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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.10.2021
29º Domingo do Tempo Comum — ANO B
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)
Dia mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária
__ "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

CLIQUE AQUI E VEJA UMA APRESENTAÇÃO ESPECIAL SOBRE A LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA


(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

 

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Na comunidade dos discípulos de Jesus não tem lugar para a ambição, o poder e o domínio. O exemplo do Senhor é daquele que fez de sua vida uma grande oferta de serviço aos irmãos e irmãs. É esse o pensamento que deve inspirar as relações dentro da Igreja: estar a serviço.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, que graça o Senhor nos concedeu de nos reunirmos neste dia a Ele dedicado! Celebramos sua vitória sobre o pecado e a morte e que nos garantiu a Vida verdadeira! A Páscoa de Cristo é nossa páscoa, certeza de que as forças da morte já não prevalecem sobre nós.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17-de-outubro-de-2021---29---tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_45-b_-_57_-_29o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
JESUS VEIO PARA SERVIR E DAR SUA VIDA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Serviço e doação, sem ambição

A liturgia deste domingo é um alerta para que não sigamos tão facilmente nossa tendência natural à glória e à honra, nosso desejo de sermos considerados mais importantes que os outros. A liturgia nos conduz, assim, ao caminho do Servo de YHWH e do Cristo, sumo sacerdote, que partilha da experiência de dor, padecimento e serviço e não busca a exaltação.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum lembra-nos, mais uma vez, que a lógica de Deus é diferente da lógica do mundo. Convida-nos a prescindir dos nossos projetos pessoais de poder e de grandeza e a fazer da nossa vida um serviço aos irmãos. É no amor e na entrega de quem serve humildemente os irmãos que Deus oferece aos homens a vida eterna e verdadeira.

A primeira leitura apresenta-nos a figura de um "Servo de Deus", insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.
No Evangelho, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem "que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida", os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.

Na segunda leitura, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O PODER A SERVIÇO DA VIDA

Os discípulos ainda não haviam entendido a proposta do Mestre – mesmo após o terceiro anúncio da paixão que o esperava em Jerusalém. Diante da atitude de dois discípulos, que lhe pedem para ocupar lugar de destaque ao seu lado na glória – sendo acompanhados nessa pretensão pelos demais –, Jesus chama a atenção de todos sobre o perigo da ambição do poder e os ensina sobre o verdadeiro sentido do poder. Os discípulos têm em vista o poder e os privilégios que Jesus poderia lhes proporcionar.

Jesus foi tentado pelo diabo a dominar o mundo e conquistar o poder sobre os povos. Fortalecido pela Palavra de Deus, soube vencer a trama diabólica. Essa tentação é algo que acompanha a humanidade ao longo dos séculos. Muitos acabam entrando em tal lógica e procuram dominar e oprimir os outros, até mesmo incentivando o armamento. É o poder a serviço da opressão e da morte. O sonho de se elevar acima dos outros, ser mais que os outros, acompanha tristemente a trajetória do ser humano.

Jesus adverte que os chefes das nações as oprimem e os poderosos procuram dominar as pessoas. Entre vós, diz, não deve ser assim – e então desafia seus discípulos a seguir outro caminho: conquistar a grandeza mediante o serviço fraterno. O Mestre não incentiva ninguém a ambicionar o poder e se impor sobre os outros, tanto menos com a violência. Quem propõe violência não compreendeu sua proposta. O único poder incentivado por Jesus é aquele que procura libertar as pessoas de seus males, assim como ele fez ao longo de sua vida.

O desejo de poder sobre os outros deve transformar-se em serviço gratuito: gestos de amor a serviço do próximo. Não foi nada fácil aos discípulos entender a proposta de Jesus. Queriam um Cristo poderoso e triunfador que dividisse o poder entre eles. Tiveram muita dificuldade em crer e assumir a proposta do Mestre de Nazaré: cristão é quem faz de sua vida um dom para que os outros vivam.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O SERVIÇO COMO CAMINHO DE QUEM SEGUE JESUS

A passagem do Evangelho de hoje (Mc 10,35-45) inicia-se com o pedido de Tiago e João a Jesus para se sentarem em tronos de glória no Reino (v. 36). No Evangelho segundo São Marcos, esse trecho vem logo depois de Jesus falar de seu sofrimento e de sua morte iminentes (Mc 10,32-34). Quando o Mestre perguntou aos dois irmãos se podiam beber do seu cálice e ser batizados com o batismo com que iria ser batizado (v. 38), eles responderam com um entusiástico “sim”, sem se darem conta de que lhes falava de sua morte. Mais tarde, a fuga dos discípulos no Getsêmani (Mc 14,50) vai provar que ambos não sabiam do que Jesus estava falando.

Transparece aí um espírito crescente de competição no grupo dos discípulos. Apesar do cuidado e formação recebidos de Jesus, não aprenderam sobre a verdadeira natureza e o significado da missão do Cristo. Suas preocupações giravam em torno dos privilégios e poderes que podiam obter. Essa falta de compreensão leva Jesus a tentar fazê-los perceber o que realmente significa “compartilhar seu cálice”. Em outras palavras, Jesus, apresentando-se como o Servo do Senhor (v. 45), quer dizer que aceita o sofrimento e a morte como conseqüências de sua fidelidade ao plano amoroso de Deus e indica que seus seguidores devem fazer o mesmo.

Ao enfrentar a dor e a morte, o Servo do Senhor, na primeira leitura, tornou-se causa de libertação para seus companheiros israelitas contemporâneos. Para nós, cristãos, esse Servo é Jesus.  Na carta aos Hebreus, Cristo aparece, ao mesmo tempo, como sumo sacerdote – oferecendo-se para reconciliar crentes e não crentes com Deus – e como Servo do Senhor, superando provações e tentações e pondo-se a serviço do plano divino de salvação e libertação do povo. Também nós, que somos seus seguidores, somos chamados a compartilhar essa missão, se quisermos ser verdadeiramente “grandes” no Reino.

Jesus quis ensinar aos discípulos de outrora – e de hoje – que a verdadeira grandeza só é alcançada no serviço. Os verdadeiros servidores são aqueles que, no meio da comunidade e da sociedade, são, a exemplo do Mestre, capazes de servir os outros mesmo em meio aos sofrimentos. A oração que pode acompanhá-los encontra-se muito bem expressa no salmo da liturgia: “No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção!”

Christian Dino Batsi, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Jesus, o maior exemplo de serviço à humanidade, anuncia sua morte como consequência de toda a sua vida. Ele nos ensina que oferecer a vida por amor, pondo-a a serviço dos irmãos e irmãs, é o que torna nossa existência repleta de sentido. Esta Eucaristia nos ajude a permanecer firmes na fé e a nos tornarmos melhores servidores do Reino de Deus, especialmente dos mais necessitados.

APRENDENDO COM O YOUCAT
(Catecismo para crianças)
O amor e o serviço ao nosso próximo nos tornam verdadeiros discípulos de Jesus.


RITOS INICIAIS

Sl 16, 6.8.9
ANTÍFONA DE ENTRADA: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

Introdução ao espírito da Celebração
É o dia do Senhor. Vamos celebrar a Santa Missa, memorial da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Jesus deu a vida por todos. Mas nem todos têm conhecimento desta boa Nova. Hoje, Dia Mundial das Missões, somos convidados a lembrar os nossos irmãos que ainda não conhecem Jesus Cristo, único Salvador. Todos havemos de tomar parte na cruzada gigantesca de aumentar a cristandade, fazendo crescer o corpo místico de Cristo, estendendo os limites do Reino de Deus a toda a redondeza da terra.

ORAÇÃO COLETA: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Monição: Há algo de bom no sofrimento. Também a dor se pode conciliar com o amor de Deus. O sofrimento foi e continua a ser instrumento de salvação.

Isaías 53,10-11

Leitura do livro do profeta Isaías. 53 10 Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento; se ele oferecer sua vida em sacrifício expiatório, terá uma posteridade duradoura, prolongará seus dias, e a vontade do Senhor será por ele realizada. 11 Após suportar em sua pessoa os tormentos, alegrar-se-á de conhecê-lo até o enlevo. O Justo, meu Servo, justificará muitos homens, e tomará sobre si suas iniqüidades.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Temos apenas 2 versículos do IV canto dos Poemas do Servo de Yahwéh (Is 52, 13 – 53, 12); de todos os quatro é o mais impressionante, o mais comentado e o mais meditado no cristianismo. Surpreende vivamente o leitor o facto de se apresentar o triunfo e glorificação do servo sofredor, precisamente por meio do seu sofrimento e humilhação; mais ainda, ele assume as nossas dores e misérias com o fim de as curar, a chamada «expiação vicária», uma concepção teológica deveras original. As tentativas de identificação deste «servo» passaram por várias fases. O judaísmo alexandrino viu nele o povo de Israel sofrendo as tribulações da diáspora, mas alentado pela esperança da sua exaltação, ao passo que o judaísmo palestino via na sua glorificação o futuro messias, mas os sofrimentos eram referidos ao castigo dos gentios; em Qumrã o texto era aplicado ao Mestre da Justiça, o provável fundador da seita. A interpretação cristã é unânime em reconhecer neste servo de Yahwéh a Jesus na sua dolorosa Paixão, Morte e Ressurreição pela salvação de todos. O texto é-nos proposto neste Domingo em função do Evangelho: «o Filho do Homem veio para servir e dar a vida pela salvação de todos» (Mc 10, 45).

....................

