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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.11.2019
33º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Nascerá o sol da justiça trazendo salvação em suas asas!" __

DIA MUNDIAL DOS POBRES
A esperança dos pobres jamais se frustrará (Sl. 9,19)

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Sabemos que o final dos tempos e o fim de todas as coisas é uma realidade. Neste sentido, a liturgia de hoje aborda o tema do julgamento, mostrando que Deus não pode ser manipulado nem comprado. Ele é justo sendo misericordioso, e é misericordioso sendo justo. Certos de que caminhamos rumo ao Senhor, antecipemos este encontro nesta celebração Eucarística, cantando:.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, estamos às portas de encerrar o ano litúrgico. A conclusão desse período nos recorda que o tempo passa e a vida passa veloz! A liturgia destes últimos domingos do tempo comum nos recordou a finalidade de nossa existência como testemunhas de Cristo. Que esta Eucaristia nos ajude a viver bem nossa vocação cristã recebendo a graça da perseverança do testemunho de Cristo para assim merecermos a Vida que Ele nos prometeu. Hoje, celebramos o Dia Mundial dos Pobres: que este dia possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Nosso Deus é o Deus de amor. Não pode salvar o homem sem ele; por isso, faz aliança com seu povo; a salvação é o encontro de duas fidelidades. Mas se Deus é fiel, o povo não o é. Sob a ação das profecias nasce a esperança e a expectativa de um homem que finalmente saberá dar a Deus uma fidelidade absoluta e incondicional: o Messias. Quando ele vier, Deus concederá ao seu povo a plenitude prometida. Uma promessa de vida tal que nada mais haverá de comum entre o mundo presente e o novo paraiso. Uma nova terra, novos céus. Um coração novo tornará o homem sensível à ação do Espírito.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17denovembro-33-domingo-do-tempo-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/61_-_33o_domingo_do_tempo_comum_-_v02.pdf


TEMA
A PERSPECTIVA FINAL

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

O dia do Senhor está próximo

No dia 11 de setembro de 2001, talvez mais completamente do que tinha sido planejado, foram destruídos os dois prédios do chamado centro do comércio mundial. Foi um fim de mundo. Entretanto, ninguém viu no fato a necessidade de uma mudança nos rumos da humanidade: fazer que não seja o comércio, o “mercado”, o único governante do nosso mundo. A reação foi apenas maior violência, agressão armada e econômica. A possível razão dos “inimigos” nem foi considerada.

O Evangelho deste domingo fala da destruição de Jerusalém, ocorrida no ano 70. Começa com a admiração das pessoas pela grandeza, beleza e riqueza do Templo e com a previsão de Jesus: “Não ficará pedra sobre pedra”. No final, diz que os discípulos devem sobreviver por sua perseverança ou resistência.

Estamos chegando ao final do ano litúrgico, e isso nos faz pensar no fim, pois nada deixa de ter o seu término. As grandes crises, as catástrofes da natureza ou das estruturas humanas são ocasião de nova tomada de posição. A própria palavra crise quer dizer julgamento. E tudo nos lembra o fim de cada um e a necessidade de mantermos a coerência, pois só a fidelidade a si mesmo e ao projeto de Deus é capaz de salvar da destruição total. Mantida essa coerência, a crise, o Dia, é de salvação.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo reflecte sobre o sentido da história da salvação e diz-nos que a meta final para onde Deus nos conduz é o novo céu e a nova terra da felicidade plena, da vida definitiva. Este quadro (que deve ser o horizonte que os nossos olhos contemplam em cada dia da nossa caminhada neste mundo) faz nascer em nós a esperança; e da esperança brota a coragem para enfrentar a adversidade e para lutar pelo advento do Reino.

Na primeira leitura, um "mensageiro de Deus" anuncia a uma comunidade desanimada, céptica e apática que Jahwéh não abandonou o seu Povo. O Deus libertador vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse "sol da justiça" que traz a salvação.

O Evangelho oferece-nos uma reflexão sobre o percurso que a Igreja é chamada a percorrer, até à segunda vinda de Jesus. A missão dos discípulos em caminhada na história é comprometer-se na transformação do mundo, de forma a que a velha realidade desapareça e nasça o Reino. Esse "caminho" será percorrido no meio de dificuldades e perseguições; mas os discípulos terão sempre a ajuda e a força de Deus.

A segunda leitura reforça a ideia de que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do Reino.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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RUMO A UM MUNDO NOVO

Diante das dificuldades e conflitos, as primeiras comunidades lembravam as palavras do Mestre: “Tudo será destruído”. Bem sabiam que era pura ilusão ficar admirando construções de pedra como o Templo de Jerusalém, pois aquele mundo em que viviam passaria.

E, se acabaria, era natural que quisessem saber quando. A essa pergunta, porém, Jesus não responde. Nem responde a respeito dos sinais que indicariam a proximidade do fim. Usando a linguagem apocalíptica, linguagem comum na época para se referir ao fim do mundo, Jesus simplesmente fala dos desafios e conflitos que seus seguidores enfrentariam.

Desde quando não existem enganadores, prometendo uma religião fácil de prosperidade material? Desde quando não existem guerras entre as nações, terremotos, fomes e pestes? Desde quando os seguidores de Jesus, por lutarem por um mundo novo, deixaram de ser perseguidos e mortos?

Então as palavras de Jesus nos indicam que, em vez de nos preocuparmos com o fim do mundo, é fundamental nos perguntarmos: Que mundo estamos construindo e que mundo estamos nos esforçando para fazer desaparecer? Pois é aí que ganhamos ou desperdiçamos a vida. “É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!”

De fato, ao falar do Templo de Jerusalém, Jesus falava não do fim “do” mundo, mas do fim “de um” mundo, baseado em estruturas injustas e na busca do poder. Um mundo que vai acabando à medida que construímos novas relações entre nós: relações de justiça, solidariedade, serviço e gratuidade.

E, se este mundo acabará, é fundamental seguir acreditando que o mundo novo do reinado de Deus se tornará pleno. E continuar agindo “para que toda a humanidade se abra à esperança de um mundo novo”, como rezamos na missa.

Estamos aqui a caminho. Um caminho de fé nos passos do Mestre, que nos dá forças para fazer surgir um mundo diferente e fraterno. Fiéis a Jesus, vamos dando fim ao mundo de injustiça, vivendo já a construção de um mundo renovado para, enfim, ganhar de presente o mundo da plenitude de Deus.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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A ESPERANÇA DOS POBRES JAMAIS SE FRUSTRARÁ

“Não é possível jamais iludir o premente apelo que a Sagrada Escritura confia aos pobres. Para onde quer que se volte o olhar, a Palavra de Deus indica que os pobres são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros. São o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra. Mas, perante essa multidão inumerável de indigentes, Jesus não teve medo de se identificar com cada um deles: ‘Sempre que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes’ (Mt 25,40). Esquivar-se dessa identificação equivale a ludibriar o evangelho e diluir a revelação. O Deus que Jesus quis revelar é este: um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança sobretudo a quantos estão desiludidos e privados de futuro […].

Ao aproximar-se dos pobres, a Igreja descobre que é um povo, espalhado entre muitas nações, que tem a vocação de fazer com que ninguém se sinta estrangeiro nem excluído, porque a todos envolve num caminho comum de salvação […].

‘A opção pelos últimos, por aqueles que a sociedade descarta e lança fora’ (EG 195), é uma escolha prioritária que os discípulos de Cristo são chamados a abraçar para não trair a credibilidade da Igreja e dar uma esperança concreta a tantos indefesos. É neles que a caridade cristã encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe força e dá vigor ao anúncio do evangelho […]

[…] Coloquemos de parte as divisões que provêm de visões ideológicas ou políticas, fixemos o olhar no essencial, que não precisa de muitas palavras, mas de um olhar de amor e de uma mão estendida. […] Antes de tudo, os pobres precisam de Deus, do seu amor tornado visível por pessoas santas que vivem ao lado deles e que, na simplicidade da sua vida, exprimem e fazem emergir a força do amor cristão.

[…] A todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres, peço que se empenhem para que este Dia Mundial possa reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade […]” (trechos da mensagem do papa Francisco para o 3º Dia Mundial dos Pobres).

Papa Francisco


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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A ESPERANÇA CRISTÃ

O Senhor vem ao nosso encontro com justiça e amor. Esta liturgia nos anime a permanecer firmes na fé e depositar nele nossa esperança de salvação e vida eterna. Neste dia mundial dos pobres, acolhamos a promessa de Deus de estar sempre conosco, ajudando-nos no compromisso de construir um mundo mais justo, fraterno e solidário para todas as pessoas.

LIÇÃO DE VIDA: A esperança cristã abre nosso coração para a confiança em Deus e para fazermos o bem aos nossos irmãos e irmãs.


