ACESSO À PÁGINA DE ENTRADA DO SITE! Brasil... Meu Brasil brasileiro... NPD Sempre com você... QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ESPECIALIDADE EM FAZER AMIGOS
AME SUA PÁTRIA!
Voltar para Home Contato Mapa do Site Volta página anterior Avança uma página Encerra Visita

NADA PODE DETER O BRASIL, O BRASIL SOMOS NÓS!

 
Guia de Compras e Serviços

ROTEIRO HOMILÉTICO

Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada

FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


15.09.2019
25º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Senhor exige de seus discípulos autêntica liberdade frente a tudo o que possa comprometer o bom êxito da missão. Nesta santa missa, renovemos nosso comprisso com o verdadeiro Senhor da messe, pedindo que o Divino Espírito conceda- -nos a graça da fidelidade à Deus e ao seu reino.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui nos encontramos para celebrar nossa páscoa dominical com o Senhor. Queremos ouvir o anúncio do seu Reino e deixar-nos contagiar por ele. Queremos nos comprometer a buscar sempre o Reino de Deus e sua justiça, proclamando um novo mundo, onde todos possam viver com dignidade e que nenhum filho ou filha de Deus seja excluído ou descartado.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O mundo está geralmente dividido em ricos e pobres. A contestação, a luta de classes parece baseada no princípio de que não há possibilidade de acordo senão pela eliminação de uma das partes. O anúncio do reino de Deus, do seu amor que salva, é feito num mundo dividido entre ricos e pobres. É um anúncio que, revolucionando o íntimo do homem, revoluciona também certo tipo de ordem social.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/22-de-setembro-de-2019---25-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/51_-_25o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
O BOM USO DAS RIQUEZAS: DESAPEGO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Não é possível servir a dois senhores

Uma das experiências mais difíceis dos discípulos de Jesus é viver o evangelho numa sociedade marcada por fortes contrastes sociais. Entretanto, devemos também lembrar que os fortes contrastes estão bem presentes no interior das comunidades. Assim, corre-se o risco de viver o projeto de Deus superficial e insensivelmente. Olha-se para os lados e não se percebem as contradições do dia a dia. Faltam, em muitos momentos, a sensibilidade profética e o olhar misericordioso em nossa maneira de ser e de viver a Igreja. O serviço total a Deus faz do discípulo alguém que partilha o que tem e o que é. Por outro lado, o serviço total à riqueza reduz o fiel a um programa de vida narcisista e isolado de todos os outros.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia sugere-nos, hoje, uma reflexão sobre o lugar que o dinheiro e os outros bens materiais devem assumir na nossa vida. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, os discípulos de Jesus devem evitar que a ganância ou o desejo imoderado do lucro manipulem as suas vidas e condicionem as suas opções; em contrapartida, são convidados a procurar os valores do "Reino".

Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar sempre mais as suas riquezas, que apenas pensam em explorar a miséria e o sofrimento dos pobres. Amós avisa: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus.

O Evangelho apresenta a parábola do administrador astuto. Nela, Jesus oferece aos discípulos o exemplo de um homem que percebeu como os bens deste mundo eram caducos e precários e que os usou para assegurar valores mais duradouros e consistentes... Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo.

Na segunda leitura, o autor da Primeira Carta a Timóteo convida os crentes a fazerem do seu diálogo com Deus uma oração universal, onde caibam as preocupações e as angústias de todos os nossos irmãos, sem excepção. O tema não se liga, directamente, com a questão da riqueza (que é o tema fundamental da liturgia deste domingo); mas o convite a não ficar fechado em si próprio e a preocupar-se com as dores e esperanças de todos os irmãos, situa-nos no mesmo campo: o discípulo é convidado a sair do seu egoísmo para assumir os valores duradouros do amor, da partilha, da fraternidade.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

DEUS OU O DINHEIRO?

Teria Jesus contado a história do administrador desonesto para simplesmente elogiar a desonestidade? A chave para compreender a parábola de Jesus está no versículo 13: não é possível servir igualmente a dois senhores, não é possível servir a Deus e ao dinheiro. E então entendemos o elogio de Jesus àquele homem que deseja fazer amigos e que, por meios até discutíveis, toma o partido dos que estão endividados.

Bem sabemos que a riqueza está na raiz de tantas divisões e guerras. Acumulada nas mãos de poucos, representa a miséria de multidões. Jesus, porém, elogia a sabedoria de fazer amigos com a riqueza, de criar relações de fraternidade onde a lógica egoísta do acúmulo gera divisão.

A atitude daquele administrador é louvável, pois representa a atitude de quem reconhece que toda e qualquer riqueza pertence a Deus e que só a Deus se deve servir.

Hoje muito se fala num mundo ecologicamente sustentável, em que a ganância não relegue aos lixões tantas vidas humanas. Um mundo de amigos que se queiram bem, que se respeitem, que vivam com sobriedade e sem a ganância desenfreada de, a todo custo, ter sempre mais.

Somos apenas administradores dos bens do Criador e, deste mundo, nada de material levaremos. A questão então é sempre a mesma para cada um de nós: como administradores, estamos servindo a quem? À riqueza, aos interesses de quem faz dinheiro desonesto, ou a Deus, solidários com seus filhos necessitados e endividados?

“Aqueles que não compartilham o que receberam causam cruelmente a morte de seus próximos, porque todos os dias matam todos os que morrem de pobreza, negando-lhes socorro e apenas acumulando riquezas para si próprios. Quando damos aos pobres algo de que necessitam, não estamos dando o que é nosso, mas estamos devolvendo o que lhes pertence. Estamos pagando uma dívida de justiça, e não realizando uma obra de misericórdia” (são Gregório Magno, Regra Pastoral).

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

ASSINAR O PERIÓDICO

PROPOSTA DO REINO: VIDA DIGNA PARA TODOS

Quem tem muito dinheiro não se contenta com o que tem, mas busca meios de aumentar ainda mais seus lucros. Para atingir seus propósitos, facilmente o rico deixa de lado os princípios básicos da honestidade. Pouco lhe importa se usa o caminho da exploração, da mentira, da falsificação. Seu objetivo é um só: aumentar suas posses a qualquer custo.

Por isso, escrevendo a Timóteo, são Paulo afirma: “A raiz de todos os males é o apego ao dinheiro” (1Tm 6,10). Quem ingressa no mundo das riquezas parece ser tomado pela cegueira. Não vê seu semelhante como um irmão a quem ajudar, mas como alguém a explorar. Dizia são Basílio Magno: “Não és acaso um ladrão, tu que te apossas das riquezas cuja gestão recebeste?… Ao faminto pertence o pão que conservas; ao homem nu, o manto que manténs guardado; ao descalço, os sapatos que estão se estragando em tua casa; ao necessitado, o dinheiro que escondeste. Cometes assim tantas injustiças quantos são aqueles a quem poderias dar”.

O próprio Jesus, conhecendo os desvios que a riqueza pode provocar, dizia: “Um rico dificilmente entrará no reino dos céus”. É difícil para o rico entrar, porque a proposta do Reino caminha na direção contrária. O Reino propõe a partilha dos bens, o desapego das riquezas e vida digna para todos. Com isso, estamos de acordo que o dinheiro é necessário para nossa subsistência. Importante é não nos tornarmos escravos do dinheiro. Não podemos permitir que a ganância pelo dinheiro amorteça nossa consciência e nos deixe insensíveis aos pobres e sofredores deste mundo.

Com relação à parábola, a biblista Aíla Luzia Pinheiro de Andrade nos ilumina: “Jesus não elogia a atitude do administrador. Obviamente, não contou essa parábola para incentivar a desonestidade, mas para chamar a atenção para a visão do administrador. É com tristeza que constata a desonestidade no ser humano e o uso da criatividade para garantir interesses pessoais e materiais. É pena que os cristãos não sejam tão criativos e empenhados na construção do Reino de Deus aqui na terra. Os empresários são experientes; as pessoas religiosas tendem a ser tímidas em investir no Reino de Deus” (Palavra viva e eficaz – Roteiros homiléticos – Ano C).

