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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


20.09.2020
SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA
25º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Toma o que é teu...!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O amor de Deus supera o critério humano de justiça. Jesus nos ensina que precisa do trabalho de todos e mostra sua generosidade para com os últimos, pois também estes necessitam do sustento. Supliquemos a graça da gratidão e nos empenhemos na propagação da boa nova do Evangelho.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, sejam bem vindos! Formamos aqui a comunidade dos discípulos e discípulas de Jesus e viemos aqui buscar o Senhor. Estamos sedentos de sua presença e desejamos encontrá-lo, ouvir sua Palavra e receber seu Corpo e Sangue. Sabemos que não sairemos daqui decepcionados. O Senhor irá nos falar e nos dará de comer do alimento da salvação. Que esta celebração nos ajude a renovar também nosso compromisso com o anúncio do Reino para o qual o Senhor nos chamou.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A interpretação da leitura proposta pelo próprio Cristo para a parábola encontra-se no versículo 15. A acusação feita ao senhor da vinha (Deus) é de ser injusto, acusação esta já formulada pelo filho mais velho ao pai do filho pródigo, acusação dos "bons" judeus ao ouvir a doutrina da retribuição, acusação de Jonas pelo perdão concedido por Deus a Nínive pagã. Em cada um desses casos, os textos opõem a justiça de Deus, concebida à maneira dos homens, sua atitude misericordiosa, nova para os homens. A esta objeção, Cristo responde: o senhor da vinha é "justo" (à maneira humana) com os primeiros, pois lhes dá o que havia combinado, e é "justo" com os últimos (à maneira divina), porque não assumira com eles nenhum compromisso de salário. Afirma-se assim, o primado de Deus: sua maneira de agir não contrasta com a justiça humana, mas a transcende totalmente pelo amor. É preciso perdoar sempre!.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/20-de-setembro-de-2020---25-tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_45_-_25o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
OS OPERÁRIOS DA ÚLTIMA HORA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Converter-se para aceitar os pensamentos de Deus e viver para Cristo

O tema da liturgia é dado explicitamente pela primeira leitura: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor” (Is 55,8). É convite para conhecer e aceitar um Deus que não age conforme os critérios humanos, o que exige conversão, ou seja, mudança de mentalidade. O texto de Isaías funciona como introdução ao que é desenvolvido no Evangelho em forma de parábola, cuja conclusão é desconcertante: “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos” (Mt 20,16). Está claro, portanto, que esta liturgia nos motiva a assumir nova lógica para vivermos de acordo com os valores de Deus, incompatíveis com as práticas humanas convencionais. A segunda leitura apresenta o testemunho de um cristão que assimilou a lógica de Deus em sua vida: Paulo, que abandonou todos os interesses pessoais para viver somente em função de Cristo e do seu Evangelho.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.

A primeira leitura pede aos crentes que voltem para Deus. "Voltar para Deus" é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e ações reflitam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.

O Evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projeto.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A JUSTIÇA DO REINO 

A justiça do Reino se manifesta no agir de Deus, o dono da vinha que cumpre a palavra e atende a todos, convidando a atitudes novas. Trabalhar em sua vinha, o Reino de Deus, não torna uns mais merecedores que outros. Cada um de nós, com a própria história, seguindo a justiça do Reino, entra na dinâmica do amor de Deus, tornando-se também objeto de sua bondade e misericórdia.

Os que foram contratados primeiro esperam receber mais do que o “justo” combinado. Pensam na justiça que retribui segundo o mérito, a qual se baseia na comparação e é sempre acompanhada do ciúme.

Os que foram contratados por último, por sua vez, descobrem que o “justo” combinado vai além do que acreditam merecer. De fato, o dono da vinha, ao agir com bondade, mostra que sua justiça não é punição ou simples retribuição, mas solidariedade com os que vivem situações de preocupação e sofrimento, como o desemprego.

Tem sentido, então, a pergunta do dono da vinha, diante de um ciúme que não admite o amor autêntico de Deus. Reconhecer-se agraciada por Deus e comprometer-se com uma justiça diferente faz a pessoa superar preconceitos e abrir-se às necessidades dos outros. Seria mais fácil, de antemão, tachar de vagabundos aqueles trabalhadores contratados por último. O dono da vinha os questiona, descobre que estão desempregados, e o pagamento “justo” que ele faz se expressa em solidariedade, pelo drama que viviam.

A justiça de Deus, enfim, iguala por alto, eleva à dignidade todos os seus filhos e filhas. E nos convida a uma lógica diferente, não baseada no mérito, mas na solidariedade que questiona, aproxima e inclui. Pois essa é a dinâmica do Reinado de Deus. Portanto, longe de nos indicar que somos merecedores diante de Deus, a justiça do Reino nos leva a superar preconceitos, a superar a lógica da simples retribuição, para enxergarmos nos dramas alheios algo que nos interpela. Afinal, é aí que podemos experimentar de fato o agir daquele que é Bom.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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TEXTO IDÊNTICO AO PUBLICADO NO PERIÓDICO "O DOMINGO"

(Vide acima)


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ser bondoso e justo é o compromisso de todo aquele que segue os ensinamentos do Evangelho. Nós, que viemos aqui buscar e glorificar o Senhor, somos convidados a aprender que o seu Reino se manifesta quando praticamos o bem com generosidade, gratuidade e amor. Esta liturgia nos ajude a perseverar na prática de tudo o que Jesus viveu e ensinou.

LIÇÃO DE VIDA: A vinha do Senhor é o Reino de amor, justiça e fraternidade que podemos ajudar a edificar entre nós.


RITOS INICIAIS

ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

Introdução ao espírito da Celebração
Sempre que a comunidade cristã se reúne ao domingo para ouvir a Palavra e para celebrar a Eucaristia, aproxima-se do Senhor e nEle encontra luz e força para se orientar na vida. Este contato com Deus confirma-nos no Seu amor e aumenta em nós a esperança. Mais uma vez, na liturgia da Palavra deste domingo, o Senhor nos convida a procurá-lO empilharmo-nos a sério no trabalho da Sua vinha.

ORAÇÃO COLETA: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta convida-nos à conversão, exortando-nos a que deixemos os caminhos do mal e entremos no caminho de Deus, que está perto de quantos O invocam. È um momento privilegiado para encontrar o Senhor.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 55,6-9

Leitura do livro do profeta Isaías. 55 6 Buscai o Senhor, já que ele se deixa encontrar; invocai-o, já que está perto. 7 Renuncie o malvado a seu comportamento, e o pecador a seus projetos; volte ao Senhor, que dele terá piedade, e a nosso Deus que perdoa generosamente. 8 Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; 9 mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Este belo texto da parte final do Dêutero-Isaías encerra um impressionante convite à conversão e à confiança na misericórdia e no perdão de Deus. O regresso dos exilados à sua pátria não é o mais importante, mas sim o regresso a Deus.

Consolo e Esperança no Senhor

A primeira leitura é tirada da segunda parte do livro de Isaías (Is 40-55), obra de um profeta anônimo que exerceu seu ministério no exílio babilônico. Convencionou-se chamar esse profeta de “Segundo Isaías” e a sua obra de “livro da consolação”, em virtude da mensagem de consolo e esperança que transmite, elementos essenciais para um povo que vivia o momento mais difícil da sua história. Os versículos lidos neste domingo pertencem à parte conclusiva da obra e refletem o final do exílio, quando a libertação do povo já estava próxima.