RITOS INICIAIS

Jer 29, 11.12.14
ANTÍFONA DE ENTRADA: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

Introdução ao espírito da Celebração
As construções que as pessoas levantam na terra – casas, monumentos, estradas – os livros que escrevem e todas as outras obras das suas mãos, desfazem-se, com o tempo. Muitas vezes teremos visitado coisas que foram obras de arte e que o tempo não poupou. Um destino semelhante têm as pessoas: gente famosa que parecia fazer parar o mundo, quando partiram desta vida, rapidamente foram esquecidas e ninguém agora se lembra delas. O que ficará em pé, na memória das pessoas, da minha vida na terra? Nós, que aspiramos à imortalidade, levantando monumentos, escrevendo memórias – sofremos com este apagamento completo, como se fora uma morte total. A que devemos recorrer para dar valor na vida presente?

ACTO PENITENCIAL

Deixamo-nos desorientar na selecção de valores e facilmente corremos atrás de coisas sem interesse, e enchemo-nos de preocupações por coisas que nada valem. Isto leva-nos ao desleixo das coisas de Deus – a oração e a fidelidade aos Mandamentos –, não preparando cuidadosamente uma eternidade feliz. Arrependamo-nos e prometamos, com a ajuda do Senhor, emenda de vida.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Senhor, preocupa-nos o que os outros pensam de nós e procuramos só as aparências de uma vida cristã. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

•   Cristo, desejamos muitas vezes um mundo melhor, Mas não nos vemos que depende da nossa conversão. Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

•   Senhor, somos descuidados na oração de cada dia e não cumprimos os Mandamentos da Vossa Lei. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta Malaquias anuncia ao Povo de Deus, desanimado, céptico e apático, que Jahwéh não os abandonou. O Deus libertador vai intervir no mundo, vai derrotar o que oprime e rouba a vida e vai fazer com que nasça esse «sol da justiça» que traz a salvação.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Malaquias 3,19-20

Leitura da profecia de Malaquias. 3 19 Porque eis que vem o dia, ardente como uma fornalha. E todos os soberbos, todos os que cometem o mal serão como a palha; este dia que vai vir os queimará - diz o Senhor dos exércitos - e nada ficará: nem raiz, nem ramos. 20 Mas, sobre vós que temeis o meu nome, levantar-se-á o sol de justiça que traz a salvação em seus raios. Saireis e saltareis, livres como os bezerros ao saírem do estábulo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é tirada do final do profeta Malaquias: são os dois primeiros versículos do capítulo 4 da Vulgata; na bíblia Hebraica e na Neovulgata, o capítulo 3 tem mais 7 versículos (Mal 3, 19-34) que correspondem a Mal 4, 1-7. O profeta da época persa volta a insistir na doutrina dos profetas pré-exílicos acerca do dia de Yahwé, como dia de juízo, de castigo e terror para os maus, e de salvação para os que temem a Deus. Para estes «nascerá o sol de justiça – o Messias – trazendo a salvação nos seus raios, (à letra: nas suas asas; as asas do Sol são uma bela metáfora para designar os seus raios).

..........

O último livro da coleção dos Profetas termina anunciando o Dia do Senhor, dia de condenação dos perversos e de alívio para os justos. Responde aos que pensavam: “Não vale a pena servir a Deus! Que proveito a gente tira guardando os seus mandamentos ou caminhando amargurado na presença do Senhor? Pois, então, vamos dar os parabéns aos atrevidos, eles progridem praticando injustiças, desafiam a Deus e acabam salvando-se” (vv. 14-15).

O Dia do Senhor há de chegar “como forno aceso a queimar”. Há de destruir os atrevidos, como se fossem palha. Mas, “para vocês que buscam seguir a lei do Senhor, o sol da justiça há de brilhar”, diz o texto.

Quando se fala hoje em apocalipse, em julgamento final da humanidade, geralmente se pensa em destruição indiscriminada de tudo e de todos. Frequentemente se cita a Bíblia como testemunha que anuncia uma próxima catástrofe final e universal. Contudo, o castigo que os profetas, como Malaquias, anunciam é apenas para os maus, pois, para “os que temem o Senhor”, o Dia traz “o alívio em suas asas”.

AMBIENTE

O nome "Malaquias" não é um nome próprio. Significa "o meu mensageiro"; é o título tomado por um profeta anónimo, sobre o qual praticamente nada sabemos e que se apresenta como "mensageiro" de Deus.

É, de qualquer forma, um profeta do período pós-exílico. Na sua época, o Templo já havia sido reconstruído (cf. Mal 1,10) e o culto já funcionava - ainda que mal (cf. Mal 1,7-9.12-13)... No entanto, o entusiasmo pela reconstrução estava apagado; desanimado ao ver que as antigas promessas de Deus não se tinham cumprido, o Povo havia caído na apatia religiosa e na absoluta falta de confiança em Deus...

Duvidava do amor de Deus, da sua justiça, do seu interesse por Judá. Todo este cepticismo tinha repercussões no culto (cada vez mais desleixado) e na ética (multiplicavam-se as falhas, as injustiças, as arbitrariedades). Este quadro, posterior à restauração do Templo, situa-nos na primeira metade do séc. V a.C. (entre 480 e 450 a.C.).

Este "mensageiro de Deus" reage vigorosamente contra a situação em que o Povo de Judá está a cair. Coloca cada um diante das suas responsabilidades para com Jahwéh e para com o próximo, exige a conversão do Povo e a reforma da vida cultual. A sua lógica é a lógica deuteronomista: se o Povo se obstinar em percorrer caminhos de infidelidade à Aliança, voltará a conhecer a morte e a infelicidade; mas se o Povo se voltar para Deus e cumprir os mandamentos, voltará a gozar da vida e da felicidade que Deus oferece àqueles que seguem os seus caminhos.

Uma nota de carácter prático: o texto que nos é hoje proposto aparece, nas edições mais recentes da Bíblia, numerado não como 4,1-2, mas como 3,19-20.

MENSAGEM

O nosso texto refere-se ao "dia do julgamento" - isto é, ao dia em que Jahwéh vai intervir na história, no sentido de destruir o mal, a injustiça, a opressão, o pecado e fazer triunfar o bem, a justiça, a verdade. Diante do fogo do Senhor que purifica e renova, "serão como palha os soberbos e malfeitores" e o Senhor "não lhes deixará nem raiz nem ramos"; em contrapartida, para os que se mantêm nos caminhos da aliança e dos mandamentos, "nascerá o sol da justiça, trazendo nos seus raios a salvação".

De que é que o "mensageiro" de Deus está a falar? Está a falar do "fim do mundo"? Não. Está a referir-se ao "dia do Senhor" - um conceito que aparece com frequência na literatura profética (cf. Am 5,18; Sof 1,14-18; Jl 2,11) para designar o momento da intervenção de Deus na história, o momento em que Jahwéh vai oferecer ao seu Povo a salvação definitiva... O profeta está - utilizando uma linguagem e imagens tipicamente proféticas - a pedir aos seus concidadãos que não desanimem nem desesperem, pois Deus vai intervir no mundo para fazer aparecer um mundo novo. Trata-se, fundamentalmente, de um apelo à esperança: "apesar da situação caótica em que estamos, não desanimemos, mantenhamo-nos fiéis a Jahwéh, pois Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade para todos". As imagens do "fogo" devorador e da "palha" que é integralmente queimada são imagens bíblicas muito comuns na época (sobretudo entre os autores apocalípticos) para significar a intervenção de Deus, a actuação libertadora de Deus no mundo. Como imagens que são, não devem ser tomadas à letra...

Para os cristãos, esta profecia compreende-se à luz da intervenção libertadora de Jesus: Ele é o "sol de justiça" que brilha no mundo e que insere os homens na dinâmica de um mundo novo - a dinâmica do "Reino".

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

• Muitas vezes temos a sensação de que o nosso mundo caminha para o abismo e que nada o pode deter. Olhamos para o mapa dos conflitos bélicos e vemos pintados de sangue o presente e o futuro de tantos povos; olhamos para a natureza e vemo-la devorada pelos interesses das multinacionais da indústria; olhamos para as pessoas e vemo-las fechadas no seu cantinho, desinteressadas das grandes questões (fala-se, até, de uma "geração rasca" e de "crise de valores" para descrever o quadro de desinteresse, de descomprometimento, de ausência de grandes ideais)... A questão é: a esperança ainda faz sentido? Este mundo tem saída? Um profeta anónimo de há 2450 anos dá voz à esperança e garante-nos: Deus não nos abandonou; Ele vai intervir - Ele está sempre a intervir - no mundo...

• É preciso ter consciência de que a intervenção libertadora de Deus não deve ser projectada apenas para o "último dia" do mundo... Ela acontece a cada instante; e nós devemos estar numa espera vigilante e activa, a fim de sabermos reconhecer e acolher de braços abertos a intervenção salvadora e libertadora de Deus na nossa história e na nossa vida.

