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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


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Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Concluindo mais um ano litúrgico, o Senhor recorda-nos que somos peregrinos rumo a sua morada eterna. Ele aponta para o modo como devemos nos portar nesta caminhada, permanecendo vigilantes, prudentes e serenos. Desta forma antecipamos o encontro definitivo com Cristo e, no cotidiano da vida, somos por ele nutridos.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o Senhor hoje nos reúne e nos convida a assumirmos uma atitude de vigilância, pois a nossa vida neste mundo passa rapidamente e é preciso que não vivamos distraídos sem nos dar conta do destino que nos aguarda. Nossa vida tem futuro! Nossa história tem futuro! O mundo tem futuro! Um futuro bendito que se conclui em Cristo glorioso que por sua morte e ressurreição, tornou-se Senhor e Juiz de todas as coisas.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus nos revela que em sua vinda gloriosa todo o poder de Deus resplandecerá sobre a Terra e seu amor será eterno para todos os que seguiram suas leis. Precisamos estar preparados para a vinda do Reino dos Céus que tanto pedimos em nossa orações.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/18-de-novembro-de-2018---33-tc-novo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/62_33-domingo-do-tempo-comum-v04.pdf


TEMA
O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

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O tema central do domingo de hoje é a consumação da história, com a parúsia do Senhor. Essa consumação é preanunciada no livro de Daniel, ao descrever o fim dos tempos e a ressurreição que então terá lugar. O Senhor que virá cheio de glória é aquele que, na cruz, ofereceu-se como vítima e sacrifício uma vez para sempre.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 33º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos, fundamentalmente, um convite à esperança. Convida-nos a confiar nesse Deus libertador, Senhor da história, que tem um projecto de vida definitiva para os homens. Ele vai - dizem os nossos textos - mudar a noite do mundo numa aurora de vida sem fim.

A primeira leitura anuncia aos crentes perseguidos e desanimados a chegada iminente do tempo da intervenção libertadora de Deus para salvar o Povo fiel. É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna.

No Evangelho, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projectos, os apelos e os desafios de Deus.

A segunda leitura lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projecto de Deus no sentido de libertar o homem do pecado e de o inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo e da vida definitiva.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Jer 29, 11.12.14
ANTÍFONA DE ENTRADA: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

Introdução ao espírito da Celebração
O nosso Deus é um Deus de paz e não de aflições, nem de desgraças. Deus é Amor. A verdadeira felicidade que nós ansiamos consiste em corresponder ao Seu infinito Amor, consagrando-nos filialmente ao serviço da Sua glória.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta Daniel, anunciando o que acontecerá nos últimos tempos, fala-nos de uma eternidade feliz para todos os que estiverem inscritos no Livro de Deus.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Daniel 12,1-3

Leitura da profecia de Daniel. 12 1 “Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande chefe, o protetor dos filhos do seu povo. Será uma época de tal desolação, como jamais houve igual desde que as nações existem até aquele momento. Então, entre os filhos de teu povo, serão salvos todos aqueles que se acharem inscritos no livro. 2 Muitos daqueles que dormem no pó da terra despertarão, uns para uma vida eterna, outros para a ignomínia, a infâmia eterna. 3 Os que tiverem sido inteligentes fulgirão como o brilho do firmamento, e os que tiverem introduzido muitos (nos caminhos) da justiça luzirão como as estrelas, com um perpétuo resplendor”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto, seleccionado em função do discurso escatológico do Evangelho, é tirado da segunda parte do livro de Daniel (7, 1 – 12, 13), que consta de quatro visões. Estamos no desenlace final das guerras que se seguem à última visão: após a derrota de Antíoco IV Epífanes, «então chegará o fim e não haverá ninguém que lhe preste auxílio» (11, 45). A partir da «angústia» das guerras da época, o autor, à maneira do estilo apocalíptico, leva-nos a dar o salto para os tempos finais e decisivos, dos quais a situação presente não é mais do que um prenúncio e um prelúdio: a salvação final virá de Deus, trazida pela mediação de Miguel, o anjo protector do povo de Israel, «o grande chefe dos Anjos», uma figura que também aparece em Dan 10, 13.20-21 e em Apoc 12, 7-9; o seu nome hebreu, «mi-ka-El», significa «quem como Deus?»; de patrono do antigo povo de Deus, passou a patrono da Igreja, o novo Israel de Deus, que lhe presta especial culto.

A salvação aparece como reservada «para aqueles que estiverem inscritos no livro de Deus», isto é, para aqueles que permaneceram fiéis a Deus. A imagem do livro da vida é corrente no Antigo Testamento, donde passa para o Novo; se fosse hoje, teríamos a imagem da base de dados. O autor sagrado situa-nos numa perspectiva nova, que representa um grande avanço relativamente à pregação dos profetas, que, ao falarem de ressurreição, visavam uma ressurreição colectiva do povo, a sua restauração (cf. Is 26, 19; Ez 37); o livro 2º dos Macabeus também fala duma ressurreição individual, que não é a pura imortalidade helénica, mas limita-se a referi-la ao caso dos mártires (2 Mac 7, 9-14.29; 12, 43-44). Dan 12, 2 fala de uma ressurreição com duas sortes opostas e definitivas: para «uns será para a vida eterna», para outros será «para a vergonha e o horror eterno» (cf. Jo 5, 29; Mt 25, 34.41.46).

...............

O texto de Dn 12,1-3 dá continuidade ao capítulo 11 e particularmente aos v. 40-45, que descrevem o “tempo do fim” (11,40), onde se entrevê a morte do rei Antíoco IV, que procurou impor a cultura e a religião pagãs ao povo judeu. É a esse tempo que se refere o início do nosso texto de hoje: “Naquele tempo…” (12,1).

Será um tempo de angústia máxima, onde só se pode esperar uma saída por uma intervenção decisiva de Deus. Miguel aparece com a função de protetor, ou de advogado do povo de Deus, ou ainda de juiz que, como instrumento de Deus, impõe a justiça. A intervenção de Deus livra o povo da angústia, que, sendo em primeiro lugar a aniquilação do rei estrangeiro, se alarga numa dimensão mais ampla, pois se trata de uma intervenção que diz respeito também àqueles que já morreram. O agir de Deus alcança mesmo os que já não são parte ativa dessa história.

Os que serão libertados da angústia são aqueles que estão inscritos no “livro”. A ideia de um livro onde estão escritos os atos dos seres humanos ocorre em outros lugares na Bíblia (cf. Ex 32,32-33; Ml 3,16; Sl 68/69,29). Os que estão inscritos serão liberados da angústia: são os membros da comunidade da aliança, que permaneceram fiéis a Deus apesar das tribulações e perseguições; são os justos que ainda não morreram, mas que, com os justos que ressuscitarão (v. 2), também receberão a vida eterna.

A esse tempo final pertence também a ressurreição. Não se trata aqui da ressurreição universal (o texto diz literalmente “muitos dentre os que”), mas da ressurreição dos sábios e dos ímpios. Eles receberão destinos diferentes: a vida eterna, a ignomínia eterna.

Os “sábios” (maśkîlîm) são os prudentes, os que julgam retamente. Esse termo adquiriu também a conotação de “aquele que tem êxito, que prospera”. Eles são aqueles que conduzem muitos para a justiça (literalmente: tornam [outros] justos), que caem pela espada e pelo fogo e são purificados (cf. 11,33-35). Esse fato e ainda a presença de três termos (v. 2) – “sábio” ou “o que tem êxito”; “muitos”; “tornar justo” – fazem uma ponte de nosso texto com o quarto cântico do Servo Sofredor (Is 52,13-53,12), que morre, mas que “terá êxito” (Is 52,13) e tornará justos muitos (53,11). Assim sendo, os sábios de Dn 12 têm uma função para com o povo que é de certa forma paralela à do Servo sofredor de Isaías. Mas, em Isaías, o servo torna justos muitos em virtude de seu sacrifício expiatório (cf. Is 53,5-6.10-11); em Daniel, os sábios tornam justos muitos em virtude de seu ensinamento.

Muitas vezes, os sábios são identificados com os “piedosos” (hassidîm). Estes, porém, chegaram a formar, na época do livro de Daniel, um grupo militante armado (cf. 1Mc 2,14), liderado por Judas Macabeu (cf. 2Mc 14,6). Os sábios de nosso texto, todavia, são aqueles que renunciaram a meios violentos para fazer prevalecer o direito de Deus. Sua exaltação vem do fato de eles instruírem a muitos nos caminhos da justiça.