Ao retornar, os exilados encontrariam a terra arrasada e o templo de Jerusalém destruído. Por conseguinte, o profeta convida-os a buscar e invocar o Senhor (v. 6) independentemente do lugar e das circunstâncias, pois sua presença transcende as limitações de tempo e espaço. Para fazer isso, o povo precisava mudar a imagem que tinha de Deus, o que requeria também abandonar as injustiças e iniquidades e voltar para o Senhor (v. 7).

Na linguagem do Antigo Testamento, voltar para o Senhor significa conversão. E conversão, por sua vez, implica mudança radical de mentalidade. Aqui, o profeta indica que aquilo que mais deve ser mudado é o próprio conceito de Deus. Como os pensamentos de Deus são diferentes dos pensamentos humanos (v. 8), cabe ao povo assimilar sua maneira de pensar e de agir, abandonando concepções distorcidas que, muitas vezes, refletem mais um Deus criado à imagem e semelhança humana do que o contrário.

Sendo rico em misericórdia, Deus permite que o ser humano percorra seus caminhos, mesmo havendo uma distância abissal entre os caminhos de um e de outro (v. 9). Essa distância é quebrada quando o povo atende ao seu chamado à conversão e aceita a ideia de um Deus que pensa e age com bondade e misericórdia, de forma contrária à lógica humana da justiça retributiva, como será aprofundado no Evangelho desta liturgia.

AMBIENTE

O Deutero-Isaías, autor deste texto, é um profeta anónimo da escola de Isaías, que cumpriu a sua missão profética entre os exilados da Babilónia, procurando consolar e manter acesa a esperança no meio de um povo amargurado, desiludido e decepcionado. Os capítulos que recolhem a sua mensagem (Is 40-55) chamam-se, por isso, "Livro da Consolação".

Estes quatro versículos que a primeira leitura de hoje nos propõe aparecem no final do "Livro da Consolação". Aproxima-se a libertação e, para muitos exilados, está perto o momento do regresso à Terra Prometida. Depois de exortar os exilados a cumprir um novo êxodo e de lhes garantir que, em Judá, vão sentar-se à mesa do banquete que Jahwéh quer oferecer ao seu Povo (cf. Is 55,1-3), o profeta lança-lhes agora um outro repto...

O tempo do Exílio foi um tempo de angústia e de sofrimento, mas também um tempo de amadurecimento e de graça. Aí, Israel tomou consciência das suas falhas e infidelidades, e descobriu que o viver longe de Deus não conduz à vida e à felicidade; por outro lado, o tempo de Exílio ajudou Israel a purificar a sua noção de Deus, da Aliança, do culto e até do significado de ser Povo de Deus.

O Deutero-Isaías - neste momento em que se abrem novos horizontes - convida os seus concidadãos a percorrerem esse caminho de conversão e de redescoberta de Deus que a experiência do Exílio lhes revelou. O Povo está prestes a pôr-se a caminho em direção à Terra Prometida; esse "caminho" não é uma simples deslocação geográfica, mas é, sobretudo, um "caminho" espiritual de reencontro com o Senhor. Deixar a terra da escravidão e voltar à terra da liberdade deve significar, para Israel, uma redescoberta dos esquemas de Deus e um esforço sério para viver na fidelidade dinâmica aos mandamentos de Jahwéh.

MENSAGEM

O apelo do profeta é, portanto, a um recomeço. Nesses novos caminhos que as vicissitudes da história vão abrir aos exilados, é preciso que este Israel renovado pela experiência do Exílio continue a procurar o Senhor, a invocá-l'O, a cultivar laços de comunhão e de proximidade com Ele.

Fundamentalmente, Israel é convidado a converter-se ou, literalmente, a "voltar (em hebraico: 'shûb') para Deus". Essa "conversão" exige uma transformação radical do homem, quer em termos de mentalidade, quer em termos de comportamento ("deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos" - vers. 7).

A mentalidade, os valores, as atitudes dos "ímpio" e do "homem perverso", estão muito longe da mentalidade, dos valores e dos esquemas de Deus. A vida do "ímpio" e do "homem perverso" funciona numa lógica de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de violência, de exploração; os esquemas do "ímpio" geram sofrimento, infelicidade, morte... Deus funciona numa lógica de amor, de serviço, de partilha, de doação; os esquemas de Deus geram alegria, paz verdadeira, vida definitiva.

Ao Povo de Deus, pede-se que prescinda da lógica do "ímpio" e do "homem perverso", para abraçar a lógica de Deus; pede-se-lhe que não viva de olhos postos no chão, mas que olhe para o céu e contemple os horizontes de Deus; pede-se-lhe que seja capaz de confiar em Deus e de compreender o acerto dos seus caminhos. Só dessa forma o Povo poderá ser feliz nessa Terra a que vai regressar; só dessa forma Israel poderá continuar a ser fiel à sua missão de testemunhar Jahwéh no meio dos outros povos.

A conversão implica também (este aspecto está mais sugerido do que afirmado) uma mudança na forma de ver Deus. O homem tem sempre tendência a construir um deus à sua imagem, um deus previsível e domesticado que funcione de acordo com a lógica e a mentalidade do homem. No entanto, Deus não pode ser reduzido aos nossos esquemas humanos: os seus pensamentos não são os pensamentos do homem, as suas reações não são as reações do homem, os seus caminhos não são os caminhos do homem. "Converter-se" é, a este nível, aprender que Deus não é redutível às nossas lógicas e esquemas humanos; e é aprender que Deus tem os seus próprios caminhos, diferentes dos nossos... "Converter-se" é, a este nível, prescindir das nossas certezas, preconceitos e autossuficiências, confiar em Deus e na bondade dos caminhos através dos quais ele conduz a história da salvação.

ATUALIZAÇÃO

Considerar as seguintes questões:

• Antes de mais, o nosso texto apela à conversão. O "voltar para Deus" (como diz o Deutero-Isaías) significa, neste contexto, re-equacionar a vida, de modo a que Deus passe a estar no centro da existência do homem. É inflectir o sentido da existência, de forma a que Deus (e não o dinheiro, o poder, o sucesso, os amigos, a família) ocupe sempre, na vida do homem, o primeiro lugar. A cultura pós-moderna prescindiu de Deus... Considerou que o homem é o único senhor do seu destino e que cada pessoa tem o direito de construir a sua felicidade à margem de Deus e dos seus valores; considerou que os valores de Deus não permitem ao homem potencializar as suas capacidades e ser verdadeiramente livre e feliz... Na verdade, o que é que nos faz passar da terra da escravidão para a terra da liberdade: o amor, a partilha, o serviço, o dom da vida, ou o egoísmo, o orgulho, a arrogância, a auto-suficiência?

• No entanto, o homem só poderá converter-se a Deus e abraçar os seus esquemas e valores, se se mantiver em comunhão com Ele. É na escuta e na reflexão da Palavra de Deus, na oração frequente, na atitude de disponibilidade para acolher a vida de Deus, na entrega confiada nas mãos de Deus, que o crente descobrirá os valores de Deus e os assumirá. Aos poucos, a ação de Deus irá transformando a mentalidade desse crente, de forma a que ele viva e testemunhe Deus e as suas propostas para os homens.

• A conversão é um processo nunca acabado. Todos os dias o crente terá de optar entre os valores de Deus e os valores do mundo, entre conduzir a sua vida de acordo com a lógica de Deus ou de acordo com a lógica dos homens. Por isso, o verdadeiro crente nunca cruza os braços, instalado em certezas definitivas ou em conquistas absolutas, mas esforça-se por viver cada instante em fidelidade dinâmica a Deus e às suas propostas.

