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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


15.09.2019
24º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "O Senhor é Nosso Deus! Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte
do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Reunimo-nos para celebrar a fé e nossa caminhada rumo à liberdade e vida, tendo Deus como líder e autor da vida em plenitude para todos. Ele não nos rejeita por sermos pecadores. Ao contrário, procura-nos incansavelmente para conosco celebrar o banquete festivo da fraternidade. Por isso, a Eucaristia é a celebração do amor de Deus em nossa vida. Contudo, ela não cessa de apontar as idolatrias e farisaísmos nossos. O fato de comungarmos o corpo do Senhor não nos coloca acima dos outros. Não somos os noventa e nove justos que não necessitam de conversão, mas a ovelha extraviada e a moeda perdida. Talvez sejamos também "o filho mais velho" que ainda não compreendeu o amor preferencial do Pai pelos marginalizados e pecadores. Professemos, seguindo a orientação de Paulo, a fé em Cristo Jesus, que veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais nós somos os primeiros.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o Pai, rico em misericórdia, nos reúne hoje em sua casa e nós, seus filhos e filhas, queremos participar do banquete que Ele preparou, sacramento da oferta que seu Filho Jesus fez de sua vida. Hoje, a misericórdia de Deus nos alcançará de um modo todo particular por sua Palavra e por nossa participação no mistério do seu Corpo e Sangue que comungaremos. Por essa bondade e por sua misericórdia, celebremos nosso louvor e nossa ação de graças dominical.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O amor de Deus para com os homens é tão gratuito que não podemos pretender ter direito a ele; é tão absoluto que jamais podemos dizer que nos falta. O amor humano, ao contrário, é tão limitado e fechado pelo nosso egoísmo, tão raramente ultrapassa a estrita justiça ou se liberta da severidade moralista, que facilmente imaginamos um Deus vingador e uma religião baseada no temor. Quem de nós se lembra de que a "graça" que pedimos a Deus significa "ternura" e "piedade" pelo pecador? Só um estudo atento da Palavra de Deus pode ajudar-nos a tomar consciência do sentido da misericórdia indefectível de Deus.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/15-de-setembro-de-2019---24-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/50_-_24o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
DEUS PROCURA A RECONCILIAÇÃO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Intercessão e acolhimento: marcas dos discípulos de Jesus

Numa sociedade que estimula o individualismo, as leituras desta celebração parecem não fazer sentido. A percepção de que vivemos em comunidade e de que somos chamados por Deus a viver um projeto comunitário é essencial para a vida cristã. Comunitariamente, evitamos ser inoculados pelo vírus do individualismo, que nos leva a querer sujeitar as pessoas aos nossos caprichos. Somos responsáveis uns pelos outros e, mais do que isso, a responsabilidade pelo outro nos faz seres éticos. Assim, é muito possível dizer que o caminho do discipulado faz que também nos convertamos ao outro. No projeto de Deus, a vitória não é um projeto pessoal que se conquista sozinho; antes, ela é sempre comunitária e, nesse caso, a festa é para todos.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo centra a nossa reflexão na lógica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor...

A primeira leitura apresenta-nos a atitude misericordiosa de Jahwéh face à infidelidade do Povo. Neste episódio - situado no Sinai, no espaço geográfico da aliança - Deus assume uma atitude que se vai repetir vezes sem conta ao longo da história da salvação: deixa que o amor se sobreponha à vontade de punir o pecador.

Na segunda leitura, Paulo recorda algo que nunca deixou de o espantar: o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Esse amor derrama-se incondicionalmente sobre os pecadores, transforma-os e torna-os pessoas novas. Paulo é um exemplo concreto dessa lógica de Deus; por isso, não deixará de testemunhar o amor de Deus e de Lhe agradecer.

O Evangelho apresenta-nos o Deus que ama todos os homens e que, de forma especial, Se preocupa com os pecadores, com os excluídos, com os marginalizados. A parábola do "filho pródigo", em especial, apresenta Deus como um pai que espera ansiosamente o regresso do filho rebelde, que o abraça quando o avista, que o faz reentrar em sua casa e que faz uma grande festa para celebrar o reencontro.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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MOTIVOS DE FESTA E ALEGRIA

Podemos dizer que o capítulo 15 é o coração do Evangelho de Lucas. Nesse capítulo, Jesus revela a ternura e o amor misericordioso do Pai para com os perdidos na vida. São três parábolas que o evangelista conta em vista do fato de que os fariseus e os mestres da lei criticavam Jesus por acolher os pecadores e comer com eles. As três parábolas terminam evidenciando a alegria da pessoa por ter encontrado o que procurava. O encontro do que estava perdido gera felicidade e é motivo de comemoração.

Deixando de lado as duas primeiras, entramos na terceira parábola (presente no evangelho mais longo da liturgia), a do filho que se transviou. Nesta, há três personagens: o pai, o filho mais velho e o filho mais novo. Este decide tomar seu próprio rumo, abandona a família e vai se aventurar pelo mundo – atitude bastante comum entre os jovens. Com o tempo, sua decisão lhe causa transtorno e arrependimento e ele decide voltar.

O filho mais velho, bom trabalhador e sempre fiel ao pai, continua sob o mesmo teto. Voltando do trabalho, depara-se com festa na casa. Descobrindo o motivo, decide não participar e se recusa a entrar.

Sempre respeitoso, o pai não privou o mais novo da liberdade de levar adiante sua aventura; além disso, deixou abertas as portas para que ele voltasse. Quando isso ocorre, vai ao seu encontro e prepara grande festa. Depois, busca o mais velho, que resiste a participar. O pai se alegra pela volta do filho mais novo e se preocupa com a atitude do mais velho.

Cada um de nós pode alimentar características do filho mais novo ou do mais velho. Muitas vezes nos desviamos dos planos de Deus e caímos na infelicidade, mas tomamos consciência e nos reerguemos. Outras vezes nos consideramos “gente de bem”, cumpridores fiéis das normas, mas nos mostramos intolerantes e incapazes de reconhecer nossos irmãos e ser solidários com eles.

A acolhida amorosa e gratuita de Deus é fonte de alegria. Dessa experiência gratuita do amor divino nasce o sentido da festa e da alegria. O Pai deseja uma vida de alegria e festa a todos os seus filhos e filhas.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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MOTIVOS DE FESTA E ALEGRIA

Pode-se afirmar que o capítulo 15 é o coração do Evangelho de Lucas. Nesse capítulo, Jesus revela a ternura e o amor misericordioso do Pai para com os perdidos na vida. São três parábolas que o evangelista conta em vista do fato de que os fariseus e os mestres da lei criticavam Jesus por acolher os pecadores e comer com eles. As três parábolas terminam pondo em evidência a alegria da pessoa por ter encontrado o que procurava. O encontro do que estava perdido gera felicidade e é motivo de comemoração.

Deixando de lado as duas primeiras, entramos na terceira parábola (presente no evangelho mais longo da liturgia), a do filho que se transviou. Nesta, há três personagens: o pai, o filho mais velho e o filho mais novo. Este decide tomar seu próprio rumo, abandona a família e vai se aventurar pelo mundo – atitude bastante comum entre os jovens. Com o tempo, sua decisão lhe causa transtorno e arrependimento e ele decide voltar.

O filho mais velho, bom trabalhador e sempre fiel ao pai, continua sob o mesmo teto. Voltando do trabalho, depara-se com festa na casa. Descobrindo o motivo, decide não participar e se recusa a entrar.

Sempre respeitoso, o pai não privou o mais novo da liberdade de levar adiante a sua aventura; além disso, deixou abertas as portas para que ele voltasse. Quando isso ocorre, vai ao seu encontro e prepara grande festa. Depois, busca o mais velho, que resiste a participar. O pai se alegra pela volta do filho mais novo e se preocupa com a atitude do mais velho.

Cada um de nós pode alimentar características do filho mais novo ou do mais velho. Muitas vezes nos desviamos dos planos de Deus e caímos na infelicidade, mas tomamos consciência e nos reerguemos. Outras vezes nos consideramos “gente de bem”, cumpridores fiéis das normas, mas nos mostramos intolerantes e incapazes de reconhecer nossos irmãos e ser solidários com eles.

A acolhida amorosa e gratuita de Deus é fonte de alegria. Dessa experiência gratuita do amor divino nasce o sentido da festa e da alegria. O Pai deseja uma vida de alegria e festa a todos os seus filhos e filhas – chamados a agir com liberdade, mas também com responsabilidade.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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ACOLHIMENTO E PERDÃO

Jesus nos ensina neste domingo o Acolhimento e o Perdão.

LIÇÃO DE VIDA: Perdoar e acolher só é possível pela fé e pela graça de Deus.


RITOS INICIAIS

Sir 36, 18
ANTÍFONA DE ENTRADA: Dai a paz, Senhor, aos que em Vós esperam e confirmai a verdade dos vossos profetas. Escutai a prece dos vossos servos e abençoai o vosso povo.

