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ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


18.04.2021
3º Domingo de Páscoa — ANO B
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Vós sereis testemunhas de tudo isso" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Em nossa assembléia litúrgica o Senhor se manifesta vivo, aquece o nosso coração com sua Palavra, partilha conosco o pão da vida e, abrindo os nossos olhos, nos anima e nos envia ao mundo como testemunhas da vida nova, do perdão e da paz.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste dia consagrado ao Senhor e à memória de sua Páscoa, Ele vem ao nosso encontro, caminha conosco, instrui-nos por sua palavra e se dá a conhecer na fração do pão. Como dom de sua Páscoa, nos oferece a paz que só Ele pode nos oferecer.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A fé na ressurreição de Jesus volta a aparecer neste terceiro Domingo da Páscoa, mas com uma exigência que nos faz sentir, no mínimo, diante de um grande desafio. A fé na Ressurreição do Senhor está relacionada com a compreensão das Escrituras. É pelas Escrituras que nós nos encontramos com Jesus, depois de sua ressurreição. Queremos, nesta celebração, glorificar o Pai pela Palavra divina que está entre nós, e suplicar o dom da inteligência para entendermos as Escrituras em vista da conversão de nossas vidas. Nós, pelo testemunho que nasce pela fé, queremos dar continuidade ao projeto de vida do Deus fiel, anunciando em nome de Jesus a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/18-de-abril-de-2021---3-pascoa-novo.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_45-b_-_29_-_3o_domingo_de_pascoa.pdf


TEMA
ERA PRECISO QUE O CRISTO PADECESSE

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Vós sois as testemunhas

A experiência com o Ressuscitado continua a ser narrada na liturgia deste tempo pascal. O efeito de tal evento se demonstra na “vida nova” gerada a partir desse encontro de fé, que não fica retido em quem o realiza, mas se transmite para que outras pessoas também o experimentem.

A compreensão desse evento acontece gradualmente. Com os primeiros discípulos foi assim, com nossa vivência ocorre da mesma forma. Pouco a pouco, participamos do mistério da ressurreição de Jesus e assimilamos esse mistério, que ilumina sua morte, sua vida e seus ensinamentos e nos faz perceber a nós mesmos e a criação de maneira nova. A liturgia deste dia nos propõe esse esclarecimento pelas Escrituras.

Cada celebração é uma oportunidade de crescimento espiritual. Ouvindo a pregação e o exemplo de Pedro (primeira leitura) e confiando sem medo em Deus, que nos perdoa (segunda leitura), podemos sair para testemunhar o mistério da fé em Cristo (Evangelho). Há muitas pessoas que precisam conhecer melhor a mensagem de Jesus.

Introdução do Portal Dehonianos

Jesus ressuscitou verdadeiramente? Como é que podemos fazer uma experiência de encontro com Jesus ressuscitado? Como é que podemos mostrar ao mundo que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação? É, fundamentalmente, a estas questões que a liturgia do 3° Domingo da Páscoa procura responder.

O Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial - no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço - que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. Depois desse "encontro", os discípulos são convidados a dar testemunho de Jesus diante dos outros homens e mulheres.

A primeira leitura apresenta-nos, precisamente, o testemunho dos discípulos sobre Jesus. Depois de terem mostrado, em gestos concretos, que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação, Pedro e João convidam os seus interlocutores a acolherem a proposta de vida que Jesus lhes faz.

A segunda leitura lembra que o cristão, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com o compromisso que assumiu D Essa coerência deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana e num esforço de fidelidade aos mandamentos de Deus.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O RESSUSCITADO SE REVELA

Não foi fácil, para os discípulos, acreditar na ressurreição de Jesus. Ao se apresentar diante deles, o Mestre foi visto como fantasma, que assusta e dá medo. Para ser reconhecido, precisou mostrar-lhes as chagas das mãos e dos pés e comer um saboroso peixe assado. A seguir, convidou-os a ler a Escritura, na qual tudo já estava revelado a seu respeito.

Se foi difícil, para os discípulos, reconhecer o Ressuscitado, muito mais difícil pode ser para nós – que vivemos mais de dois mil anos depois e não temos a felicidade de vê-lo revelar-se a nós da mesma forma que fez outrora. Somente a fé na Escritura pode nos assegurar esse reconhecimento.

O Ressuscitado traz as marcas das chagas em seu corpo. Hoje cabe a todos nós, suas testemunhas, cuidar e tratar dessas feridas. Ele está presente nas pessoas sofredoras de todos os tempos. Pode atualmente estar presente, por exemplo, no moribundo do hospital, onde encontra os dedicados profissionais da saúde que curam suas feridas e arriscam a própria vida para recuperar a sua.

