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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


27.09.2020
SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA
26º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Cristo nos indica o caminho para aceitar a vontade do Deus nas nossas vidas. O Senhor ama o coração que o acolhe com generosidade e que, mediante tal encontro, transforma seu modo de ser. Neste dia mundial da Bíblia, encontremo-nos com Jesus, Palavra Eterna do Pai.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! O Senhor nos reúne no seu amor para nos oferecer o dom da salvação. Aproximemo- nos dele com humildade, reconhecendo que tantas vezes lhe fomos infiéis e não demos atenção ao seu convite para anunciarmos o Evangelho a todos os que se sentem desanimados e sem esperança. Que esta celebração, nos ajude a assumir com amor e dedicação a missão que o Senhor nos confiou.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: As três parábolas lidas nos evangelhos deste e dos dois domingos seguintes, tratam de um único tema: a rejeição do povo judeu que não quis escutar Jesus e a sua substituição pelos pagãos. Ninguém é marginalizado por Deus. A parábola dos dois filhos justifica a posição do Cristo diante dos "desprezados", esta nova categoria de pobres. Cristo dirige a parábola aos sumos sacerdotes e anciãos, como faz, com outra do mesmo teor, aos fariseus; replica a todos os que se escandalizam com sua predileção pelos pecadores, dizendo-lhes que estes estão mais próximos da salvação do que os que se consideram justos; entra em casa de em casa de Zaqueu, que durante anos usurpou os vencimentos de todos, deixa que uma prostituta lhe lave os pés, protege a adúltera contra os "puros" que a queriam apedrejar. Sua vida deixa a Deus a possibilidade de manifestar-se como cerdadeiramente é. Essas situações revelam, no fundo, a liberdade de Deus. A parábola se dirige, pois, aos que se fecham para a Boa-nova, aos que não querem reconhecer a identidade de Deus em nome da própria justiça e se consideram pagos por sua própria suficiência. Vamos hoje com sinceridade de coração, nos abrir para conhecer e aceitar verdadeiramente a presença de Deus em nossas vidas através de Jesus Cristo.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/27-de-setembro-de-2020---26-tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_46_-_26o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
A VERDADEIRA OBEDIÊNCIA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Sentir como Jesus para fazer a vontade do Pai

Esta liturgia nos convida a refletir sobre o compromisso de realizar a vontade de Deus em nossa vida, e isso consiste no empenho pela construção de um mundo justo e fraterno, o que corresponde ao Reino dos céus proposto por Jesus. Para tanto, é necessário abrir-se à conversão e adotar os mesmos sentimentos de Jesus, ou seja, viver à sua maneira, fazendo as mesmas opções que ele fez com humildade, espírito de obediência ao Pai e sensibilidade pelas necessidades do próximo. Todas as pessoas, em todas as épocas, são convidadas a abraçar esse projeto de vida, embora sejam livres para responder positiva ou negativamente. É importante que as escolhas sejam feitas com liberdade e consciência, para que cada pessoa possa assumir com responsabilidade as respetivas consequências. O Reino dos céus possui uma dinâmica própria que independe de nossas convicções pessoais. Para fazer parte dele e ajudar a construí-lo, é necessário assimilar bem essa dinâmica. Por isso, conversão e responsabilidade são palavras-chave nesta liturgia.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum deixa claro que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção desse mundo novo de justiça e de paz que Deus sonhou e que quer propor a todos os homens. Diante da proposta de Deus, nós podemos assumir duas atitudes: ou dizer "sim" a Deus e colaborar com Ele, ou escolher caminhos de egoísmo, de comodismo, de isolamento e demitirmo-nos do compromisso que Deus nos pede. A Palavra de Deus exorta-nos a um compromisso sério e coerente com Deus - um compromisso que signifique um empenho real e exigente na construção de um mundo novo, de justiça, de fraternidade, de paz.

Na primeira leitura, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

O Evangelho diz como se concretiza o compromisso do crente com Deus... O "sim" que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas; mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que "dá boa impressão", que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas é aquele que cumpre na realidade da vida a vontade de Deus.

A segunda leitura apresenta aos cristãos de Filipos (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) o exemplo de Cristo: apesar de ser Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A VERDADEIRA RELIGIÃO

Dirigida às autoridades, sacerdotes e anciãos do povo, a parábola do Evangelho de hoje revela quem aceita Jesus e quem o rejeita. Os dois filhos agem de forma diferente daquilo que responderam ao pai: um respondeu “não”, mas depois foi; o outro respondeu “sim”, mas depois não foi. Pergunta desafiadora do Mestre: qual fez a vontade do pai? Resposta das autoridades: aquele que agiu conforme o pai havia pedido.

Religião não é feita só de palavras, mas sobretudo de ação, de vivência, de prática. O papa Francisco adverte sobre “cristãos papagaios”, que só falam em religião, mas não a vivem. Não basta dizer “Senhor, Senhor”, mas é preciso cumprir a vontade do Pai para entrar no Reino. Uma religião que se limite ao cumprimento de rituais e não trilhe o caminho da justiça não leva ao seguimento de Jesus. Diante dessa parábola, poderíamos perguntar: para que serve a religião?

Tradicionalmente, afirma-se que religião quer dizer “religar-se com a divindade”. Essa definição, porém, pode dar a ideia de que ela não deveria se preocupar com o que ocorre no mundo. O Vaticano 2º procurou abrir a Igreja para o mundo e não deixá-la fechada em si mesma. O papa insiste muito nisso. Algumas “frestas nas janelas da instituição se abriram para os ventos do Espírito”, trazendo a Boa-nova do Evangelho. No entanto, não faltam os que tentam fechar essas frestas, considerando-as nocivas.

Na era das imagens, em muitos ambientes há o sério risco de a religiosidade católica se reduzir ao estético: batinas, roupas clericais medievais, correntes, véus… Nada disso parece ajudar a viver o Evangelho da justiça e da transformação. Empenhar-se pelo direito dos pobres, em sintonia com as bem-aventuranças, em alguns círculos soa quase uma ironia.

Jesus diz que “os cobradores de impostos e as prostitutas”, abrindo-se à misericórdia de Deus, precederão, no Reino, aos que vivem de forma farisaica. A parábola de hoje quer nos levar a refletir sobre nossa maneira de viver a religião e a visão que temos do Reino de Deus. Os dois filhos podem representar cada um de nós, que alternamos momentos de compromisso com o projeto de Jesus com momentos de fraqueza, indiferença e até crítica à proposta do Mestre.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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FAZER A VONTADE DO PAI

Jesus apresenta ao grupo daqueles que constituíam as lideranças religiosas do seu tempo – sacerdotes e anciãos – uma parábola em que se identificam duas categorias de pessoas: aquelas que cumprem a vontade de Deus, mesmo que inicialmente tenham se recusado a fazê-lo, e aquelas que, embora tenham dito “sim” a Deus, se afastam de seu compromisso e não honram a palavra dada.

Com essa parábola, Jesus ensina que a essência da vida cristã consiste no compromisso verdadeiro com o projeto que Deus mesmo vem nos revelar, o qual não se resume a palavras ditas ao vento ou, melhor dizendo, a uma religiosidade de ritos e práticas sem influência na vida concreta. Quantas pessoas, mesmo não tendo uma vida religiosa fervorosa em virtude de diversas circunstâncias, vivem práticas de caridade fraterna segundo o espírito cristão!

