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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


26.01.2020
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia de hoje apresenta Jesus Cristo como a luz que brilha entre as nações e elimina as trevas do pecado e da morte. Da mesma forma, Jesus continua hoje, por meio da Igreja, reunindo o povo e convocando discípulos para a missão de anunciar o Evangelho até que a salvação seja proposta à humanidade inteira.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, viemos aqui para celebrar o mistério pascal de Cristo. Esse mistério nos envolve com sua luz e ilumina toda nossa existência. Jesus, luz do mundo e Palavra Eterna do Pai se manifestará à sua Igreja reunida nesta assembleia santa. Nesse Domingo da Palavra de Deus, deixemo-nos guiar por Ela, Sabedoria de Deus e alimento de nossa fé. Acolhendo-a na vida e no coração, sejamos por Ela transformados para que também nós sejamos luz na vida de nossos irmãos e irmãs.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A luz é uma das necessidades primordiais do home. Não é apenas um elemento necessário à vida, mas como que a imagem da própria vida. Isso influi profundamente na linguagem, para aqual "ver a luz", "vir à luz" significa nascer; "ver a luz do sol" é sinônimo de viver... Ao contrário, quando um homem morre, diz-se que "apagou", que "fechou os olhos à luz"... A Bíblia usa esta palavra como símbolo da salvação. O salmo responsorial põe a luz em estreita relação com a salvação. "O Senhor ´eminha luz e minha salvação". "Deus é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5) "Habita uma luz inacessível" (1Tm 6,16). Em Jesus, a luz de Deus vem brilhar sobre a terra: "Veio ao mundo a luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9). "Eu como luz vim ao mundo, para que todo o que crê não permaneça nas trevas" (Jo 12,46). Com Jesus passamos das trevas para a luz. Evangelização é luz. Conversão é luz.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/26-de-janeiro-de-2020---3-tcomum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_06_-_3o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
A LUZ DO EVANGELHO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Discipulado: esforço contínuo para configurar-se a Jesus de Nazaré

Seguimento ou discipulado é o fio condutor que perpassa as três leituras de hoje. Na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia o surgimento da luz que irá trazer alegria a todos os povos que jaziam na sombra da morte. Na segunda, Paulo exorta a comunidade de Corinto para que ela viva a unidade, e não a discórdia. Somente Jesus Cristo é o centro de unidade da comunidade. Sem a centralidade em Cristo, a comunidade cai no erro de formar “igrejinhas” em seu interior e seguir o pensamento de alguns de seus líderes. No evangelho, Jesus convida todos à conversão. Conversão exige fé! Fé, por sua vez, consiste em seguimento. Tal como Simão, André, Tiago e João, somos chamados a deixar tudo para seguir Jesus.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo apresenta-nos o projecto de salvação e de vida plena que Deus tem para oferecer ao mundo e aos homens: o projecto do "Reino".

Na primeira leitura, o profeta/poeta Isaías anuncia uma luz que Deus irá fazer brilhar por cima das montanhas da Galileia e que porá fim às trevas que submergem todos aqueles que estão prisioneiros da morte, da injustiça, do sofrimento, do desespero.

O Evangelho descreve a realização da promessa profética: Jesus é a luz que começa a brilhar na Galileia e propõe aos homens de toda a terra a Boa Nova da chegada do "Reino". Ao apelo de Jesus, respondem os discípulos: eles serão os primeiros destinatários da proposta e as testemunhas encarregadas de levar o "Reino" a toda a terra.

A segunda leitura apresenta as vicissitudes de uma comunidade de discípulos, que esqueceram Jesus e a sua proposta. Paulo, o apóstolo, exorta-os veementemente a redescobrirem os fundamentos da sua fé e dos compromissos assumidos no baptismo.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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CONVITE À CONVERSÃO

Com a prisão de João Batista, Jesus se dirige para a Galileia e se estabelece em Cafarnaum, à beira do lago de Genesaré. Aí ele dá início à sua missão – justamente no lugar onde, segundo o profeta Isaías, “o povo vivia nas trevas”. Portador de esperança para o povo sofrido, Jesus aparece como “grande luz” num território de gente desprezada, a “Galileia dos pagãos” ou “das na­ções”. Embora tal região fosse a periferia das periferias, era disputada pelos impérios por estar na encruzilhada das grandes rotas comerciais. Além disso, havia o interesse de explorar suas terras férteis – assim como ocorre com nossa Amazônia, tão disputada pelos impérios de hoje.

Portanto, Jesus inicia sua pregação não em Jerusalém, mas na periferia – lugar de pessoas exploradas. Aí ele proclama: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. O reino dos céus não é algo para ser vivenciado apenas após o fim da vida ou que só vai existir no céu, mas está próximo, está chegando com Jesus.

Os discípulos e discípulas de Jesus são convidados a se empenharem para que esse reino dos céus se torne cada vez mais realidade aqui na terra. Trata-se de grande desafio para todos os cristãos, principalmente nestes “tempos sombrios” em que estamos vivendo. Converter-se é mudar a maneira de pensar e agir: quem pensa em violência deve assumir o compromisso com a paz; quem pensa em morte precisa passar a valorizar a vida; quem adota atitude de intolerância e arrogância necessita adotar uma atitude de aceitação do diferente.

Num segundo momento, são apresentados os primeiros vocacionados para o seguimento do Mestre. Ele chama pescadores para resgatarem as pessoas que vivem imersas e enredadas nos males do mundo – a humanidade é sua primeira preocupação. Esses primeiros chamados constituem como que o modelo da vocação de todos os cristãos. Eles recebem a mesma missão do Mestre: propagar a luz do evangelho, anunciar a Boa-nova do Reino e curar os males da sociedade.

  Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O POVO QUE ANDAVA NA ESCURIDÃO VIU UMA GRANDE LUZ

Deus caminha com o seu povo e o motiva a permanecer firme no caminho – não como povo oprimido, mas como povo livre. Todas as pessoas aspiram a viver alegres e felizes. Para tanto, a liberdade é importante. Deus, em sua misericórdia e compaixão, assume a iniciativa de quebrar os instrumentos da tortura e da opressão, sustentando a esperança. Para realizar esse desígnio, Jesus veio anunciar ao povo oprimido o Reino da liberdade e da vida plena para todos.

A primeira leitura, do livro do profeta Isaías, menciona duas tribos (Zabulon e Neftali) cujos territórios eram dominados por interesses econômicos. O povo era pisado e lesado por aqueles que não promoviam vida plena para todos, mas eram gestores da exploração e da marginalização. Testemunha desse total abandono, Isaías descreve a situação como trevas e entrevê um futuro diferente. Para esse povo oprimido, que andava na escuridão, há a promessa de uma grande luz. A luz é símbolo da intervenção de Deus, que socorre os oprimidos, devolvendo-lhes a liberdade e a dignidade humana.

  Zabulon e Neftali representam também as situações do nosso tempo que precisam ser iluminadas pela luz de Cristo, sobretudo as que são dominadas pela violência, pelas drogas, pela corrupção, pelos destruidores da “casa comum”… A segunda leitura, da primeira carta aos Coríntios, também nos recorda a urgência de anunciar essa luz, que dissipa as trevas provocadas por aqueles que querem promover discórdia nas comunidades. O apóstolo Paulo, percebendo que a comunidade de Corinto estava se perdendo em conflitos, exorta os membros a viver na unidade.

Trata-se da unidade que nasce não dos evangelizadores, mas de Cristo, cabeça da comunidade. Paulo conscientiza a comunidade de que – embora ela seja formada por muitos membros, com distintas opiniões – é preciso manter a unidade em torno do essencial: Cristo e seu evangelho. O projeto de Jesus deve ser acolhido com entusiasmo, porque ele surge como o portador de esperança para o povo de Deus. Ele é a grande luz que veio para iluminar as nações.

Suas palavras e ações inauguram o novo tempo: o tempo da colaboração, do compromisso, do sentido de pertença. É nesse contexto que Jesus inicia sua missão e lança a Pedro, André, Tiago e João o desafio: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. O convite que Jesus fez aos quatro primeiros discípulos se estende a cada um de nós; mas, para compreendermos esse chamado, é preciso aceitá-lo como grande luz que anima e fortalece o nosso SIM.

