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ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.03.2019
2º Domingo da Quaresma — ANO C
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ Ouvir o Filho amado de Deus, para transfigurar o coração __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia deste domingo mostra que somente em contato com Deus pela oração, nos realizaremos como seguidores de Jesus, a quem buscamos escutar no profundo de nosso ser. Não há cristão, não há Apóstolo, não há testemunha, sem oração pessoal e comunitária. O diálogo íntimo com Deus transforma a existência, transfigurando nossas vidas marcadas pelo pecado e pelo erro.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, estamos no segundo domingo de nosso caminho quaresmal rumo à Páscoa. Assim como Jesus chamou seus discípulos para o monte Tabor, para ali ser transfigurado, hoje Ele nos chama para fazermos a mesma experiência. Este lugar sagrado em que nos reunimos torna-se, para nós, um espaço da manifestação da glória do Senhor, da qual participamos sacramentalmente pelo Batismo, sinal antecipado de nossa Páscoa.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Um rito sacrifical sela o pacto entre Deus e Abraão, na mesma linha dos ritos que toda religião realiza como expressão de suas relações com a divindade. A iniciativa vem de Deus, sua é a escolha de Abraão, sua é a promessa de uma terra e uma descendência que ultrapassa toda esperança. Cristo se apresenta como a aliança definitiva entre Deus e o seu povo. Também para ele a aliança se faz através de um êxodo (no evangelho, Moisés e Elias falam do seu êxodo, sua morte) e de um ingresso - a face do Cristo muda de aspecto e suas vestes fulgurantes indicam a ressurreição. Os apóstolos não compreenderam, no momento, o episódio da transfiguração, mas quando o Espírito desce sobre eles, tornam-se as testemunhas do fato decisivo da cruz e da ressurreição. A eles e a toda a comunidade suscitada por seu testemunho é confiado o memorial da nova aliança, selado não com o sangue de animais imolados, mas com o sangue do próprio Cristo, para remissão dos pecados.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17-de-marco-de-2019---2-quaresma.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/21_-_2o_domingo_de_quaresma_v03.pdf


TEMA
JESUS TRANSFIGURADO: PERSPECTIVA DA VITÓRIA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Quando Deus conduziu Abraão para fora da caixa

Uma das nossas maiores dificuldades é cristalizarmos nossos pensamentos e formas de ser e de viver. Cristalizamos de tal maneira, que até Deus parece incapaz de alterar. Vivemos engessados e, por isso, temos dificuldades de pensar fora da caixa. Tudo parece já bem decidido e refletido. Não damos espaço a novas possibilidades, novas descobertas, novos caminhos, novos estudos, novas percepções. Em determinado momento da vida de Abraão, Deus o chamou para sair de si mesmo, para sair de sua terra, para sair de sua tenda, para ver o céu que já havia visto inúmeras vezes, mas para vê-lo de maneira nova. Deus sempre deseja que vejamos de forma diferente. Pensar fora da caixa é se deixar aberto para as muitas surpresas de Deus.

Introdução do Portal Dehonianos

As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.

A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.

A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa libertação. O projecto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em Homens Novos.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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TRANSFIGURAR-SE PARA TRANSFORMAR

O segundo domingo da Quaresma nos põe diante da cena da transfiguração. Jesus, acompanhado de três discípulos, sobe à montanha para rezar. Lá ele se transfigura – o que pode ser visto como uma antecipação de sua glória.

Enquanto Jesus dialoga com Moisés e Elias, representantes do Antigo Testamento, os três discípulos dormem e não escutam a voz que fala do êxodo (morte) do Mestre. Depois de acordarem, contemplam a glória de Jesus e, fascinados pela beleza do acontecimento, sugerem eternizar esse momento, fixando moradia no cimo da montanha. Mas uma voz vem da nuvem e lhes pede que escutem e sigam o que o Filho determina.

A transfiguração mostra que a paixão e a morte fazem parte do projeto de Jesus. Ele, por ser o verdadeiro intérprete da Escritura e o que dá sentido ao Antigo Testamento, precisa ser ouvido e obedecido.

É importante que as comunidades cristãs e cada um dos discípulos recuperemos o sentido de escutar o Mestre. Com frequência, muitas outras vozes sufocam aquilo que Jesus tem para nos dizer – sua voz se perde no meio de tantas outras. Assim, damos ouvidos a uma infinidade de coisas, menos à palavra do Ressuscitado. Diante da realidade desfigurada em que vivemos, o que o Mestre nos diz?

Sua voz nos desaloja e nos leva a descer a montanha, para realizarmos nossa missão de tornar presente o reino de Deus. Não podemos ficar acomodados no alto, contemplando eternamente a glória do Filho. É lá embaixo, na planície ou nas periferias, que estão os desafios e o povo sofrido, com tantas necessidades e ávido pela transfiguração da sua realidade.

Fundamental não é entender como ocorreu a cena da transfiguração em seus detalhes, e sim o que o evangelista quis nos transmitir ao relatá-la. A narrativa vem confirmar que Jesus é verdadeiro Deus. Procura encorajar seus seguidores a não abandoná-lo quando chegam as dificuldades. Deixemo-nos transfigurar, para transformar a realidade que nos cerca.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Salmo 26, 8-9
ANTÍFONA DE ENTRADA: Diz-me o coração: «Procurai a face do Senhor». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto.

Ou cf. Salmo 24, 6.3.22
Lembrai-vos, Senhor, das vossas misericórdias e das vossas graças que são eternas. Não triunfe sobre nós o inimigo. Senhor, livrai-nos de todo o mal.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
A Quaresma é um tempo favorável à nossa conversão, é um tempo propício para deixarmos o homem velho e revestir-nos do homem novo, identificando-nos com Cristo. A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, que o Evangelho de hoje nos relata, lembra-nos que, através do esforço e da penitência quaresmal por seguir Cristo na sua Paixão, chegaremos também nós à alegria da sua Ressurreição gloriosa.

ORAÇÃO COLECTA: Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Abraão aparece-nos na passagem da Bíblia que vamos escutar como modelo de fé. Pela fé agradou a Deus e tornou-se pai de todos os crentes; da sua numerosa descendência nasceria o Salvador.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Gênesis 15,5-12.17-18

Leitura do livro do Gênesis. 15 5 E, conduzindo-o fora, disse-lhe: “Levanta os olhos para os céus e conta as estrelas, se és capaz. Pois bem, ajuntou ele, assim será a tua descendência.” 6 Abrão confiou no Senhor, e o Senhor lho imputou para justiça. 7 E disse-lhe: “Eu sou o Senhor que te fiz sair de Ur da Caldéia para dar-te esta terra.” 8 “O Senhor Javé, como poderei saber se a hei de possuir?” 9 “Toma uma novilha de três anos, respondeu-lhe o Senhor, uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho.” 10 Abrão tomou todos esses animais, e dividiu-os pelo meio, colocando suas metades uma defronte da outra; mas não cortou as aves. 11 Vieram as aves de rapina e atiraram-se sobre os cadáveres, mas Abrão as expulsou. 12 E eis que, ao pôr-do-sol, veio um profundo sono a Abrão, ao mesmo tempo que o assaltou um grande pavor, uma espessa escuridão. 13 O Senhor disse-lhe: “Sabe que teus descendentes habitarão como peregrinos uma terra que não é sua, e que nessa terra eles serão escravizados e oprimidos durante quatrocentos anos. 14 Mas eu julgarei também o povo ao qual estiverem sujeitos, e sairão em seguida dessa terra com grandes riquezas. 15 Quanto a ti, irás em paz juntar-se aos teus pais, e serás sepultado numa ditosa velhice. 16 Somente à quarta geração os teus descendentes voltarão para aqui, porque a iniqüidade dos amorreus não chegou ainda ao seu cúmulo.” 17 Quando o sol se pôs, formou-se uma densa escuridão, e eis que um braseiro fumegante e uma tocha ardente passaram pelo meio das carnes divididas. 18 Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão: “Eu dou, disse ele, esta terra aos teus descendentes, desde a torrente do Egito até o grande rio Eufrates”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Num texto dotado de grande beleza, deixa-se-nos ver como é que a promessa divina de dar em posse a terra de Canaã à descendência da Abraão (Gn 12, 7) se haverá de cumprir, apesar de não ter filhos da sua esposa Sara (v. 3); aqui esta promessa aparece rubricada com um tradicional rito de aliança. O comentário que se segue pode bem servir para a lectio divina.