Jesus nos dá o exemplo de uma vida de doação, pois ele “esvaziou-se de si mesmo”, assumiu a condição humana em toda a sua fragilidade, para estar ao lado dos mais pobres e necessitados – bem-aventurados no Reino de Deus. Assim, todo aquele que se coloca no caminho do discipulado cristão também é chamado a assumir o mesmo compromisso: os valores do Evangelho.

Trata-se de um empenho que envolve toda a pessoa, que é sempre capaz de dizer “sim” ao projeto de Deus, em profunda disponibilidade para a ação do Espírito e para o cuidado com os irmãos e irmãs. As práticas religiosas e devocionais nos ajudam a crescer na fé e estar em comunhão com Deus, mas são as obras, o modo concreto de viver conforme o Evangelho, que revelam o verdadeiro cristão.

Diz a sabedoria popular que não é placa de Igreja que salva. De fato, ao responder à elite religiosa – não somente com a parábola da liturgia de hoje, mas com toda a sua vida, profundamente humana –, Jesus ensina que o caminho da salvação se constrói não com palavras ou práticas religiosas vazias, mas com ações e gestos concretos: justiça, misericórdia, compaixão.

Os verdadeiros seguidores que Jesus espera são aqueles que assumem seu projeto de vida e praticam as obras que ele ensina. Neste grupo não se encontram os “perfeitos” aos olhos do mundo, mas aqueles que são capazes de ouvir a voz do Mestre e trilhar os caminhos por ele indicados. Por isso, nossa prece ecoa a oração do salmista: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos…”.

Pe. Silvio Ribas, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Convidados à obediência ao Senhor, abramos o coração para que sua vontade seja feita em nossa vida e seu Reino se torne cada vez mais presente entre nós, por meio das nossas ações e do amor que testemunhamos. Neste dia da Bíblia, queremos ser iluminados por essa Palavra que nos conduz e aprender do Pai a praticá-la no dia a dia.

LIÇÃO DE VIDA: Amar a Deus significa obedecer à sua vontade, praticando atitudes que manifestam o seu Reino.


RITOS INICIAIS

Dan 3, 31.29.30.43.42
ANTÍFONA DE ENTRADA: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

Introdução ao espírito da Celebração
Cumprir a vontade de Deus não significa ter uma prática mais ou menos ritual ou de legalidade. A vontade de Deus somente é efetuada quando satisfazemos o preceito do amor para com os nossos irmãos. Já paramos um pouco para pensar nas nossas atitudes? Serão verdadeiramente cristãs ou adoptaremos dupla posição? Estaremos em conformidade com esse mandamento ou fixámo-nos apenas na realização de alguns costumes ditos religiosos, mas ocos, que nada condizem com o verdadeiro cristianismo? Nós somos frágeis e nem sempre atuamos segundo a vontade de Deus, recolhamo-nos um pouco, estudemos a nossa vida do dia-a-dia e peçamos perdão ao Senhor pelas incoerências encontradas.

ORAÇÃO COLETA: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição:Nesta leitura, o profeta Ezequiel confronta o nosso modo de avaliar com a maneira como Deus procede. Deus pretende corrigir os nossos planos simplistas de qualificarmos as pessoas, ou de as fazermos joguetes da desventura. Este trecho ajudar-nos-á a vencer o fatalismo pagão e a adoptar com confiança as nossas responsabilidades.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Ezequiel 18,25-28

Leitura da profecia de Ezequiel. 18 25 Dizeis: “Não é justo o modo de proceder do Senhor. Escutai-me então, israelitas: ‘o meu modo de proceder não é justo? Não será o vosso que é injusto?’ 26 Quando um justo renunciar à sua justiça para cometer o mal e ele morrer, então é devido ao mal praticado que ele perece. 27 Quando um malvado renuncia ao mal para praticar a justiça e a eqüidade, ele faz reviver a sua alma. 28 Se ele se corrige e renuncia a todas as suas faltas, certamente viverá e não perecerá”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é tirada da secção do livro que contém uma série de oráculos contra Judá e Jerusalém (Ez 4 – 24. O profeta não se cansa de sublinhar a responsabilidade individual e a necessidade e o valor da conversão individual e a esperança na clemência divina; o pecador que se arrepende «há-de viver e não morrerá» (v. 28).

Dificuldade de entender Deus

A primeira leitura é tirada do livro atribuído a Ezequiel, conhecido como o “profeta da esperança”. Ele foi levado à Babilônia logo na primeira deportação, em 597 a.C., pelo exército de Nabucodonosor. Recebeu a vocação durante o exílio e cumpriu toda a sua missão profética junto ao povo exilado. Por isso, sua mensagem é predominantemente marcada pela esperança, mesmo empregando palavras duras conforme a necessidade. O trecho lido neste domingo, inserido na primeira parte do livro (Ez 1-24), corresponde à fase inicial da pregação do profeta e foi dirigido especialmente ao primeiro grupo de deportados, do qual ele mesmo fazia parte.

Tudo o que acontecia em Israel era atribuído a Deus: as coisas boas eram sinal de bênção, enquanto as ruins eram vistas como castigo pelos pecados do povo. Dessa forma, os primeiros deportados para a Babilônia imaginavam que o exílio fosse um castigo passageiro por alguma culpa coletiva do passado – pois, na época, se imaginava que o mal praticado pelos antepassados repercutisse em seus descendentes –, mas em breve retornariam à terra. Mesmo assim, queixavam-se de Deus, julgando-o injusto.

O profeta, no entanto, pensa diferente e adverte o povo, denunciando a mentalidade equivocada: não era a conduta de Deus que estava errada, mas o próprio povo, com suas escolhas e infidelidades (v. 25). O exílio era de fato consequência dos erros e escolhas equivocadas, mas cada pessoa, particularmente, era responsável pela situação; não tinha sentido pôr a culpa nos outros. Além disso, a situação dramática experimentada era oportunidade para o arrependimento e mudança de comportamento: se a injustiça e o mal praticado geram morte, a prática da justiça gera vida (vv. 26-27).

A conclusão do texto é um alento à esperança e um convite à conversão (v. 28): quem faz a passagem da injustiça para a justiça recebe o perdão de Deus e sentido para a vida. Aqui, o profeta não está propondo uma teologia retributiva, mas convidando o povo à consciência sobre a responsabilidade individual. Deus oferece a oportunidade para essa passagem, e cada ser humano é livre para escolher. E a vontade de Deus é que todos escolham e vivam a justiça.

AMBIENTE

Ezequiel, o "profeta da esperança", exerceu o seu ministério na Babilónia no meio dos exilados judeus. O profeta fez parte dessa primeira leva de exilados que, em 597 a.C., Nabucodonosor deportou para a Babilónia.

A primeira fase do ministério de Ezequiel decorreu entre 593 a.C. (data do seu chamamento à vocação profética) e 586 a.C. (data em que Jerusalém foi conquistada uma segunda vez pelos exércitos de Nabucodonosor e uma nova leva de exilados foi encaminhada para a Babilónia). Nesta fase, o profeta preocupou-se em destruir as falsas esperanças dos exilados (convencidos de que o exílio terminaria em breve e que iam poder regressar rapidamente à sua terra) e em denunciar a multiplicação das infidelidades a Jahwéh por parte desses membros do Povo judeu que escaparam ao primeiro exílio e que ficaram em Jerusalém.