O julgamento de Deus sobre a história pode tardar, mas não falhará. Por fim prevalecerá a justiça divina, que recompensará os fiéis e dará àqueles que de modo particular foram seu instrumento glória e beleza divinas. Com isso, a comunidade de fé é fortificada para enfrentar perseguições na confiança da intervenção final do Senhor.

AMBIENTE

Em 333 a.C., Alexandre da Macedónia derrotou Dario III, rei dos Persas, na batalha de Issos (Síria). A Palestina, até aí sob o domínio dos Persas, ficou integrada no império de Alexandre. Alexandre procurou impor a ideia da "oikouméne", quer dizer, a ideia de um mundo em que todos os homens eram uma só família, unidos sob uma só lei divina, em que todos os cidadãos do império eram cidadãos de uma mesma cidade e comungavam dos mesmos valores e da mesma cultura.

Quando Alexandre morreu, em 323 a.C., o império foi disputado pelos seus generais. A Palestina foi, então, objecto de disputa entre os ptolomeus, que ocupavam o Egipto, e os selêucidas, que dominavam a Síria e a Mesopotâmia. Num primeiro momento, os ptolomeus asseguraram o domínio da Palestina e da Síria; mas o selêucida Antíoco III, aliado com Filipe V da Macedónia, acabou por vencer os ptolomeus (batalha das fontes do Jordão, ano 200 a.C.) e por conquistar o domínio da Palestina.

Se o período ptolomaico tinha sido uma época de relativa benevolência para com a cultura judaica, a situação mudou radicalmente durante o reinado do selêucida Antíoco IV Epífanes (174-164 a.C.). Este rei, interessado em impor a cultura helénica em todo o seu império, praticou uma política de intolerância para com a cultura e a religião judaicas. A perseguição foi dura e as marcas da intolerância selêucida provocaram feridas muito graves no universo social e religioso judaico. Se muitos judeus renegaram a sua fé e assumiram os valores helénicos, muitos outros resistiram, defenderam a sua identidade cultural e religiosa. Uns optaram abertamente pela insurreição armada (como foi o caso de Judas Macabeu e dos seus heróicos seguidores); outros, contudo, optaram por fazer frente à prepotência dos reis helénicos com a sua palavra e os seus escritos.

O Livro de Daniel surge neste contexto. O seu autor é um judeu fiel à cultura e aos valores religiosos dos seus antepassados, interessado em defender a sua cultura e a sua religião, apostado em mostrar aos seus concidadãos que a fidelidade aos valores tradicionais seria recompensada por Jahwéh com a vitória sobre os inimigos. Contando a história de um tal Daniel, um judeu exilado na Babilónia, que soube manter a sua fé num ambiente adverso de perseguição, o autor do Livro de Daniel pede aos seus concidadãos que não se deixem vencer pela perseguição de Antíoco IV Epífanes e que se mantenham fiéis à religião e aos valores dos seus pais. Neste livro, o autor garante-lhes que Deus está do lado do seu Povo e que recompensará a sua fidelidade à Lei e aos mandamentos. Estamos na segunda metade do séc. II a.C., pouco antes do desaparecimento de cena de Antíoco (que aconteceu em 164 a.C.).

Com o livro de Daniel, inaugura-se a literatura apocalíptica. Num tempo de perseguição, o autor pretende - servindo-se de um género literário que recorre, frequentemente, a símbolos e a uma linguagem cifrada - restaurar a esperança e assegurar ao seu Povo a vitória de Deus e dos seus fiéis sobre os opressores.

MENSAGEM

Aos crentes perseguidos, o autor do livro anuncia a chegada iminente do tempo da intervenção salvadora de Deus para salvar o Povo fiel. Nesse sentido, ele refere-se à intervenção de "Miguel", o chefe do exército celestial, que Deus enviará para castigar os perseguidores e para proteger os santos. No imaginário religioso judaico, "Miguel" é concebido como um espírito celeste (uma espécie de anjo protector) que vela pelo Povo de Deus e que, por mandato divino, opera a libertação dos justos perseguidos, cujo nome está inscrito "no livro da vida" (vers. 1).

Essa intervenção iminente de Deus não atingirá, na perspectiva do nosso autor, somente aqueles que ainda caminham na história; mas Deus irá, também, ressuscitar os que já morreram, a fim de lhes dar o prémio pela sua vida de fidelidade ou o castigo pelas maldades que praticaram (vers. 2). Em concreto, o autor estará a falar daquilo que costumamos chamar "o fim do mundo"? O que ele está a falar é de uma intervenção de Deus que porá fim ao mundo da injustiça, da opressão, da prepotência, de morte e que iniciará um mundo novo, de justiça, de felicidade, de paz, de vida verdadeira.

Aqueles que, apesar da perseguição e do sofrimento, se mantiveram fiéis a Deus e aos seus valores, esses estão destinados à "vida eterna". O autor deste texto não explica directamente em que consistirá essa "vida eterna"; mas os símbolos utilizados ("resplandecerão como a luminosidade do firmamento"; "brilharão como as estrelas com um esplendor eterno" - vers. 3) evocam a transfiguração dos ressuscitados. Essa vida nova que os espera não será uma vida semelhante à do mundo presente, mas será uma vida transfigurada.

É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua vida não é - garante-nos o nosso autor - sem sentido e não está condenada ao fracasso; mas a sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna. Embora sem dados muito concretos e sem definições muito claras, começa aqui a esboçar-se a teologia da ressurreição.

ACTUALIZAÇÃO

• A mensagem de esperança que o nosso texto nos deixa destinava-se a animar os crentes que sofriam a perseguição numa época e num contexto particulares. No entanto, é uma mensagem válida para os crentes de todas as épocas e lugares. A "perseguição" por causa da fidelidade aos valores em que acreditamos é uma realidade que todos conhecemos e que faz parte da nossa existência comprometida. Hoje, essa "perseguição" nem sempre é sangrenta; manifesta-se, muitas vezes, em atitudes de marginalização ou de rejeição, em ditos humilhantes, em atitudes provocatórias, na colagem de "rótulos" ("conservadores", "atrasados", "fora de moda"), em julgamentos apressados e injustos, em preconceitos e oposições... Contudo, é sempre uma realidade que faz sofrer o Povo de Deus. Este texto garante-nos que Deus nunca abandona o seu Povo em marcha pela história e que a vitória final será daqueles que se mantiverem fiéis às propostas e aos caminhos de Deus. Esta certeza constitui um "capital de esperança" que deve animar a nossa caminhada diária pelo mundo.

• O Livro de Daniel põe, também, a questão da fidelidade aos valores verdadeiramente importantes, que estão para além das conveniências políticas e sociais, ou das imposições e perspectivas de quem dita a moda... Daniel, o personagem central do livro, é uma figura interpelante, que nos convida a não transigirmos com os valores efémeros, sobretudo quando eles põem em causa os valores essenciais. O cristão não é uma "cana agitada pelo vento" que, por interesse ou por cálculo, esquece os valores e as exigências fundamentais da sua fé; mas é "profeta" que, em permanente diálogo com o mundo e sem se alhear do mundo, procura dar testemunho dos valores perenes, dos valores de Deus.

• A certeza da presença de Deus a acompanhar a caminhada dos crentes e a convicção de que a vitória final será de Deus e dos seus fiéis, permite-nos olhar a história da humanidade com confiança e esperança. O cristão não pode ser, portanto, um "profeta da desgraça", que tem permanentemente uma perspectiva negra da história e que olha o mundo com azedume e pessimismo; mas tem de ser uma pessoa alegre e confiante, que olha para o futuro com serenidade e esperança, pois sabe que, presidindo à história dos homens, está esse Deus que protege, que cuida e que ama cada um dos seus filhos.

• O nosso texto garante a vida eterna àqueles que procuraram viver na fidelidade aos valores de Deus. A certeza de que a vida não acaba na morte liberta-nos do medo e dá-nos a coragem do compromisso. Podemos, serenamente, enfrentar neste mundo as forças da opressão e da morte, porque sabemos que elas não conseguirão derrotar-nos: no final da nossa caminhada por este mundo, está sempre a vida eterna e verdadeira, que Deus reserva para os que estão "inscritos no livro da vida".