• Muitas vezes esta profecia e outras semelhantes são usadas pelas seitas (e, às vezes, até por certos grupos que se dizem cristãos, mas que seguem o mesmo percurso das seitas) para incutir medo: "está a chegar o fim do mundo e quem, até lá, não ganhar juízo, irá sofrer castigos pavorosos e ser atirado para o inferno"... Interpretar estes textos desta forma é distorcer gravemente a Palavra de Deus: eles não pretendem amedrontar-nos, mas fortalecer a nossa esperança no Deus libertador e dar-nos a coragem necessária para enfrentar os dramas da vida e da história.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Ml 3,19-20a[4,1-2a]) Aproxima-se o dia do juízo e da salvação – Malaquias vivia nos anos difíceis depois do exílio babilônico. O templo tinha sido reconstruído, mas onde ficava a paz definitiva, a nova era? Ml vê seu tempo como o cenário da intervenção final de Deus. Deus está de novo no templo, mas que foi feito do povo? O profeta tem que denunciar, mas consola também os justos e piedosos, que ficam confundidos ao enxergar a prosperidade dos ímpios (3,13-15). Aproxima-se o dia da justiça e da salvação, o “dia de Javé”, pintado em cores apocalípticas: fogo que destrói o orgulho, “sol da justiça” que se levanta para os justos. * 3,19 cf. Sf 1,14-18; Ml 3,2-3 * 3,20 cf. Sl 37[36],5-6; Lc 1,78-79; Jo 8,12.



Salmo Responsorial

Monição: O Salmo que a Liturgia nos convida a cantar é um hino de louvor e ação de graças ao Senhor, pelas maravilhas que ele tem realizado em favor do Seu Povo. Será a nossa resposta litúrgica à interpelação que o Senhor nos fez pela primeira leitura.

SALMO RESPONSORIAL – 97/98

O Senhor virá julgar a terra inteira;
com justiça julgará.

Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa
e da cítara suave!
Aclamai, com os clarins e as trombetas,
ao Senhor, o nosso Rei!

Aplauda o mar com todo ser que nele vive,
o mundo inteiro e toda gente!
As montanhas e os rios batam palmas
e exultem de alegria.

Exultem na presença do Senhor, pois ele vem,
vem julgar a terra inteira.
Julgará o universo com justiça
e as nações com eqüidade.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo, na segunda carta aos fiéis de Tessalónica, ensina-nos que, enquanto esperamos a vida definitiva, não temos o direito de nos instalarmos na preguiça e no comodismo, alheando-nos das grandes questões do mundo e evitando dar o nosso contributo na construção do Reino.

2 Tessalonicenses 3,7-12

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses. 3 7 Irmãos, sabeis perfeitamente o que deveis fazer para nos imitar. Não temos vivido entre vós desregradamente, 8 nem temos comido de graça o pão de ninguém. Mas, com trabalho e fadiga, labutamos noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. 9 Não porque não tivéssemos direito para isso, mas foi para vos oferecer em nós mesmos um exemplo a imitar. 10 Aliás, quando estávamos convosco, nós vos dizíamos formalmente: “Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer”. 11 Entretanto, soubemos que entre vós há alguns desordeiros, vadios, que só se preocupam em intrometer-se em assuntos alheios. 12 A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranqüilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

S. Paulo, em face da falsa ideia da iminência da parusia, ou segunda vinda de Cristo, que circulava em Tessalónica e que levava alguns à ociosidade e ao desinteresse pelo trabalho (cf. 2 Tes 2, 2), vê-se forçado a falar com energia acerca da necessidade de trabalhar. Recorre mesmo à ironia: «quem não quer trabalhar, também não deve comer!» (v. 10). Como se vê, a fé pregada pelos Apóstolos nada tinha de alienante, mas tudo ao contrário.

10 «Quando ainda estávamos convosco…». Daqui se deduz que a doutrina sobre o trabalho tinha grande importância na pregação de S. Paulo, pois já a tinha pregado durante a rápida evangelização da cidade de Tessalónica.

..........

Entre as comunidades que são Paulo havia fundado, muitas pessoas insistiam na expectativa próxima da parúsia, ou segunda vinda de Jesus. Daí surgiu esta maneira de pensar: “Como Jesus volta logo e resolve todos os nossos problemas, ninguém precisa mais cuidar de ter um trabalho nem se preocupar com os rumos que o mundo vai tomando; é só esperar mais um pouco, que tudo estará resolvido. Para sobreviver até lá, dá-se um jeito, outros ajudam, falta pouco tempo para a vinda gloriosa de Jesus…”.

Foi então que a segunda carta aos Tessalonicenses veio esclarecer a questão com a autoridade do próprio Paulo. O trecho de hoje vai direto ao assunto.

O testemunho do próprio Paulo é fundamental. Na primeira carta aos Tessalonicenses (2,9), ele lembrava que, quando lá esteve evangelizando da primeira vez, trabalhava dia e noite para não ser pesado a ninguém.

Como disse no capítulo 9 da primeira carta aos Coríntios, ele teria o direito de ser mantido pela comunidade, mas o dispensou. Fez isso em Corinto para manter sua independência e não prejudicar a pregação do Evangelho; fez isso em Tessalônica por coerência com os fatos e por solidariedade com os trabalhadores braçais, os primeiros a aceitar sua pregação. O texto de hoje vê aí o exemplo de amor ao trabalho, que sustenta e dignifica a pessoa. Era isso que aqueles cristãos precisavam ouvir.

AMBIENTE

Continuamos a ler a Segunda Carta aos Tessalonicenses. O seu autor dirige-se - como já vimos nos domingos anteriores - a uma comunidade que vive com entusiasmo a sua fé e que dá um testemunho vigoroso e comprometido da sua adesão ao Evangelho de Jesus, mesmo no meio das dificuldades e das perseguições... No entanto, a partida precipitada de Paulo (que teve de deixar Tessalónica à pressa para fugir a uma cilada armada contra ele pelos judeus da cidade) não permitiu que a catequese ficasse completa e que certas questões de fé fossem suficientemente desenvolvidas e amadurecidas. Uma dessas questões - que inquietava grandemente os tessalonicenses - era a da segunda vinda do Senhor.

Nesta carta percebe-se, claramente, que alguns cristãos de Tessalónica, persuadidos de que a vinda do Senhor estava muito próxima, viviam "nas nuvens", negligenciando os seus deveres de todos os dias (2 Tes 2,1-2). Agora, a única coisa que faz sentido - dizem eles - é ter os braços, os olhos e o coração voltados para o céu, esperando a vinda gloriosa do Senhor. Esta atitude compreende-se ainda melhor à luz da antropologia grega, segundo a qual o homem deve viver voltado para o mundo ideal e espiritual, fugindo o mais possível do terreno e material; o trabalho manual - de acordo com esta perspectiva - é degradante, sem valor algum para a construção da pessoa e deve ser evitado a todo o custo... É este o enquadramento da nossa leitura.

MENSAGEM

O autor da Segunda Carta aos Tessalonicenses rejeita totalmente esta concepção e a atitude daqueles que - com a desculpa da iminência da vinda do Senhor - vivem ocupados com futilidades e não fazem nada de útil. Nas entrelinhas percebemos a perspectiva de inspiração semita, segundo a qual a condição corporal do homem não é um castigo; portanto, o trabalho manual não envelhece, mas dignifica.

De resto, o autor da carta dá como exemplo o próprio Paulo: ele nunca escolheu a ociosidade, nem viveu à custa de quem quer que fosse ("trabalhamos noite e dia com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós" - vers. 8); até mesmo durante as suas viagens missionárias, Paulo nunca aceitou qualquer pagamento - o que mostra que o seu amor pelos cristãos e pelas comunidades é sincero e nunca teve qualquer interesse material.

O tom desta passagem é exigente, solene, autoritário, pois está em jogo algo de fundamental - a harmonia da comunidade. É que, se numa comunidade houver parasitas que vivem à custa dos demais, rapidamente a comunidade chegará a uma situação insustentável: o equilíbrio romper-se-á, surgirão os conflitos, as acusações, as divisões e a fraternidade será uma miragem. Viver em comunidade exige a repartição equitativa dos recursos a que a comunidade tem acesso; mas exige, também, a responsabilização de todos os membros, a fim de que todos ponham ao serviço dos irmãos os próprios dons e contribuam para a construção, para o equilíbrio e para a harmonia comunitárias.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes pontos:

• Ao contrário do que dizem alguns "iluminados", o cristianismo não fomenta a evasão deste mundo, nem pretende fazer alienados que vivam de olhos postos no céu e passem ao lado das lutas dos outros homens... Pelo contrário, o cristianismo vivido com verdade, seriedade e coerência potencia um empenhamento sincero na construção de um mundo mais justo e mais fraterno, todos os dias, vinte e quatro horas por dia. O "Reino de Deus" é uma realidade que atingirá o ponto culminante na vida futura; mas começa a construir-se aqui e agora e exige o esforço e o empenho de todos. A minha atitude é a de quem se comprometeu com o "Reino" e procura construí-lo em cada instante da sua existência?

• Nas comunidades cristãs encontramos, com frequência, pessoas que falam muito e mandam muito, mas fazem muito pouco e, muitas vezes, ainda se aproveitam dos trabalhos dos outros para se enfeitar de louros... Também encontramos aqueles que são apenas "consumidores passivos" daquilo que a comunidade constrói, mas não se esforçam minimamente por colaborar. Qual é a minha atitude face a isto? Dou o meu contributo na construção da comunidade? Ponho a render os meus dons?