A segunda fase do ministério de Ezequiel desenrolou-se a partir de 586 a.C. e prolongou-se até cerca de 570 a.C. Instalados numa terra estrangeira, privados de Templo, de sacerdócio e de culto, os exilados estavam desiludidos e duvidavam de Jahwéh e do compromisso que Deus tinha assumido com o seu Povo. Nessa fase, Ezequiel procurou alimentar a esperança dos exilados e transmitir ao Povo a certeza de que o Deus salvador e libertador não tinha abandonado nem esquecido o seu Povo.

Até esta altura, Israel refletia a sua relação com Deus em termos coletivos e não em termos individuais. A catequese de Israel considerava que a Aliança tinha sido feita, não com cada israelita individualmente, mas com toda a comunidade. Assim, as infidelidades de uns (inclusive dos antepassados) traziam sofrimento e morte a toda a comunidade; e a fidelidade de outros (inclusive dos antepassados) era fonte de vida e de bênção para todos.

Os exilados liam à luz desta perspectiva teológica o drama que tinha caído sobre eles. Consideravam que eram justos e bons, que não tinham pecado e que estavam ali a expiar os pecados de toda a nação. Havia até um refrão muito repetido por esta altura: "os pais comeram as uvas verdes, mas são os dentes dos filhos que ficam embotados" (Ez 18,2b).

Parece ser uma reprovação velada à ação de Deus que, na perspectiva da teologia da época, fez dos exilados o bode expiatório de todas as infidelidades da nação. É justo, isto? Está certo que os justos paguem pelos pecadores?

É a estas questões que o profeta Ezequiel vai tentar responder.

MENSAGEM

Na verdade, os membros do Povo de Deus que estão exilados na Babilónia não podem "sacudir a água do capote" e presumir de justos e inocentes: não há justos e inocentes neste processo, uma vez que todos, sem exceção, são responsáveis por atitudes de infidelidade a Jahwéh e de desrespeito pelos seus mandamentos. Fará algum sentido que os exilados acusem Jahwéh de ser injusto, depois de terem violado sistematicamente a aliança e terem cometido tantos pecados e infidelidades (vers. 25)?

Para além disso, Israel não pode continuar a esconder-se atrás de uma responsabilidade coletiva, que implica todos, mas não responsabiliza ninguém. Chegou a altura de cada membro do Povo de Deus se sentir pessoalmente responsável diante de Deus pelas suas ações e pelos compromissos assumidos no âmbito da Aliança. Cada membro do Povo de Deus tem de descobrir que, quando fizer escolhas erradas e se obstinar nelas, sofrerá as consequências; e que quando abandonar os caminhos de egoísmo e de pecado e optar por Deus e pelos seus valores, encontrará a vida (vers. 26-28).

Significa isto que o pecado de um membro da comunidade não afeta os outros irmãos, membros da mesma comunidade? É claro que afeta. O pecado introduz sempre elementos de desequilíbrio, de desarmonia, de egoísmo, de ruptura, que atingem todos aqueles que caminham conosco... Mas o que Ezequiel aqui pretende sublinhar é que cada homem ou mulher tem de sentir-se pessoalmente responsável diante de Deus pelas suas opções e pelos seus atos.

Esta superação da mentalidade coletiva, dando lugar à responsabilidade individual, é um dos grandes progressos na história teológica de Israel. Doravante, o Povo aprenderá a reagir em termos individuais e não em termos de massa. Está aberto o caminho para uma Nova Aliança: uma Aliança que não é feita genericamente com uma comunidade, mas uma Aliança pessoal e interior, feita com cada crente.

ATUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:

• Antes de mais, a leitura convida-nos a tomar consciência de que um compromisso com Deus é algo que nos implica profundamente e que devemos sentir pessoalmente, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. No nosso tempo - no tempo da cultura do plástico, do "light", do efémero - há alguma tendência a não assumir responsabilidades, a não absolutizar os compromissos (no mundo do futebol e da política há até uma máxima que define a flutuabilidade, a incoerência, a contradição em que as pessoas se movem: "o que é verdade hoje, é mentira amanhã"). Mas, com Deus, não há meias tintas: ou se assume, ou não se assume. Como é que eu sinto esses compromissos que assumi com Deus no dia do meu Batismo e que ao longo da vida, nas mais diversas circunstâncias, confirmei? Trata-se de algo que eu levo a sério e que eu aplico coerentemente a toda a minha existência e às opções que faço, ou de algo que eu só me lembro quando se trata de fazer uma bonita festa de casamento na igreja ou de cumprir a tradição e batizar os filhos?

• O profeta Ezequiel convida-nos também a assumir, com verdade e coerência, a nossa responsabilidade pelos nossos gestos de egoísmo e de auto-suficiência em relação a Deus e em relação aos irmãos. Entre nós, no entanto, muitas vezes "a culpa morre solteira". Há homens e mulheres que não têm o mínimo para viver dignamente? A culpa é da conjuntura económica internacional... Há situações de violência extrema e de injustiça? A culpa é do governo que não legisla nem coloca suficientes polícias nas ruas... A minha comunidade cristã está dividida, estagnada e não testemunha suficientemente o amor de Jesus? A culpa é do Papa, ou do bispo, ou do padre... E a minha culpa? Eu não terei, muitas vezes, a minha quota-parte de responsabilidades em tantas situações negativas com que, dia a dia, convivo pacificamente? Eu não precisarei de me "converter"?

Subsídios:
1ª leitura: (Ez 18,25-28) Deus age certo, dando chances para a conversão e castigando a confiança temerária – Existia em Israel a ideia de que o pecado devia marcar para sempre o pecador, bem como sua descendência (18,2). Como porta-voz de Deus, Ezequiel rejeita esta ideia: Deus não castiga os pais nos filhos, mas castiga o justo que deixa seu caminho, e acolhe o pecador que se converte. Deus julga o homem conforme o que ele é e sinceramente quer ser, não conforme o que talvez ele tenha sido (18,21-29). Por isso exorta a todos: vale a pena converter-se (18,30-32). * Cf. Ez 33,11-13; Os 11,9; Mt 4,17.


Salmo Responsorial

Monição: Quando, em momentos de indecisão, não sabemos a melhor maneira de agir, poderemos rezar este salmo. Com ele suplicamos ao Senhor que nos auxilie a encontrar o Seu caminho e o rumo correto a preferir. Pensemos bem no conteúdo desta respeitosa oração.

SALMO RESPONSORIAL – 24/25

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e compaixão!

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação;
em vós espero, ó Senhor, todos os dias!

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão que são eternas!
Não recordeis os meus pecados quando jovem,
nem vos lembreis de minhas faltas e delitos!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
e sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão,
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça,
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Segunda Leitura

Monição: Esta segunda leitura constitui um persistente apelo à união e à caridade como imagem dos sentimentos e atitudes do próprio Jesus Cristo. Importa assimilá-lo e pô-lo em prática na nossa vida e nas nossas comunidades.

Filipenses 2,1-11 ou 1-5

Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses. 2 1 Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão, 2 completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. 3 Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. 4 Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros. 5 Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. 6 Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, 7 mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. 8 E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9 Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. 11 E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

É este um dos mais preciosos textos paulinos: o entranhável apelo à caridade – união fraterna e espírito de serviço – é alicerçado na humildade, a exemplo de Cristo, que, sem deixar de ser Deus, tomou a condição de servo, a fim de nos poder servir.