Subsídios:
1ª leitura: 
(Dn 12,1-3) A ressurreição no último dia – Nos “últimos dias” se decidem vida e morte. O livro de Daniel (ca. 165 a.C.) imagina: os justos (cujos nomes estão no “Livro da Vida”), mesmo os que “dormem no pó da terra”, viverão. Mas os maus irão à perdição, e se já morreram, levantar-se-ão para este triste destino (cf. tb. 1Ts 4,13-14). – O “Evento Jesus Cristo” nos fornece plena luz relativamente ao mistério do além da morte. * 12,1 cf. Dn 10,13; Zc 3,1-2; Jd 9; Jl 2,2; Mc 13,9; Ex 32,32-33; Ap 20,12 * 12,2 cf. 2Mc 7,9; 12,44; Jo 5,28-29 * 12,3 cf. Sb 3,7; Mt 13,43; 1Cor 15,41-42.



Salmo Responsorial

Monição: O Salmo 15, que vamos meditar, é um cântico de esperança e total confiança no Senhor.

SALMO RESPONSORIAL – 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!
Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

Eis por que meu coração está em festa,
minha alma rejubila de alegria
e até meu corpo no repouso está tranqüilo;
pois não haveis de me deixar entregue à morte
nem vosso amigo conhecer a corrupção.

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
junto a vós, felicidade sem limites,
delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Segunda Leitura

Monição: Nesta segunda leitura, tirada da Carta aos Hebreus, vemos como o único sacrifício de Jesus Cristo levou para sempre à perfeição todos os homens que são santificados.

Hebreus 10,11-14.18

Leitura da carta aos Hebreus. 10 11 Enquanto todo sacerdote se ocupa diariamente com o seu ministério e repete inúmeras vezes os mesmos sacrifícios que, todavia, não conseguem apagar os pecados, 12 Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus, 13 onde espera de ora em diante que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés. 14 Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação. 18 Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há por que oferecer sacrifício por eles.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto é extraído da 1ª parte do capítulo 10 da Hebreus, onde se faz uma recapitulação do discurso sobre o sacerdócio de Cristo, em concreto, no que diz respeito à perfeição e eficácia do seu sacrifício (vv. 1-18).

11-14 «Cristo, ao contrário, (…) sentou-se para sempre». Esta expressão procede do Salmo 110 (109), 1; e o gesto de sentado aparece em contraposição com o gesto dos sacerdotes da Antiga Lei, que, de pé, «cada dia», oficiavam no Templo, denunciando assim a sua própria insuficiência. Mas Cristo, consumada a sua obra salvadora de uma vez para sempre, «tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício», pôde sentar-se como quem já cumpriu a sua missão, aguardando que os frutos do seu sacrifício cheguem a todos e que os seus inimigos, que resistem a beneficiar da Redenção, sejam definitivamente sepultados no seu próprio fracasso (notar como são os inimigos a cair vencidos sob os pés de Cristo, não é Ele a desencadear um ataque avassalador). A superioridade e perfeição do sacerdócio de Cristo – sacerdote eterno – está patente em não precisar de oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios rituais (v. 11); assim, «tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica» (v. 14).

18 A exposição doutrinal fecha-se com uma frase que diz tudo: «Onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado», isto é, caducou o culto levítico. É em vão que alguns se apoiaram aqui, como os protestantes, para negar o carácter sacrificial da Santa Missa, pois esta não é algo que se soma ao sacrifício da Cruz, constituindo mais outro sacrifício; ela é um sacrifício relativo, que torna presente e aplica o mesmo e único sacrifício do Calvário. Com efeito, como ensina João Paulo II, «este sacrifício é tão decisivo para a salvação do género humano que Jesus realizou-o e só voltou ao Pai depois de nos ter deixado o meio para dele participarmos como se tivéssemos estado presentes» (Ecclesia de Eucharistia, 11).

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O texto da segunda leitura pertence à mesma seção do trecho do domingo passado, onde se apresenta a diferença entre como os sacerdotes do Antigo Testamento garantiam o acesso a Deus e como Jesus o fez. O ponto central aqui é que Jesus realizou um sacrifício único pelos pecados, pois por ele realizou plenamente a salvação do gênero humano. O perdão já foi concedido (v. 18), Deus já se tornou propício aos homens e não voltará atrás.

Por esse sacrifício irrepetível Jesus alcançou a glória (v. 12). A ressurreição de Jesus o constitui como Senhor da história. O tempo atual aguarda o momento em que seus inimigos serão colocados como apoio para seus pés (v. 13): quando o Senhor consumará sua obra. Ele é o glorioso, o Filho do Homem que julgará o mundo por sua Palavra e tudo levará à plenitude.

AMBIENTE

Pela última vez, neste ano litúrgico, é-nos apresentado um texto da Carta aos Hebreus. Esta "Carta" (que, mais do que uma "carta", é uma "homilia") destina-se a comunidades cristãs que vivem dias complicados... À falta de entusiasmo de muitos dos seus membros na vivência do compromisso cristão, junta-se a hostilidade dos inimigos e as confusões causadas à fé comunitária por certos pregadores pouco ortodoxos que ensinam doutrinas estranhas e pouco cristãs. São, portanto, comunidades fragilizadas, cansadas e desalentadas, que necessitam de redescobrir o seu entusiasmo inicial, de revitalizar o seu compromisso com Cristo e de apostar numa fé mais coerente e mais empenhada.

Nesse sentido, o autor da "Carta" apresenta-lhes o mistério de Cristo, o sacerdote por excelência, cuja missão é pôr os crentes em relação com o Pai e inseri-los nesse Povo sacerdotal que é a comunidade cristã. Uma vez comprometidos com Cristo, os crentes são chamados a fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de entrega e de amor. Desta forma, o autor oferece aos cristãos um aprofundamento e uma ampliação da fé primitiva, capaz de revitalizar uma experiência de fé enfraquecida pela hostilidade do ambiente, pela acomodação, pela monotonia e pelo arrefecimento do entusiasmo inicial.

O texto que nos é proposto é parte da conclusão da reflexão sobre o sacerdócio de Cristo (cf. Heb 10,1-18). Aí, o autor repete temas desenvolvidos nos capítulos precedentes, procurando, uma vez mais, pôr em relevo a dimensão salvadora da missão sacerdotal de Jesus. O objectivo é despertar no coração dos crentes uma resposta adequada ao amor de Deus, manifestado na acção de Jesus.

MENSAGEM

Os "sacrifícios pelo pecado" constituíam um dos pilares do culto israelita. Introduzidos no sistema cultual de Israel em época relativamente tardia (alguns autores duvidam mesmo da sua existência antes do Exílio na Babilónia), tinham a função de expiar os pecados do Povo e de refazer a comunhão entre os crentes e Deus. Ao oferecer, sobre o altar do Templo, a vida de um animal, o crente pedia a Jahwéh perdão pelo pecado, manifestava a sua intenção de continuar a pertencer à comunidade de Deus e mostrava a sua vontade de reatar essa relação com Deus que o pecado tinha interrompido. O autor da Carta aos Hebreus está convencido, no entanto, que os sacrifícios oferecidos pelo pecado não eram eficazes e não conseguiam, de forma duradoura, restabelecer essa corrente de vida e de comunhão entre o Povo e Deus. Tratava-se de ritos externos e superficiais, que nunca lograram transformar os corações duros e egoístas dos homens em corações capazes de viverem no amor a Deus e aos irmãos.

Jesus, no entanto, com a entrega da sua vida, conseguiu concretizar esse objectivo de aproximar os homens de Deus. Ele obedeceu a Deus em tudo e ofereceu a sua vida em dom de amor aos homens. Com o seu exemplo e testemunho, Ele propôs aos homens um caminho novo, mudou os seus corações e ensinou-os a viverem numa total disponibilidade para com os projectos de Deus, na entrega total aos irmãos. Dessa forma, Jesus venceu a lógica do egoísmo e do pecado e colocou os homens no caminho certo para integrarem a família de Deus. O sacrifício de Jesus, oferecido de uma só vez, libertou, efectivamente, os homens de uma dinâmica de egoísmo e de pecado e permitiu-lhes aproximarem-se de Deus com um coração renovado. Assim, Ele "tornou perfeitos para sempre os que são santificados" (vers. 14).

Cumprida a sua missão na terra, Jesus "sentou-Se para sempre à direita de Deus" (vers. 12). Esta imagem de triunfo e de glória mostra, não apenas como o caminho percorrido por Cristo é um caminho que tem a aprovação de Deus mas, sobretudo, qual é a "meta" final da caminhada do homem: a divinização, a comunhão com Deus, a pertença à família de Deus. Se o caminho da fidelidade aos projectos de Deus e da entrega por amor aos irmãos levou Jesus a sentar-Se à direita do Pai, também aqueles que seguem Jesus chegarão à mesma meta e sentar-se-ão, por sua vez, à direita de Deus.

