos que Deus nos deu. De nossa parte, haja disposição positiva. Importa estar atento. Os discípulos estavam à procura. Quem não procura pode não perceber o discreto chamamento de Deus. A disponibilidade para a vocação mostra-se na atenção e na concentração. Numa vida dispersiva, a vocação não se percebe. E importa também expressar nossa disponibilidade na oração: “Senhor, onde moras? Fala, Senhor, teu servo escuta”. Sem a oração, a vocação não tem vez.

Finalmente, para que a vocação seja “cristã”, é preciso que Cristo esteja no meio. Há os que confundem vocação com dar satisfação aos pais ou alcançar um posto na poderosa e supostamente segura instituição que é a Igreja. Isso não é vocação de Cristo. Para saber se é realmente Cristo que está chamando, precisamos de muito discernimento, para saber distinguir sua voz nas pessoas e nos fatos através dos quais ele fala.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Deus chama pessoas para cumprir uma missão em determinado tempo e lugar. A resposta a esse chamado, no entanto, requer discernimento cuidadoso, implicado no chamado. Vemos isso em Samuel, André e Pedro, os quais, depois de profunda experiência de discernimento, ofereceram a vida, integral e gratuitamente, ao serviço de Deus. Esse discernimento é o que Paulo espera dos coríntios, para que possam viver sua vida cristã em santidade. Todos os cristãos são chamados a um discernimento cuidadoso, para que, de modo semelhante ao salmista, possam dizer: “Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade”.

— O mundo barulhento procura afogar a voz gentil e poderosa de Deus. Ao praticar o discernimento, vamos fundo naquele espaço sagrado dentro de nós e descobrimos a voz eloquente de Deus nos chamando a tomar ações e direções específicas na vida. A voz que chamou Samuel, a voz que disse aos dois discípulos de João Batista: “Vinde e vede”, é a mesma voz que está chamando cada um de nós. Que possamos ouvi-la e, como Samuel, responder: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

A vocação sobrenatural

O Profeta Samuel (1ªLeit.) está separado por um arco de mais de mil anos dos pescadores de Genesaré: João, André e Pedro, mas os quatro foram chamados por Deus para colaborar na Obra da Salvação.

Deus aproxima-se dos homens e mulheres de todos os tempos e a todos chama à santidade e ao apostolado em Cristo, pela incorporação na Igreja. A esse chamamento designamos como vocação (do latim vocare: chamar) cristã.

Mas o Espírito Santo fez surgir também dentro da Igreja variadas instituições, que são modos diversos de realizar o seguimento de Cristo, e constituem uma especificação da vocação geral do cristão. O chamamento que a todos faz Deus para serem santos, em muitos casos vai acompanhado da indicação concreta de algum de esses caminhos de santidade existentes na Igreja.

Peçamos a Deus que todos os cristãos, e em especial os jovens como Samuel, João e André, saibamos reconhecer e seguir o projeto de Deus para as nossas vidas.

Discernimento da vocação

A vocação manifesta-se, frequentemente, na intimidade do diálogo com Deus (cfr. 1ª Leit. e Ev.). Um elemento essencial para o seu discernimento será o conselho oportuno (cfr.1ª Leit., conselho de Heli a Samuel) do sacerdote que orienta espiritualmente cada alma.

Necessidade da virtude da castidade

A virtude da castidade, que São Paulo exorta a viver aos primeiros cristãos (2ª Leitura) é necessária para ter uma vida humana digna e para corresponder à vocação cristã. Mas uma vez que só com a sua vivência é possível alcançar a verdadeira intimidade com Deus (cfr. Mt 5, 8), é condição imprescindível para aqueles que receberam a vocação a um maior empenhamento cristão quer no celibato quer na vida matrimonial.

Toda vocação é apostólica

A consequência lógica de ter encontrado Jesus Cristo (cfr. Ev.) é procurar que O encontrem e amem também os nossos familiares, amigos, vizinhos, colegas de profissão, etc. Deus serve-se, habitualmente, do testemunho e a palavra para dos cristãos para atrair a Si a aqueles que ainda O não conhecem. Pensemos se já aproximamos de Deus muitas pessoas ao longo da nossa vida.

Fala o Santo Padre

«Desejamos que o ano novo seja um tempo para renovar o nosso caminho espiritual com Jesus.»