Ao pedir algo para comer, os discípulos dão-lhe um pedaço de peixe – é o que eles têm. Peixe é comida do povo simples, dos que vivem da pesca no mar, nos rios ou nos lagos. Na Bíblia, a mesa é símbolo muito significativo. A comensalidade em torno da partilha do alimento é ocasião privilegiada em que Deus se faz presente.

Depois de alimentado, o Ressuscitado ensina a reler a Escritura, para que não se perca a memória daquilo que ele mesmo revelou, enquanto vivia em meio ao povo da Galiléia. Com base na Escritura, descobrimos a real vontade de Deus.

O Evangelho conclui com esta afirmação: “Vós sois testemunhas de tudo isso”. Ser testemunhas de Jesus, por um lado, requer de nós coragem e generosidade e pode trazer sérias conseqüências; por outro, identifica-nos como portadores da alegre Boa-nova da ressurreição: vida nova que surge por meio da superação da dor e do sofrimento. Testemunhar é contagiar pessoas para que olhem a vida com otimismo e esperança, apesar dos desafios que enfrentam.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O RESSUSCITADO SE REVELA

Não foi fácil, para os discípulos, acreditar na ressurreição de Jesus. Ao se apresentar diante deles, o Mestre foi visto como fantasma, que assusta e dá medo. Para ser reconhecido, precisou mostrar-lhes as chagas das mãos e dos pés e comer um saboroso peixe assado. A seguir, convidou-os a ler a Escritura, na qual tudo já estava revelado a seu respeito.

Se foi difícil, para os discípulos, reconhecer o Ressuscitado, muito mais difícil pode ser para nós – que vivemos mais de dois mil anos depois e não temos a felicidade de vê-lo revelar-se a nós da mesma forma que fez outrora. Somente a fé na Escritura pode nos assegurar esse reconhecimento.

O Ressuscitado traz as marcas das chagas em seu corpo. Hoje cabe a todos nós, suas testemunhas, cuidar e tratar dessas feridas. Ele está presente nas pessoas sofredoras de todos os tempos. Pode atualmente estar presente, por exemplo, no moribundo do hospital, onde encontra os dedicados profissionais da saúde que curam suas feridas e arriscam a própria vida para recuperar a sua.

Ao pedir algo para comer, os discípulos dão-lhe um pedaço de peixe – é o que eles têm. Peixe é comida do povo simples, dos que vivem da pesca no mar, nos rios ou nos lagos. Na Bíblia, a mesa é símbolo muito significativo. A comensalidade em torno da partilha do alimento é ocasião privilegiada em que Deus se faz presente.

Depois de alimentado, o Ressuscitado ensina a reler a Escritura, para que não se perca a memória daquilo que ele mesmo revelou, enquanto vivia em meio ao povo da Galiléia. Com base na Escritura, descobrimos a real vontade de Deus.

O Evangelho conclui com esta afirmação: “Vós sois testemunhas de tudo isso”. Ser testemunhas de Jesus, por um lado, requer de nós coragem e generosidade e pode trazer sérias conseqüências; por outro, identifica-nos como portadores da alegre Boa-nova da ressurreição: vida nova que surge por meio da superação da dor e do sofrimento. Testemunhar é contagiar pessoas para que olhem a vida com otimismo e esperança, apesar dos desafios que enfrentam.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 3º DOMINGO DA PÁSCOA

Na alegria da ressurreição de Jesus, acolhamos seu convite para seguir firmes o caminho da conversão, do amor, do perdão e da paz. Esta Eucaristia nos ajude a crescer na partilha dos nossos dons e nos fortaleça na fé, para reconhecermos a presença do Senhor em nossa vida, em nossa comunidade e em todos os nossos irmãos e irmãs.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus ressuscitado está sempre entre nós e nos acompanha em todos os momentos da nossa existência.


RITOS INICIAIS

Salmo 65, 1-2
ANTÍFONA DE ENTRADA: Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores. Aleluia.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
A alegria pascal é a atitude de profunda paz pelo encontro com Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado. A minha vida é celebrada no mistério do amor infinito de Deus que venceu o mal e a morte. A minha fragilidade toca os sinais da sua doação e vive da fé no amor incondicional de Deus. Saiba eu louvar, agradecer e sentir a urgência do compromisso com Jesus Cristo que dá a vida por mim. Saiba fazer Igreja na comunhão que dimana da presença de Cristo Ressuscitado.