Pe. Roni Hernandes, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Missa do 3º Domingo do Tempo Comum

Jesus vem ao nosso encontro para iluminar nossa vida e nos libertar das trevas do mal e de tudo o que nos afasta do seu amor. Esta liturgia nos ajude a acolher, com alegria e fé, sua mensagem de salvação, para vivermos unidos entre nós e trilharmos o caminho da conversão.

LIÇÃO DE VIDA: A cada dia podemos nos converter para vivermos entre nós o reino de Deus, que Jesus veio nos trazer.


RITOS INICIAIS

Salmo 95, 1.6
Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

Introdução ao espírito da Celebração
Todas as semanas se iniciam com o Domingo. E, se este é o Dia do Senhor, queremos encontrar-nos com Ele na Santa Missa. Deus deseja ouvir-nos. Nós vamos escutá-l’O. Deste diálogo amoroso surge um sentido novo para a nossa vida.

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Agradeçamos ao Senhor Jesus por ter vindo ao mundo para nos salvar. As trevas desapareceram com a Sua Luz.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 8,23-9,3

Leitura do livro do profeta Isaías. 8 23 No passado o Senhor humilhou a terra de Zabulon e de Neftali, mas no futuro cobrirá de honras o caminho do mar, a Transjordânia e o distrito das nações. 9 1 O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. 2 Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos. 3 Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

8, 23b Na Galileia estavam estabelecidas as tribos de Zabulão e de Neftali. Assim como foram estas as primeiras a sofrer as invasões assírias e a ser vítimas dos horrores da guerra e da deportação, também vão ser as primeiras a verem «uma grande luz», terra privilegiada para o começo da pregação de Jesus. Assim é interpretada esta passagem no Evangelho de hoje (Mt 4, 12-16).

9, 3 «Como no dia de Madiã». Alusão à estrondosa vitória alcançada por Gedeão apenas com 300 homens sobre os numerosos exércitos madianitas (cf. Jz 7).

..........

Nos tempos passados, Israel (Judá) foi infiel ao seu único Senhor. Tanto na política quanto na religião, Israel confiou no poder dos homens, e não em seu Deus. Por isso, na visão do profeta, caiu sob o domínio de povos estrangeiros. Essa infidelidade resulta na quebra de aliança entre Deus e seu povo eleito.

Mas o Deus de Israel nunca desiste de seu povo! Ele restabelece a aliança rompida. A aliança definitiva será a vinda do Messias. Ele será a luz de todos os povos, não somente de Israel.

Sua presença devolverá a vida a todos aqueles que se encontram na “sombra da morte”. Nele, todos encontrarão o sentido da vida!

AMBIENTE

O Livro do profeta Isaías propõe-nos um conjunto de oráculos ditos "messiânicos", que alimentam a esperança do Povo nesse mundo de justiça e de paz que Deus, num futuro sem data marcada, vai oferecer aos seus. Há quem defenda, no entanto, que esses textos messiânicos não provêm de Isaías, mas são oráculos posteriores, enxertados no texto original do profeta pelo editor final da obra isaiana.

O nosso texto pertence, provavelmente, à fase final da vida do profeta. Estamos no final do séc. VIII a.C.. Os assírios (que em 721 a.C. conquistaram Samaria, a antiga capital do reino de Israel) oprimem e humilham as tribos do Povo de Deus instaladas na região norte do país (Zabulão e Neftali); as trevas da desolação e da morte cobrem toda a região setentrional da Palestina.

No sul, em Jerusalém, reina Ezequias. O rei, desdenhando as indicações do profeta (para quem as alianças políticas com os povos estrangeiros são sintoma de grave infidelidade para com Jahwéh, pois significam colocar a confiança e a esperança nos homens), envia embaixadas ao Egipto, à Fenícia e à Babilónia, procurando consolidar uma frente contra a maior e mais ameaçadora potência da época - a Assíria. A resposta de Senaquerib, rei da Assíria, não se faz esperar: tendo vencido sucessivamente os membros da coligação, volta-se contra Judá, devasta o país e põe cerco a Jerusalém (701 a.C.). Ezequias tem de submeter-se e fica a pagar um pesado tributo aos assírios.

Por essa época, desiludido com os reis e com a política, o profeta teria começado a sonhar com uma intervenção de Deus para oferecer ao seu Povo um mundo novo, de liberdade e de paz sem fim. Este texto pode ser dessa época.

MENSAGEM

O nosso texto está construído sobre um jogo de oposições: "humilhar/cobrir de glória", "trevas/luz", "caminhar nas sombras da morte (desolação, desespero)/alegria e contentamento". Os conceitos negativos ("humilhar", "trevas", "caminhar nas sombras da morte") definem a situação actual; os conceitos positivos ("cobrir de glória", "luz", "alegria e contentamento") definem a situação futura.

Como se passará da actual situação de opressão, de frustração, de desespero, à situação futura de alegria, de contentamento, de esperança?

O profeta fala de "uma luz" que irá começar a brilhar por cima dos montes da Galileia e que irá iluminar toda a terra. Essa luz eliminará "as trevas" que mantinham o Povo oprimido e sem esperança e inaugurará o dia novo da alegria e da paz sem fim. O jugo da opressão que pesava sobre o Povo será, então, quebrado e a paz deixará de ser uma miragem para se tornar uma realidade. Para descrever a alegria que, nesse novo quadro, encherá o coração do Povo, o profeta utiliza duas imagens extremamente sugestivas: é como quando, no fim das colheitas, toda a gente dança feliz, celebrando a abundância dos alimentos; é como quando, após a caçada, os caçadores dividem a presa abundante.

Qual a origem dessa luz libertadora e recriadora? O sujeito dos verbos do versículo 3 é, indubitavelmente, Deus: será Deus quem quebrará a vara do opressor, quem levantará o jugo que oprime o Povo de Deus, quem triturará o bastão de comando que gera escravidão e humilhação. O mundo novo de alegria e de paz sem fim é um dom de Deus.

O nosso texto fica por aqui; mas, na sequência, o oráculo de Isaías ainda fala num "menino", enviado por Deus para restaurar o trono de David e para reinar no direito e na justiça (cf. Is 9,5-6). É a promessa messiânica em todo o seu esplendor.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e a partilha da Palavra podem fazer-se a partir dos seguintes elementos:

• É Jesus, a luz que ilumina o mundo com uma aurora de esperança, que dá sentido pleno a esta profecia messiânica de Isaías. Ele é "Aquele que veio de Deus" para vencer as trevas e as sombras da morte que ocultavam a esperança e instaurar o mundo novo da justiça, da paz, da felicidade. No entanto, a luz de Jesus é, hoje, uma realidade instituída, viva, actuante na história humana? Porquê?

• Acolher Jesus é aceitar esse projecto de justiça e de paz que Ele veio propor aos homens. Esforçamo-nos por tornar realidade o "Reino de Deus"? Como lidamos com as situações de injustiça, de opressão, de conflito, de violência: com a indiferença de quem sente que não tem nada a ver com isso enquanto essas realidades não nos atingem directamente, ou com a inquietação de quem se sente responsável pela instauração do "Reino de Deus" entre os homens?

• Em que, ou em quem, coloco eu a minha esperança e a minha segurança: nos políticos que me prometem tudo e se servem da minha ingenuidade para fins próprios? No dinheiro que se desvaloriza e que não
serve para comprar a paz do meu coração? Na situação sólida da minha empresa, que pode desfazer-se diante das próximas convulsões sociais ou durante a próxima crise energética? Isaías sugere que só podemos confiar em Deus e na sua decisão de vir ao nosso encontro para nos apresentar uma proposta de vida e de paz.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Is 8,23b–9,3) Luz sobre os que estão nas trevas – 732: deportação das tribos galileias (Zabulão e Neftali) para a Assíria. Mas nas trevas desta situação brilha uma luz de esperança: o nascimento de um filho real, cujo nome simbólico é Emanuel, “Deus conosco” (cf. missa da noite de Natal). * 8,23 cf. Mt 4,15-16 * 9,1-2 cf. Sl 112[111],4; Jo 8,12; Sl 126[125] * 9,3 cf. Is 10,24-26; Jz 7,15-25.