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

RIQUEZA A SERVIÇO DO IRMÃO

O Senhor nos ensina hoje que as coisas materiais existem para serem usadas para o bem, e não para alimentar o egoísmo e a ganância. Esta Eucaristia nos dê forças para agir sempre como filhos e filhas da luz, servindo com justiça e fidelidade a Deus e ao próximo.

LIÇÃO DE VIDA: O Senhor nos ensina a servir nossos irmãos e irmãs com dedicação, fidelidade e amor.


RITOS INICIAIS

ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

Introdução ao espírito da Celebração
O anúncio do reino de Deus, do seu amor que salva, é feito num mundo dividido entre ricos e pobres. Anúncio a mexer o último dos homens e certos tipos de ordem social.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Nos momentos de crise entra em jogo o mercado negro e quem sofre as consequências é o pobre, o amigo do Senhor. Deus por meio do profeta toma a defesa do pobre.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Amós 8,4-7

Leitura da profecia de Amós. 8 4 Ouvi isto, vós que engolis o pobre, e fazeis perecer os humildes da terra, 5 dizendo: "Quando passará a lua nova, para vendermos o nosso trigo, e o sábado, para abrirmos os nossos celeiros, diminuindo a medida e aumentando o preço, e falseando a balança para defraudar? 6 Compraremos os infelizes por dinheiro e os pobres por um par de sandálias. Venderemos até o refugo do trigo". 7 O Senhor jurou pelo orgulho de Jacó: "não esquecerei jamais nenhum de seus atos".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

O profeta Amós pregava no Reino do Norte nos tempos de Jerobão II, no séc. VIII a. C. Não cessava de fustigar todos os vícios dum povo esquecido de Deus, dado às vaidades e à exploração dos mais fracos, muitas vezes através da fraude e do abuso do poder.

5«Quando passará a lua nova?». No calendário, a lua nova marcava o primeiro dia do mês que era dia de festa, um dia de descanso em que não se podiam, portanto, fazer negócios, como em dia de sábado. A avareza e a exploração do pobre está bem escalpelizada e continua a ter grande actualidade.

Deus, o protetor dos pobres, condena os opressores

Amós, um pastor de ovelhas, era natural de Técua, pequeno vilarejo 17 quilômetros ao sul da cidade de Jerusalém. Deus o chamou e o enviou a exercer sua atividade profética no reino do Norte. Nessa época, reinava Jeroboão II (783 a 743 a.C.). Foi certamente um período de intenso crescimento e prosperidade econômica que alcançava, porém, apenas uma minoria do povo de Deus. Enquanto as casas dos aristocratas de Samaria e os palácios se enchiam de bens, os pobres amargavam a mais extrema pobreza. O reino de Israel enriquecia, porém sem justiça social. Aqueles que oprimiam elevavam a cobiça a níveis insaciáveis e mantinham uma atitude predatória e insensível para com os mais vulneráveis do povo. Estavam embriagados pelo luxo e pelo conforto e não queriam perder nenhum privilégio. Viviam, sem dúvida, uma religião sem o exercício da misericórdia, motivo pelo qual podemos considerá-la como vazia. Para eles, era mais importante amar o lucro do que a Deus. Uma prova incontestável de que o deus deles era o dinheiro transparecia em sua disposição de sacrificar os pobres no altar da riqueza. E, horror dos horrores, por amarem o lucro, tratavam as pessoas como se fossem coisas. A maioria da população era refém de dívidas impagáveis, escravidão e perda de suas terras. Em nosso texto, de forma específica, o profeta faz dura e necessária crítica condenatória dos comerciantes. Estes, no afã de obter mais lucro, exploravam os necessitados e os pobres do povo. O lucro, para eles, era mais importante que a própria observação do sábado. Se os necessitados e pobres eram presas fáceis nas mãos dos comerciantes, o profeta destaca que Deus é o protetor dos pobres e, nesse sentido, traz uma referência teológica já presente na memória do povo (cf. Sl 82; Is 11,4; Dt 24,14-15).

AMBIENTE

Amós, o "profeta da justiça social", exerceu o seu ministério profético no reino do Norte (Israel) em meados do séc. VIII a.C., durante o reinado de Jeroboão II. É uma época de prosperidade económica e de tranquilidade política: as conquistas de Jeroboão II alargaram consideravelmente os limites do reino e permitiram a entrada de tributos dos povos vencidos; o comércio e a indústria (mineira e têxtil) desenvolveram-se significativamente... As construções da burguesia urbana atingiram um luxo e magnificência até então desconhecidos.

A prosperidade e o bem-estar das classes favorecidas contrastavam, porém, com a miséria das classes baixas. O sistema de distribuição estava nas mãos de comerciantes sem escrúpulos que, aproveitando o bem-estar económico, especulavam com os preços. Com o aumento dos preços dos bens essenciais, as famílias de menores recursos endividavam-se e acabavam por se ver espoliadas das suas terras em favor dos grandes latifundiários. A classe dirigente, rica e poderosa, dominava os tribunais e subornava os juízes, impedindo que o tribunal fizesse justiça aos mais pobres e defendesse os direitos dos menos poderosos.

É neste contexto que aparece o profeta Amós. Natural de Técua (uma pequena aldeia situada no deserto de Judá), Amós não é profeta profissional; mas, chamado por Deus, deixa a sua terra e parte para o reino vizinho para gritar à classe dirigente a sua denúncia profética. A rudeza do seu discurso, aliada à integridade e afoiteza da sua fé, traz algo do ambiente duro do deserto e contrasta com a indolência e o luxo da sociedade israelita da época.

MENSAGEM

O oráculo que nos é proposto é uma denúncia das actividades desses que "espezinham o pobre" e querem "eliminar os humildes da terra". Quem são, em concreto, esses que o profeta denuncia?

Trata-se de comerciantes sem escrúpulos, dominados pelo espírito do lucro, em cujos olhos só brilham cifrões. Eles compram aos agricultores os produtos da terra a preços irrisórios e revendem-nos aos pobres a preços exorbitantes, especulando com as necessidades dos humildes; roubam os clientes pobres, usando pesos, medidas e balanças falsas; aldrabam a qualidade dos produtos, misturando as cascas com o trigo; nos dias de sábado e de lua nova (dias sagrados, em que as actividades lucrativas eram suspensas), em lugar de se preocuparem com o louvor de Deus, eles estão ansiosos por recomeçarem os seus negócios de especulação e de exploração do pobre, a fim de aumentarem os seus lucros.

Que é que Deus tem a ver com isto? Tudo isto configura uma violação grosseira dos mandamentos da aliança. Jahwéh não está disposto a ser cúmplice da injustiça e da exploração do pobre. Qualquer crime cometido contra os pobres é um crime contra Deus... Por isso, Amós anuncia que Deus não esquece (quer dizer, não deixa passar em claro) este comportamento; ora, dizer que Deus não esquece significa que Deus vai intervir e acabar com a exploração e a injustiça. A fórmula solene de juramento ("o Senhor jura pelo orgulho de Jacob" - vers. 7) exprime o carácter irrevogável da decisão de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Para reflectir, considerar as seguintes questões:

• Os esquemas de exploração descritos por Amós não são uma infeliz recordação de um passado que não volta; pelo contrário, trata-se de uma realidade que os pobres dos nossos dias conhecem bem... A única coisa que é diferente é a sofisticação das técnicas utilizadas pelos maníacos do lucro. De resto, especula-se com bens de primeira necessidade, que as multinacionais vendem a preços exorbitantes (basta pensar naquilo que se passa em relação a certos medicamentos, indispensáveis para combater certas doenças e que são vendidos a peso de ouro aos países do quarto mundo); basta pensar na publicidade, que gera necessidades nos pobres, que lhes promete paraísos ilusórios, que os leva a endividarem-se até porem em causa o seu futuro; basta pensar nos produtos adulterados, impróprios, que são introduzidos pelos especuladores na cadeia alimentar e que põem em causa a saúde pública e a vida das pessoas...

