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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


24.11.2019
SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO — ANO C
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE )
__ "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reinado" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Na conclusão do ano litúrgico recordamos a centralidade de Cristo na história da Salvação e O proclamamos Senhor do Universo. Ele nos convida a tomar lugar em seu reino de justiça e paz experimentando, agora, o início de Seu reinado. Esta é a missão da Igreja, vivenciada por todos os seus membros, de modo muito particular pelos leigos, chamados a testemunhar tal realidade nos mais diversos ambientes da sociedade.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje celebramos o último Domingo do litúrgico. Ao longo de todo o ano liturgico, inicado no primeiro domingo do Advento passado, contemplamos o Cristo que se fez homem por nós, por nós anunciou e tornou presente o Reino do Pai e, para nos dar esse Reino de modo definitivo, por nós entregou-se na cruz, morreu e ressuscitou, dando- nos de modo definitivo o seu Espírito Santo. Hoje, depois de termos contemplado todo este mistério, chegamos ao fim e proclamamos o Senhor Jesus como Rei do Universo. No Brasil, iniciamos a Campanha para a Evangelização e acolhemos, de modo particular, os leigos e leigas que, assumindo seu Batismo, colaboram por vocação com a missão da Igreja.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Cristo é chamado a dirigir o povo de Deus, a ser seu condutor; sua realeza é de origem divina e tem o primado sobre tudo, porque nele o Pai pôs a plenitude de todas as coisas. No entanto, o evangelho de Lucas apresenta a realeza de Jesus narrando a paródia da sua investidura como Rei dos Judeus na cruz, que lembra a outra paródia que se deu no pretório de Pilatos e narrada pelos outros evangelistas. A investidura real de Jesus se desenrola em torno da cruz, trono improvisado do novo Messias. Para tornar mais evidente essa aproximação, Lucas recorda a inscrição que encabeça a cruz, mas sem dizer que se trata de um motivo de condenação. Assim, a inscrição tem o lugar da palavra de investidura, como a do Pai que investe seu filho no batismo. Além disso, Lucas introduz aqui um episódio que se refere a outro lugar e lhe acrescenta uma frase com a qual a multidão espera que Jesus se manifeste como rei; mas ele não quer que sua realeza lhe advenha da fuga à sua sorte, e sim de sua fidelidade à ela!

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/24-de-novembro---solenidade--de-cristo-rei.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/62_-_34o_dtc_cristo_rei_-_v02.pdf


TEMA
REINO DA CRUZ, REINO DA FÉ

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

“Senhor, lembra-te de mim, quando entrares em teu reinado” (Lc 23,42)

Hoje celebramos a solenidade de Cristo Rei do Universo e o último domingo do ano litúrgico. A I leitura nos narra a unificação do Reino de Israel por meio de Davi, e as características do líder que cumpre a vontade de Deus. No evangelho, contemplamos a realeza de Cristo, a qual se revela na fidelidade de Jesus ao Reino do Pai e na sua total doação na cruz. Sua realeza unifica toda a humanidade, alcançando a salvação para todos. Essa unidade é sintetizada no hino cristológico de Cl 1,12-20, ao apresentar Cristo como o princípio unificador da criação, como o reconciliador, como o Senhor da Igreja; enfim, como a plenitude da revelação e da soberania de Deus.

Introdução do Portal Dehonianos

A Palavra de Deus, neste último domingo do ano litúrgico, convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida.

A primeira leitura apresenta-nos o momento em que David se tornou rei de todo o Israel. Com ele, iniciou-se um tempo de felicidade, de abundância, de paz, que ficou na memória de todo o Povo de Deus. Nos séculos seguintes, o Povo sonhava com o regresso a essa era de felicidade e com a restauração do reino de David; e os profetas prometeram a chegada de um descendente de David que iria realizar esse sonho.

O Evangelho apresenta-nos a realização dessa promessa: Jesus é o Messias/Rei enviado por Deus, que veio tornar realidade o velho sonho do Povo de Deus e apresentar aos homens o "Reino"; no entanto, o "Reino" que Jesus propôs não é um Reino construído sobre a força, a violência, a imposição, mas sobre o amor, o perdão, o dom da vida.

A segunda leitura apresenta um hino que celebra a realeza e a soberania de Cristo sobre toda a criação; além disso, põe em relevo o seu papel fundamental como fonte de vida para o homem.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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LEIGAS E LEIGOS, SEMEADORES DA JUSTIÇA

Na solenidade de Cristo Rei, celebramos a realeza de Jesus Cristo, expressa em seu amor sem limites. Ele proporcionou a paz para toda a humanidade, que o recebeu em Jerusalém montado num jumento emprestado.

A crucificação de Jesus, como antecipação da glória de sua ressurreição, torna-se a grande vitória sobre o mal, o pecado e a morte. Traz-nos a garantia da concretização das promessas de Deus e abre, em nosso coração, a esperança no término de toda forma de opressão, dominação e destruição da dignidade da pessoa humana.

Para nós, cristãos leigos e leigas, a realeza de Cristo é a força motora da nossa missão, é sinal de que a cruz venceu a morte, é o fruto da sua fidelidade ao Pai. Por ela somos impelidos, mediante a Eucaristia, a vivenciar nosso compromisso batismal junto à vida dos irmãos e irmãs abandonados e sofredores.

Todo cristão leigo ou leiga que assume, com consciência, o anúncio do Reino de Deus não se detém diante das dúvidas sobre se Cristo verdadeiramente venceu ou se seu Reino será de fato instaurado, pois dá fé à sua palavra que afirma: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. É ele que nos oferece a certeza da sua vitória e a força para realizar suas obras em nosso meio, como comunidade e, principalmente, como autênticos discípulos-missionários seus.

A Campanha da Fraternidade de 2019 – com o tema “Fraternidade e políticas públicas” – convidou-nos a ser agentes transformadores da sociedade, dotados de um olhar caridoso, amoroso e compassivo. Somos convocados para sair de nós mesmos e adentrar a dor, o sofrimento e a vida de nossos irmãos, seja por meio da participação na construção das políticas públicas, seja por meio de ações pessoais ou comunitárias.

Por isso, neste dia em que celebramos também os cristãos leigas e leigos, peçamos a Deus que nos anime a refletir sobre nossa condição de filhos e filhas seus, propiciada pela graça do batismo, e nos ajude a ser semeadores da justiça, da esperança e da solidariedade.  

Patrícia Cabral
Conselho de Leigos e Leigas Arquidiocese de Manaus


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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LEIGAS E LEIGOS, SEMEADORES DA JUSTIÇA

Na solenidade de Cristo Rei, celebramos a realeza de Jesus Cristo, expressa em seu amor sem limites. Ele proporcionou a paz para toda a humanidade, que o recebeu em Jerusalém montado num jumento emprestado.

A crucificação de Jesus, como antecipação da glória de sua ressurreição, torna-se a grande vitória sobre o mal, o pecado e a morte. Traz-nos a garantia da concretização das promessas de Deus e abre, em nosso coração, a esperança no término de toda forma de opressão, dominação e destruição da dignidade da pessoa humana.

Para nós, cristãos leigos e leigas, a realeza de Cristo é a força motora da nossa missão, é sinal de que a cruz venceu a morte, é o fruto da sua fidelidade ao Pai. Por ela somos impelidos, mediante a Eucaristia, a vivenciar nosso compromisso batismal junto à vida dos irmãos e irmãs abandonados e sofredores.

Todo cristão leigo ou leiga que assume, com consciência, o anúncio do Reino de Deus não se detém diante das dúvidas sobre se Cristo verdadeiramente venceu ou se seu Reino será de fato instaurado, pois dá fé à sua palavra que afirma: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. É ele que nos oferece a certeza da sua vitória e a força para realizar suas obras em nosso meio, como comunidade e, principalmente, como autênticos discípulos-missionários seus.

A Campanha da Fraternidade de 2019 – com o tema “Fraternidade e políticas públicas” – convidou-nos a ser agentes transformadores da sociedade, dotados de um olhar caridoso, amoroso e compassivo. Somos convocados para sair de nós mesmos e adentrar a dor, o sofrimento e a vida de nossos irmãos, seja por meio da participação na construção das políticas públicas, seja por meio de ações pessoais ou comunitárias.

Por isso, neste dia em que celebramos também os cristãos leigas e leigos, peçamos a Deus que nos anime a refletir sobre nossa condição de filhos e filhas seus, propiciada pela graça do batismo, e nos ajude a ser semeadores da justiça, da esperança e da solidariedade.