Salmo Responsorial

Monição: Nunca desanimemos perante as dificuldades do dia a dia pois o Senhor vem salvar-nos.

SALMO RESPONSORIAL – 26/27

O Senhor é minha luz e salvação.
O Senhor é a proteção da minha vida.

O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor
e contemplá-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!

Segunda Leitura

Monição: São Paulo apelou, há dois mil anos, à união dos cristãos. Ao longo dos séculos vieram as divisões e a separação. Procuremos merecer o dom da unidade.

1 Coríntios 1,10-13.17

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. Irmãos, 1 10 rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento. 11 Pois acerca de vós, irmãos meus, fui informado pelos que são da casa de Cloé, que há contendas entre vós. 12 Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: "Eu sou discípulo de Paulo"; "eu, de Apolo"; "eu, de Cefas"; "eu, de Cristo". 13 Então estaria Cristo dividido? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados? 17 Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho; e isso sem recorrer à habilidade da arte oratória, para que não se desvirtue a cruz de Cristo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A primeira parte desta Carta (1 Cor 1 – 6) vai dirigida a corrigir certas desordens na comunidade, a primeira das quais eram certas divisões: grupinhos ou capelinhas.

10 «Falar todos a mesma linguagem», aqui, é ter uma grande unidade de doutrina e de corações: unidade de pensar e de sentir (v. 11).

11 «Cloé». Mulher cristã, cuja família, talvez por motivo de negócios, se deslocava frequentemente de Corinto a Éfeso, onde Paulo se encontrava neste momento.

12 As «divisões» e contendas não correspondem a cismas ou heresias, mas a grupos ou capelinhas que tomavam, uns um partido, outros outro, baseados no prestígio dos excepcionais pregadores que ali passaram (Paulo e Apolo), ou numa autoridade especial (Pedro), ou baseados outros ainda talvez numa ligação directa e carismática a Cristo, sem a mediação de qualquer autoridade apostólica. (Note-se que a expressão «eu sou de Cristo» também podia ser uma exclamação, um aparte de S. Paulo).

13 Paulo, sem ceder nada no que se refere à sua autoridade apostólica na comunidade de que ele tem a responsabilidade da direcção, por ser o fundador dela, não tolera que haja um grupo que invoque o seu nome, fundando-se num mero prestigio ou ascendente pessoal seu; o que ele quer é «que só Cristo brilhe», e com uma primazia absoluta!

17 «Cristo não me enviou para baptizar…». A Bíblia de Vacari traduz, explicitando o sentido: «Cristo não me deu tanto a missão de baptizar, quanto a de pregar…»Com efeito, como Apóstolo, ele tinha a missão de baptizar (Mt 28, 19), mas a maior eficácia da sua actuação levava-o a não perder tempo com o que os seus colaboradores podiam fazer perfeitamente, seguindo nisto o exemplo de Jesus e de Pedro (Jo 4, 2; Act 10, 48).

..........

Paulo exorta a comunidade de Corinto a ser concorde e, com isso, evitar divisões entre seus membros. Essa exortação decorre do fato de haver nessa comunidade “igrejinhas” particulares, a ponto de alguns dizerem ser “de Apolo”, “de Paulo”, “de Simão”, “de Cristo” (v.12). Ora, essa identidade, que eles julgam ter com este ou aquele grupo, exprime uma consciência de Igreja destoante da visão paulina: Cristo é a cabeça e nós, seus membros. Mas não só: expressa também que, para eles, ser cristão depende do pensamento de Paulo, Apolo, Simão…

A exortação de Paulo tem um sentido preciso. A lógica que forma as “igrejinhas” deve ser extirpada da comunidade. Esta deixa de ser “comum-unidade” quando Cristo não é seu centro. Ora, a existência de grupos em seu interior expressa claramente que Cristo deixou de ser o seu centro. Somente a pessoa de Cristo define a comunidade. Ele é o seu único centro de unidade. “Cristo foi crucificado por amor de nós” (v. 13). É ele o evento fundador da Igreja e o seu centro de unidade.

AMBIENTE

Após ter abandonado a cidade de Corinto, Paulo continuou em contacto com a comunidade cristã. Mesmo distante, continuava a acompanhar a vida da comunidade e inteirava-se regularmente das dificuldades e problemas que os seus queridos filhos de Corinto tinham de enfrentar.

Quando escreveu a primeira carta aos Coríntios, Paulo estava em Éfeso. De Corinto haviam chegado, entretanto, notícias alarmantes. Após a partida de Paulo, tinha aparecido na cidade um pregador cristão - um tal Apolo, judeu de Antioquia, convertido ao cristianismo. Era eloquente, versado nas Escrituras e foi de grande utilidade para a comunidade na polémica com os judeus. Era mais brilhante do que Paulo - conhecido pela sua falta de eloquência (cf. 2 Cor 10,10). Formaram-se partidos na comunidade (embora Apolo não favorecesse essa divisão, segundo parece): uns admiravam Paulo, outros Cefas (Pedro), outros Apolo (cf. 1 Cor 1,12). Formaram-se "partidos", à imagem do que acontecia nas escolas filosóficas da cidade, que tinham os seus mestres, à volta dos quais circulavam os adeptos ou simpatizantes: o cristianismo tornava-se, dessa forma, mais uma escola de sabedoria, na qual era possível optar por mestres distintos.

A situação preocupou enormemente Paulo: além dos conflitos e rivalidades que a divisão provocava, estava em causa a essência da fé. O cristianismo corria, dessa forma, o perigo de se tornar mais uma escola de sabedoria, cuja validade dependia do brilho dos mestres que apresentavam a ideologia e do seu poder de convicção.

MENSAGEM

Para Paulo, contudo, o cristianismo não era a escolha de uma determinada filosofia de vida, defendida mais ou menos brilhantemente por um mestre qualquer; mas era a adesão a Jesus Cristo, o único e verdadeiro mestre.

Paulo não mede as palavras: a Cristo e unicamente a Cristo os cristãos, todos, foram consagrados pelo baptismo. É Cristo e só Cristo a única fonte de salvação. Ser baptizado é entrar a fazer parte do corpo de Cristo e participar no acontecimento salvador do qual Cristo é o único mediador. Dizer que se é de Paulo, ou de Cefas, ou de Pedro é, portanto, desvirtuar gravemente a essência da fé cristã. Foi Paulo quem foi crucificado em benefício dos coríntios? O baptismo significou uma adesão à doutrina de Paulo, ou de outro qualquer mestre?

Deve ficar bem claro que o importante não é quem baptizou ou quem anunciou o Evangelho: o importante é Cristo, do qual Paulo, Cefas e Apolo são simples e humanos instrumentos. Os coríntios são, portanto, intimados a não fixar a sua atenção em mestres humanos e a redescobrir Cristo, morto na cruz para dar vida a todos, como a essência da sua fé e do seu compromisso. Dessa forma, a comunidade será uma verdadeira família de irmãos, que recebe vida de Cristo, que vive em unidade e comunhão.

ACTUALIZAÇÃO

Para reflectir, considerar os seguintes dados:

• O texto recorda que a experiência cristã é, fundamentalmente, um encontro com Cristo; é d'Ele e só d'Ele que brota a salvação. A vivência da nossa fé não pode, portanto, depender do carisma da pessoa tal, ou estar ligada à personalidade brilhante deste ou daquele indivíduo que preside à comunidade. Para além da forma mais ou menos brilhante, mais ou menos coerente como tal pessoa anuncia ou testemunha o Evangelho, tem de estar a nossa aposta em Cristo; é n'Ele e só n'Ele que bebemos a salvação; é a Ele e só a Ele que o nosso compromisso baptismal nos liga. Cristo é, de facto, a minha referência fundamental? É à volta d'Ele e da sua proposta de vida que a minha experiência de fé se constrói? Em concreto: que sentido é que faz, neste contexto, dizer que só se vai à missa se for tal padre a presidir? Que sentido é que faz afastar-se da comunidade porque não gostamos da atitude ou do jeito de ser deste ou daquele animador?