• A Palavra interpela também as comunidades religiosas... A vida religiosa pode ser apenas uma vida cómoda (com cama, mesa e roupa lavada garantidas) para pessoas que gostam de viver instaladas, arrumadas, sem ambições... É preciso cuidado para não nos tornarmos parasitas da sociedade (e, muitas vezes, de pessoas que vivem muito pior do que nós e que ainda partilham connosco o pouco que têm): a nossa missão é tornarmo-nos "sinais" que anunciam o mundo novo e trabalhar para que esse mundo novo seja uma realidade.

Subsídios:
2ª leitura: (2Ts 3,7-12) Preparar a vinda do Senhor significa trabalhar – Aos fanáticos de Tessalônica, vivendo de fantasias a respeito da Parusia, Paulo diz: “Quem não trabalha, não coma”. Paulo mesmo deu o exemplo do trabalho manual. * 3,7-9 cf. 1Cor 4,16; Gl 4,12; Fl 3,17; 1Ts 2,9; At 18,3; 20,33-35; 1Cor 9,12-18; 1Ts 2,9; Fl 3,17.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28).

Evangelho

Monição: O Evangelho desperta-nos da preguiça com que nos deixamos atar e levanta o nosso espírito para uma vida cheia de esperança.

Lucas 21,5-19

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 21 5 Como lhe chamassem a atenção para a construção do templo feito de belas pedras e recamado de ricos donativos, Jesus disse: 6 “Dias virão em que destas coisas que vedes não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído”. 7 Então o interrogaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E que sinal haverá para saber-se que isso se vai cumprir?” 8 Jesus respondeu: “Vede que não sejais enganados. Muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais após eles. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas não virá logo o fim”. 10 Disse-lhes também: “Levantar-se-ão nação contra nação e reino contra reino. 11 Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu. 12 Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim. 13 Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho. 14 Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa, 15 porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários. 16 Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. 17 Sereis odiados por todos por causa do meu nome. 18 Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. 19 É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Para compreendermos melhor o «discurso escatológico» do Senhor nos três Sinópticos temos de ter em conta, por um lado, o estilo apocalíptico já usado nos Profetas e muito em voga na época, em que se recorria sistematicamente a imagens arrojadas, como convulsões cósmicas – fenómenos espantosos e grandes sinais no céu (v. 11) –, a anunciar a chegada do supremo Juiz. Por outro lado, na mentalidade judaica, que era a dos discípulos, a destruição do Templo era inseparável do fim do mundo e do juízo final (2ª vinda de Cristo). Jesus não pretende esclarecer definitivamente esta questão teorética e curiosa, nem o autor inspirado que, apesar do seu estofo de historiador, não devia estar em condições de fazer uma destrinça perfeita do que se refere ao fim de Jerusalém e ao fim do mundo. Com efeito, ainda que S. Lucas seja mais minucioso nos pormenores relativos ao fim do Templo, não é certo que tenha escrito o seu Evangelho após estes acontecimentos do ano 70 e, em qualquer dos casos, é de uma grande fidelidade às fontes.

Nos Evangelhos os dois acontecimentos não se confundem, mas também não se destrinçam perfeitamente, o que até pode ser intencional, se considerarmos que a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém são como que uma figura, um símbolo e um sinal da catástrofe do fim do mundo. Também, dado o género apocalíptico, não podemos concluir que o fim do mundo será mesmo uma catástrofe, como por vezes se pensa. O fim de Jerusalém não foi catástrofe para os cristãos que, avisados por este discurso, tinham abandonado a cidade a tempo e se viram mais livres da fúria dos judeus. O fim do mundo só pode ser temível para os inimigos de Deus, que põem toda a sua única esperança num mundo que inexoravelmente se lhe escapará; para os que amam a Deus, «todas as coisas concorrerão para o bem» (Rom 8, 28) e nenhum cabelo… se perderá (v. 18).

7 «Quando será tudo isto?» Jesus não é um adivinho que está à disposição dos seus para lhes satisfazer a natural curiosidade acerca do futuro. Jesus é o Mestre que sente necessidade de acautelar os seus discípulos das graves dificuldades que hão-de surgir, a fim de que estes, já prevenidos, não venham a desanimar: «Não vos deixeis enganar» (v. 8); «não vos alarmeis» (v. 9).

9 «É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Jesus não quer que consideremos as catástrofes e perseguições de que fala como sinais dum fim do mundo imediato! O Evangelho há-de estender-se a toda a gente e a todos os lugares, não num mar de rosas e num condicionalismo ideal e privilegiado, mas precisamente no meio de todas as dificuldades, mesmo as proverbialmente tidas como as maiores – guerras, grandes terramotos, fomes e epidemias (vv. 10-11) – e no meio das perseguições. Jesus só exige dos seus uma fé grande: «Não os sigais» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), e «perseverança» (v. 19).

No texto cruzam-se três planos: a destruição de Jerusalém, o tempo intermédio e o fim dos tempos. Jesus quer que nos centremos no tempo que nos toca viver, o tempo intermédio, que exige uma série de atitudes: «não vos deixeis enganar» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), «tereis ocasião de dar testemunho» (v. 12-13), «perseverança» (v. 19).

..........

A destruição do Templo e da cidade de Jerusalém foi um fim de mundo. É disso que o Evangelho nos fala. Firmes até o fim, os cristãos escapam da destruição. O Evangelho não fala do fim do mundo, do final da história da humanidade, mas de um fim que é novo começo, de um fim que está sempre acontecendo.

A destruição de Jerusalém foi, para o cristianismo inicial, algo parecido com a morte da mãe antes do corte do cordão umbilical. Os primeiros cristãos estavam ainda muito ligados à religião judaica. Com a grande revolta do ano 66 e a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém no ano 70, toda a estrutura física e humana daquela instituição judaica foi demolida. Foi um fim, mas também novo começo.

Sinais de que a hora da destruição está chegando serão os fatos ligados à revolta judaica. Na Galileia, grupos de pequenos proprietários, em consequência da exploração exercida pelo império romano e das altas taxas de juros cobradas pelos judeus ricos, perderam tudo o que possuíam e passaram a formar quadrilhas de assaltantes, então chamados de lestês, bandidos. Chegavam a assaltar uma caravana romana e depois repartir os alimentos nas aldeias, pois o povo morria de fome. No ano 66 (36 anos depois da morte de Jesus), eles entraram em Jerusalém, queimaram os documentos de suas dívidas, que lá estavam, e dominaram a cidade. Foi a grande revolta.

Seus líderes passaram, logo em seguida, a competir entre si, cada qual reivindicando o título de Messias, pretendendo ser a realização das esperanças de todo o povo. Cada um dizia: “O Messias, o salvador da pátria, sou eu!”, “chegou a hora!”. O Evangelho aconselha os discípulos de Jesus a não acreditar nisso nem se apavorar com a guerra em curso.

Como era de esperar, Roma não ficou passiva; ao contrário, mandou seus exércitos que estavam na Síria invadir a Palestina e acabar com a “brincadeira”. Isso, em decorrência também da momentânea instabilidade política em Roma, demorou algum tempo: só no ano 70 (quatro anos depois) a cidade de Jerusalém foi destruída e os últimos focos de resistência, alguns anos depois, foram eliminados.

E os cristãos? Não devem participar da loucura da revolução nem ficar apavorados, apesar de perseguidos por todos os lados. Especialmente nessas circunstâncias, a fidelidade a Jesus cria problemas até mesmo dentro de casa. Quantas vezes os mais próximos é que vão denunciar o discípulo, que age e fala de maneira contrária aos critérios deste mundo (que são os mesmos tanto do lado dos revoltosos quanto do lado do império romano)? Devem, no entanto, os discípulos ficar firmes no testemunho de Jesus e ser coerentes até o fim. O que salva, diz Jesus, não é filiar-se a um dos dois lados, mas a coerência resistente até o fim.

AMBIENTE

Estamos em Jerusalém, nos últimos dias antes da paixão. Como acontece com os outros sinópticos (cf. Mt 24-25; Mc 13), também Lucas conclui a pregação de Jesus com um discurso escatológico onde se misturam referências à queda de Jerusalém e ao "fim dos tempos". Na versão lucana, Jesus está nos átrios do Templo com os discípulos (na versão de Mateus e de Marcos, Jesus está no monte das Oliveiras); é a contemplação das belas pedras do Templo, que leva Jesus a esta catequese escatológica.

MENSAGEM

O discurso escatológico que Lucas nos traz é uma apresentação teológica onde aparecem, em pano de fundo, três momentos da história da salvação: a destruição de Jerusalém, o tempo da missão da Igreja e a vinda do Filho do Homem (que porá fim ao "tempo da Igreja" e trará a plenitude do "Reino de Deus").