A primeira leitura é parte também da liturgia da Palavra da Sexta-feira Santa. Consiste em pequeno fragmento do chamado Livro da Consolação (cf. Is 40-55), escrito nos últimos anos do exílio babilônico (550-539 a.C.), interpretado pelo povo, longe de sua terra, como período de separação entre YHWH e Israel. O Deutero-Isaías foi escrito para que o povo permanecesse fiel e resistisse diante das dificuldades.

Os vv. 10-11 do capítulo 53 de Isaías apresentam o Servo de YHWH e anunciam seu destino. Com freqüência, o quarto Cântico do Servo (cf. Is 52,13-53,12) foi utilizado pelos autores do Novo Testamento para compreender e explicar a fé em Jesus, que morreu para salvar o seu povo. O Servo, apresentado aqui, oferece sua vida em expiação e fará justos inúmeros homens, carregando a culpa na qual haviam caído. Ele terá uma descendência duradoura e cumprirá com êxito a vontade do Senhor.

O Servo é aquele que se entrega no lugar dos pecadores. É significativo aqui o tema da expiação da culpa e da reconciliação entre o Senhor e seu povo. O termo expiação, embora comporte um caráter jurídico e possa remeter às noções de transgressão, obrigação e responsabilidade sobre uma culpa, ou ainda de compensação desta, nesse contexto está intimamente ligado à noção de restituir a justiça, de tornar justo o que é injusto (v. 11). Para isso, o Servo, embora justo, dispõe sua vida em favor dos outros e assume a culpa dos pecadores, oferecendo-se como argumento de justificação, para que Deus perdoe e aceite, como justos, aqueles que haviam caído em pecado. Nesse sentido, a expiação aproxima-se do conceito de reconciliação e está diretamente relacionada a outros conceitos determinantes do Antigo Testamento: fundamenta-se na aliança entre Deus e o povo e no seu rompimento, o que requer a justificação e o perdão dos pecados.

O Servo cumprirá com êxito a vontade do Senhor, a qual, nesse caso, consiste em oferecer-se como instrumento de expiação dos pecados de inúmeros homens, submetendo-se a uma vida de sofrimento. Por isso será recompensado com uma descendência duradoura, participando, assim, da aliança de Deus com Abraão, a quem foi prometido um nome poderoso (cf. Gn 12,2), uma terra (cf. Gn 13,14-17) e uma descendência numerosa (cf. Gn 15,5). Sua fidelidade a YHWH, como a de Abraão (cf. Gn 22,1-19), perseverante em tempos de provações, assegura uma posteridade a Israel.

AMBIENTE

O nosso texto pertence ao "Livro da Consolação" do Deutero-Isaías (cf. Is 40-55). "Deutero-Isaías" é um nome convencional com que os biblistas designam um profeta anônimo da escola de Isaías, que cumpriu a sua missão profética na Babilônia, entre os exilados judeus. Estamos na fase final do Exílio, entre 550 e 539 a.C..

A missão do Deutero-Isaías é consolar os exilados judeus. Nesse sentido, ele começa por anunciar a iminência da libertação e por comparar a saída da Babilônia ao antigo êxodo, quando Deus libertou o seu Povo da escravidão do Egito (cf. Is 40-48); depois, anuncia a reconstrução de Jerusalém, essa cidade que a guerra reduziu a cinzas, mas à qual Deus vai fazer regressar a alegria e a paz sem fim (cf. Is 49-55).

No meio desta proposta "consoladora" aparecem, contudo, quatro textos (cf. Is 42,1-9; 49,1-13; 50,4-11; 52,13-53,12) que fogem um tanto a esta temática. São cânticos que falam de uma personagem misteriosa e enigmática, que os biblistas designam como o "Servo de Jahwéh": ele é um predileto de Jahwéh, a quem Deus chamou, a quem confiou uma missão profética e a quem enviou aos homens de todo o mundo; a sua missão cumpre-se no sofrimento e numa entrega incondicional à Palavra; o sofrimento do profeta tem, contudo, um valor expiatório e redentor, pois dele resulta o perdão para o pecado do Povo; Deus aprecia o sacrifício deste "Servo" e recompensá-lo-á, fazendo-o triunfar diante dos seus detratores e adversários.

Quem é este profeta? É Jeremias, o paradigma do profeta que sofre por causa da Palavra? É o próprio Deutero-Isaías, chamado a dar testemunho da Palavra no ambiente hostil do Exílio? É um profeta desconhecido? É uma figura coletiva, que representa o Povo exilado, humilhado, esmagado, mas que continua a dar testemunho de Deus no meio das outras nações? É uma figura representativa, que une a recordação de personagens históricas (patriarcas, Moisés, David, profetas) com figuras míticas, de forma a representar o Povo de Deus na sua totalidade? Não sabemos; no entanto, a figura apresentada nesses poemas vai receber uma outra iluminação à luz de Jesus Cristo, da sua vida, do seu destino.

O texto que nos é proposto é parte do quarto cântico do "servo de Jahwéh". Nele, porém, o "Servo" não fala; quem proclama este "cântico" parece ser um coro, que percebeu, no aparente sem sentido da vida do "Servo", um profundo significado à luz da lógica de Deus.

MENSAGEM

A primeira parte do nosso texto (vers. 2-3) apresenta-nos o "Servo de Jahwéh". Não se diz quem é ele, quais são os seus pais, qual é a sua terra. É uma figura anônima, sem história, obscura, ignorada, insignificante à luz dos critérios humanos. Recorrendo à imagem vegetal, o profeta compara-o a uma raiz crescida no deserto, marcada pela aridez do ambiente circundante, sem beleza e sem características que atraiam o olhar ou a atenção dos homens (vers. 2). Mais: é uma figura desprezada e abandonada pelos homens, que vêem o seu sofrimento como um castigo de Deus e que tapam o rosto diante dele para não se contaminarem (vers. 3). Numa época em que o sofrimento é sempre visto como castigo pelo pecado, o notório sofrimento desse "Servo" devia aparecer, aos olhos dos seus concidadãos, como o castigo de Deus para faltas particularmente graves...

À luz dos critérios de avaliação usados pelos homens, o "Servo" é um fracassado, um vencido, um ser trágico, abandonado por Deus e desprezado pelos homens. Seguramente, ele nunca será contado entre os grandes, os vencedores, aqueles que têm um papel preponderante na construção do mundo e da história.

À luz da lógica de Deus, porém, a existência do "Servo" não é uma existência insignificante, perdida, sem sentido... O sofrimento que o atingiu ao longo de toda a existência não é num castigo de Deus por causa dos seus pecados pessoais, mas um sacrifício de reparação que justificará os pecados de muitos. A palavra "reparação" aqui utilizada pelo Deutero-Isaías é um termo cúltico por excelência. Refere-se a um ritual sacrificial através do qual o crente vétero-testamentário oferecia um animal em sacrifício e, por essa oferta, alcançava de Deus o perdão para os seus pecados. Ao dizer que o sofrimento do "Servo" é um sacrifício de reparação, o profeta está a dizer que esse sofrimento não é, nem um castigo, nem uma inutilidade; mas é um sofrimento que servirá para eliminar o pecado e para gerar vida nova para toda a comunidade do Povo de Deus (os muitos de que fala o texto). Ao abençoar o seu "Servo", ao dar-lhe "uma posteridade duradoura", uma "vida longa" (vers. 10) e a possibilidade de "ver a luz" (vers. 11), Deus garante a verdade e a autenticidade da vida do "Servo".

Dito por outras palavras: o autor deste texto está convencido de que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação, verdade, esperança e amor ao mundo e aos homens.

Os primeiros cristãos, impressionados pela beleza e pela profundidade deste texto, utilizaram-no freqüentemente para procurar compreender a figura de Jesus, que "morreu pela salvação do povo". Em Jesus, esta enigmática figura do "Servo de Jahwéh" alcançou o seu pleno significado.

ATUALIZAÇÃO

• O nosso texto mostra, uma vez mais, como os valores de Deus e os valores dos homens são diferentes. Na lógica dos homens, os vencedores são aqueles que tomam o mundo de assalto com o seu poder, com o seu dinheiro, com a sua ânsia de triunfo e de domínio, com a sua capacidade de impor as suas ideias ou a sua visão do mundo; são aqueles impressionam pela forma como vestem, pela sua beleza, pela sua inteligência, pelas suas brilhantes qualidades humanas... Na lógica de Deus, os vencedores são aqueles que, embora vivendo no esquecimento, na humildade, na simplicidade, sabem fazer da própria vida um dom de amor aos irmãos; são aqueles que, com as suas atitudes de serviço e de entrega, trazem ao mundo uma mais valia de vida, de libertação e de esperança. Qual destes dois modelos faz mais sentido para mim? Quando, no dia a dia, tenho de estabelecer as minhas prioridades e de fazer as minhas escolhas, deixo-me conduzir pela lógica de Deus ou pela lógica dos homens? Quem são as pessoas que eu admiro, que eu tenho como modelos, que me impressionam?

• Onde está Deus? Onde podemos encontrar o seu rosto, as suas propostas, os seus apelos e desafios? Apresentando-nos a figura desse "Servo" insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus, o nosso texto lembra-nos que Deus, seguindo a sua lógica muito própria vem, tantas vezes, ao nosso encontro na pobreza, na pequenez, na simplicidade, na fragilidade, na debilidade... Conscientes desta realidade, poderemos perceber a presença de Deus a nosso lado nos pequenos gestos que todos os dias testemunhamos e que nos dão esperança, nas coisas simples e banais que nos enchem o coração de paz, nas pessoas humildes que o mundo despreza e marginaliza, mas que são capazes de gestos impressionantes de serviço, de partilha, de doação, de entrega... Não nos deixemos enganar: Deus não está naquilo que é brilhante, sedutor, majestoso, espampanante; Deus está na simplicidade do amor que se faz dom, serviço, entrega humilde aos irmãos.