Com o Domingo passado, no qual celebrámos o Baptismo do Senhor, começou o tempo ordinário do ano litúrgico. A beleza deste tempo está no facto de que nos convida a viver a nossa vida ordinária como um itinerário de santidade, isto é, de fé e de amizade com Jesus, continuamente descoberto e redescoberto como Mestre e Senhor, Caminho, Verdade e Vida do homem. É o que, na liturgia de hoje, nos sugere o Evangelho de João, apresentando-nos o primeiro encontro entre Jesus e alguns dos que se tornarão seus apóstolos. Eles eram discípulos de João Batista, e foi precisamente ele quem os orientou para Jesus, quando, depois do Baptismo no Jordão o indicou como «Cordeiro de Deus» (Jo 1, 36). Então dois dos seus discípulos seguiram o Messias, o qual lhes perguntou: «Que pretendeis?». Os dois perguntaram-lhe: «Mestre, onde moras?». E Jesus respondeu: «Vinde e vereis», isto é, convidou-os a segui-lo e a estar um pouco com Ele. Nas poucas horas transcorridas com Jesus, eles ficaram tão admirados, que imediatamente um deles, André, falou com o irmão Simão dizendo-lhe: «Encontrámos o Messias». Eis duas palavras singularmente significativas; «procurar», «encontrar».

Podemos tirar da página evangélica de hoje estes dois verbos e obter uma indicação fundamental para o ano novo, que desejamos seja um tempo no qual renovar o nosso caminho espiritual com Jesus, na alegria de o procurar e de o encontrar incessantemente. De facto, a alegria mais verdadeira está na relação com Ele encontrado, seguido, conhecido, amado, graças a uma contínua tensão da mente e do coração. Ser discípulo de Cristo: isto é suficiente para o cristão. A amizade com o Mestre garante à alma paz profunda e serenidade também nos momentos obscuros e nas provas mais difíceis. Quando a fé se confronta com noites escuras, nas quais já não se «sente» nem se «vê» a presença de Deus, a amizade de Jesus garante que na realidade nada nos pode separar do seu amor (cf. Rm 8, 39).

Procurar e encontrar Cristo, fonte inexaurível de verdade e de vida: a palavra de Deus convida-nos a retomar, neste início de ano novo, o caminho de fé que nunca se conclui. «Mestre, onde moras?», dizemos também nós a Jesus e ele responde-nos: «Vinde e vereis». Para o crente é sempre uma incessante busca e uma nova descoberta, porque Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre, mas nós, o mundo, a história, nunca somos os mesmos, e Ele vem ao nosso encontro para nos oferecer a sua comunhão e a plenitude da vida. Peçamos à Virgem Maria que nos ajude a seguir Jesus, saboreando todos os dias a alegria de compreender cada vez mais o seu mistério.

Bento XVI, Ângelus, 15 de Janeiro de 2006


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA DE VIDA.
Reunião de família... A voz do Pai profere uma palavra de ternura: "Tu és o meu Filho bem amado, em ti pus todo o meu amor". Como se o Filho tivesse necessidade de ouvir dizer que era amado pelo seu Pai... A efusão é do Espírito para que o sopro de vida e de libertação que o Filho veio espalhar sobre a terra seja o sopro do Espírito, um sopro que não guardará para si, pois no Pentecostes derramará sobre os apóstolos. A solidariedade é a do Filho para manifestar a sua humanidade. Ele é verdadeiramente homem, homem no meio dos homens, partilhando toda a condição humana, exceto o pecado.

3. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Dar atenção à oração universal... Na oração universal, os fiéis exercem a função sacerdotal que receberam no Baptismo. Seria bom, de vez em quando, solenizar este momento e sublinhar que não se trata de alinhar uma lista de intenções, mas de se querer comprometido nos pedidos feitos a Deus. A formulação é, pois, importante, mas também a maneira de pronunciar estas intenções e de fazer participar a assembleia. Para dar mais importância à oração, aqueles que a pronunciam podem colocar-se de joelhos diante do altar ou aos pés da cruz. Algumas pessoas podem acompanhá-los, em silêncio, e mantêm simplesmente as mãos erguidas durante a oração.

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
«Aqui estou!» A minha resposta à maneira de Samuel... Como, sob que forma, não necessariamente explícita, foi dada esta resposta? Que escolhas mais ou menos importantes ela provocou? Que consequências teve a seguir? Que balanço fazer hoje? Faço regularmente um balanço espiritual? Esta semana, voltar a dizer "aqui estou", com generosidade, liberdade e felicidade...


LITURGIA EUCARÍSTICA

SANTO

Monição da Comunhão: Nos repetimos as palavras do centurião de Cafarnaum, «Senhor eu não sou digno…» porque nunca poderemos merecer o dom da Sagrada Comunhão. Mas procuremos preparar-nos o melhor possível fazendo muitos atos de Fé e de Amor. Se não nos encontrarmos em condições de comungar sacramentalmente, façamos uma comunhão só de desejo e acudamos, quanto antes a receber o perdão de Deus no sacramento da penitência

Salmo 22, 5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para conosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Alimentados com a Palavra de Deus e o Pão da Vida, voltemos aos nossos afazeres, e continuemos o nosso encontro com Cristo procurando viver todos os momentos e circunstâncias da nossa vida como bons filhos de Deus.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

2ª SEMANA

2ª Feira, -I: Doutrina da Igreja e remendos.