Introdução ao espírito da Celebração
Na antífona de entrada pedimos ao Senhor o dom da paz, como fruto da nossa confiança n’Ele. Deus concede-nos este dom na medida em que estivermos disponíveis para o aceitar, procurando a conversão pessoal. Nossa Senhora anunciava em Fátima: «Se se converterem, terão paz.» Deste caminho para a paz nos fala a Liturgia da Palavra deste 24º Domingo do tempo comum.

ACTO PENITENCIAL
Nem sempre temos sido construtores da paz no dia a dia. Deixamo-nos facilmente arrastar pelo pecado, de modo que perdemos a paz connosco, a paz com Deus e com os irmãos. Arrependamo-nos e prometamos emenda de vida.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Senhor: nem sempre temos sido construtores da paz no mundo, porque nos deixamos cair facilmente sob a tirania das paixões. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

•   Cristo: somos tentados a adorar os falsos deuses da sensualidade, e nem sempre temos resistido aos fortes ataques do inimigo. Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

•   Senhor: custa-nos voltar atrás, quando erramos o caminho, e deixamo-nos vencer facilmente pelo desânimo e pela preguiça. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, Criador e Senhor de todas as coisas, lançai sobre nós o Vosso olhar; e para sentirmos em nós os efeitos do Vosso amor, dai-nos a graça de Vos servirmos com todo o coração. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Moisés subiu ao Monte Sinai para falar com Deus e recebeu as duas Tábuas da Lei nas quais estavam gravados os Dez Mandamentos. Durante o tempo em que Ele esteve a falar com o Senhor, os Israelitas fabricaram um bezerro de ouro e entronizaram-no como seu deus, realizando uma festa em sua honra.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Êxodo 32,7-11.13-14

Leitura do livro do Êxodo. 32 7 O Senhor disse a Moisés: "Vai, desce, porque se corrompeu o povo que tiraste do Egito. 8 Desviaram-se depressa do caminho que lhes prescrevi; fizeram para si um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egito. 9 Vejo, continuou o Senhor, que esse povo tem a cabeça dura. 10 Deixa, pois, que se acenda minha cólera contra eles e os reduzirei a nada; mas de ti farei uma grande nação." 11 Moisés tentou aplacar o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: "Por que, Senhor, se inflama a vossa ira contra o vosso povo que tirastes do Egito com o vosso poder e à força de vossa mão? 13 Lembrai-vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por vós mesmo de tornar sua posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e de dar aos seus descendentes essa terra de que falastes, como uma herança eterna." 14 E o Senhor se arrependeu das ameaças que tinha proferido contra o seu povo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Este impressionante diálogo entre Deus e Moisés põe em evidência os elementos fundamentais da história da salvação, a saber, a aliança, o pecado, a fidelidade divina e a sua misericórdia. O texto foi escolhido em função do Evangelho: as parábolas da misericórdia.

11 «Moisés procurou aplacar o Senhor». É uma figura de Cristo Mediador, que também subia frequentemente ao monte para orar: Moisés intercede muitas vezes em favor do povo pecador: Ex 5, 22-23; 8, 4; 9, 28; 10, 17; Nm11, 2; 14, 13-19; 18, 22; 21, 7. E Deus aceita esta oração, que faz apelo à sua fidelidade à aliança e à sua misericórdia (v. 14).

A intercessão que salva

A ação da primeira leitura se desenrola em cima do monte, no mesmo lugar onde Deus havia dado a Moisés as tábuas da Lei. Deus começa atribuindo a Moisés todo o mérito pela libertação do povo do cativeiro no Egito e reconhece Israel como povo de Moisés. Este, porém, não aceita pacificamente tal interpretação dos fatos e insiste que foi Deus quem tirou o povo do Egito e que o povo é de Deus. Um lança sobre o outro a responsabilidade, mas sabemos que ambos estão certos. Por conta disso, é possível perceber que a solidariedade entre Deus e Moisés precisa transcender as debilidades do povo. A intercessão de seu líder salva Israel da destruição de Deus. Diante do erro presente do povo, que presta culto a outros deuses e, assim, desvia-se do projeto da aliança, Moisés faz uso de duplo argumento, que requer de Deus o uso de sua memória. No primeiro argumento, faz referência aos atos libertadores de Deus quando da libertação do Egito – “com grande poder e mão forte” – e, no segundo argumento, faz a memória de Deus recuar mais ainda, até a aliança realizada com Abraão, Isaac e Jacó. É justamente o recurso à memória salvífica do passado que produz o arrependimento no presente.

É preciso fazer uma ressalva: na Bíblia, a mudança não é compreendida como imperfeição quando se dá em função do amor pelo outro. À luz da concepção de que toda mudança na divindade seria considerada imperfeição, a teologia evitou entender literalmente esse texto. No entanto, é preciso salientar que, na Bíblia, a maior perfeição de Deus é seu amor. Assim, o arrependimento de Deus tem como motivação sua lealdade para com os patriarcas e seu amor para com Israel. Por isso, Moisés chama a atenção de Deus para o que mais caracteriza sua natureza, a saber, seu amoroso compromisso com a humanidade. Por outro lado, é necessário refletir sobre o que teria levado Moisés a interceder pelo povo. Uma possível resposta se encontra nas palavras de Deus: “De você, eu farei uma grande nação” (v. 10b). Moisés parece não aceitar a possibilidade de se pensar sem seu povo – aquele povo. A percepção dele é comunitária. Como poderia sobreviver e os demais perecer? Dessa forma, ele assume a comunidade como projeto de vida, mesmo que o comportamento dessa comunidade não seja o mais adequado. Assume os riscos de viver em comunidade e não a abandona em nenhum momento. Não deseja privilégios pessoais e, por isso, não se pensa fora da comunidade.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto está integrado na segunda parte do Livro do Êxodo; aí, apresentam-se as tradições que dizem respeito ao compromisso de amor e de comunhão que Israel aceitou estabelecer com Jahwéh. São as "tradições sobre a aliança" (cf. Ex 19-40).

O texto situa-nos em frente de um monte, no deserto do Sinai. Em si, o nome "Sinai" designa uma enorme península em forma triangular, com mais ou menos 420 Km de extensão norte/sul, estendendo-se entre o golfo do Suez, no Mediterrâneo e o golfo da Áqaba, no mar Vermelho. A península inteira é um deserto árido, com vegetação escassa (excepto em alguns raros oásis), semeada de montanhas que chegam a atingir os 2400 metros de altitude. As hipóteses de situar exactamente o "monte da aliança" são ténues; no entanto, uma tradição cristã do séc. IV d.C. identifica o "monte da aliança" com o "Gebel Musa" ("monte de Moisés"), uma montanha com 2244 metros de altitude, situada a sul da península sinaítica. Embora a identificação do "monte da aliança" com este lugar seja problemática, o "Gebel Musa" é, ainda hoje, um lugar de peregrinação para judeus e cristãos.

Seja qual for o lugar da aliança, o facto é que o texto nos situa em frente de um "monte" não identificado da península sinaítica, onde Israel celebrou uma aliança com o seu Deus. Depois de Moisés subir ao monte para receber de Deus as tábuas da Lei (cf. Ex 31,18), o Povo, reunido no sopé da montanha à espera de Moisés, construiu um bezerro de ouro e infringiu, dessa forma, os termos da aliança (cf. Ex 32,1-6).

MENSAGEM

O tema fundamental que o texto nos propõe gira à volta da resposta de Deus ao pecado do Povo.

A primeira parte (vers. 7-10) descreve o pecado do Povo e uma primeira reacção de Deus. Perante a ausência de Moisés no monte sagrado, o Povo constrói um bezerro de oiro. O bezerro de ouro não pretende ser um novo deus, mas uma imagem de Jahwéh ("este é o teu Deus, Israel, que te fez sair da terra do Egipto" - vers. 8); de qualquer forma, o Povo "desviou-se do caminho" que Deus lhe havia ordenado, pois infringiu o segundo mandamento do Decálogo (segundo o qual, Israel não devia fazer imagens de Jahwéh: por um lado, o não representar Deus permitia salvaguardar a transcendência de Jahwéh, já que a "imagem" era uma definição de Deus e Deus não pode ser definido pelo homem; por outro lado, a luta contra os deuses e cultos pagãos era impossível se não se proibiam também os seus símbolos e imagens). O pedido de Deus a Moisés ("agora deixa-Me; a minha cólera vai inflamar-se contra eles e destruí-los-ei; mas farei de ti uma grande nação" - vers. 10) pode ser posto em paralelo com a promessa a Abraão de Gn 12,2: Deus fala de tudo recomeçar com Moisés, como fez com Abraão.

Na segunda parte (vers. 11-14), descreve-se a intercessão de Moisés e a misericórdia de Deus. O texto começa com a referência a Moisés que "deitou água na fervura" (literalmente: "acalmou a face de Deus" - vers. 11a). As palavras de intercessão de Moisés (vers. 11b-13) não fazem referência aos méritos do Povo, mas à honra de Deus e à sua fidelidade às promessas assumidas para com o Povo no âmbito da aliança.