• Qual o sentido do sofrimento? Porque é que há tantas pessoas boas, honestas, justas, generosas, que atravessam a vida mergulhadas na dor e no sofrimento? Trata-se de uma pergunta que fazemos freqüentemente e que o autor do quarto cântico do "Servo" também punha a si próprio. A resposta que ele encontra é a seguinte: o sofrimento do justo não se perde; através dele, os pecados da comunidade são expiados e Deus dará vida e salvação ao seu Povo. Trata-se, sem dúvida, de uma resposta incompleta, parcial, não totalmente satisfatória; mas encontra-se já nesta resposta a convicção de que, nos misteriosos caminhos de Deus, o sofrimento pode ser uma dinâmica geradora de vida nova. Jesus Cristo demonstrará, com a sua paixão, morte e ressurreição, a verdade desta afirmação.

Subsídios:
1ª leitura: (Is 53,10-11) 4º Canto do Servo de Javé: vítima de expiação – Deus não segue a lógica dos homens. O justo esmagado é que assume e resgata as faltas dos “muitos” (cf. evangelho). Por isso, Deus o exalta. * Figura de Cristo (cf. evangelho).



Salmo Responsorial

Monição: Façamos deste salmo a nossa oração de confiança no Senhor.

SALMO RESPONSORIAL – 32/33

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
pois, em vós, nós esperamos!

Pois reta é a palavra do Senhor
e tudo o que ele faz merece fé.
Deus ama o direito e a justiça,
transborda em toda a terra a sua graça.

Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem
e que confiam, esperando em seu amor,
para da morte libertar as suas vidas
e alimentá-los quando é tempo de penúria.

No Senhor nós esperamos confiantes,
porque ele é nosso auxílio e proteção!
Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,
da mesma forma que em vós nós esperamos!

Segunda Leitura

Monição: Cristo é o Sumo Sacerdote capaz de se compadecer das nossas fraquezas. Por isso, a Ele havemos de recorrer, cheios de confiança.

Hebreus 4,14-16

Leitura da carta aos Hebreus. 4 14 Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé. 15 Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado. 16 Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O autor, depois de já ter proclamado a superioridade de Cristo sobre os Anjos (1, 5 – 2, 18) e sobre Moisés (3, 1 – 4, 11), começa agora a expor que Ele – Sumo Sacerdote da Nova Aliança – é superior aos sacerdotes da antiga. Já tinha apresentado este sumo sacerdote da nossa fé como sendo «digno de crédito» (3, 1.6), o que nos estimula a que «permaneçamos firmes na fé que professamos» (v. 14); agora passa a apresentar outra sua qualidade, «a misericórdia», que nos inspira a máxima confiança. Com efeito, Jesus, ao contrário do sumo sacerdote da Lei antiga, que era uma figura distante e separada dos pecadores (recordem-se as exigências do Levítico: Lv 21); Jesus é «capaz de se compadecer das nossas fraquezas», porque Ele mesmo «foi provado em tudo como nós, exceto no pecado» (cf. 1ª leitura do IV Canto do Servo de Yahwéh).

14 «Que penetrou os Céus». Jesus – o novo Josué (o nome hebraico é o mesmo: «Yehoxúa‘») segundo a referência do v. 8 – já penetrou no descanso da nova terra prometida, os Céus, tendo-nos deixado aberta a entrada, que atingiremos, se não formos infiéis como os antigos israelitas (daí o apelo a conservar a fé, com firmeza). Por outro lado, o texto sugere uma referência ao Yom-Kipur, ou Dia da Expiação, em que o sumo sacerdote penetrava no Santo dos Santos (imagem dos Céus) através dos dois véus do santuário, a fim de expiar os pecados do povo.

16 «Trono da graça». Esta expressão parece inspirada no «trono da glória» de que se fala no A. T. (1 Sam 2, 8; Is 22, 23; Jer 14, 21; 17, 12; Sir 47, 11), o que terá influenciado a variante de dois códices da Vulgata, que registam thronum gloriæ. É interessante notar que, segundo os rabinos, Deus tinha dois tronos: o da justiça e o da misericórdia. O trono de Jesus, de que se falou em 1, 8, já não aparece como o trono de justiça do Salmo 45, 7 ali citado, mas é o da misericórdia, o «trono da graça», a que podemos recorrer «cheios de confiança».

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Para o autor de Hebreus, Jesus é o sumo sacerdote por excelência. É o Filho de Deus, que atravessou os céus. Esse é o conteúdo da nossa fé (v. 14). Trata-se, porém, de sacerdócio diferente. Solidário a nós em tudo, foi provado no sofrimento e, por isso, é capaz de se compadecer de nossas fraquezas e de nos socorrer (cf. Hb 2,17-18). Com exceção do pecado, Jesus é o ser humano pleno, ajustado à vontade de Deus. Assim, seu sacerdócio é dissonante daquele que se conhecia no judaísmo, muitas vezes maculado pela corrupção e pelo domínio sobre o povo em decorrência desta posição, revelando-se incapaz de compaixão (cf. Mc 11,17-18).

Desse modo, tal como Jesus se fez solidário a nós, podemos nos aproximar e suplicar a graça do seu Espírito para que nos ajude a realizar nossa vocação e para aprender o caminho do serviço, indicado por ele, na pregação e nas escolhas, como regra de vida dos seus seguidores.

AMBIENTE

Já vimos, nos domingos precedentes, que a Carta aos Hebreus se destina a comunidades cristãs em situação difícil, expostas a tribulações várias e que, por isso mesmo, estão fragilizadas, cansadas e desalentadas. Os crentes que compõem essas comunidades necessitam urgentemente de redescobrir o seu entusiasmo inicial, de revitalizar o seu compromisso com Cristo e de apostar numa fé mais coerente e mais empenhada.

Nesse sentido, o autor da "carta" apresenta-lhes o mistério de Cristo, o sacerdote por excelência, cuja missão é pôr os crentes em relação com o Pai e inseri-los nesse Povo sacerdotal que é a comunidade cristã. Uma vez comprometidos com Cristo, os crentes devem fazer da sua vida um contínuo sacrifício de louvor, de entrega e de amor. Desta forma, o autor oferece aos cristãos um aprofundamento e uma ampliação da fé primitiva, capaz de revitalizar a sua experiência de fé, enfraquecida pela hostilidade do ambiente, pela acomodação, pela monotonia e pelo arrefecimento do entusiasmo inicial.

O texto que nos é proposto está incluído na segunda parte da Carta aos Hebreus (cf. Heb 3,1-5,10). Aí, o autor apresenta Jesus como o sacerdote fiel e misericordioso que o Pai enviou ao mundo para mudar os corações dos homens e para os aproximar de Deus. Aos crentes pede-se que "acreditem" em Jesus - isto é, que escutem atentamente as propostas que Cristo veio fazer, que as acolham no coração e que as transformem em gestos concretos de vida.

MENSAGEM

Jesus é, para todos os crentes, o grande sumo-sacerdote que "atravessou os céus" para alcançar misericórdia para todos os crentes (vers. 14). A expressão "atravessou os céus" refere-se, naturalmente, à realidade da encarnação: Jesus, o Filho de Deus, veio ao encontro dos homens como sumo-sacerdote, a fim de eliminar o pecado que impedia a comunhão entre os homens e Deus e levar os homens ao encontro de Deus. Aqui evoca-se o esforço de Deus, através do seu Filho, no sentido de refazer uma comunidade de vida com os homens e de os reconduzir ao encontro da vida eterna e verdadeira.

Diante dessa ação incrível de Deus, fruto do seu amor pelo homem, os crentes devem responder com a fé - isto é, com a aceitação incondicional da proposta de Jesus ("conservemos firme a fé que professamos"). Aderir à proposta de Jesus é reentrar na comunhão com Deus, assumir-se como família de Deus, receber de Deus vida em abundância.

Apesar de ser Filho de Deus, Jesus, o sumo-sacerdote, não é, no entanto, um ser celestial estranho, incapaz de perceber os crentes na sua dramática luta de todos os dias, na sua fragilidade face à perseguição, na sua dificuldade em vencer o confronto com o egoísmo, a acomodação, a preguiça, a monotonia... Ele próprio foi submetido à mesma prova, conheceu a mordedura das mesmas tentações, experimentou as mesmas dificuldades. No entanto, Ele soube sempre manter-Se fiel a Deus e aos seus projetos, mostrando-nos que também nós podemos viver na fidelidade a Deus e às suas propostas (vers. 15).

Nós, os seguidores de Jesus, não estamos numa situação desesperada, apesar das nossas falhas e incoerências. Podemos e devemos aceitar a proposta de Jesus e dirigir-nos a Deus, na certeza de que seremos acolhidos por Ele como filhos muito amados. Graças a Jesus, o sumo-sacerdote que veio ao nosso encontro, que experimentou e entendeu a nossa fragilidade, que restabeleceu a comunhão entre nós e Deus, que nos leva ao encontro de Deus e que nos garante a sua misericórdia, estamos agora numa nova situação de graça e de liberdade. Podemos, com tranqüilidade e confiança, sem qualquer medo, aproximar-nos desse "trono da graça" de onde brota a vida eterna e verdadeira. Esta certeza deve ajudar-nos e dar-nos esperança nos momentos mais dramáticos da nossa caminhada pela história (vers. 16).