O texto começa com o anúncio da destruição de Jerusalém (vers. 5-6). Na perspectiva profética, Jerusalém é o lugar onde deve irromper a salvação de Deus (cf. Is 4,5-6; 54,12-17; 62; 65,18-25) e para onde convergirão todos os povos empenhados em ter acesso a essa salvação (cf. Is 2,2-3; 56,6-8; 60,3; 66,20-23). No entanto, Jerusalém recusou a oferta de salvação que Jesus veio trazer. A destruição da cidade e do Templo significa que Jerusalém deixou de ser o lugar exclusivo e definitivo da salvação. A Boa Nova de Jesus vai, portanto, deixar Jerusalém e partir ao encontro de todos os povos. Começa, assim, uma outra fase da história da salvação: começa o "tempo da Igreja" - o tempo em que a comunidade dos discípulos, caminhando na história, testemunhará a salvação a todos os povos da terra.
Vem, depois, uma reflexão sobre o "tempo da Igreja", que culminará com a segunda vinda de Jesus (vers. 7-19). Como será esse tempo? Como vivê-lo?

Em primeiro lugar, Lucas sugere que, após a destruição de Jerusalém, surgirão falsos messias e visionários que anunciarão o fim (o que é, aliás, vulgar em épocas de crise e de catástrofe). Lucas avisa: "não sigais atrás deles" (vers. 8); e esclarece: "não será logo o fim" (vers. 9). A destruição de Jerusalém no ano 70 pelas tropas de Tito deve ter parecido aos cristãos o prenúncio da segunda vinda de Jesus e alguns pregadores populares deviam alimentar essas ilusões... Mas Lucas (que escreve durante os anos 80) está apostado em eliminar essa febre escatológica que crescia em certos sectores cristãos: em lugar de viverem obcecados com o fim, os cristãos devem preocupar-se em viver uma vida cristã cada vez mais comprometida com a transformação "deste" mundo.

Em segundo lugar, Lucas diz aos cristãos o que acontecerá nesse "tempo de espera": paulatinamente, irá surgindo um mundo novo. Para dizer isto, Lucas recorre a imagens apocalípticas ("há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino" - vers. 10, cf. Is 19,2; 2 Cr 15,6; "haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fome e epidemias; haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu" - vers. 11), muito usadas pelos pregadores populares da época para falar da queda do mundo velho - o mundo do pecado, do egoísmo, da exploração - e do surgimento de um mundo novo... A questão é, portanto, esta: no tempo que medeia entre a queda de Jerusalém e a segunda vinda de Jesus, o "Reino de Deus" ir-se-á manifestando; o mundo velho desaparecerá e nascerá um mundo novo (recordemos que os discípulos não devem esperá-lo de braços cruzados, à espera que Deus faça tudo, mas devem empenhar-se na sua construção). É claro que a libertação plena e definitiva só acontecerá com a segunda vinda de Jesus.

Em terceiro lugar, Lucas põe os cristãos de sobreaviso para as dificuldades e perseguições que marcarão a caminhada histórica da Igreja pelo tempo fora, até à segunda vinda de Jesus. Lucas lembra-lhes, contudo, que não estarão sós, pois Deus estará sempre presente; será com a força de Deus que eles enfrentarão os adversários e que resistirão à tortura, à prisão e à morte; será com a ajuda de Deus que eles poderão, até, resistir à dor de ser atraiçoados pelos próprios familiares e amigos... Quando Lucas escreve este texto, tem bem presente a experiência de uma Igreja que caminha e luta na história para tornar realidade o "Reino" e que, nessa luta, conhece os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição e o martírio; as palavras de alento que ele aqui deixa - sobretudo a certeza de que Deus está presente e não abandona os seus filhos - devem ter constituído uma ajuda inestimável para esses cristãos a quem o Evangelho se destinava.

O discurso escatológico define, portanto, a missão da Igreja na história (até à segunda vinda de Jesus): dar testemunho da Boa Nova e construir o Reino. Os discípulos nada deverão temer: haverá dificuldades, mas eles terão sempre a ajuda e a força de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes desenvolvimentos:

• O que parece, aqui, fundamental, não é o discurso sobre o "fim do mundo", mas sim o discurso sobre o percurso que devemos percorrer, até chegarmos à plenitude da história humana... Trata-se de uma caminhada que não nos leva ao aniquilamento, à destruição absoluta, ao fracasso total, mas à vida nova, à vida plena; por isso, deve ser uma caminhada que devemos percorrer de cabeça levantada, cheios de alegria e de esperança.

• É, sem dúvida, uma caminhada eivada de dificuldades, de lutas, onde o bem e o mal se confrontarão sem cessar; mas é um percurso onde o mundo novo irá surgindo - embora com avanços e recuos - e onde a semente do "Reino" irá germinando. Aos crentes pede-se que reconheçam os "sinais" do "Reino", que se alegrem porque o "Reino" está presente e que se esforcem, todos os dias, por tornar possível essa nova realidade. A nossa vida não pode ser um ficar de braços cruzados a olhar para o céu, mas um compromisso sério e empenhado, de forma a que floresça o mundo novo da justiça, do amor e da paz. Quais são os sinais de esperança que eu contemplo e que me fazem acreditar na chegada iminente do "Reino"? O que posso fazer, no dia a dia, para apressar a chegada do "Reino"?

• Nessa caminhada, os crentes sabem que não estão sós, mas que Deus vai com eles... É essa presença constante e amorosa de Deus que lhes permitirá enfrentar as forças da morte, apostadas em evitar que o mundo novo apareça; é essa força de Deus que permitirá aos discípulos de Jesus vencer o desânimo, a adversidade, o medo.

• Alguns sinais de desagregação do mundo velho, que todos os dias contemplamos, não devem assustar-nos: eles são, apenas, sinais de que estamos a nascer para algo novo e melhor. O perder certas referências pode assustar-nos e baralhar os nossos esquemas e certezas; mas todos sabemos que é impossível construir algo mais bonito, sem a destruição do que é velho e caduco.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 21,5-19) Sinais da hora decisiva – Jesus anuncia a destruição do templo. O 1º templo (o de Salomão) foi destruído em 586 a.C. Dizer que também o 2º templo (construído em 515 a.C.) seria destruído era como anunciar o fim do mundo. Por isso perguntam a Jesus qual será o momento do fim do mundo. Ele não dá uma resposta direta, mas fala das catástrofes que fazem pensar no Fim; entre estas, a ruína do templo. Porém, “o fim não vem em seguida” (no tempo de Lc o templo já estava em ruínas). Não se deve ir atrás de qualquer fanático dizendo-se o Messias (cf. Teudas e Judas, mencionados em At 5,37). As catástrofes são apenas lembretes, sinais. Significam que Deus julga a História (“quando vier o Filho do Homem”, representante escatológico de Deus). Ele tem a última palavra, para a qual nos preparamos, com o coração desperto e sóbrio, na fidelidade no dia-a-dia, como também na perseguição. * 21,5-6 cf. Mt 24,1-2; Mc 13,1-2 * 21,7-11 cf. Mt 24,3-8; Mc 13,3-8; Dn 2,28; Is 19,2; 2Cr 15,6 * 21,12-19 cf. 24,9-14; Mc 13,9-13; Mt 10,17-22; Lc 12,11-12; Hb 10,36.39.

***   ***   ***

Neste penúltimo domingo do ano litúrgico, a perspectiva final desenha-se com maior nitidez. Para a Igreja de Lc, exposta à perseguição (perigo de fora) e à apostasia (perigo de dentro), a perspectiva do fim deve servir como incentivo à firmeza na profissão da fé. As perseguições são o prelúdio do juízo de Deus sobre a História, quando ele fizer justiça aos justos e destruir os ímpios (cf. 1ª leitura). Já a destruição de Jerusalém, alguns anos antes, foi um sinal “forte”, apontando para o fim da História (evangelho). Assim também são as aflições do tempo presente. Mas os cristãos não precisam temer: o Espírito – a força e inteligência de Deus – está com eles, para se defenderem. Quem ficar firme, salvar-se-á. Uma ideia secundária, no evangelho, é a advertência de não correr atrás de qualquer um (por causa da impaciência). Em At 5,37, Lc mesmo lembra Judas o Galileu e Teudas; podemos também pensar na revolta judaica de 66 d.C. Cansados de esperar a Parusia, os cristãos eram tentados de seguir pretensos movimentos messiânicos. Lc exorta-os a só esperar Jesus Cristo glorioso e, entretanto, ser suas testemunhas no mundo.

A mensagem é ainda válida. Também nós estamos na tentação de querer ver acontecer o Reino definitivo de Deus diante de nossos olhos e de correr atrás dos messianismos modernos: os maravilhosos mundos novos da tecnocracia, da burocracia, do materialismo prático, do livre mercado; e, ultimamente, as novas formas de alienação religiosa e pseudomística! Contra todas essas tentações precisamos da firmeza permanente, que só o Espírito do Cristo nos pode dar. Aprofundando, pela oração e pela incansável prática da verdadeira caridade, o nosso espírito, comungando com de Cristo, enfrentaremos com firmeza tudo aquilo que pretende ser palavra ou instância última e não o é! E nada impede que vejamos, como Jesus e seus contemporâneos, nas cidades destruídas e impérios desarticulados os sinais de que nenhuma instância humana, mas só Deus é o Senhor da História. Podemos até tentar tirar a força desses impérios, para o bem da justiça e das pessoas – sem, contudo, pensar que, com isso, estaremos decidindo o sentido final da História. Pois todo nosso agir é provisório, embora neste provisório se encarne o eterno: o reino do amor de Deus (por isso, não o ódio, mas o amor deve mover nossa práxis histórica).

