ACESSO À PÁGINA DE ENTRADA DO SITE! Brasil... Meu Brasil brasileiro... NPD Sempre com você... QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ESPECIALIDADE EM FAZER AMIGOS
AME SUA PÁTRIA!
Voltar para Home Contato Mapa do Site Volta página anterior Avança uma página Encerra Visita

NADA PODE DETER O BRASIL, O BRASIL SOMOS NÓS!

 
Guia de Compras e Serviços

ROTEIRO HOMILÉTICO

Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada

FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


11.04.2021
2º Domingo de Páscoa — ANO B
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DA PÁSCOA I – OFÍCIO PRÓPRIO )
__ "A paz esteja convosco" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Jesus está presente na comunidade, dando início à nova criação. Acolhemos a presença do Ressuscitado na comunidade unida e suplicamos o sopro de seu Espírito para nos fortalecer na missão de testemunhas da ressurreição.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Num só coração e numa só alma, nos reunimos no Dia do Senhor para glorificar a Vida que vence a morte. Cristo Ressuscitado, nossa Páscoa e certeza definitiva, se manifesta à sua Igreja reunida, que somos nós, os batizados, e nos oferece o dom da paz, fruto de sua ressurreição. Hoje a Igreja celebra a Divina Misericórdia. Sem excluir ninguém, Deus quer manifestar o seu amor incondicional, oferecendo por meio daquele que apresenta as marcas da Paixão, o perdão e a reconciliação a todos que o buscam.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Da festa da Páscoa à festa de Pentecostes, um período de cinqüenta dias, a Igreja celebra o “Mistério Pascal”. Hoje, a liturgia trará para a nossa reflexão a presença do ressuscitado entre a comunidade inaugurando uma nova criação e a figura de Tomé, carente de uma fé madura. Nossa fé não vem de provas imediatas, mas da fé das “testemunhas designadas por Deus”, principalmente os apóstolos. Por isso, é inútil querer verificar e provar nossa fé sem passar pelos apóstolos e pela corrente de transmissão que eles instituíram, a Igreja. O importante, não é “verificar” ao modo de Tomé, mas viver o sentido da fé que os apóstolos tiveram em Jesus e a nós transmitiram. Hoje é o domingo da Divina Misericórdia. Ele nos lembra o quanto Deus nos ama, derramando sua graça através do perdão.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/11-de-abril-de-2021---2-pasc-novo.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_45-b_-_28_-_2o_domingo_de_pascoa.pdf


TEMA
FÉ VITORIOSA NO AMOR DE CRISTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Cheios de alegria por ver o Senhor

Imaginemos como os discípulos se encontravam após a morte do mestre Jesus! Eles tinham aprendido de Jesus, convivido, testemunhado muitas coisas e, de repente, tudo parecia terminar com uma morte de cruz: expectativas, sonhos, projetos etc. Entretanto, a morte é vencida e Jesus surpreende seus amigos em uma visita inusitada.

Os “ecos” da celebração da Vigília Pascal continuam. A proclamação da ressurreição acontece neste domingo com a cena do encontro de Jesus com os discípulos, quando estavam reunidos com portas fechadas por medo dos judeus. Faz-nos pensar nos tantos fechamentos internos que possuímos, nos medos obscuros que nos atormentam e nas ameaças que imaginamos. A visita do Senhor transforma os receios em alegria indescritível.

Se já não podemos tocar o Senhor na materialidade, como os discípulos foram convidados a fazer, podemos tocá-lo na experiência de fé por meio da liturgia. A oração ultrapassa o espaço e o tempo e, assim, participamos do mistério que ouvimos na Palavra de Deus.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo apresenta-nos essa comunidade de Homens Novos que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição.

Na primeira leitura temos, numa das "fotografia" que Lucas apresenta da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado.

No Evangelho sobressai a idéia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d'Ele que a comunidade se estrutura e é d'Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.

A segunda leitura recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d'Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

MISSÃO QUE SE RENOVA

Ao aparecer aos discípulos, o Senhor Ressuscitado transforma o medo deles em alegria. Aos que, com medo, sofrem por sua ausência física, Jesus deixa claro que continua vivo junto aos seguidores. E mais: Filho de Deus redivivo, ele se manifesta como o centro do universo, da história e de cada comunidade reunida.

Jesus transforma o medo em alegria, desejando a paz aos seus. Mas a paz, esse dom de Deus, é também conquista humana, que só se busca superando o medo, abrindo as portas para o mundo, assumindo riscos. Não por menos, Jesus sopra sobre os discípulos, recriando a humanidade com o sopro divino de vida, tal como na criação do universo. O Espírito enviado, desde então, continua a ser a força de Deus nas criaturas, a impulsioná-las pela fé a continuar a missão do Ressuscitado, missão de paz e fraternidade.

Felicidade é acreditar em Jesus sem tê-lo visto. Tomé precisou ver para acreditar. E quanto a nós e nossa fé? Jesus hoje nos proclamaria felizes, por acreditarmos na vida nova do Ressuscitado diante da injustiça, do ódio e da intolerância, que parecem falar mais alto? Ou, em vez, para crer, andamos à busca de algo que não é a boa notícia de Jesus aos pobres e sofredores?

A ressurreição de Jesus nos torna criaturas novas. Temos a mesma missão do Mestre, e seu Espírito em nós nos faz capazes de acreditar no que ele fez e falou, para anunciar ao mundo seu amor. Acreditar em Jesus ressuscitado, portanto, é superar o medo. É construir a paz na alegria, apesar dos sofrimentos. É não permitir que outros e outras coisas se tornem o centro de nossa vida e de nossas comunidades.

Quanto realmente acreditamos em Jesus vivo em nosso meio, e como demonstramos isso com nossa vida? Onde está nossa alegria, e qual a paz que estamos construindo como cristãos?

Jesus ressuscitado continua conosco, garantindo-nos que o amor e a vida, e não o ódio e a morte, têm a última palavra. Ressuscitado, ele nos quer também vencedores da morte.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

ASSINAR O PERIÓDICO

MISSÃO QUE SE RENOVA

Ao aparecer aos discípulos, o Senhor Ressuscitado transforma o medo deles em alegria. Aos que, com medo, sofrem por sua ausência física, Jesus deixa claro que continua vivo junto aos seguidores. E mais: Filho de Deus redivivo, ele se manifesta como o centro do universo, da história e de cada comunidade reunida.

Jesus transforma o medo em alegria, desejando a paz aos seus. Mas a paz, esse dom de Deus, é também conquista humana, que só se busca superando o medo, abrindo as portas para o mundo, assumindo riscos. Não por menos, Jesus sopra sobre os discípulos, recriando a humanidade com o sopro divino de vida, tal como na criação do universo. O Espírito enviado, desde então, continua a ser a força de Deus nas criaturas, a impulsioná-las pela fé a continuar a missão do Ressuscitado, missão de paz e fraternidade.

Felicidade é acreditar em Jesus sem tê-lo visto. Tomé precisou ver para acreditar. E quanto a nós e nossa fé? Jesus hoje nos proclamaria felizes, por acreditarmos na vida nova do Ressuscitado diante da injustiça, do ódio e da intolerância, que parecem falar mais alto? Ou, em vez, para crer, andamos à busca de algo que não é a boa notícia de Jesus aos pobres e sofredores?

A ressurreição de Jesus nos torna criaturas novas. Temos a mesma missão do Mestre, e seu Espírito em nós nos faz capazes de acreditar no que ele fez e falou, para anunciar ao mundo seu amor. Acreditar em Jesus ressuscitado, portanto, é superar o medo. É construir a paz na alegria, apesar dos sofrimentos. É não permitir que outros e outras coisas se tornem o centro de nossa vida e de nossas comunidades.

Quanto realmente acreditamos em Jesus vivo em nosso meio, e como demonstramos isso com nossa vida? Onde está nossa alegria, e qual a paz que estamos construindo como cristãos?

Jesus ressuscitado continua conosco, garantindo-nos que o amor e a vida, e não o ódio e a morte, têm a última palavra. Ressuscitado, ele nos quer também vencedores da morte.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

MISSA DO 2º DOMINGO DA PÁSCOA

Jesus ressuscitado está vivo entre nós e nos dá a sua paz e o seu Espírito. Esta Eucaristia do domingo da Divina Misericórdia nos ajude a crescer na fé, tornando-nos cristãos e cristãs sempre mais comprometidos com a fraternidade, o perdão, a misericórdia e a paz.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus ressuscitado está sempre presente em nossa vida. Acolhamos sua paz e seu perdão para sermos mais misericordiosos com nossos irmãos e irmãs.


RITOS INICIAIS

1 Pedro 2, 2
ANTÍFONA DE ENTRADA: Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual, que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

Ou 4 Esd 2, 36-37
Exultai de alegria, cantai hinos de glória. Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
A concorrência competitiva e o domínio dos mais fortes e dotados sobre os mais débeis e fragilizados são considerados válidos nesta sociedade em que nos movemos, como já era no tempo das primitivas comunidades cristãs. Ora, essas comunidades, que estavam alicerçadas no serviço recíproco e na partilha dos bens, destruía a ordem dos valores comumente aceites como legítimos e normais. Os cristãos eram, por isso, considerados como cidadãos de outro mundo, pois se apresentavam com duas características inacreditáveis: «tinham um só coração e uma só alma» e «ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas, entre eles, tudo era comum». Talvez seja isto que nos falta hoje para termos a credibilidade necessária na manifestação da nossa fé em Jesus Cristo ressuscitado. Perante tal omissão, entremos um pouco dentro de nós próprios e peçamos perdão ao Senhor, a fim de podermos viver mais intensamente esta celebração.