ATUALIZAÇÃO

• Em total consonância com as outras leituras deste domingo, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não se esconde atrás do seu poder, da sua autoridade, da sua importância, da sua omnipotência; Ele não tem medo de perder a sua dignidade ou as suas prerrogativas divinas quando assume a pobreza, a fragilidade, a debilidade dos homens... Na lógica de Deus, o que é mais importante não é aquele que protege a sua autoridade e a sua importância através de barreiras intransponíveis, mas é aquele que é capaz de descer ao encontro dos últimos, dos desclassificados, dos marginalizados, dos sofredores, para lhes oferecer o seu amor. É esta a lógica de Deus - lógica que somos chamados a compreender, a assumir e a testemunhar.

• Os seguidores de Cristo são, naturalmente, convidados, a assumir o seu exemplo... Assim como Cristo, por amor, vestiu a nossa fragilidade e veio ao nosso encontro, também nós devemos - despindo-nos do nosso egoísmo, da nossa acomodação, da nossa preguiça, da nossa indiferença - ir ao encontro dos nossos irmãos, vestir as suas dores e fragilidades, fazer-nos solidários com eles, partilhar os seus dramas, lágrimas, sofrimentos, alegrias e esperanças. Não podemos, do alto da nossa situação cômoda, limpa, arrumada, decidir que não temos nada a ver com o sofrimento do mundo ou com a carência que aflige a vida de um nosso irmão. Somos sempre responsáveis pelos irmãos que conosco partilham os caminhos deste mundo, mesmo quando não os conhecemos pessoalmente ou mesmo que deles estejamos separados por fronteiras geográficas, históricas, étnicas ou outras.

• Ao assegurar-nos que nada temos a temer pois Deus ama-nos, quer integrar-nos na sua família e oferecer-nos vida em abundância, o nosso texto convida-nos a encarar a vida e os seus caminhos com serenidade e confiança. Os cristãos são pessoas serenas e com o coração em paz. Estão conscientes de que as suas fragilidades e debilidades não os afastam, nunca, de Deus e do seu amor.

Subsídios:
2ª leitura: (Hb 4,14-16) Jesus, nosso Sumo Sacerdote – Temos um pontífice que por nós entrou no Santuário (cf. ritual do AT), mas também é capaz de compadecer-se de nossas fraquezas, conhecendo a carência humana. Jesus leva nossa condição humana à santidade de Deus. Exortação: 1) fidelidade na confissão da fé (4,14); 2) confiança na misericórdia divina (4,16). * 4,16 cf. Hb 7,25; 10,19; Rm 5,2; Cl 1,22.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo veio servir, Cristo veio dar sua vida. Jesus Cristo veio salvar, viva Cristo, Cristo viva! (Mc 10,45)

Evangelho

Monição: Cristo morreu e ressuscitou para nossa salvação. Aclamemo-l’O com alegria.

Marcos 10,35-45

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! 10 35 Aproximaram-se de Jesus Tiago e João, filhos de Zebedeu, e disseram-lhe: "Mestre, queremos que nos concedas tudo o que te pedirmos." 36 Ele perguntou: "Que quereis que vos faça?" 37 Eles responderam: "Concede-nos que nos sentemos na tua glória, um à tua direita e outro à tua esquerda." 38 "Não sabeis o que pedis”, retorquiu Jesus. “Podeis vós beber o cálice que eu vou beber, ou ser batizados no batismo em que eu vou ser batizado?" 39 "Podemos", asseguraram eles. Jesus prosseguiu: "Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado. 40 Mas, quanto ao assentardes à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim: o lugar compete àqueles a quem está destinado." 41 Ouvindo isto, os outros dez começaram a indignar-se contra Tiago e João. 42 Jesus chamou-os e deu-lhes esta lição: "Sabeis que os que são considerados chefes das nações dominam sobre elas e os seus intendentes exercem poder sobre elas. 43 Entre vós, porém, não será assim: todo o que quiser tornar-se grande entre vós, seja o vosso servo; 44 e todo o que entre vós quiser ser o primeiro, seja escravo de todos. 45 Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos."
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

42  Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. 43Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, 44e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos;45porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

Jesus vai a caminho de Jerusalém (cf. 10, 32-33). Apesar dos três anúncios da Paixão, os discípulos, embora com uma certa sensação de medo (ibid.), não deixam de pensar que muito em breve o anunciado reino de Deus se irá manifestar (cf. Lc 19, 11), pois todo o seu interesse se fixava nisto. Antes que alguém lhes passe à frente, os dois irmãos, Tiago e João (Mt fala da mãe), sem atenderem à figura ridícula que faziam e à tensão e inveja a provocar nos colegas (v. 41), atrevem-se a tentar que o Mestre se comprometa com eles, garantindo-lhes os primeiros postos no reino, que imaginam terreno. Isto vai dar lugar a que Jesus os corrija, mas sem os humilhar, e deixe um ensinamento muitíssimo importante para todos e para sempre (vv. 42-45); neste sentido ensina o Vaticano II, GS 3: «Nenhuma ambição terrena move a Igreja, mas unicamente este objetivo: continuar (…) a obra de Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (…), para servir, e não para ser servido». Assim também fica reprovado o servir-se da Igreja, em vez de a servir. A grandeza do discípulo de Cristo é servir desinteressadamente, como fez o Mestre (cf. Jo 13, 14-17).

38-39 «Beber o cálice… receber o batismo», neste contexto, são duas imagens do sofrimento e da morte (cf. Lc 12, 50; Is 51, 17-23; Mc 14, 36; Salmo 42, 8; 69, 2-3.15-15). A generosidade e audácia dos dois agradou a Jesus, que lhes promete virem a participar do seu destino doloroso – «beber o cálice» –, mergulhados no mistério do seu sofrimento – «batismo». De facto, Tiago foi martirizado em Jerusalém pelo ano 44 (At 12, 2), por Herodes Agripa I; João foi preso e flagelado em Jerusalém (At 4, 3; 5, 40-41), sofreu mais tarde o exílio na ilha de Patmos (cf. Apoc 1, 9), mas nada se sabe de seguro sobre o seu problemático martírio.

40 «Não me pertence a Mim concedê-lo». A expressão não implica inferioridade de Jesus, como pretendiam os arianos; não é que falte poder a Jesus; Ele é que, fazendo tudo o que faz o Pai e com o mesmo poder, nada faz com independência do Pai (cf. Jo 5, 17-30). Segundo a explicação habitual, os dois dirigiram-se a Jesus como o Messias ao instaurar o reino, e, enquanto tal, Ele não faz mais do que executar o projeto divino.

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Em Mc 8,29, os discípulos expressam seu reconhecimento de que Jesus é o Messias. A partir de então, ele passa a ensinar-lhes o caminho pelo qual devem segui-lo, mostrando que seu messianismo não corresponde às ideias messiânicas dos discípulos. Assim, o primeiro anúncio da paixão (cf. Mc 8,31-33) é conseqüência imediata da confissão de Pedro. No evangelho deste dia, continuamos a acompanhar Jesus no seu caminho para Jerusalém. Uma vez mais, deparamos com o completo desencontro entre a proposta sua e os ideais daqueles que o acompanhavam, os quais insistiam em suas ambições e projetos de grandeza e na orientação terrena de suas aspirações.

Após Jesus anunciar, pela terceira vez, a humilhação, o sofrimento e a morte que o aguardam (cf. Mc 10,32-34), Tiago e João aproximam-se dele para pedir os postos de honra, os primeiros lugares, no reino que será instaurado. Ambos parecem não participar da conversa. Não compreendem o ensinamento de Jesus. Tampouco os outros discípulos o fazem, o que se pode demonstrar pela sua irritação com a petição dos dois filhos de Zebedeu (v. 41).

Jesus esclarece que a participação do Reino é conseqüência do discipulado, da participação no seu destino. A sorte do discípulo não é diferente da do Mestre (cf. Mt 10,24). E, utilizando duas imagens bastante significativas, pergunta se eles estão mesmo dispostos a acompanhá-lo no destino que o aguarda, bebendo o mesmo cálice que ele e participando do mesmo batismo. O cálice que Jesus tomará é o do julgamento do pecado dos povos, em solidariedade com a humanidade pecadora, tiranizada pela injustiça e marcada pela violência. Como o Servo de YHWH, Jesus é solidário com os pecadores, que serão justificados pelo oferecimento de sua vida. Também a imagem do batismo evocará essa solidariedade, tal como o seu batismo por João Batista nas águas do Jordão, no gesto que inaugurou sua vida pública (cf. Mc 1,9-11). O cálice e o batismo são imagens que evocam a participação no sofrimento e a imersão na morte de Jesus.

O convite ao seguimento de Jesus não comporta garantias futuras, a não ser a de tomar parte na mesma sorte do Mestre. Assim, o discípulo é chamado a segui-lo e, a seu exemplo, confiar ao Pai o seu futuro. Jesus aproveita o pedido dos dois irmãos e o momento de irritação dos demais discípulos, que insistiam em disputar os primeiros lugares, para reiterar seu ensinamento acerca da lei suprema do Reino: o serviço. Na comunidade dos seguidores de Jesus, que se fez servo de todos, cada um deve se pôr como servo dos outros. Nessa comunidade não há lugar para a ambição do poder e desejo de domínio. Na comunidade do Reino, há uma inversão de valores: a autoridade não é caracterizada pelo ato de mandar e controlar, mas pela atitude e postura de serviço.

O título Filho do homem, utilizado freqüentemente por Jesus para referir-se a si mesmo, alude, na tradição bíblica, àquele que recebeu de Deus o poder e o domínio (cf. Dn 7,13). Jesus, no entanto, é o Filho do homem que veio para servir (v. 45). Como o Servo de YHWH, cumpre a vontade do Senhor fielmente, oferecendo a própria vida em resgate de muitos (cf. Mc 14,24). Desse modo, assume o comportamento que pede aos seus discípulos.