A resposta final de Deus (vers. 14) põe em relevo a sua misericórdia. Não são os méritos do Povo que sustêm o castigo; mas é o amor de Deus, a sua lealdade aos compromissos, a sua "justiça" (que é misericórdia, ternura, bondade) que acabam por triunfar. O amor infinito de Deus pelo seu Povo acaba sempre por falar mais alto do que a sua vontade de castigar os desvios e infidelidades.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão do texto, considerar os seguintes elementos:

• Antes de mais, o texto sublinha a lealdade de Deus para com o seu Povo, a "justiça" que marca a relação de Jahwéh com Israel (entendida como fidelidade aos compromissos assumidos por Deus para com os homens). Fica, aqui, claro que a essência de Deus é esse amor gratuito que Ele derrama gratuitamente sobre os homens, qualquer que seja o seu pecado... Deus ama infinitamente, seja qual for a resposta do homem; e esse amor nunca será desmentido. É à luz desta perspectiva que devemos encarar Deus e a sua relação connosco.

• O pecado dos israelitas (a construção de uma imagem deturpada de Deus) leva-nos a questionar as imagens que, às vezes, construímos e transmitimos de Deus... O Deus em Quem acreditamos e que testemunhamos, quem é? É o Deus que Se revelou como amor, bondade, misericórdia, ao longo da história da salvação, ou é um Deus vingativo e cruel, que não desculpa as faltas dos homens e que anda à cata de qualquer comportamento faltoso para deixar cair sobre eles a sua cólera e a sua crueldade? Não esqueçamos: testemunhar um Deus vingativo, impositivo, sem coração e sem misericórdia, é fabricar uma falsa imagem de Deus.

• Atente-se na atitude de Moisés, face à indignação de Deus: intercede pelo Povo e não deixa que a ambição pessoal se sobreponha ao interesse de Israel (de acordo com o texto, Deus propôs-lhe: "deixa que a minha indignação se inflame contra eles e os destrua; de ti farei uma grande nação"; mas Moisés não aceitou a proposta). A atitude de Moisés é uma atitude "fácil", à luz dos critérios dos homens? Quantas vezes os homens são capazes de "vender a alma ao diabo" para subir, para ter êxito, para chegar a presidir a qualquer coisa? Quantas vezes os homens são capazes de sacrificar os valores mais sagrados para serem conhecidos, famosos, invejados, ou para adquirir uma fatia mais de poder e de influência?

Subsídios:
1ª leitura:
 (Ex 32,7-11.13-14) “O Senhor arrependeu-se das ameaças que fizera contra seu povo” – Enquanto Moisés está ainda no Sinai, o povo adora o bezerro de ouro (Ex 32,1-6). A sanção de Deus é dura. Não quer mais este povo (“teu povo”, diz ele a Moisés). Mas Moisés se torna mediador e lembra a Deus suas promessas, como Abraão lhe lembrou sua justiça (Gn 18,25). E Deus se deixa convencer. – A narração representa Deus de modo bastante humano (antropomorfismo): tanto a cólera de Deus quanto seu arrependimento são modos de falar; importa que mostrem que Deus não é indiferente, nem ao nosso pecado, nem à nossa prece. São maneiras humanas de falar de seu amor sem fim. * 32,8-10 cf. Ex 34,12-14.17; Dt 9,7-8.12-14; Jr 31,32; Gn 12,2 * 32,13 cf. Gn 15,5; 22,16-17; 35,11-12.



Salmo Responsorial

Monição: O Povo de Deus ofendeu gravemente ao Senhor adorando um falso deus e só lhe restava o caminho do arrependimento e da conversão. A Liturgia coloca em nossos lábios o salmo 50 que exprime a contrição do rei David, depois do seu grave pecado de adultério e assassinato do General Urias, o Hitita, o acto de contrição mais denso de todo o Antigo Testamento. Ovelhas tresmalhadas e filhos pródigos que somos, manifestemos ao Senhor o nosso arrependimento, fazendo dele a nossa oração contrita.

SALMO RESPONSORIAL – 50/51

Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!

Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor!
Meu sacrifício é minha alma penitente,
não desprezeis um coração arrependido!

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo, na Primeira Carta ao seu discípulo Timóteo, dá testemunho da misericórdia do Senhor e proclama que também ele beneficiou dela. O mesmo pode dizer cada um de nós, recorrendo à experiência da própria vida.

1 Timóteo 1,12-17

Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo. 1 12 Dou graças àquele que me deu forças, Jesus Cristo, nosso Senhor, porque me julgou digno de confiança e me chamou ao ministério, 13 a mim que outrora era blasfemo, perseguidor e injuriador. Mas alcancei misericórdia, porque ainda não tinha recebido a fé e o fazia por ignorância. 14 E a graça de nosso Senhor foi imensa, juntamente com a fé e a caridade que está em Jesus Cristo. 15 Eis uma verdade absolutamente certa e merecedora de fé: Jesus Cristo veio a este mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o primeiro. 16 Se encontrei misericórdia, foi para que em mim primeiro Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade e eu servisse de exemplo para todos os que, a seguir, nele crerem, para a vida eterna. 17 Ao Rei dos séculos, Deus único, invisível e imortal, honra e glória pelos séculos dos séculos! Amém.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Iniciamos hoje a leitura de textos respigados das chamadas Cartas Pastorais, escritos paulinos dirigidas a pessoas singulares, pastores da Igreja, com normas para a organização das comunidades de Éfeso (1 e 2 Tim) e de Creta (Tit). O texto desta leitura é um maravilhoso hino de acção de graças de Paulo pela sua vocação de Apóstolo, bem consciente da sua indignidade – «blasfemo, perseguidor, violento», embora de boa fé, «por ignorância» (v. 13) – e da grandeza do dom de Deus, uma «graça que superabundou» (v. 14). Esta acção de graças culmina numa doxologia final, de sabor litúrgico (v. 17).

15 «É digna de fé…» Esta fórmula solene, própria das Cartas Pastorais (cf. 1 Tim 3, 1; 4, 9; 2 Tim 2, 11; Tit 3, 8), põe em relevo a importância doutrinal do que se diz neste versículo, um dos pontos centrais da fé cristã: a obra redentora de Cristo, que «por nós homens e pela nossa salvação desceu dos Céus…» (Credo de Niceia). A misericórdia que Deus mostrou para com Paulo é suficiente para inspirar confiança a qualquer pecador que queira arrepiar caminho.

O papel da graça na construção do novo ser

O apóstolo Paulo faz uma oração de ação de graças, motivado pela ação salvadora de Cristo em sua conversão e abrupta mudança – de pecador e perseguidor em vocacionado dedicado ao ministério –, mostrando, portanto, a eficácia da graça que o transformou por inteiro. Nesse sentido, ele é mostrado no texto como uma espécie de protótipo do pecador salvo pela graça de Deus. O apóstolo é totalmente outro por causa da graça que agiu de forma eficaz nele. Destaca-se o poder da salvação manifestada e realizada em Cristo por pura misericórdia divina. Paulo se apresenta como exemplo de conversão. Nele não havia bem algum. Sua vida era caracterizada pela blasfêmia, perseguição e insolência. Via sua vida como completamente destituída de sentido e finalidade. Contudo, mesmo se considerando totalmente inadequado, a misericórdia de Deus o alcançou plenamente e o fez novo homem. Nascia ali, em meio à abundância de misericórdia, nova e eficaz vocação. É precisamente o contato com a graça de Deus que promove a maior e a mais inesperada das transformações no ser humano. Uma graça que nos torna dignos e nos põe a serviço do próprio Salvador.

AMBIENTE

O Timóteo aqui referenciado era natural de Listra (Licaónia), filho de pai grego e de mãe judeo-cristã. Aparece no Livro dos Actos como companheiro inseparável de Paulo, a partir da segunda viagem missionária. Paulo teria confiado a Timóteo missões importantes entre os tessalonicenses (cf. 1 Tess 3,2.6) e entre os coríntios (cf. 1 Cor 4,1.17;16,10-11). Ainda muito jovem Timóteo recebeu de Paulo a responsabilidade pastoral das Igrejas da província da Ásia (cf. 1 Tim 4,12). A tradição considera-o como o primeiro bispo de Éfeso.

Esta carta apresenta-se como escrita por Paulo a Timóteo, quando este está encarregado da animação da Igreja de Éfeso. Contém uma série de instruções que versam, fundamentalmente, sobre três temas: a organização da comunidade, a forma de combater os hereges e a vida cristã dos fiéis. Convém, no entanto, acrescentar que a maior parte dos comentadores não considera esta carta de autoria paulina: a linguagem e a teologia não parecem ser paulinas; e, sobretudo, a carta supõe um modelo de organização eclesial que é dos finais do séc. I d.C. (Paulo teria morrido na perseguição de Nero, por volta de 66/67 d.C.).

MENSAGEM

No texto que nos é proposto, Paulo recorda, agradecido, a sua história de vocação. O apóstolo afirma que recebeu de Cristo o seu ministério; e proclama que isso se deve, não aos seus méritos, mas à misericórdia de Deus.