• Neste contexto, ainda, que sentido fazem os ciúmes, os conflitos, os partidos, que existem, com frequência, nas nossas comunidades cristãs? Cristo pode estar dividido? Os conflitos e as divisões não serão um sinal claro de que, algures durante a caminhada, os membros da comunidade perderam Cristo? As guerras e rivalidades dentro de uma comunidade não serão um sinal evidente de que o que nos move não é Cristo, mas os nossos interesses, o nosso orgulho, o nosso egoísmo?

• Há casos em que as pessoas com responsabilidade de animação nas comunidades cristãs favorecem, consciente ou inconscientemente, o culto da personalidade. Não se preocupam em levar as pessoas a descobrir Cristo, mas em conduzir o olhar e o coração dos fiéis para a sua própria e brilhante personalidade. Tornam-se imprescindíveis e inamovíveis, são incensadas e endeusadas e potenciam grupos de pressão que as admiram, que as apoiam e que as seguem de olhos fechados. Que sentido é que isto faz, à luz daquilo que Paulo nos diz, neste texto?

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 1,10-13.17) O apóstolo é mandado para evangelizar, não para criar partidos – Paulo iniciou esta carta com o tema da unidade (cf. dom. pass.), para agora censurar as divisões (“panelinhas”). Há torcedores de Paulo, outros de Apolo (cf. At 18,24–19,1), outros de Cefas (Pedro). As perguntas retóricas de Paulo em 1,13 significam que pouco importa o carisma pessoal do missionário; o centro é Jesus Cristo. * Cf. 1Cor 3,4.21-23.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Pois do reino a boa-nova Jesus Cristo anunciava, e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava (Mt 4,23)

Evangelho

Monição: Outrora Jesus chamou os Apóstolos. Hoje chama-nos a cada um de nós. Convertamo-nos, confiando-Lhe a nossa vida.

Mateus 4,12-23

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! 4 12 Quando, pois, Jesus ouviu que João fora preso, retirou-se para a Galiléia. 13 Deixando a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, à margem do lago, nos confins de Zabulon e Neftali, 14 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 "A terra de Zabulon e de Neftali, região vizinha ao mar, a terra além do Jordão, a Galiléia dos gentios, 16 este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte". 17 Desde então, Jesus começou a pregar: "Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo". 18 Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 E disse-lhes: "Vinde após mim e vos farei pescadores de homens". 20 Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram. 21 Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os, 22 e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram. 23 Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A Liturgia, depois de no Domingo passado, com as palavras do Baptista, nos ter feito a solene apresentação de Jesus que nos vai falar ao longo do ano no Evangelho, faz-nos hoje a sua apresentação com as palavras do Evangelista do ano A, Mateus, o qual situa Jesus a pregar só depois da prisão do Baptista e após ter deixado de vez Nazaré, pois ninguém é profeta na sua terra (cf. Mt 13, 53-58). Diz que Jesus «foi habitar em Cafarnaum», «a sua cidade» (cf. Mt 9, 1), a base da sua actividade, junto ao lago de Genesaré, atravessada pela via maris, a estrada do Mar (v. 15) que ligava Damasco ao Mediterrâneo, um centro comercial importante, de que hoje só restam as ruínas, a uns 3 km a Sudoeste da entrada do Jordão no lago e a 36 km de Nazaré. Mas o Evangelista não vê nesta deslocação de Jesus uma simples estratégia, ele vê o cumprimento duma profecia (Is 8, 23) que acredita Jesus como o Messias. O texto citado tem um enorme alcance: trata-se de apresentar a pregação de Jesus como a grande luz que nas trevas brilha para todo o povo.

15 «Galileia (em hebraico gelil significa região) dos gentios». Sobretudo a partir das invasões assírias do séc. VIII a. C. e das deportações levadas a cabo, foram trazidos para aqui muitos colonos estrangeiros, gentios, daqui este nome «região dos gentios» (em virtude da sua população mista), que depois passou a chamar-se simplesmente «Galileia».

17 O «Reino dos Céus»: como aqui (e quase sempre), S. Mateus diz «dos Céus (a tradução litúrgica não corresponde ao original grego), em vez de «de Deus» (cf.Mc 1, 15), (evitando assim nome de Deus inefável). A expressão tem o sentido de «o domínio de Deus» sobre todos os homens (o reinado de Deus), um tema já frequente na pregação profética. Há uma grande diferença de sentido relativamente às ideias correntes na época, em que o reinado de Deus tinha uma conotação teocrática: Deus era o Rei de Israel não apenas no campo espiritual, mas também temporal e Ele haveria de vir submeter a este domínio político todos os povos da terra. O Reino de Deus que Jesus prega é um reino espiritual, de amor e santidade, onde se entra pelo arrependimento dos pecados, pois é um domínio de Deus nas almas; daí a mensagem fulcral do Evangelho: «arrependei-vos».

18-22 Jesus não se limita a anunciar, como João Baptista, que «o reino de Deus está próximo», mas começa já a sua instauração com palavras e obras (cf. v. 23). E estes versículos falam de um primeiro passo, a escolha dos primeiros discípulos, que hão-de integrar o grupo dos Doze, sobre que Jesus fundará a sua Igreja. Segundo Jo 1, 35-52, estes quatro já conheciam Jesus, mas agora trata-se duma chamada para serem seus discípulos. É maravilhosa a sua disponibilidade e generosidade que os leva a deixar tudo logo (euthéôs), sem mais considerações, «o barco», «as redes», «o pai». Jesus continua a chamar em todos os tempos os homens ao apostolado e é preciso responder com igual prontidão e entrega.

..........

O evangelho de hoje nos convida a três atitudes fundamentais:

a) ouvir atentamente a mensagem de Jesus. Ele tem sempre um convite para cada um de nós. Seu convite incide sobre a nossa vida;
b) mudar de vida. A proposta radical de Jesus consiste em abandonar o que em nós há de velho e abraçar o novo. O novo refere-se ao sentido profundo da vida. Encontramos este quando Jesus for a opção fundamental da nossa vida ou o eixo de nossa existência;
c) seguir Jesus. O seguimento de Jesus implica fé em sua mensagem e atitude de conversão. Ser cristão é seguir Jesus. Portanto, pertencer a Cristo redunda em configurarmos a nossa vida à sua maneira de viver.

a) A mensagem de Jesus

Herodes faz calar João Batista. Jesus faz a sua voz ser ouvida por todos os povos! Deixa Nazaré e vai morar em Cafarnaum, às margens do lago da Galileia. Não é gratuita sua escolha. Considerava-se a região da Galileia como lugar dos pagãos: “Galileia dos pagãos” (v. 15). Cafarnaum abria-se para o mar. A ela recorriam povos de várias regiões pagãs. Assim, a opção de Jesus de morar nessa cidade indica que sua Boa Notícia será proclamada a todos os povos: judeus e pagãos. Mas não só: por estar localizado na Galileia o mar de Genesaré (ou Galileia), a região apresentava-se muito fértil, e isso sugere vida nova. A todos os povos anuncia-se vida nova. “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma grande luz” (v. 16). E o que Jesus anuncia? “Convertei-vos, pois o Reino de Deus está próximo” (v. 17).

A mensagem de Jesus apresenta-se bastante simples: Deus se interessa pelas pessoas! O Pai não fica alheio aos sofrimentos do povo, independentemente de estarem vinculados a uma religião ou serem pagãos. Deus está “sempre em saída”! Quer o melhor para todos. Pede a participação do ser humano para levar a vida em sua plenitude: que “todos tenham vida plena”. Só assim o Reinado de Deus pode acontecer em nosso meio. Ele está próximo, por isso Jesus nos convida a mudar de vida!

b) Mudança de vida

O que devemos mudar em nós para que o Reino de Deus aconteça? Trata-se de praticar a Boa Notícia de Jesus, ou seja, de introduzir em nosso meio uma maneira de ser revolucionária para inverter a lógica do mundo: “que os últimos sejam os primeiros”, “libertar os cativos”. Para isso, o princípio que deve nos mover nessa atuação é o mesmo que moveu Jesus: a compaixão!