Patrícia Cabral
Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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SOLENIDADE DE JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Nesta liturgia louvemos a Cristo, rei do universo. Nele o Pai fez uma aliança de amor com toda a humanidade. Seu reinado de justiça, paz e misericórdia nos convida a seguir o caminho da doação da vida, no amor a Deus e aos irmãos e irmãs. Hoje, último domingo do ano litúrgico, em que comemoramos o dia dos leigos e leigas, agradecemos ao Senhor as graças recebidas e todo bem por nós realizado.


LIÇÃO DE VIDA: Com seu exemplo de rei humilde e servidor, Jesus nos ensina a amar e doar a vida pelos irmãos e irmãs.


RITOS INICIAIS

Ap 5, 12; 1, 6
Antífona de entrada: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Celebramos hoje Jesus Cristo como Rei Universal. Fixemos os olhos em Jesus pregado na Cruz que temos junto a este altar. Uma cruz é o seu trono real. É a partir daqui, da sua morte pelos nossos pecados, que Jesus Cristo estabelece o seu reinado, um reino de paz e de reconciliação universal. Com os sentimentos do ladrão arrependido peçamos perdão por todas as vezes que pusemos obstáculos ao reinado de Cristo no nosso coração e à nossa volta (pausa). Confessemos que somos pecadores.

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei, propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O 2º livro de Samuel conta-nos como rei David é aclamado rei de todas as tribos de Israel. É uma figura de Jesus Cristo, que tem de ser reconhecido como Rei de toda a humanidade.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

2 Samuel 5,1-3

Leitura do segundo livro de Samuel. 5 1 Todas as tribos de Israel vieram ter com Davi em Hebron e disseram-lhe: "Vê: não somos nós teus ossos e tua carne? 2 Já antes, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. O Senhor te disse: 'és tu que apascentarás o meu povo e serás o chefe de Israel'". 3 Vieram, pois, todos os anciãos de Israel ter com o rei em Hebron. Davi fez com eles um tratado diante do Senhor e eles sagraram-no rei de Israel.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aqui David é ungido em Hebron como rei de Israel. Se bem que já tinha sido ungido perante os seus irmãos por Samuel (1 Sam 16), só a partir deste momento é que David é reconhecido como rei por todas as tribos; ele é a figura de Cristo, Rei de todos os homens.

«Entradas e saídas» é uma expressão muito corrente nas Escrituras e que é uma rica metáfora para indicar toda a vida duma pessoa, o seu dia a dia, a vida corrente. De facto, por um lado, a vida do homem sobre a terra está enquadrada por dois momentos decisivos: uma entrada ao nascer e uma saída ao morrer; por outro lado, como as casas não eram para se viver nelas, toda a vida se desenrolava entre um sair de casa para trabalhar e um entrar para descansar.

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Depois da morte de Saul, Davi é ungido rei sobre Judá (Reino do Sul), residindo em Hebron (cf. 2Sm 2,1-4). O texto escolhido para a liturgia deste domingo, 2Sm 5,1-3, narra a unção de Davi como rei e o reconhecimento de seu reinado sobre as tribos de Israel (Reino do Norte). Esse é um dos acontecimentos fundamentais da história de Israel, pois, com essa unção, temos o cumprimento da promessa da unificação de todo o povo (cf. 1Sm 16,1.13).

O texto se inicia dizendo que o povo do Reino do Norte se apresentou a Davi para expressar o desejo de se unir a ele. No diálogo entre as tribos de Israel e Davi, são delineadas as características fundamentais do verdadeiro líder. A primeira característica consiste em saber liderar o povo e ajudá-lo a libertar-se de seus sofrimentos ou de alguma situação de opressão. Nesse sentido, o rei é aquele que julga com justiça (cf. Ez 34,17.20.22) e luta pelos anseios do povo. O segundo aspecto presente no texto é que o rei deve apascentar. O verbo “apascentar”, “pastorear”, e o substantivo “pastor” são carregados de significados no Antigo Testamento. Esse verbo geralmente é utilizado para designar os dirigentes do povo, o rei ideal (cf. Jr 23,18), o futuro rei messiânico (cf. Sl 78; Ez 37,24) ou o próprio Deus (cf. Sl 23,1; Is 40,11; Jr 31,9). Também é utilizado em Ez 34 para denunciar os falsos pastores.

A primeira característica do pastor, na literatura bíblica, é “guiar”, “conduzir” o povo ao bom caminho (cf. Eclo 18,13), para que possa suprir suas necessidades. Nessa perspectiva, temos a segunda função do “pastor” ou do líder, que é prover o necessário para a vida do rebanho (cf. Sl 23; Is 14,30; 49,9-10; Sf 3,13) e reuni-lo. Isso indica que não somente Deus provê e reúne, mas também os dirigentes, a fim de cuidar do seu rebanho. Portanto, o rei é aquele que não só se preocupa com a realidade do povo (cf. Ez 34) – tendo, porém, a consciência de que o povo não lhe pertence (cf. v. 2b), mas pertence a Deus –, como também sabe delegar, partilhando seu poder com as outras lideranças (cf. v. 3).

AMBIENTE

Por volta do ano 1007 a.C., o reino de Saul (que agrupava as tribos do norte e do centro) sofreu um rude golpe, com a morte do rei e de Jónatas (filho e natural sucessor de Saul) às mãos dos filisteus, numa batalha travada junto do monte Guilboá (cf. 1 Sm 31). Por esta altura, em contrapartida, David reinava (desde 1012 a.C.) sobre as tribos do sul (cf. 2 Sm 2,1-4).

Ishboshet, filho de Saul, foi escolhido para suceder a seu pai e ainda reinou dois anos sobre as tribos do norte e do centro (cf. 2 Sm 2,8-11); mas acabou por ter a oposição de Abner, chefe dos exércitos do norte, que ofereceu a David a autoridade sobre as tribos que formavam o reino de Saul (cf. 2 Sm 3,12-21). Abner foi, entretanto, assassinado por Joab, general de David (cf. 2 Sm 3,26-27); e, pouco depois, também Ishboshet foi, muito convenientemente, assassinado - embora o segundo livro de Samuel se esforce por mostrar que David não teve nada a ver com esses assassínios (cf. 2 Sm 3,28-39; 4,1-12). Finalmente, os anciãos do norte - preocupados em encontrar uma liderança forte que lhes permitisse resistir aos inimigos tradicionais, os filisteus - pediram a David que aceitasse dirigir também os destinos das tribos do norte e do centro.

É diante deste quadro que a leitura de hoje nos coloca. David está em Hebron - a capital das tribos do sul - e é lá que recebe os enviados das tribos norte e do centro que lhe propõem a realeza. Estamos por volta do ano 1005 a.C..

MENSAGEM

Temos, portanto, os anciãos de Israel diante de David a propor-lhe a realeza sobre as tribos do norte e do centro. David aceita... É a primeira vez que se consegue a união das tribos do norte, do centro e do sul sob a autoridade de um único rei (as "doze tribos" que a tradição teológica designará como o "Povo de Deus").

Os catequistas deuteronomistas, autores deste texto, preocupam-se, no entanto, em fazer uma leitura teológica da história... Assim, colocam na boca dos anciãos de Israel a seguinte frase: "o Senhor disse-te: «tu apascentarás o meu Povo de Israel, tu serás rei de Israel»" (vers. 2). A realeza de David aparecerá, assim, como algo querido por Deus, decidido por Deus - uma espécie de extensão da realeza de Deus: doravante, o rei David será considerado o instrumento através do qual Deus apascenta o seu Povo.

David foi o rei mais importante da história do Povo de Deus. O seu reinado foi marcado - como acontece com todos os reinados "humanos" - por conflitos internos, guerras civis, injustiças, mortes... Mas, apesar de tudo, David manifestou-se como um homem com uma grande estatura política e moral. Em termos políticos, o reinado de David fez de Israel e de Judá um reino de razoáveis dimensões, que se sobrepôs aos seus inimigos tradicionais (os filisteus, os amonitas, os moabitas) e que ficou na memória do Povo de Deus como um tempo ideal de paz e de abundância. Em termos religiosos, foi o tempo em que Jahwéh era considerado, efectivamente, o Deus de Israel e de Judá e em que o rei potenciava o encontro de todo o Povo à volta do seu Deus, na fidelidade à aliança.