Paulo tem consciência do seu passado de perseguidor violento da Igreja de Cristo. É verdade que Paulo actuou dessa forma por ignorância; no entanto, isso não o exime de culpa... Apesar desse passado duvidoso, Deus, na sua bondade, cumulou-o da sua graça.

Paulo reconhece que Cristo "veio ao mundo para salvar os pecadores", entre os quais Paulo se inclui. Pelo exemplo de Paulo, fica evidente a misericórdia e a magnanimidade de Deus, que se derrama sobre todos os homens, sejam quais forem as faltas cometidas. A partir deste exemplo, todos os homens são convidados a tomar consciência da bondade de Deus e a responder-lhe da mesma forma que Paulo: com o dom da vida e com o empenho sério no testemunho desse projecto de amor que Deus tem para oferecer. O profundo reconhecimento que Paulo sente diante da misericórdia com que Deus o distinguiu leva-o a um canto de louvor que, neste texto, apresenta contornos litúrgicos ("ao rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos, amén" - vers. 17).

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão e partilha, considerar as seguintes linhas:

• Antes de mais, somos convidados a tomar consciência do amor que Deus oferece a todos os homens, sem excepção, sejam quais forem as suas faltas... Foi esse Deus que Paulo experimentou e que testemunhou; é esse, também, o Deus que experimentamos e testemunhamos?

• Entre os cristãos existe, muitas vezes, a convicção de que a "justiça de Deus" é a aplicação rigorosa da lei; assim, Deus trataria bem os bons, enquanto que castigaria, natural e objectivamente, os maus... A história de Paulo - e a história de tantos homens e mulheres, ao longo dos séculos - é um desmentido desta lógica: o amor de Deus derrama-se sobre todos os homens, mesmo sobre aqueles que têm vidas duvidosas e pecadoras. Bons e maus, a todos Deus ama, sem excepção. E nós? Somos filhos deste Deus e amamos os nossos irmãos, sem distinções? Às vezes ouvem-se - mesmo entre os cristãos - expressões de ódio e de desprezo em relação àqueles que cometem desacatos ou que têm comportamentos que reprovamos... Como conciliar essas atitudes com o exemplo de amor sem restrições que Deus nos oferece?

• O nosso texto termina com um hino de louvor ao Deus que ama, sem excepções... Sentimo-nos agradecidos a Deus por esse amor nunca desmentido, que se derrama sobre nós, sejam quais forem as circunstâncias?

Subsídios:
2ª leitura: (1Tm 1,12-17) Jesus veio para reconciliar os pecadores: experiência de Paulo – Desde a 2ª viagem missionária, Timóteo acompanhou Paulo como fiel colaborador. As cartas a Timóteo e Tito são o “testamento espiritual” de Paulo. Mostram como foram as comunidades pelo fim do século I. – A mensagem central do texto de hoje é a vinda de Jesus ao mundo, para salvar os pecadores (cf. 1ª leitura e evangelho). Paulo mesmo o experimentou e, além disso, recebeu uma missão importante. A partir daí, gratidão e * 1,17 cf. 1Tm 6,15-16; Rm 16,27.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O Senhor reconciliou o mundo em Cristo, confiando-nos sua palavra, a palavra da reconciliação, a palavra que hoje, aqui nos salva! (2Cor 5,19)

Evangelho

Monição: A misericórdia do Senhor é o amor gratuito de Deus a cada um de nós, recomeçando sempre, todas as vezes que nos afastamos d’Ele. Aclamemos o Evangelho que nos manifesta uma verdade tão consoladora, cantando Aleluia.

Lc 15,1-32 ou 1-10

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 15 1 Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo. 2 Os fariseus e os escribas murmuravam: "Este homem recebe e come com pessoas de má vida!" 3 Então lhes propôs a seguinte parábola: 4 "Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 5 E depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, 6 e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: 'Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido'. 7 Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a casa e a busca diligentemente, até encontrá-la? 9 E tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. 10 Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa". 11 Disse também: "Um homem tinha dois filhos. 12 O mais moço disse a seu pai: 'Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca'. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13 Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14 Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15 Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16 Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17 Entrou então em si e refletiu: 'Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância e eu, aqui, estou a morrer de fome!' 18 Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: 'Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; 19 já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. 20 Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21 O filho lhe disse, então: 'Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho'. 22 Mas o pai falou aos servos: 'Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. 23 Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. 24 Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado'. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. 27 Ele lhe explicou: 'Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo'. 28 Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. 29 Ele, então, respondeu ao pai: 'Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. 30 E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!' 31 Explicou-lhe o pai: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado'".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A leitura de hoje, na sua forma longa, engloba todo o cap. 15 de S. Lucas, com as três parábolas da misericórdia divina; todas as três põem em evidência a alegria que Deus sente com o reencontro com o pecador, representado na ovelha perdida (vv. 4-7), na dracma perdida (8-10) e no filho perdido (11-32). Nas duas primeiras Deus é representado à procura do pecador; na terceira, no impressionante acolhimento que lhe presta. Estas parábolas são exclusivas do Evangelho de S. Lucas; a parábola da ovelha perdida também aparece em Mt 18, 10-14, mas num outro sentido: visa o cuidado que os chefes da Igreja devem pôr em não deixar que se perca nenhum dos pequeninos, isto é, aqueles fiéis que pela sua fragilidade correm mais risco de se perderem.

Alguém considerou a parábola do filho pródigo «o evangelho dos evangelhos». É a mais bela e a mais longa das parábolas de Jesus, impregnada duma finíssima psicologia própria de quem no-la contou, Jesus, que conhece a infinita misericórdia do coração de Deus, que é o seu próprio coração, e que penetra na profundidade da alma humana (cf. Jo 2, 25), onde se desenrola o tremendo drama do pecado. «Aquele filho, que recebe do pai a parte do património que lhe corres­ponde, e abandona a casa para o desbaratar num país longínquo, vivendo uma vida libertina, é, em certo sentido, o homem de todos os tempos, começando por aquele que em primeiro lugar perdeu a herança da graça e da justiça original. A analogia neste ponto é muito ampla. A parábola aborda indirectamente todo o tipo de rupturas da aliança de amor, todas as perdas da graça, todo o pecado» (Encíclica Dives in misericordia, nº 5; ver tb. Catecismo da Igreja Católica, nº 1439).

12 «Dá-me a parte da herança»: segundo Dt 21, 17 pertencia-lhe um terço, havendo só dois filhos. O pai podia fazer as partilhas em vida (cf. Sir 30, 28ss).

13 «Partiu…»: o pecado do filho foi abandonar o pai, esbanjar os seus bens e levar uma vida dissoluta.

14-16 «Uma grande fome: é a imagem do vazio e insatisfação que sente o homem quando está longe de Deus, em pecado. «Guardar porcos» era uma humilhação abominável para um judeu, a quem estava proibido criar e comer estes animais impuros. Esta situação para um filho duma boa família era absolutamente incrível, o cúmulo da baixeza e da servidão. As«alfarrobas»: o rapaz já se contentaria com uma tão indigesta e indigna comida, mas, na hora de se dar uma ração dessas aos porcos, ninguém se lembrava daquele miserável guardador! Aqui fica bem retratada a vileza do pecado e a escravidão a que se submete o homem pecador (cf. Rom 1, 25; 6, 6; Gal 5, 1). O filho pretendia ser livre da tutela do pai, mas acaba por perder a liberdade própria da sua condição: imagem do pecador que perde a liberdade dos filhos de Deus (cf. Rom 8, 21; Gal 4, 31; 5, 13) e se sujeita à tirania do demónio, das paixões.

17 «Então, caindo em si…» A degradação a que a loucura do seu pecado o tinha levado fê-lo reflectir (é o começo da conversão) e enveredar pela única saída digna e válida.

18-19 «Vou-me embora»: A tradução latina (surgam = levantar-me-ei) do particípio gráfico (mas não ocioso) do original grego – «levantando-me, vou ter…» – é muito mais expressiva do que a tradução litúrgica, pois, duma forma viva, indica a atitude de quem começa a erguer-se da sua profunda miséria.

«Pequei contra o Céu e contra ti»: nesta expressão retrata-se a dimensão transcendente do pecado; não é uma simples ofensa a um homem, é ofender a Deus, uma ofensa de algum modo infinita! O filho não busca desculpas, reconhece sinceramente a enormidade da sua culpa.

«Trata-me como um dos teus trabalhadores». É maravilhoso considerar como naquele filho arrependido começa a brotar o amor ao pai; o que ele ambiciona é ir para junto do pai, estar junto a ele é o que o pode fazer feliz! Melhorar a sua situação material não é o que mais o preocupa, pois, para isso, qualquer proprietário da sua pátria o podia admitir como jornaleiro; assim a parábola não descreve uma atitude interesseira do filho, mas a humildade e a contrição de quem se reconhece pecador. Por outro lado, ele não se atreve a pedir ao pai que o admita no gozo da sua antiga condição de filho, porque reconhece a sua indignidade: «já não mereço ser chamado teu filho».