Desta forma, o autor da Carta aos Hebreus exorta os cristãos a viverem na fidelidade aos compromissos que assumiram com Cristo no dia do seu Baptismo. Quem, apesar das dificuldades, percorre o mesmo caminho de Cristo, está destinado a sentar-se "à direita de Deus" e a viver, para sempre, em comunhão com Deus.

ACTUALIZAÇÃO

• O pecado, consequência da nossa finitude, é sempre uma realidade que impede a comunhão plena com Deus e o acesso à vida verdadeira. É, portanto, algo que constitui um obstáculo à nossa realização plena, ao aparecimento do Homem Novo. Estaremos, em consequência, fatalmente condenados a não realizar a nossa vocação de comunhão com Deus e a não concretizar o nosso desejo de vida em plenitude? A segunda leitura deste domingo garante-nos que Deus não abandona o homem que faz, mesmo conscientemente, opções erradas. O nosso egoísmo, o nosso orgulho, a nossa auto-suficiência, o nosso comodismo, o nosso pecado não têm a última palavra e não nos afastam decisivamente da comunhão com Deus e da vida eterna; a última palavra é sempre do amor de Deus e da sua vontade de salvar o homem.

• Jesus, o Filho amado de Deus, veio ao mundo para concretizar o projecto de Deus no sentido de nos libertar do pecado e de nos inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. No dia do nosso Baptismo, aderimos ao projecto de vida que Jesus nos apresentou e passámos a integrar a comunidade dos filhos de Deus. Resta-nos, agora, seguir os passos de Jesus e percorrer, dia a dia, esse caminho de amor e de serviço que Ele nos deixou em herança. É um compromisso sério e exigente, que necessita de ser continuamente renovado. O nosso compromisso com Jesus e com a sua proposta de vida exige que, como Ele, vivamos no amor, na partilha, no serviço, se necessário até ao dom total da vida; exige que lutemos, sem desanimar, contra tudo aquilo que rouba a vida do homem e o impede de chegar à vida plena; exige que sejamos, no meio do mundo, testemunhas de uma dinâmica nova - a dinâmica do amor. A nossa vida tem sido coerente com esse compromisso?

• Cristo gastou toda a sua existência na luta contra tudo aquilo que escraviza o homem e lhe rouba o acesso à vida verdadeira. A sua morte na cruz foi uma consequência de ter enfrentado as forças do egoísmo e do pecado que oprimiam os homens. Contudo, a morte não O venceu e Ele "sentou-Se para sempre à direita de Deus". O seu triunfo garante-nos que uma vida feita dom de amor não é uma vida perdida e fracassada, mas é uma vida destinada à eternidade. Quem, como Ele, luta para vencer o pecado que escraviza os homens, há-de chegar à comunhão plena com Deus, à vida eterna. Esta certeza deve animar a nossa caminhada e dar-nos a coragem do compromisso. Ainda que as forças da morte nos ameacem, o exemplo de Cristo deve animar-nos a prosseguir o nosso combate contra o egoísmo, a injustiça, a opressão, o pecado.

Subsídios:
2ª leitura: (Hb 10,11-14.18) O sacrifício definitivo do Cristo – O sacrifício de Cristo capacitou-nos para servir a Deus com uma consciência pura (9,14). Este sacrifício distingue-se dos do A.T. por sua validade universal: uma vez para sempre. Não precisa ser repetido. Também não existe consumação além daquela que Cristo operou. A ordem nova suplantou a antiga, mas já não haverá outra depois desta. Só resta seguirmos o Cristo até o fim (10,19-20). * Cf. Hb 10,1-4; 7,27-28; Sl 110[109],1.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Lc 21,36)

Evangelho

Monição: O Senhor virá com grande poder e glória sobre as nuvens do Céu, para julgar os vivos e os mortos. É esta a nossa esperança. Por isso, cantamos aleluia.

Marcos 13,24-32

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 13 24 disse Jesus a seus discípulos: “Naqueles dias, depois dessa tribulação, o sol se escurecerá, a lua não dará o seu resplendor; 25 cairão os astros do céu e as forças que estão no céu serão abaladas. 26 Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória. 27 Ele enviará os anjos, e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu. 28 Compreendei por uma comparação tirada da figueira. Quando os seus ramos vão ficando tenros e brotam as folhas, sabeis que está perto o verão. 29 Assim também quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está próximo, às portas. 30 Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. 31 Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 32 A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Temos, a terminar o ano litúrgico, uma parte final do chamado discurso escatológico (sobre o fim dos tempos), ou apocalíptico (de revelação de coisas ocultas), comum aos três Sinópticos. É um discurso algo enigmático, o que ajuda a pôr em evidência o seu ensinamento central, que não é deprimente e catastrófico (como por vezes se entendeu), mas de apelo à esperança e à vigilância: «o Filho do homem está perto» (v. 29); «tomai cuidado, vigiai!» (v. 33; cf. vv. 9.23.35.37).

24 «Depois de uma grande aflição», isto é, a que antes foi descrita (vv. 14-20): a ruína de Jerusalém (figura do fim do mundo), ou mais provavelmente o aparecimento de falsos messias e falsos profetas (vv. 21-23).

24-25 «Sol…, Lua…, estrelas…, forças do Céu…» Jesus, servindo-se dum estilo corrente na época, o apocalíptico, apresenta o próprio cosmos a estremecer perante o Supremo Juiz; as convulsões cósmicas eram um artifício para anunciar uma próxima, decisiva e poderosa intervenção de Deus, o Senhor do Universo (cf. Joel 2, 10; 3, 3-4).

26 «O Filho do homem vir sobre as nuvens», numa alusão ao célebre texto de Daniel 7, 13. A imagem das nuvens exprime admiravelmente a majestade divina de Jesus: Ele aparecerá à vista de todos como Deus que é. Com efeito, no A. T. Deus revela-se no claro-escuro das nuvens (estas ocultam-no e revelam-no), as quais também constituem como que o seu carro (Is 19, 1; Salmo 104 (103), 3) e a sua tenda (2 Sam 22-12; Salmo 18 (17), 12).

28-31 «Aprendei…». Os discípulos de Jesus, imbuídos das ideias judaicas do tempo, estavam incapacitados para distinguir duas realidades distintas de que Jesus lhes acabava de falar: a destruição de Jerusalém (vv. 5-20) e o fim do mundo (vv. 21-27), uma vez que, sendo Jerusalém a capital messiânica de todo o mundo (cf. Is 2, 2-5), esta seria tão indestrutível como o próprio reino messiânico. Por isso, Jesus sente necessidade de ser ainda mais explícito: «não passará esta geração sem que tudo isto aconteça», a saber, o que se refere à destruição de Jerusalém; e é ainda mais enérgico ao acrescentar: «passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão». De facto, não tardou que estalasse a guerra judaica contra os Romanos, 26 anos depois, quando o procurador Floro exigiu uma grande soma tirada do próprio tesouro do Templo. Nero encarregou Vespasiano de esmagar a rebelião; mais tarde, o seu filho Tito, após cinco meses de heróica resistência judaica, conquista Jerusalém, nos finais de Agosto do ano 70. Segundo conta Flávio José, Tito queria poupar o santuário da destruição, mas quando o viu a arder, não podendo dominar o incêndio, mandou que fosse totalmente arrasado, não tendo ficado até hoje pedra sobre pedra (cf. Mc 13, 2); as muralhas que hoje restam não são as do Templo, mas as dos muros que cercavam o adro exterior (átrio dos gentios).

32 «Esse dia e essa hora ninguém os conhece… nem o Filho». Passagem que se refere ao fim do mundo; já nos profetas habitualmente era designado deste modo: «aquele dia». Em Is 8, 9; Jer 4, 23-26; Ez 32, 7-8; Joel 2, 1.11; 4, 15-16; Ag 2, 6; etc. Este dia é o momento histórico da intervenção de Deus a favor do seu povo, em que salvará os que lhe são fiéis e castigará os que se lhe opõem. Sobretudo a partir de Daniel (9, 26; 11, 27; 12-13), este «dia» passa a designar o fim do mundo, precedido de uns tempos finais. Mas como é possível que Jesus não conheça este momento? Não parece correcto dizer que Jesus o ignorava enquanto homem, uma vez que não podia ignorar o que se relacionava com a sua missão de Salvador e Juiz. A afirmação de Cristo, porém, justifica-se pelo facto de se tratar de um conhecimento que não fazia parte daquele conjunto de coisas que tinha missão de revelar: era como se não conhecesse esse dia e hora.

