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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


10.10.2021
28º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Para Deus tudo é possível" __

OUTUBRO: MÊS DAS MISSÕES - Todos Somos Missionários

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O caminho do discípulo do Senhor é o de renunciar os valores do mundo para abraçar os valores eternos. Somente um coração generoso é capaz de entender que os bens materiais são importantes para a vida humana, mas sem deixar de buscar os valores que estão para a eternidade..

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste dia dedicado ao Senhor, nós, os filhos e filhas de Deus, nos reunimos em seu nome para louvar ao Pai, por Jesus, na força do Espírito. Neste domingo o Senhor nos olha com amor e nos faz experimentar do seu mistério de morte e ressurreição. Por Ele, estamos aqui; por Ele, nos reunimos; por Ele, somos capazes de nos desapegar de tudo para tê-lo como nossa única riqueza. Que o Senhor seja bendito por esta Eucaristia que iniciamos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Chegamos ao segundo final de semana de outubro, mês dedicado às missões e ao Rosário. Mais uma vez o Senhor nos reúne em comunidade para a celebração do Mistério Central da nossa fé: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A opção radical pelo Reino exige liberdade interior que torne o cristão capaz de colocar sua vida integralmente nas mãos de Deus. A relativização dos bens deste mundo, quando se trata de fazer a vontade divina, é expressão desta liberdade. Jesus tem um olhar particular a cada um de nós, e cada um de nós tem ou terá, num determinado momento da vida, um encontro íntimo e pessoal com Deus. Naquele momento, uma questão interrogará o mais profundo de cada um de nós sobre o verdadeiro sentido de nossa vida. É um encontro decisivo, pois dele dependerá a segurança e paz em nossa existência. Acolhamos a sabedoria que vem do alto e experimentemos a salvação de Deus. Rezemos pelo Sínodo dos Bispos, a fim de que aprofunde os caminhos de uma evangelização adequada ao mundo de hoje. Comemoramos nesta semana o Dia do Professor e rezemos para que os que se dedicam ao dom de ensinar tenham a recompensa de Deus e o reconhecimento social, o que significa respeito e salário justo. Rezemos também para que a Educação seja tratada pelo poder público como um projeto importante na consolidação dos valores humanos e na promoção da cidadania.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/10-de-outubro-de-2021---28-tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano-45-b-55-28o-domingo-do-tempo-comum-v03.pdf


TEMA
SER DISCÍPULO: INVESTIR TUDO NO REINO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Viver com sabedoria, segundo a Palavra

A liturgia deste domingo constitui verdadeiro convite à reflexão e ao discernimento acerca do que é essencial e pode, de fato, dar sentido à existência. Em forma de elogio, o autor da primeira leitura declara a sabedoria superior a todos os bens da terra; comparados a ela, o poder e as riquezas são insignificantes. No Evangelho, Jesus é interpelado por um homem muito rico, obediente aos mandamentos e sedento de vida eterna, mas incapaz de renunciar ao que o impede de ganhá-la: as riquezas. Com base no colóquio com aquele homem, Jesus aprofunda a catequese sobre a necessidade do desapego aos bens para um autêntico discipulado. A segunda leitura é um elogio à Palavra de Deus: é viva e eficaz, por isso interpelante e performativa; logo, quem se deixa orientar por ela alcança a verdadeira sabedoria e torna-se apto ao seguimento radical de Jesus. O salmo segue a mesma linha, ensinando-nos a pedir ao Senhor o que é essencial: “dai ao nosso coração sabedoria!” (Sl 89,12).

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as escolhas que fazemos; recorda-nos que nem sempre o que reluz é ouro e que é preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores da vida verdadeira e eterna.

Na primeira leitura, um "sábio" de Israel apresenta-nos um "hino à sabedoria". O texto convida-nos a adquirir a verdadeira "sabedoria" (que é um dom de Deus) e a prescindir dos valores efêmeros que não realizam o homem. O verdadeiro "sábio" é aquele que escolheu escutar as propostas de Deus, aceitar os seus desafios, seguir os caminhos que Ele indica.

O Evangelho apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher "caminho do Reino" - caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho - garante Jesus aos seus discípulos - que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.

A segunda leitura convida-nos a escutar e a acolher a Palavra de Deus proposta por Jesus. Ela é viva, eficaz, atuante. Uma vez acolhida no coração do homem, transforma-o, renova-o, ajuda-o a discernir o bem e o mal e a fazer as opções corretas, indica-lhe o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A PROPOSTA DE JESUS NOS DECEPCIONA?

Um homem animado aparece correndo e ajoelha-se diante de Jesus, querendo saber o que deveria fazer para ganhar a vida eterna. Esse homem parece ser fiel cumpridor dos mandamentos desde a juventude. O Mestre o desafia a ir além da simples prática das normas estabelecidas, convidando-o a vender e partilhar com os pobres suas riquezas. Diante de tal proposta, o homem, abatido, vai embora cheio de tristeza. Prefere continuar com sua vida, desfrutando dos seus bens. Com efeito, a partilha é sempre difícil e desafiadora. Quem tem muito quer ainda mais, freqüentemente sem pensar nos outros.

Com base nesse encontro, o Mestre olha para seus discípulos e os alerta sobre o perigo das riquezas quando tomam conta do coração, fazendo-o fechar-se em si mesmo e tornando-o insensível à realidade dos sofredores. Não é fácil, diz Jesus, entrar no Reino de Deus, pois este exige renúncia e solidariedade. A busca do “tesouro” da vida eterna requer desprendimento do tesouro das riquezas.

O homem rico está preocupado em como ganhar a “vida eterna” – pois na vida presente já possui mais do que o necessário para viver tranqüilamente. Talvez pense que sua boa condição financeira lhe permita comprar um “cantinho no céu”. Jesus propõe-lhe que mude seu enfoque atual e seja solidário, despojado, desprendido… O caminho para alcançar a “outra vida” passa por nova maneira de dispor dos próprios bens e riquezas.

Nesse sentido, começamos a herdar a vida eterna quando buscamos viver conforme a bondade de Deus, pois ele é bom e nos ensina como ser bons e compassivos com os marginalizados. A prática de Jesus revela a bondade infinita do Pai. Assumindo a prática do Mestre e abandonando nossa “bolha de conforto”, estaremos no caminho da eternidade. Portanto, esta começa aqui e agora, não é apenas algo a ser esperado para depois da morte. A prática da solidariedade com o próximo é condição para ganharmos a vida sem fim.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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A PROPOSTA DE JESUS NOS DECEPCIONA?

Um homem animado aparece correndo e ajoelha-se diante de Jesus, querendo saber o que deveria fazer para ganhar a vida eterna. Esse homem parece ser fiel cumpridor dos mandamentos desde a juventude. O Mestre o desafia a ir além da simples prática das normas estabelecidas, convidando-o a vender e partilhar com os pobres suas riquezas. Diante de tal proposta, o homem, abatido, vai embora cheio de tristeza. Prefere continuar com sua vida, desfrutando dos seus bens. Com efeito, a partilha é sempre difícil e desafiadora. Quem tem muito quer ainda mais, freqüentemente sem pensar nos outros.

Com base nesse encontro, o Mestre olha para seus discípulos e os alerta sobre o perigo das riquezas quando tomam conta do coração, fazendo-o fechar-se em si mesmo e tornando-o insensível à realidade dos sofredores. Não é fácil, diz Jesus, entrar no Reino de Deus, pois este exige renúncia e solidariedade. A busca do “tesouro” da vida eterna requer desprendimento do tesouro das riquezas.

O homem rico está preocupado em como ganhar a “vida eterna” – pois na vida presente já possui mais do que o necessário para viver tranqüilamente. Talvez pense que sua boa condição financeira lhe permita comprar um “cantinho no céu”. Jesus propõe-lhe que mude seu enfoque atual e seja solidário, despojado, desprendido… O caminho para alcançar a “outra vida” passa por nova maneira de dispor dos próprios bens e riquezas.

Nesse sentido, começamos a herdar a vida eterna quando buscamos viver conforme a bondade de Deus, pois ele é bom e nos ensina como ser bons e compassivos com os marginalizados. A prática de Jesus revela a bondade infinita do Pai. Assumindo a prática do Mestre e abandonando nossa “bolha de conforto”, estaremos no caminho da eternidade. Portanto, esta começa aqui e agora, não é apenas algo a ser esperado para depois da morte. A prática da solidariedade com o próximo é condição para ganharmos a vida sem fim.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Reconhecer a Deus como o Senhor de nossa vida nos compromete a imitá-lo na sua bondade e segui-lo, para servir e amar a todos com generosidade. Somos convidados a viver com sabedoria, cuidando dos pensamentos e intenções do nosso coração. Esta Eucaristia nos ajude a desapegar-nos de tudo o que nos impede de cumprir nossos bons propósitos de amar a Deus e ao próximo.

APRENDENDO COM O YOUCAT
(Catecismo para crianças)
Deus nos ama e deseja que o sigamos com alegria e liberdade.