• Finalmente, o nosso texto sugere uma reflexão sobre a imagem que temos de Deus. Não podemos construir e testemunhar diante dos outros homens um Deus à nossa imagem, que funcione de acordo com os nossos esquemas mentais e que assuma comportamentos parecidos com os nossos. Temos de descobrir, no diálogo pessoal com Ele, esse Deus que nos transcende infinitamente. Sem preconceitos, sem certezas absolutas, temos de mergulhar no infinito de Deus, e deixarmo-nos surpreender pela sua lógica, pela sua bondade, pelo seu amor.

Subsídios:
1ª leitura: (Is 55,6-9) Eis o tempo da conversão – O último cap. do “Livro da Consolação” (= o Segundo Isaías, Is 40–55) exorta os judeus exilados a não procurar sua consolação nos deuses da Babilônia, mas no único Deus verdadeiro, fonte de toda a sabedoria e vida. Nem mesmo o pecado impede de participar desta fonte de vida; pelo contrário, é a ocasião para converter-se, voltar a Javé e sua justiça, vivida na Lei (cf. Ez 18,21-23) – sem aderir à intolerância dos pretensos “impecáveis”. – O povo está para voltar à sua terra, graças ao decreto do rei Ciro, mas essa volta não resolverá nada, sem a volta a Deus, que perdoa e não pensa como os homens (55,9 cf. Ez 18,25-32). * 55,6-7 cf. Sl 145[144],18; Jr 29,13; Jo 7,34; Zc 1,3-4; Lc 15,20 ­* 55,8-9 cf. 1Sm 16,8; Mq 4,12; Sl 103[102],10-12.



Salmo Responsorial

Monição: O Senhor está próximo de quantos O invocam. Celebramos a bondade e a justiça de Deus nosso Pai.

SALMO RESPONSORIAL – 144/145

O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

Todos os dias haverei de bendizer-vos,
hei de louvar o vosso nome para sempre.
Grande é o Senhor e muito digno de louvores,
e ninguém pode medir sua grandeza.

Misericórdia e piedade é o Senhor,
ele é amor, é paciência, é compaixão.
O Senhor é muito bom para com todos,
sua ternura abraça toda criatura.

É justo o Senhor em seus caminhos,
é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
de todo aquele que o invoca lealmente.

Segunda Leitura

Monição: Para S. Paulo, Cristo é a razão de ser da sua vida. O que importa para o cristão é viver em conformidade com Jesus Cristo. Refletindo o modo como vivo, posso dizer, com verdade, que a minha vida se identifica com Cristo?

Filipenses 1,20-24.27

Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses. Irmãos, 1 20 meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte. 21 Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22 Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. 23 Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor; 24 mas, de outra parte, continuar a viver é mais necessário, por causa de vós. 27 Cumpre, somente, que vos mostreis em vosso proceder dignos do Evangelho de Cristo. Quer eu vá ter convosco quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

S. Paulo, ao escrever estas palavras está preso, mas não é possível determinar com certeza onde se encontra prisioneiro; a opinião mais corrente a favor da primeira prisão romana (pelos anos 60-62) tem vindo a perder adeptos a favor de uma provável prisão em Éfeso (pelos anos 54-57), durante a sua longa estadia nesta cidade por ocasião da 3ª viagem. Ele fala como quem corre um perigo real de ser condenado à morte, e exprime uma total disponibilidade para o que venha a suceder-lhe, com a segurança de que em qualquer das alternativas «Cristo será glorificado» (v. 20), e declara: «não sei o que escolher» (v.22), se «permanecer neste corpo mortal» (v. 24), se «partir e estar com Cristo» (v. 23), o que aconteceria logo após a morte. Mas pende para aquilo que «é mais necessário» (v. 23) para os seus fiéis. Em qualquer dos casos, a sua vida não tem outro sentido que não seja Cristo e viver nele: «Para mim, viver é Cristo» (v. 21). Este desejo de morrer para estar com Cristo é uma característica dos santos, poeticamente expressa por Santa Teresa de Jesus: «Vivo sin vivir en mí, y tan alta vida espero, que muero porque no muero» (Poesia 2).

Comunhão plena e definitiva com Cristo

A segunda leitura deste e dos próximos três domingos é tirada da carta aos Filipenses, conhecida como o “testamento espiritual de Paulo”. Essa carta faz parte do grupo das “cartas do cativeiro”, pois foi escrita quando o apóstolo se encontrava preso, provavelmente em Éfeso, entre os anos 56 e 57. A comunidade de Filipos é muito significativa para a missão de Paulo, pois foi a primeira cidade europeia evangelizada por ele, durante sua segunda viagem missionária (At 16,11-15), de modo que havia uma relação muito íntima entre ambos. Localizado após a saudação inicial e a ação de graças (Fl 1,1-11), o trecho lido neste dia pertence à primeira parte da carta (Fl 1,12-30), na qual Paulo dá notícias da sua situação pessoal de prisioneiro e faz algumas exortações.

Ele tinha consciência de estar preso por causa do Evangelho e imaginava até que a morte já estivesse muito próxima. Mesmo assim, mantém-se seguro, alegre e confiante, pois tem consciência de glorificar a Cristo, seja com a vida ou com a morte (v. 20c). Por um lado, o viver para ele é Cristo, pois lhe permite continuar anunciando o Evangelho; por outro, o morrer é lucro, pois o leva à comunhão plena e definitiva com Cristo (v. 21). Ele vive verdadeiro dilema, embora pareça mais atraído pelo encontro com Cristo que a morte proporciona (vv. 22-23). No entanto, por causa dos irmãos e por fidelidade ao Evangelho, está disposto a adiar o encontro definitivo com Cristo, aceitando continuar a vida presente (v. 24).

Na conclusão, Paulo faz uma exortação, convidando os cristãos a viver à altura do Evangelho de Cristo (v. 27), como ele mesmo viveu. E isso consiste em assimilar a maneira de pensar de Deus, aceitando o ensinamento de Jesus, especialmente como é proposto no Evangelho deste dia.

AMBIENTE

Filipos, cidade situada ao norte da Grécia, foi a primeira cidade europeia evangelizada por Paulo. Era uma cidade próspera, com uma população constituída maioritariamente por veteranos romanos do exército. Organizada à maneira de Roma, estava fora da jurisdição dos governantes das províncias locais e dependia diretamente do imperador. Gozava, por isso, dos mesmos privilégios das cidades de Itália.

A comunidade cristã, fundada por Paulo, Silas e Timóteo no Verão do ano 49, era uma comunidade entusiasta, generosa e comprometida, sempre atenta às necessidades de Paulo e do resto da Igreja (como no caso da coleta em favor da Igreja de Jerusalém - cf. 2 Cor 8,1-5). Paulo nutria pelos "filhos" de Filipos um afeto especial.

No momento em que escreve aos Filipenses, Paulo está na prisão (em Éfeso?). Dos Filipenses recebeu dinheiro e o envio de Epafrodito (um membro da comunidade), encarregado de ajudar Paulo em tudo o que fosse necessário. Enviando Epafrodito de volta a Filipos, Paulo confia-lhe uma carta para a comunidade. É uma carta afetuosa, onde Paulo agradece aos Filipenses a sua preocupação, a sua solicitude e o seu amor. Nela, Paulo agradece, dá notícias, informa a comunidade sobre a sua própria sorte e exorta os Filipenses à fidelidade ao Evangelho.

O texto que nos é hoje proposto faz parte de uma perícopa (cf. Flp 1,12-26), na qual Paulo fala aos Filipenses de si próprio, da sua situação, das suas preocupações e esperanças. Paulo está consciente de que corre riscos de vida; mas está sereno, alegre e confiante porque a única coisa que lhe interessa é Cristo e o seu Evangelho.