Ver notas supra, para a 2ª leitura da Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro).

Cultivar sentimentos e relações de ternura com os irmãos

Continuamos a leitura da carta aos Filipenses, iniciada no domingo passado. Essa é uma das cartas mais pessoais de Paulo, graças à intimidade existente entre ele e a comunidade.

Embora lá não houvesse sérios problemas doutrinários, a comunidade de Filipos não era perfeita. A cidade era uma colônia romana e a maior parte da sua população era composta de militares romanos aposentados que viviam com as respetivas famílias, muitas das quais convertidas ao cristianismo. Com o passar do tempo, uma mentalidade hierárquica e autoritária foi introduzida na comunidade cristã, comprometendo sua unidade. O trecho lido neste domingo denuncia essa situação.

Com muita delicadeza, certamente para não prejudicar a relação afetuosa que mantinha com a comunidade, Paulo exorta os filipenses a cultivar sentimentos e relações de ternura, concórdia e amor, para manterem a harmonia e a unidade (vv. 1-2). Em vista disso, recomenda também que sejam humildes e abandonem as rivalidades, a prepotência e o egoísmo (vv. 3-4). Enfim, Paulo pede que os cristãos da comunidade de Filipos tenham os mesmos sentimentos de Cristo (v. 5).

Para ilustrar sua exortação, o apóstolo insere na carta um hino que sintetiza a vida de Jesus, como exemplo a ser seguido pelos filipenses e pelos cristãos de todos os tempos (vv. 6-11). Esse hino, um dos mais ricos de todo o Novo Testamento, é verdadeiro compêndio de cristologia e é o coração de toda a carta. Provavelmente, era um cântico já utilizado na liturgia de algumas comunidades, especialmente nas celebrações de batismo.

A primeira parte do hino recorda o despojamento e a humilde obediência de Jesus: embora fosse possuidor da condição divina, assumiu a condição de escravo e aceitou até mesmo a morte de cruz (vv. 6-8); a segunda enfatiza a exaltação aos céus como resposta de Deus Pai à sua obediência e humilhação (vv. 9-11). Jesus Cristo, portanto, é o exemplo perfeito de quem faz a vontade de Deus Pai. Como cristãos, somos convidados a ter a mesma disposição; por isso, cabe-nos cultivar e alimentar os mesmos sentimentos dele.

AMBIENTE

Filipos, cidade situada no norte da Grécia, era uma cidade habitada maioritariamente por veteranos romanos do exército. Estava organizada à maneira de Roma e era uma espécie de Roma em miniatura. Os seus habitantes gozavam dos mesmos privilégios dos habitantes das cidades de Itália.

A comunidade cristã de Filipos foi fundada por Paulo no verão de 49, no decurso da sua segunda viagem missionária. Numa das estadias de Paulo na prisão (em Éfeso?), a comunidade enviou um dos seus membros para o ajudar e uma generosa quantia em dinheiro para prover às necessidades do apóstolo.

Apesar de ser uma comunidade viva, piedosa e generosa, a comunidade cristã de Filipos não era uma comunidade perfeita. O desprendimento, a humildade, a simplicidade, não eram valores demasiado apreciados entre os altivos patrícios romanos que compunham a comunidade.

É neste enquadramento que podemos situar o texto que esta leitura nos apresenta. Trata-se de um texto que, em termos literários, apresenta duas partes. A primeira (vers. 1-5), em prosa, contém recomendações concretas de Paulo aos Filipenses acerca dos valores que devem cultivar. A segunda (vers. 6-11), em poesia, apresenta aos Filipenses o exemplo de Cristo (trata-se, provavelmente, de um hino pré-paulino, recitado nas celebrações litúrgicas cristãs e que Paulo integrou no texto da carta).

MENSAGEM

Na primeira parte (vers. 1-5), Paulo, em tom solene, pede aos altivos romanos que constituem a comunidade de Filipos que não se deixem dominar pelo orgulho, pela auto-suficiência, pela vaidade, pela ambição, que só provocam egoísmo e divisão. Recomenda-lhes que vivam unidos, que se amem e que sejam solidários, pois foi isso que Cristo, não só com palavras, mas com a própria vida, ensinou aos seus discípulos.

Na segunda parte (vers. 6-11), Paulo vai referir-se, com mais pormenor, ao exemplo de Cristo. Para apresentar esse exemplo, Paulo recorre, então, ao tal hino litúrgico, que celebrava a "Kenosis" ("despojamento") de Cristo e a sua exaltação.

Cristo Jesus - nomeado no princípio, no meio e no fim - constitui o motivo do hino. Dado que os Filipenses são cristãos, quer dizer, dado que Cristo é o protótipo a cuja imagem estão configurados, têm a iniludível obrigação de comportar-se como Cristo. Como é o exemplo de Cristo?

O hino começa por aludir subtilmente ao contraste entre Adão (o homem que reivindicou ser como Deus e lhe desobedeceu - cf. Gn 3,5.22) e Cristo (o Homem Novo que, ao orgulho e revolta de Adão responde com a humildade e a obediência ao Pai). A atitude de Adão trouxe fracasso e morte; a atitude de Jesus trouxe exaltação e vida.

Em traços precisos, o hino define o "despojamento" ("kenosis") de Cristo: Ele não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas aceitou fazer-Se homem, assumindo com humildade a condição humana, para servir, para dar a vida, para revelar totalmente aos homens o ser e o amor do Pai. Não deixou de ser Deus; mas aceitou descer até aos homens, fazer-Se servidor dos homens, para garantir vida nova para os homens. Esse "abaixamento" assumiu mesmo foros de escândalo: Ele aceitou uma morte infamante - a morte de cruz - para nos ensinar a suprema lição do serviço, do amor radical, da entrega total da vida.

No entanto, essa entrega completa ao plano do Pai não foi uma perda nem um fracasso: a obediência e entrega de Cristo aos projetos do Pai resultaram em ressurreição e glória. Em consequência da sua obediência, do seu amor, da sua entrega, Deus fez d'Ele o "Kyrios" ("Senhor" - nome que, no Antigo Testamento, substituía o nome impronunciável de Deus); e a humanidade inteira ("os céus, a terra e os infernos") reconhece Jesus como "o senhor" que reina sobre toda a terra e que preside à história.

É óbvio o apelo à humildade, ao desprendimento, ao dom da vida que Paulo faz aos Filipenses e a todos os crentes: o cristão deve ter como exemplo esse Cristo, servo sofredor e humilde, que fez da sua vida um dom a todos; esse caminho não levará ao aniquilamento, mas à glorificação, à vida plena.

ATUALIZAÇÃO

Para reflexão, podem considerar-se as seguintes indicações:

• Os valores que marcaram a existência de Cristo continuam a não ser demasiado apreciados em muitos dos nossos ambientes contemporâneos. De acordo com os critérios que presidem ao nosso mundo, os grandes "ganhadores" não são os que põem a sua vida ao serviço dos outros, com humildade e simplicidade, mas são os que enfrentam o mundo com agressividade, com auto-suficiência e fazem por ser os melhores, mesmo que isso signifique não olhar a meios para passar à frente dos outros. Como pode um cristão (obrigado a viver inserido neste mundo e a ser competitivo) conviver com estes valores?