RITOS INICIAIS

Sl 129, 3-4
ANTÍFONA DE ENTRADA: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

Introdução ao espírito da Celebração
Os textos litúrgicos deste Domingo convidam-nos a refletir sobre as escolhas que fazemos. É preciso, por vezes, renunciar a certos valores perecíveis, a fim de adquirir os valores eternos. A riqueza é um valor terreno, caduco; a Sabedoria possui um brilho que não se extingue, permanece eternamente. Comparando riqueza e Sabedoria, o Autor sagrado considera «a riqueza como nada. Todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia e a prata é considerada como lodo». A Sabedoria Divina comunica-se aos homens por meio da Palavra de Deus.

ORAÇÃO COLETA: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas ações e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Monição: O Autor sagrado apresenta-nos um hino à sabedoria. O texto convida-nos a adquirir a verdadeira sabedoria e a prescindir dos valores efêmeros que não realizam o homem. O verdadeiro sábio pode afirmar «Com a Sabedoria me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis».

Sabedoria 7,7-11

Leitura do livro da Sabedoria. 7 7 “Assim implorei e a inteligência me foi dada, supliquei e o espírito da sabedoria veio a mim. 8 Eu a preferi aos cetros e tronos, e avaliei a riqueza como um nada ao lado da Sabedoria. 9 Não comparei a ela a pedra preciosa, porque todo o ouro ao lado dela é apenas um pouco de areia, e porque a prata diante dela será tida como lama. 10 Eu a amei mais do que a saúde e a beleza, e gozei dela mais do que da claridade do sol, porque a claridade que dela emana jamais se extingue. 11 Com ela me vieram todos os bens, e nas suas mãos inumeráveis riquezas”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é tirada da 2ª parte da obra (Sab 6, 22 – 9, 18), que trata da verdadeira sabedoria, aquela que leva a Deus, e do  modo de a alcançar. Estas palavras inspiradas – um maravilhoso hino à Sabedoria, a terminar com uma bela oração a pedi-la – são postas na boca de Salomão, rei sábio por excelência (cf. 1 Re 4, 25-30). Trata-se dum artifício literário destinado a chamar a atenção do leitor, pois o livro foi escrito em grego tardiamente, já no séc. I a. C, o último livro do cânon do A. T.

7-11 «Orei… implorei…». A sabedoria tem em Deus a sua origem: o próprio Salomão não a tinha por nascimento, mas como fruto da sua oração. Ela excede todos os bens terrenos, mesmos os mais preciosos, e «com ela me vieram todos os bens», numa alusão a 1 Re 3, 7-14, onde se conta como Deus concedeu a Salomão um acréscimo de outros bens, tendo ele pedido apenas a sabedoria.

....................

A primeira leitura é tirada do livro da Sabedoria, cuja autoria foi atribuída a Salomão, mediante o recurso literário da pseudonímia, a fim de conferir prestígio e autoridade ao escrito, uma vez que Salomão era o protótipo de homem sábio em Israel. Cronologicamente, é o último livro do Antigo Testamento. Foi escrito já no final do século I a.C. por um erudito judeu, da cidade de Alexandria do Egito, com o objetivo de reforçar a fé e as tradições de Israel, que estavam ameaçadas devido à influência exercida pela cultura grega sobre as novas gerações de judeus. Tanto assim que havia até perseguição: os judeus que não aderiam aos costumes gregos eram publicamente hostilizados. Daí a importância desse livro, com a função de estimular a fidelidade e a resistência do povo.

O trecho lido neste domingo pertence à segunda parte do livro (Sb 6-9), conhecida como o “elogio da sabedoria” e considerada o coração da obra. Foi inspirado no clássico episódio do sonho de Gábaon (1Rs 3,5-15), no qual o Senhor concedeu a Salomão a oportunidade de pedir qualquer coisa, que lhe seria dada; então, em vez de pedir riqueza e glória, o jovem rei pediu sabedoria para governar seu povo com justiça. Em estilo autobiográfico, o Pseudo-Salomão reconta essa experiência. Ele recebeu a prudência e o espírito da sabedoria como frutos da oração e da súplica (v. 7); trata-se de afirmação muito importante, pois apresenta a sabedoria como dom de Deus, e não como atividade do intelecto, conforme a concepção da filosofia grega. A sabedoria é, acima de tudo, a arte de viver bem; para a mentalidade judaica, isso consiste na observância da Lei e na capacidade de discernir entre o bem e o mal, escolhendo sempre o bem que conduz à verdadeira felicidade. Por isso, ela é preferível a tudo; qualquer coisa comparada a ela é insignificante, como o poder, a riqueza, os metais preciosos e até mesmo a saúde e a beleza (v. 8-10).

O reconhecimento do valor inestimável da sabedoria não significa, contudo, desprezo pelos bens e dons a ela comparados. Quer dizer apenas que ela deve ser preferida a tudo. Ao invés de opor-se aos bens, ela é sua fonte (v. 11). Por isso, deve ser buscada acima de tudo, pois sem ela nada tem sentido.

AMBIENTE

O "Livro da Sabedoria" é o mais recente de todos os livros do Antigo Testamento (aparece durante o séc. I a.C.). O seu autor - um judeu de língua grega, provavelmente nascido e educado na Diáspora (Alexandria?) - exprimindo-se em termos e concepções do mundo helênico, faz o elogio da "sabedoria" israelita, traça o quadro da sorte que espera o "justo" e o "ímpio" no mais-além e descreve (com exemplos tirados da história do Êxodo) as sortes diversas que tiveram os pagãos (idólatras) e os hebreus (fiéis a Jahwéh).

Estamos em Alexandria (Egito), num meio fortemente helenizado. As outras culturas - nomeadamente a judaica - são desvalorizadas e hostilizadas. A enorme colônia judaica residente na cidade conhece mesmo, sobretudo nos reinados de Ptolomeu Alexandre (106-88 a.C.) e de Ptolomeu Dionísio (80-52 a.C.), uma dura perseguição. Os sábios helênicos procuram demonstrar, por um lado, a superioridade da cultura grega e, por outro, a incongruência do judaísmo e da sua proposta de vida... Os judeus são encorajados a deixar a sua fé, a "modernizar-se" e a abrir-se aos brilhantes valores da cultura helênica.

É neste ambiente que o sábio autor do Livro da Sabedoria decide defender os valores da fé e da cultura do seu Povo. O seu objetivo é duplo: dirigindo-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), convida-os a redescobrirem a fé dos pais e os valores judaicos; dirigindo-se aos pagãos, convida-os a constatar o absurdo da idolatria e a aderir a Jahwéh, o verdadeiro e único Deus... Para uns e para outros, o autor pretende deixar este ensinamento fundamental: só Jahwéh garante a verdadeira "sabedoria" e a verdadeira felicidade.

O texto que nos é proposto integra a segunda parte do livro (cf. Sab 6,1-9,18). Aí, o autor apresenta o "elogio da sabedoria". Este "elogio da sabedoria" pode dividir-se em três pontos... No primeiro (cf. Sab 6,1-21), há uma exortação aos reis no sentido de adquirirem a "sabedoria"; no segundo (cf. Sab 6,22-8,21), há uma descrição da natureza e das propriedades da "sabedoria", aqui apresentada como o valor mais importante entre todos os valores que o homem pode adquirir; no terceiro (cf. Sab 9,1-18), aparece uma longa oração do autor, implorando de Jahwéh a "sabedoria".

O que é esta "sabedoria" de que aqui se fala? É, fundamentalmente, a capacidade de fazer as escolhas corretas, de tomar as decisões certas, de escolher os valores verdadeiros que conduzem o homem ao êxito, à realização, à felicidade. Na perspectiva dos "sábios" de Israel, esta "sabedoria" vem de Deus e é um dom que Deus oferece a todos os homens que tiverem o coração disponível para o acolher. É preciso, portanto, ter os ouvidos atentos para escutar e o coração disponível para acolher a "sabedoria" que Deus quer oferecer a todos os homens.
O autor deste "elogio da sabedoria" apresenta-se a si próprio como o rei Salomão (embora o nome do rei nunca seja referido explicitamente). Na realidade, o "Livro da Sabedoria" não vem de Salomão (já vimos que é um texto escrito no séc. I a.C., por um judeu da Diáspora, possivelmente de Alexandria); mas Salomão, o protótipo do rei sábio era, para os israelitas, a pessoa indicada para apresentar a "sabedoria" e para a recomendar a todos os homens. Usando uma ficção literária, o autor coloca, pois, na boca de Salomão este discurso sapiencial.

MENSAGEM

Salomão pediu a Deus a "sabedoria" e ela foi-lhe concedida (vers. 7). Há aqui uma alusão discreta ao episódio narrado em 1 Re 3,5-15, que conta como Salomão, ainda um jovem rei inexperiente, se dirigiu a um santuário em Guibeon e pediu a Deus "um coração cheio de entendimento para governar o povo, para discernir entre o bem e o mal" (1 Re 3,9); e Deus, correspondendo a este pedido, deu-lhe "um coração sábio e perspicaz" (1 Re 3,12).

Para o rei, a "sabedoria" tornou-se o valor mais apreciado, superior ao poder, à riqueza, à saúde, à beleza, a todos os bens terrenos (vers. 8-10a). Ela é a "luz" que indica caminhos e que permite discernir as opções corretas a tomar. Ao contrário dos bens terrenos, ela não se extingue nem perde o brilho (vers. 10b): é um valor duradouro, que vem de Deus e que conduz o homem ao encontro da vida verdadeira, da felicidade perene.