MENSAGEM

Quando escreve a carta aos Filipenses, Paulo continua preso. Não sabe se sairá da prisão vivo ou morto, mas, para ele, isso não é importante; o que é importante é que Cristo seja engrandecido - seja através da vida, seja através da morte do apóstolo.

Para Paulo, Cristo é que é a autêntica vida. Ele é a razão de ser e de viver do apóstolo. Na perspectiva de Paulo, a morte seria bem-vinda, não como libertação das dificuldades e das dores que se experimentam na vida terrena, mas como caminho direto para o encontro definitivo, imediato, sem intermediários, com Cristo. Paulo não se importaria nada de morrer a curto prazo, porque isso significaria a comunhão total com Cristo. Especialmente significativa, a este propósito, é a conhecida frase (que, aliás, está escrita no seu túmulo, em Roma): "para mim, viver é Cristo e morrer é lucro".

No entanto, Paulo está consciente de que Deus pode ter outros planos e querer que ele continue - para benefício das comunidades cristãs - algum tempo mais na terra, a dar testemunho do Evangelho de Cristo. Paulo aceita isso: por Cristo, está disposto a tudo. Na verdade, não são os interesses de Paulo que contam, mas os interesses de Cristo.

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode ter em conta as seguintes questões:

• Um dos elementos que mais impressionam e questionam neste testemunho é a centralidade de Cristo na vida de Paulo. Diante de Cristo, todos os interesses pessoais e materiais do apóstolo passam a um plano absolutamente secundário. O apóstolo vive de Cristo e para Cristo; nada mais lhe interessa. Paulo aparece, neste aspecto, como o perfeito modelo do cristão: para os batizados, Cristo deveria ser o centro de todas as referências e interesses, a "pedra angular" à volta da qual se constrói a existência cristã. Que significa Cristo para mim? Ele é a referência fundamental à volta da qual tudo se articula, ou é apenas mais um entre muitos interesses a partir dos quais eu vou construindo a minha vida? Quando tenho de optar, para que lado cai a minha escolha: para o lado de Cristo, ou para o lado dos meus interesses pessoais?

• A mesma questão - a questão da centralidade de Cristo - pode colocar-se a propósito do testemunho que a Igreja oferece aos homens e ao mundo... É mais importante falar de Cristo e do seu Evangelho do que dos artigos do Código de Direito Canónico; é mais importante testemunhar Cristo e os seus valores do que discutir a estrutura hierárquica da Igreja; é mais importante anunciar Cristo e a sua proposta de Reino do que debater questões de organização e de disciplina... Cristo está, verdadeiramente, no centro desse anúncio que somos convidados a fazer aos homens do nosso tempo?

• Neste texto, impressiona também a liberdade total de Paulo face à morte. Essa liberdade resulta do facto de a fé que anima o apóstolo lhe permitir encarar a morte, não como o mais terrível e assustador de todos os males, mas como a possibilidade do encontro definitivo e pleno com Cristo. Dessa forma, Paulo pode entregar-se tranquilamente ao exercício do seu ministério, sem deixar que o medo trave o seu empenho e o seu testemunho. Também aqui a atitude de Paulo interpela e questiona os crentes... Para um cristão, a morte é o momento da realização plena, do encontro com a vida definitiva. Não é um drama sem sentido, sem remédio e sem esperança. Para um cristão, não faz sentido que o medo da perseguição ou da morte impeça o compromisso com os valores de Deus e com o compromisso profético diante do mundo.

Subsídios:
2ª leitura: (Fl 1,20c-24.27a) Morrer para estar com Cristo, ou viver para estar com os fiéis? – Paulo está na prisão e já conta com a morte, que o unirá completamente a Cristo. Mas sente o dilema: estar com Cristo, ou trabalhar por ele permanecendo com sua comunidade? O dilema é apenas aparente; expressa o impaciente desejo de Paulo de estar definitivamente com Cristo e, ao mesmo tempo, seu apaixonado amor pela comunidade. O viver de Paulo já é Cristo: viverá em prol da comunidade, para que ela também viva conforme o evangelho de Cristo (1,27a). * 1,20-22 cf. 1Pd 4,16; 1Cor 6,20; Gl 2,20; Cl 3,3-4 * 1,23-24 cf. 2Cor 5,6-9; Rm 14,8 * 1,27 cf. Ef 4,1; Cl 1,10; 1Ts 2,12.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vinde abrir o nosso coração, Senhor; ó Senhor, abri o nosso coração, e então do vosso filho a palavra poderemos acolher com muito amor! (At 16,14).

Evangelho

Monição: O Senhor convida-nos a trabalhar na nossa santificação. Alegremo-nos com a bela promessa e manifestemos a nossa alegria.

Mateus 20,1-16

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 20 1 Jesus contou esta parábola a seus discípulos: "Com efeito, o Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha. 2 Ajustou com eles um denário por dia e enviou-os para sua vinha. 3 Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. 4 Disse-lhes ele: ‘Ide também vós para minha vinha e vos darei o justo salário’. 5 Eles foram. À sexta hora saiu de novo e igualmente pela nona hora, e fez o mesmo. 6 Finalmente, pela undécima hora, encontrou ainda outros na praça e perguntou-lhes: ‘Por que estais todo o dia sem fazer nada?’ 7 Eles responderam: ‘É porque ninguém nos contratou’. Disse-lhes ele, então: ‘Ide vós também para minha vinha’. 8 Ao cair da tarde, o senhor da vinha disse a seu feitor: ‘Chama os operários e paga-lhes, começando pelos últimos até os primeiros’. 9 Vieram aqueles da undécima hora e receberam cada qual um denário. 10 Chegando por sua vez os primeiros, julgavam que haviam de receber mais. Mas só receberam cada qual um denário. 11 Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: 12 ‘Os últimos só trabalharam uma hora e deste-lhes tanto como a nós, que suportamos o peso do dia e do calor’. 13 O senhor, porém, observou a um deles: ‘Meu amigo, não te faço injustiça. Não contrataste comigo um denário? 14 Toma o que é teu e vai-te. Eu quero dar a este último tanto quanto a ti. 15 Ou não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus olhos que eu seja bom?’ 16 Assim, pois, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A lição central da parábola situa-nos para além de critérios humanos de estrita justiça e parece consistir em mostrar o primado da graça de Deus, que vai para além do estritamente devido; a graça é isso mesmo, é dom gratuito. A todos Deus chama ao seu Reino, não tendo maior importância o ter sido chamado primeiro (como foi o caso de Israel). Ninguém tem o direito de ver com maus olhos que Deus seja bom e cheio de misericórdia (v. 15).

Jesus revela um Deus que é Pai

O Evangelho de Mateus contém três parábolas que empregam a imagem da vinha. Duas delas são exclusividade sua: a dos trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16) e a dos dois filhos (Mt 21,28-32), enquanto a terceira, a dos vinhateiros homicidas (21,33-46), consta também nos outros sinóticos (Mc 12,1-12; Lc 21,33-46). Todas elas são lidas na liturgia, numa série de três domingos consecutivos, começando neste com a leitura da primeira.

Essa parábola está inserida na reta final do caminho de Jesus com os discípulos para Jerusalém. Ela sucede ao episódio do jovem rico (Mt 19,16-26) e – fazendo parte da resposta de Jesus à pergunta de Pedro sobre a recompensa que teriam aqueles que deixaram tudo para segui-lo (Mt 19,27-30) –, antecede o terceiro e último anúncio da paixão (Mt 20,17-19).

Os três anúncios da paixão situam-se após ensinamentos de grande relevância para a comunidade, os quais não foram bem-aceitos nem compreendidos pelos discípulos. Isso significa que essa parábola, particularmente, contém uma mensagem indispensável para a comunidade, embora difícil de ser assimilada. Na verdade, quanto mais se aproximavam de Jerusalém, mais os discípulos alimentavam os ideais messiânicos de glória, prestígio e poder, imaginando a restauração do reino davídico. Como resposta, Jesus propõe o Reino dos céus, apresentando suas características e a necessidade de conversão para fazer parte dele.