Somente quando nos colocarmos no lugar do outro, quando decidirmos sentir a dor do outro, ocorre em nós a conversão. Não há verdadeira mudança se não estivermos dispostos a nos colocar em saída, tal como o nosso Pai!

“Sede compassivos como vosso Pai.” No caminho, que é Jesus: “Eu sou o caminho…”, os discursos sobre justiça, igualdade, paz, por mais belos que sejam, não têm vez. Justiça, igualdade e paz se constroem. Somos justos diante de Deus se e somente se nos colocamos ao lado do outro para defendê-lo. “Ama o próximo como a ti mesmo”: amamos o outro quando o elevamos à nossa dignidade. Não pode haver igualdade se o outro não for elevado ao mesmo patamar de dignidade que o nosso. Em suma: numa sociedade em que só tem direito quem tem poder (econômico), igualdade é ilusão! A paz somente acontece onde há justiça e igualdade. Enquanto houver um irmão destituído de dignidade, estaremos em dívida com toda a humanidade. Quem está em dívida com o outro não pode estar em paz! Movidos pela compaixão, construímos justiça, igualdade e paz! Sem a compaixão, podemos ter bom discurso sobre justiça, igualdade e paz, mas não nos voltamos para o Deus bom!

Para que os últimos de nossa sociedade sejam os primeiros, faz-se necessário uma conversão radical em nossa cultura, economia, democracia (tão nocauteada) e também em nossas Igrejas. Se não levarmos a sério a dignidade dos últimos, não mudaremos o mundo para melhor, isto é, não o preparamos para a chegada do Reinado de Deus. Enquanto as nossas Igrejas não fizerem a opção preferencial pelos mais fragilizados – os pequeninos para os quais se voltam os olhos de Jesus –, elas  ainda não terão encarnado a lógica da Encarnação – o que é meu é teu (Jesus nos deu sua vida: a vida divina) ou a lógica do bom samaritano. “Libertar os cativos.” São cativos todos aqueles que foram privados de ter acesso a educação, saúde, moradia, trabalho, lazer… Também são cativos todas as vítimas de preconceitos; todos os que se deixam dominar pelo apelo capitalista de consumo; todos os que se submetem à corrupção; enfim, todos os desumanizados. Tanto os que foram desumanizados por uma cultura do que só tem direito quem tem poder quanto os que se submetem a ela. Somente quando estes forem libertados, encontrarão o sentido da vida, e a cultura passa a ser a cultura da vida.

A conversão acontece em nossa vida à medida que tomamos consciência de que Deus deseja o melhor para nós. O melhor para nós significa desenvolver plenamente tudo o que nos é próprio: a nossa humanidade. Só assim poderemos ser felizes.

c) Seguir Jesus

Andando na praia, Jesus viu Simão, André, Tiago e João, que estavam lançando suas redes, e os convidou para segui-lo (v. 19). Deles, Jesus fará “pescadores de homens”. Ora, a fé consiste em seguir Jesus. A fé, por sua vez, exige confiança. Somente quando tivermos inteira confiança em alguém poderemos “deixar tudo para segui-lo”. A fé, portanto, leva-nos a fazer uma opção radical: deixar tudo, ou seja, mudar de vida!

Fé e conversão caminham juntas. Por isso, pertencer a Cristo (ser cristão) consiste em esforçar-se continuamente para ir se configurando a Jesus Cristo. Construir a vida segundo o modelo de Jesus Cristo.

À medida que vamos adquirindo o modo de vida de Jesus, fazendo dele o eixo de nossa existência, transformamo-nos em “pescadores de homens”: conduzir o ser humano à presença de Deus para que somente ele reine.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto como Evangelho funciona um pouco como texto-charneira, que encerra a etapa da preparação de Jesus para a missão (cf. Mt 3,1-4,16) e que lança a etapa do anúncio do Reino.

O texto situa-nos na Galileia, a região setentrional da Palestina, zona de população mesclada e ponto de encontro de muitos povos. Refere, ainda, a cidade de Cafarnaum: situada no limite do território de Zabulão e de Neftali, na margem noroeste do lago de Genezaré, no enfiamento do "caminho do mar" (que ligava o Egipto e a Mesopotâmia), era considerada a capital judaica da Galileia (Tiberíades, a capital política da região, por causa dos seus costumes gentílicos e por estar construída sobre um cemitério, era evitada pelos judeus). A sua situação geográfica abria-lhe, também, as portas dos territórios dos povos pagãos da margem oriental do lago.

MENSAGEM

Na primeira parte (cf. Mt 4,12-16), Mateus refere como Jesus abandona Nazaré, o seu lugar de residência habitual, e se transfere para Cafarnaum. Mateus descobre nesse facto um significado profundo, à luz de Is 8,23-9,1: a "luz" que havia de eliminar as trevas e as sombras da morte de que fala Isaías é, para Mateus, o próprio Jesus. Na terra humilhada de Zabulão e Neftali, vai começar a brilhar a luz da libertação; e essa libertação vai atingir, também, os pagãos que acolherem o anúncio do Reino (para Mateus, é bem significativo que o primeiro anúncio ecoe na Galileia, terra onde os gentios se misturam com os judeus e, concretamente, em Cafarnaum, a cidade que, pela sua situação geográfica, é uma ponte para as terras dos pagãos). O anúncio libertador de Jesus apresenta, desde logo, uma dimensão universal.

Na segunda parte (cf. Mt 4,17-23), Mateus apresenta o lançamento da missão de Jesus: define-se o conteúdo básico da pregação que se inicia, mostra-se o "Reino" como realidade viva actuante, apresentam-se os primeiros discípulos que acolhem o apelo do "Reino" e que vão acompanhar Jesus na missão.

Qual é, em primeiro lugar, o conteúdo do anúncio? O versículo 17 di-lo de forma clara: Jesus veio trazer "o Reino". A expressão "Reino de Deus" (ou "Reino dos céus", como prefere dizer Mateus) refere-se, no Antigo Testamento e na época de Jesus, ao exercício do poder soberano de Deus sobre os homens e sobre o mundo. Decepcionado com a forma como os reis humanos exerceram a realeza (no discurso profético aparecem, a par e passo, denúncias de injustiças cometidas pelos reis contra os pobres, de atropelos ao direito orquestrados pela classe dirigente, de responsabilidades dos líderes no abandono da aliança, de graves omissões no que diz respeito aos compromissos assumidos para com Jahwéh), o Povo de Deus começa a sonhar com um tempo novo, em que o próprio Deus vai reinar sobre o seu Povo; esse reinado será marcado - na perspectiva dos teólogos de Israel - pela justiça, pela misericórdia, pela preocupação de Deus em relação aos pobres e marginalizados, pela abundância e fecundidade, pela paz sem fim.

Jesus tem consciência de que a chegada do "Reino" está ligada à sua pessoa. O seu primeiro anúncio resume-se, para Mateus, no seguinte slogan: "arrependei-os ('metanoeite') porque o Reino dos céus está a chegar".

O convite à conversão ("metanoia") é um convite a uma mudança radical na mentalidade, nos valores, na postura vital. Corresponde, fundamentalmente, a um reorientar a vida para Deus, a um reequacionar a vida, de modo a que Deus e os seus valores passem a estar no centro da existência do homem; só quando o homem aceita que Deus ocupe o lugar que Lhe compete, está preparado para aceitar a realeza de Deus... Então, o "Reino" pode nascer e tornar-se realidade no mundo e nos corações.

Na sequência, Mateus apresenta Jesus a construir activamente o "Reino" (vers. 23-24): as suas palavras anunciam essa nova realidade e os seus gestos (os milagres, as curas, as vitórias sobre tudo o que rouba a vida e a felicidade do homem) são sinais evidentes de que Deus começou já a reinar e a transformar a escravidão em vida e liberdade.

Finalmente, Mateus descreve o chamamento dos primeiros discípulos (vers. 18-22). Não se trata, segundo parece (a comparação deste relato, que Mateus toma de Marcos, com os relatos paralelos de Lucas e João, mostra que estamos diante de um relato estilizado, cujo objectivo é pôr em relevo os passos fundamentais da vocação) de um relato jornalístico de acontecimentos, mas de uma catequese sobre o chamamento e a adesão ao projecto do "Reino". Através da resposta pronta de Pedro e André, Tiago e João, propõe-se um exemplo da conversão radical ao "Reino" e de adesão às suas exigências.