Contudo, a "sabedoria" não afastou este rei dos outros bens... Pelo contrário, a opção pela "sabedoria" fê-lo encontrar "todos os bens" e "riquezas inumeráveis" (vers. 11), pois a "sabedoria" está na base de todos eles. É ela que lhe permite gozar os bens terrenos com maturidade e equilíbrio, sem obsessão e sem cobiça, colocando-os no seu devido lugar e não deixando que sejam eles a conduzir a sua vida e a ditar as suas opções.

ATUALIZAÇÃO

• A "sabedoria" é um dom de Deus que o homem deve acolher com humildade e disponibilidade. Ela não chega a quem se situa diante de Deus numa atitude de orgulho e de auto-suficiência; ela não atinge quem se fecha em si próprio e constrói uma vida à margem de Deus; ela não encontra lugar no coração e na vida de quem ignora Deus, os seus desafios, as suas propostas. O "sábio" é aquele que, reconhecendo a sua finitude e debilidade, se coloca nas mãos de Deus, escuta as suas propostas, aceita os seus desafios, segue os caminhos que Ele indica. Talvez um dos grandes dramas do homem do século XXI seja o prescindir de Deus e de passar com total indiferença ao lado das propostas de Deus. Dessa forma, construímos com freqüência esquemas de egoísmo, de violência, de exploração, de ódio, que desfeiam o mundo e magoam aqueles que caminham ao nosso lado. Em que é que eu aposto: na minha "sabedoria" (que tantas vezes me conduz por caminhos de injustiça, de divisão, de sofrimento, de infelicidade) ou na "sabedoria" de Deus (que sempre me conduz ao encontro da vida plena e da felicidade sem fim)?

• Todos nós temos determinados valores que dirigem e condicionam as nossas opções, as nossas atitudes, os nossos comportamentos. A uns damos mais importância; a outros damos menos significado... O nosso texto convida-nos a ter cuidado com a forma como hierarquizamos os valores sobre os quais construímos a nossa vida... Há valores efêmeros e passageiros (o dinheiro, o poder, o êxito, a moda, o reconhecimento social...) que não podem ser absolutizados. Eles não são maus, por si próprios; não podemos é deixar que eles tomem conta da nossa vida, condicionem todas as nossas opções, nos escravizem de tal modo que nos levem a esquecer outros valores mais importantes e mais duradouros. Os valores efêmeros não servem para encher completamente a nossa vida de significado e não nos garantem a vida verdadeira. Têm o seu lugar na nossa existência; mas não podem crescer de tal forma que açambarquem todo o espaço livre no nosso coração e na nossa vida.

• O "sábio" autor do nosso texto garante-nos que escolher a "sabedoria" não significa prescindir de outros valores mais materiais e efêmeros. Por vezes, existe a idéia de que acolher as propostas de Deus e seguir os seus caminhos significa renunciar a tudo aquilo que nos pode tornar felizes e realizados... Não é verdade. Há valores, mesmo efêmeros, que são perfeitamente compatíveis com a nossa opção pelos valores de Deus e do Reino. Não se trata de nos fecharmos ao mundo, de renunciarmos definitivamente às coisas belas que o mundo nos pode oferecer e que nos dão segurança e estabilidade; trata-se de darmos prioridade àquilo que é realmente importante e que nos assegura, não momentos efêmeros, mas momentos eternos de felicidade e de vida plena.

Subsídios:
1ª leitura: (Sb 7,7-11) A sabedoria vale mais do que tudo – Sb é um escrito quase contemporâneo de Jesus (séc. I a.C.); suas sentenças são postas na boca do rei Salomão, legendário por sua sabedoria: p. ex., o elogio da Sabedoria (Sb 7) e a prece pela Sabedoria (9). – O poeta não despreza o poder, a riqueza, a saúde, mas sabe que, sem a sabedoria, nada valem. O sol brilha durante o dia, a sabedoria é uma luz para sempre. * 7,7 cf. 1Rs 3,6-9.12; Eclo 47,14-18[12-17 ] * 7,10 cf. Is 60,19-20; Ap 21,23 * 7,121 cf. 1Rs 3,13; Eclo 47,19-20[18].



Salmo Responsorial

Monição: O salmo de hoje recorda-nos a brevidade da vida humana. «Mil anos diante e Vós são como uma vigília da noite. Ensinai-nos, Senhor a contar os nossos dias!» (v.4.12) Foi escolhido para refrão o versículo 14. Os crentes louvam a Deus, neste Domingo, cantando: «Enchei-nos da vossa misericórdia! Será ela a nossa alegria!»

SALMO RESPONSORIAL – 89/90

Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor,
e exultaremos de alegria!

Ensinai-nos a contar os nossos dias
e dai ao nosso coração sabedoria!
Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis?
Tende piedade e compaixão de vossos servos!

Saciai-nos de manhã com vosso amor,
e exultaremos de alegria todo o dia!
Alegrai-nos pelos dias que sofremos,
pelos anos que passamos na desgraça!

Manifestai a vossa obra a vossos servos
e as seus filhos revelai a vossa glória!
Que a bondade do Senhor e nosso Deus
repouse sobre nós e nos conduza!
Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

Segunda Leitura

Monição: O Autor da carta aos Hebreus convida-nos a escutar a Palavra de Deus, «viva e eficaz». Uma vez acolhida no nosso coração, esta Palavra ilumina-nos para sabermos apreciar certamente todas as coisas. Assim podemos «discernir os pensamentos e intenções do coração.»

Hebreus 4,12-13

Leitura da carta aos Hebreus. 4 12 Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. 13 Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este célebre texto constitui não só um elogio da Palavra de Deus, mas também um veemente apelo à responsabilidade para todos os que a ouviram, a fim de não deixarem «endurecer o coração» (Hebr 3, 8.15; 4, 7; cf. Salmo 95 (94), 8-11), sobretudo quando essa Palavra foi proclamada pelo próprio Filho de Deus (cf. Hebr 1, 2).

«A Palavra de Deus» é a sua voz (cf. v. 7), que se faz ouvir na Escritura, na pregação da Igreja, no íntimo da alma e que continua viva e atuante: «viva e eficaz…» (cf. Dt 32, 47; Jo 6, 68; Is 55, 10-11). A força penetrante da Palavra é descrita com a linguagem de Filon de Alexandria, para aludir ao seu poder de julgar. Ela penetra até naquele reduto impenetrável da consciência, onde o homem é o senhor exclusivo das suas decisões, onde se situam as próprias intenções mais secretas; ela invade até nas mais recônditas profundidades do ser humano, de tal maneira que este não pode esquivar-se nem dissimular o que se passa no seu interior. «As qualidades da Palavra de Deus são tais que uma pessoa não se pode esquivar à sua imperiosa autoridade, nem à hipótese de iludir a nossa responsabilidade em face dela» (W. Leonard). O seu poder discriminatório para julgar e discernir é expresso em termos de «dividir» aquilo que é impossível de destrinçar («alma e espírito»), ou muito difícil de separar («articulações e medulas»). E é atribuído à Palavra um conhecimento que só Deus possui, identificando-a expressamente com Deus no v. 13 (cf. Salmo 139): «tudo está patente e descoberto a seus olhos»; note-se que «descoberto» é um particípio perfeito passivo grego derivado de «trákhlelos» (pescoço), o que faz lembrar a imagem do sacerdote que descobre o pescoço das vítimas a fim de desferir o golpe de misericórdia, sugerindo-se assim a seriedade e o dramatismo daquilo que é o «prestar contas» a Deus.

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Continuamos a leitura da carta aos Hebreus, iniciada no domingo passado. O breve trecho lido nesta liturgia é a conclusão da primeira parte do livro (1,5-4,13). Trata-se de um elogio à Palavra de Deus. Logo, possui um significado muito importante, ainda mais quando se considera a função pastoral da obra: animar comunidades em crise de fé e esperança. Em contextos assim, nada mais justo do que recordar a potência vivificante da Palavra de Deus, fundamento e alimento da fé.

Empregando imagens bastante interpelantes, o autor descreve a Palavra de Deus com cinco características que revelam sua força performativa: viva e eficaz, cortante e penetrante, e judicante (v. 12). A Palavra de Deus é viva e eficaz porque comunica vida e realiza os propósitos para os quais é enviada (Is 55,10-11); por meio dela, Deus age falando, desde a criação. Sendo mais cortante do que uma espada de dois gumes, ela penetra no mais íntimo do ser da pessoa a quem é destinada. Isso quer dizer que confronta todas as dimensões da vida e nada escapa ao seu alcance. Não permite neutralidade; quem a recebe, deve tomar uma posição a favor ou contra. Por isso, ela é também juiz: confrontada aos sentimentos e emoções, denuncia as incoerências e hipocrisia de quem não a acolhe com sinceridade.

Para o autor, a Palavra é o próprio agir de Deus na história, cuja expressão máxima é a pessoa de Jesus, o Filho, que é a Palavra definitiva (Hb 1,1-2). Prestar contas a ela, portanto, significa confrontar-se com a vida de Jesus de Nazaré (v. 13), a Palavra encarnada e fonte de sabedoria. Quem acolhe essa Palavra, obviamente, alcança a verdadeira sabedoria.