Desde o Antigo Testamento, Deus é apresentado como o dono de uma vinha (Is 5,1-7); logo a vinha é imagem clássica de Israel, o povo que Deus escolheu como propriedade sua. Em Mateus, Jesus aplica essa imagem à comunidade cristã, embrião do Reino dos céus.

A parábola mostra um proprietário zeloso: é ele mesmo quem sai para contratar os trabalhadores em diversas horas do dia (vv. 1.3.5-6). A propósito, o texto na língua original não traz o termo “patrão”, como está na versão litúrgica, e sim a expressão “dono de casa”, o que corresponde melhor à ideia de um Deus que é Pai, como Jesus quer revelar. Trata-se de um Deus que se relaciona pessoalmente com a humanidade, já não condicionado à mediação das lideranças religiosas.

Os diversos momentos em que o proprietário sai em busca de trabalhadores para a vinha demonstram que o Reino é inclusivo: todas as pessoas são chamadas a fazer parte dele. Ao contrário das religiões que segregam e excluem, classificando as pessoas entre justas e pecadoras, Jesus propõe um Reino acessível a todos, sem espírito de competição ou meritocracia. É claro que essa proposta encontra resistência, pois nem todos conseguem assimilar essa mentalidade nova que marca a passagem da religião do mérito para a gratuidade do amor.

A parábola mostra isso com a resistência dos primeiros trabalhadores contratados na hora do pagamento (vv. 11-12). Aqui, Jesus denuncia o espírito de competição predominante nas sociedades e adverte os discípulos para não reproduzirem tais práticas. A parábola funciona também como denúncia de Mateus à situação da sua comunidade, composta predominantemente de cristãos oriundos do judaísmo, que reivindicavam privilégios em relação aos cristãos convertidos do paganismo.

O pagamento igual para todos os trabalhadores é demonstração de que, de fato, os pensamentos de Deus não são como nossos pensamentos, como ensina a primeira leitura. Deus tem o direito de fazer o que quiser com seu amor e sua misericórdia; e ele é bom para todos, indistintamente. A frase proverbial conclusiva (v. 16a) mostra a reviravolta na história que o advento do Reino propõe. Longe de ser uma exclusão dos primeiros, é uma forma enfática de afirmar que os últimos são acolhidos sem nenhuma discriminação. Só é possível acolher essa novidade por meio da conversão.

AMBIENTE

No texto que nos é proposto, Jesus continua a instruir os discípulos, a fim de que eles compreendam a realidade do Reino e, após a partida de Jesus, a testemunhem. Trata-se de mais uma "parábola do Reino".

O quadro que a parábola nos apresenta reflete bastante bem a realidade social e económica dos tempos de Jesus. A Galileia estava cheia de camponeses que, por causa da pressão fiscal ou de anos contínuos de más colheitas, tinham perdido as terras que pertenciam à sua família. Para sobreviver, esses camponeses sem terra alugavam a sua força de trabalho.

Juntavam-se na praça da cidade e esperavam que os grandes latifundiários os contratassem para trabalhar nos seus campos ou nas suas vinhas. Normalmente, cada "patrão" tinha os seus "clientes" - isto é, homens em quem ele confiava e a quem contratava regularmente.

Naturalmente, esses trabalhadores "de confiança" recebiam um tratamento de favor. Esse tratamento de favor implicava, nomeadamente, que esses "clientes" fossem sempre os primeiros a ser contratados, a fim de que pudessem ganhar uma "jorna" completa (um "denário", que era o pagamento diário habitual de um trabalhador não especializado).

MENSAGEM

A parábola refere-se, portanto, a um dono de uma vinha que, ao romper da manhã, se dirigiu à praça e chamou os seus "clientes" para trabalhar na sua vinha, ajustando com eles o preço habitual: um denário. O volume de tarefas a realizar na vinha fez com que este patrão voltasse a sair a meio da manhã, ao meio-dia, às três da tarde e ao cair da tarde e que trouxesse, de cada vez, novas levas de trabalhadores. O trabalho decorreu sem incidentes, até ao final do dia.

Ao anoitecer, os trabalhadores foram chamados diante do senhor, a fim de receberem a paga do trabalho. Todos - quer os que só tinham trabalhado uma hora, quer os que tinham trabalhado todo o dia - receberam a mesma paga: um denário. Contudo, os trabalhadores da primeira hora (os "clientes" habituais do dono da vinha) manifestaram a sua surpresa e o seu desconcerto por, desta vez, não terem recebido um tratamento "de favor".

A resposta final do dono da vinha afirma que ninguém tem nada a reclamar se ele decide derramar a sua justiça e a sua misericórdia sobre todos, sem exceção. Ele cumpre as suas obrigações para com aqueles que trabalham com ele desde o início; não poderá ser bondoso e misericordioso para com aqueles que só chegam no fim? Isso em nada deveria afetar os outros...

Muito provavelmente, a parábola serviu primariamente a Jesus para responder às críticas dos adversários, que O acusavam de estar demasiado próximo dos pecadores (os trabalhadores da última hora). Através dela, Jesus mostra que o amor do Pai se derrama sobre todos os seus filhos, sem exceção e por igual. Para Deus, não é decisiva a hora a que se respondeu ao seu apelo; o que é decisivo é que se tenha respondido ao seu convite para trabalhar na vinha do Reino. Para Deus, não há tratamento "especial" por antiguidade; para Deus, todos os seus filhos são iguais e merecem o seu amor.

A parábola serviu a Jesus, também, para denunciar a concepção que os teólogos de Israel tinham de Deus e da salvação. Para os fariseus, sobretudo, Deus era um "patrão" que pagava conforme as ações do homem. Se o homem cumprisse escrupulosamente a Lei, conquistaria determinados méritos e Deus pagar-lhe-ia convenientemente. Segundo esta perspectiva, Deus não dá nada; é o homem que conquista tudo. O "deus" dos fariseus é uma espécie de comerciante, que todos os dias aponta no seu livro de registos as dívidas e os créditos do homem, que um dia faz as contas finais, vê o saldo e dá a recompensa ou aplica o castigo.

Para Jesus, no entanto, Deus não é um contabilista, sempre de lápis na mão a fazer as contas dos homens para lhes pagar conforme os seus merecimentos; mas é um pai, cheio de bondade, que ama todos os seus filhos por igual e que derrama sobre todos, sem exceção, o seu amor.

A parábola foi, depois, proposta por Mateus à sua comunidade (provavelmente a comunidade cristã de Antioquia da Síria) para iluminar a situação concreta que a comunidade estava a viver com a entrada maciça de pagãos na Igreja. Alguns cristãos de origem judaica não conseguiam entender que os pagãos, vindos mais tarde, estivessem em pé de igualdade com aqueles que tinham acolhido a proposta do Reino desde a primeira hora. Mateus deixa, no entanto, claro que o Reino é um dom oferecido por Deus a todos os seus filhos, sem qualquer exceção. Judeus ou gregos, escravos ou livres, cristãos da primeira hora ou da última hora, todos são filhos amados do mesmo Pai. Na comunidade de Jesus não há graus de antiguidade, de raça, de classe social, de merecimento... O dom de Deus destina-se a todos, por igual.