ORAÇÃO COLETA: Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Batismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Cristo ressuscitado não se podia ver. Todavia, a força do Espírito recebido inspirava os cristãos a serem diferentes da sociedade onde estavam inseridos. O seu forte testemunho de fraternidade e comunhão demonstrava que a fé na ressurreição superava todas as divisões e medos e lhes trazia a paz.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 4,32-35

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 4 32 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. 33 Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça. 34 Nem havia entre eles nenhum necessitado, porque todos os que possuíam terras e casas vendiam-nas, 35 e traziam o preço do que tinham vendido e depositavam-no aos pés dos apóstolos. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Este trecho é chamado o segundo «relato sumário». O primeiro (At 2, 42-47) leu-se neste mesmo Domingo do ano A. O terceiro (At 5, 12-16) lê-se no ano C. Chamam-se relatos sumários por serem uma espécie de bosquejos do estado da primitiva comunidade de Jerusalém, uma descrição um tanto idealizada, generalizando o que de mais positivo e edificante se verificou nos inícios. Todos estes três sumários focam três pontos importantes da vida dos primeiros cristãos, mas este desenvolve o cuidado dos pobres que havia entre eles. O 1º detém-se mais na sua vida religiosa, e o 3º no dom de operar milagres, que tinham os Apóstolos.

32 «Um só coração e uma só alma». Note-se a redundância que confere grande expressividade ao facto. Assim os primeiros cristãos viviam de acordo com as palavras de Jesus na sua oração sacerdotal (Jo17, 11.21-23; cf. Filip 1, 27). «Uma tal união brota espontaneamente duma mesma fé em Jesus e dum mesmo amor pela sua adorável Pessoa» (Renié).

32-34 «Tudo entre eles era comum. Todos… vendiam…» Esta atitude extraordinariamente generosa dos nossos primeiros irmãos de Jerusalém ficou para sempre como um luminoso exemplo de como «compartilhar com os outros é uma atitude cristã fundamental. Os primeiros cristãos puseram em prática espontaneamente o princípio segundo o qual os bens deste mundo são destinados pelo Criador à satisfação das necessidades de todos sem exceção» (Paulo VI). Mas esta atitude cristã nada tem a ver com a coletivização de toda a propriedade privada imposta por um estado totalitário, uma vez que aqui era respeitada a legítima liberdade individual, podendo não se pôr tudo em comum. É por isto mesmo que se louva o gesto de Barnabé, logo a seguir, nos vv. 36-37, e se censura a fraude de Ananias e Safira, que muito bem poderiam não ter vendido o seu campo, ou então ter ficado para si com o produto da venda (cf. At 5, 4). Daqui se conclui que «todos» não se deve entender à letra, ao ser uma generalização, ou uma hipérbole. Em todos os tempos da vida da Igreja, desde então até aos nossos dias, numerosos grupos de cristãos têm posto em comum os seus bens, renunciando mesmo à sua posse, total ou parcial, imitando assim voluntariamente os primeiros cristãos.

O ideal da Vida Cristã

A primeira leitura traz o segundo dos três relatos (2,42-47; 5,12-16) do ideal da vida cristã no princípio da nossa era, o qual ainda serve de parâmetro para nós, na atualidade. Esses textos apresentam-se como “sumários”, na narrativa de Atos dos Apóstolos, para demonstrar o crescimento e a identidade dos cristãos, os quais, naquele período, eram um grupo minoritário no Império Romano.

A assiduidade no ensinamento apostólico, a comunhão fraterna, a partilha do pão e a oração em comum caracterizavam a quem seguia Jesus Cristo. A vivência da fé em Cristo provocava nova maneira de viver, diferente da dos grupos religiosos já existentes. A mensagem de Jesus atraía mais pelo entusiasmo com o qual era vivida do que por força da oratória e da argumentação. Por esse testemunho, o número dos que se convertiam aumentava e era destaque no relato de Lucas (At 2,47; 4,4; 5,14; 6,1.7; 9,31; 11,21.24; 12,24; 13,48-49; 16,5; 19,20).

Da mesma forma, séculos depois, o sonho da fraternidade universal e da partilha de bens devem permanecer como distintivo cristão na sociedade. Enfrentamos outros desafios e vivemos em outro contexto, diferentes dos do século I, porém essa leitura ensina como viver melhor a relação com as pessoas e com as coisas. Trata-se de ensinamento cristão que pode ultrapassar os âmbitos da confissão de fé e chegar a pessoas de outras religiões, para um ideal de vida comum no nosso planeta tão ameaçado.

AMBIENTE

Os "Atos dos Apóstolos" são uma catequese sobre a "etapa da Igreja", isto é, sobre a forma como os discípulos assumiram e continuaram o projeto salvador do Pai e o levaram - após a partida de Jesus deste mundo - a todos os homens.

O livro divide-se em duas partes. Na primeira (cf. At 1-12), a reflexão apresenta-nos a difusão do Evangelho dentro das fronteiras palestinas, por ação de Pedro e dos Doze; a segunda (cf. At 13-28) apresenta-nos a expansão do Evangelho fora da Palestina (até Roma), sobretudo por ação de Paulo.

O texto que hoje nos é proposto pertence à primeira parte do Livro dos Atos dos Apóstolos. Faz parte de um conjunto de três sumários, através dos quais Lucas descreve aspectos fundamentais da vida da comunidade cristã de Jerusalém. Um primeiro sumário é dedicado ao tema da unidade e ao impacto que o estilo cristão de vida provocou no povo da cidade (cf. At 2,42-47); um segundo sumário (e que é exatamente o texto que nos é hoje proposto) refere-se sobretudo à partilha dos bens (cf. At 4,32-35); o terceiro trata do testemunho que a Igreja dá através da atividade miraculosa dos apóstolos (cf. At 5,12-16).

Naturalmente, estes sumários não são um retrato histórico rigoroso da comunidade cristã de Jerusalém, no início da década de 30 (embora possam ter algumas bases históricas). Quando Lucas escreve estes relatos (década de 80), arrefeceu já o entusiasmo inicial dos cristãos: Jesus nunca mais veio para instaurar definitivamente o "Reino de Deus", e posicionam-se no horizonte próximo as primeiras grandes perseguições... Há algum desleixo, falta de entusiasmo, monotonia, divisão e confusão (até porque começam a aparecer falsos mestres, com doutrinas estranhas e pouco cristãs). Neste contexto, Lucas recorda o essencial da experiência cristã e traça o quadro daquilo que a comunidade deve ser.

MENSAGEM

Como será, então, essa comunidade ideal, que nasce do Espírito e do testemunho dos apóstolos?

Em primeiro lugar, é uma comunidade formada por pessoas muito diversas, mas que abraçaram a mesma fé ("a multidão dos que tinham abraçado a fé" - vers. 32a). A "fé" é, no Novo Testamento, a adesão a Jesus e ao seu projeto. Para todos os membros da comunidade, o Senhor Jesus Cristo é a referência fundamental, o cimento que a todos une num projeto comum.

Em segundo lugar, é uma comunidade unida, onde os crentes têm "um só coração e uma só alma" (vers. 32a). Da adesão a Jesus resulta, obrigatoriamente, a comunhão e a união de todos os "irmãos" da comunidade. A comunidade de Jesus não pode ser uma comunidade onde cada um puxa para o seu lado, preocupado em defender apenas os seus interesses pessoais; mas tem de ser uma comunidade onde todos caminham na mesma direção, ajudando-se mutuamente, partilhando os mesmos valores e os mesmos ideais, formando uma verdadeira família de irmãos que vivem no amor.

Em terceiro lugar, é uma comunidade que partilha os bens. Da comunhão com Cristo resulta a comunhão dos cristãos entre si; e isso tem implicações práticas. Em concreto, implica a renúncia a qualquer tipo de egoísmo, de auto-suficiência, de fechamento em si próprio e uma abertura de coração para a partilha, para o dom, para o amor. Expressão concreta dessa partilha e desse dom é a comunhão dos bens: "ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum" - vers. 32b). Num desenvolvimento que explicita este "pôr em comum", Lucas conta que "não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas, que depunham aos pés dos apóstolos. Distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade" (vers. 34-35). É uma forma concreta de mostrar que a vida nova de Jesus, assumida pelos crentes, não é "conversa fiada"; mas é uma efetiva libertação da escravidão do egoísmo e um compromisso verdadeiro com o amor, com a partilha, com o dom da vida. Num mundo onde a realização e o êxito se medem pelos bens acumulados e que não entende a partilha e o dom, a comunidade de Jesus é chamada a dar exemplo de uma lógica diferente e a propor um mundo que se baseie nos valores de Deus.

Finalmente, é uma comunidade que dá testemunho: "os apóstolos davam testemunho da ressurreição de Jesus com grande poder" (vers. 33). Os gestos realizados pelos apóstolos infundiam em todos aqueles que os testemunhavam a inegável certeza da presença de Deus e dos seus dinamismos de salvação.

A primitiva comunidade cristã, nascida do dom de Jesus e do Espírito, é verdadeiramente uma comunidade de homens e mulheres novos, que dá testemunho da salvação e que anuncia a vida plena e definitiva. A fé dos discípulos, a sua união e, mais do que tudo, essa "ilógica" e "absurda" partilha dos bens eram a "prova provada" de que Cristo estava vivo e a atuar no mundo, oferecendo aos homens um mundo novo. A Cristo ressuscitado, os habitantes de Jerusalém não podiam ver; mas o que eles podiam ver era a espantosa transformação operada no coração dos discípulos, capazes de superar o egoísmo, o orgulho e a auto-suficiência e de viver no amor, na partilha, no dom. Viver de acordo com os valores de Jesus é a melhor forma de anunciar e de testemunhar que Jesus está vivo.

A comunidade cristã de Jerusalém era, de facto, esta comunidade ideal? Possivelmente, não (outros textos dos Atos falam-nos de tensões e problemas - como acontece com qualquer comunidade humana); mas a descrição que Lucas aqui faz aponta para a meta a que toda a comunidade cristã deve aspirar, confiada na força do Espírito. Trata-se, portanto, de uma descrição da comunidade ideal, que pretende servir de modelo à Igreja e às Igrejas de todas as épocas.