6 «Abrão acreditou».«A fé de Abraão consiste em crer numa promessa humanamente irrealizável. Deus reconheceu-lhe o mérito deste acto (cf. Dt 24, 13; Salm 105, 31), o que lhe foi atribuído em conta de justiça, já que o «justo» é o homem a quem a sua rectidão e a sua submissão tornam agradável a Deus. S. Paulo utiliza este texto para provar que a justificação depende da fé e não das obras da Lei; mas a fé de Abraão determina a sua conduta, é princípio de acção, por isso S. Tiago pode invocar o mesmo texto para condenar a fé ‘morta’, sem as obras da fé» (Bíblia de Jerusalém); cf. Rom 4, 9-12 e Tg 2, 21-23. A fé de Abraão é posta em evidência não apenas aqui, ao crer na promessa de Deus, mas também ao obedecer para deixar a sua terra (Gn 12, 4) e para sacrificar o seu filho Isac (Gn 22, 1-4).

8-10 «Como saberei que a vou possuir?»A narrativa alcança uma extraordinária beleza e dramatismo. Com efeito, Abraão, apesar de não ter dúvidas (como se disse para a promessa da descendência: v. 6), pede um sinal a Deus. E Deus não se limita a dar um sinal, mas condescen­de até ao ponto de mandar dispor as coisas para a celebração de um rito de aliança segundo os costumes da época: manda esquartejar uma vitela, uma cabra e um carneiro. Então havia o costume de selar alianças com este rito, para nós estranho, mas muito significativo: aqueles que faziam um contrato passavam entre as metades a sangrar de animais esquartejados invocando sobre si a mesma sorte daqueles animais sacrificados, caso viessem a falhar ao contrato ou aliança (cf. Jer 34, 18-19).

11-12 «Os abutres desceram… Um sono profundo… um grande e escuro terror».Mais uma vez a narrativa apresenta Deus a pôr à prova Abraão, e precisamente na mesma ocasião em que lhe dava um sinal; com efeito, apesar de Abraão ter tudo preparado, Deus atrasa a sua manifestação (vv. 17-18); mas Abraão não desiste de esperar, enquanto ia afugentando as aves de rapina, até que o dia chega ao fim, o momento em que o Patriarca se sente exausto e sobretudo angustiado interiormente, a ponto de se interrogar se tudo isto não teria sido uma ilusão. Matar todos aqueles animais não teria sido uma loucura? Cai a noite – também os místicos falam da «noite escura» –, mas Abraão não arreda pé, porque está certo de que Deus não pode falhar.

17 «Um brasido fumegante e um archote de fogo».Eis senão quando Deus se manifesta nestes dois símbolos que «passaram por entre os animais cortados»: assim Deus é apresentado a dizer-lhe veladamente, mas com a suficiente clareza para um homem de fé, que Ele mantinha firme a sua palavra, que a promessa não deixaria de vir a realizar-se! Note-se que este rito de aliança não é bilateral (como o do Sinai, em Ex 24, 6-8); para que se efective aquilo que é mera iniciativa divina, obra de Deus, basta a sua fidelidade; ao homem apenas compete dispor as coisas para que Deus actue – partir os animais – e não estorvar a acção divina – sacudir as aves de rapina. «chamae ofumosimbolizam a Deus; a chama, por ser brilhante e quase imaterial e o fumo por ser impenetrável à vista, representavam a invisibilidade de Deus; cf. Ex 3, 2; 19, 18; 24, 17» (E. F. Sutcliffe). Os antigos semitas, como os beduínos ainda hoje, utilizavam um forno portátil, com a forma de cone truncado, para cozer o pão; quando estava bem quente tiravam a lenha e introduziam a massa.

18 «Aos teus descendentes darei esta terra, desde a torrente do Egipto…»,isto é, desde o wadi El-Arixe, que corre na época das chuvas do Sinai para o Mediterrâneo (não se trata do Nilo); nos tempos de Salomão o povo teve estes limites (cf. 1 Re 5, 1), uns limites ideais, «até ao Eufrates», no Iraque. Com estas palavras Deus aparece como o Senhor da Terra e o Senhor da História.

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Deus conduziu Abraão para fora de sua tenda não apenas para que visse algo novo, mas também para que pensasse algo novo, isto é, para que pensasse fora da caixa! Uma das maiores dificuldades é nos considerar, de fato, filhos de Deus. Muitas vezes não acreditamos em Deus como deveríamos acreditar. Quando erguemos os olhos ao céu, precisamos também acreditar que o Deus que criou a multidão incontável de estrelas é o mesmo que verdadeiramente caminha junto a nós e dentro de nós. Acreditar é empenhar a vida. É se projetar em Deus. Não é apenas um sentimento que passa pelo nosso coração. Tem algo de prático e que nos leva a dedicar o que somos ao próprio Deus. Não é mero exercício mental. Novamente o texto revela a fragilidade de Abraão. As situações se tornam difíceis. Nem sempre temos controle sobre os fatos que ocorrem em nosso dia a dia. E quando são imprevisíveis e desestabilizam o que somos e o nosso ambiente, essas experiências geram em nós um sentimento de pânico.

Abraão está vivendo uma situação muito complicada. O medo está sendo gerado em seu coração numa velocidade vertiginosa. Somos frágeis! Não somos tão fortes quanto pensávamos. Às vezes podemos até nos apresentar como fortes e fazer cara de fortes. Mas isso não dura muito tempo. O normal é que tenhamos consciência da fraqueza do ser humano. Se somos fracos, é forte quem nos acompanha. Essa é a experiência de Abraão. Não há problema quando alguém se sente muito fraco ou com medo. O mal é a pessoa se sentir com muito medo e se esquecer de que junto a ela está alguém todo-poderoso, que supre a fraqueza humana com a sua força divina. Não é errado sentir medo, não é pecado. Mas não podemos ser reféns do medo, só porque ele tem a força de nos paralisar e nos impedir de caminhar pelos lugares para onde Deus nos convida. O medo impede que pensemos, sonhemos, acreditemos nas coisas de Deus. Até pode inviabilizar o projeto do Pai.