Conclusão: A parábola convida-nos a perceber que o nosso Deus é o Deus que oferece gratuitamente a salvação a todos os seus filhos, independentemente da sua antiguidade, créditos, qualidades ou comportamentos. Os membros da comunidade do Reino não devem, por isso, fazer o bem em vista de uma determinada recompensa, mas para encontrarem a felicidade, a vida verdadeira e eterna.

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar as seguintes linhas:

• Antes de mais, o nosso texto deixa claro que o Reino de Deus (esse mundo novo de salvação e de vida plena) é para todos sem exceção. Para Deus não há marginalizados, excluídos, indignos, desclassificados... Para Deus, há homens e mulheres - todos seus filhos, independentemente da cor da pele, da nacionalidade, da classe social - a quem Ele ama, a quem Ele quer oferecer a salvação e a quem Ele convida para trabalhar na sua vinha. A única coisa verdadeiramente decisiva é se os interpelados aceitam ou não trabalhar na vinha de Deus. Fazer parte da Igreja de Jesus é fazer uma experiência radical de comunhão universal.

• Todos têm lugar na Igreja de Jesus... Mas todos terão a mesma dignidade e importância? Jesus garante que sim. Não há trabalhadores mais importantes do que os outros, não há trabalhadores de primeira e de segunda classe. O que há é homens e mulheres que aceitaram o convite do Senhor - tarde ou cedo, não interessa - e foram trabalhar para a sua vinha. Dentro desta lógica, que sentido é que fazem certas atitudes de quem se sente dono da comunidade porque "estou aqui há mais tempo do que os outros", ou porque "tenho contribuído para a comunidade mais do que os outros"? Na comunidade de Jesus, a idade, o tempo de serviço, a cor da pele, a posição social, a posição hierárquica, não servem para fundamentar qualquer tipo de privilégios ou qualquer superioridade sobre os outros irmãos. Embora com funções diversas, todos são iguais em dignidade e todos devem ser acolhidos, amados e considerados de igual forma.

• O nosso texto denuncia ainda essa concepção de Deus como um "negociante", que contabiliza os créditos dos homens e lhes paga em consequência. Deus não faz negócio com os homens: Ele não precisa da mercadoria que temos para Lhe oferecer. O Deus que Jesus anuncia é o Pai que quer ver os seus filhos livres e felizes e que, por isso, derrama o seu amor, de forma gratuita e incondicional, sobre todos eles. Sendo assim que sentido fazem certas expressões da vivência religiosa que são autênticas negociatas com Deus ("se tu me fizeres isto, prometo-te aquilo"; "se tu me deres isto, pago-te com aquilo")?

• Entender que Deus não é um negociante, mas um Pai cheio de amor pelos seus filhos, significa também renunciar a uma lógica interesseira no nosso relacionamento com ele. O cristão não faz as coisas por interesse, ou de olhos postos numa recompensa (o céu, a "sorte" na vida, a eliminação da doença, o adivinhar a chave da lotaria), mas porque está convicto de que esse comportamento que Deus lhe propõe é o caminho para a verdadeira vida. Quem segue o caminho certo, é feliz, encontra a paz e a serenidade e colhe, logo aí, a sua recompensa.

• Com alguma frequência encontramos cristãos que não entendem porque é que Deus ama e aceita na sua família, em pé de igualdade com os filhos da primeira hora, esses que só tardiamente responderam ao apelo do Reino. Sentem-se injustiçados, incompreendidos, ciumentos, invejosos e condenam, mais ou menos veladamente, essa lógica de misericórdia que, à luz dos critérios humanos, lhes parece muito injusta. Na sua perspectiva, a fidelidade a Deus e aos seus mandamentos merece uma recompensa e esta deve ser tanto maior quanto maior a antiguidade e a qualidade dos "serviços" prestados a Deus. Que sentido faz esta lógica à luz dos ensinamentos de Jesus?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 20,1-16a) Os operários da última hora – No fim do ensinamento de Jesus (Mt 19–25) acentuam-se os temas do juízo e da graça, como também o paradoxo de que "os primeiros serão os últimos e os últimos, primeiros” (19,30; 20,16). Assim como o irmão mais velho, no caso do filho pródigo, critica a bondade do pai (Lc 15), também na parábola de hoje os bons criticam o Senhor, que é bom para com os “últimos” (os pecadores que precedem os “bons” no Reino, Mt 21,31, ou os gentios que precedem o judaísmo esclerosado na acolhida da salvação). A justiça de Deus não é mesquinha como a nossa (cf. Is 55,9, 1ª leitura). Ela é o seu amor gratuito em obra. * 20,8 cf. Lv 19,13; Dt 24,14-15 * 20,13-14 cf. Lc 17,10; Rm 9,19-21 * 20,16 cf. Mt 19,30; Mc 10,31; Lc 13,30.

***   ***   ***

Para nós, justiça é pagar algo com o preço equivalente. Mas para Deus, justo é o que é bom, certo. Como uma tampa é justa quando ela serve direitinho. Deus, na sua justiça, “ajusta” tudo o que faz (Sl 146[145],17; salmo responsorial). Assim, a justiça de Deus não é contrária a sua bondade. É idêntica! Em Ez 18,25, Deus se defende da acusação de ser injusto quando perdoa ao pecador que se converte. Deus não está interessado em pagamento, mas em vida: “Não quero a morte do pecador, mas sim, que ele se converta e viva” (Ez 18,23). A mesma mensagem traz a 1ª leitura de hoje, Is 55,6-9, convite para o tempo messiânico, que é também o tempo da plena revelação da estranha justiça de Deus, que tanto ultrapassa a nossa quanto o céu transcende a terra.

Nessa perspectiva, a parábola de Jesus no evangelho não é apenas uma lição para fazer-nos refletir sobre a justiça de Deus, mas ainda uma proclamação de que chegou o Reino de Deus, a realidade messiânica: buscai o Senhor, é o momento (cf. Is 55,6)! Como é, então, esse tempo messiânico, esse Reino em que se realiza sem restrição o que Deus deseja? É como um dono que, em vários momentos do dia, contrata operários por uma diária e os manda trabalhar na vinha. Ainda às cinco da tarde (“undécima hora”) encontra alguns que até então não foram contratados (pormenor importante!) e também os manda à vinha. Ao pôr-do-sol, fazem-se as contas.

Para escândalo dos “bons”, que trabalharam desde cedo, o dono começa pelos últimos, pagando-lhes a diária completa, tanto quanto aos primeiros... Aí descarrilam os nossos cálculos de retribuição. Mas Deus não está retribuindo, ele está fazendo o melhor que pode: “Me olhas de mau olhar porque sou bom?” Os primeiros tiveram tudo de que precisavam: trabalho, segurança e diária. Os últimos sofreram a insegurança, mas eles também devem viver, portanto, é bom dar a diária completa a eles também. Entendemos isso apenas quando temos uma mentalidade de comunhão, não de varejista. Tudo é de Deus. Não importa que eu receba menos ou mais que outro; o importante é que todos tenham o necessário. E, se depender de Deus, é isso que acontecerá, pois “ele acerta em todas as suas obras” (Sl 145[144],17).

“Os últimos serão os primeiros, e os primeiros os últimos” (Mt 20,16). Deus desafia a justiça calculista, autossuficiente... Se achamos que podemos colocar-nos na frente da fila para acertar nossas contas com ele, estamos enganados. Os israelitas foram chamados primeiros e se gloriavam disso, achando que, por serem filhos de Abraão, por circuncidarem-se e observarem a Lei e a tradição, podiam reclamar o céu.