AMBIENTE

Continuamos a percorrer, com Jesus e com os discípulos, o caminho para Jerusalém. Marcos observa que, nesta fase, Jesus vai à frente e os discípulos seguem-n'O "cheios de temor" (cf. Mc 10,32). Haverá aqui alguma má vontade dos discípulos, por causa das últimas polêmicas e das exigências radicais de Jesus? Este "temor" resultará do facto de Jesus se aproximar do seu destino final, em Jerusalém, destino que o grupo não aprova? Seja como for, Jesus continua a sua catequese e, mais uma vez (é a terceira, no curto espaço de poucos dias), lembra aos discípulos que, em Jerusalém, vai ser entregue nas mãos dos líderes judaicos e vai cumprir o seu destino de cruz (cf. Mc 10,33-34). Desta vez, não há qualquer reação dos discípulos.

Já observamos, no passado domingo, que o caminho percorrido por Jesus e pelos discípulos é, além de um caminho geográfico, também um caminho espiritual. Durante esse caminho, Jesus vai completando a sua catequese aos discípulos sobre as exigências do Reino e as condições para integrar a comunidade messiânica. A resposta dos discípulos às propostas que Jesus lhes vai fazendo nunca é demasiado entusiasta.

O texto que nos é proposto desta vez demonstra que os discípulos continuam sem perceber - ou sem querer perceber - a lógica do Reino. Eles ainda continuam a raciocinar em termos de poder, de autoridade, de grandeza e vêem na proposta do Reino apenas uma oportunidade de realizar os seus sonhos humanos.

MENSAGEM

Na primeira parte do nosso texto (vers. 35-40), apresenta-se a pretensão de Tiago e de João, os filhos de Zebedeu, no sentido de se sentarem, no Reino que vai ser instaurado, "um à direita e outro à esquerda" de Jesus. A questão nem sequer é apresentada como um pedido respeitoso; mas parece mais uma reivindicação de quem se sente com direito inquestionável a um privilégio. Certamente Tiago e João imaginam o Reino que Jesus veio propor de acordo com Dn 7,13-14 e querem assegurar nesse Reino poderoso e glorioso, desde logo, lugares de honra ao lado de Jesus. O facto mostra como Tiago e João, mesmo depois de toda a catequese que receberam durante o caminho para Jerusalém, ainda não entenderam nada da lógica do Reino e ainda continuam a refletir e a sentir de acordo com a lógica do mundo. Para eles, o que é importante é a realização dos seus sonhos pessoais de autoridade, de poder e de grandeza.

Uma vez mais Jesus vê-se obrigado a esclarecer as coisas. Em primeiro lugar, Jesus avisa os discípulos de que, para se sentarem à mesa do Reino, devem estar dispostos a "beber o cálice" que Ele vai beber e a "receber o batismo" que Ele vai receber. O "cálice" indica, no contexto bíblico, o destino de uma pessoa; ora, "beber o mesmo cálice" de Jesus significa partilhar esse destino de entrega e de dom da vida que Jesus vai cumprir. O "receber o mesmo batismo" evoca a participação e imersão na paixão e morte de Jesus (cf. Rom 6,3-4; Col 2,12). Para fazer parte da comunidade do Reino é preciso, portanto, que os discípulos estejam dispostos a percorrer, com Jesus, o caminho do sofrimento, da entrega, do dom da vida até à morte. Apesar de Tiago e João manifestarem, com toda a sinceridade, a sua disponibilidade para percorrer o caminho do dom da vida, Jesus não lhes garante uma resposta positiva à sua pretensão... Jesus evita associar o cumprimento da missão e a recompensa, pois o discípulo não pode seguir determinado caminho ou embarcar em determinado projeto por cálculo ou por interesse; de acordo com a lógica do Reino, o discípulo é chamado a seguir Jesus com total gratuidade, sem esperar nada em troca, acolhendo sempre como graças não merecidas os dons de Deus.

Na segunda parte do nosso texto (vers. 41-45), temos a reação dos discípulos à pretensão dos dois irmãos e uma catequese de Jesus sobre o serviço.

A reação indignada dos outros discípulos ao pedido de Tiago e de João indica que todos eles tinham as mesmas pretensões. O pedido de Tiago e de João a Jesus aparece-lhes, portanto, como uma "jogada de antecipação" que ameaça as secretas ambições que todos eles guardavam no coração.

Jesus aproveita a circunstância para reiterar o seu ensinamento e para reafirmar a lógica do Reino. Começa por recordar-lhes o modelo dos "governantes das nações" e dos grandes do mundo (vers. 42): eles afirmam a sua autoridade absoluta, dominam os povos pela força e submetem-nos, exigem honras, privilégios e títulos, promovem-se à custa da comunidade, exercem o poder de uma forma arbitrária... Ora, este esquema não pode servir de modelo para a comunidade do Reino. A comunidade do Reino assenta sobre a lei do amor e do serviço. Os seus membros devem sentir-se "servos" dos irmãos, apostados em servir com humildade e simplicidade, sem qualquer pretensão de mandar ou de dominar. Mesmo aqueles que são designados para presidir à comunidade devem exercer a sua autoridade num verdadeiro espírito de serviço, sentindo-se servos de todos. Excluindo do seu universo qualquer ambição de poder e de domínio, os membros da comunidade do Reino darão testemunho de um mundo novo, regido por novos valores; e ensinarão os homens que com eles se cruzarem nos caminhos da vida a serem verdadeiramente livres e felizes.

Como modelo desta nova atitude, Jesus propõe-Se a Si próprio: Ele apresenta-Se como "o Filho do Homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por todos" (vers. 45). De facto, toda a vida de Jesus pode ser entendida em chave de amor e serviço. Desde o primeiro instante da encarnação, até ao último momento da sua caminhada nesta terra, Ele pôs-se ao serviço do projeto do Pai e fez da sua vida um dom de amor aos homens. Ele nunca Se deixou seduzir por projetos pessoais de ambição, de poder, de domínio; mas apenas quis entregar toda a sua vida ao serviço dos homens, a fim de que os homens pudessem encontrar a vida plena e verdadeira.

O fruto da entrega de Jesus é o "resgate" ("lytron") da humanidade. A palavra aqui usada indica o "preço" pago para resgatar um escravo ou um prisioneiro. Atendendo ao contexto, devemos pensar que o resgate diz respeito à situação de escravidão e de opressão a que a humanidade está submetida. Ao dar a sua vida (até à última gota de sangue) para propor um mundo livre da ambição, do egoísmo, do poder que escraviza, Jesus pagou o "preço" da nossa libertação. Com Ele e por Ele nasce, portanto, uma comunidade de "servos", que são testemunhas no mundo de uma ordem nova - a ordem do Reino.

ATUALIZAÇÃO

• No centro deste episódio está Jesus e o modelo que Ele propõe, com o exemplo da sua vida. A frase "o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por todos" (Mc 10,45) resume admiravelmente a existência humana de Jesus... Desde o primeiro instante, Ele recusou as tentações da ambição, do poder, da grandeza, dos aplausos das multidões; desde o primeiro instante, Ele fez da sua vida um serviço aos pobres, aos desclassificados, aos pecadores, aos marginalizados, aos últimos. O ponto culminante dessa vida de doação e de serviço foi a morte na cruz - expressão máxima e total do seu amor aos homens. É preciso que tenhamos a consciência de que este valor do serviço não é um elemento acidental ou acessório, mas um elemento essencial na vida e na proposta de Jesus... Ele veio ao mundo para servir e colocou o serviço simples e humilde no centro da sua vida e do seu projeto. Trata-se de algo que não pode ser ignorado e que tem de estar no centro da experiência cristã. Nós, seguidores de Jesus, devemos estar plenamente conscientes desta realidade.

• O episódio que nos é hoje proposto como Evangelho mostra, contudo, a dificuldade que os discípulos têm em entender e acolher a proposta de Jesus. Para Tiago, para João e para os outros discípulos, o que parece contar é a satisfação dos próprios sonhos pessoais de grandeza, de ambição, de poder, de domínio. Não os preocupa fazer da vida um serviço simples e humilde a Deus e aos irmãos; preocupa-os ocupar os primeiros lugares, os lugares de honra... Jesus, de forma simples e direta, avisa-os de que a comunidade do Reino não pode funcionar segundo os modelos do mundo. Aqui não há meio-termo: quem não for capaz de renunciar aos esquemas de egoísmo, de ambição, de domínio, para fazer da própria vida um serviço e um dom de amor, não pode ser discípulo desse Jesus que veio para servir e para dar a vida.

• Ao apresentar as coisas desta forma, o nosso texto convida-nos a repensar a nossa forma de nos situarmos, quer na família, quer na escola, quer no trabalho, quer na sociedade. A instrução de Jesus aos discípulos que o Evangelho deste domingo nos apresenta é uma denúncia dos jogos de poder, das tentativas de domínio sobre aqueles que vivem e caminham a nosso lado, dos sonhos de grandeza, das manobras patéticas para conquistar honras e privilégios, da ânsia de protagonismo, da busca desenfreada de títulos, da caça às posições de prestígio... O cristão tem, absolutamente, de dar testemunho de uma ordem nova no seu espaço familiar, colocando-se numa atitude de serviço e não numa atitude de imposição e de exigência; o cristão tem de dar testemunho de uma nova ordem no seu espaço laboral, evitando qualquer atitude de injustiça ou de prepotência sobre aqueles que dirige e coordena; o cristão tem sempre de encarar a autoridade que lhe é confiada como um serviço, cumprido na busca atenta e coerente do bem comum...