Heb 5, 1-10 / Mc 2, 18-22
Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles?

Nos primeiros dias do Oitavário de orações pela unidade dos cristãos lembremos a unidade de Cristo e da Igreja: «Este aspecto é muitas vezes, expresso pela imagem do esposo e da esposa. O próprio Senhor se designou como ‘Esposo’ (Ev)» (CIC, 796). Nesta união não cabem remendos que podem estragar todo o tecido. A Igreja é o ‘vestido novo’, sem rasgões, santa. Procuremos viver de acordo com os seus ensinamentos. Cristo deu-nos exemplo de obediência: «Apesar de ser filho aprendeu, de quanto sofrera, o que é obedecer» (Leit).

3ª Feira, -I: Esperança na unidade.

Heb 6, 10-20 / Mc 2, 23-28
Nessa esperança, nós temos uma espécie de âncora da alma, inabalável e segura.

A esperança mantém vivas as promessas feitas por Deus sobre a vida eterna e os meios para alcançá-la. Deus fez uma promessa a Abraão, ele teve esperança, e obteve uma descendência abundante (cf Leit). De modo semelhante temos esperança na unidade da Igreja, graças ao Espírito Santo: «A Igreja é una graças à sua alma: o Espírito Santo realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os tão intimamente em Cristo, que é o princípio da unidade da Igreja» (CIC, 813). Peçamos este dom da unidade ao Espírito Santo.

4ª Feira, -I: Causas da divisão: As infidelidades.

Heb 7, 1-3. 15-17 / Mc 3, 1-6
Então, (Jesus) indignado, olhou-os em redor, entristecido com a dureza daqueles corações.

A dureza do coração dos fariseus era um impedimento para a cura de um homem que tinha a mão paralisada (cf Ev). A unidade dos cristãos é um desejo de Cristo, mas encontra também muitos corações endurecidos. Para que o Senhor conceda este dom à Igreja exige-se «uma renovação permanente da Igreja, a conversão do coração, com o fim de levar uma vida mais pura segundo o Evangelho, pois o que causa as divisões é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo» (CIC, 821).

5ª Feira, -I: O pecado e a união dos cristãos.

Heb 7, 25-8, 6 / Mc 3, 7-12
Veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia.

Jesus cura as doenças e perdoa igualmente os pecados, como Médico divino que é (cf Ev). Para isso, é necessário que haja uma aproximação do Médico divino: «pode salvar de maneira definitiva aqueles que, por seu intermédio, se aproximarem de Deus» (Leit). Para obter a unidade é necessário que haja uma luta mais decidida contra o pecado: «As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo devem-se aos pecados dos homens: ‘onde há pecados, aí se encontra a multiplicidade, o cisma, a heresia, o conflito. Mas onde há virtude aí se encontra a unicidade e aquela união’» (CIC, 817).

6ª Feira, -I: Povo novo, Aliança Nova.

Heb 8, 6-13 / Mc 3, 13-19
Olhai que virão dias em que hei-de concluir uma Aliança Nova com a casa de Israel e a casa de Judá.

Jesus escolheu os Doze, para andarem com Ele e participarem da sua missão (cf CIC, 551). De entre eles, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Foi-lhe confiada uma missão única, para defender a fé. Para que haja um só povo e uma só fé Jesus vai estabelecer uma Aliança Nova com o novo povo de Deus: «A lei nova ou lei evangélica é obra do Espírito Santo e, por Ele, torna-se uma lei interior de caridade: ‘Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo’ (Leit)» (CIC, 1965).

Sábado, -I: A unidade e a Eucaristia.

Heb 9, 2-3. 11-14 / Mc 3, 20-21
Cristo é, pois, Mediador de uma Aliança Nova: uma vez que morreu para remir as faltas cometidas durante a primeira Aliança.

Jesus quer estabelecer uma Aliança nova com o novo povo de Deus (cf Leit). Um dos passos que deu foi a instituição da Eucaristia. «A aspiração para chegar à meta da Unidade impele-nos a olhar para a Eucaristia, que é o sacramento supremo da unidade do povo de Deus, a sua condigna expressão e fonte insuperável. Na celebração do sacrifício eucarístico, a Igreja eleva a sua prece a Deus, para que conceda aos seus filhos a plenitude do Espírito Santo, de modo que se tornem em Cristo um só corpo e um só espírito» (CIC, 43).

Celebração e Homilia: CARLOS SANTAMARIA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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