ORAÇÃO COLETA: Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adoção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: A história da salvação é repassada por Pedro que a centraliza em Jesus Cristo: mistério de amor e salvação. Somos convidados à conversão a este amor e ao seu conseqüente compromisso.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 3,13-15.17-19

Leitura dos Atos dos Apóstolos. Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: 3 13 “O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo. 14 Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida. 15 Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas. 17 Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes. 18 Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer. 19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é extraída do segundo discurso de Pedro em Actos, após a cura do coxo que mendigava na Porta Formosa do Templo. O discurso obedece ao molde kerigmático do primeiro anúncio aos judeus, mas, na perspectiva de Lucas, visa também os seus leitores e também continua a falar-nos a nós.

13 «O seu Servo Jesus». O termo original grego é ambíguo – «pais» –, e tanto pode significar filho, como servo. A nossa tradução preferiu «servo» pela referência que parece haver a Jesus enquanto cumpre a figura messiânica do Servo de Yahwéh (cf. Is 42 – 53). Trata-se de um título cristológico de sabor primitivo, que se enquadra bem num discurso a ouvintes judeus.

15 «Autor». É mais outro título cristológico, raro no N. T. (em grego, arkhêgós; assim também em 5, 31; cf. Hebr 2, 10; 12, 2). Jesus não é apenas o chefe que conduz à vida, mas é quem comunica a vida aos que nele crêem. O paradoxo é impressionante: matar o Autor da vida, uma vez que Jesus é Deus. Nas traduções, como a primitiva litúrgica, «príncipe da Vida», deixa-se ver mais claramente o contraste estabelecido com «assassino» (v 14), isto é, aquele que tira a vida.

«E nós somos testemunhas disso» (da ressurreição). A Ressurreição de Jesus é um facto real que se comprova por testemunhas altissimamente verídicas! É certo que não é um simples facto histórico natural que tenha entrado no âmbito duma observação experimental comum, pois Jesus só Se manifestou ressuscitado quando quis, como quis e a quem quis e com um corpo glorioso (não como um cadáver reanimado); isto, porém, em nada diminui o valor histórico da sua Ressurreição. É um facto sobrenatural, mas um facto, embora não encaixe em acanhadas perspectivas historicistas.

Deus fez maravilhas por seu servo

A pregação de Jesus continua na voz e na vida dos seus seguidores. A primeira leitura traz uma cena na qual Pedro anuncia a mensagem cristã depois de ter curado um aleijado que estava à porta do templo (3,2). Muitas pessoas olhavam admiradas para Pedro e João (3,12) por causa do ato realizado. Então, Pedro toma a palavra para expor a fé em Jesus (v. 13).

O início da pregação recorda que o Deus dos pais (Abraão, Isaac e Jacó) glorificou a Jesus (v. 13). O Deus em quem o povo diz acreditar agiu na vida de Jesus de maneira contrária à ação dos líderes, que promoveram sua morte. Os discípulos testemunham, por meio de ações, a força dessa ressurreição, que Deus realizou em Jesus (v. 15).

Diante de um público formado majoritariamente por judeus, Pedro, então, propõe a fé em Jesus, o Cristo. Primeiramente, ele o apresenta como cumprimento das profecias das Escrituras (v. 18), indicando que seus sofrimentos se compreendem à luz dos profetas. Em seguida, Pedro convida os ouvintes à conversão (v. 19), para viverem conforme à ação de Deus, que gera vida, e não como a ação das lideranças judaicas daquele tempo, que se empenharam na morte de Jesus.

O apelo dessa leitura à mudança de vida continua para nós, que a lemos hoje. Que “mortes” nos rodeiam e a que “vidas” podemos aderir, para melhor viver? A contraposição entre a ação divina e a ação dos líderes judeus ocorre no nosso interior, conforme o espírito que nos inspira a agir.

AMBIENTE

A primeira leitura do 3° Domingo da Páscoa situa-nos em Jerusalém, à entrada do Templo. Pedro e João (esta "dupla" aparece, freqüentemente associada na primeira parte do Livro dos Actos dos Apóstolos - cf. At 4,7-8.13.19) tinham subido ao Templo para a oração da "hora nona" (três da tarde). Um homem, coxo de nascença, que estava à entrada do Templo a mendigar (junto da porta "chamada Formosa"), dirigiu-se aos dois apóstolos e pediu-lhes esmola. Pedro avisou-o de que não tinha "ouro nem prata" para lhe oferecer; mas, "em nome de Jesus Cristo Nazareno", curou-o. "Cheia de assombro e estupefata", a multidão reuniu-se "sob o chamado pórtico de Salomão" para ouvir da boca de Pedro a explicação para o estranho facto (cf. At 3,1- 11). O "assombro" e a "estupefacção" traduzem o estado daqueles que testemunham a ação de Deus manifestada através dos apóstolos; é a mesma reação com que as multidões acolheram os gestos libertadores realizados por Jesus. A ação dos apóstolos aparece, assim, na continuidade da ação de Jesus. O nosso texto é parte do discurso que, segundo Lucas, Pedro teria feito à multidão (cf. At 3,12-26).