O relato sublinha uma diferença fundamental entre os chamados por Jesus e os discípulos que se juntavam à volta dos mestres do judaísmo: não são os discípulos que escolhem o mestre e pedem para entrar no seu grupo, como acontecia com os discípulos dos "rabbis"; mas a iniciativa é de Jesus, que chama os discípulos que Ele próprio escolheu, que os convida a segui-l'O e lhes propõe uma missão.

A resposta dos quatro discípulos ao chamamento é paradigmática: renunciam à família, ao seu trabalho, às seguranças instituídas e seguem Jesus sem condições. Esta ruptura (que significa não só uma ruptura afectiva com pessoas, mas também a ruptura com um quadro de referências sociais e de segurança económica) indicia uma opção radical pelo "Reino" e pelas suas exigências.

Uma palavra para a missão que é proposta aos discípulos que aceitam o desafio do "Reino": eles serão pescadores de homens. O mar é, na cultura judaica, o lugar dos demónios, das forças da morte que se opõem à vida e à felicidade dos homens; a tarefa dos discípulos que aceitam integrar o "Reino" será, portanto, libertar os homens dessa realidade de morte e de escravidão em que eles estão mergulhados, conduzindo-os à liberdade e à realização plenas.

Estes quatro discípulos representam todo o grupo dos discípulos, de todos os tempos e lugares... Eles devem responder positivamente ao chamamento, optar pelo "Reino" e pelas suas exigências e tornarem-se testemunhas da vida e da salvação de Deus no meio dos homens e do mundo.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e a partilha da Palavra que nos é proposta podem partir dos seguintes dados:

• Jesus é o Deus que vem ao nosso encontro para realizar os nossos sonhos de felicidade sem limites e de paz sem fim. N'Ele e através d'Ele (das suas palavras, dos seus gestos), o "Reino" aproximou-se dos homens e deixou de ser uma quimera, para se tornar numa realidade em construção no mundo. Contemplar o anúncio de Jesus é abismar-se na contemplação de uma incrível história de amor, protagonizada por um Deus que não cessa de nos oferecer oportunidades de realização e de vida plena. Sobretudo, o anúncio de Jesus toca e enche de júbilo o coração dos pobres e humilhados, daqueles cuja voz não chega ao trono dos poderosos, nem encontram lugar à mesa farta do consumismo, nem protagonizam as histórias balofas das colunas sociais. Para eles, ouvir dizer que "o Reino chegou" significa que Deus quer oferecer-lhes essa vida plena e feliz que os grandes e poderosos insistem em negar-lhes.

• Para que o "Reino" seja possível, Jesus pede a "conversão". Ela é, antes de mais, um refazer a existência, de forma a que só Deus ocupe o primeiro lugar na vida do homem. Implica, portanto, despir-se do egoísmo que impede de estar atento às necessidades dos irmãos; implica a renúncia ao comodismo, que impede o compromisso com os valores do Evangelho; implica o sair do isolamento e da auto-suficiência, para estabelecer relação e para fazer da vida um dom e um serviço aos outros... O que é que nas estruturas da sociedade ainda impede a efectivação do "Reino"? O que é que na minha vida, nas minhas opções, nos meus comportamentos constitui um obstáculo à chegada do "Reino"?

• A história do compromisso de Pedro e André, Tiago e João com Jesus e com o "Reino" é uma história que define os traços essenciais da caminhada de qualquer discípulo... Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que é Jesus que chama e que propõe o Reino; em segundo lugar, é preciso ter a coragem de aceitar o chamamento e fazer do "Reino" a prioridade essencial (o que pode implicar, até, deixar para segundo plano os afectos, as seguranças, os valores humanos); em terceiro lugar, é preciso acolher a missão que Jesus confia e comprometer-se corajosamente na construção do "Reino" no mundo. É este o caminho que eu tenho vindo a percorrer?

• A missão dos que escutaram o apelo do "Reino" passa por testemunhar a salvação que Deus tem para oferecer a todos os homens, sem excepção. Nós, discípulos de Jesus, comprometidos com a construção do "Reino", somos testemunhas da libertação e levamos a Boa Nova da salvação aos homens de toda a terra? Aqueles que vivem condenados à marginalização (por causa do fraco poder económico, por causa da doença, por causa da solidão, por causa do seu inexistente poder de reivindicação), já receberam, através do nosso testemunho, a Boa Nova do "Reino"?

• Em certos momentos da história, procura vender-se a ideia de que o mundo novo da justiça e da paz se constrói a golpes de poder militar, de mísseis, de armas sofisticadas, de instrumentos de morte... Atenção: a lógica do "Reino" não é uma lógica de violência, de vingança, de destruição; mas é uma lógica de amor, de doação da vida, de comunhão fraterna, de tolerância, de respeito pelos outros. A tentação da violência é uma tentação diabólica, que só gera sofrimento e escravidão: aí, o "Reino" não está.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 4,12-23 ou 4,12-17) Começo da pregação do evangelho por Jesus, na Galileia – Saindo João, Jesus entra em cena, porém, não na Judéia (onde o Batista tinha sido preso: 4,12), mas na Galileia, conforme a profecia de Is 8,23–9,1 (cf. 1ª leitura) (4,14-16). A luz que o Cristo traz resume-se na descrição de v. 23: o anúncio do Reino e os sinais do mesmo em toda espécie de curas. Mas nisto ele não quer estar sozinho: previamente chama os que deverão ser os continuadores de sua obra (4,18-22). * 4,12-17 cf. Mc 1,14-15; Lc 4,14-15; Jo 4,43; Is 8,23; 9,1-2 * 4,18-22 cf. Mc 1,16-20; Lc 5,1-11; Jo 1,35-42.

***   ***   ***

O evangelho de Mt é o evangelho do cumprimento das Escrituras, como já notamos várias vezes. Toda a “história de Jesus” é narrada como realização daquilo que, no AT, parecia anúncio ou prefiguração do definitivo agir salvífico de Deus. Quando Jesus se muda de Nazaré para Cafarnaum, Mt vê aí a realização última e definitiva daquilo que já acontecera uma vez no tempo de Isaías. Pois, naquele tempo, o nascimento de um príncipe parecia prometer tempos melhores para a população da Galileia (Zabulon e Neftali), terrorizada pelas deportações assírias: o povo que ficara nas trevas veria uma nova luz. Para Mt, a mudança de Jesus para aquela região realiza plenamente o plano de Deus. É o que nos mostram a  leitura e o evangelho de hoje. Nessa realização, soa o clamor messiânico: “Convertei-vos, o Reino de Deus chegou!”

Na efervescência desta nova consciência, pescadores são transformados em pescadores de homens. Dando sequência à palavra de Jesus, abandonam suas redes e suas famílias e se engajam com ele para fazer acontecer o Reino de Deus. Jesus inicia suas pregações nos arredores, sua mensagem é confirmada pelos prodígios que realiza, prodígios que falam da comiseração de Deus para com seu povo oprimido. Como canta o salmo responsorial, Deus se revela como luz e salvação para os seus; o povo pode animar-se e pôr nele toda a confiança.

Com isto, desenhamos o espírito fundamental deste domingo: um novo ânimo apodera-se do povo no qual Jesus inicia sua pregação. Ao largarem tudo, os pescadores do lago de Genesaré representam a transformação que a pregação da proximidade do Reino causou.

A liturgia nos torna contemporâneos desses primeiros que ouviram a pregação e seguiram o apelo. A pregação de Jesus não perdeu nada de sua atualidade. Nisto consiste a “plenitude” daquilo que Cristo veio fazer: o que aconteceu “uma vez” é também “para sempre”. Sua pregação tornou-se, de algum modo, um eterno presente. Também hoje devemos ouvir a voz que nos diz que Deus veio até nós, para que nós voltemos a ele. Pois a nossa existência e a nossa história, por si mesmas, sempre se degradam. O Reino de Deus nunca é definitivamente conquistado, pelo menos não enquanto dura a história humana. É uma realidade que deve aproximar-se sempre de novo; e nós, portanto, devemos converter-nos, voltar-nos para ele sempre de novo, como indivíduos, como sociedade, como Igreja, como cultura. Evangelização é isso aí: o evangelho, o clamor de Cristo na terra de Zabulon e Neftali, ressoa sempre de novo nossa vida adentro.