AMBIENTE

Já vimos, no passado domingo, que a Carta aos Hebreus é um sermão destinado a comunidades cristãs instaladas na monotonia e na mediocridade, que se deixaram contaminar pelo desânimo e começaram a ceder à sedução de certas doutrinas não muito coerentes com a fé recebida dos apóstolos... O objetivo do autor deste "discurso" é estimular a vivência do compromisso cristão e levar os crentes a viver uma fé mais coerente e empenhada.

Nesse sentido, o autor apresenta o mistério de Cristo, o sacerdote por excelência, cuja missão é pôr os crentes em relação com o Pai e inseri-los nesse Povo sacerdotal que é a comunidade cristã. Uma vez comprometidos com Cristo, os crentes devem fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de entrega e de amor. Desta forma, o autor oferece aos cristãos um aprofundamento e uma ampliação da fé primitiva, capaz de revitalizar a sua experiência de fé, enfraquecida pela acomodação, pela monotonia e pelo arrefecimento do entusiasmo inicial.

O texto que nos é proposto está incluído na segunda parte da Carta aos Hebreus (cf. Heb 3,1-5,10). Aí, o autor apresenta Jesus como o sacerdote fiel e misericordioso que o Pai enviou ao mundo para mudar os corações dos homens e para os aproximar de Deus. Aos crentes pede-se que "acreditem" em Jesus - isto é, que escutem atentamente as propostas que Cristo veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

O texto que nos é proposto é uma espécie de hino a essa Palavra de Deus que Jesus Cristo veio trazer aos homens. O objetivo do autor, com esta reflexão, é levar os crentes a escutar atentamente a Palavra proposta por Jesus.

MENSAGEM

A Palavra de Deus transmitida aos homens por Jesus não é um conjunto de frases ocas, vagas, estéreis, que se derramam sobre os homens, mas que "entram por um ouvido e saem por outro", e que não têm impacto na vida daqueles que as escutam; mas é uma Palavra viva, atuante, transformadora e eficaz, que uma vez escutada, entra no coração do homem como uma espada afiada e transforma os seus sentimentos, os seus pensamentos, os seus valores, as suas opções, as suas atitudes.

Ao entrar nos corações, a Palavra de Deus torna-se também o juiz das ações do homem. Aí, no centro onde se formam os sentimentos, onde nascem os pensamentos, onde se definem os valores, onde são feitas as opções (de acordo com a antropologia judaica, é no coração que tudo isto acontece), a Palavra de Deus confronta-se com os desejos secretos do homem, com as suas verdadeiras intenções, com os valores a que o homem dá prioridade, com a sinceridade das posições que o homem assume na sua relação com Deus, com o mundo e com os outros homens... E a Palavra de Deus aprecia, discerne, pesa e pronuncia o seu julgamento sobre o homem.

A Palavra de Deus, mesmo que pareça frágil e débil, é uma força decisiva que enche a história e que traz ao homem a vida e a salvação.

ATUALIZAÇÃO

• O autor do nosso texto pretende levar os seus interlocutores a escutar e a valorizar a Palavra de Deus que chega aos homens através de Jesus, pois só essa Palavra é salvadora e libertadora; só ela indica ao homem o caminho certo para chegar à vida plena e definitiva. Qual o lugar e o papel que a Palavra de Deus assume na minha vida? Sou capaz de encontrar tempo para escutar a Palavra de Deus, disponibilidade para a discutir e partilhar, vontade de confrontar a minha vida com as suas exigências?

• A Palavra de Deus é viva, atuante, eficaz e renovadora - diz o nosso texto. Ela deveria ter um impacto positivo e transformador nas nossas vidas, nas nossas famílias, nas nossas comunidades, na sociedade à nossa volta... No entanto, a Palavra de Deus é proclamada diariamente nas nossas liturgias e continuamos a escolher valores errados, a erguer barreiras de separação entre pessoas, a marcar a nossa relação comunitária pela inveja, pelo ciúme, pela discórdia, a perpetuar mecanismos de injustiça, de violência, de exploração, de ódio... Será que a Palavra de Deus, depois de dois mil anos, perdeu a sua eficácia e a sua força transformadora? Não. O que acontece é que escutamos, acolhemos e apreendemos outras "palavras" e passamos com indiferença ao lado da Palavra de Deus. É preciso voltarmos a "escutar" a Palavra de Deus - isto é, a ouvi-la com os nossos ouvidos, a acolhê-la no nosso coração, a deixarmos que ela nos transforme e se expresse em gestos concretos de vida nova. Sem o nosso "sim", a Palavra de Deus não encontra lugar no nosso coração e na nossa vida.

• A Palavra de Deus ajuda-nos a discernir o bem e o mal e a fazer as opções corretas. Ela ecoa no nosso coração, confronta-nos com as nossas infidelidades, critica os nossos falsos valores, denuncia os nossos esquemas de egoísmo e de comodismo, mostra-nos o sem sentido das nossas opções erradas, grita-nos que é preciso corrigir a nossa rota, desperta a nossa consciência, indica-nos o caminho para Deus. Para que esta Palavra seja eficaz é preciso, contudo, que não nos fechemos nessa atitude de auto-suficiência que nos torna surdos àquilo que põe em causa os nossos esquemas pessoais; mas é preciso que, com humildade e simplicidade, aceitemos questionar-nos, transformarmo-nos, convertermo-nos.

• A nossa vivência de fé desenrola-se, muitas vezes, à volta de fórmulas de oração repetitivas, de práticas devocionais, de ritos fixos e imutáveis, de tradições cheias de pó, de grandes manifestações que, no entanto, têm pouca profundidade... E a Palavra de Deus é relegada, na experiência de fé de tantos crentes, para um papel muito secundário. É preciso que a Palavra de Deus esteja no centro da nossa experiência de fé e da nossa caminhada existencial. É ela que nos questiona, que nos transforma, que nos indica caminhos, que nos permite discernir a vontade de Deus a nosso respeito.

Subsídios:
2ª leitura: (Hb 4,1.2-13) A palavra de Deus, viva e operante em Cristo – Hino final da 1ª parte de Hb. Volta à figura do começo, a Palavra de Deus (cf. 1,1-4), personificada em Cristo. Na realidade, a Palavra de Deus dirige a História desde o começo. E uma palavra operante, provocando decisão. Assim deve ser também a palavra da Igreja: não discurso sobre Deus, mas Palavra operante de Deus, palavra viva, que o traz presente, com sua salvação (e também com seu juízo). * Cf. Sl 95[94],7-11; 1Pd 1,23; Ef 6,17; Ap 1,16; Jo 12,48; Jó 34,21-22; Sl 139[138],11-12.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3).

Evangelho

Monição: Aclamemos Jesus Cristo, nosso divino Mestre que nos ensina a renunciar aos bens terrenos e a utilizá-los de tal modo que possamos alcançar os bens eternos.

Marcos 10,17-30

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 10 17 tendo Jesus saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: "Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna?" 18 Jesus disse-lhe: "Por que me chamas bom? Só Deus é bom. 19 Conheces os mandamentos: não mates; não cometas adultério; não furtes; não digas falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe." 20 Ele respondeu-lhe: "Mestre, tudo isto tenho observado desde a minha mocidade." 21 Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: "Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. 22 Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens. 23 E, olhando Jesus em derredor, disse a seus discípulos: "Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os ricos!" 24 Os discípulos ficaram assombrados com suas palavras. Mas Jesus replicou: "Filhinhos, quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! 25 É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus." 26 Eles ainda mais se admiravam, dizendo a si próprios: "Quem pode então salvar-se?" 27 Olhando Jesus para eles, disse: "Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível. 28 Pedro começou a dizer-lhe: "Eis que deixamos tudo e te seguimos." 29 Respondeu-lhe Jesus. "Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho 30 que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

O protagonista desta cena é alguém «muito rico», que era jovem (cf. Mt 19, 22) e pessoa importante (cf. Lc 18, 18), humanamente vistas as coisas, alguém que deveria ser aproveitado para uma grande empresa, como era o Reino de Deus. O episódio mostra que o Reino não só não consiste em bens materiais, como também exige o desprendimento deles. O diálogo entre Jesus e o jovem é profundo, como profundo, exigente e amável é o olhar de Jesus, que Marcos refere por três vezes (vv. 21.23.27). O próprio jovem começa por pôr a questão mais profunda, a que ninguém se pode esquivar, a da salvação: «que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» (v. 17). O jovem cumpria os mandamentos, mas não passava além duma áurea mediocritas. Para ser apto para o Reino de Deus, não bastava cumprir; faltava-lhe uma coisa(v. 21): a entrega, a generosidade, a alegria profunda de dar e de se dar sem pôr condições. A cena do jovem que se retirou triste oferece uma ocasião para Jesus voltar a expor a doutrina da pobreza evangélica e do desprendimento. Mas não se limita a insistir (vv. 23.24) no perigo das riquezas para se ser bom, à maneira dum sábio grego: «é impossível que um homem extraordinariamente bom seja extraordinariamente rico» (Platão, Leis, V, 12); Jesus fala da impossibilidade de entrar no Reino de Deus, o que deixa os discípulos assombrados (vv. 24.26). No entanto, atalha: «a Deus tudo é possível» (v. 27), pois Ele pode conceder a graça de uma pessoa usar bem as riquezas, ou mesmo até de renunciar radicalmente aos bens terrenos. A cena termina com as garantias para os primeiros discípulos que deixaram tudo e seguiram Jesus, umas garantias válidas para todos em todos os tempos (vv. 28-30). Notar como em Marcos as promessas de felicidade e bem-aventurança incluem as perseguições por causa de Jesus e do Evangelho (v. 29; cf. Mt 5, 10-12).