• Paulo tem consciência de que está a pedir aos seus cristãos algo realmente difícil; mas é algo que é fundamental, à luz do exemplo de Cristo. Também a nós é pedido um passo em frente neste difícil caminho da humildade, do serviço, do amor: será possível que, também aqui, sejamos as testemunhas da lógica de Deus?

Subsídios:
2ª leitura: (Fl 2,1-11 ou 2,1-5) Imitar o despojamento de Cristo – Viver conforme o evangelho de Cristo (1,27; cf. dom. pass.) significa: ter a mentalidade de Cristo (2,5), dar maior importância a seu irmão do que a si mesmo (2,3). Cristo mesmo dá o exemplo, servo até a morte, esvaziando-se por nós (hino de Fl 2,6-11; cf. o Servo Padecente de Is 53). Este servo é aclamado com o título divino de “o Senhor” (tradução grega do nome de Deus). * 2,1-4 cf. 1Cor 1,10; Gl 5,26 * 2,6-7 cf. Jo 1,1-2; 17,5; Cl 1,15-20; Hb 1,3-4; 2,10-11 cf. Is 45,23; Ap 5,3; Rm 10,9; 1Cor 12,3.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam a minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar! (Jo 10,27)

Evangelho

Monição: Para Jesus não existe povo anónimo. Ele conhece cada um de nós pelo nome. Ao ouvirmos a Sua voz devemos escutar o Seu chamamento e segui-l’O sem indecisão, conforme as promessas feitas quando fomos batizados.

Mateus 21,28-32

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! 21 28 Disse Jesus: "Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha’. 29 Respondeu ele: ‘Não quero’. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. 30 Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: ‘Sim, pai!’ Mas não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai?" "O primeiro", responderam-lhe. E Jesus disse-lhes: "Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus! 32 João veio a vós no caminho da justiça e não crestes nele. Os publicanos, porém, e as prostitutas creram nele. E vós, vendo isto, nem fostes tocados de arrependimento para crerdes nele".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A parábola dos dois filhos, que é contada apenas no Primeiro Evangelho, pertence ao conjunto das controvérsias de Jesus com os judeus, que S. Mateus agrupa no ministério de Jesus em Jerusalém, capítulos 21-23, a partir de Mt 21, 23. A parábola visaria particularmente os fariseus, que se ufanavam da exata fidelidade à Lei, aqui representados pelo filho que diz «eu vou», mas que na realidade não faz a vontade de seu pai; também eles ficavam só em palavras e exterioridades. Jesus, por outro lado, põe em evidência que a conversão é possível e que os maiores pecadores, através da penitência, se podem tornar santos de primeira categoria. Para os fariseus, «os publicanos e as mulheres de má vida» (vv. 31-32) eram dos pecadores mais abomináveis. Note-se que nunca se nomeiam as prostitutas entre as pessoas que seguiam na companhia de Jesus, mas apenas se diz que «acreditaram» (v. 32) e irão diante dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo para o reino de Deus (v. 31), o que põe em evidência tanto o valor da conversão, como a misericórdia do coração de Cristo.

Fazer a vontade do Pai

Lemos, neste domingo, a segunda parábola exclusiva do Evangelho segundo Mateus que utiliza a imagem da vinha: a parábola dos dois filhos. Segundo o evangelista, quando Jesus conta essa parábola, já se encontra em Jerusalém, vivendo a última etapa do seu ministério.

Após uma entrada triunfante na grande cidade (Mt 21,1-11), logo começaram os conflitos com as autoridades religiosas que não aceitaram sua proposta de Reino dos céus, uma vez que a instauração desse Reino implicava verdadeira transformação da ordem vigente. É nesse contexto que se insere a parábola em pauta. Jesus estava ensinando no templo, e os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo questionaram com que autoridade ele fazia aquilo (Mt 21,23). A parábola, portanto, faz parte da resposta de Jesus a esse questionamento.

Embora, no contexto narrativo do Evangelho, os interlocutores de Jesus sejam as autoridades religiosas de Jerusalém, os principais destinatários da mensagem são, na verdade, seus discípulos e discípulas de todos os tempos. Como afirmamos no domingo passado, a vinha é uma imagem clássica, na tradição bíblica, para representar Israel, o povo de Deus (Is 5,1-7; Jr 2,21; 12,10; Os 10,1). Jesus aplica essa imagem ao Reino dos céus e, consequentemente, à comunidade cristã.

A parábola envolve três personagens: um pai e dois filhos (v. 28). O pai representa Deus, e os filhos a humanidade – até então dividida entre o povo eleito, Israel, e os pagãos, que compreendiam todas as categorias de pessoas marginalizadas. O pai lança a ambos os filhos a mesma proposta de ir trabalhar na vinha hoje (vv. 28b.30a); o indicativo temporal é importante, porque mostra a urgência de abraçar o projeto do Reino. As respostas dos filhos são diferentes, bem como as respetivas atitudes (vv. 29-30b). Um dos filhos diz “não” ao pai, mas muda de opinião e termina fazendo sua vontade; o outro diz “sim”, mas não cumpre o que prometera. A mudança de opinião do primeiro significa a conversão. A contradição do segundo representa a hipocrisia religiosa dos interlocutores de Jesus e serve de alerta para a comunidade cristã não repetir tal comportamento.

Após concluir a parábola, Jesus volta a interagir com seus interlocutores, denunciando os erros e contradições deles (vv. 31-32) e apresentando nova realidade: a precedência, no Reino dos céus, dos marginalizados pela religião, representados aqui pelos cobradores de impostos e prostitutas. Temos, portanto, séria advertência a quem se sente seguro de si e de suas práticas religiosas; uma denúncia contra quem vive uma religiosidade fundada em discursos e com pouco empenho na edificação do Reino. Por isso, é necessário abrir-se constantemente à conversão para acolher a novidade de Jesus.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto neste domingo situa-nos em Jerusalém, na etapa final da caminhada terrena de Jesus. Pouco antes, Jesus entrara em Jerusalém e fora recebido em triunfo pela multidão (cf. Mt 21,1-11); no entanto, o entusiasmo inicial da cidade foi sendo substituído, aos poucos, por uma recusa categórica em acolher Jesus e o seu projeto.

Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo - os líderes religiosos judaicos - aparecem como o motor da oposição a Jesus. Eles não estão dispostos a reconhecer Jesus como o Messias de Deus e a aceitar que Ele tenha um mandato de Deus para propor aos homens uma nova realidade - a realidade do Reino. Há uma tensão no ar, que anuncia a proximidade da paixão e da morte de Jesus.

No quadro que antecede o episódio que nos é hoje proposto - mas que está em relação direta com ele - os líderes judeus encontraram-se com Jesus no Templo; perguntaram-Lhe com que autoridade Ele agia e quais eram as suas credenciais (cf. Mt 21,23-27). Jesus respondeu-lhes convidando-os a pronunciarem-se sobre a origem do batismo de João. Os líderes judaicos não quiseram responder: se dissessem que João Batista não vinha de Deus, tinham medo da reação da multidão (que considerava João um profeta); se admitissem que o batismo de João vinha de Deus, temiam que Jesus lhes perguntasse porque não o aceitaram... Diante do silêncio embaraçado dos seus interlocutores, Jesus deu-lhes a entender que não tinha uma resposta para lhes dar, enquanto eles continuassem de coração fechado, na recusa obstinada da novidade de Deus (anunciada por João e proposta pelo próprio Jesus).