Faz-se necessário que repensemos o que somos, ao vivermos essas experiências negativas. Abraão sente medo, mas não vai viver com medo a vida toda. Episodicamente ele tem experiências de medo. Muito mais do que as experiências de medo, ele tem a certeza de que o Deus que o acompanha é aquele que garante coragem sobre o medo e poder sobre a fraqueza. Um texto que demarca a experiência cotidiana de Abraão: “o sol se pôs e veio a noite”. Deus se relaciona conosco na ordem do cotidiano. As experiências que temos com Deus se inserem na ordem do dia. Para nos relacionarmos com Deus, não podemos negar a história de nossa vida ou negar o mundo em que vivemos. No dia exato, Deus novamente aparece e se insere na nossa vida; acontece, então, uma experiência significativa.

Uma orientação clara do texto: Deus fala a partir do nosso cotidiano. Onde vamos procurar Deus? Devemos procurá-lo no dia a dia. Acontece um episódio muito particular. Deus estabeleceu uma aliança conosco. Deus vem do alto dos céus e se insere na história do ser humano, caminha com ele como companheiro e faz uma aliança. Não é só diálogo, vai muito além. Não apenas conversa, não joga conversa fora… Faz uma aliança, um acordo que nos leva a viver uns para os outros, um se doando ao outro. Não é apenas para vivermos uma experiência (ainda que seja uma experiência maravilhosa). Deus se envolve em nossas experiências de vida. Ele quer que sejamos seus filhos e filhas. É algo muito mais profundo. É algo que faz a diferença entre sermos filhos bem conhecidos de Deus. Conhecer a Deus significa fazer aliança com ele.

AMBIENTE

A primeira leitura de hoje faz parte das chamadas “tradições patriarcais” (Gn 12-36). São “tradições” que misturam “mitos de origem” (descreviam a “tomada de posse” de um lugar pelo patriarca do clã), “lendas cultuais” (narravam como um deus tinha aparecido nesse lugar ao patriarca do clã), indicações mais ou menos concretas sobre a vida dos clãs nómadas que circularam pela Palestina e reflexões teológicas posteriores destinadas a apresentar aos crentes israelitas modelos de vida e de fé.

Os clãs referenciados nas “tradições patriarcais” – nomeadamente os de Abraão, Isaac e Jacob – tinham os seus sonhos e esperanças. O denominador comum desses sonhos era a esperança de encontrar uma terra fértil e bem irrigada, bem como possuir uma família forte e numerosa que perpetuasse a “memória” da tribo e se impusesse aos inimigos. O deus aceite pelo grupo era o potencial concretizador desse ideal.

É neste “ambiente” que este texto nos coloca. Diante de Deus, Abraão lamenta-se (cf. Gn 15,2-3) porque a sua vida está a chegar ao fim e o seu herdeiro será um servo – Eliezer (conhecemos contratos do séc. XV a. C. onde se estipula, em caso de falta de filhos, a adopção de escravos que, por sua vez, se comprometiam a dar ao seu senhor uma sepultura conveniente. Parece ser a esse costume que o texto alude). Qual será a resposta de Deus ao lamento de Abraão?

MENSAGEM

A primeira parte deste texto começa com Deus a responder a Abraão e a garantir-lhe uma descendência numerosa “como as estrelas do céu” (vers. 5). Na sequência, o narrador deixa Abraão a contemplar em silêncio o céu estrelado e volta-se para o leitor, comunicando-lhe os seus próprios juízos teológicos (vers. 6): Abraão acreditou em Jahwéh e, por isso, o Senhor considerou-o como justo. A fé (usa-se o verbo “’aman”, que significa “estar firme”, “ser leal”, “acreditar plenamente”) de que aqui se fala traduz uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios de Deus; a justiça é um conceito relacional, que exprime um comportamento correcto no que diz respeito a uma relação comunitária existente: aqui, significa o reconhecimento de que Abraão teve um comportamento correcto na sua relação com Jahwéh, ao confiar totalmente em Deus e ao aceitar os seus planos sem qualquer dúvida ou discussão.

Há ainda o complemento habitual da promessa: a garantia de uma terra (vers. 7). Os dois temas – descendência e posse da terra – andam associados, nestes casos.

A segunda parte do texto apresenta Deus a fazer os preparativos de um misterioso cerimonial. Trata-se de um rito de conclusão de uma aliança, conhecido sob esta ou outra forma semelhante em numerosos povos antigos: cortavam-se os animais em dois e colocavam-se as duas metades frente a frente; quem subscrevia a aliança passava entre as duas metades de animais e pronunciava contra si próprio uma espécie de maldição, para o caso de ser responsável pela quebra do pacto.

Seguindo o modo como entre os homens se garantia a máxima firmeza contratual, o catequista bíblico acentua a ideia de um compromisso solene e irrevogável que Deus assume com Abraão. A promessa de Deus fica assim totalmente garantida.

Repare-se, ainda, num outro pormenor: Deus não exigiu nada a Abraão, em troca, nem Abraão teve que passar no meio dos animais mortos (só Deus passou, no “fogo ardente”). A promessa de Deus a Abraão é, pois, totalmente gratuita e incondicional.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, para reflexão, os seguintes elementos:

• Apesar da contínua reafirmação das promessas, Abraão está velho, sem filhos, sem a terra sonhada e a sua vida parece condenada ao fracasso. Seria natural que Abraão manifestasse o seu desapontamento e a sua frustração diante de Deus; no entanto, a resposta de Abraão é confiar totalmente em Deus, aceitar os seus projectos e pôr-se ao serviço dos desígnios de Jahwéh. É esta mesma confiança total que marca a minha relação com Deus? Estou sempre disposto – mesmo em situações que eu não compreendo – a entregar-me nas mãos de Deus e a confiar nos seus desígnios?

• O Deus que se revela a Abraão é um Deus que se compromete com o homem e cujas promessas são garantidas, gratuitas e incondicionais. Diante disto, somos convidados a construir a nossa existência com serenidade e confiança, sabendo que no meio das tempestades que agitam a nossa vida Ele está lá, acompanhando-nos, amando-nos e sendo a rocha segura a que nos podemos agarrar quando tudo o resto falhou.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Gn 15,5-12.17-18) A Aliança de Javé com Abraão – O Deus de Abraão anda com ele, promete-lhe descendência e terra, e Abraão lhe dá fé. Mas o cumprimento se faz esperar. Abraão pede um sinal (15,8). O sinal é a Aliança, selada por Javé, que passa em forma de fogo entre as duas metades do animal do sacrifício (cf. Jr 34,18). Abraão abandona as certezas humanas e confia seu futuro a Deus. Sua fé é esperança. * 15,5-6 cf. Gn 22,17; Dt 1,10; Hb 11,12: Rm 4; Gl 3,6-7 * 15,13-16 cf. At 7,6-7; Ex 12,40; Gl 3,17; At 13,20 * 15,17-18 cf. Sl 105[104],11; Eclo 44,20-23 [19-21].



Salmo Responsorial

Monição: O Salmo Responsorial exprime a alegria dos crentes, fundamentada numa esperança inabalável de vir a contemplar um dia o rosto de Deus.

SALMO RESPONSORIAL – 26/27

O Senhor é minha luz e salvação.

O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu temerei?

Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,
atendei por compaixão!
Meu coração fala convosco confiante,
é vossa face que eu procuro.

Não afasteis em vossa ira o vosso servo,
sois vós o meu auxílio!
Não me esqueçais nem me deixeis abandonado,
meu Deus e salvador!

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!

Segunda Leitura

Monição: Só há duas maneiras de viver nesta terra: ou vivemos como filhos de Deus, cuja pátria está nos céus, ou vivemos como animais, tendo por deus o ventre, só apreciando as coisas da terra. É o que nos diz S. Paulo na passagem da sua carta aos Filipenses que vamos ouvir.