No futuro - sobretudo em épocas de crise, de frustração nacional, de instabilidade social, de infidelidade religiosa - o reinado de David vai constituir como que uma miragem ideal; e, nas alturas mais dramáticas da sua história, o Povo de Deus sonha com um descendente de David que venha restaurar o reino ideal de seu pai.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes desenvolvimentos:

• O que é que a história de David tem a ver com a Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo? Jesus Cristo, o Messias, Rei de Israel, descendente de David, é considerado no Novo Testamento a resposta de Jahwéh aos sonhos e expectativas do Povo de Deus. Ele veio para restaurar, ao jeito de Deus e na lógica de Deus, o reino de David. Jesus é, portanto, o Rei que, à imagem do que David fez com Israel, apascenta o novo Povo de Deus (veremos, mais à frente, como deve ser entendida a realeza de Jesus). Que significa, para mim, dizer que Jesus é Rei?

• O reinado de David é apresentado com um tempo ideal de unidade, de paz e de felicidade; no entanto, conheceu, também, tudo aquilo que costuma caracterizar os reinados humanos: tronos, riquezas, exércitos, batalhas, injustiças, intrigas de corte, lutas pelo poder, assassínios, corrupção... Falar do "Reino" de Jesus terá algo a ver com isto? Estes esquemas caberão, de alguma forma, na lógica de Deus?

Subsídios:
1ª leitura
: (2Sm 5,1-3) Davi consagrado rei em Hebron – No fim tempo dos juízes, Israel quer um rei "como têm os outros povos" (1Sm 8,5). Mas Deus não o quer assim, pois ele mesmo é o único Rei; por isso, os reis de Israel serão os seus "ungidos", seus "filhos", os executivos estabelecidos por ele. A história deles não é muito gloriosa, mas no fim da linhagem virá o verdadeiro "Filho do Altíssimo", cujo reino não terá fim (Lc 1,32-33). Davi foi grande, por ter sido o único que conseguiu reunir as doze tribos. Jesus reúne o universo (cumprindo as profecias: Ez 37,22 etc.). Pelo dom de seu sangue, constituiu um povo novo (Ef 2,14-16; Cl 1,20: 2ª leitura). * Cf. 1Cr 11,1-3; 1Sm 13,14; 18,13.16; Dt 17,15; 2Sm 3,10 * Sf 3,14-15; Zc 14,9.



Salmo Responsorial

Monição: Este Salmo é um cântico de peregrinação, que exprime a alegria do peregrino ao avistar o templo do Senhor. Vamos também nós com alegria ao encontro de Jesus, o nosso Rei.

SALMO RESPONSORIAL – 121/111

Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

Que alegria quando ouvi que me disseram:
"Vamos à casa do Senhor!"
E agora nossos pés já se detêm,
Jerusalém, em tuas portas.

Para lá sobem as tribos de Israel,
as tribos do Senhor.
Para louvar, segundo a lei de Israel,
o nome do Senhor.
A sede da justiça lá está
e o trono de Davi.

Segunda Leitura

Monição: A 2ª leitura de hoje é um hino a Cristo, que tem uma supremacia absoluta sobre toda a Criação, como o seu Criador. Ele é também o nosso Rei porque deu a sua vida por nós e nos pôs em paz com Deus pelo Sangue da sua Cruz.

Colossenses 1,12-20

Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses. 1 12 Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. 13 Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. 15 Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. 16 Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. 17 Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. 18 Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. 19 Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude 20 e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada «crise de Colossas», em que alguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-O ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo na ordem da Criação – vv. 15-17 – e na ordem da Redenção – vv. 18-20, em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15-16 «Cristo é a imagem de Deus invisível». Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é «o Primogénito de toda a criatura», no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas «n’Ele», «por Ele» e «para Ele» (v.16). Não se diz no texto que Cristo seja uma criatura primogénita, mas o que se diz é que Ele é primogénito porque está acima de todas as criaturas, e porque «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (v. 18); também Jacob era primogénito, embora não tivesse nascido primeiro que Isaú.

18-20 Na ordem da Graça e da Redenção, também «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (v. 18), pois Ele é a «cabeça da Igreja, que é o seu corpo», é o «Princípio, o Primogénito (o primeiro a ressuscitar) entre os mortos». Enfim, «aprouve a Deus que residisse n’Ele a plenitude», isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica ao homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza «pelo sangue da sua Cruz» (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo «habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina».

Em suma, como se exprime, em rica síntese, a Bíblia de Pirot, Cristo tem a supremacia absoluta em todos os aspectos: na ordem natural, pela criação(vv. 16.17); na ordem da graça, como Redentor (v. 20); na ordem moral e mística, como Cabeça do Corpo Místico (v. 18a); e na ordem escatológica, pela sua Ressurreição (v. 18b).

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A carta aos Colossenses foi escrita por algum discípulo de Paulo, sendo considerada, portanto, deuteropaulina. Colossas era uma pequena cidade na Ásia Menor. Na comunidade, formada praticamente por pessoas provenientes das religiões pagãs e da cultura judaica, prosperavam algumas concepções não condizentes com o seguimento de Jesus. Uma delas é que Jesus seria inferior aos anjos, pois os anjos sempre permaneceram diante do trono de Deus, enquanto Jesus assumiu a condição humana. Eles também acreditavam que os anjos e as forças cósmicas tinham um papel fundamental no destino das pessoas. Por isso, era necessário realizar várias práticas religiosas, como a observância das leis relativas aos alimentos, jejum, práticas ascéticas, para garantir a benevolência desses seres considerados celestes.

O hino descrito em Cl 1,12-20 provavelmente provém da liturgia batismal. No contexto da comunidade de Colossas, ele ilumina o cristão e o ajuda a se orientar em direção ao Reinado de Deus, do qual é participante por meio do batismo.

 Podemos dividir o hino em três partes. A primeira apresenta Cristo como a imagem de Deus e como o primogênito da criação (cf. vv. 15-16). Desse modo, Cristo Jesus é o princípio unificador da realidade cósmica com a humana. É ele que unifica toda a obra de Deus, pois é o mediador da criação, o reconciliador e salvador. O autor, portanto, afirma que Cristo é a plenitude do divino e do humano, e todos os chamados seres intermediários entre Deus e a humanidade (tronos, dominações, soberanias, poderes, anjos) submetem-se ao seu poder. Assim, a salvação é obtida por meio da fé em Jesus Cristo, pois ele é o centro da criação, o fundamento da história da salvação, a revelação do Deus invisível, o primogênito da criação. A segunda parte confirma a soberania de Cristo sobre todas as criaturas (cf. vv. 17-18a). Também indica que ele é o Senhor da Igreja e esta se encontra sob sua autoridade. Na terceira parte, o autor declara que Cristo é o primogênito dos mortos, pois foi o primeiro a ressuscitar e é o fundamento da ressurreição. Enfim, Cristo é o lugar no qual a plenitude de Deus se manifesta, é a plenitude da revelação divina e o princípio vital que gera a vida nova entre os cristãos. Assim, a vida e o destino dos cristãos dependem da fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado, o Ressuscitado, o Messias.

AMBIENTE

A comunidade cristã de Colossos (situada na Ásia Menor, a cerca de 200 quilómetros a Este de Éfeso) não foi fundada por Paulo, mas sim por Epafras, discípulo de Paulo e colossense de origem. Como é que Paulo aparece envolvido com esta comunidade?

Daquilo que podemos perceber da carta, Paulo estava na prisão (em Roma?) quando recebeu a visita do seu amigo Epafras. Epafras contou a Paulo que a Igreja de Colossos estava em crise, pois alguns "doutores" cristãos ensinavam que a adesão a Jesus devia ser completada por outras práticas religiosas, fundamentais para a salvação e para um conhecimento mais profundo do mistério de Deus.

Assim, esses "doutores" exigiam dos crentes de Colossos o cumprimento de práticas ascéticas, de certos ritos legalistas, de algumas prescrições sobre os alimentos; exigiam, também, a observância de determinadas festas e a crença nos anjos e nos seus poderes. É possível que este quadro tivesse a ver com doutrinas orientais que começavam a circular nesta época e que iriam, mais tarde, desembocar no movimento "gnóstico".