• Na comunidade cristã encontramos também, com muita freqüência, a tentação de nos organizarmos de acordo com princípios de poder, de autoridade, de predomínio, à boa maneira do mundo. Sabemos, pela história, que sempre que a Igreja tentou esses caminhos, afastou-se da sua missão, deu um testemunho pouco credível e tornou-se escândalo para tantos homens e mulheres bem-intencionados.... Por outro lado, testemunhamos todos os dias, nas nossas comunidades cristãs, como os comportamentos prepotentes criam divisões, rancores, invejas, afastamentos.... Que não restem dúvidas: a autoridade que não é amor e serviço é incompatível com a dinâmica do Reino. Nós, os seguidores de Jesus, não podemos, de forma alguma, pactuar com a lógica do mundo; e uma Igreja que se organiza e estrutura tendo em conta os esquemas do mundo não é a Igreja de Jesus.

• Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que freqüentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente corretos... E na comunidade cristã? Quem são os primeiros? As palavras de Jesus não deixam qualquer dúvida: "quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos". Na comunidade cristã, a única grandeza é a grandeza de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos. Na comunidade cristã não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes do que as outras, nem distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura, na posição social... Na comunidade cristã há irmãos iguais, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Aquilo que nos deve mover é a vontade de servir, de partilhar com os irmãos os dons que Deus nos concedeu.

• A atitude de serviço que Jesus pede aos seus discípulos deve manifestar-se, de forma especial, no acolhimento dos pobres, dos débeis, dos humildes, dos marginalizados, dos sem direitos, daqueles que não nos trazem o reconhecimento público, daqueles que não podem retribuir-nos... Seremos capazes de acolher e de amar os que levam uma vida pouco exemplar, os marginalizados, os estrangeiros, os doentes incuráveis, os idosos, os difíceis, os que ninguém quer e ninguém ama?

Subsídios:
Evangelho: (Mc 10,35-45 ou 10,42-45) Não se deixar servir, mas servir – Mostra-se de modo flagrante a necessidade de instrução dos discípulos: pedem para ocupar os primeiros lugares no Reino. Jesus rejeita o pedido e pede seguimento (“beber seu cálice e ser batizado com seu batismo”); sem compreender, eles o prometem. Então, Jesus ensina: em vez de ambição, serviço; o serviço de Jesus vai até à morte “em resgate dos muitos” (cf. Servo de Javé, 1ª leitura). * 10,35-40 cf. Mt 20,20-23; Jo 18,11; Lc 12,50 * 10,41-45 cf. Mt 20,24-28; Lc 22,24-27; Is 53,10-12; Rm 3,23-25; Mc 14,24.

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Podemos gostar de crucifixos de marfim, com gotas de sangue em rubis, como era a moda nas mansões coloniais do século XVIII. Mas não gostamos de um homem diminuído, quebrado, mutilado, ofensa à humanidade. Ora, Deus gosta – não por sadismo (como se tivesse necessidade de castigar alguém), mas por verdadeiro amor, que é comunhão, pois se reconhece no justo que foi esmagado por causa da justiça. Num só justo assim, Deus mesmo assume a dívida de muitos, de todos. Os judeus aprenderam isso no exílio babilônico. Não se sabe quem foi o justo torturado pelos ímpios, do qual fala Is 52,13–53,12 (1ª leitura), mas sabemos o que Israel dele aprendeu: enquanto diante dele cobriam o rosto, aprenderam que ele carregou os pecados do povo e morreu por eles.

Como é possível isso? “Chorarão sobre aquele que traspassaram” (Zc 12,10). Parece que a humanidade precisa ver em alguém o resultado de sua malícia, para dela se arrepender. As reivindicações sociais só são concedidas depois de algumas (ou muitas) mortes. Os movimentos de emancipação só vencem quando há mártires. Infeliz humanidade, que só aprende de suas vítimas. Por isso é que Deus ama os que são vitimados. Não porque goste de vingança e sangue, mas porque eles são os seus melhores profetas, seus porta-vozes. Ele se identifica com eles, exalta-os, inclusive, na própria veneração do povo, que, venerando-os, se arrepende de suas faltas e por eles é perdoado e verdadeiramente libertado. Deus ama duplamente o justo sacrificado: a primeira vez, por ser justo e testemunhar a justiça; a segunda, porque seu sangue leva os outros à justiça.

O justo padecente é o modelo conforme o qual Jesus concebe sua missão (evangelho). Entretanto, os seus melhores discípulos pretendem reservar para si os lugares de honra no Reino (Mt 19,16ss abranda a situação, dizendo que foi a mãe deles que o pediu...). Jesus então lhes ensina que tais pretensões cabem aos poderosos deste mundo, mas não têm vez no Reino de Deus. No Reino de Deus se deve beber o cálice de Jesus, receber o batismo que ele recebe – e os discípulos, sem entender o que Jesus quer dizer, confirmam que eles farão isso. Como, de fato, o fizeram, depois que o exemplo de Jesus lhes ensinara o que estas figuras significavam.

O “poder” no Reino de Deus consiste no servir. O amor só tem poder enquanto ele é doado e se coloca a serviço. Para atingir o coração (e a Deus interessa só isso) é preciso penetrar até o nível da liberdade da pessoa. Ninguém ama por constrangimento. A liberdade surge quando alguém pode tomar ou não tomar determinada decisão. Diante da força que se impõe, não há liberdade. Diante do serviço de alguém que se torna submisso a mim, posso decidir alguma coisa. Por isso, Jesus quer estar a serviço, para que se possa livremente decidir que “reino” se prefere.

Servir é ser pequeno. Ministro (servo) tem a ver com mínimo. Em face ao pequeno, o homem revela o que tem no seu coração: bondade ou sede de poder. Jesus quis ser pequeno, para que os corações se revelassem, não tanto a ele e Deus, que os conhece, mas a si mesmos, pois o maior desconhecido para mim é meu próprio coração. Assumindo o caminho do paciente testemunho da verdade, divergente das conveniências da sociedade dominante, Jesus se tornou servo e fraco, sempre exposto e sem defesa. Tornou-se cordeiro (cf. Is 53,7). O resultado só podia ser o que de fato aconteceu. Foi eliminado, e até seus discípulos tiveram vergonha dele. Mas, muito mais do que no caso do justo de Is 53, Jesus tornou-se “pedra de toque” dos corações e da sociedade toda, com suas estruturas e tudo.

Esta é a mensagem que Mc nos deixa entrever a partir do 3ª anúncio da Paixão (Mc 10,32-34; estes versículos poderiam ser incluídos na leitura, para mostrar melhor que as palavras sobre o servir não são apenas uma crítica aos filhos de Zebedeu, mas uma interpretação do caminho do Cristo).

A 2ª leitura cabe bem neste contexto litúrgico. Embora a figura do sacerdote não seja exatamente a do Servo, entendemos perfeitamente que é o Cristo-Servo que, pela fidelidade a sua missão, se torna o verdadeiro “santificador”. Hb acentua que exatamente a participação de Jesus nos mais profundos abismos da condição humana – exceto o pecado – o qualifica para ser o melhor sacerdote imaginável. Um sacerdote que não está do outro lado da barra, mas que participa conosco. E, num seguinte passo, dirá ainda que este sacerdote não precisa de sacrifícios alheios à nossa condição humana (portanto, meramente simbólicos), mas torna sua própria vida instrumento de salvação.

A GRANDE AMBIÇÃO: SERVIR E DAR A VIDA

O evangelho de hoje é provocador. Os melhores alunos de Jesus solicitam uma coisa totalmente contrária ao que ele tentou ensinar. Pedem para sentar nos lugares de honra no seu reino, à sua direita e à sua esquerda. Não compreenderam nem a pessoa, nem o modo de agir de Jesus. Seu pedido era tão vergonhoso que o evangelista Mateus, quando contou mais tarde a mesma história, disse que foi a mãe deles que pediu... (Mt 20,20).

Devemos situar esse episódio no seu contexto. Mc 8,31–10,45 é a grande instrução de Jesus a caminho, balizada pelos três anúncios da Paixão. O evangelho de hoje é a continuação do 3ª anúncio da Paixão: estamos no fim da instrução, e parece que até os melhores alunos ainda não aprenderam nada. De fato, só aprenderão depois da morte e ressurreição de Jesus. Por enquanto, em contraste com a incompreensão dos alunos, eleva-se a grandeza da lição final: o dom da própria vida.

A 1ª leitura prepara-nos para compreender melhor o evangelho. É o 4º cântico do Servo Sofredor. No seu sofrimento ele assumiu a culpa de muitos. Por isso, Deus o ama duplamente: porque ele é justo e porque seu sangue leva os outros a serem justos. Infelizmente a humanidade precisa de vítimas da injustiça para reencontrar o caminho da justiça. A recente história da América Latina está cheia disso: os mártires que com seu sangue testemunharam o caminho da fraternidade. E ao lado desses mártires de sangue temos ainda os mártires do dia-a-dia, que não são poucos: pessoas que sacrificam sua juventude para cuidar de pais idosos, que sacrificam carreira lucrativa para se dedicar à educação dos pobres... São estes que santificam nosso mundo cruel.