20 «Ainda ele estava longe, quanto o pai o viu». Este pormenor faz pensar que o pai não só desejava ansiosamente o regresso do filho, mas também, muitas vezes, observava ao longe os caminhos, impaciente de ver o filho chegar quanto antes, uma enternecedora imagem de como Deus aguarda a conversão do pecador. «Encheu-se de compaixão»: o verbo grego é muito expressivo e difícil de traduzir com toda a sua força, esplankhnístê: «comoveram-se-lhe as entranhas» (tà splánkhna). «E correu…»: é impressionante o contraste entre o pai que corre para o filho e o filho que simplesmente caminha para o filho – «a misericórdia corre» (comenta Sto. Agostinho); «cobrindo-o de beijos», numa boa tradução que tem em conta a forma iterativa do verbo grego, é uma belíssima e expressiva imagem do amor de Deus para com um pecador arrependido!

21«Pai, pequei». Apesar de se ver assim recebido pelo pai, o filho não se escusa de confessar o seu pecado e de manifestar a atitude interior que o move a regressar.

22 «A melhor túnica, o anel, o calçado», são uma imagem da graça, o traje nupcial (cf. Mt 22, 11-13); assim nos espera o Senhor no Sacramento da Reconciliação, não para nos ralhar, recriminar, mas para nos admitir na sua antiga intimidade, restituindo-nos, cheio de misericórdia, a graça perdida.

23 «Comamos e festejemos», a imagem da Sagrada Eucaristia, segundo um sentido espiritual corrente.

25-32 «O filho mais velho»: esta segunda parte da parábola não se pode limitar a uma censura dos fariseus e escribas (v. 2), cumpridores, mas insensíveis ao amor – o mais velho é que é, no fim de contas, o filho mau –; a parábola é também uma lição para todos, a fim de que imitem a misericórdia de Deus para com um irmão que pecou (cf. Lc 6, 36); ele é sempre «o teu irmão» (v. 33), e não há direito de que não se tome a sério a misericórdia de Deus, com aquela despeitada ironia: «esse teu filho» (v 30). A misericórdia de Deus é tão grande, que ultrapassa uma lógica meramente humana; esta segunda parte da parábola põe em evidência a misericórdia de Deus a partir do contraste com a mesquinhez do filho mais velho.

Acolher os que se encontram perdidos

Parece que o murmúrio dos fariseus e doutores da Lei não passou despercebido dos ouvidos de Jesus: “Este homem recebe pecadores e come com eles” (v. 2). O Mestre faz questão de confirmar aos murmuradores que o local privilegiado de convívio de Deus é, justa e prioritariamente, entre as pessoas consideradas não recomendáveis. E para que o processo pedagógico e catequético de Jesus seja bem compreendido, ele conta três preciosas parábolas.

A parábola da ovelha perdida chama a atenção por causa da absurda atitude do pastor, que privilegia a lógica do cuidado e contraria a lógica do acúmulo, tão presente já naqueles dias. O pastor era responsável pessoalmente pelas ovelhas. Não havia pastor que não sentisse que seu trabalho de cada dia era dar a vida por seu rebanho. E, certamente, Deus conhece a alegria de encontrar coisas que se perderam.

Já a parábola da mulher e da moeda perdida ressalta a alegria compartilhada comunitariamente pelo encontro da moeda. A sobrevivência estaria assegurada e a alegria restaurada. Por mais insignificante que a moeda parecesse ser – representava um pouco mais de um dia de trabalho –, os trabalhadores da época viviam sempre apertados e pouco faltava para que passassem fome. A intensidade da busca da moeda se relaciona, portanto, com a possibilidade de continuar se alimentando.

Na terceira parábola – a do pai e seus dois filhos –, vemos um pai que expressa intensamente a alegria por ver seu filho, que se encontrava perdido, retornar para casa. Mais uma vez, Jesus enfatiza a necessidade de acolher e incluir no movimento as pessoas consideradas indignas. Acolhimento, nesse sentido, traduz muito bem a palavra solidariedade. São dois filhos que representam diferentes percepções de projeto de vida. O mais novo, imerso na própria miséria, vai ao encontro do pai, manifestando o movimento não só geográfico, mas também teológico, das pessoas marginalizadas e sobrantes da sociedade em direção à prática de vida e do projeto de Jesus. Por sua vez, o filho mais velho representa os próprios líderes murmuradores, que, enrijecidos, dogmatizados e apegados aos próprios conceitos de justiça e retidão, acabaram por perder a sensibilidade a todos aqueles que, diferentemente deles, viviam rodeados pela miséria e pela carência. A atitude desses líderes demonstra que seus anos de obediência ao Pai foram de irritante dever, e não de amoroso serviço. Além disso, assumem uma atitude de marcante antipatia – afinal, o mais velho se refere ao outro não como “meu irmão”, mas como “seu filho”.

AMBIENTE

No "caminho para Jerusalém" aparece, em dado momento, uma catequese sobre a misericórdia de Deus... Com efeito, todo o capítulo 15 de Lucas é preenchido com as chamadas "parábolas da misericórdia".

Trata-se de um tema caro a Lucas. Para este evangelista, Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer, em gestos concretos, a salvação. As parábolas da misericórdia expressam, de forma privilegiada, o amor de Deus que se derrama sobre os pecadores.

A parábola da ovelha perdida - a primeira que o Evangelho de hoje nos propõe - é comum a Lucas e Mateus (cf. Mt 18,12-14), embora em Mateus apareça em contexto diverso: trata-se de material que provém, provavelmente, da "fonte Q" (colecção de "ditos" de Jesus, que Mateus e Lucas utilizaram na composição dos respectivos evangelhos). As parábolas da dracma perdida e do filho pródigo (as outras duas parábolas que completam este capítulo) são exclusivas de Lucas.

O discurso de Jesus apresentado em Lc 15 é enquadrado, pelo evangelista, numa situação concreta. Ao ver que alguns infractores notórios da moral pública (como os cobradores de impostos) se aproximavam de Jesus e eram acolhidos por Ele, os fariseus e os escribas (que não admitiam qualquer contacto com os pecadores e os desclassificados e até mudavam de passeio para não se cruzar com eles) expressaram a sua admiração por Jesus os acolher e por (atitude inaudita!) Se sentar à mesa com eles (o sentar-se à mesa expressava familiaridade, comunhão de vida e de destinos). É essa crítica que vai provocar o discurso de Jesus sobre a atitude misericordiosa de Deus.

MENSAGEM

As três parábolas da misericórdia pretendem, portanto, justificar o comportamento de Jesus para com os publicanos e pecadores. Elas definem a "lógica de Deus" em relação a esta questão.

A primeira parábola (vers. 4-7) é a da ovelha perdida. Trata-se de uma parábola que, lida à luz da razão, é ilógica e incoerente, pois não é normal abandonar noventa e nove ovelhas por causa de uma; também não faz sentido todo o espalhafato criado à volta de um facto banal como é o reencontro com uma ovelha que se extraviou... Nesses exageros e nessas reacções desproporcionadas revela-se, contudo, a mensagem essencial da parábola... O "deixar as noventa e nove ovelhas para ir ao encontro da que estava perdida" mostra a preocupação de Deus com cada homem que se afasta da comunidade da salvação; o "pôr a ovelha aos ombros" significa o cuidado e a solicitude de Deus, que trata com cuidado e com amor os filhos que se afastaram e que necessitam de cuidados especiais; a alegria desproporcionada do pastor que encontrou a ovelha mostra a alegria de Deus, sempre que encontra um filho que se afastou da comunhão com Ele.

A segunda parábola (vers. 8-10) reafirma o ensinamento da primeira. O amor misericordioso e constante de Deus busca aquele que se perdeu e alegra-se quando o encontra. A imagem da mulher preocupada, que varre a casa de cima a baixo, ilustra a preocupação de Deus em reencontrar aqueles que se afastaram da comunhão com Ele. Também aqui há, como na parábola anterior, a referência à alegria do reencontro: essa alegria manifesta a felicidade de Deus diante do pecador que volta.

A terceira parábola (vers. 11-32) apresenta o quadro de um pai (Deus), em cujo coração triunfa sempre o amor pelo filho, aconteça o que acontecer. Ele continua a amar o filho rebelde e ingrato, apesar da sua ausência, do seu orgulho e da sua auto-suficiência; e esse amor acaba por revelar-se na forma emocionada como recebe o filho, quando ele resolve voltar para a casa paterna. Esta parábola apresenta a lógica de Deus, que respeita absolutamente a liberdade e as decisões dos seus filhos, mesmo que eles usem essa liberdade para buscar a felicidade em caminhos errados; e, aconteça o que acontecer, continua a amar, a esperar ansiosamente o regresso do filho, preparado para o acolher com alegria e amor. É essa a lógica que Jesus quer propor aos fariseus e escribas (os "filhos mais velhos") que, a propósito dos pecadores que tinham abandonado a "casa do Pai", professavam uma atitude de intolerância e de exclusão.