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O tema do capítulo 13 de Marcos é a escatologia. Isto é, diz respeito à conclusão e à meta da história, que se realizará com a parúsia, a segunda vinda do Senhor. Esse discurso usa numerosas imagens tiradas de textos proféticos do Antigo Testamento e da apocalíptica judaica. A apocalíptica é um conjunto de ideias que responde a uma situação de grave crise a partir de uma revelação de Deus. Essa revelação mostra o sentido das tribulações presentes e, baseando-se no fato de que é Deus quem dirige em última instância a história, inculca a ideia de seu triunfo final sobre todo o mal. Fornece à comunidade, assim, meios para enfrentar a realidade negativa que experimenta.

Dessa forma, o discurso de Jesus em Mc 13 não procura primeiramente descrever os acontecimentos do fim da história. Não se preocupa em anunciar uma catástrofe ou fazer uma ameaça, mas indicar que o mundo tem uma meta, para a qual inexoravelmente caminha: a vinda do Filho do Homem em poder e glória. Acontecerá então a consumação do plano de Deus. Com isso, visa inculcar uma atitude nos cristãos: eles devem estar sempre vigilantes, pois o Senhor, embora possa tardar, com toda a certeza virá. Seus discípulos vivem já a partir da certeza dessa vinda, atentos a ela, fixando seu olhar naquele que retornará.

Após a introdução (v. 1-4), o discurso de Jesus descreve os sinais precursores do fim e ensina a atitude do discípulo em tal situação (v. 5-23). O texto do Evangelho de hoje toca o ponto central do discurso (v. 24-27) e é complementado pela primeira das duas parábolas que se seguem (v. 28-29) e por exortações à vigilância (v. 30-32). Com a indicação da segunda vinda de Jesus, de fato, o discurso chega ao seu ponto alto. Essa vinda (parúsia, cf. 1Ts 4,17: retorno glorioso de um rei ou general após uma guerra. Ou visita do imperador a uma cidade) terá lugar “depois daquela tribulação”. Os sofrimentos que marcarão o tempo final não são a conclusão de tudo; haverá uma grande mudança, determinada pelo retorno do Filho do Homem.

A vinda do Filho do Homem é descrita com imagens cósmicas. Trata-se de um modo de falar com o objetivo de enfatizar que se trata de uma teofania, uma manifestação de Deus cheia de glória e poder.

A expressão “Filho do Homem” evoca o texto de Dn 7,13-14. As nuvens indicam sua origem celeste. O tempo da consumação não será mais marcado pelo levantar-se de Miguel, mas pelo retorno do próprio Jesus. Sua vinda será não mais na fraqueza de sua humanidade terrestre, mas na glória de sua ressurreição e no seu poder para julgar o mundo e a história (cf. Mt 25,31). Ele vem para todos. Não se diz para que ele vem; apenas se acena à reunião de todos os justos de todas as partes. A imagem dos anjos que reúnem os eleitos ocorre já no Antigo Testamento (cf. Zc 2,10; Dt 30,4): o povo eleito se encontra disperso por toda a terra, e Deus o reunirá no fim dos tempos. Em Marcos, trata-se da comunidade cristã, que participará da salvação. A reunião dos discípulos em torno de Jesus constitui, em Marcos, a comunidade da Igreja. Com efeito, em Marcos, a primeira ação de Jesus é chamar e reunir a si os discípulos; eles estarão com Ele todo o tempo de sua vida pública (cf. Mc 1,16-20). Na parúsia, a Igreja será levada à sua plenitude, quando os justos (cf. Dn 12,2) estarão definitivamente com o Senhor (cf. 1Ts 4,17).

A parábola que segue (v. 28-29) mostra a necessidade de saber discernir os sinais precursores do fim (v. 5-23). O discípulo deve ser sábio: deve ser capaz de observar e interpretar. Como os sinais estão presentes em vários momentos da história, o cristão é chamado, a cada instante, à consciência de que “está próximo, às portas” (cf. 1Ts 5,1-3). A parúsia do Senhor não é só um acontecimento futuro, mas um acontecimento futuro que lança luz ao meu presente, à medida que influencia meu pensar, meu julgar, meu agir.

O v. 30 refere-se, ao contrário, a todos os acontecimentos indicados no discurso (“até que tudo isso aconteça”). “Esta geração não passará”: a geração à qual são dirigidas as palavras do Evangelho. Mais do que uma ideia precisa acerca do tempo, o que se quer transmitir é a certeza de que tal Palavra se cumprirá: tal certeza deve ser um chamado constante à conversão e à necessidade de estar vigilante.

A chave de interpretação dos sinais é a Palavra de Jesus (v. 31). A parúsia mostrará que tudo é transitório, com exceção da Sua Palavra. A consumação da história já começa em nossas decisões e na Palavra de Jesus que já hoje opera.

O texto conclui enfatizando que determinar o momento da parúsia está reservado ao Pai (v. 32). Há uma linha ascendente: anjos – Filho – Pai. Isso sublinha a absoluta liberdade de Deus, a gratuidade de seu agir, e em nada diminui o poder de Jesus. Mostra, porém, que Jesus quis, como homem, submeter-se totalmente ao Pai, dele recebendo tudo. Para a comunidade de Marcos, isto é o decisivo: saber que o dia virá com certeza e que o momento de sua vinda está nas mãos de Deus.

AMBIENTE

O texto que nos é hoje proposto como Evangelho situa-nos em Jerusalém, pouco antes da paixão e morte de Jesus. É o terceiro dia da estadia de Jesus em Jerusalém, o dia dos "ensinamentos" e das polémicas mais radicais com os líderes judaicos (cf. Mc 11,20-13,1-2). No final desse dia, já no "Jardim das Oliveiras", Jesus oferece a um grupo de discípulos (Pedro, Tiago, João e André - cf. Mc 13,3) um amplo e enigmático ensinamento, que ficou conhecido como o "discurso escatológico" (cf. Mt 13,3-37).

A maior parte dos estudiosos do Evangelho segundo Marcos consideram que este discurso, apresentado com uma linguagem profético-apocalíptica, descreve a missão da comunidade cristã no período que vai desde a morte de Jesus até ao final da história humana. É um texto difícil, que emprega imagens e linguagens marcadas pelas alusões enigmáticas, bem ao jeito do género literário "apocalipse". Não seria tanto uma reportagem jornalística de acontecimentos concretos, mas antes uma leitura profética da história humana. O seu objectivo seria dar aos discípulos indicações acerca da atitude a tomar frente às vicissitudes que marcarão a caminhada histórica da comunidade, até ao momento em que Jesus vier para instaurar, em definitivo, o novo céu e a nova terra.

Os quatro discípulos referenciados no início do "discurso escatológico" representam a comunidade cristã de todos os tempos... Os quatro são, precisamente, os primeiros discípulos chamados por Jesus (cf. Mc 1,16-20) e, como tal, convertem-se em representantes de todos os futuros discípulos. O discurso escatológico de Jesus não seria, assim, uma mensagem privada destinada a um grupo especial, mas uma mensagem destinada a toda a comunidade crente, chamada a caminhar na história com os olhos postos no encontro final com Jesus e com o Pai.

A missão que Jesus (que está consciente de ter chegado a sua hora de partir ao encontro do Pai) confia à sua comunidade não é uma missão fácil... Jesus está consciente de que os seus discípulos terão que enfrentar as dificuldades, as perseguições, as tentações que "o mundo" vai colocar no seu caminho. Essa comunidade em marcha pela história necessitará, portanto, de estímulo e de alento. É por isso que surge este apelo à fidelidade, à coragem, à vigilância... No horizonte último da caminhada da comunidade, Jesus coloca o final da história humana e o reencontro definitivo dos discípulos com Jesus.

O "discurso escatológico" divide-se em três partes, antecedidas de uma introdução (cf. Mc 13,1-4). Na primeira parte (cf. Mc 13,5-23), o discurso anuncia uma série de vicissitudes que vão marcar a história e que requerem dos discípulos a atitude adequada: vigilância e lucidez. Na segunda parte, o discurso anuncia a vinda definitiva do Filho do Homem e o nascimento de um mundo novo a partir das ruínas do mundo velho (cf. Mc 13,24-27). Na terceira parte, o discurso anuncia a incerteza quanto ao "tempo" histórico dos eventos anunciados e insiste com os discípulos para que estejam sempre vigilantes e preparados para acolher o Senhor que vem (cf. Mc 13,28-37). O nosso texto apresenta-nos, precisamente, a segunda parte e alguns versículos da terceira parte do "discurso escatológico".