Na sequência, Jesus vai apresentar três parábolas, destinadas a ilustrar a recusa de Israel em acolher a proposta do Reino. Com elas, Jesus convida os líderes da nação judaica a refletir sobre a situação de "gueto" em que se instalaram e a reconhecerem o sem sentido das suas posições fixistas e conservadoras. O nosso texto é a primeira dessas três parábolas.

MENSAGEM

A parábola dos dois filhos ilustra duas atitudes diversas diante dos desafios e das propostas de Deus.

O primeiro filho foi convidado pelo pai a trabalhar "na vinha". A sua primeira resposta foi negativa: "não quero". No contexto familiar da Palestina do tempo de Jesus, trata-se de uma resposta totalmente reprovável, particularmente porque uma atitude deste tipo ia contra todas as convenções sociais... Enchia um pai de vergonha e punha em causa a sua autoridade diante dos familiares, dos amigos, dos vizinhos. No entanto, este primeiro filho acabou por reconsiderar e por ir trabalhar na vinha (vers. 28-29).

O segundo filho, diante do mesmo convite, respondeu: "vou, sim, senhor". Deu ao pai uma resposta satisfatória, que não punha em causa a sua autoridade e a sua "honra". Ficou bem visto diante de todos e todos o consideraram um filho exemplar. No entanto, acabou por não ir trabalhar na vinha (vers. 30).

A questão posta, em seguida, por Jesus, é: "qual dos dois fez a vontade do pai?" A resposta é tão óbvia que os próprios interlocutores de Jesus não têm qualquer pejo em a dar: "o primeiro" (vers. 31).

A parábola ensina que, na perspectiva de Deus, o importante não é quem se comportou bem e não escandalizou os outros; mas, de acordo com a lógica de Deus, o importante é cumprir, realmente, a vontade do pai. Na perspectiva de Deus, não bastam palavras bonitas ou declarações de boas intenções; mas é preciso uma resposta adequada e coerente aos desafios e às propostas do Pai (Deus).

É certo que os fariseus, os sacerdotes, os anciãos do Povo, disseram "sim" a Deus ao aceitar a Lei de Moisés... A sua atitude - como a do filho que disse "sim" e depois não foi trabalhar para a vinha - foi irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas, do ponto de vista do cumprimento da vontade de Deus, a sua atitude foi uma mentira, pois recusaram-se a acolher o convite de João à conversão. Em contrapartida, aqueles que, de acordo com o "política e religiosamente correto" disseram "não" (por exemplo, os cobradores de impostos e as prostitutas), cumpriram a vontade do Pai: acolheram o convite de João à conversão e acolheram a proposta do Reino que Jesus veio apresentar (vers. 32).

Lida no contexto do ministério de Jesus, esta parábola dava uma resposta àqueles que O acusavam de acolher os pecadores e os marginais - isto é, aqueles que, de acordo com as "convenções", disseram não a Deus. Jesus deixa claro que, na perspectiva de Deus, não interessam as convenções externas, mas a atitude interior. O que honra a Deus não é o que cumpre ritos externos e que dá "boa impressão" às massas; mas é o que cumpre a vontade de Deus.

Mais tarde, a comunidade de Mateus leu a mesma parábola numa perspectiva um pouco diversa. Ela serviu para iluminar a recusa do Evangelho por parte dos judeus e o seu acolhimento por parte dos pagãos. Israel seria esse "filho" que aceitou trabalhar na vinha mas, na realidade, não cumpriu a vontade do Pai; os pagãos seriam esse "filho" que, aparentemente, esteve sempre à margem dos projetos do Pai, mas aceitou o Evangelho de Jesus e aderiu ao Reino.

ATUALIZAÇÃO

Para a reflexão, ter em conta os seguintes desenvolvimentos:

• Antes de mais, a parábola dos dois filhos chamados para trabalhar "na vinha" do pai sugere que, na perspectiva de Deus, todos os seus filhos são iguais e têm a mesma responsabilidade na construção do Reino. Deus tem um projeto para o mundo e quer ver todos os seus filhos - sem distinção de raça, de cor, de estatuto social, de formação intelectual - implicados na concretização desse projeto. Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno. Tenho consciência de que também eu sou chamado a trabalhar na vinha de Deus?

• Diante do chamamento de Deus, há dois tipos de resposta... Há aqueles que escutam o chamamento de Deus, mas não são capazes de vencer o imobilismo, a preguiça, o comodismo, o egoísmo, a auto-suficiência e não vão trabalhar para a vinha (mesmo que tenham dito "sim" a Deus e tenham sido batizados); e há aqueles que acolhem o chamamento de Deus e que lhe respondem de forma generosa. De que lado estou eu? Estou disposto a comprometer-me com Deus, a aceitar os seus desafios, a empenhar-me na construção de um mundo mais bonito e mais feliz, ou prefiro demitir-me das minhas responsabilidades e renunciar a ter um papel ativo no projeto criador e salvador que Deus tem para os homens e para o mundo?

• O que é que significa, exatamente, dizer "sim" a Deus? É ser batizado ou crismado? É casar na igreja? É fazer parte de uma confraria qualquer da paróquia? É fazer parte da equipa que gere a Fábrica da Igreja? É ter feito votos num qualquer instituto religioso? É ir todos os dias à missa e rezar diariamente a Liturgia das Horas? Atenção: na parábola apresentada por Jesus, não chega dizer um "sim" inicial a Deus; mas é preciso que esse "sim" inicial se confirme, depois, num verdadeiro empenho na "vinha" do Senhor. Ou seja: não bastam palavras e declarações de boas intenções; é preciso viver, dia a dia, os valores do Evangelho, seguir Jesus nesse caminho de amor e de entrega que Ele percorreu, construir, com gestos concretos, um mundo de justiça, de bondade, de solidariedade, de perdão, de paz. Como me situo face a isto: sou um cristão "de registo", que tem o nome nos livros da paróquia, ou sou um cristão "de fato", que dia a dia procura acolher a novidade de Deus, perceber os seus desafios, responder aos seus apelos e colaborar com Ele na construção de uma nova terra, de justiça, de paz, de fraternidade, de felicidade para todos os homens?

• Nas nossas comunidades cristãs aparecem, com alguma frequência, pessoas que sabem tudo sobre Deus, que se consideram família privilegiada de Deus, mas que desprezam esses irmãos que não têm um comportamento "religiosamente correto" ou que não cumprem estritamente as regras do "bom comportamento" cristão... Atenção: não temos qualquer autoridade para catalogar as pessoas, para as excluir e marginalizar... Na perspectiva de Deus, o importante não é que alguém se tenha afastado ou que tenha assumido comportamentos marginais e escandalosos; o essencial é que tenha acolhido o chamamento de Deus e que tenha aceitado trabalhar "na vinha". A este propósito, Jesus diz algo de inaudito aos "santos" príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo: "os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o Reino de Deus". Hoje, que é que isto significa? Hoje, quem são os "vós"? Hoje, quem são os "publicanos e mulheres de má vida"?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 21,28-32) Os dois filhos: dizer e fazer – Em três parábolas, Mt desenvolve o tema dos “bons” que desconhecem a graça de Deus (cf. já a parábola dos operários, dom. passado): os dois filhos (21,28-32), os vinhateiros homicidas (21,33-43) e os convidados para o banquete (22,1-10). – A parábola dos dois filhos sugere a conclusão: o que importa não é dizer “sim” (formalismo), mas fazer “sim” (conversão, entrar no “caminho da justiça”, como os publicanos e as meretrizes que se converteram). * Cf. Lc 15,11-32; 7,29-30; 18,9-14; 19,1-12; 3,12.