Nas figuras de Pedro e João, Lucas apresenta-nos o testemunho da primitiva comunidade de Jerusalém, apostada em continuar a missão de Jesus e em apresentar aos homens o projeto salvador de Deus. Lucas está convencido de que esse testemunho se concretiza, não só através da pregação, mas também da ação dos discípulos. As palavras e os gestos das "testemunhas" de Jesus mostram como o mundo muda quando a salvação chega e como o homem escravo passa a ser um homem livre. O "testemunho" dos discípulos irá provocar, naturalmente, a oposição daqueles que, instalados nos velhos esquemas, recusam os desafios de Deus. Por isso os discípulos de Jesus, arautos desse mundo novo, irão conhecer a perseguição (cf. At 4,1-22).

MENSAGEM

Pedro, dirigindo-se aos israelitas, dá-lhes a entender que o gesto libertador que beneficiou o homem coxo foi realizado em nome de Jesus. Ele mostra que o projeto de Jesus continua a realizar-se e demonstra que Jesus está vivo. Enquanto percorreu os caminhos da Palestina, Jesus manifestou, em gestos concretos, a presença da salvação de Deus entre os homens e essa salvação continua a derramar-se sobre os homens doentes e privados de vida e de liberdade, é porque Jesus continua presente, oferecendo aos homens a vida nova e definitiva. Os discípulos são os agentes através dos quais Jesus continua a sua obra libertadora e salvadora no mundo.

No seu "testemunho", Pedro começa por se referir aos dramáticos acontecimentos que culminaram na morte de Jesus, explicando-os como o resultado da rejeição da proposta salvadora de Deus por parte dos israelitas e Deus ofereceu-lhes a vida e eles escolheram a morte; preferiram preservar a vida de alguém que trouxe morte e condenar à morte alguém que oferecia a vida ("negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação de um assassino.

Destes a morte ao Príncipe da vida (verso 14-15a). Deus, no entanto, ressuscitou Jesus, demonstrando como a proposta que Jesus veio apresentar é uma proposta geradora de vida. A ressurreição de Jesus é a prova de que o projeto de Deus - projeto apresentado por Jesus e que os israelitas rejeitaram - é uma proposta geradora de vida e de vida que a morte não pode vencer (vers. 15b). Estará tudo terminado para Israel? O Povo não terá mais oportunidade de corrigir a sua má escolha e de fazer uma nova opção, uma opção pela vida? A oferta de Deus terá caducado, face à intransigência dos chefes de Israel em acolher os dons de Deus?

Não. Pedro "sabe" (e se Pedro "sabe" é porque Deus também o sabe) que o Povo agiu por ignorância. O comportamento do Povo, em geral, e dos líderes judaicos, em particular, face a Jesus tem, pois, atenuantes. Na legislação religiosa de Israel, as faltas "involuntárias" tinham um tratamento especial e mereciam um tratamento diferente das faltas "voluntárias" (cf. Lv 4). Assim Deus, na sua imensa bondade, continua a oferecer ao seu Povo a possibilidade de corrigir as suas opções erradas e de escolher a vida, aderindo a Jesus e ao projeto por Ele apresentado. A prova disso é que o homem coxo recebeu de Deus o dom da vida.

O que é preciso fazer para que essa oferta de salvação que Deus continua a fazer se torne efetiva? É necessário "arrepender-se" e "converter-se". Estes dois verbos definem o movimento de reorientar a vida para Deus, de forma a que Deus passe a estar no centro da vida do homem e o homem passe a "dar ouvidos" às propostas de Deus e a viver de acordo com os projetos de Deus. Ora, uma vez que Cristo é a manifestação de Deus, "arrepender-se" e "converter-se" significa aderir à pessoa de Cristo, crer n'Ele, acolher o projeto que Ele traz, entrar no Reino que Ele anuncia e propõe. Os israelitas podem, portanto, "apanhar a carruagem" da salvação, se deixarem a sua auto-suficiência, os seus preconceitos, o seu comodismo (que os levaram a rejeitar as propostas de Deus) e se aderirem a Jesus e à vida que Ele continua a propor (através do testemunho dos discípulos).