Contra esta confusão religiosa, Paulo afirma a absoluta suficiência de Cristo: a adesão a Cristo é o fundamental para quem quer ter acesso à proposta de salvação que Deus faz aos homens; tudo o resto é dispensável e não deve ser imposto aos cristãos.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto começa com um convite à acção de graças, porque Deus livrou os colossenses "do poder das trevas" e transferiu-os "para o Reino do seu filho muito amado" (vers. 12-14); em seguida, Paulo apresenta um hino no qual celebra a supremacia absoluta de Cristo na criação e na redenção (vers. 15-20): trata-se de um hino que Paulo, provavelmente, tomou da liturgia cristã, mas que aparece perfeitamente integrado no discurso e na mensagem desta carta. É nas duas estrofes deste hino que está a mensagem fundamental que nos interessa reflectir.

A primeira estrofe do hino (vers. 15-17) afirma e celebra a soberania de Cristo sobre toda a criação; e fá-lo, recorrendo a três afirmações importantes.

A primeira diz que Cristo é a "imagem de Deus invisível". Dizer que é "imagem" significa dizer que Ele é, em tudo, igual ao Pai, no ser e no agir, e que n'Ele reside a plenitude da divindade. Significa que Deus, espiritual e transcendente, revela-Se aos homens e faz-Se visível através da humanidade de Cristo.

A segunda afirma que Ele é "o primogénito de toda a criatura". No contexto familiar judaico, o "primogénito" era o herdeiro principal, que tinha a primazia em dignidade e em autoridade sobre os seus irmãos. Aplicado a Cristo, significa que Ele tem a supremacia e a autoridade sobre toda a criação.

A terceira assegura que "n'Ele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas". Tal significa que todas as coisas têm n'Ele o seu centro supremo de unidade, de coesão, de harmonia ("n'Ele"); que é Ele que comunica a vida do Pai ("por Ele"); e que Cristo é o termo e a finalidade de toda a criação ("para Ele").

Ao mencionar expressamente que os "tronos, dominações, principados e potestades" estão incluídos na soberania de Cristo, Paulo desmonta as especulações dos "doutores" de Colossos acerca dos poderes angélicos, considerados em paralelo com o poder de Cristo.

A segunda estrofe (vers. 18-20) afirma e celebra a soberania e o poder de Cristo na redenção. Também aqui temos três afirmações fundamentais...

A primeira diz que Cristo é a "cabeça da Igreja, que é o seu corpo". A expressão significa, em primeiro lugar, que Cristo tem a primazia e a soberania sobre a comunidade cristã; mas significa, também, que é Ele quem comunica a vida aos membros do corpo e que os une num conjunto vital e harmónico.

A segunda afirma que Cristo é o "princípio, o primogénito de entre os mortos". Significa, não só que Ele foi o primeiro a ressuscitar, mas também que Ele é a fonte de vida que vai provocar a nossa própria ressurreição.

A terceira assegura que em Cristo reside "toda a plenitude". Significa que n'Ele e só n'Ele habita, efectiva e essencialmente, a divindade: tudo o que Deus nos quer comunicar, a fim de nos inserir na sua família, está em Cristo. Por isso, o autor do hino pode concluir que, por Cristo, foram reconciliadas com Deus todas as criaturas na terra e nos céus: por Cristo, a criação inteira, marcada pelo pecado, recebeu a oferta da salvação e pôde voltar a inserir-se na família de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes desenvolvimentos:

• A festa de Cristo Rei, que encerra o ano litúrgico, celebra, antes de mais, a soberania e o poder de Cristo sobre toda a criação. A leitura que acabámos de ver diz, a este propósito, que em Cristo, Deus revela-Se; que Ele tem a supremacia e autoridade sobre todos os seres criados; que Ele é o centro de todo o universo e que tudo tende e converge para Ele... Isto equivale a definir Cristo como o centro da vida e da história, a coordenada fundamental à volta da qual tudo se constrói. Cristo tem, de facto, esta centralidade na vida dos homens e mulheres do nosso tempo, ou há outros deuses e referências que usurparam o seu lugar? Quais são esses outros "reis" que ocuparam o "trono" que pertence a Cristo? Esses "reis" trouxeram alguma "mais valia" à vida dos homens, ou apenas criaram escravidão e desumanização? O que podemos fazer para que a nossa sociedade reconheça em Cristo o seu "rei"?

• Em termos pessoais, Cristo é o centro, referência fundamental à volta da qual a minha vida se articula e se constrói? O que é que Ele significa para mim, não em termos de definição teórica, mas em termos existenciais?

• A Festa de Cristo Rei é, também, a festa da soberania de Cristo sobre a comunidade cristã. A Igreja é um corpo, do qual Cristo é a cabeça; é Cristo que reúne os vários membros numa comunidade de irmãos que vivem no amor; é Cristo que a todos alimenta e dá vida; é Cristo o termo dessa caminhada que os crentes fazem ao encontro da vida em plenitude. Esta centralidade de Cristo tem estado sempre presente na reflexão, na catequese e na vida da Igreja? É que muitas vezes falamos mais de autoridade e de obediência do que de Cristo; de castidade, de celibato e de leis canónicas, do que do Evangelho; de dinheiro, de poder e de direitos da Igreja, do que do "Reino"... Cristo é - não em teoria, mas de facto - o centro de referência da Igreja no seu todo e de cada uma das nossas comunidades cristãs em particular? Não damos, às vezes, mais importância às leis feitas pelos homens do que a Cristo? Não há, tantas vezes, "santos", "santinhos" e "santões" que assumem um valor exagerado na vivência de certos cristãos, e que ocultam ou fazem esquecer o essencial?

Subsídios:
2ª leitura: (Cl 1,12-20) Restauração do universo no reino do amor de Cristo – Por Cristo, Deus criou o universo. Por ele, quer reconciliá-lo e salvá-lo. Cristo é a origem, o centro e o fim de nosso universo. Sem ele, perde seu sentido. A partir do plano de Deus entenderemos nossa realidade renovada pelo sacrifício do Cristo na cruz, (1,20). Razão de gratidão e alegria: não somos mais submissos aos poderes das trevas, mas vivemos na luz de Deus (1,12-13). * 1,12-14 cf. Ef 1,11-13; 1Pd 2,9; Ef 1,6-7; 2,2; 6,12 * 1,14-17 cf. Rm 8,29; 1Cor 8,6; 1Cor 4,4; Hb 1,3; Jo 1,3.10.18 * 1,18-20 cf. Ef 1,22-23; 5,23-24; Ap 1,5; Jo 1,16; Cl 2,9; Ef 1,7.10; 2,13-14.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o reino que vem seja bendito, ao que vem e a seu reino, o louvor! (Mc 11,9s).

Evangelho

Monição: Aclamemos o Evangelho da salvação, que hoje nos mostra como Jesus estabelece o seu reinado a partir da sua Cruz, perdoando ao ladrão arrependido.

Lucas 23,35-43

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 23 35 A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: "Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus!" 36 Do mesmo modo zombavam dele os soldados. Aproximavam-se dele, ofereciam-lhe vinagre e diziam: 37 "Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo". 38 Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: "Este é o rei dos judeus". 39 Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: "Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!" 40 Mas o outro o repreendeu: "Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? 41 Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum". 42 E acrescentou: "Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!" 43 Jesus respondeu-lhe: "Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

O paradoxo de um rei crucificado, sujeito ao sarcasmo mais aviltante (vv. 35-39), é o que há de mais impensável, para Jesus poder ser anunciado como o Messias Rei, não só para os judeus, mas para toda a Humanidade. Só se pode apresentar deste modo a Jesus, se Ele é mesmo Rei de verdade, embora seja um escândalo para os judeus e uma loucura para os gentios (cf. 1 Cor 1, 23); para nós, é a salvação mais comovedora que Deus nos pode oferecer, é o Rei que nos conquista pela máxima prova de amor.

Jesus, que, diante de Pilatos, já tinha declarado o que não é a sua realeza (cf. Jo 18, 36), não explicando mais, porque o prefeito romano não se interessa pela verdade (cf. Jo 18, 38), abre agora o seu coração a um criminoso, que, do meio do seu suplício, implora arrependido a misericórdia divina; Jesus revela-lhe que realeza é a sua e onde está o seu Reino: no «Paraíso», o Céu, onde vai entrar «hoje» mesmo (v. 43), sem ser preciso esperar por uma consumação escatológica geral do final dos tempos, segundo a expressão, «quando vieres com a tua realeza» (v. 42), própria do Messias, ao dar-se a ressurreição final.

Na cena do ladrão arrependido fica patente a natureza do Reino de Cristo: é um reinado de perdão e misericórdia para conduzir os pecadores à salvação eterna.