ATUALIZAÇÃO

• A comunidade cristã é uma "multidão" que abraçou a mesma fé - quer dizer, que aderiu a Jesus, aos seus valores, à sua proposta de vida. A Igreja não é um grupo unido por uma ideologia, ou por uma mesma visão do mundo, ou pela simpatia pessoal dos seus membros; mas é uma comunidade que agrupa pessoas de diferentes raças e culturas, unidas à volta de Jesus e do seu projeto de vida e que de forma diversa procuram incarnar a proposta de Jesus na realidade da sua vida quotidiana. Que lugar e que papel Jesus e as suas propostas ocupam na minha vida pessoal e na vida da minha comunidade cristã? Jesus é uma referência distante e pouco real, ou é uma presença constante, que me interroga, que me questiona e que me aponta caminhos?

• A comunidade cristã é uma família unida, onde os irmãos têm "um só coração e uma só alma". Tal facto resulta da adesão a Jesus: seria um absurdo aderir a Jesus e ao seu projeto e, depois, conduzir a vida de acordo com mecanismos de divisão, de afastamento, de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência... A minha comunidade cristã é uma comunidade de irmãos que vivem no amor, ou é um grupo de pessoas isoladas, em que cada um procura defender os seus interesses, mesmo que para isso tenha de magoar e de espezinhar os outros? No que me diz respeito, esforço-me por amar todos, por respeitar a liberdade e a dignidade de todos, por potenciar os contributos e as qualidades de todos?

• A comunidade cristã é uma comunidade de partilha. No centro dessa comunidade está o Cristo do amor, da partilha, do serviço, do dom da vida... O cristão não pode, portanto, viver fechado no seu egoísmo, indiferente à sorte dos outros irmãos. Em concreto, o nosso texto fala na partilha dos bens... Uma comunidade onde alguns esbanjam os bens e onde outros não têm o suficiente para viver dignamente, será uma comunidade que testemunha, diante dos homens, esse mundo novo de amor que Jesus veio propor? Será cristão aquele que, embora indo à igreja, só pensa em acumular bens materiais, recusando-se a escutar os dramas e sofrimentos dos irmãos mais pobres? Será cristão aquele que, embora contribuindo com dinheiro para as necessidades da paróquia, explora os seus operários ou comete injustiças?

• A comunidade cristã é uma comunidade que testemunha o Senhor ressuscitado. Como? Através do discurso apologético dos discípulos? Através de palavras elegantes e de discursos bem elaborados, capazes de seduzir e de manipular as massas? O testemunho mais impressionante e mais convincente será sempre o testemunho de vida dos discípulos... Se conseguirmos criar verdadeiras comunidades fraternas, que vivam no amor e na partilha, que sejam sinais no mundo dessa vida nova que Jesus veio propor, estaremos a anunciar que Jesus está vivo, que está a atuar em nós e que, através de nós, Ele continua a apresentar ao mundo uma proposta de vida verdadeira.

Subsídios:
1ª leitura: (At 4,32-35) Os primórdios da Igreja: um só coração e uma só alma – A unidade da Igreja fundamenta-se na fé comum em Cristo ressuscitado e exprime-se na oração comum (At 4,24-31), mas também no compromisso com os necessitados da comunidade (4,32-34). A força interna da fé vivida deste modo é o Espírito Santo: ele é a “uma só alma” de que vive a comunidade e a leva a dar seu testemunho perante o mundo. * Cf. At 2,42-47; 5,12-16 * 4,32 cf. Jo 17,21.23 * 4,33 cf. At 1,8; 10,38-39 * 4,34-35 cf. Dt 15,4-5; Lc 12,33.



Salmo Responsorial

Monição: O salmista convida-nos insistentemente a aclamar, louvar e cantar salmos ao Senhor, pois Ele é extraordinariamente misericordioso e realiza prodígios de firmeza e amor.

SALMO RESPONSORIAL – 117/118

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”

A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Segunda Leitura

Monição: Nesta leitura é-nos recordado que as obras de amor para com todos nunca se podem separar da vida. Elas são o sinal da verdadeira fé.

1 João 5,1-6

Leitura da primeira carta de são João. 5 1 Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. 2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3 Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, 4 porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Nos domingos pascais do Ano B, a partir deste 2º Domingo, vamos ter como 2ª leitura trechos respigados da 1ª Carta de S. João (no ano A temos trechos de 1 Pe; no ano C, do Apoc). O facto de hoje não começarmos pelo início, mas pela parte final da epístola, só se explica pelo caráter Batismal deste Domingo, que se chamou In albis, numa alusão às vestes brancas do Batismo, e Quasi-modo pelas primeiras palavras latinas do célebre texto Batismal da Prima Petri adotado como cântico de entrada da Missa (1 Pe 2, 2). No breve texto da leitura de hoje aparece por três vezes a palavra «água» (v. 6) e três vezes «nascer de Deus» (vv. 2a.2b.4), em que se pode ver uma alusão ao Batismo. É interessante notar neste trecho o nexo entre a fé e o amor, e entre o amor de Deus e o dos irmãos, que, pelo Batismo, se tornaram «filhos de Deus» (vv. 1-2).

1 «Quem ama Aquele que gerou ama também Aquele que nasceu d’Ele». Há duas possibilidades de entender o texto original. A versão litúrgica, pela utilização das maiúsculas, vê-se que prefere o sentido de que quem ama o Pai ama também o Filho (um sentido trinitário); mas o contexto próximo do amor fraterno levou-nos a preferir outra tradução: «todo aquele que ama Quem o gerou ama também quem por Ele foi gerado» (cf. a nossa tradução na Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica). Assim, o amor aos irmãos é proposto como uma conseqüência da filiação divina, a derivar do amor a Deus (cf. 1 Jo 2, 29 – 3, 2; 4, 7.15; 1 Pe 1, 22-23).

3 «O amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos». O ensino de Jesus no Evangelho é neste sentido: Mt 7, 21; 12, 50; Jo 14, 15.21; 15, 14. «E os seus mandamentos não são pesados» é uma expressão que faz lembrar Mt 11, 30: «o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

6 «Veio com água e com sangue»: esta insistência faz pensar na intenção de refutar os gnósticos, concretamente a heresia de Cerinto, para quem o Filho de Deus tomou posse de Jesus no Batismo – a «água» –, e o abandonou ao chegar à sua Paixão – o «sangue». Muitos autores, seguindo os Santos Padres, vêem na referência à água e ao sangue uma alusão aos Sacramentos do Batismo (cf. Jo 3, 5), em que se recebe o Espírito Santo (cf. Jo 7, 37-39) e da Eucaristia (cf. Jo 6, 53.55-56), figurados, por sua vez, na água e no sangue que brotaram do lado aberto de Cristo na Cruz (Jo 19, 33-35), o Novo Adão, de cujo lado saiu a Igreja, qual nova Eva. O versículo 7 (que não aparece na leitura de hoje) diz: «São três os que dão testemunho, o Espírito, a água e o sangue», o que levou os Padres a verem nestes três testemunhos unânimes um símbolo e um reflexo da SS. Trindade; daqui resultou que, em muitos manuscritos da Vulgata, o texto foi transcrito de diversas maneiras, sendo a mais corrente: «Três são os que dão testemunho no Céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são um só». Este acrescento (o chamado comma ioanneum, que foi objeto de tanta discussão inútil) veio a entrar para o texto oficial da Igreja, mas, embora a edição da Vulgata sisto-clementina o aceite, a Nova Vulgata já não o mantém.

Comunidade Cristã é chamada à vencer!

Neste e nos próximos domingos, acompanharemos, na segunda leitura, trechos da primeira carta de João, um escrito do Novo Testamento com poucas características de uma carta e mais parecido com uma meditação, destinada aos cristãos que se sentiam inseguros na relação de comunhão com Deus.

Os primeiros destinatários desse texto enfrentavam desafios para professarem a fé em Jesus e para viverem o amor fraterno. A comunidade cristã é chamada a “vencer”, por meio da fé, o mundo (representação das adversidades). A vitória se realiza no amor a Deus e ao próximo.

Quem acredita que Jesus é o Filho gerado por Deus deve amar aqueles que foram gerados por ele (irmãos). O amor a Deus se torna visível no amor ao próximo (cf. 4,21; Mt 22,37-40; Jo 14,15.21; 15,17). E o critério concreto de que amamos os filhos de Deus é que, procurando amar a Deus, observamos seus preceitos, pois Deus deu orientações precisas para amar os outros em correspondência a seu amor por nós. Assim como o Senhor nos ama, nós devemos amar.

A carta ainda recorda em que consiste o amor: “guardar os mandamentos” (v. 3), os quais, como disse Moisés a respeito dos preceitos da Antiga Aliança, “não são difíceis” (Dt 30,11). Por essa razão, quem foi gerado por Deus já venceu o mundo, e a vitória é a fé em Deus.

O texto da leitura se encerra de forma semelhante a como se iniciou: “Quem é que vence o mundo senão o que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (v. 5). Os versículos 1 e 5 formam uma “moldura” da passagem e expressam os dois termos da fé que João quis reforçar com seu Evangelho: fé em Jesus como “Messias” e “Filho de Deus” (Jo 20,31).

AMBIENTE

Não é fácil a identificação do autor da Primeira Carta de João. Ele apresenta-se a si próprio como "o Ancião" (cf. 2 Jo 1; 3 Jo 1) e como testemunha da "Vida" manifestada em Jesus (cf. 1 Jo 1,1-3; 4,14); mas não refere o seu nome. A opinião tradicional atribui a Primeira Carta de João (como também a segunda e a terceira Cartas de João) ao apóstolo João; no entanto, essa atribuição é problemática. Em qualquer caso, o autor da carta é alguém que se move no mundo joânico e que conhece bem a teologia Joânica. Pode ser esse "João, o Presbítero" conhecido da tradição primitiva e que, aparentemente, era uma personagem distinta do "João, o apóstolo" de Jesus.