Filipenses 3,17-4,1

Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses. 3 17 Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. 18 Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, 19 cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. 20 Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 21 que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura. 4 .1 Portanto, meus muito amados e saudosos irmãos, alegria e coroa minha, continuai assim firmes no Senhor, caríssimos.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O Apóstolo incita os fiéis a viverem como «cidadãos do Céu» (v. 20), segundo o seu exemplo.

17 «Sede meus imitadores».S. Paulo tem a consciência plena de que, com todas as veras da sua alma, é um imitador de Cristo(1 Cor11, 1), por isso é que se atreve a falar desta maneira tão arrojada (cf. 4, 9; 1 Cor 4, 16; 1Tes 1, 6; 2 Tes 3, 7.9).

18-21 Os «inimigos da Cruz de Cristo», que «se orgulham da sua vergonha»,devem ser, mais provavelmente, os judaizantes, a quem Paulo visa nesta parte da sua carta (cf. 3, 1b ss), os quais antepõem ao valor salvífico da Paixão do Senhor a prática do rito da circuncisão, orgulhando-se de um sinal no membro viril, que o pudor e a decência obriga a esconder, e dogmatizam as prescrições alimentares (o ventre), endeusando-as; também poderia ser uma censura dirigida a cristãos moralmente depravados, o que é menos provável, dado o contexto em que Paulo está a falar. Não é deste corpo miserável (com marcas, como as da circuncisão, e com tantas limitações e mazelas) que o cristão se deve orgulhar, mas da sua condição de ressuscitado com Cristo, que lhe garantirá um futuro corpo glorioso, que transcende o próprio «universo» (v. 21).

«A nossa pátria está nossos Céus»(cf. Hbr 13, 14; 1 Pe 2, 11). A verdadeira pátria, da qual andamos como que desterrados, «os degredados filhos de Eva», é o Céu; mas, enquanto aqui «gememos» (cf. 2 Cor 5, 1-14), não estamos dispensados de cumprir os nossos deveres e exercer os nossos direitos de cidadãos da pátria terrestre; e, se os não cumprimos responsavelmente como cidadãos da pátria terrestre, também não podemos chegar à pátria celeste; por isso, nada é mais falso do que entender a fé cristã como ópio do povo.

..........................

Imitar a Paulo porque ele é imitador de Jesus. Paulo frequentemente se apresenta como modelo. Ele sabe que tem algo a oferecer. Nem sempre é fácil ou simples apresentar-se como modelo para os outros. No entanto, em que Paulo será modelo? Podemos observar que o v. 18 nos ajuda a responder. Paulo é o modelo pelo caminho da cruz que escolheu. Muitos outros escolhiam o caminho da facilidade, do comodismo e da glória pessoal. Paulo, ao contrário, escolheu o caminho da humilhação, do sofrimento, do esvaziamento de si próprio. Nesse sentido, o apóstolo, como discípulo que era, reproduzia em si os mesmos sentimentos que havia em Jesus. Assim é ser discípulo: trazer na própria vida as marcas/características que lembram o próprio Cristo. Cada discípulo, de fato, deveria reproduzir em si mesmo, em seu modo de viver, os mesmos sentimentos que havia em Jesus. Dessa forma, seremos modelos uns para os outros.

AMBIENTE

Na prisão (em Éfeso?), Paulo agradece aos Filipenses a preocupação manifestada (eles até enviaram dinheiro e um membro da comunidade para ajudar Paulo no cativeiro), dá notícias, exorta-os à fidelidade e põe-nos de sobreaviso em relação aos falsos pregadores do Evangelho de Jesus. Estamos no ano 56/57, provavelmente.

O texto que nos é proposto como segunda leitura faz parte de um longo desenvolvimento (cf. Flp 3,1-4,1), no qual Paulo avisa os Filipenses para que tenham cuidado com “os cães”, os “maus obreiros”, os “falsos circuncidados” (cf. Flp 3,2). Quem são estes, a quem Paulo se refere de uma forma tão pouco delicada? Muito provavelmente, são esses cristãos de origem judaica (“judaizantes”) que se consideravam os únicos perfeitos e detentores da verdade, que exigiam aos cristãos o cumprimento da Lei de Moisés e que, dessa forma, lançavam a confusão nas comunidades cristãs do mundo helénico. As duras palavras de Paulo resultam da sua revolta diante daqueles que, com a sua intolerância, com o seu orgulho e auto-suficiência, confundiam os cristãos e punham em causa o essencial da fé (o Evangelho não é o cumprimento de ritos externos, mas a adesão à proposta gratuita de salvação que Deus nos faz em Jesus).

MENSAGEM

Os Filipenses têm diante de si dois possíveis e muito diferentes exemplos a seguir. Um é o de Paulo, que se considera um atleta de fundo, que já começou a sua corrida, mas tem consciência de que ainda não atingiu a meta; outro é o desses pregadores “judaizantes” que alardeiam participar já, de forma plena e definitiva, no triunfo de Cristo. Paulo recusa este triunfalismo e não duvida em pedir aos Filipenses que não imitem o exemplo de orgulho desses pregadores, mas o exemplo do próprio Paulo. Aos Filipenses e a todos os cristãos, Paulo avisa que em nenhum caso devem considerar-se como atletas já vitoriosos e coroados de glória, mas como atletas em plena competição, esperando alcançar a meta e a vitória. A salvação não está consumada; encontra-se ainda em processo de gestação. É um processo em que o cristão vai amadurecendo progressivamente, sob o signo da cruz de Cristo.

Quanto a esses, “cujo deus é o ventre” (Paulo visa aqui, com alguma ironia, as observâncias alimentares dos “judaizantes”), que põem o “orgulho na sua vergonha” (sem dúvida, a circuncisão, sinal da pertença ao “povo eleito”) e “colocam o seu coração nas coisas terrenas” (alguns pensam que Paulo se refere, aqui, a certas práticas libertinas), esses esqueceram o essencial e estão condenados à perdição (vers. 19).

O nosso destino definitivo, segundo Paulo, não é um corpo corruptível e mortal, mas um corpo transfigurado pela ressurreição. Como garantia de que será assim, temos Jesus Cristo, Senhor e Salvador.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão deste texto, ter em conta as seguintes linhas:

• Neste tempo de transformação e renovação, somos convidados pela Palavra de Deus a ter consciência de que a nossa caminhada em direcção ao Homem Novo não está concluída; trata-se de um processo construído dia a dia sob o signo da cruz, isto é, numa entrega total por amor que subverte os nossos esquemas egoístas e comodistas.

• Considerar-se (como os “judaizantes” de que Paulo fala) como alguém que já atingiu a meta da perfeição pela prática de alguns ritos externos (as normas alimentares e a circuncisão, para os “judaizantes”, ou as práticas de jejum e abstinência, para os cristãos) é orgulho e auto-suficiência: significa que ainda não percebemos onde está o essencial – na mudança do coração. Só a transformação radical do coração nos conduzirá a essa vida nova, transfigurada pela ressurreição.