***   ***   ***

Ao aproximar-se o fim do ano litúrgico acentuam-se os temas da conversão e da graça, enquanto se desenha com sempre maior nitidez a perspectiva final. Em Ez 18,25-28 (1ª leitura), Deus se defende da acusação de injustiça levantada contra seu modo de julgar; e confirma: quando um “justo” se desvia, ele se perde; quando um malvado se converte, ele se salva. Jesus expõe esse tema na parábola dos dois filhos, o do “sim, senhor”, que promete e não faz, e o do “não”, que se arrepende e faz... Qual dos dois faz o que seu pai deseja? O último. Então é este o justo de verdade: vai bem com Deus. E, para explicar mais uma vez que “os últimos serão os primeiros”, Jesus ensina aos “bons” (os fariseus) que os publicanos e as meretrizes os precederão no Reino, pois acreditaram na pregação de penitência de João Batista e se converteram, mas os fariseus não (evangelho).

Olhemos o caso do segundo filho, que diz “sim”, mas não vai. Para entender bem o evangelho de Mt, que continuamente opõe a graça do Reino ao cálculo autossuficiente dos fariseus, devemos colocar-nos na pele dos que se devem converter, os fariseus. Pois se achamos que já nos convertemos o bastante, estamos perdidos. É bom identificarmo-nos com os fariseus e deixar tinir os nossos ouvidos com as palavras que Jesus lhes dirige. Estamos acostumados a dizer “sim, senhor” a Deus e a todo mundo. Já fomos batizados sem o saber, fazemos de conta de acreditar tudo o que a Igreja diz etc.

O Papa manda, e nós obedecemos, mas quando é muito difícil, damos um jeito... Dizemos “sim”, mas fazemos o que nós queremos. Entretanto, há prostitutas que se prostituíram porque precisavam viver e os “bons” se prontificaram a usá-las. Há publicanos que vivem do suborno, porque há “bons” que usam seus serviços. Mas entre os publicanos e as meretrizes encontram-se os/as que, algum dia, descobrem que podem andar por outros caminhos e ser filhos e filhos de Deus tão bem como qualquer pessoa. Então, deixam a bebida e tornam-se bons pais de família e até pregadores na Assembleia de Deus...

Jesus repreende os “bons” porque não se converteram. E hoje, alguém está pregando a conversão para “os bons”? Talvez os profetas não estejam falando bastante claro. Os que optaram pelos pobres e marginalizados fogem do âmbito dos “bons cristãos” para não ter de enfrentar esse público! Mas, mesmo assim, “a voz do Batista” ainda não emudeceu. Os bons é que mais precisam de que se insista na sua conversão. Pois converter-se é mais difícil para eles do que para os pecadores reconhecidos. Converter-se significa que antes não se estava tão bem como parecia. Ora, para quem já perdeu a cara, é relativamente fácil reconhecer isso. Mas largar uma posição de estima significa entrar na incerteza... isso não é fácil para os “bons”. Mas que experimentem pelo menos!

O caso do primeiro filho se aplica aos pecadores patentes. Eles dizem “não” a Deus. Mas muitos deles – talvez por certa simplicidade de coração e por não terem o costume das falsas justificativas – são atingidos pela bondade de Deus e o desejo de lhe corresponder. E acabam fazendo sim!

2ª leitura incita a profunda conversão, a recebermos em nós o espírito de Jesus Cristo, que, em obediência ao plano do amor do Pai, se esvaziou por nós, tomando a figura do último dos homens. Se Jesus se esvaziou de sua justa glória divina, por que não nos esvaziaríamos de uma grandeza enganadora – a justiça que nos atribuímos aos nossos próprios olhos – ou de qualquer forma de grandeza passageira (bens materiais, honra, etc.), para sermos completamente doados aos nossos irmãos.

O espírito da liturgia de hoje acentua a “obediência”, que não significa submissão a rejeitável usurpação, mas dar “audiência” a quem o merece. Obediência legítima é sabedoria e justiça. E mais: se sabemos que Deus nos mostra um caminho incomparável (em Jesus Cristo), então, obedecer-lhe é o melhor que podemos fazer para nós mesmos e para nossos irmãos: obedecer por amor. Nesta hipótese, a obediência já não pode ser meramente formal, do tipo “sim, senhor”. Terá de ser um movimento do interior do nosso coração e mexer com nosso íntimo, exatamente como aconteceu àquele filho que, primeiro, não quis, mas depois sentiu a injustiça que estava cometendo em relação ao “Pai de bondade” e executou o que lhe fora pedido.

FORMALISMO RELIGIOSO E VERDADEIRO SERVIÇO A DEUS

Na 1ª leitura, Ezequiel ensina que o justo, quando se desvia, se perde, enquanto o pecador que corrige sua vida se salva. Jesus, no evangelho, denuncia a atitude dos supostos “justos”. Não se converteram à pregação de João Batista; os publicanos e as prostitutas, sim. Referindo-se a isso, Jesus faz uma comparação: o “bom filho” diz ao pai que fará, mas não faz; o filho rebelde diz que não fará, mas faz... Qual dos dois, então, é o verdadeiro “justo”?

Não adianta ter o rótulo de justo por causa de habitual bom comportamento e por dizer piedosamente “sim” a Deus. Importa fazer de fato o que Deus espera. E se fizermos o que Deus espera de nós, não importa que antes tenhamos sido pecadores. Fazendo o que Deus espera, o pecador torna-se justo; não o fazendo, o justo torna-se pecador. O “estar bem com Deus” nunca é “direito adquirido”. Não há lugares cativos no céu...

Um ladrão, acostumado desde o instituto de menores a viver de bens alheios, arrisca sua vida para salvar um banhista no mar; populares, não casados na Igreja, organizam uma vaquinha para ajudar uma família sem meios de sustento; um beberrão torna-se crente e deixa de beber, para sustentar melhor sua família. Pelo outro lado: padres e religiosos proclamam a “opção pelos pobres”, mas só tem tempo para os ricos e os inteligentes... Qual deles é o justo?

Apliquemos na prática o critério de discernimento que Cristo mesmo sugere na parábola: que é o que a pessoa diz e o que ela faz? Descobriremos com perspicácia o que é acomodação e o que é conversão, também em nós mesmos.

Importa reconhecer a justiça dos que não têm a fama, mas a praticam. E denunciar – para o bem deles e de todos ­– os que têm fama de justiça, mas não a praticam. Neste sentido, para ser fiel a Jesus, a comunidade cristã deve expulsar o formalismo religioso, que consiste em observar as coisas formais e exteriores da religião, sem fazer de verdade o que Deus espera de nós: a contínua conversão e a prática da justiça e da solidariedade para com o irmão.