Ora, existe também o perigo de cruzar os braços, dizendo: “Se tudo o que fazemos é provisório, então, que adianta?” Quem raciocina assim, não deveria comer, pois dentro de cinco horas vai ter fome de novo. É mais ou menos o que Paulo responde aos tessalonicenses que, sob a alegação da proximidade da Parusia, passam seu tempo numa alienada (ou muito esperta?) desocupação: “Quem não trabalha, não coma” (2ª leitura). Paulo mesmo deu o exemplo do trabalho para o próprio sustento, para não ser um peso para ninguém. Podemos pensar também no trabalho como meio de sustentação da comunidade humana, trabalho científico, econômico, político, cultural, em uma palavra: trabalho em todos os setores da comunidade humana, até que ela chegue ao ponto definitivo e irreversível, que Deus determina.

Há pessoas que dizem: não adianta mudar as estruturas, pois logo se corrompem de novo. Lembrando Paulo, respondemos: quem diz isso, também não deve comer, pois logo ficará com fome de novo. Ora, os tessalonicenses que não trabalhavam, não deixavam de comer. Os que não querem lutar por estruturas melhores, não deixam de aproveitar – e como! – a existência de estruturas socioeconômicas!

O provisório tem seu valor. Relativo, decerto, mas real. É a encarnação de nossa aspiração à justiça de Deus, que tem a última palavra. Trabalhar neste sentido, dia após dia, eis a firmeza permanente, o serviço fiel.

O FIM DE UMA ERA

Com o ano 2000, o fim do mundo não chegou... Nem com o ataque contra o centro comercial de Nova Iorque em 2001. No evangelho, Jesus anuncia a destruição de Jerusalém e do seu magnífico templo. Para muitos judeus, dizer isso era a mesma coisa que anunciar o fim do mundo. Jesus porém não considera isso o fim do mundo, mas um sinal de que tudo passa, mesmo o sistema religioso mais venerado, a civilização mais preciosa. Só não passa o que ele ensina por sua vida e sua palavra. “Minha palavra não passará”. Para os cristãos, as vicissitudes da queda de Jerusalém significam um tempo de provação, mas também de testemunho. Na firmeza da fé, ganharão a vida eterna.

Ora, não podemos negar que estamos seriamente confrontados com a possibilidade do fim de uma civilização. As armas de guerra, a poluição, a depredação da natureza, a incontrolabilidade da própria ciência... são bombas-relógios que podem explodir a qualquer hora. Contudo, não são razão de desespero. O cristão há de ver em tudo isso um desafio para a sua firmeza. “O mundo pode cair aos pedaços, mas eu não vou desistir daquilo que Jesus me ensinou” – assim é que devemos falar.

Certos cristãos, de mentalidade muito individualista, dizem: “A sociedade como tal já não pode ser salva; o único que podemos fazer é cada qual salvar sua alma”. Tal atitude é irresponsável. Exatamente diante da ameaça do colapso de nossa civilização é que devemos engajar-nos para construir desde já o início de uma nova civilização, mais justa e mais fraterna, mais respeitosa também para com as possibilidades que Deus colocou nas mãos do ser humano. Assim fizeram os primeiros cristãos. Diante dos ameaçadores sinais dos tempos, não cruzaram os braços (cf. a 2ª leitura), mas construíram as suas comunidades que, depois da desintegração do mundo de então, se tornaram semente de uma nova era aqui na terra, além de abrirem as portas para a vida com Deus na eternidade.

Conta-se de S. João Berchmans o seguinte: enquanto, numa hora de recreio, estava jogando bilhar, perguntaram-lhe o que faria se um anjo o avisasse de que iria morrer já. Respondeu: “Continuar jogando”. Do mesmo modo devemos continuar a construção do Reino de Deus encarnado em nossa história, mesmo se existem sinais de que nosso mundo pode estar chegando ao fim. Seja como for, aconteça o que acontecer, Deus quer nos encontrar ocupados com seu Reino neste mundo e firmes no testemunho de Jesus.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Quando leem essas passagens do Evangelho, muitos ainda pensam em um fim de mundo como catástrofe final da humanidade, que ninguém quer ver. Há os que, apoiados nessas palavras da Escritura, vivem anunciando que o fim do mundo está próximo. Nada disso. A crise pode ser dura, difícil, dolorosa, mas é novo começo, abertura de novos horizontes.

— A cada momento, um mundo está acabando e outro, começando. O importante é saber ler os sinais dos tempos e estar preparados para o novo começo.

— É preciso saber descobrir em cada acontecimento, por menos importante que pareça, o mundo velho que está acabando e a novidade de vida que começa, o horizonte novo que se abre. Em todo acontecimento, uma crise se revela, e em toda crise, uma ou mais portas se abrem.

— Quando uma porta se fecha, duas se abrem, basta ter olhos para ver.

— Porque esperamos de Deus a intervenção final e decisiva na história para estabelecer o seu reinado, não vamos ficar omissos, deixar-nos vencer pela preguiça, desistindo da busca por outra Igreja possível e por outro mundo possível.

— Da mesma forma que rezamos no Pai-nosso “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”, mas não deixamos de ir à luta pelo pão, assim também, porque pedimos que sua vontade aconteça “na terra como no céu”, não vamos abandonar a luta pela construção da nova sociedade, diferente da que aí está, de outro mundo, que comece a realizar no presente o que esperamos para o futuro.

— Na última ceia, Jesus estava para ser preso e condenado à mais humilhante das mortes. Sabia que iria ficar sozinho. Mesmo assim, ao passar o pão para que cada qual tirasse seu pedaço, disse: “É o meu corpo, sou eu, que me entrego por vocês”. Na missa, lembramos o que ele fez, mandando-nos fazer o mesmo. Aí está a resistência que salva.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O Dia do Senhor

A Liturgia da Palavra deste 33º Domingo do tempo comum fala-nos do Dia do Senhor. Ele acontecerá quando nos encontrarmos com Ele, no juízo particular e no geral, no fim dos tempos. Será a reposição da verdade na vida de cada um de nós perante o universo.

Ali vão desaparecer todas as aparências. No fim de uma representação teatral, cada pessoa retira a roupa com que se apresentou no palco e veste a de todos os dias. Esta vida parece-se com uma representação destas. Terminada esta vida, desaparecerão as diversas categorias de pessoas e manifestar-nos-emos como filhos do mesmo Pai que está nos céus.

O profeta Malaquias (= o meu mensageiro) aparece depois do exílio de Babilónia. O Templo já havia sido reconstruído e o culto já funcionava, embora mal.

No entanto, o entusiasmo do povo de Deus pela reconstrução tinha-se apagado; desanimado, ao parecer que as antigas promessas de Deus não tinham sido cumpridas, o Povo havia caído na apatia religiosa e na absoluta falta de confiança em Deus… Duvidava do amor d’Ele, da Sua justiça, do Seu interesse pelo Povo que tinha escolhido para aguardar a promessa do Redentor.

a) O Senhor virá. «Há-de vir o dia do Senhor, ardente como uma fornalha».

O Senhor vem ter connosco muitas vezes ao dia para nos ajudar. Quando fazemos alguma coisa que Lhe desagrada, sentimos o remorso por causa do mal feito, a falta de paz interior; mas, se fazemos o bem, algo em nós há de consolação e de paz.

São outros tantos apelos amigos do nosso Deus, nosso Pai, para que nos convertamos.

Devemos corresponder a este convite com um acto de contrição, pedindo perdão dos pensamentos, palavras, obras ou omissões que Lhe desagradam.

Quando se trata de uma obra boa, havemos de Lhe agradecer o termos feito o bem, para que não nos tente a vaidade de julgar que isso se deve às nossas forças.

A certeza de que o Senhor virá quando menos o esperarmos – como o ladrão que assalta a casa – leva-nos a viver sempre felizes na Sua presença, realizando tudo e só o que é do Seu agrado.

b) Seremos julgados. «O dia que há-de vir os abrasará – diz o Senhor do Universo – e não lhes deixará raiz nem ramos.»

Não há nada na nossa vida que seja indiferente. O que fazemos e omitimos ou nos aproxima de Deus ou nos afasta d’Ele.

Os pecados graves matam em nós a vida da graça e fecham diante dos nossos passos a porta do Céu. O Senhor torna possível o nosso regresso ao Seu Amor pelo acto de contrição e pela confissão sacramental.

Além disso, facilitou-nos este cuidado de avaliar a nossa conduta, porque nos enriqueceu com a consciência moral. Ela julga e classifica cada um dos nossos actos.

O grande perigo que corremos é que ela pode perder a sensibilidade, à força de a sufocarmos, de abafarmos a sua voz. Quem perde a sensibilidade do corpo fica sem defesas, em perigo. (O professor de medicina explicava aos alunos que, numa enfermaria, o doente em pior estado era o que já não sentia as moscas que se pousavam sobre ele e não reagia, e não os que gritavam, gemiam ou se contorciam com dores. Nasceu uma criança em Inglaterra que ria quando via o sangue a brotar dos seus membros. Não sentia dores.)

c) Espera-nos uma recompensa. «Mas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação.»