O que está, portanto, em causa nas três parábolas da misericórdia é a justificação da atitude de Jesus para com os pecadores. Jesus deixa claro que a sua atitude se insere na lógica de Deus em relação aos filhos afastados. Deus não os rejeita, não os marginaliza, mas ama-os com amor de Pai... Preocupa-se com eles, vai ao seu encontro, solidariza-Se com eles, estabelece com eles laços de familiaridade, abraça-os com emoção, cuida deles com solicitude, alegra-Se e faz festa quando eles voltam à casa do Pai. Esta é a forma de Deus actuar em relação aos seus filhos, sem excepção; e é essa atitude de Deus que Jesus revela ao acolher os pecadores e ao sentar-Se com eles à mesa. Por muito que isso custe aos fariseus, essa é a lógica de Deus; e todos os "filhos de Deus" devem acolher esta lógica e actuar da mesma forma.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:

• Essencialmente, as parábolas da misericórdia revelam-nos um Deus que ama todos os seus filhos, sem excepção, mas que tem um "fraco" pelos marginalizados, pelos excluídos, pelos pecadores... O seu amor não é condicional: Ele ama, apesar do pecado e do afastamento do filho. Esse amor manifesta-se em atitudes exageradas, desproporcionadas, de cuidado, de solicitude; revela-se também na "festa" que se sucede a cada reencontro... Não é que Deus pactue com o pecado; Deus abomina o pecado, mas não deixa de amar o pecador. É este Deus - "escandaloso" para os que se consideram justos, perfeitos, irrepreensíveis, mas fascinante e amoroso para todos aqueles que estão conscientes da sua fragilidade e do seu pecado - que somos convidados a descobrir.

• Se essa é a lógica de Deus em relação aos pecadores, é essa mesma lógica que deve marcar a minha atitude face àqueles que me ofendem e, mesmo, face àqueles que têm vidas duvidosas ou moralmente reprováveis. Como é que eu acolho aqueles que me ofendem, ou que assumem comportamentos considerados reprováveis: com intolerância e fanatismo, ou com respeito pela sua dignidade de pessoas?

• Face ao aumento da criminalidade e da violência cria-se, por vezes, um clima social de alguma histeria e radicalismo. Exigem-se castigos mais severos e os adeptos das soluções definitivas chegam a falar na pena de morte para certos crimes. Que sentido é que isto faz, à luz da lógica de Deus?

• Ser testemunha da misericórdia e do amor de Deus no mundo não significa, no entanto, pactuar com o pecado... O pecado - tudo o que gera ódio, egoísmo, injustiça, opressão, mentira, sofrimento - é mau e deve ser combatido e vencido. Distingamos claramente as coisas: Deus convida-me a amar o pecador e a acolhê-lo sempre como um irmão; mas convida-me também a lutar objectivamente contra o mal - todo o mal - pois ele é uma negação desse amor de Deus que eu devo testemunhar.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 15,1-32 ou 15,1-10) Deus procura o que está perdido; o “filho pródigo” – Jesus à mesa dos publicanos e pecadores é um escândalo para os fariseus. Mas Deus tem preferência pela ovelha desgarrada, que está em perigo; pela moeda extraviada, que é mister reencontrar. Cada um importa para ele e recebe preferência quem mais precisa! Quem está sempre com Deus (o outro filho), não é problema; mas o desgarrado recebe uma atenção especial. Deus vai ao encontro dele, até que ele volte (cf. Jr 31,18; Lm 5,21). * 15,1-2 cf. Mt 9,10-13 * 15,3-7 cf. Mt 18,12-14; Jo 10,11-12; Ez 34,4.16 * 15,11-32 cf. Os 11 * 11,17-19 cf. Is 55,6-7; Jr 3,12-13; Sl 51[50],4 * 15,20-24 cf. Is 49,14-16; Jr 31,20; Ef 2,5; 5,14 * 15,25-32 cf. Lc 18,9-10.

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“Não quero a morte do pecador, e sim, que ele se converta e viva”. Estas palavras de Ez 18,23 formam o pano de fundo (não expresso) da liturgia de hoje (cf. Lc 15,32). A 1ª leitura mostra Deus voltando atrás no seu projeto de rejeitar Israel, depois de sua apostasia (bezerro de ouro). Em Ex 32,7, Deus já não o chama “meu povo”, como na fórmula da Aliança (cf. Ez 37,23 etc.), mas “teu povo”.

Porém, por causa da intervenção de Moisés, que lhe lembra sua promessa, ele retira sua ira. O N.T. penetra mais fundo no ser de Deus.

Nas parábolas colecionadas em Lc 15 (evangelho), ninguém precisa lembrar a Deus a promessa dele. Ele está totalmente voltado para o que se afastou do caminho, como um pastor concentra toda sua atenção na ovelha que está faltando em seu rebanho, ou como a dona-de-casa que deixa até queimar a comida por estar preocupada com uma nota de dez reais faltando na sua carteira...

Deus tem razão. Quem vai bem, siga à frente; o que está errado é que necessita de atenção. O médico não vem para os sãos, mas para os doentes. Já o pensamento “elitista” diz: ocupa-te com os “bons”, os que rendem, pois com os outros perdes teu tempo. Enfraquece-os. Deixa-os viver na falta de higiene e na subnutrição, para que sejam exterminados. Expulsa o povinho de sua área, o “primitivo” de suas terras... O pensamento de Deus não é assim. Ele sabe que rejeitar um só homem seria a mesma coisa que rejeitar a todos: o princípio é o mesmo. Por isso, está ansioso de ver voltar qualquer um, até o mínimo, o mais rebaixado, aquele que conviveu com os porcos (que horror, para os judeus a quem Jesus contou a parábola de filho pródigo!). Pois é seu filho, mesmo se o próprio filho já não se acha digno de ser chamado assim. Deus não pode esquecer seu filho (Jr 31,20; Is 49,15). Nós gostamos de resolver os “casos difíceis” pela expulsão, a repressão (e vemos os frutos...). Deus opta pela reconciliação.

São Paulo entendia bem isso. Ele foi perseguidor, como escreve no início de 1Tm. Mas a graça de Deus foi tão abundante, que em Cristo lhe deu vida e caridade. Jesus veio para salvar os pecadores (cf. Lc 15; 19,10, etc.), e Paulo foi o principal deles (1Tm 1,15). Com isso, ele se tornou exemplo daquilo que ele apregoa no seu serviço: a reconciliação (cf. 2Cor 5,18) (2ª leitura).

Ora, se Deus faz assim uma “opção preferencial” pelas ovelhas perdidas, não sobrará mais carinho para as que ficaram no rebanho? Seria ter uma ideia muito mesquinha do carinho de Deus pensar assim. O pai faz festa para o filho pródigo, porque “aquele que estava morto voltou à vida”, mas não para o outro filho, que sempre está com ele, pois o “estar sempre com ele” é que deve ser a mais profunda alegria (Lc 13,31-32).

Ou será que, talvez, o filho mais velho, no fundo de seu coração, permanece com o pai apenas por constrangimento? Se for assim, deve reconhecer seu afastamento interior e voltar ao pai; então, o pai oferecerá um bom churrasco também para ele! A gente reconhece no filho mais velho a figura do fariseu: contas em dia, mas o coração longe de Deus. Não é tal a atitude dos que reclamam porque o padre anda nas favelas em busca de ovelhas perdidas em vez de rezar missas particulares ou ir a reuniões piedosas? Ao contrário, felizes por ter Deus sempre diante dos olhos, deveriam ser solidários com a Igreja que busca os abandonados, em vez de se sentirem abandonadas no meio de tanta atenção que receberam. Em vez de criticar a prioridade dada aos excluídos, deveriam ser os primeiros a procurar o reencontro, tornando-se “agentes da reconciliação”.

OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS PECADORES?

Certo dia, eu tive de interromper uma palestra para um grupo de padres, porque não aceitavam que os pecadores convertidos serão tão bem-vindos no céu quanto os que se comportaram bem. Será que Deus é generoso demais para com os malandros que se convertem?

São Paulo diz com clareza: “Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o primeiro” (2ª leitura). Já a 1ª leitura nos ensina que Deus é capaz de mudar de ideia: reconcilia consigo o pecador penitente. O evangelho (texto longo) nos mostra Deus como um pastor procurando a ovelha perdida do rebanho, como um pai que espera a volta de seu filho vagabundo.

Nós achamos estranho um Deus que dá mais atenção a uma ovelha desgarrada do que a noventa e nove que permanecem no rebanho. Não será melhor que uma se perca do que o rebanho todo? Pois bem, foi exatamente isso que disse o sumo sacerdote Caifás para justificar a morte de Jesus. “E melhor que um morra pelo povo todo” (Jo 11,49-51)! Mas esse um não era um pecador!

Deus, em relação ao pecador, não segue o raciocínio de Caifás. É mais parecido com um motorista, que não se preocupa com aquilo que funciona bem, mas fica atento àquilo que parece estar com defeito. Os pensamentos de Deus não ficam parados nos bons; ele está mais preocupado com os extraviados. Faz “opção preferencial” pelos que mais necessitam, os que estão em perigo e, sobretudo, os que já caíram – pois para Deus nenhum mortal está perdido definitivamente. Quem caiu tem de ser recuperado. Esta é a preocupação de Deus.