• Amós garante: Deus não esquece este quadro e não pactua com quem explora as necessidades dos outros, a miséria, o sofrimento, a ignorância. Na realidade, o nosso Deus não suporta a injustiça e a opressão. Ele não está do lado dos opressores, mas dos oprimidos; e qualquer crime contra o irmão é um crime contra Deus. Se há entre os cristãos quem explora estes esquemas desumanos de lucro, quem oprime e explora os pobres (embora ao domingo vá à missa, faça parte do conselho económico da paróquia e dê quantias significativas para as obras da Igreja), convém que tenha isto em conta.

• Que podemos fazer para denunciar estes esquemas desumanos? Hoje fala-se cada vez mais em boicotar os produtos de certas multinacionais que se distinguem pelo seu envolvimento em questões injustas... Não será um caminho possível? Somos sensíveis a estas questões e estaremos dispostos a dar o nosso contributo? A Igreja não devia ter uma voz clara e firme (tão clara e tão firme como a que usa para denunciar outras situações, nem sempre tão graves) para gritar aos homens que a exploração e o lucro desmedido não fazem parte do projecto de Deus?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Am 8,4-7): Denúncia da riqueza injusta e opressão – Amós denuncia a injustiça institucionalizada do séc. VIII a.C.: uns poucos têm tudo e quase todos têm quase nada. O pecado dos “poucos” não é contra tal ou tal mandamento (inclusive, eles observam as festas religiosas – mas com que espírito! cf. 8,5). É sua atitude global que é pecaminosa, caricatura da justiça e misericórdia de Deus e daquilo que Deus espera de seu povo. 8,4-6: censura, denunciando que os ricos se tornam sempre mais ricos e os pobres sempre mais pobres; 8,7: ameaça do juízo * Cf. Am 2,6-8; Dt 25,13; Mq 6,10-11; Os 12,8; Am 3,2.



Salmo Responsorial

Monição: Jesus assume o desprendimento para nos salvar e o salmo louva o Senhor que toma a defesa do pobre.

SALMO RESPONSORIAL – 112/113

Louvarei o Senhor, que eleva os pobres!

Louvai, louvai, ó servos do Senhor,
louvai, louvai o nome do Senhor!
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e por toda a eternidade!

O Senhor está acima das nações,
sua glória vai além dos altos céus.
Quem pode comparar-se ao nosso Deus,
ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono
e se inclina para olhar o céu e a terra?

Levanta da poeira o indigente
e do lixo ele retira o pobrezinho,
para fazê-lo assentar-se com os nobres,
assentar-se com os nobres do seu povo.

Segunda Leitura

Monição: A vontade salvífica e universal ensina-nos que devemos orar por todos, também pelos que estão constituídos em autoridade.

1 Timóteo 2,1-8

Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo. 2 1 Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, 2 pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade. 3 Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, 4 o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. 5 Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo, homem 6 que se entregou como resgate por todos. Tal é o fato, atestado em seu tempo; 7 e deste fato - digo a verdade, não minto - fui constituído pregador, apóstolo e doutor dos gentios, na fé e na verdade. 8 Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando as mãos puras, superando todo ódio e ressentimento.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Continuamos com a 1ª Carta a Timóteo; depois das advertências iniciais sobre a verdadeira doutrina (cap. 1º), detém-se a dar orientações sobre a oração, no capítulo 2º, de que hoje lemos o início.

1 «Que se façam preces». É uma verdade de fé que Deus «quer que todos os homens se salvem», mas, apesar de tudo, não se salvarão sem oração. Podemos ajudar os outros a salvarem-se com a nossa oração, com a qual já Deus conta nos planos da sua Providência. A oração obtém graças que ajudam a nossa liberdade a corresponder livremente aos desígnios divinos, pois ainda que Deus nos queira salvar a todos, não nos quer salvar sem a nossa livre colaboração. A oração de súplica não é para converter Deus, mas para nos convertermos a Ele (Santo Agostinho), para nos dispormos a receber os dons que tem para nos dar.

5 «Um só Mediador…» Deus, sendo único, é Deus para todos e não apenas para uma nação (como os falsos deuses). Ele salva-nos pela mediação de Jesus Cristo, o qual, por ser Deus e Homem, é Mediador apto e eficaz, podendo unir com Deus os homens inimigos pelo pecado, oferecendo a sua vida como redenção. Esta mediação exerce-se através da sua Humanidade. Esta mediação é única, embora participem misteriosamente dela, de modo subordinado, os Santos e especialmente a Virgem Maria.

A oração é responsabilidade irrenunciável

A segunda leitura começa com uma série de recomendações e instruções sobre a vida em comunidade. Paulo recomenda uma oração universal para todos os seres humanos. A universalidade aparece na repetição do adjetivo “todos”. A menção aos governantes pode ser exemplo dessa universalidade, pois a atividade deles pode facilitar ou desestruturar a vida de todos. A libertação da humanidade efetuada por Cristo mediante a entrega de si mesmo como resgate por todos, ou seja, a redenção, fez que todos se tornassem um em Deus, o que equivale, logicamente, a realizar a vontade salvadora de Deus. Este conjunto salvador, em que a morte de Cristo desempenha papel essencial, é designado aqui como “o testemunho que foi dado no tempo estabelecido” (v. 6), uma forma de assinalar que Cristo manifestou ao mundo, com sua vida e morte, o plano salvador de Deus. Rezar faz bem! Contudo, não uma oração que tenha início, meio e fim naquele que reza. Importa rezar por todas as pessoas e perceber que existe, na vida do discípulo de Jesus, uma responsabilidade irrenunciável e intransferível de ser bênção na vida dos outros por meio da oração.

AMBIENTE

Continuamos a ler a Primeira Carta a Timóteo. Recordamos aquilo que já dissemos no passado domingo: este Timóteo, nascido em Listra, de pai grego e de mãe judeo-cristã, é um companheiro inseparável de Paulo, a quem Paulo confiou importantes missões e a quem encarregou da responsabilidade pastoral das Igrejas da Ásia Menor. Segundo a tradição, foi o primeiro bispo da comunidade cristã de Éfeso.

Esta carta - já o dissemos, também, no passado domingo - dificilmente provirá de Paulo (a linguagem, o estilo, a teologia sugerem que este texto está longe de Paulo; além disso, há um factor mais decisivo: esta carta apresenta um modelo de organização da Igreja que é, claramente, posterior a Paulo); no entanto, apresenta-se como escrita por Paulo a Timóteo, instruindo-o acerca da forma de organizar a comunidade cristã e a vida cristã dos fiéis.

MENSAGEM

Nos versículos que hoje nos são propostos, o autor da carta dá a Timóteo normas sobre a oração litúrgica. Começa com um convite a rezar por todos os homens (vers. 1), particularmente pelos que estão investidos de autoridade: deles depende o bem-estar social e a paz, condições necessárias para que os cristãos possam viver com tranquilidade, na fidelidade à sua fé (vers. 2).

De resto, a oração dos cristãos deve ser universal, pois é universal a proposta da salvação que Deus oferece: todos - judeus e gregos, escravos e livres, homens e mulheres, maus e bons - são convidados por Deus a fazer parte da comunidade da salvação (vers. 3-4). Duas razões apoiam este universalismo: a unicidade de Deus, criador de todos e a mediação universal de Cristo, que derramou o seu sangue por todos... A propósito, o autor da carta insere uma fórmula (vers. 5-6a) que parece reproduzir uma confissão de fé, em uso na comunidade primitiva, e que proclama essas verdades (há um só Deus, e Cristo - o único mediador entre Deus e os homens - trouxe, pela sua morte, a redenção a todos).