Convém meditar neste sentido o que fez o filho por excelência, Jesus: não se apegou a privilégios de divindade, mas fez a vontade do Pai, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz (2ª leitura).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— A liturgia da Palavra deste domingo possui uma riqueza extraordinária, que não pode ser negligenciada na homilia. Todas as leituras convidam à conversão e à responsabilidade para viver uma vida religiosa autêntica, sem hipocrisia. Deus nos criou para fazermos sua vontade, o que não consiste em palavras e discursos bonitos, mas em gestos concretos de solidariedade e amor ao próximo. Recordar a comunidade de que ela só é cristã se nela são cultivados os mesmos sentimentos e atitudes de Jesus, sobretudo a humildade e o amor solidário que se traduz em serviço. Sendo o último domingo do mês da Bíblia, é importante convidar a assembleia a continuar o estudo e a leitura da Palavra de Deus durante todo o ano, pois, como luz para o nosso caminho, ela ajuda a conhecer e fazer a vontade do Pai.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

As incoerências religiosas

Nesta parábola dos dois filhos, hoje escutada, somos confrontados com posições muito reais que se podem encarar como a repetição das nossas próprias incoerências.

Descobrimos três pessoas: um pai e dois filhos. Naturalmente identificamos o pai com Deus; o primeiro filho com Israel, o povo eleito; o segundo com os gentios, os não pertencentes ao povo israelita, mas que se converteram e foram os primeiros a labutar na «vinha».

A parábola inicialmente pode parecer-nos perturbadora. Todavia, Jesus vem avaliar a nossa franqueza e a nossa lealdade. Ainda hoje Deus continua a ter dois filhos: na Igreja, nas nossas comunidades cristãs, no mundo… subsistem sempre os dois filhos. Uns solicitam o Batismo, dizem «sim», mas, logo, na vida real, o seu «sim» é mudado em muitos «nãos». Porém, existem muitas pessoas que nunca aceitaram claramente a Deus, mas na sua experiência diária amam o irmão, dedicam-se aos outros, praticam desprendidamente a caridade.

Sob uma fictícia teimosia, pode existir um verdadeiro amor que no instante próprio se exterioriza francamente. No oposto, certas formas de obediência podem constituir apenas desinteresse, por falta de amor autêntico. É o fato das pessoas que pronunciam sempre «sim», porque não são capazes de dizer «não»: verdadeiramente nunca passam das palavras às obras, não sentem necessidade de conversão.

A necessidade de conversão

Jesus, como desfecho da parábola, pôs em confrontação a disposição dos filhos do Povo Eleito com a dos pagãos. De igual modo, o profeta Ezequiel – como escutamos na primeira leitura – comparou o modo de julgar do povo israelita com a maneira como Deus procede. Ninguém acarreta os delitos dos outros. Pelo brado do profeta, Deus pretende repreender os esquemas simplistas com que, às vezes, classificamos sem recurso as pessoas, ou as fazemos joguetes das desgraças. Para Deus todo o homem, mesmo grande pecador, tem capacidade de se converter, como também aquele que se acha bom e justo, pode cair. O Senhor conhece-nos bem e espera que empreguemos conscientemente a nossa autonomia.

As palavras do profeta, confirmadas pelas sentenças de Jesus no final da parábola, são palavras fortes, que encerram uma denúncia sempre atual. Devemos pensar séria e autenticamente sobre elas, para ver qual é a nossa forma de agir: se copiamos os que se pensam bons e não fazem nenhuma tentativa por se converterem, ou se respeitosamente nos identificamos pecadores e com mansidão nos convertemos ao Senhor, consoante o apelo de S. Paulo.

O apelo de São Paulo

A segunda leitura vem fortalecer as duas leituras antecedentes. A comunidade de Filipos era admirável e Paulo vangloriava-se dela. Mas lá, como também acontece nas nossas melhores comunidades, havia a dificuldade da inveja entre cristãos. Existia quem desejasse distinguir-se, não olhando ao estilo como agia, pretendendo ter o encargo de alguma função a seus olhos relevante (a proclamação da Palavra durante as celebrações litúrgicas, a administração dos bens da comunidade, a organização da vida comunitária, a responsabilidade pelos cânticos…). É verdade que aspiravam a tais incumbências para ajudar os irmãos, mas também para afirmação própria, para mandar, para se exibirem.

Paulo, que sempre guardara muito afeto pelos Filipenses, pede-lhes que lhe dêem a imensa alegria de conviverem sem interesse, sem espírito de preponderância, mas unidos em efetiva caridade, não pretendendo o próprio proveito, mas o dos outros. O Apóstolo não se apraz em aconselhar: alude ao modelo, Jesus Cristo, e pede que nas relações recíprocas retratem a sensibilidade e maneiras de Jesus.

Tomara que com a reflexão destes textos, escritos há mais de dois mil anos, mas atuais, consigamos corrigir alguma postura menos correta que em nós ainda persista, a fim de sermos verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, presente através de cada um de nós, no mundo de hoje.


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 26º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
O rito penitencial poderá ser preparado com mais cuidado, para não ser vivido de maneira demasiado mecânica e rotineira. As intenções penitenciais podem ser ditas mais lentamente para melhor serem interiorizadas, os silêncios podem permitir a cada um entrar nesta atitude de conversão à qual nos chama o Senhor.

3. PALAVRA DE VIDA.
É sempre fácil fazer belas promessas e proferir belas declarações. O que conta são os atos. Quantas mães disseram ao seu filho de quando em vez: "Para de me dizer que gostas de mim... Prova-me!". Muitas vezes exprimimos a Deus a nossa confiança através de uma bela profissão de fé, muitas vezes reafirmamos-Lhe o nosso amor através de belas orações, mas Ele espera que Lhe manifestemos esta confiança e este amor. Não basta dizer os atos de fé, de esperança e de caridade. É preciso pôr em ação a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade. Então, seremos verdadeiros praticantes, pondo em prática o que ouvimos e vivemos na missa.

4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
O Salmo Responsorial. No interior da liturgia da Palavra, o salmo não é uma peça mestra, pois ele exprime a mensagem da primeira leitura. Mas é muitas vezes um tempo de meditação e de oração, é o caso de hoje. Não basta contentar-se em ler o salmo, é preciso lê-lo bem. Salmodiar este texto não é difícil, o cântico favorece a interiorização. O solista deve preparar-se muito bem para cantar o salmo, cujo refrão é cantado pela assembleia. Se alguém souber tocar flauta, poderá acompanhar a melodia do solista ou tocar algumas notas depois do refrão, antes de cada estrofe.

5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Tomar parte numa ação caritativa... Procuremos tomar a nossa quota-parte numa ação caritativa da paróquia, no bairro ou na cidade, um serviço particular a prestar nesta semana... Não temos a tendência, muitas vezes, de deixar que as equipas "especializadas" façam e, quanto a nós, ficarmos apenas no dizer?


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão: Que a comunhão do vosso Corpo, que vamos receber, nos auxilie a não nos atraiçoarmos a nós mesmos executando normas vazias de conteúdo, mas nos amplie a inclinação para acolher o dom de Deus sabendo-o pôr em prática no serviço generoso e desinteressado à nossa comunidade e a todos os irmãos.

Salmo 118, 9-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

Ou 1 Jo 3, 16
Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós; também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Fomos hoje convidados a converter a nossa forma de atuar como sendo o terceiro filho de que não fala a parábola. Esse filho é aquele que diz «sim» e vai mesmo trabalhar desapaixonadamente na vinha do Senhor. Que assim suceda no nosso dia-a-dia.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

26ª SEMANA

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..............................

Celebração e Homilia: ANTÔNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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