Com os bons, os seus semelhantes se preocupam; para Deus, todos importam. Por isso ele se preocupa com quem é abandonado por todos. Ele não descansa enquanto uma ovelha está fora do rebanho. Ele não quer a morte do pecador, mas sua volta e sua vida (Ez 33,11).

E nós? Nós devemos assumir os interesses de Deus. A Igreja deve voltar-se com preferência para os pecadores, orientá-los com todos os recursos do carinho pastoral e mostrar-lhes o incomparável coração de pai de Deus. Quem se considera justo, como o irmão do filho pródigo, não se deve queixar deste modo de agir de Deus. Pois ser justo é estar em harmonia com Deus, receber dele o bem e a felicidade, estar realizado. Por que então lamentar sua generosidade para com o pecador convertido? O “justo” alegre-se com o pecador, aquele que realmente necessitava atenção, o morto que voltou à vida! Mas, talvez, muitos se comportem como justos, não por amor e alegria em união de coração com Deus, mas por medo... e então, frustrados porque Deus é bom, resmungam, como Jonas quando a cidade de Nínive se converteu.

“Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores” (Mt 9,13)

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— 1) Moisés pensa a si mesmo de forma comunitária. Não se vê e não se percebe como alguém que possui um projeto pes-
soal, afastado do próprio povo, ou seja, de sua comunidade. Ele intercede pela sua comunidade. Que prioridade tem sua comunidade em sua vida de oração?

— 2) A conversão muda a pessoa por completo. Altera caminhos, vida e valores. A mudança é tão radical que a pessoa até mesmo passa a estar apta para o trabalho no Reino de Deus. Quais são os sinais da conversão em sua vida e como eles se refletem em sua comunidade?

— 3) A mensagem de Jesus sempre foi de acolhimento. Ele jamais excluía ninguém ou deixava de ir ao encontro. Jesus não via, em primeiro lugar, o pecado das pessoas. Via, sim, seu sofrimento e, ato contínuo, aproximava-se delas para anunciar a Boa-Nova. A que distância estamos uns dos outros?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O afastamento dos caminhos de Deus

Moisés subiu ao monte Sinai para receber as tábuas da Lei e permaneceu ali em diálogo com o Senhor bastante tempo.

Cansados de esperar, os hebreus recolheram objectos de ouro, fundiram-no, e com ele fabricaram um bezerro de ouro e aclamaram-no com deus, realizando grandes festejos para celebrar o acontecimento.

Moisés, cheio de ira santa, quebrou as tábuas da Lei, mas logo intercedeu pelo Povo que o Senhor lhe confiara, para que perdoasse este grave pecado de idolatria. Ele aparece nesta passagem, com a sua mediação, como uma figura de Jesus Cristo.

Em nossa caminhada pelo deserto, rumo à Terra da Promissão, também fabricamos ídolos para que ocupem o lugar do verdadeiro Deus.

a) Os nossos ídolos. «Fizeram um bezerro de metal fundido, prostraram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios e disseram: ‘Este é o teu Deus, Israel, que te fez sair da terra do Egipto’»

Embora afirmemos com muita convicção de que adoramos um só Deus, como se preceitua no Primeiro Mandamento, também fabricamos a adoramos ídolos, à semelhança dos hebreus.

– A sensualidade. Está a contaminar tudo: o namoro, o matrimónio, a família e os momentos livres.

Para mais, perdeu-se a delicadeza de consciência no que diz respeito a esta matéria. As pessoas são capazes de palavras, atitudes e espectáculos que ofendem gravemente a Deus e aproximam-se da Sagrada Comunhão tranquilas como se tivessem a alma limpa.

– O ventre. Já S. Paulo se queixava daqueles cujo deus é o ventre. A gula, a boa mesa, o esbanjamento em comidas e bebidas é um sinal dos nossos dias.

– O dinheiro. Somos tentados a correr atrás dele, sem olhar à justiça nem à religião. Arranjam-se trabalhos durante a semana e no fim de semana. Não fica tempo para participar na Missa dominical, nem para a oração ou vida de família. Ganha-se mais para gastar mais. Os pais confundem amor aos filhos com dar-lhes muitas coisas. Muitas vezes, quando pretendem ajudá-los, é demasiado tarde.

Cometem-se injustiças nos tribunais para se apoderarem do que não lhes pertence, e fazem-se dívidas que não se pagam.

– A afirmação pessoal. Procura-se uma ostentação de um falso nível de vida, para impressionar os outros.

b) A mediação. «Por que razão, Senhor, se há-de inflamar a vossa indignação contra o vosso povo, que libertastes da terra do Egipto com tão grande força e mão tão poderosa?»

Moisés intercede pelo Povo que o Senhor lhe confiara, para o conduzir através do deserto, e obtém para ele o perdão de Deus.

Em Fátima, Nossa Senhora pediu-nos esta mediação suplicante: «Vão muitas pessoas para o inferno, por não haver quem reze e se sacrifique por elas.»

Em vez de nos deixarmos arrastar por um escândalo farisaico e cair murmuração que nada soluciona, rezemos pelas pessoas e, se pudermos, procuremos ajudá-las.

c) A conversão pessoal. O Povo de Deus arrepende-se e promete fidelidade ao Senhor.

Desta conversão fez parte a destruição do mal – do bezerro de ouro – e a penitência: depois de reduzido a pó o ídolo (bezerro de ouro) o Senhor mandou lançá-lo em água e dá-la a beber aos Israelitas, como que para significar uma destruição total daquele gesto condenável dos hebreus.

Toda a conversão se concretiza nisto: destruir os ídolos e voltar-se para Deus definitivamente, embora possa haver fragilidades.

2. O caminho do regresso

a) O Senhor deseja o nosso regresso e espera-o. «Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um pecador que se arrependa.»

Por vezes, as pessoas têm medo de regressar a Deus, com receio de não serem acolhidas. Transferem para a Sua relação com Deus as experiências amargas da convivência com as outras pessoas neste mundo.

Nas três parábolas da misericórdia, Jesus Cristo ensina-nos que a maior alegria que podemos dar a Deus é regressarmos ao Seu Amor e aceitar o Seu perdão generoso. As portas da Sua misericórdia estão sempre abertas e convidam-nos a entrar. Nós próprios sentimos continuamente dentro de nós o Seu chamamento.

b) A decisão é nossa.

Nas parábolas da ovelha tresmalhada e da dracma perdida não há manifestação de uma nem de outra para serem encontradas, porque não têm vontade.

Na parábola do filho pródigo, o caso é muito diferente. Ele dá largas ao seu sonho ingénuo de ser feliz longe de toda a lei e de todo o amor e acaba por reconhecer o seu erro.

Curiosamente, não foi a dor do sofrimento que tinha causado aos seus que o levaram ao regresso, mas a fome, a ameaça de morte.

A sua decisão está expressa na palavra: «Levantar-me-ei!» No primeiro momento em que manifestarmos ao Senhor que estamos mal e queremos libertar-nos desta situação, Ele virá em nosso auxílio.

c) A confissão, caminho do regresso.

Jesus deixa muito claro que o regresso tem uma orientação necessária: ir ao encontro do Pai e reconciliar-se com ele.

A Igreja ensina que não há outro caminho ordinário e normal para o perdão dos pecados a não ser a confissão e a absolvição individuais. Estamos perante um dogma de fé que a Igreja professou sempre e, num dado momento da sua história, se viu forçada a defini-lo.

Mesmo quando, em perigo de vida e noutras situações que ela aponta, é indispensável, depois, a confissão individual dos pecados.

Nesta parábola, Jesus ensina-nos como nos havemos de confessar.

– Cair em si. É o reconhecimento da situação em que nos encontramos. Sem a consciência de que temos pecados, não receberíamos validamente a absolvição. Fazemos isto, por meio do exame de consciência.
– Propósito de emenda. Trata-se de abandonar a vida de escravidão em que nos encontrávamos e regressar à liberdade: «Levantar-me-ei e irei ter com meu pai

Sem esta mudança radical de propósito não há conversão e, por isso, não há confissão verdadeira.
– Confissão sincera. Este jovem declara a sua culpa ao chegar junto do pai: «Pequei contra o Céu e contra ti
– Humildade profunda: «Já não sou digno de ser chamado teu filho
– A festa do regresso. Deus prepara uma festa:
pela alegria que nos dá;
pelo banquete que nos oferece.

Fala o Santo Padre

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, a liturgia propõe à nossa meditação o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, uma das mais elevadas e comovedoras páginas de toda a Sagrada Escritura. É bom pensar que em todo o mundo, onde quer que a comunidade cristã se reúna para celebrar a Eucaristia dominical, ressoe neste dia, esta Boa Nova de verdade e de salvação: Deus é amor misericordioso. O evangelista Lucas reuniu neste capítulo três parábolas sobre a misericórdia divina: as duas mais breves, comum a Mateus e Marcos, são a da ovelha tresmalhada e da moeda perdida; a terceira, mais longa, articulada e tipicamente sua, é a célebre parábola do Pai misericordioso, também conhecida como a do «filho pródigo». Nesta página evangélica, quase se ouve a voz de Jesus, que nos revela o rosto do seu Pai e nosso Pai. Foi realmente para isto que Ele veio ao mundo: para nos falar do Pai; para o dar a conhecer a nós, filhos desviados, e dar novamente aos nossos corações a alegria de pertencer a Ele, a esperança de ser perdoados e restituir à nossa plena dignidade, o desejo de habitar para sempre na sua casa, que também é a nossa casa.