ATUALIZAÇÃO

• Para os cristãos, Jesus não é uma figura do passado, que a morte venceu e que ficou sepultado no museu da história; mas é alguém que continua vivo, sempre presente nos caminhos do mundo, oferecendo aos homens uma proposta de vida verdadeira, plena, eterna. Como é que os nossos irmãos que caminham ao nosso lado podem descobrir que Jesus está vivo e fazer uma experiência de encontro com Cristo ressuscitado? Através de documentos históricos que demonstrem cientificamente a realidade da ressurreição? Para Lucas, o fator decisivo para que os homens descubram que Cristo está vivo é o testemunho dos discípulos. Jesus está vivo e apresenta-se aos homens do nosso tempo nos gestos de amor, de partilha, de solidariedade, de perdão, de acolhimento que os cristãos são capazes de fazer; Jesus está vivo e atua hoje no mundo, quando os cristãos se comprometem na luta pela paz, pela justiça, pela liberdade, pelo nascimento de um mundo mais humano, mais fraterno, mais solidário; Jesus está vivo e continua a realizar aqui e agora o projeto de salvação de Deus, quando os seus cristãos oferecem aos coxos a possibilidade de avançar em direção a um futuro de esperança, oferecem aos que vivem nas trevas a capacidade de encontrar a luz e a verdade, oferecem aos prisioneiros a possibilidade de ter voz e de decidir livremente o seu futuro. Os meus gestos anunciam aos irmãos com quem me cruzo nos caminhos deste mundo que Cristo está vivo?

• A existência humana é uma busca incessante de vida - de vida eterna, plena, verdadeira. Essa busca, contudo, nem sempre se desenrola em caminhos fáceis e lineares. Por vezes é cumprida num caminho onde o homem tropeça com equívocos, com falhas, com opções erradas. Aquilo que parece ser garantia de vida gera morte; e aquilo que parece ser fracasso e frustração é, afinal, o verdadeiro caminho para a vida. Lucas garante-nos, neste texto, que a proposta que Jesus veio apresentar é uma proposta geradora de vida, apesar de passar pelo aparente fracasso da cruz. É de vida vivida na doação, na entrega, no amor total a Deus e aos irmãos, a exemplo de Jesus, que brota a vida eterna e verdadeira para nós e para aqueles que caminham ao nosso lado.

• O apelo ao arrependimento e à conversão que aparece no discurso de Pedro lembra-nos essa necessidade contínua de reequacionarmos as nossas opções, de deixarmos os caminhos de egoísmo, de orgulho, de comodismo, de auto-suficiência em que, por vezes, se desenrola a nossa existência. É preciso que, em cada instante da nossa vida, nos convertamos a Jesus e aos seus valores, numa disponibilidade total para acolhermos os desafios de Deus e a sua proposta de salvação.

Subsídios:
1ª leitura: (At 3,13-15.17-19) “Deus glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes...” – Pedro curou em aleijado “em nome de Jesus” (At 3,1-10) e agora explica ao povo a força deste “nome, que supera a todos” (Fl 2,9-11): o anúncio da ressurreição de Jesus. Fala também da culpa do povo de Jerusalém, para que se converta e receba perdão e salvação. Mas o gesto e a pregação de Pedro vão provocar o primeiro conflito com o Sinédrio. * 3,13-15 cf. Ex 3,6; Is 52,13; Lc 23,17-25 *3,17-19 cf. Lc 23,34; 1Tm 1,13; Mt 3,2; At 2,38.



Salmo Responsorial

Monição: O Senhor faz maravilhas pelos seus amigos. O Senhor é a nossa paz e a nossa segurança. Louva minha alma ao Senhor!

SALMO RESPONSORIAL – 4

Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!
Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,
atendei-me por piedade e escutai minha oração!

Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo
e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!

Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?”
Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

Eu tranqüilo vou deitar-me e na paz logo adormeço,
pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida!

Segunda Leitura

Monição: Guardar a Palavra de Deus gera vida, gera amor. A Palavra que Deus quer que guardemos como tesouro de incalculável valor é o Seu Filho muito amado.

1 João 2,1-5

Leitura da primeira carta de são João. 2 1 Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. 2 Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 3 Eis como sabemos que o conhecemos: se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. 5 Aquele, porém, que guarda a sua palavra, nele o amor de Deus é verdadeiramente perfeito. É assim que conhecemos se estamos nele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Nestes domingos pascais continuamos a ler extratos da 1ª Carta de S. João. Prestam-se a apelar para os ensinamentos da encíclica de Bento XVI, Deus caritas est. Não presidiu à seleção litúrgica dos textos joaninos a idéia de pôr em evidência a estrutura da obra e todo o seu maravilhoso conteúdo, por isso algumas palavras-chave, como «comunhão», «vida eterna» e «luz/trevas» não chegam a aparecer nos versículos respigados para estes domingos. A escolha parece privilegiar as noções de «cumprir os mandamentos», «amor fraterno», «nascer de Deus», «filiação divina», «libertação do pecado», «conhecer/saber», «verdade», «permanecer em…»