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Em Lc 23,35-43 há a narrativa da crucificação, a reação dos chefes e dos soldados e o diálogo de Jesus com os malfeitores crucificados com ele (vv. 39-43). Em Lc 23,35, o autor apresenta os chefes, que, apesar de reconhecerem o poder de Jesus como taumaturgo (“a outros salvou”, v. 35), zombam dele, por não compreenderem o verdadeiro sentido de suas ações salvíficas e sua fidelidade ao projeto do Pai, a qual se manifesta justamente na opção por não salvar a si mesmo.

Os soldados também caçoam de Jesus, sobretudo do seu título de rei e do seu messianismo, por entenderem como rei e Messias aquele que tem poder de realizar ações em benefício de si mesmo, para satisfazer os próprios interesses. Esse modo de pensar é diferente do conceito e da postura de rei, adotados por Jesus. O verdadeiro Messias, rei de Israel, entende-se como aquele que entrega a vida em favor das pessoas. Este é o verdadeiro significado da festa que recordamos nesta liturgia: Cristo Rei do Universo é aquele que doa a vida e, com sua vida doada, unifica toda a humanidade.

Após a reação dos chefes e dos soldados, temos o diálogo com os malfeitores que sofrem a mesma condenação de Jesus, a crucificação. O primeiro malfeitor repete o escárnio dos chefes, pondo em dúvida o messianismo de Jesus. O segundo inicia sua fala apresentando a necessidade de temer a Deus e compreender a manifestação divina naquele que está sendo crucificado com eles, pois este é o verdadeiro enviado de Deus, o seu Filho, o Messias. Nesse diálogo, o segundo malfeitor declara a inocência de Jesus e reconhece sua realeza, desprezada pelos chefes e soldados. Trata-se de realeza que não segue os moldes dos grandes impérios – os quais massacram o povo para fazer prevalecer os próprios interesses –, mas se revela na salvação da humanidade. Essa salvação não consiste numa intervenção espetacular, mas na manifestação de poder mediante a total doação da própria vida, na entrega em favor dos irmãos. É com base nessa compreensão que o segundo malfeitor professa a fé na ressurreição e no triunfo do Reinado de Deus, ao pedir que Jesus se recorde dele quando entrar no seu Reinado. É também o momento de reafirmar a fidelidade de Deus em cumprir as promessas e manter a aliança estabelecida com o povo (cf. Lc 1,72). Tal malfeitor esperava uma salvação futura, no fim dos tempos, mas Jesus lhe garante que a salvação já está presente. Desse modo, o chamado “bom ladrão” se apresenta como o protótipo daquele que percebe que, com Jesus, se inaugura a manifestação do Reinado, da soberania de Deus. Por isso, o estar com Jesus “hoje no paraíso” não pode ser interpretado como algo futuro, como a ressurreição no fim dos tempos, mas o paraíso é o reconhecimento do Reino inaugurado na encarnação de Jesus (cf. Lc 2,22), no seu ministério público, por meio de suas palavras e gestos (cf. Lc 4,21). O paraíso significa, portanto, essa comunhão com o projeto de Cristo (“estarás comigo”, v. 43). O texto também reafirma que a salvação é dada a todos, basta acolhê-la.

Ao concluir, podemos dizer que o segundo malfeitor declara a vitória sobre a morte, pois, ao contemplar Jesus crucificado, professa a fé no triunfo da vida e na soberania divina.

AMBIENTE

O Evangelho situa-nos "lugar do Crânio" (alusão provável à forma da rocha que dominava o lugar e que lembrava um crânio), diante de uma cruz. É o final da "caminhada" terrena de Jesus: estamos perante o último quadro de uma vida gasta ao serviço da construção do "Reino". As bases do "Reino" já estão lançadas e Jesus é apresentado como "o Rei" que preside a esse "Reino" que Ele veio propor aos homens. A cena apresenta-nos Jesus crucificado, dois "malfeitores" crucificados também, os chefes dos judeus que "zombavam de Jesus", os soldados que troçavam dos condenados e o povo silencioso, perplexo e expectante. Por cima da cruz de Jesus, havia uma inscrição: "o basileus tôn Ioudaiôn outos" ("este é o rei dos judeus").

MENSAGEM

O quadro que Lucas nos apresenta é, portanto, dominado pelo tema da realeza de Jesus... Como é que se define e apresenta essa realeza?

Presidindo à cena, dominando-a de alto a baixo, está a famosa inscrição que define Jesus como "rei dos judeus". É uma indicação que, face à situação em que Jesus Se encontra, parece irónica: Ele não está sentado num trono, mas pregado numa cruz; não aparece rodeado de súbditos fiéis que O incensam e adulam, mas dos chefes dos judeus que O insultam e dos soldados que O escarnecem; Ele não exerce autoridade de vida ou de morte sobre milhões de homens, mas está pregado numa cruz, indefeso, condenado a uma morte infamante... Não há aqui qualquer sinal que identifique Jesus com poder, com autoridade, com realeza terrena.

Contudo, a inscrição da cruz - irónica aos olhos dos homens - descreve com precisão a situação de Jesus, na perspectiva de Deus: Ele é o "rei" que preside, da cruz, a um "Reino" de serviço, de amor, de entrega, de dom da vida. Neste quadro, explica-se a lógica desse "Reino de Deus" que Jesus veio propor aos homens.

O quadro é completado por uma cena bem significativa para entender o sentido da realeza de Jesus... Ao lado de Jesus estão dois "malfeitores", crucificados como Ele. Enquanto um O insulta (este representa aqueles que recusam a proposta do "Reino"), o outro pede: "Jesus, lembra-Te de mim quando vieres com a tua realeza". A resposta de Jesus a este pedido é: "hoje mesmo estarás comigo no paraíso". Jesus é o Rei que apresenta aos homens uma proposta de salvação e que, da cruz, oferece a vida. O "estar hoje no paraíso" não expressa um dado cronológico, mas indica que a salvação definitiva (o "Reino") começa a fazer-se realidade a partir da cruz. Na cruz manifesta-se plenamente a realeza de Jesus que é perdão, renovação do homem, vida plena; e essa realeza abarca todos os homens - mesmo os condenados - que acolhem a salvação.

Toda a vida de Jesus foi dominada pelo tema do "Reino". Ele começou o seu ministério anunciando que "o Reino chegou" (cf. Mc 1,15; Mt 4,17). As suas palavras e os seus gestos sempre mostraram que Ele tinha consciência de ter sido enviado pelo Pai para anunciar o "Reino" e para trazer aos homens uma era nova de felicidade e de paz. Os discípulos depressa perceberam que Jesus era o "Messias" (cf. Mc 8,29; Mt 16,16; Lc 9,20) - um título que O ligava às promessas proféticas e a esse reino ideal de David com que o Povo sonhava. Contudo, Jesus nunca assumiu com clareza o título de "Messias", a fim de evitar equívocos: numa Palestina em ebulição, o título de "Messias" tinha algo de ambíguo, por estar ligado a perspectivas nacionalistas e a sonhos de luta política contra o ocupante romano. Jesus não quis deitar mais lenha para a fogueira da esperança messiânica, pois o seu messianismo não passava por um trono, nem por esquemas de autoridade, de poder, de violência. Jesus é o Messias/rei, sim; mas é rei na lógica de Deus - isto é, veio para presidir a um "Reino" cuja lei é o serviço, o amor, o dom da vida. A afirmação da sua dignidade real passa pelo sofrimento, pela morte, pela entrega de Si próprio. O seu trono é a cruz, expressão máxima de uma vida feita amor e entrega. É neste sentido que o Evangelho de hoje nos convida a entender a realeza de Jesus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes dados:

• Celebrar a Festa de Cristo Rei do Universo não é celebrar um Deus forte, dominador que Se impõe aos homens do alto da sua omnipotência e que os assusta com gestos espectaculares; mas é celebrar um Deus que serve, que acolhe e que reina nos corações com a força desarmada do amor. A cruz - ponto de chegada de uma vida gasta a construir o "Reino de Deus" - é o trono de um Deus que recusa qualquer poder e escolhe reinar no coração dos homens através do amor e do dom da vida.

• À Igreja de Jesus ainda falta alguma coisa para interiorizar a lógica da realeza de Jesus. Depois dos exércitos para impor a cruz, das conversões forçadas e das fogueiras para combater as heresias, continuamos a manter estruturas que nos equiparam aos reinos deste mundo... A Igreja, corpo de Cristo e seu sinal no mundo, necessita que o seu Estado com território (ainda que simbólico) seja equiparado a outros Estados políticos? A Igreja, esposa de Cristo, necessita de servidores que se comportam como se fossem funcionários superiores do império? A Igreja, serva de Cristo e dos homens, necessita de estruturas que funcionam, muitas vezes, apenas segundo a lógica do mercado e da política? Que sentido é que tudo isto faz?