Jesus narrou as três parábolas da misericórdia porque os fariseus e os escribas falavam mal d’Ele, vendo que se deixava aproximar dos pecadores e igualmente comia com eles (cf. Lc 15, 1-3). Portanto, Ele explicou, com a sua linguagem característica, que Deus não quer que se perca sequer um dos seus filhos e a sua alma transborda de alegria quando um pecador se converte. A verdadeira religião consiste portanto no entrar em sintonia com este Coração «rico de misericórdia», que nos pede para amar a todos, mesmo os distantes e os inimigos, imitando o Pai celeste que respeita a liberdade de cada um e atrai todos a si com a força invencível da sua fidelidade. Este é o caminho que Jesus mostra a quantos desejam ser seus discípulos: «Não julgueis… não condeneis… perdoai e sereis perdoados; dai e dar-se-vos-á… Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36-38). Nestas palavras encontramos indicações claras para o nosso comportamento quotidiano de crentes. […]

Papa Bento XVI, Angelus, 16 de Setembro de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 24º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DESENVOLVER O RITO PENITENCIAL.
O Evangelho deste domingo incide particularmente na caminhada de penitência e de conversão. Esta poderia ser sublinhada no rito penitencial, utilizando a primeira fórmula da recitação do "Confesso a Deus" e cântico do Kyrie: tempo de silêncio após a introdução do rito; tempo de silêncio entre o final de "Confesso a Deus" e a fórmula de conclusão; tempo de silêncio antes da recitação do Kyrie. A seguir, canta-se o "Glória a Deus" para exprimir a alegria da conversão.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
"Deus de Israel, Deus das promessas renovadas e da Aliança fiel, Tu que guiaste Moisés para que ele conduzisse o teu povo fora do Egipto, nós Te bendizemos pela paciência e pelo perdão que nos revelas. Nós invocamos o teu perdão para as nossas infidelidades para contigo, para o esquecimento dos teus ensinamentos e para os nossos afastamentos do caminho da vida".

No final da segunda leitura:
"Nosso Pai, honra e glória a Ti, Rei dos séculos, Deus único, invisível e imortal, pelos séculos dos séculos. Nós, pecadores, afirmamos o nosso reconhecimento pelo teu perdão, que nos faz levantar todos os dias. Nós Te pedimos pelos nossos irmãos e irmãs abatidos pelos seus afastamentos e que duvidam do perdão que Tu concedes a todos os que vêm a Ti".

No final do Evangelho:
"Nosso Pai, Tu que fazes bom acolhimento aos pecadores como nós e que nos convidas à mesa do teu Filho, nós Te bendizemos. Alegras-te pela ovelha e pela moeda reencontradas e pelo regresso do filho perdido. Nós Te pedimos. Pelo teu Espírito, inspira as nossas intenções. Dá-nos o desejo de voltar para Ti. Partilha connosco a tua alegria pelo regresso dos teus filhos que se afastaram".

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Quando somos incomodados, geralmente recriminamos ou acusamos. Os fariseus e os escribas recriminam Jesus porque acolheu bem os pecadores. O filho mais velho da parábola recrimina o seu pai porque acolhe, com os braços abertos, o filho mais novo. Recriminam porque os seus corações estão fechados, recriminam porque eles próprios não podem acolher. De facto, não estarão eles a recriminar-se a si mesmos? O caminho está em acolher e deixar-se acolher...

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
A parábola do filho pródigo é a mais conhecida das três "parábolas da misericórdia". Mas as duas primeiras dão-nos também uma grande luz. Recordemos que as ovelhas tinham grande importância para o pastor. Não se pode aceitar que ele perdesse uma. Quanto à dracma, era uma soma importante. Basta pensar que uma família inteira podia viver um dia com duas dracmas. Compreende-se que a mulher que a perdeu, tudo faça para a encontrar. Jesus precisa: o pastor procura a sua ovelha perdida "até a encontrar"; a mulher procura a dracma perdida "até a encontrar". Através destas duas personagens, é o Pai que Jesus nos quer mostrar. Eis como o nosso Pai age: diante dos homens que se afastam d'Ele, que vão por caminhos de perdição, Ele parte à sua procura, mas nunca pára esta procura. Quando há um naufrágio, efectuam-se procuras para encontrar as vítimas. Mas, ao fim de um certo tempo, acabam-se estas procuras: já não há mais esperança! Mas não para Deus. Ele vai até ao fim, Ele encontrará de qualquer modo a sua criatura perdida. Mas onde? É na morte, consequência última da recusa do amor, que cai o homem. É na morte que Jesus irá para encontrar a humanidade perdida. E aí, no fundo das nossas trevas, que faz o pastor? Enche-se de cólera, bate na sua ovelha infiel, obriga-a a subir todo o caminho pelos seus próprios meios? Não! Nada disso! Quando a encontra, leva-a aos ombros. Jesus pega o homem aos ombros, poupa-lhe a dificuldade da subida para a luz. Como dizer mais explicitamente a gratuidade da salvação que Ele nos vem trazer? É a mesma luz do Pai que acolhe o seu filho sem nada lhe pedir, que lhe dá gratuitamente a sua dignidade de homem livre o seu lugar de filho, como se nada se tivesse passado. Como não transbordar de alegria diante de um tal Deus?

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística I para a Reconciliação. As orações que precedem a consagração referem-se aos temas do Evangelho.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO...
Entrar na alegria do nosso Pai... No Evangelho de hoje, Lucas oferece-nos três parábolas para nos falar da Misericórdia de Deus nosso Pai: a ovelha perdida, a moeda perdida, o filho pródigo. Ser beneficiários deste perdão pleno de amor do nosso Pai é o desejo de todos nós. Mas não nos acontece, tal como o filho mais velho, considerar que alguns dos nossos irmãos são imperdoáveis e, por vezes, acolher com cólera sanções da justiça que nos parecem demasiado clementes? Vamos recusar entrar na alegria do nosso Pai, que Se compraz a conceder a sua graça?

LITURGIA EUCARÍSTICA

INTRODUÇÃO
Na Mesa da palavra, o Senhor lançou em nossos corações a semente da conversão pessoal. Sabendo que não podemos perseverar sem a Sua ajuda, Jesus Cristo instituiu o memorial da Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Vamos agora participar nele, pois o divino Mestre renova o sacrifício pascal, servindo-se do ministério dos sacerdotes.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Ouvi, Senhor, com bondade as nossas súplicas e recebei estas ofertas dos vossos fiéis, para que os dons oferecidos por cada um de nós para glória do vosso nome sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor…

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ
Sem a reconciliação com Deus, com os irmãos e connosco mesmos, não há verdadeira paz. Somos convidados pelo Senhor, neste momento, a perdoar as ofensas recebidas e a pedir perdão aos que ofendemos alguma vez. Com estes sentimentos, Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Só deve participar plenamente na Santa Missa pela Sagrada Comunhão quem procurou entrar aqui com a veste nupcial – o estado de graça – se necessário, por uma confissão bem feita. Examine-se, pois, cada um a si mesmo, antes de se aproximar desta mesa celestial.

Sl 35, 8
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Como é admirável, Senhor, a vossa bondade! Na sombra das vossas asas se refugiam os homens.

Ou: Sl 35, 8
O cálice de bênção é comunhão no Sangue de Cristo; e o pão que partimos é comunhão no Corpo do Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor nosso Deus, concedei que este sacramento celeste nos santifique totalmente a alma e o corpo, para que não sejamos conduzidos pelos nossos sentimentos mas pela virtude vivificante do vosso Espírito. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: A despedida que o sacerdote nos vai dirigir não significa que tudo acabou, até ao próximo domingo, mas que a Missa vai continuar durante a semana. Será vivida por nós em todos os lugares em que nos encontrarmos, dando testemunho de Cristo ressuscitado e cheio de misericórdia.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

24ª SEMANA

2ª Feira, 16-IX: Edificar através da Eucaristia.

1 Cor 11, 17-26 / Lc 7, 1-10
Sempre que comerdes este pão e beberdes esta taça, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.

A Igreja vive da Eucaristia desde os primeiros tempos: «No Cenáculo, os Apóstolos, tendo aceite o convite de Jesus: ‘Tomai, comei’, entraram pela primeira vez em comunhão sacramental com Ele. Desde então e até ao fim dos séculos, a Igreja edifica-se através da comunhão sacramental com o Filho de Deus imolado por nós: ‘Todas as vezes…’ (Leit.)» (IVE, 21). Para sermos almas de Eucaristia procuremos melhorar as nossas disposições ao recebermos a Comunhão. Sigamos o exemplo do centurião (Ev.), repetindo a suas palavras e imitemos as suas disposições de fé, humildade e delicadeza.

Celebração e Homilia: FERNANDO SILVA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilia Ferial: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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