1 «Mas, se alguém pecar…». Se bem que «todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado (…) não peca, mas o Filho de Deus o guarda, e o maligno não o apanha» (1 Jo 3, 9; 5, 18), a verdade é que a pecabilidade não está excluída, devido à nossa limitada liberdade. Mas, se alguém pecar, que não desespere da sua desgraçada situação, pois Jesus – como vítima de expiação – dá-nos a possibilidade de obter o perdão, «se confessamos os nossos pecados» (1, 9). Estas afirmações aparentemente contraditórias (confrontar 1, 8 – 2, 1; 3, 3; 5, 16-17 com 3, 6.9; 5, 18) não são um obstáculo para a unidade da Carta (negada por Bultmann), pois a contradição é apenas aparente, devendo-se ao estilo semítico do autor que gosta de afirmações absolutas e contundentes, sem se preocupar de as matizar devidamente; assim, «o cristão não pode pecar», corresponde a: «o cristão não deve pecar». De qualquer maneira, há autores que consideram que, assim como sucedeu no IV Evangelho, pode ter havido uma redação sucessiva com a intervenção de um redator final, discípulo e continuador fiel do Apóstolo (tendo em conta o pronome plural nós joanino), assim também poderia ter acontecido com esta epístola.

1-2 «Jesus Cristo, o Justo, como advogado… vítima de expiação…»: a insistência em que Jesus é justo (cf. 1, 9: justo e fiel) facilita compreender como Ele pode libertar do pecado os pecadores. Ele é intercessor perante Deus (paráklêtos, advogado, conselheiro, um termo exclusivo da tradição joanina: cf. Jo 14, 16), na linha da teologia desenvolvida na Epístola aos Hebreus (Hebr 9 – 10), onde Cristo aparece à direita de Deus, continuando a purificar-nos com o seu sangue derramado como num sacrifício expiatório oferecido pelos pecados (cf. Hebr 9, 14-28). Vítima de expiação corresponde à linguagem sacrificial do AT (cf. Ex 29, 36-37) e apresenta a morte de Jesus como um sacrifício voluntário, revelador do seu imenso amor (cf. 1 Jo 4, 19; Rm 3, 25; 5, 8-9; 2 Cor 5, 19; Ef 2, 4-5; Apoc 5, 9).

4 «Aquele que diz: Eu conheço-o, mas não guarda…». Esta linguagem parece ser uma crítica aos gnósticos que se ufanavam de possuir um conhecimento superior de Deus, que garantia a salvação e eximia do pecado, sem cuidar de «guardar os seus mandamentos»; quem assim fala é «mentiroso e a verdade não está nele».

Temos junto do Pai um defensor

A primeira carta de João se desenvolve como uma meditação, com exortações para a comunidade de fé. No trecho da segunda leitura, o autor apresenta Jesus como nosso defensor (paráclito) diante de Deus.

O pecado deixa marcas drásticas no interior humano. A tendência é envergonhar-nos de Deus e esconder-nos, como ‑ zeram Adão e Eva (Gn 3,8). Em contrapartida, a carta de João convida a confiar em um justo defensor diante do Pai (v. 1; cf. Jo 14,16). Portanto, podemos nos aproximar e nos mostrar a Deus sem temores de punições.

Jesus é comparado com uma “oferenda perfeita” pelos pecados. Uma imagem do culto judaico que se aplica a Jesus para expressar sua ação em prol da humanidade. A exemplo do servo de Deus de Is 53, que assumiu e invalidou nossos pecados e os do mundo inteiro (cf. Jo 1,29).

Em seguida, o trecho da leitura comenta o critério de “conhecimento” de Deus. Para as Escrituras, conhecer significa relacionar-se, ter experiência e praticar o que se conhece. Logo, “conhecer a Deus” não quer dizer obter informações a respeito dele, mas fazer a experiência de encontro por meio da fé. Por isso, quem diz que conhece a Deus põe em prática (guardar) os mandamentos (v. 3). Quem não observa os preceitos que Deus ensinou é um mentiroso (v. 4), alheio à verdade que é Jesus (cf. Jo 14,6).

Os cristãos têm de se dedicar à Palavra de Deus. Quem busca a compreensão para realizar os ensinamentos de Jesus, nele o amor de Deus permanece (v. 5a), porque a herança de Jesus foi sua “palavra-mandamento” de amor: “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei (...). Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,34-35).