Subsídios:
2ª leitura: (Fl 3,17–4,1 ou 3,20–4,1) Nossa transformação conforme o modelo da glorificação de Cristo – Perturbaram a comunidade de Filipos homens que Paulo tacha de “inimigos da cruz de Cristo” (3,18): gente fixada em aspectos corporais (judeus com mania de circuncisão ou helenistas que não sabem o que fazer com o corpo? cf. 3,19). Visão de Paulo: nosso corpo é pouca coisa, mas Cristo o há de transformar igual ao seu. Nossa pátria é perto dele. Isso significa um desafio para nossa vida presente: relativiza-a e eleva-a. * 3,17 cf. 1Cor 11,1; 2Ts 3,7-9 * 3,19 cf. Rm 16,18; Gl 2,12 * 3,20-21 cf. 2,6: Cl 3,1-4; Rm 8,23.29-30; 1Cor 16,47-49.23-28.

Aclamação ao Evangelho

Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória.
Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós! (Lc 9,35)

Evangelho

Monição: Escutemos com fé o Evangelho de Jesus Cristo. Ele é a Palavra salvadora que o Pai enviou a todos os homens.

Lucas 9,28-36

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 9 28 Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. 29 Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 30 E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, 31 que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. 32 Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. 33 Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: “Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!” Ele não sabia o que dizia. 34 Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. 35 Então da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!” 36 E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Convém, antes de mais, notar um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: «cerca de oito dias depois», em vez do habitual «naquele tempo». Com efeito, em todos os três Sinópticos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim para os seus discípulos (per crucem ad lucem).

28 «Subiu ao monte para orar». O monte Tabor (562 m), na Galileia, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17, 1 e Mc 9, 2 que falam de «um monte elevado», o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Antilíbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8, 27; 9, 1). S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que «se alterou o aspecto do seu rosto…», certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. Mas a transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2 Cor 3, 18: «todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…».

31 «Falavam da morte d’Ele».Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da «saída»de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como «a morte», mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.

32-33 «Estavam a cair de sono; mas, despertando…» Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6, 12; Mc 6, 46). A proposta de Pedro de construir «três tendas» (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.

35 «Este é o meu Filho, o meu Eleito».A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as «colunas» do Colégio Apostólico; assim, o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de «o Amado» (cf. Mt 17, 5; Mc 9, 7), diz: «o meu Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23, 35; Is 42, 1). Comenta S. Tomás de Aquino: «Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa» (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).

36 «Guardaram silêncio»,por ordem de Jesus (Mc 9, 9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.

......................

Em certa ocasião, Jesus levou três discípulos seus para rezar: Pedro, Tiago e João. Foram até a montanha que, na tradição do povo de Deus, é lugar privilegiado para manifestações divinas. E quando Jesus estava rezando, aconteceu uma mudança espetacular: o rosto dele mudou de aparência e sua roupa ficou branca e brilhante. Além disso, duas outras pessoas apareceram e conversavam com ele: Moisés e Elias. Conversavam a respeito do conflito final que, no texto, é tomado como “êxodo”.

Depois de acordar de sono profundo, Pedro entra na conversa e dá sinais de que não estava sintonizado com o projeto de Jesus. Poderia um discípulo, mesmo após um tempo considerável, ainda não compreender os planos do mestre? Parece, justamente, esse o caso de Pedro. O texto bíblico é de clareza impressionante: “Ele não sabia o que estava dizendo”.

“Mestre, é bom estarmos aqui”, diz Pedro. Ele reconhece o momento sublime que está vivendo. Na verdade, se pudesse, Pedro quereria congelar esse momento e eternizá-lo. É o momento em que a antiga e a nova aliança estão presentes. Dois grandes personagens da antiga aliança se apresentam memoravelmente. Pedro, Tiago e João são testemunhas privilegiadas desse momento. Mas Pedro fala mais rápido que do pensa: “Vamos armar três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”.

Pedro se deixou encantar com o que via e resolveu acomodar todos no alto da montanha. Nem mesmo se deixou incomodar com a falta de uma tenda pessoal. Que Jesus, Moisés e Elias ficassem bem acomodados, contanto que fosse no alto da montanha. O grande problema é que Pedro, ao fixar o olhar no alto da montanha, se esqueceu da missão que deveria acontecer na cidade. Qual seria a relevância de um evangelho restrito a poucas pessoas no alto de uma montanha?

Talvez Pedro esperasse, com essa atitude, desviar Jesus de sua missão. No entanto, uma voz celeste afirmou: “Este é o meu Filho escolhido. Ouçam-no”. Para Jesus, a missão devia realizar-se em meio ao conflito do cotidiano e não no bem-estar que privilegia alguns poucos. Pedro queria trocar o conflito pelo conforto de uma visão celestial, enquanto Jesus queria que suas palavras e ações fossem relevantes na história do povo pobre que o seguia.

O verdadeiro discipulado não é aquele que se esconde em visões celestiais, e sim aquele que assume as contradições da história, encarnando os verdadeiros valores do evangelho.

AMBIENTE

Estamos no final da “etapa da Galileia”; durante essa etapa, Jesus anunciou a salvação aos pobres, proclamou a libertação aos cativos, fez os cegos recobrar a vista, mandou em liberdade os oprimidos, proclamou o tempo da graça do Senhor (cf. Lc 4,16-30). À volta de Jesus já se formou esse grupo dos que acolheram a oferta da salvação (os discípulos). Testemunhas das palavras e dos gestos libertadores de Jesus, eles já descobriram que Jesus é o Messias de Deus (cf. Lc 9,18-20). Também já ouviram dizer que o messianismo de Jesus passa pela cruz (cf. Lc 9,21-22) e que os discípulos de Jesus devem seguir o mesmo caminho de amor e de entrega da vida (cf. Lc 9,23-26); mas, antes de subirem a Jerusalém para testemunhar a erupção total da salvação, recebem a revelação do Pai que, no alto de um monte, atesta que Jesus é o Filho bem amado. Os acontecimentos que se aproximam ganham, assim, novo sentido.

Para o homem bíblico, o “monte” era o lugar sagrado por excelência: a meio caminho entre a terra e o céu, era o lugar ideal para o encontro do homem com o mundo divino. É, portanto, no monte que Deus Se revela ao homem e lhe apresenta os seus projectos.

MENSAGEM

O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica fotográfica de acontecimentos, é uma página de teologia; aí, apresenta-se uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que através da cruz concretiza um projecto de vida.

O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento. O “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus Se revela e que faz aliança com o seu Povo); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai (cf. Ex 34,29); a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto (cf. Ex 40,35; Nm 9,18.22;10,34).

Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus e que permitem entender Jesus); além disso, são personagens que, de acordo com a catequese judaica, deviam aparecer no “dia do Senhor”, quando se manifestasse a salvação definitiva (cf. Dt 18,15-18; Mal 3,22-23). Eles falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”) que ia dar-se em Jerusalém. A palavra usada por Lucas situa-nos no contexto do “êxodo”: a morte próxima de Jesus é, pois, vista por Lucas como uma morte libertadora, que trará o Povo de Deus da terra da escravidão para a terra da liberdade.

A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação. O Antigo Testamento (Lei e Profetas) e as figuras de Moisés e Elias apontam para Jesus e anunciam a salvação definitiva que, n’Ele, irá acontecer. Essa libertação definitiva dar-se-á na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de dom, de amor total. É esse o “novo êxodo”, o dia da libertação definitiva do Povo de Deus.

E o “sono” dos discípulos e as “tendas”? O “sono” é simbólico: os discípulos “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; a construção das “tendas” (alusão à “festa das tendas”, em que se celebrava o tempo do êxodo, quando o Povo de Deus habitou em “tendas, no deserto?) parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus.