Também não há, na Carta, qualquer referência a um destinatário, a pessoas ou a comunidades concretas. A missiva parece dirigir-se a um grupo de igrejas ameaçadas pelo mesmo problema (heresias). Trata-se, provavelmente, de igrejas da Ásia Menor (à volta de Éfeso), como diz a antiga tradição.

O autor não se refere, de forma direta, às circunstâncias que motivaram a composição da carta. Do tom polêmico que atravessa várias passagens, pode concluir-se que as comunidades às quais a carta se dirige vivem uma crise grave. A difusão de doutrinas incompatíveis com a revelação cristã ameaça comprometer a pureza da fé.

Quem são os autores dessas doutrinas heréticas? O autor da Carta chama-lhes "anti-cristos" (1 Jo 2,18.22; 4,3), "profetas da mentira" (1 Jo 4,1), "mentirosos" (1 Jo 2,22). Diz que eles "são do mundo" (1 Jo 4,5) e deixam-se levar pelo espírito do erro (1 Jo 4,6). Até há pouco tempo pertenciam à comunidade cristã (1 Jo 2,19); mas agora saíram e procuram desencaminhar os crentes que permaneceram fiéis (cf. 1 Jo 2,26; 3,7).

Em que consistia este "erro"? Os heréticos em causa pretendiam "conhecer Deus" (1 Jo 2,4), "ver Deus" (1 Jo 3,6), viver em comunhão com Deus (1 Jo 2,3) e, não obstante, apresentavam uma doutrina e uma conduta em flagrante contradição com a revelação cristã. Recusavam-se a ver em Jesus o Messias (cf. 1 Jo 2,22) e o Filho de Deus (cf. 1 Jo 4,15), recusavam a encarnação (cf. 1 Jo 4,2). Para estes hereges, o Cristo celeste tinha-Se apropriado do homem Jesus de Nazaré na altura do Batismo (cf. Jo 1,32-33), tinha-o utilizado para levar a cabo a revelação e tinha-o abandonado antes da paixão, porque o Cristo Celeste não podia padecer.

O comportamento moral destes hereges não era menos repreensível: pretendiam não ter pecados (cf. 1 Jo 1,8.10) e não guardavam os mandamentos (cf. 1 Jo 2,4), em particular o mandamento do amor fraterno (cf. 1 Jo 2,9). Tudo indica que estejamos diante de um desses movimentos pré-gnósticos que irá desembocar, mais tarde, nos grandes movimentos gnósticos do séc. II.

O objetivo do autor da Carta é, portanto, advertir os cristãos contra as pretensões destes pregadores heréticos e explicar-lhes os critérios da vida cristã autêntica. Na confusão causada pelas doutrinas heréticas, o autor da Carta quer oferecer aos crentes uma certeza: são eles e não esses profetas da mentira que vivem em comunhão com Deus e que possuem a vida divina.

MENSAGEM

Quais são, então, os critérios da vida cristã autêntica, que distinguem os verdadeiros crentes dos profetas da mentira?

Antes de mais, os verdadeiros crentes são aqueles que amam a Deus e que amam, também, Jesus Cristo, o Filho que nasceu de Deus (vers. 1). Jesus de Nazaré é, ao contrário do que diziam os hereges, Filho de Deus desde a encarnação e durante toda a sua existência terrena. A sua paixão e morte também fazem parte do projeto salvador de Deus (Jesus veio apresentar aos homens um projeto de salvação, "não só pela água, mas com a água e o sangue" - vers. 6).

No entanto, amar a Deus significa cumprir os seus mandamentos. Quando amamos alguém, procuramos realizar obras que agradem àquele a quem amamos... Não se pode dizer que se ama a Deus se não se cumprem os seus mandamentos... E o mandamento de Deus é que amemos os nossos irmãos. Todo aquele que se considera filho de Deus e que pertence à família de Deus deve amar os irmãos que são membros da mesma família. Quem não ama os irmãos, não pode pretender amar a Deus e fazer parte da família de Deus (vers. 2-3).

Quando o crente ama a Deus, acredita que Jesus é o Filho de Deus e vive de acordo com os mandamentos de Deus (sobretudo com o mandamento do amor aos irmãos), vence o mundo. Amar Deus, amar Jesus e amar os irmãos significa construir a própria vida numa dinâmica de amor; e significa, portanto, derrotar o egoísmo, o ódio, a injustiça que caracterizam a dinâmica do mundo (vers. 4-5).

Esta vida nova que permite aos crentes vencer o mundo é oferecida aos homens através de Jesus Cristo. A vida nova que Jesus veio oferecer chega aos homens pela "água" (Batismo - isto é, pela adesão a Cristo e à sua proposta) e pelo "sangue" (alusão à vida de Jesus, feita dom na cruz por amor). O Espírito Santo atesta a validade e a verdade dessa proposta trazida por Jesus Cristo, por mandato de Deus Pai (vers. 6).

Quando o homem responde positivamente ao desafio que Deus lhe faz (Batismo), oferece a sua vida como um dom de amor para os irmãos (a exemplo de Cristo) e cumpre os mandamentos de Deus, vence o mundo, torna-se filho de Deus e membro da família de Deus.

ATUALIZAÇÃO

• Na perspectiva do autor da Primeira Carta de João, o projeto de salvação que Deus apresentou ao homem passa por Jesus - o Jesus que encarnou na nossa história, que nos revelou os caminhos do Pai, que com a sua morte mostrou aos homens o amor do Pai e que nos ensinou a amar até ao extremo do dom total da vida. Também na paixão e morte de Jesus se nos revela o caminho para nos tornarmos "filhos de Deus": o processo passa por seguir o caminho de Jesus e por fazer da nossa vida um dom total de amor a Deus e aos nossos irmãos. Que é que Jesus significa para nós? Ele foi apenas um "homem bom" que a morte derrubou? Ou Ele é o Filho de Deus que veio ao nosso encontro para nos propor o caminho do amor total, a fim de chegarmos à vida definitiva? O caminho do amor, do dom, do serviço, da entrega que Cristo nos propôs é uma proposta que assumimos e procuramos viver?

• Amar a Deus e aderir a Jesus implica, na perspectiva do autor da Primeira Carta de João, o amor aos irmãos. Quem não ama os irmãos, não cumpre os mandamentos de Deus e não segue Jesus. É preciso que a nossa existência - a exemplo de Jesus - seja cumprida no amor a todos os que caminham pela vida ao nosso lado, especialmente aos mais pobres, aos mais humildes, aos marginalizados, aos abandonados, aos sem voz. O amor total e sem fronteiras, o amor que nos leva a oferecer integralmente a nossa vida aos irmãos, o amor que se revela nos gestos simples de serviço, de perdão, de solidariedade, de doação, está no nosso programa de vida?

• O autor da Primeira Carta de João ensina, ainda, que o amor a Deus e a adesão a Cristo "vencem o mundo". Os cristãos não se conformam com a lógica de egoísmo, de ódio, de injustiça, de violência que governa o mundo; a esta lógica, eles contrapõem a lógica do amor, a lógica de Jesus. O amor é um dinamismo que vence tudo aquilo que oprime o homem e que o impede de chegar à vida verdadeira e definitiva, à felicidade total. Ainda que o amor pareça, por vezes, significar fragilidade, debilidade, fracasso, frente à violência dos poderosos e dos senhores do mundo, a verdade é que o amor terá sempre a última e definitiva palavra. Só ele assegura a vida verdadeira e eterna, só ele é caminho para o mundo novo e melhor com que os homens sonham.

Subsídios:
2ª leitura: (1Jo 5,1-6) O amor e a vitória da fé em Cristo – O amor que Cristo nos legou não é sentimentalismo, mas força para viver. Quem ama a Deus, ama também suas criaturas. Nesta atitude, o cristão se distancia do mundo com seu desejo do poder. Acreditando realmente em Cristo e seu “legado”, vencemos este poder: o poder deste mundo está vencido desde que saiu sangue e água do lado aberto do Cristo. * 5,1-4 cf. 1Jo 1,3; 3,14-19; 4,20; Rm 13,9; Dt 30,11; Mt 11,30; Jo 16,33 * 5,5-6 cf. Jo 19,34; 14,26.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20,29).

Evangelho

Monição: A evidência possui a prova irrefutável dum facto. A felicidade daqueles que acreditam sem terem visto é a fé genuína, a única realmente pura.

João 20,19-31

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"! 20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. 21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós". 22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos". 24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"! 26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"! 27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé". 28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" 29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!" 30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu a suas promessas que constam dos discursos de despedida: voltarei a vós (14, 18) – pôs-se no meio deles (v. 19); um pouco mais e ver-Me-eis (16, 16) –encheram-se de alegria por verem o Senhor (v. 20); Eu vos enviarei o Paráclito (16, 7) – recebei o Espírito Santo (v. 22); ver também Jo 14, 12 e 20, 17.

19 «A paz esteja convosco!» Não se trata duma mera saudação, a mais corrente entre os judeus, mesmo ainda hoje. Esta insistência joanina na sudação do Senhor ressuscitado (vv. 19.21.26) é muito expressiva; com efeito nunca os Evangelhos registam tal saudação, mas só agora, quando Jesus, com a sua Morte e Ressurreição, acabava de nos garantir a paz, a paz com Deus, origem e alicerce de toda a verdadeira paz (cf. Jo 14, 27; Rom 5, 1; Ef 2, 14; Col 1, 20).

20 O mostrar das mãos e do peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso (cf. Hb 2, 18); a sua presença, que transcende a dimensão espaço-temporal (cf. vv. 19.26), é uma realidade que os enche de paz (vv. 19.21.26; cf. Jo 14, 27; 16, 33; Rom 5, 1; Col 1, 20) e de alegria (v. 20; cf. Jo 15, 11; 16, 20-24; 17, 13), conforme Jesus prometera. «Ficaram cheios de alegria» é uma observação que confere ao relato uma grande credibilidade; com efeito, naqueles discípulos espavoridos (v. 19), desiludidos e estonteados, surge uma vivíssima reação de alegria, ao verem o Senhor. Ao contrário do que era de esperar, não se verifica aqui o esquema habitual das visões divinas, as teofanias do A. T., em que sempre há uma reação de temor e de perturbação. A grande alegria dos Apóstolos procede da certeza da vitória de Jesus sobre a morte e também de verem como Jesus reatava com eles a intimidade anterior, sem recriminar a fraqueza da sua fé e a vergonha da sua deslealdade.