25 «É mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha…». Note-se como Jesus, falando de coisas sérias, o faz com bom humor, pondo os seus ouvintes a sorrir ao imaginarem a divertida cena de um camelo nas suas repetidas tentativas de passar por um lugar por onde não podia caber.

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O Evangelho deste domingo continua inserido no contexto do caminho de Jesus com os discípulos para Jerusalém. Esse caminho é, antes de tudo, um itinerário teológico e catequético. Por isso, enquanto caminha, Jesus é interrompido diversas vezes por várias categorias de interlocutores, que lhe fazem perguntas relevantes sobre a Lei, o Reino de Deus, as condições para o discipulado e questões do cotidiano.

Enquanto Jesus caminhava, alguém correu ao seu encontro (v. 17). A versão de Mateus desse episódio diz que era um jovem (Mt 19,22). Para Marcos, era apenas alguém. E alguém carente de sentido para a existência; a postura e a pergunta evidenciam isso, apesar de, paradoxalmente, tratar-se de um homem muito rico e fiel aos mandamentos (v. 20.22). Ele ajoelhou-se e perguntou o que fazer para ganhar a vida eterna. Até então, na obra de Marcos, somente um doente de pele tinha se ajoelhado aos pés de Jesus, suplicando-lhe a cura (Mc 1,40); quer dizer que esse alguém do episódio deste domingo tinha um mal equivalente à doença que então se denominava lepra (a pior das enfermidades conhecidas na época): o apego às riquezas. A pergunta revela que o homem buscava sentido para a existência. A vida eterna, aqui, mais do que uma vida pós-morte, significa o sentido da vida presente; quem encontra sentido para a vida aqui eterniza sua existência.

Para a mentalidade judaica, a observância dos mandamentos já era suficiente para a vida ter sentido. Jesus, porém, mostra que essa visão está superada; é necessário algo mais: vender tudo, dar aos pobres e segui-lo (v. 21). Ele não diz isso como imposição, mas como proposta de amor. Contudo, aquele homem não estava pronto para isso; não assimilou o olhar amoroso de Jesus nem sua proposta. Por isso, saiu triste do encontro (v. 22). Assim, o evangelista mostra que é mais fácil a cura da doença então conhecida como lepra do que o desapego aos bens.

Após o diálogo com o desconhecido, Jesus se volta para os discípulos (v. 23-24), os mais necessitados de assimilar sua mensagem. Com eles, o discurso já não se limita à vida eterna, mas passa ao Reino de Deus e às exigências para entrar nele. Entrar no Reino é difícil porque exige adesão incondicional. Para os ricos, é ainda mais difícil, tendo em vista a necessidade maior de renúncias, como Jesus expressa com um provérbio tão hiperbólico: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” (v. 25). Diversas tentativas de interpretação foram sugeridas para suavizar o impacto dessa afirmação. Chegou-se a afirmar que o “camelo” era um tipo de corda grossa e que o “buraco da agulha” era uma porta estreita num muro de Jerusalém. Ler dessa forma é distorcer a mensagem. Jesus gostava de imagens fortes, deixando seus seguidores perplexos (v. 26). Ademais, a história da salvação é marcada por diversos acontecimentos aparentemente impossíveis, mas realizados com a graça de Deus, para quem nada é impossível (v. 27). Logo, não é impossível a entrada dos ricos no Reino de Deus. Contudo, não será possível se não assimilarem a lógica da partilha e do desapego.

A incompreensão dos discípulos se torna evidente na fala oportunista de Pedro (v. 28). De fato, Jesus os conhecia e sabia o que cada um tinha deixado para o seguir. “Casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos” são imagens do que é caro e essencial na vida. Para seguir Jesus com fidelidade, é necessário desapegar-se do que é mais importante. Quem o segue, porém, não fica sem o essencial. Por isso, Jesus elenca as coisas que devem ser deixadas e a seguir as repete, como as mesmas que serão dadas aos seus seguidores (v. 29-30). Assim, ensina que nada falta a quem deixa tudo por causa sua e do Evangelho. A verdadeira sabedoria consiste na assimilação dessa lógica.

AMBIENTE

Depois de deixar "a casa" (cf. Mc 10,10), Jesus continua o seu caminho através da Judéia e da Transjordânia, em direção a Jericó (cf. Mc 10,46), percorrendo um percurso geográfico que constitui a penúltima etapa da sua viagem para Jerusalém. Contudo, o caminho que Jesus faz com os discípulos é também um caminho espiritual, durante o qual Jesus vai completando a sua catequese aos discípulos sobre as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. Desta vez, a questão posta por um homem rico acerca das condições para alcançar a vida eterna dá a Jesus a oportunidade para avisar os discípulos acerca da incompatibilidade entre o Reino e o apego às riquezas.

Na perspectiva dos teólogos de Israel, as riquezas são uma bênção de Deus (cf. Dt 28,3-8); mas a catequese tradicional também está consciente de que colocar a confiança e a esperança nos bens materiais envenena o coração do homem, torna-o orgulhoso e auto-suficiente e afasta-o de Deus e das suas propostas (cf. Sal 49,7-8; 62,11). Jesus vai retomar a catequese tradicional, mas desta vez na perspectiva do Reino.

MENSAGEM

A primeira parte do nosso texto (vers. 17-27) é uma catequese sobre as exigências do Reino e do seguimento de Jesus.

Um homem ajoelha-se diante de Jesus e pergunta-Lhe o que tem de fazer para "alcançar a vida eterna" (vers. 17). Não se trata, desta vez, de alguém que vem questionar Jesus para O experimentar: a postura do homem, a sua atitude de respeito, denunciam-no como alguém sincero e bem-intencionado, realmente preocupado com essa questão vital que é a vida eterna.

No Antigo Testamento, a idéia de vida eterna aparece, pela primeira vez, em Dn 12,2 e é retomada noutros textos tardios... Para alguns teólogos da época do judaísmo helenístico, os justos que se mantiverem fiéis a Deus e à Lei não serão condenados ao sheol (onde os espíritos dos mortos levam uma existência obscura, no reino das sombras), mas ressuscitarão para uma vida nova, de alegria e de felicidade sem fim, com Deus (cf. 2 Mac 7,9.14.36). A vida eterna de que falam os teólogos desta época parece já incluir a idéia de imortalidade (cf. Sab 3,4; 15,3). É provavelmente isto que inquieta o tal homem que se encontra com Jesus: o que é necessário fazer para ter acesso a essa vida imortal que Deus reserva aos justos?

A primeira resposta de Jesus não traz nada de novo e remete o homem para os mandamentos da Torah: "não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe" (vers. 19). De acordo com a catequese feita pelos mestres de Israel, quem vivesse de acordo com os mandamentos da Lei, receberia de Deus a vida eterna. O viver de acordo com as propostas de Deus é, também na perspectiva de Jesus, um primeiro patamar para chegar à vida eterna.

O homem explica, porém, que desde sempre a sua vida foi vivida em consonância com os mandamentos da Lei (vers. 20). É uma afirmação segura e serena, que o próprio Jesus não contesta. O homem não é um hipócrita, mas um crente religiosamente empenhado e sincero. Não há aqui, por parte deste homem, qualquer sinal de orgulho e de auto-suficiência; mas a sua atitude e as questões que ele põe mostram a sua inquietação, a sua procura, a sua busca da definição do verdadeiro caminho para a vida eterna. Jesus reconhece a sinceridade, a honestidade, a verdade da busca deste homem; por isso, olha para ele "com simpatia" (vers. 21) e resolve convidá-lo a subir a um outro patamar nesse caminho para a vida eterna: convida-o a integrar a comunidade do Reino.

Ora, esse novo patamar tem um outro grau de exigência... Jesus aponta três requisitos fundamentais que devem ser assumidos por quem quiser integrar a comunidade do Reino: não centrar a própria vida nos bens passageiros deste mundo, assumir a partilha e a solidariedade para com os irmãos mais pobres, seguir o próprio Jesus no seu caminho de amor e de entrega (vers. 21). Apesar de toda a sua boa vontade, o homem não está preparado para a exigência deste caminho e afasta-se triste. Marcos explica que ele estava demasiado preso às suas riquezas e não estava disposto a renunciar a elas (vers. 22). O homem de que se fala nesta cena é um piedoso observante da Lei; mas não tem coragem para renunciar às suas seguranças humanas, aos seus esquemas feitos, aos bens terrenos que lhe escravizam o coração. A sua incapacidade para assumir a lógica do dom, da partilha, do amor, da entrega, torna-o inapto para o Reino. O Reino é incompatível com o egoísmo, com o fechamento em si próprio, com a lógica do "ter", com a obsessão pelos bens deste mundo.