MENSAGEM

Os dois primeiros versículos do nosso texto referem-se - com imagens tiradas da tradição profética e apocalíptica - à queda desse mundo velho que se opõe a Deus e que persegue os crentes (vers. 24-25). Em Is 13,10, o obscurecimento do sol, da lua e das estrelas anuncia o dia da intervenção justiceira de Jahwéh para destruir o império babilónico e para libertar o Povo de Deus exilado numa terra estrangeira (cf. Is 34,4); em Jl 2,10, as mesmas imagens são usadas para descrever os acontecimentos do "dia do Senhor", o dia em que Jahwéh vai intervir na história para castigar os opressores e para salvar os seus eleitos. Ora, é esta linguagem que Marcos vai utilizar para descrever a falência dos impérios que lutam contra Deus e contra os seus santos. Trata-se de uma linguagem tradicional que, no entanto, é perfeitamente perceptível para leitores de Marcos. No mundo grego, por exemplo, o sol e a lua ("Élios", e "Selénê") eram adorados como deuses; e, no mundo romano, o imperador identificava-se como "o sol" (o imperador Nero, o primeiro perseguidor dos cristãos de Roma, fez erigir no palácio imperial uma estátua de bronze com trinta metros de altura que o representava como o deus "sol"). A mensagem é evidente: está para acontecer uma viragem decisiva na história; a velha ordem religiosa e política, os poderes que se opõem a Deus e que perseguem os santos, irão ser derrubados, a fim de darem lugar a um mundo novo, construído de acordo com os critérios e os valores de Deus. Marcos não se refere, aqui, àquilo que nós costumamos chamar "o fim do mundo"; mas refere-se, genericamente, à vitória de Deus sobre o mal que oprime e escraviza aqueles que optaram por Deus e pelas suas propostas.

A queda desse mundo velho aparece associada à vinda do Filho do Homem (vers. 26). A imagem leva-nos a Dn 7,13-14, onde se anuncia a vinda de um "Filho do Homem" "sobre as nuvens do céu" para afirmar a sua soberania sobre "todos os povos, todas as nações e todas as línguas". O "Filho do Homem, cheio de poder e de glória, que virá "reunir os seus eleitos" (vers. 27), não pode ser outro senão Jesus. Com esta imagem, Marcos assegura aos crentes o triunfo definitivo de Cristo sobre os poderes opressores e a libertação daqueles que, apesar das perseguições, continuaram a percorrer com fidelidade os caminhos de Deus.

A mensagem proposta por Marcos aos seus leitores é clara: espera-vos um caminho marcado pelo sofrimento e pela perseguição; no entanto, não vos deixeis afundar no desespero porque Jesus vem. Com a sua vinda gloriosa (de ontem, de hoje, de amanhã), cessará a escravidão insuportável que vos impede de conhecer a vida em plenitude e nascerá um mundo novo, de alegria e de felicidade plenas. O quadro destina-se, portanto, não a amedrontar, mas a abrir os corações à esperança: quando Jesus vier com a sua autoridade soberana, o mundo velho do egoísmo e da escravidão cairá e surgirá o dia novo da salvação/libertação sem fim.

Na segunda parte do nosso texto (vers. 28-32), Jesus responde à questão posta pelos discípulos em Mc 13,4: "Diz-nos quando tudo isto acontecerá e qual o sinal de que tudo está para acabar".

Para Jesus, mais importante do que definir o tempo exacto da queda do mundo velho é ter confiança na chegada do mundo novo e estar atento aos sinais que o anunciam. O aparecimento nas figueiras de novos ramos e de novas folhas acontece, sem falhas, cada ano e anuncia ao agricultor a chegada do Verão e do tempo das colheitas (vers. 28-29); da mesma forma, os crentes são convidados a esperar, com confiança, a chegada do mundo novo e a perceber, nos sinais de desagregação do mundo velho, o anúncio de que o tempo da sua libertação está a chegar. Certos da vinda do Senhor, atentos aos sinais que O anunciam, os crentes podem preparar o seu coração para O acolher, para aceitar os desafios que Ele traz, para agarrar as oportunidades que Ele oferece.

Não há uma data marcada para o advento dessa nova realidade (vers. 32). De uma coisa, no entanto, os crentes podem estar certos: as palavras de Jesus não são uma bela teoria ou um piedoso desejo; mas são a garantia de que esse mundo novo, de vida plena e de felicidade sem fim, irá surgir (vers. 31).

ACTUALIZAÇÃO

• Ver os telejornais ou escutar os noticiários é, com frequência, uma experiência que nos intranquiliza e que nos deprime. Os dramas dessa aldeia global que é o mundo entram em nossa casa, sentam-se à nossa mesa, apossam-se da nossa existência, perturbam a nossa tranquilidade, escurecem o nosso coração. A guerra, a opressão, a injustiça, a miséria, a escravidão, o egoísmo, a exploração, o desprezo pela dignidade do homem atingem-nos, mesmo quando acontecem a milhares de quilómetros do pequeno mundo onde nos movemos todos os dias. As sombras que marcam a história actual da humanidade tornam-se realidades próximas, tangíveis, que nos inquietam e nos desesperam. Feridos e humilhados, duvidamos de Deus, da sua bondade, do seu amor, da sua vontade de salvar o homem, das suas promessas de vida em plenitude. A Palavra de Deus que hoje nos é servida abre, contudo, a porta à esperança. Reafirma, uma vez mais, que Deus não abandona a humanidade e está determinado a transformar o mundo velho do egoísmo e do pecado num mundo novo de vida e de felicidade para todos os homens. A humanidade não caminha para o holocausto, para a destruição, para o sem sentido, para o nada; mas caminha ao encontro da vida plena, ao encontro desse mundo novo em que o homem, com a ajuda de Deus, alcançará a plenitude das suas possibilidades.

• Os cristãos, convictos de que Deus tem um projecto de vida para o mundo, têm de ser testemunhas da esperança. Eles não lêem a história actual da humanidade como um conjunto de dramas que apontam para um futuro sem saída; mas vêem os momentos de tensão e de luta que hoje marcam a vida dos homens e das sociedades como sinais de que o mundo velho irá ser transformado e renovado, até surgir um mundo novo e melhor. Para o cristão, não faz qualquer sentido deixar-se dominar pelo medo, pelo pessimismo, pelo desespero, por discursos negativos, por angústias a propósito do fim do mundo... Os nossos contemporâneos têm de ver em nós, não gente deprimida e assustada, mas gente a quem a fé dá uma visão optimista da vida e da história e que caminha, alegre e confiante, ao encontro desse mundo novo que Deus nos prometeu.

• É Deus, o Senhor da história, que irá fazer nascer um mundo novo; contudo, Ele conta com a nossa colaboração na concretização desse projecto. A religião não é ópio que adormece os homens e os impede de se comprometerem com a história... Os cristãos não podem ficar de braços cruzados à espera que o mundo novo caia do céu; mas são chamados a anunciar e a construir, com a sua vida, com as suas palavras, com os seus gestos, esse mundo que está nos projectos de Deus. Isso implica, antes de mais, um processo de conversão que nos leve a suprimir aquilo que, em nós e nos outros, é egoísmo, orgulho, prepotência, exploração, injustiça (mundo velho); isso implica, também, testemunhar em gestos concretos, os valores do mundo novo - a partilha, o serviço, o perdão, o amor, a fraternidade, a solidariedade, a paz.

• Esse Deus que não abandona os homens na sua caminhada histórica vem continuamente ao nosso encontro para nos apresentar os seus desafios, para nos fazer entender os seus projectos, para nos indicar os caminhos que Ele nos chama a percorrer. Da nossa parte, precisamos de estar atentos à sua proximidade e reconhecê-l'O nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e que buscam a libertação. O cristão não pode fechar-se no seu canto e ignorar Deus, os seus apelos e os seus projectos; mas tem de estar atento e de notar os sinais através dos quais Deus Se dirige aos homens e lhes aponta o caminho do mundo novo.

• É preciso, ainda, ter presente que este mundo novo - que está permanentemente a fazer-se e depende do nosso testemunho - nunca será uma realidade plena nesta terra (a nossa caminhada neste mundo será sempre marcada pela nossa finitude, pelos nossos limites, pela nossa imperfeição). O mundo novo sonhado por Deus é uma realidade escatológica, cuja plenitude só acontecerá depois de Cristo, o Senhor, ter destruído definitivamente o mal que nos torna escravos.