22 «Soprou sobre eles… Recebei o Espírito Santo». Este soprar de Jesus não é ainda «o vento impetuoso» do dia de Pentecostes; é um sinal visível do dom invisível do Espírito (em grego é a mesma palavra que também significa «sopro»). Aqui, tem por efeito conferir-lhes o poder de perdoar os pecados, poder dado só aos Apóstolos (e seus sucessores no sacerdócio da Nova Aliança), ao passo que no dia do Pentecostes é dado o Espírito Santo também a outros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo (cf. At 1, 14; 2, 1), iluminando-os e fortalecendo-os com carismas extraordinários em ordem ao cumprimento da missão de que estavam incumbidos.

23 «A quem perdoardes…» A Igreja viu nestas palavras a instituição do Sacramento da Reconciliação, que é fonte de paz e alegria, e definiu mesmo o seu sentido literal; de facto Jesus diz: «a quem perdoardes os pecados», e não: «a quem pregardes o perdão dos pecados» (segundo entendeu a reforma protestante). A expressão é muito forte, pois deve-se ter em conta o uso judaico da voz passiva para evitar pronunciar o nome inefável de Deus (passivum divinum); sendo assim, dizer ficarão perdoados corresponde a «Deus perdoará» e «ficarão retidos» equivale a «Deus reterá», isto é, não perdoará (cf. Mt 16, 19; 18, 18; 2 Cor 5, 18-19). Aqui se funda o ensino do Concílio de Trento ao falar da necessidade de confessar todos os pecados graves cometidos depois do Batismo, uma doutrina que, já depois do Vaticano II, o magistério de Paulo VI reafirma: «a doutrina do Concílio de Trento deve ser firmemente mantida e aplicada fielmente na prática»; por isso, os fiéis que, em perigo de morte ou em caso de grave necessidade, tenham recebido legitimamente a absolvição comunitária ou coletiva de pecados graves ficam com a grave obrigação de os confessar dentro de um ano (Normas Pastorais da Congregação para a Doutrina da Fé, 16-VI-1972); também o Catecismo da Igreja Católica, nº 1497, afirma: «a confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja»; cf. tb. o Motu próprio de João Paulo II, Misericordia Dei (7.4.2002) e Código de Direito Canônico (nº 960.).

24 «Tomé», nome aramaico Tomá significa «gêmeo»; em grego, dídymos.

28 «Meu Senhor e meu Deus!» É da boca do discípulo incrédulo que sai a mais elevada profissão de fé explícita na divindade de Cristo, a qual engloba todo o Evangelho numa unidade coerente.

29 «Felizes os que acreditam sem terem visto». Para a generalidade dos fiéis, a fé (dom de Deus) não tem mais apoio humano verificável do que o testemunho grandemente crível da pregação apostólica e da Igreja através dos séculos (cf. Jo 17, 20). Para crer não precisamos de milagres, basta a graça, que Deus nunca nega a quem busca a verdade com humildade e sinceridade de coração. O facto de as coisas da fé não serem evidentes, nem uma mera descoberta da razão, só confere mérito à atitude do crente, que crê confiando em Deus, que na sua Revelação não se engana nem pode enganar-nos. Por isso, Jesus proclama-nos «felizes», ao submetermos o nosso pensamento e a nossa vontade a Deus na entrega que o ato de fé implica. Como Tomé, também nós temos garantias de credibilidade suficientes para aceitar a Boa Nova de Jesus: as nossas escusas para não crer são escusas culpáveis, escusas de mau pagador. Também as estrelas não deixam de existir pelo facto de os cegos não as verem ou de o céu estar nublado.

30-31 Temos aqui a primeira conclusão do Evangelho de S. João, que nos deixa ver o objetivo que o Evangelista se propôs: fazer progredir na fé e na vida cristã os fiéis, sem que se possa excluir também uma intenção de trazer à fé os não crentes. Este Evangelho foi escrito para crermos que «Jesus é o Messias, o Filho de Deus». Note-se que a fé não é uma mera disposição interior de busca, aposta, ou caminhada, sem uma base doutrinal, implica um conteúdo de ensino (cf. Rom 6, 17), pois exige que se aceitem «verdades» como esta, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, e Filho, não num sentido genérico, humano ou messiânico, pois é o «Filho Unigênito que está no seio do Pai» (Jo 1, 18), verdadeiro Deus, segundo a confissão de S. Tomé: «Meu Senhor e meu Deus» (v. 28; cf. Jo 1, 1; Rom 9, 5). Note-se que há quem veja o Evangelho segundo S. João contido dentro de uma grande inclusão, que põe em evidência a divindade de Cristo: Jo 1, 1 (O Verbo era Deus) e Jo 20, 28 (meu Senhor e meu Deus), tendo como centro e clímax a afirmação de Jesus: Eu e o Pai somos Um (10, 30).

Felizes os que crêem sem ver

No Evangelho deste domingo, lemos um dos tantos relatos das chamadas “aparições” do Ressuscitado à comunidade. O v. 19 descreve um pouco o estado do grupo de Jesus: eles estavam reunidos com portas fechadas por medo dos judeus – situação aguardada e comum para um grupo cujo líder foi crucificado.

Jesus vai aos discípulos e se coloca no meio deles, desejando-lhes a paz e apresentando suas mãos e seu lado como sinal de acolhida e prova de sua identidade. Aquele que fora abandonado regressa para aqueles que o abandonaram. Ele, que caminhou com os discípulos por tantas estradas, encontra-os fechados e quietos naquela sala.

Os discípulos se enchem de alegria por verem o Senhor (v. 20). A situação conflituosa e perturbadora é convertida em profunda alegria, entusiasmo, ânimo e coragem. O inverso daquilo que os discípulos sentiam, antes desse encontro com o Ressuscitado. A experiência da ressurreição de Jesus é transformadora, empolgante e arranca o ser humano da própria angústia, abrindo-o à felicidade plena e ao sentido da vida.

Ainda falando, Jesus acrescenta: “Como o Pai me enviou, também vos envio” (v. 21). Os discípulos têm a tarefa de anunciar e testemunhar aquela experiência de paz que lhes converteu o coração. Doravante, a intrepidez, a ousadia e o destemor devem caracterizar a nova postura de vida e a proclamação da ressurreição de Jesus, que apresenta também suas chagas glorificadas como sua identificação e registro de sua entrega amorosa a Deus e à humanidade. Tamanha graça aquela que os discípulos tinham, que não podiam retê-la para si mesmos. Eles são enviados para transmiti-la, a fim de também converterem os medos e as mortes em destemor e vida nova.

Para isso, os discípulos recebem o Espírito Santo, continuando a missão de Jesus Cristo, proclamando e realizando o que foi sua missão: o perdão dos pecados (v. 23). Testemunhar o Ressuscitado significa viver impelido pelo Espírito de Deus, que foi soprado sobre todos, dando-nos vida nova, plena e em comunhão definitiva com Deus.

A segunda parte do Evangelho deste dia apresenta a experiência de Tomé (v. 24-28), representação de quem quer acreditar na ressurreição de Jesus. Ele não estava com o grupo por ocasião do encontro entre Jesus e os outros discípulos (v. 24), apenas ouve o testemunho deles: “Nós vimos o Senhor” (v. 25). Tomé anseia pelo mesmo encontro e, além disso, quer colocar os dedos nas marcas do prego e a mão no lado aberto – demanda de quem escuta uma notícia a respeito de um evento imprevisível.

João narra novamente um encontro de Jesus com seus discípulos no primeiro dia da semana, desta vez com a presença de Tomé (v. 19.26). O desejo de paz de Jesus para seu grupo continua (v. 26). Em seguida, ele convida Tomé a pôr o dedo na ferida e estender a mão para colocá-la no seu lado. Um convite à experiência de fé e à aproximação do mistério da ressurreição.

A reação de Tomé foi de reverência e reconhecimento daquele diante do qual ele estava. Não era um fantasma ou um desvario dos outros discípulos. Era Jesus crucificado, ressuscitado por Deus, trazendo as marcas da paixão e a glória da ressurreição. Uma situação não se dissocia da outra: o crucificado-glorificado é o Ressuscitado com suas chagas.

O trecho do Evangelho se conclui com a menção de que Jesus realizou muitos sinais além dos relatados e conhecidos por nós. Ele continua a agir em nossa história humana. O que lemos e ouvimos sobre o Senhor é um apelo à fé, para que tenhamos vida no nome dele.

AMBIENTE

Continuamos na segunda parte do Quarto Evangelho, onde nos é apresentada a comunidade da Nova Aliança. A indicação de que estamos no "primeiro dia da semana" faz, outra vez, referência ao tempo novo, a esse tempo que se segue à morte/ressurreição de Jesus, ao tempo da nova criação.

A comunidade criada a partir da ação criadora e vivificadora de Jesus está reunida no cenáculo, em Jerusalém. Está desamparada e insegura, cercada por um ambiente hostil. O medo vem do facto de não terem, ainda, feito a experiência de Cristo ressuscitado.
João apresenta, aqui, uma catequese sobre a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, no meio dos discípulos em caminhada pela história. Não lhe interessa tanto fazer uma descrição jornalística das aparições de Jesus ressuscitado aos discípulos; interessa-lhe, sobretudo, afirmar aos cristãos de todas as épocas que Cristo continua vivo e presente, acompanhando a sua Igreja. De resto, cada crente pode fazer a experiência do encontro com o "Senhor" ressuscitado, sempre que celebra a fé com a sua comunidade.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto divide-se em duas partes bem distintas. Na primeira parte (vers. 19-23), descreve-se uma "aparição" de Jesus aos discípulos. Depois de sugerir a situação de insegurança e de fragilidade em que a comunidade estava (o "anoitecer", as "portas fechadas", o "medo"), o autor deste texto apresenta Jesus "no centro" da comunidade (vers. 19b). Ao aparecer "no meio deles", Jesus assume-Se como ponto de referência, fator de unidade, videira à volta da qual se enxertam os ramos. A comunidade está reunida à volta dele, pois Ele é o centro onde todos vão beber essa vida que lhes permite vencer o "medo" e a hostilidade do mundo.