A história do homem rico que não está disposto a integrar a comunidade do Reino, pois não está preparado para viver no amor, na partilha, na entrega da própria vida aos irmãos, serve a Jesus para oferecer aos discípulos mais uma catequese sobre o Reino e as suas exigências. O "caminho do Reino" é um caminho de despojamento de si próprio, que tem de ser percorrido no dom da vida, na partilha com os irmãos, na entrega por amor. Ora, quem não é capaz de renunciar aos bens passageiros deste mundo - ao dinheiro, ao sucesso, ao prestígio, às honras, aos privilégios, a tudo isso que prende o homem e o impede de dar-se aos irmãos - não pode integrar a comunidade do Reino. Não se trata apenas de uma dificuldade, mas de uma verdadeira impossibilidade ("é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus" - vers. 25): os bens do mundo impõem ao homem uma lógica de egoísmo, de fechamento, de escravidão que são incompatíveis com a adesão plena ao Reino e aos seus valores. O discípulo que quer integrar a comunidade do Reino deve estar sempre numa atitude radical de partilha, de solidariedade, de doação.

Marcos propõe-nos, depois, a reação alarmada, ansiosa, desorientada, dos discípulos face a esta exigência de radicalidade: "quem pode, então, salvar-se?" (vers. 26). Em resposta, Jesus pronuncia palavras de conforto, apresentando o poder de Deus como incomparavelmente maior do que a debilidade humana ("aos homens é impossível, mas não a Deus; porque a Deus tudo é possível" - vers. 27). A ação de Deus - gratuita e misericordiosa - pode mudar o coração do homem e fazê-lo acolher as exigências do Reino. É preciso, no entanto, que o homem esteja disponível para escutar Deus e para se deixar desafiar por Ele.

Na segunda parte do nosso texto (vers. 28-30) os discípulos, pela voz de Pedro, recordam a Jesus que deixaram tudo para o seguir. A renúncia dos discípulos não é, contudo, uma renúncia que se justifica por si mesma e que tem valor em si mesma... Os discípulos de Jesus não escolhem a pobreza porque a pobreza, em si, é uma coisa boa; nem deixam as pessoas que amam pelo gosto de deixá-las... Quando os discípulos de Jesus renunciam a determinados valores (muitas vezes valores legítimos e importantes), é em vista de um bem maior - o seguimento de Jesus e o anúncio do Evangelho. Jesus confirma a validade desta opção e assegura aos discípulos que o caminho escolhido por eles não é um caminho de perda, de solidão, de morte, mas é um caminho de ganho, de comunhão, de vida.

Esta opção dos discípulos será sempre incompreendida e recusada pelo mundo. Por isso, os discípulos conhecerão também a perseguição e o sofrimento. As tribulações não são um drama imprevisto e sem sentido: os discípulos devem estar preparados para as enfrentar, pois sabem que terão sempre de viver com a oposição do mundo, enquanto se mantiverem fiéis a Jesus e ao Evangelho.

Aconteça o que acontecer, os discípulos devem estar conscientes de que a opção pelo Reino e pelos seus valores lhes garantirá uma vida cheia e feliz nesta terra e, no mundo futuro, a vida eterna.

ATUALIZAÇÃO

• O que é preciso fazer para alcançar a vida eterna? Trata-se de uma questão que inquieta todos os crentes e que certamente já pusemos a nós próprios, com estas ou com outras palavras semelhantes. Jesus responde: é preciso, antes de mais, viver de acordo com as propostas de Deus (mandamentos); e é preciso também assumir os valores do Reino e seguir Jesus no caminho do amor a Deus e da entrega aos irmãos. Isto não significa, contudo, que a vida eterna seja algo que o homem conquista, com o seu esforço, ou que resulte dos méritos que o homem adquire ao percorrer um caminho religiosamente correto. A vida eterna é sempre um dom gratuito de Deus, fruto da sua bondade, da sua misericórdia, do seu amor pelo homem; no entanto, é um dom que o homem aceita, acolhe e com o qual se compromete. Quando o homem vive de acordo com os mandamentos de Deus e segue Jesus, não está a conquistar a vida eterna; está, sim, a responder positivamente à oferta de vida que Deus lhe faz e a reconhecer que o caminho que Deus lhe indica é um caminho de vida e de felicidade.

• Quando falamos em vida eterna, não estamos a falar apenas na vida que nos espera no céu; mas estamos a falar de uma vida plena de qualidade, de uma vida que leva o homem à sua plena realização, de uma vida de paz e de felicidade. Deus oferece-nos essa vida já neste mundo e convida-nos a acolhê-la e a escolhê-la em cada dia da nossa caminhada nesta terra; no entanto, sabemos que só atingiremos a plenitude da vida quando nos libertarmos da nossa finitude, da nossa debilidade, das limitações que a nossa humanidade nos impõem. A vida eterna é uma realidade que deve marcar cada passo da nossa existência terrena e que atingirá a plenitude na outra vida, no céu.

• Na perspectiva de Jesus, a vida eterna passa pela adesão a esse Reino que Ele veio anunciar. Jesus, com a sua vida, com as suas propostas, com os seus valores, veio propor aos homens o caminho da vida eterna. Quem quiser "alcançar a vida eterna" tem de olhar para Jesus, aprender com Ele, segui-l'O, fazer da própria vida - como Jesus fez da sua vida - uma escuta atenta das propostas de Deus e um dom de amor aos irmãos. Toda a nossa caminhada, todos os nossos esforços, toda a nossa busca visam alcançar a vida eterna. Muitas vezes, a lógica do mundo sugere que a vida eterna está na acumulação de dinheiro, na concretização dos nossos sonhos de "ter" mais coisas, na conquista de poder, no reconhecimento social, nos privilégios que conquistamos, nos cinco minutos de exposição mediática que a televisão proporciona... Nós, crentes, sabemos, contudo, que os bens deste mundo, embora nos proporcionem bem estar e segurança, não nos oferecem a vida eterna; essa vida eterna que buscamos ansiosamente está nesse caminho de amor, de serviço, de dom da vida que Cristo nos ensinou a percorrer.

• A história do homem rico, que buscava a vida eterna mas não estava disposto a prescindir da sua riqueza, alerta-nos para a impossibilidade de conjugar a vida eterna com o amor aos bens deste mundo. A riqueza escraviza o coração do homem, absorve todas as suas energias, desenvolve o egoísmo e a cobiça, leva o homem à injustiça, à exploração, à desonestidade, ao abuso dos irmãos... É, portanto, incompatível com o "caminho do Reino", que é um caminho que deve ser percorrido no amor, na solidariedade, no serviço, na partilha, na verdade, no dom da vida aos irmãos. Podemos levar vidas religiosamente corretas, freqüentar a Igreja, dar o nosso contributo na comunidade, ocupar lugares significativos na estrutura paroquial; mas, se o nosso coração vive obcecado com os bens deste mundo e fechado ao amor, à partilha, à solidariedade, não podemos fazer parte da comunidade do Reino.

• Jesus confirma, no final do texto que nos é proposto, a validade desse caminho de renúncia e de desprendimento que os discípulos aceitaram percorrer. Mais: Jesus garante que não se trata de um caminho de fracasso e de perda, mas de um caminho que realiza plenamente os sonhos e as necessidades dos homens que O escolheram. Seguir o "caminho do Reino" não é, portanto, aceitar viver infeliz e sacrificado nesta terra, com a esperança de uma recompensa no mundo que há-de vir; mas é, livre e conscientemente, escolher um caminho de vida plena, de realização, de alegria, de felicidade. O cristão não é um pobre coitado condenado a passar ao lado da vida e da felicidade; mas é uma pessoa que renunciou a certas propostas falíveis e parciais de felicidade, pois sabe que a vida plena está em viver de acordo com os valores eternos propostos por Jesus.

• Jesus avisa aos discípulos que o "caminho do Reino" é um caminho contra a corrente, que gerará inevitavelmente o ódio do mundo e que se traduzirá em perseguições e incompreensões. É uma realidade que conhecemos bem... Quantas vezes as nossas opções cristãs são criticadas, incompreendidas, apresentadas como realidades incompreensíveis e ultrapassadas por aqueles que representam a ideologia dominante, que fazem a opinião pública, que definem o socialmente correto... Precisamos, todavia, de estar conscientes de que a perseguição e a incompreensão são realidades inevitáveis, que não podem desviar-nos das opções que fizemos. Para nós, seguidores de Jesus, o que é realmente importante é a certeza de que o "caminho do Reino" é um caminho de vida eterna.

Subsídios:
Evangelho: (Mc 10,17-30) Jesus e o homem rico – Continuando as narrações paradigmáticas a respeito do ser discípulo, Mc conta o episódio do rico que quis ser discípulo de Jesus. Seguir Jesus significa desligar-se de tudo aquilo que prende, no caso, a riqueza (10,17-22). Só quem coloca o Reino acima de tudo consegue seguir Jesus. Mas isso ultrapassa nossas capacidades; é uma graça de Deus (10,27). – 10,28-30 fala da nova riqueza, que substitui a que é abandonada para seguir Jesus: a comunhão cristã, nesta vida, e a vida eterna, na era futura. * Cf. Mt 19,16-29; Lc 18,15-30 * 10,19 cf. Ex 20,12-16; Dt 5,16-20 * 10,27 cf. Gn 18,14; Zc 8,6-7.