Dando-Se em redenção por todos, Jesus deu testemunho do projecto de salvação que Deus tem e que se destina a todos os homens; e Paulo sente que foi escolhido por Deus para continuar a anunciar aos homens esse testemunho que Jesus deu (vers. 6b-7).

O texto termina com um apelo a que esta oração universal se faça em todo o lugar onde o Evangelho é anunciado, "erguendo para o céu as mãos santas, sem cólera nem disputa" (vers. 8) - o que pode fazer referência a uma condição que, na perspectiva de Jesus, era necessária para rezar: estar em paz com todos, estar verdadeiramente reconciliado com os irmãos ("se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai, primeiro, reconciliar-te com o teu irmão; depois volta, para apresentar a tua oferta" - Mt 5,23-24).

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e partilha podem fazer-se a partir das seguintes linhas:

• O autor da Primeira Carta a Timóteo deixa claro que a oração não pode ser a expressão de uma vida vivida em "circuito fechado", em que o crente apresenta a Deus, exclusivamente, os seus problemas, as suas questões, os seus desejos, os seus pedidos, e em que, eventualmente, lembra a Deus aqueles que lhe são próximos; mas a oração tem de ser a expressão da comunhão e da solidariedade do crente com todos os irmãos espalhados pelo mundo inteiro - conhecidos e desconhecidos, amigos e inimigos, bons e maus, negros e brancos... Todo o crente, no seu diálogo com Deus, tem de deixar transparecer a ilimitada capacidade de amar e de ser solidário com todos os homens. É assim a nossa oração?

• A oração só faz sentido se for a expressão de uma vida de comunhão - comunhão com Deus e comunhão com os irmãos. Portanto, não é impossível rezar e, ao mesmo tempo, cultivar sentimentos de ódio, de intolerância, de racismo, de divisão. Como me situo face a isto?

• Também fica claro, neste texto, que a salvação não é monopólio ou privilégio de alguns, mas um dom universal que Deus oferece a todos os homens, sem excepção. Esta universalidade acentua a nossa ligação a todos os homens, a nossa solidariedade com todos. Sinto-me, verdadeiramente, irmão de todos, responsável por todos? As dores e as esperanças de todos os homens - mesmo aqueles que eu nunca vi - são as minhas dores e esperanças?

Subsídios:
2ª leitura: (1Tm 2,1-8) A comunidade orante – Para falar da vida cristã (1Tm 2–3), a carta trata primeiro de questões ligadas ao culto, que consiste em petição, adoração, intercessão e ação de graças, tudo ao mesmo tempo. Todos precisam da súplica e devem agradecer, pois que a todos Jesus salvou, mediador único, dado em resgate por nós. Esta é a verdade que salva. A comunidade está diante de Deus rezando e agradecendo por todos, elevando suas mãos, purificadas pela prática da caridade, como as mãos do Crucificado. * 2,2 cf. Rm 13,1-7; 1Pd 2,13-17; Tt 2,8 * 2,4 cf. 1Tm 4,10; Rm 3,29-30; Ef 4,4-6; Jo 8,32 * 2,5-6 cf. 1Cor 8,6; Hb 8,6; 2Cor 5,15; Ef 5,2 * 2,7 cf. At 9,15; Gl 2,7.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre e por amor; para que sua pobreza nos, assim, enriquecesse (2Cor 8,9).

Evangelho

Monição: O que importa considerar é a habilidade em administrar o dinheiro, habilidade que deve ser transportada para a vida crista na exigência do dia-a-dia.

Lucas 16,1-13 ou 10-13

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 16 1 Jesus disse também a seus discípulos: "Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens. 2 Ele chamou o administrador e lhe disse: 'Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens'. 3 O administrador refletiu então consigo: 'Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha. 4 Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego'. 5 Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: 'Quanto deves a meu patrão?' 6 Ele respondeu: 'Cem medidas de azeite'. Disse-lhe: 'Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta'. 7 Depois perguntou ao outro: 'Tu, quanto deves?' Respondeu: 'Cem medidas de trigo'. Disse-lhe o administrador: 'Toma os teus papéis e escreve: oitenta'. 8 E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes'. 9 Eu vos digo: fazei-vos amigos com a riqueza injusta, para que, no dia em que ela vos faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos. 10 Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes. 11 Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? 12 E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? 13 Nenhum servo pode servir a dois senhores: ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de aderir a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Esta é mais uma parábola que, para a nossa maneira de pensar, é desconcertante. Temos de ter em conta que se trata do género literário de parábola, em que os diversos elementos que nela entram não têm qualquer valor alegórico, mas são meros elementos de encenação dum ensinamento central, que se quer veicular. Está fora de dúvida que Jesus dá por sabido que a atitude do administrador é profundamente imoral, mas quer simplesmente que nos fixemos na habilidade e engenho que devemos pôr em chegar ao Reino dos Céus. O mesmo problema põe-se relativamente à parábola do próximo domingo, a do rico e do pobre Lázaro.

6 «Cem talhas». A medida de capacidade aqui referida é o bat, correspondente a 36,4 litros.

7 «Cem medidas». Trata-se da medida chamada Kor que equivalia a 10 bat.

8 «O senhor elogiou o administrador», não pela sua desonestidade, mas pela sua esperteza. A Nova Vulgata considera que aqui o senhor é o proprietário, (como o nosso texto, pois utilizam minúscula), mas há autores que pensam que é Jesus, um pormenor que em nada altera o ensinamento. Jesus quer que no que diz respeito ao Reino de Deus recorramos a todos os meios humanos honestos, mas não aprova os desonestos, pois um fim bom nunca justifica o recurso a meios maus, segundo o princípio da Ética: «o fim não justifica os meios» (cf. Rom 2, 8); a Ética cristã não é a pragmática.

«Os filhos deste mundo», um hebraísmo (o genitivo de qualidade) com que se designam os mundanos; os filhos da luz, isto é, os iluminados pela luz que vem de Deus, por Jesus Cristo (cf. Jo 1, 9), isto é, os cristãos.

9«Arranjai amigos… eles vos recebam nas moradas eternas». Usando bem as riquezas, concretamente para ajudar o próximo, conseguir-se-ão amigos que nos ajudarão a ser recebidos no Céu – «nas moradas eternas».«Amigos» também podia ser uma forma de designar a Deus, evitando pronunciar o seu nome inefável. «Com o vil dinheiro», à letra «com a mamona da injustiça»; mamona é um termo aramaico, que o Evangelista não traduziu para grego, e que significa: dinheiro, lucro, riquezas. As riquezas dizem-se injustas – «vil dinheiro» –, porque muitas vezes são adquiridas injustamente, degradando o homem.

10-12 Há um certo paralelismo nestas sentenças do Senhor, o que deixa ver que aqui «coisas pequenas» (v. 10) são as riquezas, o «vil dinheiro» (v. 11), o bem alheio (v. 12), que, por maiores que sejam, são perecíveis e quase nada, em comparação com os bens espirituais e eternos, que são «o verdadeiro bem» (v. 11) e «o que é vosso» (v. 12), isto é, o que autenticamente é nosso porque está de acordo com o nosso ser espiritual e nos acompanhará eternamente.

13 «Nenhum servo pode servir dois senhores». Um escravo ou criado não tinha horário de trabalho e tinha de estar totalmente dedicado a servir o seu senhor, sem lhe restar a mínima possibilidade de atender outro patrão. Deus também exige de nós que todos os nossos pensamentos, palavras e acções sejam todos e sempre orientados para O amarmos e servirmos. Não temos uma vida para servir a Deus e outra para cuidar das coisas materiais; de tudo havemos de fazer um serviço a Deus e ao próximo, por amor a Deus. Os bens e os cuidados deste mundo tendem a converter-se num fim último, em ídolos, escravizantes sucedâneos de Deus.