A esta comunidade fechada, com medo, mergulhada nas trevas de um mundo hostil, Jesus transmite duplamente a paz (vers. 19 e 21: é o "shalom" hebraico, no sentido de harmonia, serenidade, tranqüilidade, confiança, vida plena). Assegura-se, assim, aos discípulos que Jesus venceu aquilo que os assustava (a morte, a opressão, a hostilidade do mundo); e que, doravante, os discípulos não têm qualquer razão para ter medo.

Depois (vers. 20a), Jesus revela a sua "identidade": nas mãos e no lado trespassado, estão os sinais do seu amor e da sua entrega. É nesses sinais de amor e de doação que a comunidade reconhece Jesus vivo e presente no seu meio. A permanência desses "sinais" indica a permanência do amor de Jesus: Ele será sempre o Messias que ama e do qual brotarão a água e o sangue que constituem e alimentam a comunidade.

Em seguida (vers. 22), Jesus "soprou" sobre os discípulos reunidos à sua volta. O verbo aqui utilizado é o mesmo do texto grego de Gn 2,7 (quando se diz que Deus soprou sobre o homem de argila, infundindo-lhe a vida de Deus). Com o "sopro" de Gn 2,7, o homem tornou-se um ser vivente; com este "sopro", Jesus transmite aos discípulos a vida nova que fará deles homens novos. Agora, os discípulos possuem o Espírito, a vida de Deus, para poderem - como Jesus - dar-se generosamente aos outros. É este Espírito que constitui e anima a comunidade de Jesus.

Na segunda parte (vers. 24-29), apresenta-se uma catequese sobre a fé. Como é que se chega à fé em Cristo ressuscitado?

João responde: podemos fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na comunidade dos crentes, que é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé representa aqueles que vivem fechados em si próprios (está fora) e que não faz caso do testemunho da comunidade, nem percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam. Em lugar de integrar-se e participar da mesma experiência, pretende obter (apenas para si próprio) uma demonstração particular de Deus.

Tomé acaba, no entanto, por fazer a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade. Porquê? Porque no "dia do Senhor" volta a estar com a sua comunidade. É uma alusão clara ao domingo, ao dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia: é no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus ressuscitado.

A experiência de Tomé não é exclusiva das primeiras testemunhas; mas todos os cristãos de todos os tempos podem fazer esta mesma experiência.

ATUALIZAÇÃO

• Antes de mais, a catequese que João nos apresenta garante-nos a presença de Cristo no meio da sua comunidade em marcha pela história. Os discípulos de Jesus vivem no mundo, numa situação de fragilidade e de debilidade; experimentam, como os outros homens e mulheres, o sofrimento, o desalento, a frustração, o desânimo; têm medo quando o mundo escolhe caminhos de guerra e de violência; sofrem quando são atingidos pela injustiça, pela opressão, pelo ódio do mundo; conhecem a perseguição, a incompreensão e a morte... Mas são sempre animados pela esperança, pois sabem que Jesus está presente, oferecendo-lhes a sua paz e apontando-lhes o horizonte da vida definitiva. O cristão é sempre animado pela esperança que brota da presença a seu lado de Cristo ressuscitado. Não devemos, nunca, esquecer esta realidade.

• A presença de Cristo ao lado dos seus discípulos é sempre uma presença renovadora e transformadora. É esse Espírito que Jesus oferece continuamente aos seus, que faz deles homens e mulheres novos, capazes de amar até ao fim, ao jeito de Jesus; é esse Espírito que Jesus oferece aos seus, que faz deles testemunhas do amor de Deus e que lhes dá a coragem e a generosidade para continuarem no mundo a obra de Jesus.

• A comunidade cristã gira em torno de Jesus é construída à volta de Jesus e é de Jesus que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos... Na nossa comunidade, Cristo é verdadeiramente o centro? É para Ele que tudo tende e é d'Ele que tudo parte?

• A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente, a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade (no "lado trespassado" e nas chagas de Jesus, expressões do seu amor), que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. É isso que a nossa comunidade testemunha? Quem procura Cristo ressuscitado, encontra-O em nós? O amor de Jesus - amor total, universal e sem medida - transparece nos nossos gestos?

• Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas, egoístas, que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-l'O no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida. O que é que significa, para mim, a Eucaristia?

Subsídios:
Evangelho: (Jo 20,19-31) O Espírito, dom pascal e missão do fiel – Pela aparição do ressuscitado no “primeiro dia” da semana, este se transforma para sempre em “dia do Senhor”: dia da fé, da alegria, da comunidade, da paz. Os discípulos reconhecem Jesus, o crucificado que vive; recebem seu Espírito e missão salvadora: a paz. Tomé é o protótipo da testemunha ocular, que pôde “apalpar” a realidade do ressuscitado. Seu testemunho nos é legado pelo escrito de Jo, para que creiamos sem ter visto.

***   ***   ***

As duas primeiras leituras de hoje convidam a uma reflexão sobre o amor fraterno à luz da Páscoa, ou seja, da vitória do Ressuscitado.

Na sua Primeira Carta, João explicou que em Jesus se manifesta o amor de Deus; mais: que Deus é amor. Porque Deus nos amou primeiro, nós também devemos amar e, como Deus não se vê, devemos amá-lo no irmão que vemos. Pois – e neste ponto engata a2ª leitura de hoje – nossos irmãos são filhos de Deus, porque acreditam em Jesus Cristo (1Jo 5,1; cf. Jo 1,12-13); ora, quem ama o Pai, deve amar também seus filhos. Que amamos seus filhos verifica-se na observância de seus mandamentos – o mandamento do amor, que Cristo nos deixou (Jo 13,31-35). Estes mandamentos não são um peso, mas antes, alegria, pois significam vitória sobre o mundo: a vitória daquele que crê em Jesus Cristo, que pelo sangue de sua cruz e pelo Espírito que nos deu – e também pela água do batismo, que significa tudo isso – vence o processo contra o mundo (cf. Jo 16,7-11).

Sintetizando o pensamento dinâmico e associativo de Jo, podemos dizer: a comunidade da fé em Jesus Cristo, do batismo em seu nome e do Espírito que ele envia é uma comunidade de irmãos, filhos de Deus, que, por causa da palavra de Cristo, devem amar-se mutuamente, como Deus os amou em Cristo. O amor é o sinal da fé que nos faz participar da vitória de Cristo sobre o “mundo” (no sentido joanino de poder egocêntrico e autossuficiente). Pois essa vitória foi a vitória do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte.

O que Jo explica numa meditação teológica, o livro dos Atos nos mostra de modo narrativo (1ª leitura). A comunidade dos primeiros cristãos era “um só coração e uma só alma”. Praticavam a comunhão de bens, modo mais seguro para que ninguém tivesse de menos enquanto outros tivessem demais. Não havia necessitados entre eles. Vendiam seus imóveis para alimentar a caixa comum, sob a supervisão dos apóstolos. Certo, as circunstâncias eram especiais. Viviam na fé de que Cristo voltaria logo. Não precisavam constituir um capital para seus filhos. Contudo, talvez tenham constituído o melhor capital imaginável: uma comunidade de amor fraterno.

Ambas as leituras falam do amor no interior da comunidade cristã. É importante observar isso, pois não se trata de amor filantrópico, que dá um pedacinho para cá e um pedacinho para lá, mas do amor fraterno, que é comunhão de vida. Só num compromisso mútuo, selado pelo amor do Pai e a força do Espírito de Cristo, pode-se falar de amor cristão no sentido estrito. Trata-se do amor como realização escatológica: algo de Deus aqui na terra. Só enquanto realizarmos essa efetiva comunhão com aos outros discípulos do mesmo Mestre num espírito comum, comunicaremos também, de modo autêntico e singelo, nosso carinho a todos os homens. A comunhão fraterna na comunidade de fé é a revelação do amor de Deus para o mundo (cf. Jo 13,35) e a fonte de nossa amorosa atenção para o mundo. Nela haurimos a força para nos doar ao mundo, como Deus lhe doou seu único Filho (Jo 3,16). Um cristianismo sem comunidade fraterna é um fantasma.

Também a mensagem de paz e a missão do mútuo perdão, que Jesus lega aos seus no dia de sua ressurreição (evangelho), dando-lhes seu Espírito, é, em primeiro lugar, esta missão da plena comunhão no seio da comunidade. O Espírito lhes é dado para ser a alma desta comunidade, que o fará irradiar também para fora.

Uma meditação sobre a experiência pascal dos primeiros cristãos talvez nos liberte das saudades de um cristianismo quantitativo e nos converta para um cristianismo qualitativo, procurando realizar uma encarnação radical do amor de Deus em comunidades realmente dignas do nome de Cristo, que serão, também, as melhores testemunhas para a grande massa dos que Deus quer reunir em seu amor.

A COMUNIDADE QUE NASCEU DA PÁSCOA

Este domingo pascal acentua o dom do Espírito pelo Cristo ressuscitado. O evangelho narra como Jesus, na própria tarde da Páscoa, apareceu aos discípulos no cenáculo, dando-lhes o Espírito Santo; e como, no domingo seguinte, Jesus mostrou seu lado aberto a Tomé, testemunha da primeira hora, mas proclamando felizes, doravante, os que acreditarem sem ter visto (v. 29).