***   ***   ***

Existe, no judaísmo, toda uma tradição que considera a sabedoria como o maior bem que se possa alcançar na terra (1ª leitura). Seu valor supera tantas outras coisas consideradas valiosas: pedras preciosas, ouro, etc. Mesmo a saúde não vale tanto quanto ela. Ora, se uma coisa vale mais do que outra, e se impuser uma opção entre as duas, a gente tem que abandonar a que menos vale. É o que acontece com o Reino de Deus. Encontramos no evangelho de hoje um homem que combinava riqueza e vida decente. Tudo bem, sem problemas. Está à procura da “vida eterna”, a vida do “século dos séculos”, ou seja, do tempo de Deus, que ninguém mais poderá tirar.

Poderíamos dizer: procura a verdadeira sabedoria, o rumo ideal de viver. Pedagogicamente, Jesus recorda-lhe, primeiro, o caminho comum: observar os mandamentos. O homem responde que já está fazendo isso aí. Então, Jesus o conscientiza de que isso não é o suficiente. Coloca-o à prova. Se realmente quer o que está procurando, terá de sacrificar até sua riqueza (não vale a sabedoria do A.T. mais do que ouro?). O homem desiste, e vai embora. E Jesus fica triste, pois simpatizou com ele (evangelho).

Humanamente falando, é impossível um rico entrar no Reino que Jesus traz presente; tem amarras demais. Mas para Deus, tudo é possível. O homem rico quis entrar no Reino de Deus na base de suas conquistas: a vida decente, a observância dos mandamentos, a sabedoria inócua de ouvir mestres famosos, entre os quais Jesus de Nazaré (10,17; Jesus já rompe sua estrutura mental, insinuando que por trás do título “bom mestre”, que o homem lhe atribui, se esconde a exigência de uma obediência total, pois só Deus é bom...). Ora, o que Jesus lhe pede é, exatamente, superar este modo autossuficiente de proceder. Jesus quer que ele se entregue nas mãos de Deus, desistindo da vida decente cuidadosamente construída na base do trabalho, do comércio, do bom comportamento. Vender tudo e dar aos pobres, e depois, vir a seguir Jesus, fazer parte daquela turma de aventureiros galileus que Jesus reuniu em redor de si. Humanamente impossível. Só é possível para quem se entrega a Deus. É este o teste que Jesus aplicou. O homem rodou!

O resto do evangelho de hoje diz a mesma coisa em outros termos. Pedro, entusiasta, comparando-se com o rico, exclama que eles, os Doze, abandonaram tudo e seguiram a Jesus: que receberão agora? Jesus não confirma que Pedro realmente abandonou tudo, embora no momento da vocação parecesse que sim (1,16-20). Mas repete a exigência de colocar realmente tudo o que não for o Reino no segundo plano; e então a recompensa será o cêntuplo de tudo que se abandonou. Podemos verificar isso na realidade: sendo o Reino, desde já, a comunhão no amor de Deus, já recebemos irmãos e irmãs e pais e parceiros e tudo ao cêntuplo, neste tempo; e ainda (retomando o início da perícope, cf. 10,17): “a vida eterna”, no tempo que é o de Deus.

Jesus não exige árido ascetismo, fuga do mundo, e sim, correr o risco de ir ao mundo em sua companhia, abandonando tudo o que nos possa impedir de fazer do Reino o critério decisivo. Já o próprio modo de abandonar faz parte do Reino: dar aos pobres (sempre há pessoas para quem nossos bens são mais vitais do que para nós mesmos). Neste sentido, o caminho da vida não é tanto o resultado de cálculo e esforço humano, mas de entusiasmo divino – ao qual nos entregamos com a lucidez que só a luz de Cristo nos dá.

A 2ª leitura acentua a mensagem do evangelho temos. Continua a Carta aos Hebreus. Jesus encarna a Palavra de Deus, ativa na História, decisiva como uma espada de dois gumes: diante dela, devemos optar; neutralidade não existe.

A oração da missa merece ser proferida num ambiente de extrema concentração: a graça de Deus nos preceda e acompanhe para que prestemos atenção ao bem que somos chamados a fazer. Não somos nós que inventamos o bem, Deus o coloca como tarefa no nosso caminho. Por isso, devemos pertencer plenamente a ele, para que não passemos ao lado sem perceber as oportunidades que nos são oferecidas.

RICO PODE SEGUIR JESUS?

Um homem rico pergunta a Jesus o que deve fazer para “ter a vida eterna em herança” (evangelho). Jesus vê que o homem está preocupado com o que é bom – “Só Deus é bom, e mais ninguém”. O homem é um judeu exemplar, observa todos os mandamentos. Mas, segundo Jesus, isso não é o suficiente para ele: é capaz de algo mais. Simpatizando com ele, Jesus o convida para que o acompanhe em sua missão. “Vai, vende tudo que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu”. Diante disso, o homem se desanima: é rico demais. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”. (O Reino de Deus não é propriamente o que costumamos chamar de “Céu”; é o modo de viver que Jesus veio instaurar, o reino de amor, de justiça e de paz, onde é feita a vontade de nosso Pai celeste. O rico não conseguiu entregar-se a essa nova realidade...)

Os discípulos se assustam com a severa observação de Jesus. Então, ele acrescenta: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível” (Mc 10,27). Portanto, vamos deixar o assunto nas mãos de Deus.

No fim, Jesus fica triste porque uma pessoa tão prendada não foi capaz de segui-lo pelo caminho e assim gozar, desde já, a alegria de participar da implantação do Reino. Suas qualidades humanas não foram suficientes para superar o apego aos bens do mundo. Por si mesmo, não conseguiu libertar-se. Só Deus o poderia libertar.

Contrariamente à opinião corrente, a riqueza não deve ser vista como privilégio, como recompensa de Deus, mas como empecilho para se participar do Reino. Os pobres têm maior facilidade em arriscar tudo para realizar a partilha e a renúncia que o Reino exige. Têm menos a perder. Ora, se Jesus aconselha esse desapego tão difícil, mas para Deus nada é impossível, convém pedir a Deus essa graça do desapego, para ter a felicidade de participar do Reino que Jesus veio implantar. Então a gente recebe a “herança eterna”.

Segundo a 1ª leitura, Salomão pediu a Deus não a riqueza, mas a capacidade de governar com sabedoria. Na realidade, Deus lhe deu também a riqueza, mas apenas como sobremesa; o importante mesmo é a sabedoria para bem servir.

Lição: o rico não deve pensar que vai conseguir a herança eterna com base em suas posses, poder, capacidade intelectual ou coisa semelhante. Tem de pedir a Deus, como graça, algo que não está incluído no pacote do poder: a capacidade de participar do Reino. Também não deve estar exclusivamente preocupado com “salvar sua alma” quando tudo lhe for tirado, mas peça desde hoje a Deus a graça do desapego para participar desse Reino, que já começou no mundo daqueles que seguem Jesus. Na alegria do servir encontrará a garantia da “herança eterna”.

Se um rico participa ativamente do Reino, não será por causa de sua riqueza, mas apesar dela. Tendo bens, transforme-os em instrumentos de comunhão fraterna e viva como se não os possuísse.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Explicar bem as leituras, mostrando a coerência entre elas. Apresentar a preferência pela sabedoria como prefiguração da adesão radical exigida para o seguimento de Jesus. Provocar uma reflexão crítica sobre os efeitos produzidos pela Palavra de Deus na comunidade e na vida de cada um.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Seguir Jesus implica desapego das riquezas.

«Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna»?

Contemplemos esta cena cheia de colorido e de movimento. Aparece um homem correndo. Ajoelha-se diante de Jesus e manifesta o seu desejo de «alcançar a vida eterna». É um homem rico, tendo tudo o que parece suficiente para ser feliz: possuiu muitos bens, leva uma vida moralmente correta. Não vem ter com Jesus para o experimentar, pois a sua atitude de respeito, revela sinceridade e preocupação com uma questão vital: a vida eterna.

A resposta de Jesus remete o homem para os Mandamentos da Lei: «não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe». Viver de acordo com o Decálogo é uma condição necessária para chegar à vida eterna. O homem explica que desde a juventude tem cumprido os mandamentos da Lei. Trata-se de um crente empenhado. Jesus reconhece esta retidão, por isso, olha para ele «com simpatia» e convida-o a ir mais longe: «vai vender o que tens e dá o dinheiro aos pobres. Depois vem e segue-Me. Terás um tesouro no Céu». Dar o dinheiro aos pobres. Seguir Jesus. Por outras palavras, Jesus pede-nos desprendimento das riquezas, partilha com os pobres para podermos segui-Lo. Apesar de toda a sua boa vontade, o homem não está preparado para renunciar aos seus «muitos bens» e afasta-se triste. Quem se atreve a acusá-lo? A história do homem rico retrata todos os seguidores de Jesus. Não desejamos nós a perfeição e a vida eterna? Contudo, estamos determinados a pôr em prática os conselhos de Jesus? Quantas vocações falhadas porque recusam o convite divino! Quanto apego ao dinheiro! Os cristãos dos países ricos, apesar de tanta abundância, vivem tristes, não são felizes!