Assumir uma atitude prudente

A parábola de Jesus conhecida como a “parábola do administrador desonesto” refere-se ao uso adequado dos bens e recursos num cenário de forte desigualdade social. A conclusão possível é que a lealdade não é intercambiável entre senhores diferentes. Serve-se a um ou a outro e, dessa forma, servir a Deus e ao dinheiro simultaneamente é não servir a nenhum dos dois. Na relação que levaria a um ou a outro, os sentimentos de amor e ódio, apego ou desprezo estariam misturados, ora dirigidos a Deus, ora dirigidos ao dinheiro. A riqueza é denominada de Mamon – o que é seguro e dá segurança. As pessoas acreditam que, a partir do momento em que possuem dinheiro, a existência estaria assegurada (cf. Lc 12,15s). Todavia, a riqueza não pode cumprir o que promete (cf. Lc 16,11). Frequentemente a aquisição de riqueza e seu emprego são acompanhados de injustiça. Afinal, se os bens da terra são limitados e se algumas pessoas se apossam desses bens ilimitadamente, à maioria do povo restará a pobreza. A riqueza, por maior que seja, não pode impedir a morte (cf. Lc 12,22-31) nem muito menos acrescentar algo à vida e à estatura da pessoa (cf. Lc 12,25). Assim, somente àquele que sabe administrar o pouco é confiado o muito. Se não somos fiéis no pouco, como seríamos fiéis no muito? (cf. Mt 25,21). Um dito judaico assim se expressa: “O rico ajuda o pobre neste mundo, mas o pobre ajuda o rico no mundo vindouro”. Santo Ambrósio, comentando sobre o rico insensato que edificou celeiros maiores para guardar seus bens, disse: “O peito dos pobres, as casas das viúvas, as bocas dos meninos são os celeiros que duram para sempre”. A verdadeira riqueza de uma pessoa, conclui-se, não está no que ela guarda, e sim no que distribui. O seguimento de Jesus e o culto à riqueza são duas coisas incompatíveis. A riqueza sempre há de requerer o ser humano inteiro, pois ela o absorve por completo e o domina, escravizando-o. E sabemos, pela tradição bíblica, que Deus deseja ser amado “com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todas as suas forças e com toda a sua mente” (Lc 10,27).

AMBIENTE

O Evangelho que nos é proposto apresenta-nos mais um passo do "caminho para Jerusalém". Desta vez, Jesus não Se dirige aos fariseus, mas aos discípulos e, através deles, aos crentes de todos os tempos... Com uma história que apresenta contornos de caso real, tirado da vida, Jesus instrui os discípulos acerca da forma como se hão-de situar face aos bens deste mundo.

MENSAGEM

A mensagem essencial aqui apresentada gira, portanto, à volta da sábia utilização dos bens deste mundo: eles devem servir para garantir outros bens, mais duradouros.

Na primeira parte do nosso texto (vers. 1-9) apresenta-se a parábola de um administrador sagaz. A parábola conta-nos a história de um homem que é acusado de administrar de forma incompetente (possivelmente desonesta) os bens do patrão. Chamado a contas e despedido, este homem tem a preocupação de assegurar o futuro. Chama os devedores do patrão e reduz-lhes consideravelmente as quantias em dívida. Dessa forma - supõe ele - os devedores beneficiados não esquecerão a sua generosidade e, mais tarde, manifestar-lhe-ão a sua gratidão e acolhê-lo-ão em sua casa. Como justificar o proceder deste administrador, que assegura o futuro à custa dos bens do seu senhor? Porque é que o senhor, prejudicado nos seus interesses, não tem uma palavra de reprovação ao inteirar-se do prejuízo recebido? Como pode Jesus dar como exemplo aos discípulos as aldrabices de um tal administrador?

Estas dificuldades desaparecem se entendemos esta história tendo em conta as leis e costumes da Palestina nos tempos de Jesus. O administrador de uma propriedade actuava em nome e em lugar do seu senhor; como não recebia remuneração, podia ressarcir-se dos seus gastos a expensas dos devedores.

Habitualmente, ele fornecia um determinado número de bens, mas o devedor ficava a dever muito mais; a diferença era a "comissão" do administrador. Deve ser isso que serve de base à nossa história... Dos cem "baths" de azeite (uns 3.700 litros) consignados no recibo (vers. 6), só uns cinquenta haviam sido, na realidade, emprestados; os outros cinquenta constituíam o reembolso dos gastos do administrador e a exorbitante "comissão" que lhe devia ser paga pela operação. Provavelmente, o que este administrador sagaz fez foi renunciar ao lucro que lhe era devido, a fim de assegurar a gratidão dos devedores: renunciou a um lucro imediato, a fim de assegurar o seu futuro. Este administrador (se ele é chamado "desonesto" - vers. 8 - não o é por este gesto, mas pelos actos anteriores, que até levaram o patrão a despedi-lo) é um exemplo pela sua habilidade e sagacidade: ele sabe que o dinheiro tem um valor relativo e troca-o por outros valores mais significativos - a amizade, a gratidão. Jesus conclui a história convidando os discípulos a serem tão hábeis como este administrador (vers. 9): os discípulos devem usar os bens deste mundo, não como um fim em si mesmo, mas para conseguir algo mais importante e mais duradouro (o que, na lógica de Jesus, tem a ver com os valores do "Reino").

Na segunda parte do texto (vers. 10-13), Lucas apresenta-nos uma série de "sentenças" de Jesus sobre o uso do dinheiro (originariamente, estas "sentenças" não tinham nada a ver com o contexto desta parábola). No geral, essas "sentenças" avisam os discípulos para o bom uso dos bens materiais: se sabemos utilizá-los tendo em conta as exigências do "Reino", seremos dignos de receber o verdadeiro bem, quando nos encontrarmos definitivamente com o Senhor ressuscitado. O nosso texto termina com um aviso de Jesus acerca da deificação do dinheiro (vers. 13): Deus e o dinheiro representam mundos contraditórios e procurar conjugá-los é impossível... Os discípulos são, portanto, convidados a fazer a sua opção entre um mundo de egoísmo, de interesses mesquinhos, de exploração, de injustiça (dinheiro) e um mundo de amor, de doação, de partilha, de fraternidade (Deus e o "Reino"). Onde é que estão, aqui, os valores eternos e duradouros?

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e partilha podem considerar as seguintes linhas:

• O mundo em que vivemos decidiu que o dinheiro é o deus fundamental e que tudo deixa de ter importância, desde que se possam acrescentar mais uns números à conta bancária. Para ganhar mais dinheiro, há quem trabalhe doze ou quinze horas por dia, num ritmo de escravo, e prescinda da família e dos amigos; por dinheiro, há quem sacrifique a sua dignidade e apareça a expor, diante de uma câmara de televisão, a sua intimidade e a sua privacidade; por dinheiro, há quem venda a sua consciência e renuncie a princípios em que acredita; por dinheiro, há quem não tenha escrúpulos em sacrificar a vida dos seus irmãos e venda drogas e armas que matam; por dinheiro, há quem seja injusto, explore os seus operários, se recuse a pagar o salário do mês porque o trabalhador é ilegal e não se pode queixar às autoridades... Que pensamos disto? Ser escravo dos bens é algo que só acontece aos outros? Talvez não cheguemos, nunca, a estes casos extremos; mas até onde seríamos capazes de ir por causa do dinheiro?

• Jesus avisa os discípulos de que a aposta obsessiva no "deus dinheiro" não é o caminho mais seguro para construir valores duradouros, geradores de vida plena e de felicidade. É preciso - sugere Ele - que saibamos aquilo em que devemos apostar... O que é, para nós, mais importante: os valores do "Reino" ou o dinheiro? Na nossa actividade profissional, o que é que nos move: o dinheiro, ou o serviço que prestamos e a ajuda que damos aos nossos irmãos? O que é que nos torna mais livres, mais humanos e mais felizes: a escravidão dos bens ou o amor e a partilha?