AMBIENTE

A liturgia do terceiro Domingo da Páscoa continua a propor à nossa consideração a primeira Carta de João.

Já vimos no passado domingo que este escrito de tom polêmico - destinado provavelmente às comunidades cristãs da parte ocidental da Ásia Menor - procura combater doutrinas heréticas pré-gnósticas e apresentar aos cristãos o caminho da autêntica vida cristã.

Os adeptos das heresias em causa pretendiam "conhecer Deus" (1 Jo 2,4), "ver Deus" (1 Jo 3,6), viver em comunhão com Deus (1 Jo 2,3) e, não obstante, apresentavam uma doutrina e uma conduta em flagrante contradição com a revelação cristã. Recusavam-se a ver em Jesus o Messias (cf. 1 Jo 2,22), o Filho de Deus (cf. 1 Jo 4,15) e recusavam a encarnação (cf. 1 Jo 4,2). Para estes hereges, o Cristo celeste tinha-se apropriado do homem Jesus de Nazaré na altura do batismo (cf. Jo 1,32-33), tinha-O utilizado para levar a cabo a revelação e tinha-O abandonado antes da paixão, porque o Cristo Celeste não podia padecer. As doutrinas destes hereges punham em causa a teologia da encarnação e a cristologia cristã.

O comportamento moral destes hereges não era menos repreensível: pretendiam não ter pecados (cf. 1 Jo 1,8.10) e não guardavam os mandamentos (cf. 1 Jo 2,4), em particular o mandamento do amor fraterno (cf. 1 Jo 2,9).

São estas pretensões que o texto, que hoje nos é proposto, denuncia. Quem diz que não comete pecados, é mentiroso; e, ao mesmo tempo, faz Deus mentiroso e que necessidade teria Deus de enviar ao mundo o seu Filho com uma proposta de salvação, se o pecado não fosse uma realidade universal (cf. 1 Jo 1,8-1 O)?

MENSAGEM

Na primeira parte do nosso texto (vers. 1-2), o autor critica veladamente esses hereges que consideravam não ter pecados e sugere aos cristãos a atitude correta que Deus espera de cada crente, a propósito desta questão.

O cristão é chamado à santidade e a viver uma vida de renúncia ao pecado. Deus chama-o a rejeitar o egoísmo, a auto-suficiência, a injustiça, a opressão (trevas) e a escolher a luz. No entanto, o pecado é uma realidade incontornável, que resulta da fragilidade e da debilidade do homem. O cristão deve ter consciência desta realidade e reconhecer o seu pecado. Não fazer isto é fechar-se na auto-suficiência, é recusar a salvação que Deus oferece (quem sente que não tem pecado, também não sente a necessidade de ser salvo) e é, portanto, "pecar".

O cristão é aquele que reconhece a sua fragilidade, mas não desespera. Ele sabe que Deus lhe oferece a sua salvação e que Jesus Cristo é o "advogado" (literalmente, "parakletos", que podemos traduzir por "defensor") que o defende. Ele veio ao mundo para eliminar o pecado - o pecado de todos os homens.

Na segunda parte do nosso texto (vers. 3-5a), o autor da carta refere-se à pretensão dos hereges de conhecer a Deus, mas sem se preocuparem em guardar os seus mandamentos. Na linguagem bíblica, "conhecer Deus" não é ter de Deus um conhecimento teórico e abstrato, mas é viver em comunhão íntima com Deus, numa relação pessoal de proximidade, de familiaridade, de amor sem limites. Ora, quem disser que mantém uma relação de proximidade e de comunhão pessoal com Deus, mas não quer saber das suas propostas e indicações para nada, está a mentir. Não se pode amar e não considerar as propostas da pessoa que se ama. O "conhecer Deus" exige atitudes concretas que passam pelo escutar, acolher e viver as propostas de salvação que Deus faz, através de Jesus.

ATUALIZAÇÃO

• A questão fundamental que o nosso texto põe é a da coerência de vida. O cristão é uma pessoa que aceitou o convite de Deus para escolher a luz e que tem de viver, dia a dia, de forma coerente com o compromisso que assumiu não pode comprometer-se com Deus e conduzir a sua vida por caminhos de orgulho, de auto-suficiência, de indiferença face a Deus e às suas propostas. A vida do crente não pode ser uma vida de "meias-tintas", de comodismo, de opções volúveis, de oportunismos, mas tem de ser uma vida conseqüente, comprometida, exigente. Na minha vida procuro viver, com coerência e honestidade, os meus compromissos com Deus e com os meus irmãos, ou deixo-me levar ao sabor da corrente, das situações, das oportunidades?