Já no começo da Igreja, Paulo sentiu que o evangelho não foi um mero grito passageiro lá na margem do lago de Genesaré, mas um chamado sempre novo à conversão. Aos seus cristãos de Corinto, que generosamente aceitaram a fé, ele deve lembrar, depois de algum tempo, o evangelho, que, diferente das considerações humanas, não permite a divisão, mas une a todos no nome do Cristo, no qual são batizados. O evangelho não é de belas palavras, mas da cruz de Cristo.

“Evangelho” significa “boa-nova”. É uma luz para os que estão nas trevas. Os prodígios que acompanham a pregação de Jesus revelam o luminoso amor de Deus para seu povo. O que nós anunciamos como mensagem de Deus tem estas características? Alivia o povo oprimido, anima os desanimados?

EVANGELIZAR COM PALAVRAS E AÇÕES

Para ver melhor, vamos recuar um pouco... Sete séculos antes de Cristo, duas tribos de Israel – Zabulon e Neftali – foram deportadas para a Assíria, e povos pagãos tomaram seu lugar. A região ficou conhecida como “Galileia dos pagãos”. Naquele mesmo tempo, o profeta Isaías anunciou que o novo rei de Judá poderia ser uma luz para as populações oprimidas (1ª leitura). Sete séculos depois, Jesus começa sua atividade exatamente naquela região, a Galileia dos pagãos. Realiza-se, de modo bem mais pleno, o que Isaías anunciara. É o que nos ensina o evangelho de hoje.

Jesus anuncia a chegada do reino de Deus. Mas não o faz sozinho. Do meio do povo, chama os seus colaboradores. Dos pescadores do lago da Galileia ele faz “pescadores de homens”. Eles deixam seus afazeres, para se dedicarem à missão de Jesus: anunciar a boa-nova, a libertação de seu povo oprimido. Esse anúncio não acontece somente por palavras, mas também por ações. Jesus e os discípulos curam enfermos, expulsam demônios... Anunciar o reino implica aliviar o sofrimento, pois é a realização do plano de amor de Deus.

Nosso povo anda muito oprimido pelas doenças físicas, mas sobretudo pelas doenças da sociedade: a exploração, o empobrecimento dos trabalhadores etc. Deus é sua última esperança. O povo entenderá o que Jesus pregou (justiça, amor etc.) como boa-nova à medida que se realize algum sinal disso em sua vida (alívio de sofrimento pessoal e social). Um desafio para nós.

Jesus chama seus colaboradores do meio do povo. Ora, na Igreja como tradicionalmente a conhecemos, os anunciadores tornaram-se um grupo separado, um clero, uma casta, enquanto Jesus se dirigiu a simples pescadores que trabalhavam ali na beira do lago. Ensinou-lhes outra maneira de pescar: pescar gente. Onde estão hoje os pescadores de homens, agricultores de fiéis, operários do Reino – chamados do meio do povo? Por que só os intelectuais podem ser chamados, para, munidos de prolongados estudos, ocuparem “cargos” eclesiásticos, a distância do povo? Não é ruim estudar; oxalá os pescadores e operários também o pudessem fazer. Mas importa observar que a evangelização, o anúncio do Reino, puxar gente para a comunidade de Jesus, não é uma tarefa reservada a gente com diploma. E a Igreja como um todo deve voltar a uma simplicidade que possibilite que pessoas do povo levem o anúncio aos seus irmãos e assumam a responsabilidade que isso implica.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— A quem seguimos nesta vida? Essa questão deve estar sempre presente em nosso coração, uma vez que a fé consiste em seguir Jesus. Se de fato queremos ser seguidores de Jesus Cristo, devemos prestar ouvidos a sua mensagem, abraçar a sua causa, aderir somente a ele. Nossa comunidade está centralizada em Cristo? Sua adesão a Cristo é total, ou os seus membros não vivem na concórdia?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Olhemos o nosso mundo

Ao longo dos séculos houve homens que se esforçaram por construir um mundo novo sem guerras, sem ódios, sem vinganças, sem crimes, sem atentados para que todos pudessem viver felizes e em paz.

Olhando para o passado, que vemos nós?…Será que alguma vez o mal desapareceu e ficou só o bem?…

Estamos já no terceiro milénio, a viver o século XXI. Como vai o nosso mundo?

As crianças que não chegam a nascer, vítimas do aborto provocado, não nos atormentam com os seus gemidos de dor?

Os doentes e idosos que morrem, vítimas da eutanásia, deixam-nos dormir sossegados?

Os jovens, explorados pela droga e pelo hedonismo que perecem vítimas da sida, não mereceriam viver na esperança dum futuro melhor?

Os pobres que passam fome não interpelam os donos do mundo que vivem luxuosamente nos seus palácios?

As famílias, desfeitas pela infidelidade, deixam indiferentes os lares onde se vive o amor?

As nações destruídas pela guerra, com os feridos e os mortos, não exigiriam de todos nós a luta pela causa da Paz?

Seduzidos pela Luz de Cristo

Nós, cristãos, devíamos reflectir no mundo a Luz de Cristo ( primeira leitura, salmo responsorial e evangelho). E então tudo seria diferente. As trevas do pecado desapareceriam para termos o mundo iluminado pela Palavra de Deus.

Porque esperamos? O Senhor confiou a cada um de nós uma missão. E tem de ser cumprida enquanto usufruirmos o dom da vida.

Unidos seremos mais fortes. As palavras de São Paulo continuam actuais: «Rogo-vos pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre vós…» (segunda leitura).

A Igreja Católica é Una. Não enveredemos por caminhos que levam a cismas. Estejamos atentos aos ensinamentos do Papa. Bispos, sacerdotes e leigos responsáveis procuremos ser fermento na nossa sociedade.

Somos chamados ao apostolado

Se tantas pessoas lutam incansavelmente pelos seus ideais, nós que estamos na Verdade, não nos calemos! Levantemos a nossa voz!

A vida humana , desde a concepção até à morte natural, será respeitada. A angústia, a ansiedade e o sofrimento desaparecerão da vida das pessoas. No seu rosto voltará a ver-se a serenidade, a alegria e o sorriso.

Será tudo isto um sonho?…Sim, se não houver conversão. Mas será uma bela realidade se acreditarmos na força invencível da nossa Fé.

Não ignoremos as tentações do demónio. Confiemos na intercessão dos anjos e santos. Maria, Mãe de Jesus e nossa terna Mãe, estará sempre connosco. Caminhemos com muita confiança. A vida só assim terá sentido. Depois… será a passagem para a Felicidade Eterna.


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo do 3º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa...

2. ORAÇÃO PARA A UNIDADE DOS CRISTÃOS.
Este domingo situa-se no centro da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18-25 de Janeiro). Pode-se associar a assembleia a esta intenção fundamental da Unidade. Pode ser proposta uma caminhada no momento do Credo: lamparinas ou pequenas velas são distribuídas aos fiéis à entrada da igreja e acesas para a profissão de fé; terminada esta, todos vão em procissão e colocam-nas junto a uma grande Cruz perto do altar. Antes da profissão de fé, uma introdução apresenta o gesto como o reconhecimento da luz da Cruz, única fonte de Unidade.

3. BILHETE DE EVANGELHO: UNIDADE E PAZ...
Estamos quase a terminar o mês de Janeiro, celebrando duas dimensões marcantes da caminhada neste mês: a Paz (Natal e primeiro dia do ano) e a Unidade (Semana de Oração que estamos a viver). Nestes dias, rezamos pela Unidade, em comunhão com todos os nossos irmãos cristãos que a história separou. Em Dezembro e início do ano, rezámos pela Paz, em comunhão com todos os crentes que erguem os olhos para Aquele que chamam Deus. Devemos desejar esta Unidade e esta Paz, porque sofremos todos da separação e dos conflitos de vária ordem. Mas se a Unidade e a Paz permanecem apenas como votos, quem os realizará? É preciso decidir e fazer a Unidade. Há palavras, gestos, caminhadas que unem, que congregam. Isso tem um nome: Reconciliação. É preciso decidir e fazer a Paz: há mãos estendidas, olhares benevolentes, escutas atentas, palavras apaziguadoras, julgamentos compreensíveis. Isso tem um nome: Perdão. A Unidade e a Paz: podemos desejá-las! A Reconciliação e o Perdão: devemos decidi-los!

4. ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS.
A primeira leitura e o Evangelho mencionam nomes de lugares. Para os concretizar junto das crianças, pode-se preparar um mapa (foto, desenho ou projecção) da terra de Jesus. Nele podemos inscrever o nome dos lugares mencionados, mas também alguns pontos de referência: o Mediterrâneo, Jerusalém, Belém. O objectivo é ajudar as crianças a perceber que este país existe e que há, como no nosso país, cidades, aldeias, regiões, montanhas, lagos, etc. Este mapa pode ser apresentado durante a introdução às leituras. Os lugares de referência estão já são escritos anteriormente. Os que são mencionados nas leituras são colocados pelas crianças no momento em que são citados pelo leitor.

5. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus de luz e de glória, nós Te damos graças pela tua constante presença ao lado do teu povo. Depois da saída do Egipto até hoje, Tu nos visitas sempre que estamos nas trevas. Nós Te pedimos pelos nossos irmãos que habitam a terra das trevas, e por nós mesmos, que nos envias a levar-lhes a luz.

No final da segunda leitura:
Deus nosso Pai, nós Te bendizemos pelo Espírito de unidade que revelas às tuas Igrejas em todo o tempo e lugar, desde a época de São Paulo até aos nossos dias. Nós Te pedimos pelas comunidades e pelas famílias cristãs: que não haja divisão entre nós, que estejamos em perfeita harmonia, para tornar credível o anúncio do Evangelho e a salvação pela Cruz de Cristo.

No final do Evangelho:
Nosso Pai, nós Te louvamos pelo Reino dos céus, do qual manifestaste a presença no meio de nós, e pelo apelo que diriges a cada um de nós. Nós Te pedimos pelas tuas comunidades e por todos nós: Converte os nossos corações à tua presença nas nossas vidas. Tu nos envias como pescadores de homens. Fortalece a nossa fé em Ti, que ela seja irradiadora de luz.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística I, dizendo o nome dos apóstolos referidos no Evangelho...

7. PALAVRA EXPLICADA: A ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
O Missal actual propõe, à escolha, uma dezena de orações eucarísticas, enquanto, antes do Concílio, as liturgias latinas só conheciam uma, o cânone romano, a actual Oração Eucarística I. Todas as dez orações eucarísticas têm os mesmos elementos, com importantes variantes, mas a organização do conjunto varia ligeiramente: na Oração Eucarística I, as intercessões pelos vivos são colocadas antes da narração da Última Ceia e, nas orações eucarísticas das assembleias com crianças, são mais numerosas que nas outras. Todas as orações eucarísticas começam pelo louvor a Deus e a recordação das suas obras, com uma evocação da liturgia celeste, à qual nos associamos pelo cântico do Três vezes Santo. O louvor converge para a narração da Última Ceia que é o culminar da obra da salvação. As palavras que envolvem e seguem esta narração exprimem a implicação que ela tem para a assembleia: expressão de oferenda, invocação do Espírito Santo, intercessões pela Igreja, pelos seus membros vivos e defuntos, e pelo mundo.

8. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Irradiar a luz... Os textos bíblicos de hoje são atravessados de Luz para o nosso caminho de trevas. Quantos homens e mulheres andam à procura de sentido e procuram o seu caminho na noite... As nossas vidas de baptizados estão em coerência com Aquele de quem nos reclamamos como cristãos? A Luz do Ressuscitado é-nos confiada para nos juntarmos aos nossos irmãos... Somos focos que irradiam luz ou candeeiros opacos?


LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor…

Monição da Comunhão: Este é o momento privilegiado em que, devidamente preparados, podemos receber o Senhor na Comunhão. Adoremos, louvemos, agradeçamos e peçamos tudo o que Ele nos quer dar para nossa salvação.

Salmo 33, 6
Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

Ou: Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Foi tão bom estarmos aqui reunidos como família dos filhos de Deus. Animados pela Fé, queremos dar testemunho d’Ele no trabalho e no descanso, na família e na sociedade, na igreja e no mundo, sempre e em toda a parte.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

3ª SEMANA

2ª feira, 28-I: S. Tomás de Aquino: O combate contra Satanás.

2 Sam 5, 1-7. 10 / Mc 3, 22-30
Portanto, se Satanás se levantou contra si próprio e se dividiu, não pode subsistir: vai acabar.

Se queremos vencer o Demónio, devemos recorrer ao ‘Príncipe da vida’ que, através da sua morte, o conseguiu. David entrou em Jerusalém, vencendo os jebusitas, porque o Senhor estava com ele (cf. Leit). Também serão necessárias a vigilância e a fortaleza: «Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e saquear os seus bens» (Ev). S. Tomás de Aquino contribuiu enormemente para o progresso da Filosofia e da Teologia. Deste modo, ajuda-nos a travar um grande combate contra a ignorância, um dos maiores males do nosso tempo e de que o demónio se serve para lançar a confusão.

3ª feira, 29-I:A vontade de Deus em concreto.

2 Sam 6, 12-15. 17.19 / Mc 3, 31-35
Quem fizer a vontade de Deus é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Jesus revela a existência de uma ‘nova família’ de vínculos sobrenaturais, que tem como fonte de união entre os seus membros o cumprimento da vontade de Deus (cf. Ev). Procuremos igualmente fazer sempre aquilo que agrada a Deus: o cumprimento diário dos nossos deveres para com Deus, para com a sociedade e para com a nossa família: ofereçamos os sacrifícios necessários, como fez David, ao receber a Arca da Aliança, sempre com muita alegria (cf. Leit).

4ª feira, 30-I: Deus conversa connosco.

2 Sam 7, 4-7 / Mc 4, 1-20
Não entendeis esta parábola?… O que o semeador semeia é a palavra.

Na Sagrada Escritura encontramos um alimento e uma força, porque não recebemos uma palavra humana, mas a palavra de Deus. Nos Livros sagrados, com efeito, é o nosso Pai que vem amorosamente ao nosso encontro, para conversar connosco (cf. CIC, 104). Procuremos ler, com amor, se possível todos os dias um pouco, os Evangelhos. É o nosso Pai que nos fala, que conversa connosco. Assim fez Deus com David: enviou-lhe uma extensa mensagem, através do profeta Natã (cf. Leit).

5ª feira, 31-I: S. João Bosco: As palavras de verdade.

2 Sam 7, 18-19. 24-29 / Mc 4, 21-25
Vós que sois Deus e dizeis palavras de verdade.

David tem uma enorme confiança em Deus, que é o único Rei e Senhor (cf. Leit). Esta confiança está apoiada na palavra de Deus, que é palavra de Verdade. Todos devemos confiar plenamente na verdade e na fidelidade das palavras de Deus. A Verdade é como a lâmpada que não se pode esconder, mas tem que orientar todas as nossas acções. S. João Bosco consagrou a sua vida ao serviço da juventude, tendo fundado os Salesianos. Em cada jovem que encontrava não deixava também de orientá-lo para Deus, completando assim uma educação integral.

6ª feira, 1-II: A qualidade das sementes.

2 Sam 11, 1-4. 5-10. 13-17 / Mc 4, 26-34
O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se… enquanto a semente germina e cresce.

semente é lançada ao campo e vai crescendo sem sabermos como (cf. Ev). Se é uma semente divina, a palavra de Deus, e é bem recebida, dá frutos saborosíssimos. Ajuda-nos a amadurecer, a compreender melhor os acontecimentos, a melhorar as nossas virtudes. Pelo contrário, se a semente é diabólica, e cresce, os frutos são amargos: David deixou crescer um sentimento de sensualidade, desejou a mulher de um seu general, acabou cometendo um adultério e foi culpado da morte desse general.

Celebração e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha
Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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