• Todo este discurso não significa que o dinheiro seja uma coisa desprezível e imoral, do qual devamos fugir a todo o custo. O dinheiro (é preciso ter os pés bem assentes na terra) é algo imprescindível para vivermos neste mundo e para termos uma vida com qualidade e dignidade... No entanto, Jesus recomenda que o dinheiro não se torne uma obsessão, uma escravidão, pois Ele não nos assegura (e muitas vezes até perturba) a conquista dos valores duradouros e da vida plena.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 16,1-13 ou 16,10-13) O administrador esperto – Parábola que escandaliza. Mas Jesus não coloca este comportamento como modelo, porém quer ilustrar que a esperteza no uso dos bens deste mundo faz parte do Reino de Deus. Esperteza em sentido duplo: 1) utilizá-los prevendo a crise (juízo); 2) utilizá-los para fazer amigos para a eternidade (caridade). Esperto é quem sabe escolher de quem ele será amigo, enquanto ainda tem oportunidade. * 16,8 cf. Jo 8,12; Ef 5,8; 1Ts 5,5 * 16,10-12 cf. Mt 25,20-30; Lc 19,17-26 * 16,13 cf. Mt 6,24.

***   ***   ***

Ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,13). Há pessoas que observam as prescrições do culto, mas interiormente estão longe de Deus (cf. Is 29,13). Observam a “lua nova” – festa religiosa tradicional no antigo Israel – e o sábado, mas interiormente pensam em como explorar os pobres e os oprimidos, com uma avareza sem fim: até o refugo do trigo sabem converter em lucro (Am 8,6; 1ª leitura). Não adiantam cultos e orações: Deus não o esquecerá (8,7)! E, quanto aos oprimidos, Deus os levantará (salmo responsorial). As palavras de Amós nos advertem a respeito do vazio da riqueza procurada por si mesma. A riqueza não apenas não nos acompanha (cf. Lc 13,16-21), ela pode tornar-se causa de nossa condenação. E que dizer de uma sociedade que coloca tudo a serviço do lucro?

evangelho narra uma destas parábolas escandalosas de Jesus: um homem que, diante da iminente demissão por causa de má administração, comete umas pequenas (?) fraudes a favor dos devedores de seu patrão, para poder contar com o apoio deles na hora em que for posto para a rua. Será um exemplo? Num certo sentido, sim: era um homem que enxergava mais longe que seu nariz. Não o devemos imitar na sua injustiça, mas na sua previdência. Ele sabia – melhor que aquele fazendeiro de Lc 12,16-21 – que sua posição era precária, e tomou providências. Jesus observa que os “filhos das trevas” – com isso qualifica a imoralidade desse homem – são geralmente mais espertos que os filhos da luz. Ter consciência da precariedade das riquezas e utilizar as últimas chances para ganhar amigos para o futuro, eis o que Jesus quis ensinar.

O grande amigo que devemos ganhar para o futuro é Deus mesmo (“ser rico perante Deus”, Lc 12,21). Ganhamo-lo através de pequenos amigos: seus filhos. A iminência do juízo (Lc tomava isso bastante literalmente) nos deve levar à prática da caridade. Entenda-se bem: não fazer caridade para “comprar o céu”, mas, com os olhos fitos na realidade definitiva que é Deus, Pai de bondade, transformar nossa vida numa atitude que combine com ele, configurar-nos com ele (cf. Lc 6,35b-36). Sabemos o que é definitivo. Ajamos em conformidade: sejamos misericordiosos como Deus.

O encontro com os amigos das “moradas eternas” inclui os de Lc 14,12-14.15-24: coxos, cegos, estropiados, os pobres em geral, os que são convidados para o banquete eterno. Temos amplas oportunidades de usar o “vil dinheiro” para conquistar esses amigos. Será que o dinheiro é vil? Não há dúvida. Não há um dólar que não seja manchado de opressão e exploração. Através dos bancos que investem minha aplicação compulsória do Imposto de Renda, estou investindo em indústria bélica... O dinheiro participa do sistema que o gera.

O fato de eu poder “comer como um padre” participa de uma estrutura em que muitos não podem isso. Então, alimentado como um padre, devo pelo menos fazer tudo o que posso para que os outros possam alimentar-se assim também. Ou não mais me alimentar como um padre, pois esta não é a realidade definitiva. A caridade, pelo contrário, é definitiva e não perece nunca (cf. 1Cor 13).

Na 2ª leitura continua a reflexão de Paulo em torno do anúncio da reconciliação, que lhe foi incumbido entre os gentios. Neste espírito, insiste na oração da comunidade, oração de agradecimento e intercessão por todos os homens (cf. 17º dom.). Nós devemos traduzir nossa busca de unidade e reconciliação, tornando-nos mediadores de todos, assim como Cristo reconciliou a todos, tornando-se mediador, por sua morte salvadora. A última frase (2,8) pode servir também de motivação para que a comunidade reze, por exemplo, o Pai-Nosso com as mãos elevadas ao céu, “sem ira nem rancor”.

A RIQUEZA BEM UTILIZADA

A presente liturgia, pela segunda semana seguida, está usando os textos de Amós como “aperitivo” para se ouvir, depois, as palavras de Jesus. A 1ª leitura é uma crítica inflamada de Amós contra os que “compram os pobres por dinheiro”. Mas, no evangelho, Jesus conta uma parábola que parece louvar o suborno que um administrador de fazenda comete para “comprar” amigos para o dia em que ele for despachado do seu serviço. Como foi que Jesus escolheu este exemplo para explicar que ninguém pode servir a dois senhores (Deus e o dinheiro)? Entendamos bem. Quando Jesus propõe uma parábola, devemos olhar bem em que consiste a comparação. Jesus não está igualando o suborno do homem ao bom comportamento moral. Não quer justificar a safadeza desse filho das trevas, mas apenas mostrar sua “previdência”: largou o peixe pequeno para apanhar o grosso. Diminuiu o débito dos devedores – perdendo inclusive sua comissão sobre uma parte das dívidas a cobrar – para lograr a amizade dessas pessoas, que ia ser mais útil que a comissão ganha sobre a cobrança da dívida...

Então a lição é a seguinte; dar preferência àquilo que agrada a Deus e ao seu projeto, acima do lucro financeiro. E o projeto de Deus é: justiça e amor para com os seus filhos, em primeiro lugar os pobres.

A riqueza de nossa sociedade deve ser usada para estarmos bem com os pobres. A riqueza é passageira. Se vivermos em função dela, estaremos algum dia com a calça na mão. Mas se a tivermos investido num projeto de justiça e fraternidade para com os mais pobres, teremos ganhado a amizade deles e de Deus, para sempre.

Jesus não nos propõe como exemplo a administração fraudulenta do administrador, mas a previdência dele. Observe-se que Jesus declara o dinheiro injusto – todo e qualquer dinheiro. Pois, de fato, o dinheiro é o suor do operário acumulado nas mãos daqueles que se enriquecem com o trabalho dele. Todo o dinheiro tem cheiro de exploração, de capital não invertido em bens para os que trabalham. Mas já que a sociedade por enquanto funciona com este recurso injusto, pelo menos usemo-lo para a única coisa que supera a caducidade de todo esse sistema: o amor e fraternidade para com os outros filhos de Deus, especialmente os mais deserdados e explorados. Assim corresponderemos à nossa vocação de filhos de Deus. Não serviremos ao dinheiro, mas o usaremos para servir ao único Senhor.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— 1) A busca incessante e insaciável pelo lucro leva a pessoa a adorar o deus Mamon. Torna-se ela refém da ganância e do egoísmo. Como viver o evangelho da partilha numa sociedade fundamentada na lógica do lucro e da exclusão social?

— 2) Podemos ser impedidos de muitas coisas. Jamais, porém, seremos impedidos de rezar. Trata-se de responsabilidade irrenunciável e intransferível. Qual é o valor da oração em sua vida diária?