Subsídios:
Evangelho: (Mc 13,24-32) “Céus e terra passarão, mas minhas palavras não passarão” – Mc 13 é uma coleção de sentenças apocalípticas de Jesus e dos primeiros cristãos sobre a destruição de Jerusalém e o fim do mundo, dois acontecimentos que, na perspectiva de então, pertenciam à mesma realidade. É o momento da vinda manifesta do Filho do Homem (ele já viera uma primeira vez, desconhecido). Ele virá reunir os eleitos (cf. 1ª leitura). É o tempo da colheita. É como quando a figueira deita folhas, anunciando a chegada do verão. Mc insiste na proximidade (13,29.29), embora ninguém conheça a hora (13,32). O fim do ano litúrgico quer transmitir esta perspectiva da proximidade do definitivo. Será que estamos preparados? * 13,24-27 cf. Mt 24,29-31; Lc 21,25-28; Is 13,10; 34,4; Ap 6,12-14; Dn 7,13-14 * 13,28-32 cf. Mt 24,32-36; Lc 21,29-33; Mt 5,18.

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Jesus vivia num ambiente marcado pela efervescência apocalíptica. Esperava-se o Messias, a intervenção de Deus na História, o fim do mundo, a era definitiva, a paz para Israel e o mundo inteiro. E quem está esperando o ônibus crê reconhecer em cada veículo que aparece na curva o “seu ônibus”. Assim também os contemporâneos e os discípulos de Jesus.

Repartindo em tudo a condição humana, menos o pecado, Jesus entra também no gênero literário das especulações apocalípticas (evangelho). Utiliza as imagens corriqueiras, fala dos cataclismos que anunciam “aqueles dias” como o brotar da figueira anuncia o verão. Jesus assume por sua conta a advertência de que a gente se deve preparar para o dia do Filho do Homem, que virá reunir os eleitos. Diz que tudo isso deve acontecer dentro em breve, ainda nesta geração (13,30). Mas isso é apenas o quadro literário daquilo que ele quer dizer mesmo. O fim dos tempos fica um mistério. Ninguém conhece o dia, nem a hora. Nem mesmo o próprio Jesus (13,32). Mas é certo que tudo o que existe é provisório e relativo, o céu e a terra, tudo (13,31). Uma coisa porém não é provisória e relativa, mas definitiva e decisiva: a palavra de Jesus.

Esta é a mensagem da liturgia de hoje. Muitas pessoas se iludem com especulações sobre uma terceira guerra mundial, uma revolução mundial ou seja lá o que for. Nosso tempo é tão apocalíptico quanto o de Jesus. Mas todas estas especulações passam ao lado do essencial: a palavra de Jesus no aqui-e-agora. Sua mensagem de conversão e de dedicação ao amor radical por nossos irmãos é o verdadeiro centro de nossa vida, o ponto de referência firme e inabalável. Dados à sua práxis, não precisamos temer os acontecimentos apocalípticos, pois não acrescentarão nada de novo. Ou seja, não é nos cataclismos cósmicos que está o acontecimento decisivo, mas na palavra do Cristo e sua realização em nós. Se acatamos essa Palavra e a pomos em prática, nossa vida já está nas mãos de Deus. Só precisamos então fazer com que isso se comunique a todos.

1ª leitura nos conta como os apocalípticos antes de Jesus imaginavam os últimos dias (o livro de Dn é do séc. II a.C.). Os justos ressuscitarão para a vida eterna, os ímpios para a vergonha sem fim. A realidade decisiva não é aquela que se mostra aos nossos olhos. Dn foi escrito no tempo dos Macabeus, tempo da prepotência do ímpio rei sírio Antíoco Epífanes e dos colaboracionistas judaicos, traidores de seu povo e da Lei. Ensina que Deus sempre tem a última palavra sobre a História e a vida humana. Esta fé deve também ser nossa, para ficarmos fiéis à Palavra do Cristo, que é a de Deus, num mundo em que o abuso do poder e a sedução dos falsos valores são o pão de cada dia.

Poucos anos atrás, os teólogos progressistas preferiam não mais falar do fim dos tempos. Hoje vemos que o fim dos tempos ou, pelo menos, de nossa civilização é uma possibilidade real. Basta uma guerra nuclear. E a amontoação de agressividade no mundo parece preparar isso mesmo. Ao mesmo tempo, acreditamos menos nas belas utopias. Ficamos céticos diante da evolução do mundo e da sociedade. Porém, para o cristão, isso não pode ser uma razão de cruzar os braços. Ele tem uma razão de existir e de agir: a palavra de Cristo, que é uma utopia aqui e agora: a doação que nunca se dá por satisfeita. Fim de civilização ou não – isso não importa tanto para nós. Temos um programa que é sempre válido. E pode desabar o mundo, o que tivermos feito em obediência à palavra de Cristo é bem feito para sempre. Este é o mistério da alegria inesgotável do cristão.

MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO

Jesus vivia num tempo de apocaliptismo. Esperava-se uma intervenção de Deus, talvez por meio do Messias, para substituir este mundo ruim por “um mundo novo muito melhor”. Qualquer acontecimento um tanto fora do comum era interpretado como sinal de que “estava para acontecer”... É como quem está no ponto do ônibus: em qualquer veículo maior aparecendo na curva pensa reconhecer “seu ônibus”...

As pessoas dificilmente suportam a incerteza quanto ao futuro. O ser humano precisa de uma referência estável. Jesus no-la oferece. Depois de ter evocado as imagens que seus contemporâneos usam a respeito do fim do mundo, ele afirma: “Minha palavra não passará” (evangelho). Em meio a tudo que pode caducar, sua palavra está firme, como baliza e ponto de referência em nossa vida e em nossa história, enquanto as grandezas históricas esvaecem como a neblina diante do sol. Depois dos sonhos do progresso ilimitado, o mundo toma consciência de que talvez esteja cavando seu próprio túmulo. O progresso traz desmatamento, desertificação, poluição ambiental. Nos países ricos faltam nascimentos, nos pobres, comida para os que nascem. Mas, em vez de reagir com responsabilidade, impondo-se os devidos limites, muitos respondem com irresponsabilidade. “Aproveitemos, pois amanhã tudo acaba”. Esse é o lado apocalíptico da sociedade de consumo. A sociedade assiste como que de camarote à própria destruição.

No meio disso a palavra de Jesus é referência firme. É palavra de amor e fidelidade até o fim. Por causa disso, nunca passa. Supera o fim do mundo. É amor sem fim. Ainda que passem TV, internet, programas espaciais... o amor fraterno nunca sai de moda. Ainda que não possa mais pagar a gasolina do meu carro particular, nunca serei dispensado de visitar meu irmão necessitado. Ainda que fechem todos os supermercados, nunca poderei fechar a mão para o pobre. O que Jesus ensinou e mostrou sempre terá sentido. É a aplicação mais segura que existe. Se aplico minha vida neste sentido, posso dormir tranquilo. O que Jesus ensina não é roído pela inflação.

Costumamos imaginar o definitivo e o eterno como vida depois da morte, ressurreição futura (1ª leitura). Mas, na realidade, nossa ressurreição já começou na medida em que nossa vida está unida à de Cristo, que ressuscitou. A vida que dura não é a das células do corpo, mas a da comunhão com Deus. A ressurreição de Jesus é a amostra segura dessa vida: quem segue Jesus, já está encaminhado para essa vida que não tem limite, por ser a vida de Deus mesmo. Jesus não perde a validade. Observando sua palavra e vivendo sua prática de vida já estamos vivendo a vida sem fim que se manifestou na ressurreição de Jesus.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

Sou eu alguém que procura contribuir para que muitos cheguem mais facilmente a Deus (Dn 12,3)? Ou, por meu agir, contribuo para que reine no mundo a injustiça, a maldade, o erro?

Como a parúsia do Senhor influencia minha vida e a de minha comunidade já agora?

Sei/sabemos ler os sinais da minha/nossa história à luz da Palavra de Deus, à luz de sua morte, caminho para a glória?


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Sugestões para a homilia

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Sugestões para a homilia

VIGIAI E ORAI EM TODO O TEMPO (Lc 21, 30)

As coisas visíveis são passageiras e as invisíveis são eternas. «O Céu e a terra passarão…» (Ev.) As palavras de Deus não passarão. O nosso destino está nas mãos de Deus. Deus é a nossa esperança e o nosso auxílio. Viver na Sua presença é condição de paz, tranquilidade e alegria plena.

Vigiar e orar, para não perder de vista as verdades consoladoras da filiação divina, da providência amorosa de Deus, da sua divina presença.

«O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela ‘desolação’ e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília» (Catecismo da Igreja Católica, 672).

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na Sua glória está iminente, mesmo que não nos pertença «saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a Sua autoridade» (Act. 1, 7).