Queremos deter-nos no tema do dom do Espírito e a vida da comunidade. O dom do Espírito serve em primeiro lugar para perdoar o pecado (v. 22-23). Pois os discípulos continuam a obra que Jesus iniciou: na primeira apresentação por João Batista, Jesus fora chamado “o cordeiro que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). A reconciliação com Deus e entre os irmãos é condição necessária para que seja possível a comunidade que Jesus deseja.

Na 1ª leitura vemos como essa comunidade funciona. Continuando a reunir-se, depois da morte e ressurreição de Jesus, e animada por seu Espírito, procurava viver em unidade perfeita: um só coração e uma só alma. Colocavam seus bens em comum, ninguém considerava seu o que possuía, e assim não havia carência no meio deles. Comunhão dos bens materiais, mas também dos bens intelectuais, afetivos, espirituais. O que chamamos de “fraternidade” era realidade entre eles. Não era uma mera agremiação piedosa. Era uma união de vida.

Comunidade cristã é união de vida dos que seguem aquele que deu a vida por nós, Jesus Cristo. Ele nada guardou para si. Nós também, não devemos guardar para nós nada dos bens que nos foram dados – tanto materiais como intelectuais, morais etc. Somos administradores, não proprietários, e isso é uma razão a mais para sermos muito responsáveis naquilo que fazemos: não nos pertence. Pertence a Deus e é destinado aos nossos irmãos e irmãs. Assim como Cristo deu sua própria vida em sinal do amor de Deus, assim também nós devemos dar a vida pelos irmãos (1Jo 3,16). Dar a vida, vivendo ou morrendo... morrendo de uma morte que em Cristo se transforma em vida.

Essa vida de comunhão é obra do Espírito de Cristo, que é o sopro de Deus que ressuscitou Jesus dentre os mortos. Podemos também dizer que o Espírito de Deus faz ressuscitar em nós a vida que Jesus viveu. Foi isso que experimentaram os primeiros cristãos, e é isso que a Igreja sempre terá de vivenciar. Não o egoísmo de uma instituição fechada sobre si mesma e de cristãos só de nome, mas uma comunhão de irmãos e irmãs, que contagia o mundo. Essa é a nossa fé, que vence o mundo (2ª leitura).

A vida de Jesus ressuscita em nós. Paulo diz: “Não sou eu quem vivo, mas Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). João escreve seu evangelho para que estejamos firmes na fé em Jesus e nessa fé tenhamos a vida. Mas não se trata de uma vida qualquer. Trata-se da vida que Jesus nos mostrou. Por isso João descreveu os gestos de Jesus, seus sinais que falavam de Deus (Jo 20,30-31). Seja nossa vida, nossa comunidade, tal sinal: “Nisto todos conhecerão que sois discípulos meus: que vos ameis uns aos outros” (Jo 13,35).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Essas leituras nos impulsionam à relação com o Ressuscitado. Aquele que pode transformar nossos sentimentos diversos em paz e alegria para testemunhá-lo. Para isso, ele sopra sobre nós seu Espírito, para vivermos o perdão dos pecados.

— Outras “chagas” se apresentam diante de nós no mundo contemporâneo. Os pobres, doentes e excluídos de nosso mundo representam novos rostos com os quais podemos praticar a experiência de Tomé. Tocar essas feridas de hoje implica ser presença solidária, acompanhar, contribuir, apoiar, alimentar uma sintonia e comunhão com aqueles que clamam por justiça e por uma presença consoladora, carregada de ternura e compaixão.

— A experiência de encontro com o Senhor ressuscitado não é delírio dos primeiros discípulos ou idéia infundada da comunidade primitiva. A mudança de vida confirma o que o Espírito Santo gera naqueles que se dispõem a ele. Assim, que nossas liturgias nos ajudem a viver o compromisso do perdão e do amor, a exemplo de Jesus.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

1- A dificuldade em acreditar

O Evangelho deste domingo foi escrito especialmente para as comunidades cristãs que já não tinham conhecido nenhum dos doze apóstolos. Inseridos numa sociedade altamente competitiva, tinham dificuldade em acreditar na ressurreição de Jesus. Queriam, como muitos de nós o desejaríamos ainda hoje, ver, tocar, verificar se efetivamente o Senhor ressuscitara. Interrogavam-se se haveria provas de que Ele estava realmente vivo e, se assim era, por que razão não tornara a aparecer.

João quis dizer aos cristãos da sua comunidade (e a nós) que o Ressuscitado possui uma vida cuja natureza escapa aos nossos sentidos, que não se pode tocar com as mãos nem se pode observar com os olhos. Só pode ser objeto da fé. Isto é válido mesmo para os apóstolos que tiveram a felicidade de fazer uma experiência única do convívio com o Ressuscitado. Todos os apóstolos tiveram os seus instantes de dúvida, e não só Tomé. O seu caminho da fé foi demorado e difícil, embora Jesus lhes tivesse dado tantos sinais para provar que estava vivo. Tomé é o símbolo destas dificuldades vividas por todos.

Não se pode ter fé naquilo que se vê. Não se podem ter provas científicas da ressurreição. Se alguém quer ver, tocar, reconhecer, deve renunciar à fé. Quem possui a segurança da certeza, tem a prova incontestável dum facto, mas não a fé. Nós pensamos: «eles foram felizes porque viram». Mas Jesus diz que felizes são os que não viram, pois, a sua fé é mais autêntica, mais límpida, ou melhor, é a única fé pura.

Perante a proposta do Evangelho, cada um de nós é chamado a transmitir a sua aceitação de fé em Jesus Cristo Ressuscitado, mas também a pode rejeitar, pois não existem outras provas além da própria Palavra.

É na comunidade que nos é possível repetir a experiência que os apóstolos fizeram no dia de Páscoa.

2 – A comunidade, sinal de fé

Não foi por acaso que as duas manifestações de Cristo aos apóstolos ocorreram ao domingo; que a experiência do Ressuscitado acontece com os mesmos; que o Senhor se mostra com as mesmas palavras: «A paz esteja convosco!»; e que em ambos os momentos mostra os vestígios da paixão.

É claramente o que se dá hoje no «dia do Senhor», em que a comunidade é convidada a celebrar a Eucaristia. Pela boca do celebrante, saúda os presentes: «A paz esteja convosco», e nós respondemos: «Ele está no meio de nós». É nesse instante que Ele Se revela vivo à comunidade.

Quem está ausente destes encontros, como Tomé, não pode fazer a experiência do Ressuscitado, não pode ouvir a sua saudação e a sua Palavra, não pode receber a sua paz e o seu perdão, experimentar a sua alegria, receber o seu Espírito. Quem, no dia do Senhor, fica em casa, mesmo que seja para rezar sozinho, pode fazer a experiência de Deus, mas não a do Ressuscitado, pois este torna-se oferenda no lugar onde se reúne a comunidade.

Tomé somente conseguiu fazer a sua profissão de fé no Senhor quando estava em comunidade de irmãos. É a possibilidade que nos é dada também a nós «cada oito dias». E é nessa comunidade, e através dela, que poderemos dar testemunho de vida.

3 – Testemunho de vida

Na e com a comunidade seremos capazes de viver a fé demonstrando a ressurreição de Cristo. Se a comunidade estiver cimentada nas duas características aludidas na primeira leitura, isto é, «tendo um só coração e uma só alma» e «pondo tudo em comum» não sendo inspirada pelo egoísmo, mas sim pela lei do amor, da bondade, da oferta de si, então seremos capazes de atestar que o Espírito de Cristo ressuscitado também nos foi comunicado a nós.

Quem armazena só para si e para a própria família, quem quer engrandecer sozinho, mesmo que vá sempre à igreja, não passa a notícia de que Jesus ressuscitou.

O sinal concreto da nossa fé é este verdadeiro testemunho de amor, de ajuda mútua, de fraternidade. O fundamento mais consistente de que todos somos filhos do mesmo Pai, como nos afirma a segunda leitura: são as obras de amor para com todos aqueles que são gerados por Deus, ou seja, todos os irmãos.

A verdadeira fé nunca se pode separar da vida.

Fala o Santo Padre

Neste domingo o Evangelho de João narra que Jesus apareceu aos discípulos, reunidos com as portas fechadas no Cenáculo, na noite do «primeiro dia depois do sábado» (Jo 20, 19), e que se lhes mostrou de novo no mesmo lugar «oito dias depois» (Jo 20, 26). Desde o início, portanto, a comunidade cristã começou a viver um ritmo semanal, marcado pelo encontro com o Senhor ressuscitado. É quanto ressalta também a Constituição do Concílio Vaticano II sobre a liturgia, afirmando: «Por tradição apostólica, que nasceu do próprio dia da Ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal todos os oito dias, no dia em que bem se denomina dia do Senhor ou domingo» (Sacrosanctum Concilium, 106).

Recorda ainda o Evangelista que nas duas aparições no dia da Ressurreição e oito dias depois o Senhor Jesus mostrou aos discípulos os sinais da crucifixão, bem visíveis e tangíveis também no seu corpo glorioso (cf. Jo 20, 20.27). Aquelas sagradas chagas, nas mãos, nos pés e no lado, são fonte inexaurível de fé, de esperança e de amor da qual todos podem haurir, especialmente as almas mais sequiosas da Divina Misericórdia. […]

Bento XVI, Regina Caeli, 23 de Abril de 2006


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 2º DOMINGO DE PÁSCOA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo de Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus...