ACTUALIZAÇÃO

Reflectir a partir das seguintes linhas:

• O facto fundamental deste episódio reside na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o plano salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de Si próprio por amor. É dessa forma que se realiza a nossa passagem da escravidão do egoísmo para a liberdade do amor. A “transfiguração” anuncia a vida nova que daí nasce, a ressurreição.

• Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração recusam-se a aceitar que o triunfo do projecto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que Se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá. Qual é o caminho da Igreja de Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom? É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada?

• Os discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem também não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, mas alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, a experiência de Jesus obriga a continuar a obra que Ele começou e a “regressar ao mundo” para fazer da vida um dom e uma entrega aos homens nossos irmãos. A religião não é um “ópio” que nos adormece, mas um compromisso com Deus que Se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 9,28b-36) Transfiguração de Jesus – Jesus anunciou sua morte e ressurreição (9,22), e, logo depois, sua Transfiguração exprime a mesma mensagem. Falando de sua subida a Jerusalém (para aí morrer), Jesus revela-se como o Filho do Homem glorioso, para que os discípulos, mais tarde, em Getsêmani, o possam reconhecer como o Servo Padecente de Javé. Mas o “êxodo” de Jesus, que se deve completar em Jerusalém (9,31), os discípulos só o entenderão quando o ressuscitado lhes abrir os olhos (24,25-26). A voz da nuvem testemunha Jesus como “o Filho”, o Eleito, o único que tem palavra decisiva na vida da gente (9,35). Ele está na nuvem, o “veículo” de Deus (no deserto) e do Filho do Homem (no fim dos tempos). * Cf. Mt 17,1-9; Mc 9,2-10 * 9,28 cf. Lc 5,16; 6,12; 9,18; 11,1 * 9,31 cf. Lc 9,22; 13,33 * 9,32 cf. Lc 22,45-46; 2Pd 1,16-18; Jo 1,14 * 9,35 cf. Lc 3,22; Sl 2,7; Is 42,1.

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O caminho de Jesus e a antecipação de seu termo em Jerusalém formam, na teologia de Lc, o quadro de referência para a interpretação do evangelhode hoje. Um pouco antes de tomar resolutamente o caminho de Jerusalém (Lc 9,51), Jesus, “em oração” (em Lc, Jesus é o modelo do orante), tem uma entrevista com Moisés e Elias, representantes da “Lei e dos Profetas”, precursores escatológicos (cf. Ml 3,22-24). Eles falam com ele sobre o “êxodo” que ele há de “cumprir” em Jerusalém (Jesus repete a história do povo: cf. dom. pass.). Este “êxodo” é a passagem para sua glorificação, como insinua 9,51 (“os dias de seu arrebatamento”). Jesus está para completar seu êxodo, o caminho que o Pai lhe planejou. O Pai está presente, na “nuvem” (como Deus no deserto). Com mais clareza do que nos sinais corriqueiros de Jesus, o Pai quer revelar aos discípulos que ele é seu Filho amado, a quem devemos obedecer, isto é, de quem nos devemos tornar discípulos e seguidores. No seu caminho para a glória, caminho que passa pela cruz (Jerusalém), Jesus é mostrado na forma “consumada”, gloriosa, para que os seus seguidores sejam confortados na fé e na confiança.

Deus dá sinais para que acreditemos. Contudo, estes sinais não são a plena visão, pois, se fossem, já não precisaríamos acreditar. Assim fez Deus também com Abraão. Este tinha assumido sua caminhada na obediência da fé (Gn 12), mas não tinha descendência. Deus lhe jurou que lhe daria descendência, e Abraão acreditou, o que lhe foi imputado como justiça (15,6) (1ª leitura). O sinal da promessa é um sacrifício, mas o “trabalho” não é nada fácil: os urubus estão aparentemente mais interessados nas carnes recortadas do que Deus, e Abraão tem que esperar, cansado, o pôr do sol e a escuridão, para ver Deus passar como um fogo devorador entre os pedaços da vítima. Neste momento, Deus faz aliança com Abraão.

Aliança e promessa no caminho. Será necessário começar a caminhar, para ter esta experiência?

O que transparece na glorificação de Cristo não é apenas a sua própria vitória em Jerusalém, mas o nosso destino final. Os apóstolos não entenderam isso; queriam construir no monte Tabor três tendas para permanecer com Jesus na sua glória. Ainda não sabiam que o caminho da ressurreição passava pela paixão (cf. Lc 24,46). E também não sabiam que eles mesmos deveriam seguir este caminho até o fim, para chegar à sua vitória e consumação na glória. “Nossa pátria está no céu”, responde Paulo àqueles que se fixam em questões materiais, cujo deus é sua barriga (2ª leitura)! Nossa pátria está no céu: daí esperamos a nova vida de Cristo, para, com ele, sermos transfigurados na glória de seu corpo transformado. A linguagem de Paulo deixa transparecer uma polêmica com um conceito transviado da corporeidade. Não o corpo de nossa barriga ou vergonha, mas o corpo glorioso de Cristo, que com poder transforma o nosso: eis nosso destino, nossa honra.

Neste conjunto enquadra-se maravilhosamente o salmo responsorial: procurarei a face do Senhor (cf. canto da entrada). Porém, só o olho puro pode contemplar Deus (cf. Mt 5,8; 6,22-23). Que Deus purifique “nosso olhar espiritual”, para que possamos contemplar sua glória (oração do dia): este é nosso grande pedido no momento em que somos convidados para, no meio do caminho, contemplar a destinação gloriosa e retomar com renovado ânimo a caminhada.

Teilhard de Chardin, sacerdote e paleontólogo, pretendia dirigir nosso olhar para a plenificação do Universo em Cristo (cf. Cl 1,15-20). Os teólogos da práxis política nos despertam para as utopias socioeconômicas, para nos dar uma perspectiva de esperança e uma razão de fé. Tudo isso pode ser útil, assim como Deus quis dar um sinal a Abraão, e Jesus, uma intuição da glória a seus discípulos. Porém, não façamos disso aí nossas “três tendas”: são apenas visões para nos animar no caminho da fé que é esperança.

MUDANÇA RADICAL QUE TRANSPARECE EM CRISTO

Já chegamos à segunda etapa de nossa subida à festa pascal. A 1ª leitura nos apresenta a fé com a qual Abraão recebe a promessa de Deus e assim é considerado justo por Deus. Mas o tema que retém nossa atenção está no evangelho de hoje: a visão da fé que descobre o brilho divino no rosto de Jesus.

No evangelho Lucas nos conta como Jesus foi orar no monte, levando consigo Pedro, Tiago e João, e de repente ficou transfigurado diante dos seus olhos. Apareceu-lhes envolto de glória, acompanhado por Moisés (a Lei) e Elias (os Profetas). Falavam com ele sobre seu “êxodo” em Jerusalém, onde iria enfrentar a condenação e a morte. No momento em que despontava o conflito mortal, Deus mostrou aos discípulos a face invisível de Jesus, seu aspecto glorioso.

Na 2ª leitura, Paulo anuncia que Cristo nos há de transfigurar conforme a sua existência gloriosa. Todos nós somos chamados a sermos filhos de Deus. Nosso destino verdadeiro é a glória que Deus nos quer dar. Ora, para chegar lá, devemos – como Jesus ­– iniciar nosso “êxodo”, nossa caminhada da fé e do amor fraterno, comprometido com a prática da transformação. Isso nos pode levar a galgar o Calvário, como aconteceu a Jesus. O caminho é árduo, e as nossas forças parecem insuficientes. Às vezes parece que não existe perspectiva de mudança. Uma sociedade mais justa e mais fraterna parece sempre mais inalcançável. Mas assim como os discípulos de Jesus, pela sua transfiguração no monte, puderam entrever a glória no fim da caminhada, assim sabemos nós que a caminhada da cruz é a caminhada da glória.