Na última hora, Deus encontrou os que ainda não tinham sido convidados, os gentios, e estes precederam os israelitas autossuficientes no Reino. Inclusive, isso serve para que esses israelitas mudem de ideia e se abram para o espírito de participação e gratuidade, que é o espírito do Reino. A graça não se paga; recebe-se. As pessoas “muito de Igreja” incorrem no perigo do farisaísmo, de achar que merecem o céu. Um presente não se merece. Ser bom cristão não é merecer o céu: é guardar-se sempre em prontidão para o receber de graça. E não querer mal àqueles que recebem essa oportunidade “em cima do laço”.

Pensemos em Paulo (2ª leitura), que não sabe o que escolher: viver para um frutuoso trabalho ou morrer para estar com Cristo. Continuar a trabalhar não teria para ele o sentido de ganhar o céu; desejá-lo-ia somente porque seria bom para os filipenses. Mas o que ele deseja mesmo é participar plenamente da proximidade do Senhor Jesus. Viver, para ele, é Cristo. Uma vida animada pela amizade por Cristo, não pelo cálculo... Na mesma carta, ele dirá que seu espírito de merecimento, suas vantagens conforme os critérios farisaicos, ele considera tudo isso como perda, como esterco (Fl 3,7-8)! Só o impulsiona ainda a graça, a gratuita bondade que Deus lhe manifestou em Jesus Cristo.

É difícil para o cristão tradicional assimilar esse espírito. Deve converter-se da preocupação de fazer tudo direitinho para ganhar o céu! Pois deve saber que sempre ficará devendo e terá de contar com a gratuita bondade de Deus tanto quanto os pecadores, que, muitas vezes, compreendem melhor a necessidade da graça.

O REINO DE DEUS É DE GRAÇA?

evangelho de hoje é “escandaloso”. O patrão sai a contratar diaristas para a safra da uva. Sai de manhã cedo, às nove, ao meio-dia, às três da tarde, e ainda uma vez às cinco da tarde. Na hora do pagamento, começa pelos últimos contratados, paga-lhes a diária completa; e depois, paga a mesma quantia aos que passaram o dia todo no serviço... Será justo que alguém que trabalhou apenas uma hora pode ganhar tanto quanto o que trabalhou o dia inteiro? Alguém que viveu uma vida irregular, mas se converte na última hora, pode entrar no céu igual aos piedosos? Aos que se escandalizam com isso, o “senhor” responde: “Estás com inveja porque eu estou sendo bom?” Quando Deus usa da mesma bondade para com os que pouco fizeram e para com os que labutaram o dia todo, ele não está sendo injusto, mas bom. Já no Antigo Testamento, Deus se defende contra a acusação de injustiça por perdoar ao pecador (1ª leitura).

Deus não pensa como a gente. Nós raciocinamos em termos de discriminação; Deus, em termos de comunhão. Nós pensamos em economia material, Deus segue a economia da salvação. Sua graça é infinita; ninguém a merece propriamente, e todos podem participar, por graça, se estão em comunhão com ele. Nós facilmente achamos que os outros não fazem o suficiente para participar do Reino: não se engajam, não se esforçam... Mas quem faz o suficiente? O que importa não é o quanto fazemos: será sempre insuficiente! Importa que queiramos participar, ainda que tarde. E uma vez que está participando, a gente faz tudo...

O dom de Deus não pode ser merecido; é graça. Claro, quem trabalha na vinha do Senhor se esforça. Mas esse esforço não é para “merecer”, mas por gratidão e alegria, por termos sido convidados, ainda que tarde – pois em relação ao antigo Israel, nós “pagãos” somos os da undécima horas... Nosso empenho não é trabalho forçado, mas participação. Não somos movidos pelo moralismo, mas pela graça. Se entendermos bem isso, valorizaremos mais aquela humilde, mas autêntica boa vontade daqueles que sempre foram marginalizados, na Igreja e na sociedade, e que agora começam a participar mais plenamente: a Igreja dos pobres.

Então, tem ainda sentido falar em “merecer o céu”? Estritamente falando, é impossível. O céu não se paga. Mas se essa expressão significa nossa busca de estar em comunhão com Deus e viver em amizade com ele, tem sentido. Inclusive, essa busca já é o começo do céu.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Mostrar a relação entre as três leituras, convidando a comunidade à conversão contínua para viver conforme os pensamentos de Deus. Com base no exemplo de Paulo, questionar se Cristo é mesmo o centro da vida da comunidade e de cada cristão. Recordar que o tempo de pertença à comunidade não é sinal de privilégio, mas de compromisso. É necessário que haja igualdade e harmonia entre todos os membros da comunidade.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

1. Buscar o Senhor enquanto o podemos encontrar.

O Senhor preocupa-se conosco, procura-nos em cada instante, convida-nos a trabalhar na nossa santificação. Há momentos na vida que são mais próprios para este encontro com Jesus: um acontecimento que nos impressiona, uma leitura que fazemos, um pensamento que nos assalta repentinamente.

Acontece, porém, que nós, por isto ou aquilo, adiamos estes encontros privilegiados. Cedemos à preguiça, ou tentamos fugir ao sacrifício que nos exige uma decisão tomada no momento próprio.

É o Senhor que passa à nossa porta e não devemos fechá-la indelicadamente. Chegará um dia em que o Senhor passará pela última vez. E, como não sabemos quando será, temos de ir vencendo cada uma das ocasiões que nos apresentam.

2. Para mim, viver é Cristo.

Paulo encontrava-se na prisão. Esta é uma das chamadas epístolas do cativeiro. O apóstolo começa por agradecer a Deus os benefícios concedidos aos cristãos. Esta acção de graças tem um cunho particular de alegria pela dedicação dos Filipenses à pregação do Evangelho: amor apaixonado do presente que é garantia do futuro. A prisão de Paulo, em vez de entravar a pregação do Evangelho, foi ocasião do progresso, atingindo até a casa imperial.

O importante é que Cristo seja conhecido e amado. A grande alegria de Paulo é saber que Cristo será sempre glorificado nele. Para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. Ele sente-se angustiado dois sentimentos opostos. Deseja morrer para estar com Cristo, e deseja viver para que o seu ministério seja frutuoso junto dos Filipenses e doutros.

Como proclama S. Paulo, o Senhor deve ser glorificado no nosso corpo. E é-o precisamente pela Eucaristia. Aplicam-se, a cada um de nós, estas palavras: procurai comportar-vos de maneira digna do Evangelho (M 1,27).

A Eucaristia é Cristo glorificado no nosso corpo, glorificado tanto na vida como na morte (F 1,20). Na vida e na morte sempre Cristo seja glorificado em nós.

3. Os critérios de Deus

Nestes tempos, que são os últimos Deus fala-nos por Seu Filho (Heb 1,3). E o Filho, como se exprime? Prefere falar-nos em parábolas. Hoje escutamos uma dessas parábolas, a dos trabalhadores enviados para a vinha. No fim do trabalho o patrão manda dar o mesmo salário a todos, desde os que aguentaram o calor aos que chegaram na última hora. O sentido é claro. Jesus não quer certamente tratar da questão salarial do contexto da justiça social. Ele quer antes esclarecer a atitude de Deus para com os homens, atitude que não se exprime no modelo concretual, mas nos princípios da gratuidade que supera toda a lógica humana. A mensagem que nos é transmitida obriga-nos a comparar, uma vez mais, os nossos critérios com os critérios de Deus.

Segundo a nossa justiça, quem trabalhou mais horas merece maior retribuição. Por isso admiramo-nos e quase nos escandalizamos com o modo de proceder do feitor que paga a todos com o mesmo salário. Com esta parábola, Jesus quer indicar que a paga do dia do juízo, é, fundamentalmente, fruto a bondade de Deus e não em função das horas que trabalharam. Entramos no Reino, antes de mais, porque o Pai nos convida e nos quer fazer felizes. Por isso não podemos pedir-lhe contas nem podemos fazer comparações com os outros. Todos são salvos porque Deus nos deseja salvar e não porque tenham trabalhado mais que os outros. A iniciativa e a realização do plano de Deus provém essencialmente do amor que Deus nos tem.