O justo que dá sua vida pelos outros é chamado “servo”, porque serve. Ele é o antipoder. O povo diz: “Quem pode mais, chora menos”. O Servo diria: “Quem pode mais, serve menos”. Jesus diria: “Quem ama mais, sofre mais”. Jesus é a plena realização do “servo”. Aos apóstolos ambiciosos que desejam ter os primeiros lugares no Reino ele opõe seu próprio exemplo: “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o escravo de todos. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

Casualmente, este evangelho coincide com o trecho de Hb lido na 2ª leitura. Aí o servo de Deus é chamado de sacerdote. Não no sentido do Antigo Testamento – pois aí os sacerdotes eram muitos e deveriam ser descendentes de Aarão, o que Jesus não era. Mas no sentido de oferecer a Deus, por todos nós, a própria vida. Aliás, ele é o único sacerdote conforme o Novo Testamento. Aqueles a quem chamamos de sacerdotes são na realidade “ministros”, servos do sacrifício exercido por Jesus. Eles ministram no altar o sacrifício de Jesus, exercendo o sacerdócio ministerial. E os fiéis unem-se ao dom da vida Jesus exercendo na vida cotidiana o sacerdócio batismal do povo de Deus.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— A partir do momento em que os discípulos reconheceram que Jesus era o Messias, toda pregação, ensinamento e atividade dele visavam explicar qual modelo de messianismo era o seu. Jesus passou a anunciar sua paixão, morte e ressurreição ao terceiro dia. O autor do Evangelho de Marcos apresenta três relatos de predição da paixão (cf. Mc 8,31-33; 9,30-32; 10,32-34). Em cada um deles, o modo de apresentar o padecimento pelo qual Jesus deveria passar é diferente e vem acompanhado da incompreensão dos discípulos. No entanto, o evangelista quer deixar claro que sofrimento, morte de cruz e ressurreição são os elementos constituintes do messianismo de Jesus, o enviado último de Deus, e são também, em certa medida, extensivos aos seus seguidores.

— O seguimento de Jesus exige coragem. Não se restringe ao cumprimento de suas palavras, mas comporta a adesão à sua vida. Jesus toma o nosso lugar num gesto de entrega. Assume o lugar dos condenados para que ninguém seja condenado. Como o Servo do cântico de Isaías, oferece a vida para justificar os pecadores (cf. Is 53,10). Sua entrega se manifesta de forma plena no alto da cruz, com a consumação de sua vida e a máxima expressão do seu amor e serviço a Deus e à humanidade. De modo que o Cristo elevado na cruz é modelo surpreendente de vida plena, de alguém fiel ao Pai até a consumação de suas forças, de alguém que confiou absolutamente no Pai e livremente abraçou sua vontade (cf. Mc 14,36).

— A Igreja continua o agir de Jesus e pode contar com a graça do seu Espírito para que seja a ele configurada, a fim de ser, para o mundo, sacramento de Cristo e servidora do Reino de Deus. Assim, não há lugar para rivalidades, ambições e disputas pelos postos e títulos de honra. Como o seu Senhor e Mestre, sua missão é servir e entregar a própria vida (cf. Mc 10,45).


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Jesus, o missionário da Boa Nova

Nas leituras que acabamos de ouvir, Cristo é-nos apresentado como o servo do Senhor, o justo servo (1.ª Leit.) que expia com as suas dores os nossos pecados. Sendo rico faz-se pobre por nossa causa (2.ª Leit.) para nos tornar ricos, quer dizer para nos reconciliar com o Pai. Veio para servir e dar a vida como resgate pela multidão (3.ª Leit.).

Cristo, o Verbo feito carne e enviado do Pai, vem ao mundo para nos trazer uma grande nova: o Pai ama-vos (Jo 16,27). É este o princípio e o fundamento de todo o Cristianismo. Deus quer fazer de nós seus filhos adotivos, a família de Deus na terra.

Deus quer que todos os homens se salvem (1 Tim 2,4). Este desejo foi eficaz, porque se concretizou no primeiro missionário que Deus Pai enviou à primeira infidelidade, o Verbo Encarnado que veio reconduzir a humanidade aos seus destinos perdidos. E com que seriedade tomou Ele esta missão, digam-no os seus trabalhos em busca dos pecadores, a Eucaristia, a Cruz e a instituição da Igreja.

– Que é que mudou para melhor? Porque é que tantos ainda não conhecem Jesus Cristo, ou vivem como se não O conhecessem? Já lá vão dois milênios de Cristianismo e o mundo continua muito mal.

A missão ainda «vai no adro». A missão de Cristo Redentor confiada à Igreja está ainda bem longe do seu pleno cumprimento, advertiu João Paulo II (RM 1). E o Evangelho recorda-nos que a semente cristã tem um dinamismo tão silencioso como imparável (Mc 4, 26). Cresce sem que demos por isso. O seu crescimento é tão modesto como diminutos são os grãos da mostarda. Mas depois se torna a árvore frondosa. Empenhemo-nos com todas as forças no seu crescimento. E não esqueçamos que o Evangelho é proposto num mundo que não o deseja, porque anuncia a honestidade, a justiça, o serviço.

Missa e Missão

Estamos a celebrar a Missa no dia mundial das missões. Missa e Missão, duas palavras que têm a mesma raiz: missio – missão, envio. Na Missa, Jesus veio e vem, enviado do Pai – assim como o Pai me enviou (Jo 20, 21). Na Missão, Jesus envia e os missionários são os seus mensageiros – assim Eu vos envio a vós (Jo 20, 21).

Enviados a quem? Aos que nunca ouviram falar d’Ele? Ou às ovelhas perdidas da casa de Israel? A todos. Aos que nunca ouviram falar d’Ele: são milhões e milhões, a maior parte da humanidade. As ovelhas perdidas da casa de Israel, que serão aqueles que precisam de ser re-evangelizados: batizados que perderam o sentido vivo da fé, já não se reconhecem como membros da Igreja e levam uma vida distante de Cristo e do Evangelho.

A Missa celebrou-a e celebra-a Cristo com o seu Corpo e Sangue. Na Missão, participamos todos, no corpo da Igreja de que fazemos parte, com o sangue das nossas veias, o sacrifício das nossas ofertas e a dedicação das nossas vidas.

No tempo da publicidade, da TV e dos computadores, nada substitui a voz que nos fala e a opção gostosa que temos de fazer e de renovar. Por isso, precisamos da Missa, da Missão, dos missionários, para que alguém, em nome de Alguém, nos mostre a verdade, nos faça olhar para ela, olhando também para nós mesmos. Convertendo-nos em primeira mão, ou reconvertendo-nos quando as crenças se diluem, ou a preguiça, ou a falta de seriedade as atraiçoam.

Evangelizar é obrigação e não privilégio

Ide e evangelizai, manda Jesus (Mc 16, 15). A ordem é para todos os seus discípulos e discípulos somo-lo pelo Batismo. Todos: homens e mulheres, novos e idosos. Todos os cristãos são e devem ser missionários.

Muitos interrogar-se-ão: – E eu que posso fazer? Partir, eu? Estou noivo, tenho marido e filhos, o meu emprego, as minhas responsabilidades sociais…

Deus não nos pede que deixemos a família ou os trabalhos. Pede-nos, sim, que deixemos certo estilo de vida para estarmos disponíveis, para fazer apostolado, para ajudar as missões. Não é preciso ir para a praça pública fazer belos discursos. Basta o exemplo que damos por aquilo de que estamos convencidos. Podemos ser verdadeiros apóstolos, e da forma mais fecunda, também dentro das paredes do lar, no lugar de trabalho, na cama de hospital e na clausura dum convento, lembra o Santo Padre na sua mensagem para o dia de hoje.

A nossa missão será, por vezes, escutar e acolher aqueles que andam dispersos. Dar-lhes motivos para que regressem. Escutar os católicos não praticantes, ouvir as razões que os levaram a afastar-se da prática religiosa. Dar entusiasmo aos sem esperança. Emprestarmos os nossos braços, o nosso coração, para que eles possam ver um sentido em nossas vidas. Rezar e sacrificar-se pelas missões, como Teresa de Lisieux, declarada padroeira das missões e, agora, também Doutora da Igreja.

Fala o Santo Padre

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL DE 2009

«As nações caminharão à sua luz» (Ap 21, 24)

Neste domingo dedicado às missões, me dirijo sobretudo a vós, Irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também aos irmãos e irmãs do Povo de Deus, a fim de vos exortar a reavivar em si a consciência do mandato missionário de Cristo para que «todos os povos se tornem seus discípulos» (Mt 28, 19), seguindo as pegadas de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

«As nações caminharão à sua luz» (Ap 21, 24). O objetivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, pois Nele encontramos a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos somente de nos colocar a serviço da humanidade, sobretudo da daquela sofredora e marginalizada, porque acreditamos que «o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo… é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade» (Evangelii nuntiandi, 1), que «apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência» (Redemptoris missio, 2).

1. Todos os Povos são chamados à salvação

Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, somente no Qual ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.

O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as tornam participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se em meio a contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é «contagiar» de esperança todos os povos. Por isto, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve se tornar uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso impreterível e primário.

2. Igreja peregrina

A Igreja Universal, sem confim e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cfr. Evangelii nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais que se exaurem no âmbito da existência temporal, mas na salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cfr. Evangelii nuntiandi, 27). Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cfr. Jo 18, 36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo ser humano. A Igreja mira em transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, «que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e… deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo» (Deus caritas est, 39). Esta é a missão e o serviço que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.

3. Missio ad gentes

A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, fraternidade, união e paz (cfr. Ad gentes, 8). Desejo «novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja» (Evangelii nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cfr. At 18, 10). De fato, «a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar» (At 2,39).

Toda a Igreja deve se empenhar na missio ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não está plenamente realizada: «Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso» (Hb 2,8).

4. Chamados a evangelizar também por meio do martírio

Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até a prisão, a tortura e a morte. Não são poucos aqueles que atualmente são levados à morte por causa de seu «Nome». É ainda de grande atualidade o que escreveu o meu venerado Predecessor Papa João Paulo II: «A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue» (Novo millennio ineunte, 41).