— 3) A lealdade somente cabe a uma pessoa. Não é possível mostrar lealdade a Deus e a Mamon; ser leal ao projeto de Deus e a projetos que o negam; ser leal ao Reino de Deus e ao antirreino. O seguimento de Jesus não pode ser parcializado. É tudo ou nada!


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

a) Injustiças camufladas

– Há uma falsa religião que os profetas nunca cessarão de denunciar: a religião dos que julgam ter a consciência em dia sem muito esforço, cumprindo ritos e práticas exteriores de culto. Uma aparência de religiosidade que serve para encobrir a exploração dos pobres.
– Vêem ricos comerciantes, que obedecem ao repouso do Sábado, no qual era proibido o comércio, pensando em como enganar os pobres e prejudicar nas mercadorias e nos preços.
– Acolher o anúncio do reino é, para o rico, transformar os seus bens em meio de amizade e comunhão.
– Jesus convida a vender e a dar o produto aos pobres.

Aqui nos é dito: fazei amigos com a riqueza desonesta.

Amigos, pensemos nas obras de misericórdia corporais: dar de comer, de beber, de vestir… dar pousada… e estamos na senda da justiça, da religião certa…

b) Oração, por todos, ao Pai comum.

– Entre as primeiras normas que Paulo dá aos seus ouvintes e discípulos, acentua a necessidade da oração pública.

Deve objectivamente fazer-se por todos, sem margem a restrições a pensares de exclusividade. Deus é Deus de todos, governantes e súbditos, doentes e sãos, pobres e ricos.

Jesus é salvador universal, resgatador do mal a preço de sangue, é o mediador enviado pelo Pai e testemunhado por uma vida entregue pelos homens do nascimento à morte.

c) – Toda a decisão que não termina no amor está errada na raiz. No uso dos bens fazem-se amigos numa realização horizontal entre irmãos.

O dinheiro, símbolo das coisas, é instrumento de divisão e de luta.

Deve tornar-se:
– instrumento de comunhão entre as pessoas,
– de amizade, de igualdade, e não de guerra ou discriminação.
– elemento de coesão na produção, distribuição e consumo.

A usura, os egoísmos, o apego e amor demasiado à matéria, sem ter em conta a caridade, contra o amor a Deus, são muralhas que nos vedam os caminhos para Deus.

Fala o Santo Padre

Queridos irmãos e irmãs!

[…] Neste Domingo nos textos litúrgicos, […] podemos reflectir sobre o uso correcto dos bens terrenos, um tema que nestes domingos o evangelista Lucas, de vários modos, repropôs à nossa atenção.

Narrando a parábola de um administrador desonesto mas bastante astuto, Cristo ensina aos seus discípulos qual é o modo melhor de utilizar o dinheiro e as riquezas materiais, isto é, dividi-las com os pobres, conquistando assim a sua amizade, em vista do Reino dos céus. «Arranjai amigos com o vil dinheiro para que, quando este faltar, eles vos recebam nos tabernáculos eternos» (Lc 19, 9). O dinheiro em si não é «desonesto», mas mais do que qualquer outra coisa pode fechar o homem num egoísmo cego. Trata-se portanto de realizar uma espécie de «conversão» dos bens económicos: em vez de os usar só para benefício próprio, é preciso pensar também nas necessidades dos pobres, imitando o próprio Cristo, escreve São Paulo o qual «sendo rico se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer pela pobreza» (2 Cor 8, 9). Parece um paradoxo: Cristo não nos enriqueceu com a sua riqueza, mas com a sua pobreza, isto é, com o seu amor que o levou a doar-se totalmente a nós.

Poderia abrir-se aqui um vasto e complexo campo de reflexão sobre o tema da riqueza e da pobreza, também a nível mundial, no qual se confrontam duas lógicas económicas: a lógica do lucro e da distribuição equitativa dos bens, que não estão em contradição uma com a outra, se a sua relação for bem organizada. A doutrina social católica sempre defendeu que a distribuição equitativa dos bens é prioritária. Naturalmente o lucro é legítimo e, na medida justa, é necessário para o desenvolvimento económico.

João Paulo II escreveu assim na Encíclica Centesimus annus: «A moderna economia de empresa comporta aspectos positivos, cuja raiz é a liberdade da pessoa, que se exprime no campo económico e em muitos outros campos» (n. 32). Contudo, acrescentou ele, o capitalismo não deve ser considerado como o único modelo válido de organização da economia (cf. ibid., 35). A emergência da fome e da ecologia estão a denunciar, com crescente evidência, que a lógica do lucro, se é prevalecente, incrementa a desproporção entre ricos e pobres e uma exploração arruinadora do planeta. Quando ao contrário prevalece a lógica da partilha e da solidariedade, é possível corrigir a rota e orientá-la para um progresso equitativo e equilibrado. […]

Papa Bento XVI, Angelus, 23 de Setembro de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 25º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. EVITAR CULPABILIZAR.
O dinheiro ou Deus... No momento penitencial, será bom evitar algumas tiradas de tipo culpabilizante e demasiado ligeiras contra o dinheiro que corrompe, que explora... A terceira fórmula do rito penitencial convida a aclamar o Deus bom e misericordioso.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
"Pai dos pobres, justiça dos oprimidos, nós Te bendizemos pelo teu Espírito Santo, que deste aos profetas, encarregando-os de proclamar sempre e em toda a parte as exigências da justiça. Nós Te pedimos: que o teu Espírito purifique os nossos pensamentos e os nossos corações. Somos testemunhas de tantas injustiças! Que Ele nos inspire as iniciativas que se impõem".

No final da segunda leitura:
"Deus nosso Pai, Tu que és o único Deus e queres que todos os homens sejam salvos e cheguem a conhecer a verdade, nós Te damos graças por Jesus, que nos revelaste como o único mediador fiável entre Ti e a humanidade. Unidos a todos os cristãos que elevam para Ti as suas mãos e Te dirigem as suas orações, intercedemos por todos os homens e pedimos-Te pela paz".

No final do Evangelho:
"Deus Pai, único mestre digno de ser servido, nós Te damos graças pela confiança que depositas em nós; Confias-nos o teu Reino, que é infinitamente mais precioso que todos os bens da terra. Nós Te pedimos: pelo teu Espírito, faz de nós filhos da luz, inspira-nos o bom uso dos bens da terra e a aptidão que convém ao teu Reino".

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Quanto se trata de viver, e sobretudo de sobreviver, estamos prontos a tudo, todos os meios parecem bons para pôr a cabeça de fora. O administrador da parábola vai perder os seus meios de viver, procura a maneira de se sair. Reconhece que não tem a força de trabalhar, nem de mendigar. Então, tomando consciência que não pode conseguir sozinho, procura amigos a todo o preço, mesmo com o preço da desonestidade. O mestre faz o elogio, não da sua desonestidade, mas da sua habilidade. O objectivo da parábola é fazer reflectir aqueles que se reclamam cidadãos do Reino: estão dispostos a tudo para procurar o essencial e vivê-lo? A sua habilidade é também como a dos filhos deste mundo que, para as coisas materiais, estão dispostos a sacrificar a dimensão espiritual da sua vida? Jesus não pede para imitar o administrador nos seus gestos, mas para ser como Ele na procura do essencial.