• Em termos pessoais, a Festa de Cristo Rei convida-nos, também, a repensar a nossa existência e os nossos valores. Diante deste "rei" despojado de tudo e pregado numa cruz, não nos parecem completamente ridículas as nossas pretensões de honras, de glórias, de títulos, de aplausos, de reconhecimentos? Diante deste "rei" que dá a vida por amor, não nos parecem completamente sem sentido as nossas manias de grandeza, as lutas para conseguirmos mais poder, as invejas mesquinhas, as rivalidades que nos magoam e separam dos irmãos? Diante deste "rei" que se dá sem guardar nada para si, não nos sentimos convidados a fazer da vida um dom?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 23,35-43) O Reino do Crucificado – Lc acentua o reinado de Cristo sobretudo na história da infância (p. ex. a Anunciação: 1,32-33) e na narrativa da Paixão, onde o paradoxo da Cruz parece contradizer o título real. A inscrição da cruz: "Rei dos judeus" torna-se escárnio na boca dos espectadores. Um dos facínoras crucificados a seu lado insulta Jesus por seu messianismo, mas o outro acredita e, com a tradicional oração de Israel, "Lembra-te de mim" (cf. Sl 25[24],6; 74[73],2), pede para ser admitido no Reino; já imagina Jesus no seu Reino (23,42). A resposta de Jesus é: "Hoje..."! O Reino já começou, na hora da doação até a morte. Na cruz, Jesus atrai todos a si, em primeiro lugar os pecadores (tema preferido de Lc). * 23,35-38 cf. Mt 27,41-43; Mc 15,31-32a; Lc 22,67-70; Sl 22[21],18; 69[68],22 * 23,39-43 cf. Mt 27,44; Mc 15,32b; Is 53,12; Fl 1,23 .

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Foi genial a ideia dos compositores da renovada ordem litúrgica, de escolher a morte de Cristo na cruz como evangelho para a festa de Cristo Rei. O ensejo imediato para esta escolha formam os insultos dos soldados e do “mau ladrão”, como também a prece que o “bom ladrão” dirige ao Crucificado. Todos eles aludem à realeza (messianismo) de Jesus, os primeiros num sentido de escárnio, o último, ao contrário, com um espírito de fé, que lhe consegue a resposta: “Hoje ainda estarás comigo no paraíso”.

Para Lc, o Reino de Cristo inicia realmente na hora da cruz, e dele participa aquele que encarna o modelo do comum dos fiéis: o pecador convertido (cf. a pecadora, o publicano, o filho pródigo, Zaqueu, etc.). Isso significa, entre outras coisas, que o Reino de Jesus, para Lc, é essencialmente o Reino da reconciliação do homem com Deus (cf. Paulo em Cl 1,20; 2ª leitura).

A verdadeira paz messiânica, para Lc, não é tanto o lobo e o cordeiro pastarem juntos (Is 11,6-9), mas o homem ser reconciliado com Deus e participar da vida divina, no “paraíso”, restauração da inocência original. Deste Reino, o homem participa pela fé, que se expressa na oração (outro tema caro a Lc): a prece do bom ladrão não é apenas um pedido, mas também confessa Jesus como Rei (“no teu Reino”, 23,42). Como, anteriormente, à guisa de prefiguração, outras personagens receberam cura por causa de sua fé (p.ex., Lc 18,42), o bom ladrão recebe o paraíso por causa dessa fé. Podemos, portanto, dizer que, para Lc, o Reino de Cristo é essencialmente seu poder de reconciliar com Deus os que acreditam nele. Essa reconciliação tem como centro a cruz, ato supremo de amor e serviço de Jesus para seus irmãos. No homem de Nazaré, morto por amor, Deus encontra reconciliação com a humanidade, pelo menos, se pela fé e a conversão ela se solidariza com o Filho amado.

2ª leitura elabora a mesma visão em termos diretamente teológicos. Deus nos assumiu no Reino de seu Filho amado (Cl 1,13), no qual temos a salvação e a remissão dos pecados (1,14). Segue então o famoso hino cristológico Cl 1,15-20, que canta Jesus como sendo aquele em quem mora a plenitude de Deus: Deus lhe deu tudo, e mais, “quis morar nele com toda sua plenitude” (1,19). Paulo desenvolve sua cristologia num sentido corporativo: Jesus é a Cabeça, a Igreja o Corpo. Ora, a Cabeça não é separada do Corpo. Juntos formam a “Plenitude”. Sacrificando-se Cristo por nós, em obediência, na morte da cruz, nós é que somos reconciliados. Assim – e notemos a alusão à terminologia messiânica – Cristo instaurou a “paz” pelo sangue de sua cruz (1,20).

1ª leitura tem função tipológica; indica o início da linhagem da qual Jesus é a plena realização, a linhagem dos reis davídicos, os “ungidos” (cristos), executivos de Deus. Mas Jesus supera de longe o modelo davídico, e seria um anacronismo conceber o reinado de Cristo em termos políticos, como um novo reino de Davi.

Convém refletir sobre o conceito do Reino de Cristo no sentido de reconciliação de Deus com o homem, neste tempo em que tão facilmente o reino de Cristo é confundido com uma grandeza mundana, tanto na ideologia integralista quanto na revolucionária e libertadora. O Reino de Cristo, na visão da liturgia de hoje, é o acontecer da vontade do Pai na reconciliação operada pelo sacrifício de sua vida, não de modo mecânico ou mágico, mas pela participação da fé. Em outros termos, a fé reconhece a morte de Cristo como um divino gesto de amor por nós e produz conversão e adesão a este mesmo amor, superando o ódio e a divisão. Assim, o Reino no qual Cristo é investido por sua obediência até a morte, implanta-se também no mundo, mediante a fé dos que nele acreditam e seguem seu caminho.

JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Para coroar o ano litúrgico, celebramos o solene encerramento, a festa de Cristo-Rei. Jesus é apresentado como rei nosso e do universo. Mas, o que significa chamar Jesus de “rei”?

Não temos em nosso meio experiência próxima daquilo que é um rei. Por isso convém prestar bem atenção à 1ª leitura, que narra a consagração de Davi como rei de Israel. Davi não é apenas chefe do Estado e tampouco um rei considerado deus como os reis do Egito e da Babilônia. Ele é “filho de Deus”, chamado a exercer o reinado em obediência a Deus, o Único Senhor.

Ora, se Davi era um rei diferente, Jesus muito mais, como podemos perceber no evangelho. Seu governo tem alcance além da morte, além do mundo; e este domínio, que supera tudo, ele o abre para o pecador que se converte, o “bom ladrão” crucificado ao seu lado. Jesus não é rei sobre um determinado pedacinho de nosso planeta, mas submete a si a morte e o pecado (cf. 1Cor 15,25-26). Tudo o que existe para a glória de Deus – de modo especial, a Igreja – encontra em Jesus seu chefe, sua cabeça – diz a 2ª leitura. Ele é rei por seu sangue redentor, pelo dom de sua vida, que vence o ódio, o desamor, o pecado.

Estamos aos poucos redescobrindo que o Reino de Deus, inaugurado por Jesus, deve ser implantado aqui na terra, na justiça e no amor fraterno. Mas não devemos perder de vista a dimensão eterna deste reino. Ele supera as realidades históricas, “encarnadas”. Ele atinge a relação mais profunda e invisível entre Deus e o homem. Ele é universal, não apenas no tempo e no espaço, mas sobretudo na profundidade, na radicalidade.

O projeto de Deus, que Jesus veio, definitivamente, pôr em ação, não termina no horizonte de nosso olhar físico. Seu alcance não tem fim. É uma grandeza que vence todo o mal, muito além daquilo que podemos verificar aqui e agora. É um reino que não apenas conquista o mundo, mas muda a sua qualidade. Por isso dedicamos-lhe todas as nossas forças e não ficamos de braços cruzados.