Antes de ser desfigurado no Gólgota, o verdadeiro rosto de Cristo foi transfigurado. Revelou, no monte Tabor, seu brilho divino. Para a fé, os rostos dos nossos irmãos latino-americanos, explorados e pisoteados, brilham como rostos de filhos de Deus. Apesar da desfiguração produzida pela miséria, desigualdade, exclusão, o brilho divino está aí.

Se nós precisamos realizar uma mudança política, econômica e cultural, a mudança radical é a que Deus opera quando torna filho seu aquele que nem figura humana não tem. A consciência disto é que nos vai tornar mais irmãos e, daí, mais empenhados em criar uma sociedade digna da glória de Deus que habita em nossos irmãos excluídos. Na Campanha da Fraternidade descobriremos isso. Contemplando a glória de Cristo no rosto do irmão procuraremos caminhos para por fim à deformação que nossa sociedade imprimiu a esse rosto, não apenas pela opressão, como também por uma cultura da ilusão e da irresponsabilidade. Por isso, enfrentamos esta caminhada de modo bem concreto, assumindo o sofrimento dos nossos irmãos pisados e oprimidos, participando das lutas materiais, políticas, culturais, e comprovando assim a seriedade de nosso amor fraterno.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Deus nos fala a partir do cotidiano. Por isso se faz necessário sermos bons intérpretes da realidade, a fim de encontrarmos Deus justamente aí. Muitas vezes, temos predileção por um evangelho que nos desconecta da vida e nos faz perder nossas raízes. Porém Deus se revela dentro da história. E, por isso, é necessário valorizar o cotidiano como lugar privilegiado de encontro com Deus. Sim, Deus nos chama para vivermos um evangelho integral na história, assumindo-a, ao construirmos nela o Reino.

— Vivemos numa sociedade que a todo momento produz modelos e os expõe 24 horas por dia. No entanto, são modelos que não se sustentam, porque são frágeis e artificiais. A quem devemos imitar? Quais modelos devemos eleger para orientar a vida de nossos filhos? É claro que Jesus é o modelo mais bem-acabado que possa existir e que vale a pena imitar. Paulo descobriu essa verdade e o imitava. E, por isso, podia dizer com toda a convicção: sejam meus imitadores. E nós poderíamos dizer a mesma coisa?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. A nossa pátria está nos Céus.

Contemplamos, neste 2º Domingo da Quaresma, a manifestação da glória divina de Jesus Cristo, Filho muito amado do Pai, a três dos seus discípulos, no alto do Monte Tabor. Desde o momento em que foi concebido no ventre puríssimo de Maria, por obra do Espírito Santo, a sua Divindade estava oculta na sua Humanidade. O Senhor quis manifestar, por uns momentos, o esplendor da sua glória, para animar os seus discípulos a seguir com firmeza o caminho difícil e áspero da sua Paixão e Morte e mover-nos ao desejo da glória divina, que nos será dada também a nós. As circunstâncias da Transfiguração do Senhor, imediatamente após o anúncio da sua Paixão e de que também os seus discípulos teria de abraçar a cruz, ajudam-nos a compreender que «a nossa Pátria está nos Céus» (2ª leitura) e que «os sofrimentos do tempo presente não são comparáveis com a glória futura que se há-de manifestar em nós» (Rom. 8, 18) e que «se sofremos com Cristo, com Ele seremos também glorificados» (Rom. 8, 16-17).

A Transfiguração do Senhor é, pois, um sinal e uma antecipação não só da glorificação de Cristo na sua Ressurreição, mas também da nossa própria glorificação, quando formos revestidos do fulgor da glória de Deus e «o nosso corpo miserável se tornar semelhante ao Corpo glorioso de Jesus» (2º leitura).

2. Jesus Cristo é a nossa esperança.

Toda a Quaresma é uma ocasião privilegiada para participar das graças da salvação: «é um tempo favorável, é o dia da Salvação». Somos todos convidados à conversão e ao aumento da esperança na acção da graça divina: Cristo destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade. Pelo seu Sacrifício renovado nos nossos altares, Ele «lava os nossos pecados» (Oração sobre os dons) e «purifica o nosso olhar espiritual com o alimento interior da sua Palavra» (Colecta), conduzindo-nos para a visão da sua glória. Coragem, pois! Tenhamos esperança no Senhor! Coração firme! Cristo é a nossa esperança!

Escutemos o Senhor na Sua Palavra, conservada na Sagrada Escritura. Escutemos o Senhor nos próprios acontecimentos da nossa vida. Escutemos o Senhor nos nossos irmãos, em especial nos pobres e nos pequeninos. Escutemos Cristo e obedeçamos aos seus apelos. Não fechemos os nossos corações. Enquanto vivemos na terra, o nosso relacionamento com Deus realiza-se mais na escuta que na visão.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria e procuremos fazer como ela, que caminhava dia após dia na peregrinação da fé (Cfr. Lúmen Gentium, 58), conservando e meditando constantemente a Palavra que Deus lhe dirigia.

Fala o Santo Padre

«Só quem reza, isto é, quem se confia a Deus com amor filial, pode entrar na vida eterna.»

Neste segundo domingo de Quaresma, o evangelista Lucas ressalta que Jesus subiu ao monte «para rezar» (9, 28) juntamente com os apóstolos Pedro, Tiago e João e, «enquanto rezava» (9, 29), verificou-se o mistério luminoso da sua transfiguração. Para os três Apóstolos subir ao monte significou ser incluídos na oração de Jesus, que se retirava com frequência em oração, especialmente ao alvorecer e depois do pôr-do-sol, e por vezes durante toda a noite. Mas só daquela vez, no monte, Ele quis manifestar aos seus amigos a luz interior com que era cumulado quando rezava: o seu rosto lemos no Evangelho iluminou-se e as suas vestes deixaram transparecer o esplendor da Pessoa divina do Verbo encarnado (cf. Lc 9, 29).

Há outro pormenor, precisamente da narração de São Lucas, que merece ser ressaltado: isto é, a indicação do objecto da conversação de Jesus com Moisés e Elias, que surgiram ao Seu lado, transfigurado. Eles narra o Evangelista «falavam da sua partida (em grego exodos), que teria realizado em Jerusalém» (9, 31). Portanto, Jesus ouve a Lei e os Profetas que lhe falam da sua morte e ressurreição. No seu diálogo íntimo com o Pai, Ele não sai da história, não evita a missão para a qual veio ao mundo, mesmo se sabe que para chegar à glória deverá passar pela Cruz.

Aliás, Cristo entra mais profundamente nesta missão, aderindo completamente à vontade do Pai, e mostra-nos que a verdadeira oração consiste precisamente em unir a nossa vontade à de Deus.

Portanto, para um cristão rezar não significa evadir-se da realidade e das responsabilidades a que ela obriga, mas assumi-las totalmente, confiando no amor fiel e inexaurível do Senhor. Por isso, a prova da transfiguração é, paradoxalmente, a agonia no Getsémani (cf. Lc 22, 39-46). Na iminência da paixão, Jesus experimentará a angústia mortal e entregar-se-á à vontade divina; naquele momento a sua oração será penhor de salvação para todos nós. De facto, Cristo suplicará o Pai celeste para que o «liberte da morte» e, como escreve o autor da carta aos Hebreus, «foi atendido por causa da sua piedade» (5, 7). A ressurreição dá provas desse atendimento favorável.