O aviso deste Evangelho é muito sério! Quem não é capaz de renunciar aos bens passageiros deste mundo não pode entrar no Reino celeste! As riquezas quando nos prendem e escravizam não são apenas uma dificuldade para entrarmos na vida eterna, mas são um verdadeiro impedimento: «é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus». Atenção! Jesus repetiu, de vários modos este ensinamento: «Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Luc 16,13) porque « as preocupações das riquezas abafam a Palavra de Deus» (Mat. 13,22). Que o dinheiro nos «sirva» todos estamos de acordo. Que o dinheiro nos domine como um tirano a quem nós servimos como escravos, Jesus não pode aceitar.

O Evangelho não esconde a reação dos discípulos face a esta radicalidade: «quem pode, então, salvar-se?» Em resposta, Jesus pronuncia palavras de conforto, apresentando o poder de Deus como incomparavelmente maior do que a fraqueza humana «aos homens é impossível, mas não a Deus». Depois de pronunciar palavras duras condenando o nosso apego às riquezas, Jesus abre-nos as portas da esperança, «porque a Deus tudo é possível»!


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 28º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Um homem corre, põe-se de joelhos, questiona. Jesus lança sobre ele um olhar de amizade. E é porque o ama que Jesus é exigente, pedindo-lhe para renunciar a tudo para O seguir. Golpe de teatro: o homem vira-se, o seu rosto está triste. Se este relato ficasse por aí, seria desencorajante, como pensam os apóstolos, testemunhas da cena. Mas uma palavra de esperança pode levar a imaginar que este homem poderá reencontrar o seu sorriso e a sua espontaneidade: "Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível". As exigências que Jesus propõe só podem ser realizadas à força de impulsos do homem, mas com Deus tudo é possível. Se o homem tivesse respondido: "Sozinho, nunca chegarei, Senhor, mas com a tua ajuda, creio que é possível!" Se assim fosse, teríamos nesse dia mais um discípulo, um discípulo feliz!

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Os apóstolos tinham com que ficar desconcertados... e nós com eles! É verdadeiramente necessário abandonar tudo, nada possuir, ser "pobre como Job", ou como Francisco de Assis, para ser discípulo de Cristo? Mas isso é irrealista e impossível! Olhemos um pouco mais de perto! Na primeira parte do diálogo, o jovem comete o mesmo erro dos fariseus. Fica-se pelo "fazer". Para eles, a Lei era a norma suprema e a sua observação escrupulosa, o único meio para obter de Deus a salvação. Religião severa e exigente, sem dúvida, que tinha a sua grandeza. Ora, Jesus convida o homem rico a passar para outro registo. De repente, não se trata de vida eterna a ganhar, mas de seguir Jesus. Como se a vida eterna fosse estar com Jesus! Eis a grande transformação que Jesus vem provocar. Não se trata primeiro de fazer esforços para obedecer a mandamentos, trata-se primeiro de entrar numa relação de amor com Jesus. Mais profundamente ainda, trata-se primeiro de descobrir que Jesus, Ele em primeiro lugar, nos ama. Eis porque a referência de Marcos é fundamental: "Jesus olhou para ele com simpatia (amor)". É este olhar que transforma tudo. Jesus quer fazer compreender ao homem rico que lhe falta o essencial: deixar-se amar em primeiro lugar, descobrir que todos os seus bens materiais nunca poderão preencher esta necessidade vital para todo o homem de ser amado. Senão, é impossível aprender a amar. As riquezas são mesmo um obstáculo ao amor, porque este, para ser verdadeiro, diz ao outro: "Preciso de ti. Sem ti, serei pobre em humanidade". As riquezas do homem impediram-no de ler tudo isto no olhar de Jesus. O homem partiu. Mas Jesus não lhe retirou o seu amor, acompanhou-o sempre com o seu olhar de amor, como o pai do filho pródigo.

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Qual é o meu tesouro? No princípio desta Semana Missionária, em que queremos anunciar o Evangelho, tomemos a resolução de perguntar em cada dia da semana: qual é o meu tesouro? O que me faz viver? E sejamos verdadeiros na nossa resposta...


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor…

Monição da Comunhão: Com Nossa Senhora cantemos «Magnificat», louvando o Senhor que «enche de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias» (Luc 1, 53) Rezemos a Jesus, Mestre do Impossível: «Ensinai-nos, Senhor, a contar os nossos dias para alcançarmos a sabedoria do coração» (Salmo 89,12).

Sl 33, 11
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou: cf. 1 Jo 3, 2
Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: «Não é nada o que deixamos por Deus, que nos oferece os Seus tesouros. Que farsa é tudo o que há no mundo. Mesmo que os seus deleites durassem sempre, mesmo que as riquezas durassem tanto quanto pudéssemos imaginar, tudo isso é lixo comparado com a sabedoria Divina e os tesouros do Céu que ela encerra. Ó cegueira humana!» (Santa Teresa de Jesus, 6ª Morada, 4, 9-11)


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HOMILIAS FERIAIS

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28ª SEMANA

2ª Feira: Jesus é sempre um sinal para nós.

Rom 1, 1-7 / Lc 11, 29-32
Tal como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim também o filho do homem o será para esta geração.

Jonas conseguiu a conversão dos habitantes de uma cidade; Salomão era ouvido pela sua sabedoria (Ev). Para nós o sinal é Jesus Cristo: a Ele pediremos a graça das nossas conversões; n’Ele encontraremos uma resposta sábia para todos os nossos problemas. A Ele devemos igualmente a graça e a dignidade de filhos de Deus (Leit). Por isso, o nosso comportamento como filhos de Deus terá n’Ele o modelo perfeito, o Caminho a seguir, a Verdade que nos liberta, e a Vida autêntica.

3ª Feira: O Evangelho, fonte de salvação.

Rom 1, 16-25 / Lc 11, 37-41
Eu não me envergonho do Evangelho, que ele é força de Deus para a salvação de todo o crente.

O Evangelho devia ser a fonte de toda a nossa atuação. Mas infelizmente podemos esquecer-nos de Deus, podemos não lhe dar toda a glória, trocamos a verdade de Deus pela mentira, etc. (Leit). O Evangelho, pregado por Cristo também nos pede que cuidemos muito o nosso interior (Ev), para evitar que a nossa vida seja apenas de fachada, para que os nossos sentimentos sejam os sentimentos de Jesus, para termos uma vida interior muito forte e que as nossas obras sejam um reflexo dela.

4ª Feira: Descuidos a evitar.

Rom 2, 1-11 / Lc 11, 42-46
Pelo teu coração duro e impenitente, estás a acumular sobre ti a indignação divina.

Jesus mostra-se indignado com o comportamento dos fariseus e doutores da Lei (Ev). Um dos descuidos que lhes aponta é a minúcia com que se ocupam das coisas humanas e a omissão das coisas de Deus, que são bem mais importantes; o outro é que sobrecarregam os outros e eles não mexem uma palha… S. Paulo também pede que não julguemos os outros (Leit), porque podemos cometer os mesmos erros. De facto, é muito fácil cairmos na crítica habitual, porque reparamos apenas nos defeitos, esquecendo-nos das virtudes.

5ª Feira: Desejo de expiação pelos pecados.

Rom 3, 21-29 / Lc 11, 47-54
Sim, Eu digo-vos que serão pedidas contas a esta geração.

Todos pecamos e ficamos privados da glória de Deus. Mas Jesus expiou pelos pecados de todos pela Sangue derramado na Cruz (Leit). Por isso, por todas as ofensas que cometemos, seremos chamados a prestar contas (Ev). Procuremos imitar Jesus, vivendo a expiação pelos nossos pecados e pelos dos outros, oferecendo pequenos sacrifícios e penitências por estas intenções. Façamos mais atos de desagravo aos Corações de Jesus e de Maria pelas ofensas que diariamente se cometem.

6ª Feira: Ninguém está esquecido diante de Deus.

Rom 4, 1-8 / Lc 12, 1-7
E nem um deles (dos passarinhos) está esquecido diante de Deus.

Deus não se esquece de nada nem de ninguém: estamos sempre presentes diante d’Ele (Ev). É um Pai que se preocupa por todas as coisas dos filhos, mesmo as mais insignificantes: «até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados» (Ev). Aos olhos de Deus seremos felizes se nos aproximarmos do sacramento da Confissão: «felizes a quem foram perdoados os delitos» (Leit). E também se nos esforçarmos por evitar qualquer tipo de pecado: «Feliz do homem a quem o Senhor não atribuir pecado».

Sábado: Deus cumpre as suas promessas.

Rom 4, 13. 16-18 / Lc 12, 8-12
Contra toda a esperança humana, Abraão teve esperança e acreditou. Por isso, tornou-se pai de muitas nações.

Deus tinha prometido a Abraão uma descendência numerosa e pediu-lhe que lhe imolasse o filho único. Teve esperança e a promessa de Deus cumpriu-se (Leit). Jesus promete um reconhecimento especial a quem d’Ele der testemunho aqui na terra (Ev). E também promete a assistência do Espírito Santo para os casos difíceis e para o nosso empenho na proclamação da Boa Nova. Procuremos falar de Deus mesmo que o ambiente seja hostil, e não escondamos a nossa condição de católicos.

Celebração e Homilia: ANTÔNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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