Este reino supera o pecado, como Jesus mostra, acolhendo o “bom ladrão”. Pois é o reino do amor. Porém, não legitima o pecado: Zaqueu, depois que se converteu, começou vida nova (Lc 19,1-10). Se o bom ladrão tivesse continuado com vida, deveria ter mudado radicalmente seu modo de viver... Assim, para participarmos, já agora, deste reino de amor, justiça e paz, devemos deixar acontecer em nós a transformação que Jesus iniciou e pela qual ele deu a sua vida.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Ao celebrar Cristo Rei do Universo, somos convidados a contemplar a realeza de Jesus narrada pelo evangelista Lucas, deixar-nos afetar pela forma surpreendente com que Deus mostra seu poder e ver o que essa revelação da majestade divina sugere ao nosso modo de viver como cristãos. Outros temas que perpassam as leituras, além da soberania e da majestade de Deus, são a unificação dos povos (I leitura), a reconciliação (II leitura), a experiência da misericórdia de Deus ao contemplar Jesus crucificado e a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai (evangelho). Isso nos aponta uma das características fundamentais do Reinado de Deus: a comunhão e a certeza da vitória da vida.

— Considerando as várias reações das pessoas diante de Jesus crucificado, também podemos nos questionar: qual é minha concepção da realeza de Jesus? Assemelha-se à dos chefes e dos soldados – ou seja, aquela que se expressa no “salvar a si mesmo” – ou é análoga àquela manifestada na prática de Jesus, como expressão da fidelidade ao projeto do Pai?

— Na solenidade de Cristo Rei, o que significa testemunhar o Reinado de Deus, que se manifesta na comunhão e na reconciliação? Jesus Cristo é o Senhor da minha vida e da vida da minha comunidade?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O sublime paradoxo da realeza de Jesus

Jesus Cristo é a meta final da História. É, pois, com razão que encerramos o Ano Litúrgico aclamando-O como «Rei dos Reis e Senhor dos Senhores», o Senhor e Rei de todo o Universo.

E como é que este Rei nos aparece na leitura do Evangelho de hoje? Aquele letreiro afixado na Cruz está a proclamá-lo Rei. Aos olhos do vulgo, porém, Ele não passa de um rei de comédia… Feito objecto de troça e sarcasmo, é mesmo desafiado a mostrar o seu poder salvador: «salvou os outros, que se salve a si»; «se és rei, salva-te a ti e desce da Cruz!»

E Jesus mostra o seu poder salvador, não descendo do trono da Cruz, mas levando a cabo, por meio dela, a obra da salvação da Humanidade! Pregado na Cruz, oculta a sua majestade e quer manifestar em que consiste a sua realeza: o perdãopara os que O insultam e maltratam; a garantia do paraíso ao ladrão arrependido; o abrir-nos de vez as portas do Reino dos Céus até então fechadas pelo pecado. Não é reduzindo a nada os seus inimigos que Ele estabelece o seu reinado, mas provocando o amor das suas criaturas com o amor que lhes mostra «até ao fim»; assim reconcilia com Deus todas as coisas, «estabelecendo a paz, pelo sangue da sua Cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus» (2ª leitura). O seu reino é «um reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz» (prefácio da oração eucarística).

Jesus é Rei porque é Deus feito homem: «n’Ele reside toda a plenitude», isto é, n’Ele “habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina” (2ª leitura e Col 2, 9), por isso «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (2ª leitura). Com efeito «por Ele e para Ele tudo foi criado» e «Ele é a Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo» (ibid.).

2. Queremos que Ele reine: «Venha o teu Reino!»

Mas, assim como acontecia no Calvário, o drama da rejeição do amor deste Rei de Paz e de Misericórdia continua actual. Confrontamo-nos com uma sociedade que teima em viver de costas para Deus e que tenta impor um projecto de vida ao avesso do maravilhoso plano de amor e de paz inscrito no coração humano e na própria natureza das coisas. João Paulo II advertia que está a verificar-se a difusão duma mentalidade inspirada no laicismo e esta ideologia leva gradualmente à restrição da liberdade religiosa até promover um desprezo ou ignorância do religioso, relegando a fé para a esfera do privado e opondo-se à sua expressão pública, o que nada tem a ver com a justa laicidade do Estado. Ora «uma sociedade em que Deus é absolutamente ausente autodestrói-se; vimo-lo nos grandes regimes totalitários do século passado» (J. Ratzinger),

Em face desta situação, que vem já do séc. XVIII, Pio XI instituiu esta festa de Cristo Rei em 1925 e mais adiante promoveu a Acção Católica. O grito de S. Paulo, «é preciso que Ele reine» (1 Cor 15, 25) é a aspiração de todo o discípulo de Cristo, que quer opor aos desígnios dos homens da parábola de Lc 19, 14 – «não queremos que Ele reine» – um ideal apostólico, que veio a expressar-se no lema litúrgico: «Regnare Christum vólumus!» (Queremos que Cristo reine!). E foi assim que Jesus nos ensinou a rezar na oração do Pai-nosso: «Venha o teu Reino».

3. Trabalhar eficazmente para a construção do Reinado de Cristo

Perante o reinado de Cristo a nossa atitude não pode ser a de ficarmos passivos, limitando-nos a receber os bens do Reino. A vocação cristã implica a missão de ser apóstolo deste Reino. O Concílio Vaticano II, ao falar dos leigos, proclama que, «por própria vocação, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as de acordo com Deus» (LG 31).

Para isso, antes de mais, temos de fazer com que Cristo reine plenamente em nós próprios. Que Ele reine na nossa inteligência, procurando conhecermos cada vez melhor as verdades da fé aderindo interiormente a elas; que Cristo reine na nossa vontade para que ela se identifique com o querer de Deus e o seu projecto de salvação; que Ele reine no nosso coração para que ele não se apegue a nada contrário ao amor de Deus. Só então poderemos dar um testemunho válido e contribuir eficazmente para o reinado de Cristo na nossa família, no nosso ambiente de trabalho, enfim, na sociedade em que vivemos.

O ponto de partida de todo o apostolado eficaz é a procura incansável da identificação com Cristo; esta é a meta que João Paulo II propôs para o novo milénio: «Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade… É preciso, pois, redescobrir, em todo o seu valor programático, o cap V da LG do Concílio, intitulado ‘vocação universal à santidade’» (NMI 30). A propósito, é bem expressivo aquele ponto de Caminho: «Um segredo, um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos. Deus quer um punhado de homens ‘seus’ em cada actividade humana. Depois… ‘Pax Christi in regno Christi’ – a paz de Cristo no reino de Cristo» (nº 301).

Fala o Santo Padre

1. Hoje, último domingo do ano litúrgico, celebra-se a solenidade de Cristo Rei do universo.

Para Ele olhavam os Padres do Concílio Vaticano II quando, a 21 de Novembro de há quarenta anos, promulgaram a Constituição dogmática que começa com as palavras Lumem gentium cum sit Christus, «Sendo Cristo a luz dos povos».

A Lumen gentium marcou uma etapa no percurso da Igreja pelos caminhos do mundo contemporâneo e estimulou o Povo de Deus a assumir com mais decisão as suas responsabilidades na edificação daquele Reino que só terá o seu pleno cumprimento no além da história.

2. De facto, a animação evangélica da ordem temporal é um dever de cada baptizado, em particular dos fiéis leigos (cf. Lumen gentium, 31, 35, 36, 38, etc.). Subsídio útil para esta sua missão é também o Compêndio da Doutrina social da Igreja, publicado precisamente este ano pelo Pontifício Conselho «Justiça e Paz», ao qual renovo a minha gratidão. […]

João Paulo II, Angelus, Domingo, 21 de Novembro de 2004


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 34º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA CELEBRADA NA EUCARISTIA.
A Palavra de Deus não se limita ao tempo da proclamação e da escuta da Palavra. Na preparação da celebração, procurar que algumas expressões da liturgia da Palavra estejam presentes no momento penitencial, nalguma intenção da oração dos fiéis, num momento de acção de graças...

3. BILHETE DE EVANGELHO.
Na colina do Gólgota, os chefes zombam... os soldados troçam... um soldado injuria Jesus... Até ao fim Jesus encontrará a oposição e a incompreensão. A sua mensagem era perturbadora, o seu testemunho provocador, o seu rosto desfigurado, mesmo Deus parecia tê-l'O abandonado... É um malfeitor que reconhece no seu companheiro de infelicidade, também perto de morrer, o Rei de um outro Reino em que a única defesa é a do Amor. Então, vira-se para Jesus, de quem deve ter ouvido falar do seu Reino, e pede-Lhe somente para Se recordar dele quando vier inaugurar este Reino. Ora, a hora chegou, é hoje que estará com Ele no Paraíso. Aquele que foi malfeitor sobre a terra torna-se benfeitor no Reino, é isso a salvação. Isso passou-se na colina do Gólgota, numa certa sexta-feira da história...