Queridos irmãos e irmãs, a oração não é um acessório, um opcional, mas é questão de vida ou de morte. Só quem reza, isto é, quem se confia a Deus com amor filial, pode entrar na vida eterna, que é o próprio Deus. Durante este tempo de Quaresma, pedimos a Maria, Mãe do Verbo encarnado e Mestra de vida espiritual, que nos ensine a rezar como fazia o seu Filho, para que a nossa existência seja transformada pela luz da sua presença.

Papa Bento XVI, Angelus, Domingo, 4 de Março de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo,
a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. ARRANJAR UM TEMPO DE CONTEMPLAÇÃO.
Ao longo da celebração, arranjar um verdadeiro tempo de contemplação silenciosa (seja depois da homilia, seja depois da comunhão), um tempo que será introduzido de maneira a ser um “coração a coração” com Cristo transfigurado, “que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso” (segunda leitura).

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus de Abraão, Deus de nossos pais na fé, nós Te reconhecemos como o Pai do Povo inumerável dos crentes, que Tu multiplicaste como as estrelas do céu e a areia do deserto. Nós Te bendizemos. Nós Te pedimos por todos os crentes que se reconhecem filhos de Abraão em diferentes confissões. Que o teu Espírito nos guie para a unidade”.

No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças, porque nos nomeaste cidadãos dos céus e nos deste os modelos de Jesus e dos Apóstolos para nos guiar. Que o teu Espírito, pelo seu poder, transforme os nossos pobres corpos à imagem do corpo glorioso de teu Filho, que esperamos como Salvador. Confirma a nossa esperança”.

No final do Evangelho:
“Deus de luz, bendito sejas por estes momentos de oração em cada domingo. Tu nos transportas sobre a montanha, com Jesus e os discípulos. É bom estarmos aqui, na tua presença. Nós Te pedimos: abre o coração e o espírito de todos os fiéis cristãos à Palavra viva do teu Filho bem-amado, para que o escutemos”.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Quando Jesus está em oração, não está só, Deus seu Pai está com Ele. O monte é o lugar da revelação de Deus e a nuvem é símbolo da sua presença. É, pois, no momento em que Jesus rezava que Deus Se manifesta, não somente a seu Filho, mas também aos seus discípulos, e a presença de Moisés e de Elias recorda a antiga aliança àqueles que vão beneficiar da nova aliança. Ao mesmo tempo que, no monte Sinai, Deus tinha revelado o seu Nome a Moisés para fazer sair do Egipto o seu povo escolhido, também na montanha da Transfiguração Deus dá a identidade de Jesus: “Este é o meu Filho, o meu Eleito”. E aos três apóstolos, embaixadores de todos aqueles que reconhecerão em Jesus o Filho bem-amado, Deus pede para O escutar. É antes de ver a nuvem e de ouvir a voz do Pai que Pedro propõe para erguer três tendas para Jesus, Moisés e Elias, porque pensa que são apenas três. Será necessário que Deus Se manifeste para que Pedro, um pouco como Jacob, diga talvez: “Deus estava no monte e eu não sabia!” Será preciso chegar à manhã de Páscoa, e o dom do Espírito no Pentecostes, para que ele proclame a sua fé n’Aquele que Deus fez “Senhor e Messias, este Jesus que crucificaram”.

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”. A voz vinda da nuvem pede-nos para escutar Jesus. Prestar atenção ao que o outro diz… Isso nem sempre é fácil, é necessário estar interiormente disponível ao outro, fazer um tempo de paragem interior, um tempo de silêncio para poder dar ao outro espaço para que se possa exprimir. É preciso acolher o que o outro quer dizer-nos, sem quaisquer preconceitos ou filtros… Todo o diálogo verdadeiro implica tal escuta, exige uma lenta e paciente aprendizagem do silêncio exterior, mas sobretudo, o que é ainda mais difícil, do silêncio interior. Hoje, trata-se se escutar o Filho que Deus escolheu. Ora, Jesus nada diz aos três discípulos. Entretém-se com Moisés e Elias, que simbolizam a Lei e os Profetas, isto é, toda a Escritura, toda a Palavra que Deus dirigiu ao seu Povo. A sua única presença torna-se, de facto, uma palavra em acto. Eles manifestam que toda a Revelação tem o seu cumprimento em Jesus. É preciso, pois, “escutar o Filho” porque n’Ele encontramos tudo o que Jesus quer dizer-nos, hoje. Não precisamos de procurar novas luzes noutros lugares, nas visões ou revelações de várias espécies… Tudo nos é dado em Jesus. Eis porque colocarmo-nos na escuta da Palavra que é Jesus é de uma importância capital, se queremos ser verdadeiramente discípulos de Cristo. É uma das grandes graças do Concílio Vaticano II haver dado todo o seu lugar à Palavra de Deus, na liturgia e na vida dos cristãos, uma Palavra a receber pessoalmente e a escutar em Igreja. O tempo da Quaresma é-nos oferecido, precisamente, como uma ocasião para nos colocarmos mais na escuta da Palavra de Deus que Se fez carne. Oxalá possamos aproveitar para aprofundar o nosso silêncio interior, tornando-nos mais atentos ao que Jesus nos quer dizer, a cada um e a cada uma de entre nós e à nossa comunidade.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
A Oração Eucarística III adapta-se bem à liturgia deste domingo.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO…
«Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O»… O catecismo de muitos de entre nós está bem distante, a nossa bagagem religiosa talvez esteja leve: eis a Quaresma, a ocasião para recuperar energias. Como? Trata-se de ir às fontes, às raízes, aos fundamentos! Esta fonte é Jesus Cristo. “Escutai-O”, diz a voz que se faz ouvir das nuvens: vinde beber a sua Palavra! Abrimos o Livro onde corre esta fonte de água viva? Será que ao lermos os Evangelhos – este ano o Evangelho de Lucas – abrimos os ouvidos e deixamo-nos pôr em questão pelo Mestre?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Esta oblação, Senhor, lave os nossos pecados e santifique o corpo e o espírito dos vossos fiéis, para celebrarmos dignamente as festas pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio: A transfiguração do Senhor

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Depois de anunciar aos discípulos a sua morte, manifestou-lhes no monte santo o esplendor da sua glória, para mostrar, com o testemunho da Lei e dos Profetas, que pela sua paixão alcançaria a glória da ressurreição. Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo.

Monição da Comunhão: Antes de nos aproximarmos da Santíssima Eucaristia, para recebermos o Corpo do Senhor, vejamos se estamos devidamente preparados e nos encontramos dispostos a cumprir com fidelidade os Mandamentos da Lei de Deus e andamos de bem com todos os nossos irmãos. Só assim poderemos comungar, como verdadeiros amigos de Deus.

Mt 17, 5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Alimentados nestes gloriosos mistérios, nós Vos damos graças, Senhor, porque, vivendo ainda na terra, nos fazeis participantes dos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Assim como Cristo pela sua Paixão chegou à glória da Ressurreição, assim também nós, pela penitência quaresmal, chegaremos à alegria das festas pascais.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO DA QUARESMA

2ª SEMANA

...............................
...............................
...............................

Celebração e Homilia: ANTÓNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias feriais:  NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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