A parábola mostra-nos ainda que nunca é tarde para começar. O Senhor chama sempre, em todas as horas. Importa estar atento e corresponder ao apelo. A resposta final, por parte de Deus, superara sempre a nossa expectativa.


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 24º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. A VINHA.
Neste domingo (e nos dois próximos) temos a imagem da vinha. Embora a comparação só apareça plenamente no 27º domingo (em que a vinha significa o povo de Israel), pode ser interessante, a partir deste domingo: pôr em evidência uma cepa, quer na entrada da igreja, quer dentro da igreja (é o mês da vindima em muitas regiões); solenizar a procissão das oferendas pedindo a um jovem para levar ao altar um belo cacho de uvas...

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Nós Te louvamos, Deus nosso Pai, porque Te deixas encontrar por aqueles que Te procuram e tens piedade daqueles que vêm até Ti. Tu estás próximo de nós, és rico em perdão e misericórdia e os teus pensamentos são tão elevados acima dos nossos. Nós Te pedimos: que o teu Espírito nos guie, que Ele nos livre dos caminhos do mal, que Ele eleve e inspire os nossos pensamentos.

No final da segunda leitura:
Senhor Jesus Cristo, nós Te bendizemos e com o apóstolo Paulo confessamos: a nossa vida, a nossa alegria e a nossa felicidade, és Tu. Nós Te pedimos por nós mesmos e por todas as nossas comunidades cristãs: penetra-nos com o teu Espírito, para que levemos uma vida digna do teu Evangelho e que a tua grandeza seja manifestada nas nossas vidas.

No final do Evangelho:
Deus da Aliança antiga e nova, não cessas de chamar os homens a mudar de mentalidade. Hoje, Jesus recorda-nos isso uma vez mais na parábola da última hora. Abre os nossos olhos, as nossas mãos e os nossos corações, Senhor de infinita ternura. No respeito leal pela justiça dos homens, ensina-nos, pelo teu Espírito, a dar provas de generosidade.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, que nos recorda que fomos "escolhidos para servir" (2ª leitura).

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
"Ide também vós para a minha Vinha!" Pobreza na nossa Igreja. Falta de vocações... Assembleias dominicais "raquíticas"... Cada vez menos crianças na catequese... Críticas... Lamentações... Decepções... "Ide também vós para a minha Vinha!" Compreendemos bem que Jesus não faz seleção e que Se dirige a todos sem exceção. Cabe-nos a nós aceitar ser "contratados". Há trabalho para todos? Vamos para a sua Vinha?


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão: Ouvimos, há momentos a recomendação da Palavra de Deus: «Procurai o Senhor, enquanto for acessível, invocai-O, enquanto estiver próximo». Nós podemos agora encontrá-lO e recebê-lo na Santíssima Eucaristia, em que Ele Se oferece como alimento. Comunguemos com as melhores disposições. Encontraremos o Senhor, e seremos atendidos nas nossas petições.

Salmo 118, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Celebrar a Eucaristia, não se reduz a cumprir um ritual ou a assistir a um ato sagrado. É tomar parte numa ação em que Cristo ocupa o papel principal, mas onde nós também atuamos. Dai que esta participação conduza à união vital que se prolonga para além da celebração.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

25ª SEMANA

2ª Feira, 22-IX: A atuação da graça de Deus.

Prov 3, 27-34 / Lc 8, 16-18
Pois àquele que tiver dar-se-á, mas, àquele que não tiver. Até o que julga ter lhe será tirado.

Assim atua a graça de Deus nas nossas almas. Quando correspondemos à graça recebemos novas graças, mas quando nos empenhamos em não ser dóceis às ajudas do Espírito Santo, ficamos cada vez mais pobres. A vida espiritual exige sempre um novo empenho. Pelo contrário, quem não avança retrocede: «Se disseres basta estás perdido» (S. Agostinho). Deus concede novos favores se encontra boas disposições: «Ele abençoa a residência dos justos…aos humildes concede o seu favor» (Leit)

3ª Feira, 23-IX: A verdadeira família de Jesus.

Prov 21, 1-6. 10-13 / Lc 8, 19-21
Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática.

Quem pertence à família de Jesus? «O germe e começo do reino é o pequeno rebanho daqueles que Jesus veio congregar ao seu redor e dos quais Ele próprio é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus (cf Ev). Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade de Deus: «quem fizer a vontade de meu Pai que está nos céus… tem uma nova maneira de agir (ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática… e uma oração (o Pai nosso)» (cf. CIC, 764).

4ª Feira, 24-IX: Confiança plena em Deus.

Prov 30, 5-9 / Lc 9, 1-6
Disse-lhes então: Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro.

Jesus quer fazer ver aos Apóstolos, quando os envia para a primeira missão apostólica, que devem apoiar-se nos meios sobrenaturais, que toda a eficácia vem de Deus. As curas e conversões hão-de atribuir-se à Omnipotência divina. A mesma confiança se há-de notar nos pedidos que fazemos na oração: «Duas coisas vos peço, Senhor, não mas negueis até que eu morra:.. Não me deis pobreza nem fortuna, deixai que eu tenha o alimento necessário. É que, na abundância, poderia renegar-vos» (Leit).

5ª Feira, 25-IX: Um desejo forte de ver a Deus

Cor 1, 2-11 / Lc 9, 7-9
(Herodes): Mas quem é este homem, de quem ouço dizer tais coisas? E procurava ver maneira de ver Jesus.

O desejo de ver o rosto de Cristo é fundamental para a nossa vida, pois «n’Ele, Deus nos abençoa fazendo resplandecer sobre nós a luz do seu rosto. Sendo ao mesmo tempo, Deus e homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, revela o homem a si mesmo» (J. Paulo II). O resto das coisas acaba por ser uma desilusão: «todas as coisas produzem cansaço, ninguém o pode explicar; o olhar não consegue ver bastante…» (Leit). Como procuro ver Jesus na leitura do Evangelho ou na contemplação dos mistérios do Rosário?

6ª Feira, 26-IX: Qual o ‘momento oportuno’?

Cor 3, 1-11 / Lc 9, 18-22
Para tudo há um momento oportuno, para cada coisa há um tempo debaixo do Céu.

O momento mais oportuno para cada coisa é, em princípio, aquele em que devemos levar a cabo a vontade de Deus para cada um de nós. O Senhor quer que vivamos e santifiquemos o momento presente, cumprindo com responsabilidade o dever correspondente a esse momento. Jesus ensina-nos também que há-de haver um momento oportuno para a oração: «estava Jesus a orar sozinho» (Ev); um momento para o sofrimento: «o Filho do homem tem de sofrer muito» (Ev).

Sábado, 27-IX: S. Vicente de Paulo: A Cruz é um bem?

Cor 11, 9- 12, 8 / Lc 9, 43-45
O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Mas eles não entendiam aquela linguagem.

A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sacrifício e sofrimento, há-de ser quase sempre difícil de entender (cf Ev), quando se encara apenas com olhos humanos. À primeira vista é mais uma desilusão: «desilusões e mais desilusões… Tudo é desilusão» (Leit) A fé, no entanto, ajuda-nos a ver que, sem sacrifício não há amor. O caminho da santificação passa necessariamente pela Cruz. S. Vicente de Paulo entregou toda a sua vida ao serviço dos pobres e `formação do clero.

Celebração e Homilia: ARMANDO BARRETO MARQUES
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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