A participação na missão de Cristo, de fato, destaca também a vida dos anunciadores do Evangelho, aos quais é reservado o mesmo destino de seu Mestre. «Lembrem-vos do que eu disse: nenhum empregado é maior do que seu patrão. Se perseguiram a mim, vão perseguir a vós também» (Jo 15,20). A Igreja se coloca no mesmo caminho e passa por tudo aquilo que Cristo passou, porque não age baseando-se numa lógica humana ou com a força, mas seguindo o caminho da Cruz e se fazendo, em obediência filial ao Pai, testemunha e companheira de viagem desta humanidade.

Às Igrejas antigas como as de recente fundação, recordo que são colocadas pelo Senhor como sal da terra e luz do mundo, chamadas a irradiar Cristo, Luz do mundo, até os extremos confins da terra. A missio ad gentes deve ser a prioridade de seus planos pastorais.

Agradeço e encorajo as Pontifícias Obras Missionárias pelo indispensável trabalho a serviço da animação, formação missionária e ajuda econômica às jovens Igrejas. Por meio destas instituições pontifícias, se realiza de forma admirável a comunhão entre as Igrejas, com a troca de dons, na solicitude recíproca e na comum projetualidade missionária.

5. Conclusão

O impulso missionário sempre foi sinal de vitalidade de nossas Igrejas (cfr. Redemptoris missio, 2). É preciso, todavia, reafirmar que a evangelização é obra do Espírito, e que antes mesmo de ser ação, é testemunho e irradiação da luz de Cristo (cfr. Redemptoris missio, 26) através da Igreja local, que envia os seus missionários e missionárias para além de suas fronteiras. Rogo a todos os católicos para que peçam ao Espírito Santo que aumente na Igreja a paixão pela missão de proclamar o Reino de Deus e ajudar os missionários, as missionárias e as comunidades cristãs empenhadas nesta missão, muitas vezes em ambientes hostis de perseguição.

Ao mesmo tempo, convido todos a darem um sinal crível da comunhão entre as Igrejas, com uma ajuda econômica, especialmente neste período de crise que a humanidade está vivendo, a fim de colocar as jovens Igrejas em condições de iluminar as pessoas com o Evangelho da caridade.

Nos guie em nossa ação missionária a Virgem Maria, Estrela da Evangelização, que deu ao mundo Cristo, luz das nações, para que leve a salvação «até aos extremos da terra» (At 13,47).

A todos, a minha Bênção.

Cidade do Vaticano, 29 de Junho de 2009
BENEDICTUS PP. XVI


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 29º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
É normal que toda a pessoa procure ser reconhecida; a sua dignidade depende disso. Mas será necessário, para ser reconhecido, procurar passar à frente dos outros, sem qualquer escrúpulo? Que cada um tome o seu lugar, mas não reclame o primeiro. Jesus não vem dar conselhos, começa por oferecer o seu testemunho. Ele, que era de condição divina, tomou o lugar de escravo. Deus elevou-O e deu-Lhe um Nome que ultrapassa todo o nome. Jesus não prega o abaixamento pelo abaixamento. Quem escolhe o serviço é elevado por Deus ao lugar de "grande", Deus dá o primeiro lugar a quem escolheu o último. É Deus que altera as situações que o homem, na sua liberdade, escolhe para ser verdadeiro cidadão do Reino de Deus.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
A tentação dos discípulos é recorrente: quem é o maior? Eles pedem a Jesus para se sentarem um à direita e outro à esquerda na sua glória! A glória de Jesus, para Tiago e João, só podia ser a glória temporal do Messias. Eles pedem-Lhe para lhes dar os melhores ministérios no futuro governo! Mas Jesus pensa noutra glória: o cálice da Paixão, depois de ter mergulhado no batismo da sua morte. É evidente que os dois discípulos não podiam compreender isso. O trono de Jesus é a sua cruz. Na cruz raiará em supremo grau o amor do Pai por todos os homens. Na cruz, Jesus está rodeado por dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Eles simbolizam a humanidade, ao mesmo tempo mergulhada nas trevas e acolhedora da luz. É toda a humanidade que é chamada a entrar no Reino, a partilhar a glória do Rei: a parte da humanidade que reconhece Jesus e a parte que O rejeita. Deus quer que todos os homens se salvem. Jesus cumpriu perfeitamente a vontade do seu Pai: veio para servir e dar a vida pela humanidade! Cabe aos discípulos, a nós também seus discípulos, serem também servidores da salvação para todos os homens!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Como servir? Este Dia Mundial das Missões recorda-nos a nossa vocação a sermos servidores do Evangelho.... Concretamente, como fazer passar o Evangelho antes dos nossos próprios desejos? Fazer passar o respeito pelo outro antes da nossa própria vantagem? De que maneira vamos poder servir nesta semana? Ousaremos fazê-lo em nome de Cristo Servidor? Como rezar? Isso diz respeito também à qualidade da nossa oração... A maior parte das vezes, somos como os filhos de Zebedeu: prontos a pedir. Mas se nos esforçamos por amar e servir como Cristo nos pede, então, melhor que pedir, poderemos oferecer-Lhe aquilo que, graças a Ele, faremos pelos nossos irmãos.


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice «não só anunciamos a morte do Redentor» (1 Cor 11, 26), mas proclamamos também a sua ressurreição, enquanto esperamos a sua vinda gloriosa (João Paulo II).

Sl 32, 18-19
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

Ou: Mc 10, 45
O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Jesus Cristo Eucaristia para o mundo nos envia. Este mote deve ser para todos nós programa de vida. Unidos a Cristo, devemos sentir-nos comprometidos com os homens nossos irmãos.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

29ª SEMANA

2ª Feira, 22-X: O que é ser rico aos olhos de Deus?

Rom 4, 20-25 / Lc 12, 13-21
Assim sucede a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus.

Abraão não pensou em si, quando Deus lhe pediu a imolação do filho: «convenceu-se plenamente de que Deus era capaz de fazer o que tinha prometido» (Leit). Pelo contrário, o homem da parábola só pensou em enriquecer cada vez mais e em viver regaladamente (Ev). Jesus pede-nos que procuremos ser ricos aos olhos de Deus. São os pequenos sacrifícios que fazemos em honra de Deus, como Abraão; são os tempos dedicados à oração; é a preocupação pela alimentação da nossa alma, etc.

3ª Feira, 23-X: Vigilância e responsabilidade.

Rom 5, 12-15. 17-19. 20-21 / Lc 12, 35-38
Felizes estes servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes.

É muito importante esta atitude de vigilância. Se ela falta, pode entrar o pecado. E, pela falta de um só muitos outros serão arrastados (Leit). É o que se poderia chamar a solidariedade no pecado. Pelo contrário, se há vigilância, abunda a graça de Deus e muitos são igualmente beneficiados. É o equivalente à Comunhão dos santos. Sintamos esta responsabilidade à hora da nossa luta diária, para não cedermos com facilidade, pensando que não acontece nenhum mal no mundo.

4ª Feira, 24-X: Receber bem o Senhor.

Rom 6, 12-18 / Lc 12, 39-48
Estai vós também preparados, porque à hora em que menos pensais é que vem o Filho do homem.

Procuremos receber o Senhor com muito amor (Ev), quando Ele vem ter conosco na Comunhão, nos tempos de oração, quando nos traz a sua cruz para que a levemos um pouco, etc. Para estarmos bem preparados, devemos empregar os nossos talentos ao serviço de Deus e não ao serviço do pecado (Leit). Não empreguemos mal o tempo como aquele servo que se dedicava a bater nos outros (Ev). Libertemo-nos de alguma escravidão: preguiça, sensualidade, comodismo, etc., para estarmos mais livres.

5ª Feira, 25-X: Da escravidão do pecado à escravidão de Deus.

Rom 6, 19-23 / Lc 12, 49-53
É que a paga do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna.

Que diferença tão grande entre o fruto da escravidão do pecado, que é a morte, e o fruto da escravidão de Deus, que é a vida eterna! (Leit). Para que haja esta libertação do pecado é necessária uma fonte de energia, que é o fogo do amor de Deus, que o Senhor veio trazer à terra (Ev). Ele desejava ardentemente sofrer a paixão e a morte para nos poder libertar. O fogo do amor de Deus prende mais facilmente na oração e os frutos da paixão são-nos aplicados na recepção do sacramento da Penitência.

6ª Feira, 26-X: Os sinais provenientes do nosso interior.

Rom 7, 18-25 / Lc 12, 54-59
Sabeis apreciar o aspecto da terra e do céu; mas este tempo, como é que não o apreciais?

O Senhor convida-nos a apreciar os sinais dos tempos (Ev), e poderíamos acrescentar saber apreciar os sinais que se apresentam dentro de nós. Por exemplo S. Paulo verifica nele tendências contraditórias: «O bem que eu quero, não o faço, mas o mal que não quero é que pratico» (Leit). Por isso, se sente infeliz. Quem nos poderá libertar deste desconcerto? «Só Deus». O corpo reivindica os seus direitos, e a razão aponta outros caminhos mais elevados. Os sentimentos deixam-se levar pelo que é espontâneo e precisam ser igualmente conduzidos pela razão.

Sábado, 27-X: Como aumentar os frutos da nossa vida.

Rom 8, 1-11 / Lc 13, 1-9
Há já três anos que venho procurar fruto a esta figueira e não o encontro.

Deus procura igualmente frutos de santidade nas nossas vidas. Como poderemos dar mais frutos no futuro? (Ev). Uma das possibilidades é que nos interessemos mais pelas coisas do espírito: «Os que vivem segundo a natureza decaída interessam-se pelas coisas dessa natureza: os que vivem segundo o espírito interessam-se pelas coisas do espírito» (Leit). A outra é deixar-nos guiar pelo Espírito Santo: «também dará vida aos vossos corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vós» (Leit).

Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA FERREIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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