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Eis Jesus que Se põe a dissertar sobre a economia, mas uma economia que parece envolver falsários... Como compreender tal parábola na boca de Jesus? Podemos logo pensar que Ele não quer dar o administrador desonesto como exemplo, mesmo se o mestre deste faz o seu elogio. Jesus chama-o explicitamente "administrador desonesto, com esperteza". Jesus conhece o coração do homem, um coração perverso. Mas Jesus não fica nesta dimensão do coração do homem. Ele sabe que em todo o homem, por mais pervertido que seja, há sempre um cantinho positivo. Ele vê a prova de habilidade do administrador para conseguir safar-se. Esta habilidade é colocada ao serviço de um mal. Mas, em si mesma, pode ser posta ao serviço do bem. Então, diz Jesus, se vós, meus discípulos, que sois chamados "filhos da luz", sabeis ser tão habilidosos a respeito da vossa vida cristã, quantas coisas poderão mudar! Jesus aproveita para recordar o seu ensino constante sobre o dinheiro e a riqueza material. Não podemos viver sem dinheiro. Mas saibamos utilizá-lo com habilidade, para o bem. Que ele não se torne um mestre tirânico. Saibamos utilizá-lo, não para nos enriquecermos egoisticamente, mas para o pôr ao serviço do bem dos outros, a começar pelos mais pobres. Aqui, a nossa habilidade deve estar ao serviço do bem! Não levaremos dinheiro no nosso caixão. Mas o bem que com ele tivermos feito seguirá para além da morte, "nas moradas eternas". A lição continua sempre válida hoje!

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III para Assembleias com Crianças... Parte da oração ilustra a situação evocada pelo Evangelho.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO...
Deus ou o dinheiro? Amós e Lucas convidam-nos a um sério exame de consciência sobre a nossa maneira de praticar a justiça social e de utilizar o dinheiro. Quantos pobres, hoje no mundo, são explorados com meia dúzia de euros por alguns que enriquecem sobre a sua miséria? Não acusemos ninguém! Nesta semana, retomemos estes textos para fazer o ponto da situação em toda a verdade. A que mestre estamos amarrados: a Deus ou ao dinheiro?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão:Celebremos a verdadeira ceia do Senhor com o desejo de auxílio mútuo na repartição dos bens.

Sl 118, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou: Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Temos diferentes níveis económicos e participamos na mesma Eucaristia; façamos os outros felizes pela participação no que possamos dispensar.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

25ª SEMANA

2ª Feira, 23-IX: As graças de Deus e as nossas disposições.

Prov 3, 27-35 / Lc 8, 16-18
Pois àquele que tiver dar-se-á, mas àquele que não tiver, até o que julga ter lhe será tirado.

Assim actua a graça de Deus nas nossas almas. Quando correspondemos à graça, recebemos novas graças; mas quando não nos empenhamos em ser dóceis às ajudas do Espírito Santo, ficamos cada vez mais pobres. A vida espiritual exige uma correspondência, um novo empenho, para progredir. Pelo contrário, quem não avança retrocede: «Se disseres basta, estás perdido» (S. Agostinho). Deus abençoa e concede novos favores quando encontra boas disposições: «Ele abençoa a residência dos justos… aos humildes concede o seu favor…os sábios hão-de alcançar a glória» (Leit.).

3ª Feira, 24-IX: S. Mateus: À procura de um maior conhecimento do Senhor.

Ef 4, 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13
Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Logo que foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou imediatamente tudo para se dedicar ao serviço do Senhor (Ev.). A partir de então pode acompanhá-lo, ser testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, da Última Ceia, etc. Deixou-nos um precioso documento: o seu Evangelho. A todos nos é pedido este maior conhecimento do Senhor: «No fim chegaremos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem adulto, à medida da estatura de Cristo na sua plenitude» (Leit.).

4ª Feira, 25-IX: Plena confiança em Deus.

Prov 30, 5-9 / Lc 9, 1-6
Disse-lhes então: Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem saco, nem pão, nem dinheiro.

Jesus quer ensinar os Apóstolos, quando os envia para a primeira missão apostólica, que têm que aprender a apoiar-se nos meios sobrenaturais, que é Ele quem dá toda a força e eficácia. As curas, as conversões, os milagres, hão-de atribuir-se à Omnipotência divina. A mesma confiança se há-de notar nos pedidos que fazemos ao Senhor na nossa oração: «Duas coisas vos peço, Senhor, não mas negueis até que eu morra: afastai de mim a fraude e mentira; não me deis pobreza nem fortuna, deixai que eu tenha o alimento necessário. E que, na abundância, poderia renegar-vos» (Leit.).

5ª Feira, 26-IX: A verdade sobre o homem e as restantes coisas.

Co 1, 2-11 / Lc 9, 7-9
Mas, quem é este homem, de quem oiço dizer tais coisas? E procurava maneira de ver Jesus.

O desejo de ver o rosto de Cristo é de grande importância para a nossa vida, pois «nele, Deus nos abençoa fazendo resplandecer sobre nós a luz do sei rosto. Sendo ao mesmo tempo, Deus e homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, revela o homem a si mesmo» (João Paulo II). O resto das coisas, se não são vistas como Deus as vê, acaba por ser uma verdadeira desilusão: «Todas as coisas produzem cansaço, ninguém o pode explicar; o olhar não consegue ver bastante, nem o ouvido escutar plenamente» (Leit.).

6ª Feira, 27-IX: O momento oportuno para cada coisa.

Co 3, 1-11 / Lc 9, 18-22
Para tudo há um momento oportuno, para cada coisa há um tempo debaixo do Céu.

O momento mais oportuno para cada coisa é, em princípio, aquele em que devemos cumprir a vontade de Deus para cada um de nós. O Senhor quer que vivamos e santifiquemos o momento presente, cumprindo com fidelidade o dever correspondente a esse momento.
Jesus ensina-nos, no Evangelho de hoje, que há-de haver um momento para a oração: «Estava Jesus a orar sozinho»; outro momento para o sacrifício: «O Filho do homem tem de sofrer muito…tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».

Sábado, 28-IX: Um meio indispensável de salvação.

Co 11, 9- 12, 8 / Lc 9, 43-45
O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Ma eles não entendiam aquela linguagem.

A pregação sobre a Cruz, a mortificação, o sacrifício, como um bem, é sempre difícil de entender (Ev.), quando se encara apenas com olhos humanos. À primeira vista é mais uma desilusão: «Desilusões e mais desilusões… Tudo é desilusão» (Leit.). A fé ajuda-nos, no entanto, a ver que, sem sacrifício não há verdadeiro amor, não há a alegria autêntica, não há purificação dos pecados, não há encontro com Deus. Falta um meio indispensável de salvação. O caminho da santificação pessoal passa necessariamente pela cruz.

Celebração e Homilia: FERREIRA DE SOUSA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



CAMPANHA DA VELA VIRTUAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


CLIQUE AQUI, acenda uma vela virtual, faça seu pedido e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida pela sagrada intercessão em nossas vidas!


Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada



QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
ARTE E CULTURA
RELIGIÃO CATÓLICA
Ajuda à Catequese
EVANGELHO DO DIA
ANO DA EUCARISTIA
AMIGOS NPDBRASIL
COM MEUS BOTÕES
LIÇÕES DE VIDA
Boletim Pe. Pelágio
À Nossa Senhora
Orações Clássicas
Consagrações
O Santo Rosário
Devoção aos Santos
Fundamentos da Fé
A Bíblia Comentada
Os Sacramentos
O Pecado e a Fé
Os Dez Mandamentos
A Oração do Cristão
A Igreja e sua missão
Os Doze Apóstolos
A Missa Comentada
Homilias e Sermões
Roteiro Homilético
Calendário Litúrgico
O ANO LITÚRGICO
Padre Marcelo Rossi
Terço Bizantino
Santuário Terço Bizantino
Santuario Theotókos
Mensagens de Fé
Fotos Inspiradoras
Bate-Papo NPD
Recomende o site
Envie para amigos
 
Espaço Aberto
 
MAPA DO SITE
Fale conosco
Enviar e-mail
Encerra Visita
 

 


Voltar


Imprimir

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...


Voltar
Página Inicial |Arte e Cultura | Literatura | BOLETIM MENSAL

Parceiros | Política de Privacidade | Contato | Mapa do Site
VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...
Design DERMEVAL NEVES - © 2003 npdbrasil.com.br - Todos os direitos reservados.