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Apenas Jesus viveu a sua passagem da morte à vida. Os seus discípulos vão passar do medo à alegria e à paz, basta-lhes uma palavra - "a paz esteja convosco" - e verem as chagas ainda visíveis no Ressuscitado. Basta-lhes um sopro, o do Espírito de Cristo, para se tornarem embaixadores da reconciliação. Tomé vai passar da dúvida à fé, basta-lhe ver e tocar o que Cristo lhe oferece, então ele crê. "Há muitos outros sinais" cumpridos pelo Ressuscitado, precisa o evangelista, mas os que aqui são referidos são-no para que nós mesmos passemos do questionamento à afirmação - "Ele ressuscitou verdadeiramente!" - e para que O reconheçamos hoje, porque Ele não cessa de fazer sinal ainda e sempre.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
"Meu Senhor e meu Deus!" Há a "fé do carvoeiro". Ela não coloca qualquer questão. Ela é, muitas vezes, em si mesma, muito sólida, não se deixa levar por qualquer dúvida. E há uma fé "inquieta", que não fica em repouso, que procura compreender. A dúvida, então, faz parte desta fé. Certamente, pode haver dúvidas destrutivas, aquela que nasce, por exemplo, de uma inveja, porque se desconfia da infidelidade do outro. Tal não é a dúvida de Tomé. Ele gostaria de acreditar no que lhe dizem os companheiros. Mas esta história da ressurreição de Jesus parece-lhe de tal modo fora da experiência humana mais comum e mais constante, que ele pede, de qualquer modo, um complemento de informação e para ver de mais perto. Não recusa crer, ele quer compreender melhor. A sua dúvida não é fechada, exprime um desejo de ser apoiada na fé. "Deixa de ser incrédulo, sê crente". Mais do que uma reprovação, Jesus dirige-lhe um convite a ter uma confiança maior, total. Então, o Tomé da dúvida torna-se o Tomé que proclama a sua fé como nenhum dos seus discípulos o fez. Ele grita: "Meu Senhor e meu Deus!" A Igreja não abandonará jamais esta profissão de fé. Hoje ainda, ela termina grande parte das orações dirigidas ao Pai, dizendo: "Por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Deus e Senhor". São as próprias palavras de Tomé que alimentam a fé e a oração da Igreja. Então, bem-aventurado Tomé!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Com Tomé... Ao longo da semana que se segue, a partir do grande encontro que Cristo teve conosco na celebração deste domingo, esforcemo-nos em Lhe dizer, como Tomé, a nossa fé. Somos chamados a um diálogo do coração... Mas daí jorrará uma verdadeira felicidade, que poderemos então partilhar à nossa volta.


LITURGIA EUCARÍSTICA

Monição do ofertório: Os dons da terra que vamos consagrar sobre o altar, sejam penhor de que neles oferecemos, juntamente com Cristo ressuscitado, toda a nossa vida, a fim de que consigamos criar uma comunidade inspirada pela lei do amor, da generosidade e da união fraterna.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo [e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Batismo, mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]
No Cânone Romano dizem-se o Comunicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

SANTO

Abraço da paz

Monição: Sacudidos pela novidade da fé em Cristo Ressuscitado, consciencializemo-nos de que há muitos serviços a fazer e muitas funções a desempenhar na nossa comunidade. Tenhamos, pois, a coragem de seguir os passos das primitivas comunidades cristãs, para auxiliarmos mais e melhor todos os nossos irmãos, a fim de termos paz interior e a podermos comunicar a todos os homens.

Monição da Comunhão: Através da comunhão com Cristo ressuscitado, ajudai-nos, Senhor, a aumentarmos a coragem de concretizar o serviço recíproco e a partilha dos bens, a fim de que a nossa fé na ressurreição faça superar todas as divisões e credibilize a nossa ação no meio deste mundo, em que domina a competição e o desejo de domínio sobre os outros.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Disse Jesus a Tomé: Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos. Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.

CÂNTICO DE ACÇÃO DE GRAÇAS: BENDITA E LOUVADA SEJA, M. Simões, NRMS 41

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Concedei, Deus todo-poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Servir, amar, ensinar, preferir, visitar, acariciar, comungar, escolher, defender, advertir, partilhar ter um só coração e uma só alma e saber conviver com os outros, hão-de ser as manifestações concretas de que conseguimos testemunhar a nossa fé em Cristo ressuscitado.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

2ª SEMANA

2ª Feira, 16-IV: Novo nascimento e vida de oração.

At 4, 23-31 / Jo 3, 1-8
Disse Jesus a Nicodemos: Não te admires de eu te ter dito: Vós tendes de nascer de novo.

Jesus fala de um novo nascimento: pela água e pelo Espírito Santo (cf Ev). Com efeito, o batizado recebe uma nova vida – a vida sobrenatural –, é filho adotivo de Deus, participa da sua natureza divina pela graça, passa a ser templo do Espírito Santo. Este novo nascimento requer igualmente uma vida de oração: «Depois de terem rezado…todos ficaram cheios do Espírito Santo». A oração dá-nos uma nova perspectiva da vida corrente, pois começamos a ver os acontecimentos e as pessoas como as vê Deus, quem nos comunica as luzes convenientes.

3ª Feira, 17-IV: Um só coração e uma só alma.

At 4, 32-37 / Jo 3, 7-15
A multidão dos que tinham abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma.

Precisamos aproveitar o Tempo Pascal, apoiados nas palavras de Jesus a Nicodemos, para um novo nascimento: «Vós tendes que nascer de novo» (Ev). Esta renovação pode consistir em imitar o modo de vida dos primeiros cristãos: «com um só coração e com uma só alma» (Leit). Este ideal de comunhão há-de levar a que, em todas as famílias, haja uma verdadeira partilha de bens espirituais e materiais (cf Leit), uma entreajuda entre todos, evitando os pequenos conflitos que são objeto de discórdia.

4ª Feira, 18-IV: As palavras de vida da Bíblia.

At 5, 17-26 / Jo 3, 16-21
Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o homem que acredita n’Ele não se perca.

O Filho de Deus encarnou para que nos recordássemos do amor que Deus tem por cada um de nós (cf Ev). Não podemos esquecer estes ensinamentos que constituem um autêntico tesouro, uma fonte de conselhos e exemplos para os diferentes momentos da nossa vida. Também precisamos anunciar a todos as palavras de vida, ensinadas por Cristo, como disse o Anjo aos Apóstolos (cf Leit). Na leitura da Bíblia encontraremos igualmente as palavras adequadas à missão que temos de tornar a sociedade mais justa.

5ª Feira, 19-IV: A secularização da cultura.

At 5, 27-33 /Jo 3, 31-36
(O sumo sacerdote): Já vos demos a ordem formal de não ensinar em nome de Jesus. E vós enchestes Jerusalém da nova doutrina.

Também nos nossos tempos a cultura secularizada pretende impor-nos o mesmo silêncio. Quer construir uma ordem temporal sem Deus, que é o seu fundamento. E assim se cai nos maiores ataques à dignidade humana: o aborto, a eutanásia, o acasalamento de pessoas do mesmo sexo: «Quem se recusa a crer no Filho, não terá a vida» (Ev). A nossa reação há-de ser como a dos Apóstolos: «Deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens» (Leit). Em todas as situações não podemos prescindir da nossa fé: no mundo do trabalho, dos negócios, da família, da vida, da educação.

6ªFeira, 20-IV:Alimentação saudável.

At 5, 34-42 / Jo 6, 1-15
Então Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos convivas. E fez o mesmo com os peixes.

Jesus ajuda os homens a matar a fome (cf Ev), mas a sua missão fundamental é a libertação do pecado e o fornecimento de alimentos adequados para a alma. Quando pedimos «o pão nosso de cada dia nos dai hoje» (Pai-nosso) referimo-nos às necessidades materiais e também ao pão eucarístico. É bom que o nosso corpo esteja saudável, mas o melhor é que a alma esteja de boa saúde espiritual. Assim se compreende que os Apóstolos se tivessem alegrado de ter sido açoitados por causa do nome de Jesus (cf Leit), pois cumpriam a vontade de Deus.

Sábado, 21-IV: S. Marcos: A transmissão da Boa Nova.

1 Ped 5, 5-14 / Mc 16, 15-20
Jesus apareceu aos onze Apóstolos e disse-lhes: ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova.

São Marcos acompanhou São Paulo na sua primeira viagem apostólica e esteve a seu lado na hora da morte. Foi igualmente discípulo de São Pedro em Roma (cf Leit), e o seu Evangelho é uma reprodução fiel dos ensinamentos deste Apóstolo. O Senhor confiou-a a São Marcos, de um modo especial (cf Oração), e também a todos nós. Para isso precisamos escutá-la, assimilá-la, meditando-a no nosso coração e, depois, comunicá-la aos outros com toda a fidelidade, como fez São Marcos com o que aprendeu junto de S. Pedro e S. Paulo.

Celebração e Homilia: ANTÔNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



CAMPANHA DA VELA VIRTUAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


CLIQUE AQUI, acenda uma vela virtual, faça seu pedido e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida pela sagrada intercessão em nossas vidas!


Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada



QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
ARTE E CULTURA
RELIGIÃO CATÓLICA
Ajuda à Catequese
EVANGELHO DO DIA
ANO DA EUCARISTIA
AMIGOS NPDBRASIL
COM MEUS BOTÕES
LIÇÕES DE VIDA
Boletim Pe. Pelágio
À Nossa Senhora
Orações Clássicas
Consagrações
O Santo Rosário
Devoção aos Santos
Fundamentos da Fé
A Bíblia Comentada
Os Sacramentos
O Pecado e a Fé
Os Dez Mandamentos
A Oração do Cristão
A Igreja e sua missão
Os Doze Apóstolos
A Missa Comentada
Homilias e Sermões
Roteiro Homilético
Calendário Litúrgico
O ANO LITÚRGICO
Padre Marcelo Rossi
Terço Bizantino
Santuário Terço Bizantino
Santuario Theotókos
Mensagens de Fé
Fotos Inspiradoras
Bate-Papo NPD
Recomende o site
Envie para amigos
 
Espaço Aberto
 
MAPA DO SITE
Fale conosco
Enviar e-mail
Encerra Visita
 

 


Voltar


Imprimir

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...


Voltar
Página Inicial |Arte e Cultura | Literatura | BOLETIM MENSAL

Parceiros | Política de Privacidade | Contato | Mapa do Site
VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...
Design DERMEVAL NEVES - © 2003 npdbrasil.com.br - Todos os direitos reservados.