4. À ESCUTA DA PALAVRA.
Na oração do Pai Nosso, Jesus faz-nos pedir, e reza connosco: "Não nos deixeis cair em tentação". De facto, Jesus foi submetido à tentação e resistiu. A este propósito, Lucas dá uma estranha precisão, dizendo que o diabo afastou-se de Jesus até ao momento fixado. Este momento é quando Jesus é pregado na cruz. No deserto, o diabo tinha dito: "Se és o Filho de Deus..." Agora Jesus ouve: "Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também". É a mesma tentação: se Jesus é verdadeiramente o Messias, o Filho de Deus, deve dispor de toda a omnipotência de Deus. Então, que utilize este mesmo poder para cumprir um último milagre e despegar-Se da cruz. Até os seus inimigos ficariam confundidos. Mas Jesus resistiu. É porque algo de sumamente importante está aqui em jogo. Trata-se, uma vez mais, do verdadeiro rosto de Deus que Jesus veio revelar. Não um Deus todo-poderoso à maneira dos homens, mas um Deus Pai que só pode fazer uma coisa: amar, amar os seus inimigos, ainda e sempre, mesmo quando eles O rejeitam e crucificam o seu Filho bem-amado. Ora, se esta tentação acompanhou Jesus até à cruz, não é de admirar que ela acompanhe sempre os seus discípulos, que a própria Igreja não lhe escape! Na cruz, Jesus, o Rei, exerce outro poder, outra realeza. Não utiliza um poder à maneira do mundo. O segundo malfeitor, que chamamos de "bom ladrão", só pede uma coisa a Jesus: que Se lembre dele no seu Reino. O que ele pede não é que o livre da morte iminente, a mesma de Jesus! É que, depois da morte, Jesus Se lembre dele. Simplesmente, diz: "Jesus, preciso de ti". É um grito de pobreza. Então Jesus diz-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso". E o assassino tornou-se o primeiro homem a entrar com Jesus no Reino do Pai. Aí está o verdadeiro, o único poder de Jesus.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística para a Reconciliação nº IV, que recorda de modo mais explícito a história da salvação.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO DA VIDA...
Levar a Palavra de Deus como luz para mais uma semana de trabalho, de estudo... Ao longo dos dias da semana que se segue, procurar rezar e meditar algumas frases da Palavra de Deus: "Vamos com alegria para a casa do Senhor"...; "Deus Pai libertou-nos do poder das trevas... transferiu-nos para o reino do seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, o perdão dos pecados"...; "Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza"... Procurar transformar as palavras de Deus em atitudes e em gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida...

LITURGIA EUCARÍSTICA

Cântico do ofertório: Todas as nações recebeu em herança, M. Faria, NRMS 3(II)

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor…

Prefácio: Cristo, Sacerdote e Rei do universo

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo.

Monição da Comunhão: O ladrão arrependido pedia apenas que Jesus se lembrasse dele no seu Reino e Jesus introduziu-o no Reino dos Céus! Se nos encontramos com as devidas disposições, aproximemo-nos a receber a Cristo e deixemos que Ele reine de verdade na nossa vida, no nosso pensar, no nosso querer, para nos dispormos a trabalhar pelo seu reinado.

Salmo 28, 10-11
Antífona da comunhão: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

Cântico de acção de graças: Povos, batei palmas, C. Silva, NRMS 48

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: É a hora do envio em missão. Vamos, pois, trabalhar para que Cristo reine de verdade, primeiramente em todo o nosso ser, na nossa alma e no nosso corpo; e, depois, em todos os ambientes em que nos movemos, no nosso lar, na nossa família e no nosso trabalho santificado, feito com perfeição, por amor, como uma oferta digna de Deus, para a sua glória.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

34ª SEMANA

2ª feira, 26-XI: Vida eterna e desapego dos bens.

Dan 1, 1-6. 8-20 / Lc 21, 1-4
E notou-se ao fim dos dez dias que eles… em tudo o que fosse questão de saber e inteligência… eram dez vezes superiores.

Daniel e seus companheiros deram um belo exemplo de austeridade nas comidas, e receberam uma recompensa maravilhosa (cf. Leit). Jesus exigirá como condição para ser seu discípulo que se renuncie a todos os bens por causa d’Ele e do Evangelho Mas também é necessário esse desprendimento para entrar no reino dos céus: «Pouco antes da sua paixão, deu-lhes o exemplo da pobre viúva de Jerusalém que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver (cf. Ev). O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no reino dos céus» (CIC, 2544)

3ª feira,27-XI: Vitória do reino de Cristo.

Dan 2, 31-45 / Lc 21, 5-11
Jesus respondeu-lhes: Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra, que não venha a ser derrubada.

Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém, orgulho dos judeus (cf. Ev). O mesmo viria a acontecer ao extenso reino de Nabucodonossor, simbolizado na estátua, que se desfez (cf. Leit). Finalmente o «Deus do céu fará surgir um reino que nunca será destruído» (Ev). O reino de Cristo ainda não está acabado. «É ainda atacado pelos poderes do mal, embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela Páscoa de Cristo… Por estes motivos, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para que se apresse o regresso de Cristo, dizendo-lhe: Vinde Senhor Jesus» (CIC, 671).

4ª feira, 28-XI: O juízo particular e o peso do amor.

Dan 5, 1-6. 13-14. 16-17. 23-28 / Lc 21, 12-19
‘Contou’ Deus o tempo do teu reinado e pôs-lhe termo; ‘pesado’ foste na balança e achado sem peso.

Antes da segunda vinda de Cristo, a Igreja sofrerá grandes tribulações, que abalarão a fé de muitos crentes (cf. Ev). Depois desta peregrinação na terra, seremos julgados por Deus, que verificará o peso das nossas vidas (cf. Leit), que será dado pelo amor de Deus com que vivemos as nossas acções de cada dia: «Ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular, que põe a sua vida em referência a Cristo… ‘Ao entardecer desta vida, examinar-te-ão no amor’ (S. João da Cruz)» (CIC, 1022).

5ª feira, 29-XI: O juízo final e a conversão.

Dan 6, 11-28 / Lc 21, 20-28
Nessa altura verão o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória.

Ao dar-se a vinda gloriosa de Cristo, terá lugar o Juízo final: «A mensagem do juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens o tempo favorável, o tempo de salvação» (CIC, 1041). O rei Dário converteu-se ao Deus de Daniel, depois de ver como Ele tinha salvo Daniel, e proclamou a todos os seus súbditos que Ele é o «Deus vivo. É Ele quem salva e liberta» (Leit). A verdadeira conversão manifesta-se na conduta: melhorar o trabalho, a vida familiar, orientar o dia de modo a agradar a Deus, dar um bom testemunho da presença de Deus para atrair os outros à fé.

6ª feira, 30-XI: S. André: Vocação e missão.

Rom 10, 9-18 / Mt 4, 18-22
Quando viu dois irmãos, Simão, que é chamado Pedro, e seu irmão André… Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.

S. André foi pois dos primeiros a ouvir o chamamento do Senhor, e a segui-lo. (cf.Ev). Todos recebemos a vocação cristã que, ao longo da vida, se vai concretizando em novos apelos do Senhor: para melhorar a nossa vida espiritual, a vida familiar, o trabalho, a caridade para com o próximo. É preciso levar à prática estes apelos do Senhor. Segundo uma antiga tradição, ele pregou o Evangelho na Grécia e morreu na Acaia, crucificado numa cruz em forma de X. Depois da vocação, vem o cumprimento da missão: «A voz deles propagou-se por toda a terra, e as suas palavras, até aos confins do mundo» (Leit).

Sábado, 1-XII: Vigilância e oração.

Dan 7, 15-27 / Lc 21, 34-36
O seu Reino será um reino eterno, e todos os potentados o hão-de servir e lhe hão-de obedecer.

Este Reino eterno, da profecia de Daniel (Ev) está perto de nós: «Em Jesus, ‘o reino de Deus está perto’. Ele apela à conversão e à fé, mas também à vigilância. Na oração o discípulo vela, atento àquele que é e que vem, na memória da sua primeira vinda, na humildade da carne e na esperança da sua segunda vinda na glória. Em comunhão com o Mestre, a oração dos discípulos é um combate» (CIC, 2612). O oposto da vigilância é o descuido, a falta de empenho aos combates diários. Com a oração, venceremos!

Homilia e Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha
Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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