A nossa vida na terra é um tempo de preparação para uma eternidade feliz ou infeliz. Não temos outra oportunidade de escolha.

Podemos também dizer que a felicidade e a alegria, – pela consolação do Espírito Santo – ou a infelicidade e a tristeza começam nesta vida da terra.

A eternidade é uma conquista, realizada todos os dias, e não uma «lotaria» que se joga na hora da morte.

Como resposta ao anúncio desta verdade de fé, o salmista convida-nos a cantar: «O Senhor virá governar com justiça

O nosso trabalho bem feito, o cuidado da família e dos outros, a oração pessoal e em comum, com os sacramentos, acumulam para nós tesouros no Céu. «Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós exemplo a imitar.» (2ª leitura).

2. Procuremos bens que não perecem

a) Bens que perduram. «Naquele tempo, comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: ‘Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído‘».

Não se trata de assumir um pessimismo doentio na vida, como se o cristão fosse um desconsolado permanente, um desmancha-prazeres. Deus, como o melhor dos pais, quer ver-nos felizes aqui na terra.

Trata-se de escolher os verdadeiros bens aos olhos de Deus. Os cuidados da vida presente agradam ao Senhor, e será com eles que vamos conquistar uma eternidade feliz.

(Na vida, temos de proceder como os pescadores de pérolas ou como os pesquisadores de pepitas de ouro. Embora encontrem muitas outras coisas interessantes, deixam-nas de lado para irem ao que realmente interessa).

Tudo o que não é feito por Amor desaparecerá, reduzido a cinzas.

O que é preciso, de verdade, mudar na nossa vida? Ofereçamos ao Senhor: o trabalho e o estudo, a vida integrada numa família e aceitando as limitações de cada dia; os projectos que não chegámos a realizar, por impossibilidade; os contratempos e limitações de saúde, de dinheiro e de dificuldades e estorvos que os outros colocam no nosso caminho.

O Amor de Deus em tudo isto é o endereço que não pode faltar, nestas mensagens que enviamos para o Céu.

b) Passará este mundo. «Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim».

Criamos facilmente necessidades e alimentamos caprichos e cedemos facilmente às paixões.

Vivemos, muitas vezes, de ilusões. Fingimos grandezas para impressionar os outros, na praça pública. Todas estas vaidades hão-de passar.

Quando contemplamos um funeral a caminho do cemitério, podemos reparar que esta pessoa nada pode levar consigo. Até a roupa e o corpo serão reduzidos a cinza.

A consideração desta verdade não nos pode deixar tristes nem tornar-nos desleixados, mas levar-nos a procurar os verdadeiros valores, para que não nos apresentemos diante de Deus de mãos vazias. É indispensável preparar uma eternidade feliz, onde todos nos encontremos para sempre.

c) Atenção aos sinais. «Eles perguntaram-lhe: “Mestre, quando sucederá isso? Que sinal haverá de que está para acontecer?” Jesus respondeu: “Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: “sou eu”; e ainda: “O tempo está próximo”. Não os sigais.”»

Muitas vezes temos a sensação de que o nosso mundo caminha para o abismo e que nada o pode deter. Aborto programado e pago com os nossos dinheiros (agora vêm os entendidos avisar as pessoas que o aborto prejudica gravemente quem o pratica – física e psiquicamente – e que a «pílula do dia seguinte» é ainda mais perigosa); eutanásia, falsificações de toda a ordem; redes de crimes de pedofilia e outras.

Haverá até ao fim do mundo esta luta constante, suscitada pelo Diabo, contra a vontade de Deus. (O ministério da saúde queria obrigar os médicos a modificar o juramento de defender a vida que fazem ao começar o exercício da sua profissão. Reconhecem, assim, que há uma vida no seio materno, e querem arranjar aparências de cumprir a Constituição da República que garante a defesa da vida humana).

Não nos deixemos desorientar por toda a confusão que se gera à nossa volta.

Neste sentido, o exame de consciência, a atenção à sua voz a aprovar ou censurar o que fazemos, é um sinal luminoso que o Senhor nos dá, ajudando-nos a pôr as contas em ordem para o Dia do encontro definitivo com Ele.

Também a confissão sacramental nos ajuda a reparar os passos errados que vamos dando na vida, sem tentar justificá-los.

O sacerdote – é bom lembrá-lo neste Dia dos Seminários – é o sinal de Deus para nos ensinar o caminho do Céu e nos fortalecer com os sacramentos que Jesus instituiu, evitando que nos desorientemos no caminho.

Irritar-se contra a sua pregação é proceder como o doente que fica zangado com o médico, porque este lhe diz que está enfermo e deve impor-se algumas restrições e tomar medicamentos. (Havia um homem a quem o médico disse que não podia beber mais vinho, porque estava doente. Ele respondeu: «O médico está tolo! Como pode proibir-me, se sou eu que tenho a chave da adega?» Pouco depois, partiu para a eternidade).

Na Celebração da Eucaristia em cada Domingo somos iluminados pela Palavra de Deus e alimentados com a Eucaristia, para que saibamos e possamos escolher os verdadeiros valores, à imitação de Nossa Senhora.

Fala o Santo Padre

«Não receemos o futuro, mesmo quando ele pode parecer de aspecto tenebroso.»

Na hodierna página evangélica, São Lucas repropõe à nossa reflexão a visão bíblica da história e refere as palavras de Jesus, que convidam os discípulos a não ter medo, mas a enfrentar dificuldades, incompreensões e até perseguições com confiança, perseverando na fé n’Ele.

«Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, diz o Senhor, não vos alarmeis; é preciso que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim» (Lc 21, 9). Recordando esta admoestação, desde o início a Igreja vivia na expectativa orante da vinda do seu Senhor, perscrutando os sinais dos tempos e advertindo os fiéis de recorrentes messianismos, que cada vez anunciam a iminência do fim do mundo. Na realidade, a história deve seguir o seu curso, que inclui também dramas humanos e calamidades naturais. Nela desenvolve-se um desígnio de salvação ao qual Cristo já deu cumprimento na sua encarnação, morte e ressurreição. A Igreja continua a anunciar e a realizar este mistério com a pregação, a celebração dos sacramentos e o testemunho da caridade.

Queridos irmãos e irmãs, aceitemos o convite de Cristo a enfrentar os acontecimentos quotidianos confiando no seu amor providente. Não receemos o futuro, mesmo quando ele pode parecer de aspecto tenebroso, porque o Deus de Jesus Cristo, que assumiu a história para a abrir ao seu cumprimento transcendente, é o seu alfa e ómega, o princípio e o fim (cf. Ap 1, 8). Ele garante-nos que em cada gesto de amor pequeno mas genuíno há todo o sentido do universo, e que quem não hesita em perder a própria vida por Ele, encontrá-la-á em plenitude (cf. Mt 16, 25).

Para manter viva esta perspectiva convidam-nos com singular eficiência as pessoas consagradas, que colocaram sem hesitação a sua vida ao serviço do Reino de Deus. Entre elas gostaria de recordar particularmente as que são chamadas à contemplação nos mosteiros de clausura. A elas a Igreja dedica um Dia especial na […] memória da apresentação da Bem-Aventurada Virgem Maria no Templo. Devemos tanto a estas pessoas que vivem do que a Providência lhes proporciona mediante a generosidade dos fiéis. O mosteiro, «como oásis espiritual, indica ao mundo de hoje o mais importante, aliás, no final a última coisa decisiva: existe uma razão derradeira pela qual vale a pena viver, isto é, Deus e o seu amor imperscrutável (Heiligenkreuz, 9 de Setembro de 2007). A fé que age na caridade é o verdadeiro antídoto contra a mentalidade niilista, que na nossa época difunde cada vez mais a sua influência no mundo.

Maria, Mãe do Verbo encarnado nos acompanhe na peregrinação terrena. A Ela pedimos que apoie o testemunho de todos os cristãos, para que se baseie sempre sobre uma fé firme e perseverante.

Bento XVI, Angelus, 18 de Novembro de 2007


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 33º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA CELEBRADA NA EUCARISTIA.
A Palavra de Deus não se limita ao tempo da proclamação e da escuta da Palavra. Na preparação da celebração, procurar que algumas expressões da liturgia da Palavra estejam presentes no momento penitencial, nalguma intenção da oração dos fiéis, num momento de acção de graças...

3. BILHETE DE EVANGELHO.
Os homens têm sempre necessidade de se apoiar naquilo que é sólido. Compreende-se o olhar admirado dos discípulos contemplando o templo de Jerusalém. É então que Jesus escolhe o momento para lhes anunciar que tudo o que é terrestre é efémero e que virá um dia em que tudo de desmoronará para deixar chegar o Reino, que será eterno e nunca conhecerá a destruição. Mas, ao mesmo tempo, Jesus assegura-lhes: virá o momento em que eles deverão testemunhar no meio das perseguições, por causa do seu Nome. E para este testemunho ser-lhes-á dada a linguagem e a sabedoria à qual todos os adversários não poderão opor resistências nem contradições. E, depois, Aquele que está Vivo e que aparecerá no fim dos tempos como o grande vencedor sobre as forças do mal manterá vivos para sempre aqueles que souberem perseverar. Tal é a promessa de Jesus aos seus discípulos; e Jesus mantém sempre as suas promessas.