«Quando vier; no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos, Cristo glorioso há-de revelar a disposição secreta dos corações, e dará a cada um segundo as suas obras e segundo tiver aceite ou recusado a graça.» (Catecismo da Igreja Católica, 682).

«A nós, pois, resta-nos vigiar e viver no amor a Deus e aos nossos irmãos. No último dia, Jesus dirá: ‘Sempre que o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’ (Mt 25, 40).

Mas, como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que no termo da nossa vida sobre a terra, que é só uma (cfr. Hebr. 9,27), mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os eleitos (cfr. Mt. 25, 51-46), e não sejamos lançados, como servos maus e preguiçosos (cfr. Mt. 25,26), no fogo eterno (cfr. Mt. 25,41), nas trevas exteriores, onde ‘haverá choro e ranger de dentes’ (Mt. 22,13; 25, 30).» (Const. Lumen gentium, n. 48).

Vigilância e oração: «Na oração (Mc 1, 15), o discípulo vela, atento Aquele que é e que vem, na memória da sua primeira vinda na humildade da carne e na esperança da sua segunda vinda na glória. Em comunhão com o Mestre, a oração dos discípulos é um combate; é vigiando na oração que não se cai na tentação.» (Catecismo da Igreja Católica, n. 2612)

Foi pela oração que Jesus venceu o tentador (Mt 4, 1-11). A vigilância é a guarda do coração. A perseverança final será fruto da vigilância e da oração: «Olhai que vou chegar como um ladrão: feliz de quem estiver vigilante». (Ap 16, 15).


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 33º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Para Deus, não há passado nem futuro, há um eterno presente. Quando Jesus fala do seu regresso, coloca-o no hoje da sua Igreja. Eis porque, quando escreve o seu Evangelho, Marcos dirige-se a uma comunidade provada pelas perseguições, sem dúvida tentada pelo desespero, pela dúvida. Trata-se, pois, de redizer que Cristo, vitorioso da morte na manhã de Páscoa, é sempre vitorioso sobre todas as forças do mal. O seu regresso será, então, a manifestação do seu esplendor e do seu poder amoroso sobre as forças da morte. Para reavivar a sua esperança, os crentes são convidados a perscrutar os sinais que fazem ver que o Senhor voltará. A esperança dos cristãos manifesta-se em cada Eucaristia, quando afirmam que Cristo veio, vem e virá.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
"Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas". O fim do mundo? Qual o sentido destas palavras? É preciso olhar mais de perto... O nosso mundo está criado. Ele não existiu sempre como o conhecemos. A terra conheceu transformações profundas e conhecerá outras, certamente. Aparece a vida, a morte, o desconhecido que mete medo... À sua própria maneira e inspirado por um modo particular de falar, o género apocalíptico, Jesus exprime esta realidade muito concreta do fim de todas as coisas. Mas não fica por aí. Estes cataclismos precederão a sua vinda com grande poder e com grande glória. E dá a comparação da figueira... Não se trata de uma realidade que reenvia à destruição e à morte, mas à vida, no seu aspecto de nascimento, de alegria, de luz. As forças da morte não terão a última palavra. O exemplo de Cristo na cruz... onde se revela o poder do amor de seu Pai. Doravante, pela fé, podemos ver o mal misteriosamente habitado por este amor. Os sobressaltos do cosmos e da história são as primícias, dolorosas sem dúvida, de uma transformação, de um nascimento que desembocará na luz da Vida.

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Virados para a vinda de Cristo... Os extractos da Escritura proclamados neste domingo recordam-nos que este momento virá e que nós não conhecemos nem o dia nem a hora... A convite destes textos, porque não suscitar diálogo e debate sobre este tema?
Estou pronto? Estou pronta? À margem da dimensão escatológica da fé coloca-se a questão da vigilância, à qual o Advento nos interpelará de uma maneira forte. Cristo diz que ninguém conhece o momento do seu regresso... Perguntemo-nos, então, se estamos preparados para este encontro...

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: É bom para nós estar com Deus, fazer do Senhor o nosso refúgio. Se Deus está connosco, quem contra nós? A comunhão sacramental tem este maravilhoso efeito: reforça a nossa união com Cristo e é penhor de glória futura.

Sl 72, 28
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro a nossa fé no Deus verdadeiro. Ele é Pai de infinita bondade e fidelíssimo às Suas promessas. Só Ele tem palavras de vida eterna.


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HOMILIAS FERIAIS

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TEMPO COMUM

33ª SEMANA

2ª Feira 19-XI: A sedução dos costumes pagãos.

1 Mac 1, 10-15. 41-43. 54. 57. 62-64 / Lc 18, 25-43
Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs que nos rodeiam pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Se nos esquecemos que há uma vida eterna é muito fácil deixar-nos arrastar pelos costumes pagãos que nos rodeiam (Leit): são atraentes, prometem vida fácil, proporcionam muitos prazeres, não trazem compromissos, etc. No entanto, naqueles ambientes, «muitos permaneceram firmes… aceitaram a morte» (Leit). O mesmo nos pede Deus nos tempos actuais. Pedimos-lhe igualmente, como o cego de Jericó: «Que veja, Senhor» (Ev). Pedimos para ver as pessoas e acontecimentos com olhos de eternidade.

3ª Feira, 20-XI: Fidelidade e conversão.

2 Mac 6, 18-31 / Lc 19,1-10
Eleazar morreu, deixando, não só aos jovens, mas também à maioria da sua raça, um exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude.

Nas Leituras de hoje temos dois exemplos de homens de comportamento exemplar. O primeiro, Eleazar, sofreu cruéis tormentos no seu corpo, mas com prazer na sua alma (Leit), por ser fiel ao cumprimento da vontade de Deus. O segundo, Zaqueu, deu aos pobres metade dos seus bens e restituiu quatro vezes mais aqueles a quem tinha causado prejuízo (Ev), pois ele era chefe dos publicanos e pessoalmente rico. O arrependimento e a conversão são precedidos do encontro com Jesus.

4ª Feira, 21-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-33
Mal subiram para o barco, o vento amainou. E os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus.

Dedicação destas Basílicas é um dia para termos especialmente presentes os dois principais Apóstolos de Cristo. A tempestade no lago (Ev) simboliza os ataques à Igreja, que continuarão até ao fim dos séculos. Pedimos ao Senhor o mesmo que S. Pedro: Salva-nos, Senhor, destes ataques. O exemplo de Paulo, prisioneiro em Roma (Leit), ajuda-nos a não ter receio de dar testemunho da Boa Nova, apesar das circunstâncias adversas

5ª Feira, 22-XI: Fidelidade e correspondência às graças de Deus.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44
(Matatias): Eu e os meus filhos e os meus parentes seguiremos a Aliança dos nossos antepassados.

Matatias recebeu ofertas vantajosas para apostatar, mas manteve-se fiel ao seu Deus e teve que fugir, juntamente com a sua família e muitos judeus, para o deserto (Leit). Pelo contrário, os habitantes da cidade de Jerusalém não corresponderam à presença de Jesus e às suas graças, o que causou uma grande pena: «Jesus chorou à vista da cidade» (Ev). O Senhor também passa muitas vezes junto de nós e vamos corresponder melhor a esses momentos, para não lhe causarmos desgosto.

6ª Feira, 23-XI: Bom comportamento dentro do templo.

1 Mac 4, 36-37. 52-59 / Lc 19, 45-48
Jesus entrou no Templo, começou a expulsar os vendedores.

Judas Macabeu e os irmãos foram purificar o Lugar Santo e fazer a dedicação (Leit). Do mesmo modo, Jesus fez uma limpeza do Templo que estava cheio de vendedores (Ev). O templo (a igreja) é um lugar de oração. Procuremos evitar todas as conversas inúteis, vivamos esses momentos com espírito de recolhimento, falemos apenas com Deus. Sendo a nossa alma também templo de Deus, expulsemos tudo o que não é digno da presença de Deus.

Sábado, 24-XI: Apresentação de Nossa Senhora:

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-50
Neste dia celebramos, juntamente com a dedicação da igreja de Santa Maria a Nova, a dedicação de Nossa Senhora a Deus.

Procuremos fazer diariamente o oferecimento das nossas obras e de nós mesmos a Deus, imitando o oferecimento de Nª Senhora: Eis aqui a serva do Senhor. E procuremos cumprir a sua vontade: «todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos Céus, é que é meu irmão, minha irmã e minha Mãe» (Ev). Nossa Senhora assim o fez: Faça-se em mim segundo a vossa Palavra.

Celebração e Homilia: ALFREDO MELO
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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