4. À ESCUTA DA PALAVRA.
O fim do mundo! Não podemos descobrir no nosso tempo todos estes sinais do fim do mundo tal como Jesus os dá? "Há-de erguer-se povo e reino contra reino. Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias". Diríamos hoje epidemias como a sida, a gripe das aves... Muitas coisas podem servir para manipular o medo e a angústia de muitas pessoas. Para mais, há toda uma panóplia de seitas. Mesmo no cristianismo vemos surgir regularmente aparições de várias espécies. O "regresso do religioso" toma muitas vezes a forma de uma procura de sinais milagrosos, de predições sobre tudo e sobre nada. Há mais magos, adivinhos, cartomantes, astrólogos e gurus de toda a espécie, do que padres. Quem nunca leu um horóscopo? E suma, o esoterismo está na moda. E, para tranquilizar a consciência, até nos apoiamos nas palavras de Jesus. Mas Jesus adverte-nos: "Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: 'sou eu'; e ainda: 'O tempo está próximo'. Não os sigais". Em São Mateus, precisa mesmo: "surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que produzirão grandes sinais e prodígios, a ponto de abusar, mesmo os eleitos". São Paulo diz mesmo que Satanás se disfarça em anjo de luz. Então, nós também, hoje, somos convidados a resistir a estas tentações de esoterismo. O nosso futuro não está inscrito nem nos astros, nem nas cartas, nem na marca do café, nem nas linhas da mão. O nosso futuro está em Jesus. Queremos sinais? Só temos um: a morte e a ressurreição de Jesus, que nos são dadas em cada Eucaristia e que são a prova última e definitiva do amor de Deus por nós. É verdade que este sinal só se pode reconhecer na fé e o próprio Jesus se questionou: "O Filho do Homem, quando vier, encontrará a fé sobre a terra?" Desde então, a nossa primeira preocupação deve ser vivificar a nossa fé, reencontrar uma intimidade com Jesus: "Jesus, eu creio, mas aumenta a minha fé!" Então, não teremos mais medo.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a oração eucarística para a reconciliação nº 1, que proclama o desejo de Deus salvar todos os homens.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO DA VIDA...
Levar a Palavra de Deus como luz para mais uma semana de trabalho, de estudo... Ao longo dos dias da semana que se segue, procurar rezar e meditar algumas frases da Palavra de Deus: «há-de vir o dia do Senhor... Nascerá o sol de justiça... trazendo a salvação..."; "trabalhem tranquilamente, para ganharem o pão que comem..."; "tereis ocasião de dar testemunho..."; "pela vossa perseverança salvareis as vossas almas...". Procurar transformar as palavras de Deus em atitudes e em gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida...

7. PALAVRA VIVIDA AO LONGO DANO LITÚRGICO.
Termina mais um ano do ciclo litúrgico, com a Solenidade de Cristo Rei no próximo domingo. Durante a semana podemos meditar sobre o crescimento da nossa fé a partir do encontro dominical e quotidiano com a Palavra de Deus na Eucaristia. Transformou-nos? Fez-nos crescer? Ou ficámos na mesma, passivos e estagnados?

LITURGIA EUCARÍSTICA

INTRODUÇÃO

A Palavra de Deus que foi proclamada avivou a nossa esperança na vida eterna que há-de vir. A Santíssima Eucaristia fortalece-nos para esta prova de Amor de Deus na vida presente. Avivemos a fé, a esperança e o nosso amor para participarmos nas promessas de Cristo.

CÂNTICO DO OFERTÓRIO: CANTAI AO SENHOR NOSSO DEUS, M. Simões, NRMS 38

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor…

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ

A paz é um dom que Deus concede aos que procuram cumprir a Sua Lei, o Mandamento Novo do Amor. Manifestemos o desejo de seguir fielmente a vontade de Deus no relacionamento com o nosso próximo.Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Aproximemo-nos com toda a pureza, amor e devoção, a recebê-l’O sacramentalmente, na certeza de que a Sua maior alegria, se estamos devidamente preparados, é que O comunguemos.

Salmo 72, 28
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou: Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração ser-vos-á concedido, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Somos arautos de uma nova vida feliz que nos espera para alem desta caminhada na terra. Proclamemos diante dos nossos irmãos, com a vida e com a palavra, que Deus nos ama como o melhor dos pais, e a todos deseja ver-nos felizes com Ele para sempre no Céu.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

33ª SEMANA

2ª Feira, 18-XI: Ver com amor, para corrigir.

Ap 1, 1-4; 2, 1-5 / Lc 18, 35-43
Mas tenho contra ti que deixaste perder a tua caridade primitiva. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e pratica as obras anteriores.

O Apóstolo dirige-se às sete igrejas e queixa-se da tibieza em que tinham caído: «deixaste perder a caridade primitiva» (Leit.). Como está o nosso empenho nas coisas de Deus? E no trabalho e na vida familiar? Não deixemos esmorecer esses amores. Para recuperarmos esse amor precisamos pedir ao Senhor que nos ajude a ver melhor o que foi piorando. Ao passar Jesus perto de Jericó, um cego pede-lhe a sua cura. O Senhor louva a fé do cego (Ev.). «Os sinais realizados por Jesus convidam a crer n’Ele. Aos que se lhe dirigem com fé, concede-lhes o que pedem (Ev.)» (CIC, 548).

3ª Feira, 19-XI: Arrependimento, reparação e generosidade.

Ap 3, 1-6.14-22 / Lc 19, 1-10
Olha que eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir aporta, entrarei para junto dele.

Estas palavras do Senhor (Leit.) podem aplicar-se ao episódio narrado no Evangelho. À passagem de Jesus por Jericó ‘bateu à porta’ de Zaqueu, manifestando-lhe o desejo de hospedar-se em casa dele. Jesus conseguiu ler no íntimo de Zaqueu o desejo que alimentava de conhecê-lo. A conversão do pecador foi muito rápida e acompanhada de uma nova forma de vida. Zaqueu deixou-nos um exemplo de arrependimento, de reparação e de generosidade. Os encontros com Cristo ajudar-nos-ão a sermos mais generosos com os demais, a partilharmos com eles o que temos.

4ª Feira, 20-XI: A transformação do mundo.

Ap 4, 1-11 / Lc 19, 11-28
A tua mina rendeu dez minas. Ele respondeu-lhe: Muito bem, excelente servidor! Por que foste fiel em muito pouco, receberás o governo de 10 cidades.

À entrada para a vida eterna prestaremos contas a Deus dos talentos recebidos (Ev.). Um deles será o esforço que fizemos para transformar o mundo: «Anunciar a morte do Senhor, até que Ele venha, inclui, para os que participam na Eucaristia, o compromisso de transformarem a vida, de tal modo que esta se torne, de certo modo, toda eucarística. É precisamente este fruto da transformação da existência e o empenho de transformar o mundo segundo o Evangelho, que fazem brilhar a tensão escatológica da celebração eucarística e de toda a vida cristã» (J.Paulo II).

5ª Feira, 21-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo.

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-33
O barco já se afastara da terra por muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. Temos uma boa oportunidade para reflectirmos sobre a Igreja, apoiada sobre estes dois Apóstolos. «A Igreja só na glória celeste alcançará a sua realidade acabada, aquando do regresso glorioso de Cristo. Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). Foi o que aconteceu com o barco, que simboliza a Igreja, onde seguiam Pedro e os outros discípulos.

6ª Feira, 22-XI: O projecto de Deus para cada um de nós.

Ap 10, 8-11 / Lc 19, 45-48
Vai buscar o livro aberto. Pega nele e devora-o.

O livro aberto «contém o plano criador e salvador de Deus: o seu projecto detalhado sobre a realidade inteira, sobre as pessoas, as coisas, os acontecimentos (João Paulo II). Trata-se de saber qual o projecto que Deus para cada um de nós que inclui tudo o que somos e nos acontece. «Pega nele e devora-o» (Leit.). Devemos assimilar bem o que Deus tem para nos dizer e, depois, comunicá-lo aos outros «O livro aberto é entregue a João e, através dele, à Igreja inteira. Só depois de o ter assimilado em profundidade, é que poderá comunicá-lo adequadamente aos outros» (J. Paulo II).

Sábado, 23-XI: O segredo da ressurreição dos corpos.

Ap 11, 4-12 / Lc 20, 27-40
E não se trata de um deus de mortos, mas de vivos, porque, para Ele, todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, puseram este caso ao Senhor. Jesus resolve o problema, reafirmando a ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados (Ev.). A Eucaristia é também o segredo da ressurreição: «Na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia’. Pela Eucaristia, assinala-se, por assim dizer, o ‘segredo da ressurreição’» (J. Paulo II).

Celebração e Homilia: FERNANDO SILVA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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