• Essa coerência de vida deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana. O pecado não é algo "normal", para o crente (o pecado é sempre um "não" a Deus e às suas propostas e isso deve ser visto pelos crentes como uma "anormalidade"); mas é uma realidade que o crente reconhece e que sabe que está sempre presente ao longo da sua caminhada pelo mundo. Hoje, fala-se muito da falta de consciência do pecado e a falta de consciência do pecado cria homens insensíveis, orgulhosos e auto-suficientes, que acreditam não precisar de Deus e da sua oferta de salvação. O autor da Carta de João convida-nos a tomar consciência da nossa realidade de pecadores, a acolher a salvação que Deus nos oferece, a confiar em Jesus, o "advogado" que nos entende (porque veio ao nosso encontro, partilhou a nossa natureza, experimentou a nossa fragilidade) e que nos defende. Reconhecer a nossa realidade pecadora não pode levar-nos ao desespero; tem de levar-nos a abrir o coração aos dons de Deus, a acolher humildemente a sua salvação e a caminhar com esperança ao encontro do Deus da bondade e da misericórdia que nos ama e que nos oferece, sem condições, a vida eterna.

• A coerência que o autor da primeira Carta de João nos pede deve manifestar-se, também, na identificação entre a fé e a vida. A nossa religião não é uma bela teoria, separável da nossa vida concreta. É uma mentira dizer que se ama Deus e, na vida concreta, desprezar as suas propostas e conduzir a vida de acordo com valores que contradizem de forma absoluta a lógica de Deus. Um crente que diz amar Deus e, no dia a dia, cria à sua volta injustiça, conflito, opressão, sofrimento, vive na mentira; um crente que diz "conhecer Deus" e fomenta uma lógica de guerra, de ódio, de intransigência, de intolerância, está bem distante de Deus; um crente que diz ter "a sua fé" e recusa o amor, a partilha, o serviço, a comunidade, está muito longe dos caminhos onde se revela a vida e a salvação de Deus. A minha vida concreta, as minhas atitudes para com os irmãos que me rodeiam, os sentimentos que enchem o meu coração, os valores que condicionam as minhas ações, são coerentes com a minha fé?

Subsídios:
2ª leitura: (1Jo 2,1-5a) Cristo, o Justo, propiciação dos pecados de nós e de todos – 1) A admoestação para rompermos com o pecado, inclui uma palavra de conforto: temos um Mediador que assumiu nosso pecado (2,1-2). 2) Segue um esclarecimento: o ser cristão se resume em conhecer Cristo, mas não conhecer de modo intelectual e teórico, porém, do modo da comunhão da fé, que se verifica na observação de sua palavra, na caridade perfeita (cf. também o resto do cap.). * 2,1-2 cf. 1Jo 3,16; Rm 8,34; Hb 7,25; 1Pd 3,18 * 2,3-5 cf. 1Jo 5,2; Jo 14,20-21; 17,3.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura, fazei o nosso coração arder quando nos falardes (Lc 24,32).

Evangelho

Monição: A paz esteja convosco. Cristo ressuscitado revela-se à sua igreja oferecendo a paz. Tocá-lo nas suas chagas é sentir o chamamento à doação de vida e ao envio.

Lucas 24,13-35

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 24 35 Os dois discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. 36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!” 37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito. 38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? 39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”. 40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado. 43 Ele tomou e comeu à vista deles. 44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”. 45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: 46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. 47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

O trecho evangélico de hoje contém uma primeira parte (vv. 35-43), que poderíamos chamar demonstrativa do facto da Ressurreição, centrada na afirmação de Jesus «Sou Eu mesmo (em pessoa)» (v. 39), e outra mais catequética (vv. 44-48): «Depois disse-lhes…».

35-43 A aparição aqui descrita corresponde à do Evangelho do Domingo passado, descrita em S. João (Jo 20, 19-23), mas a verdade é que nós temos dificuldade em estabelecer uma cronologia exata das aparições, pois não era essa a preocupação dos evangelistas; o que acima de tudo lhes interessava a eles (e aos crentes) era mostrar que Jesus apareceu realmente aos seus, isto é, se deixou ver, muito cedo, logo a partir do terceiro dia, e não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus (At 10, 41). No referido relato paralelo, João fixou-se sobretudo no dom do Espírito Santa em ordem à absolvição dos pecados; Lucas fixa-se na dificuldade que os Onze – Tomé especialmente (cf Jo 20, 24-29) – tiveram em acreditar na Ressurreição, apesar dos testemunhos que já havia naquele momento. Em ambos os Evangelistas se refere o pormenor surpreendente da entrada de Jesus com as portas fechadas: «apresentou-Se no meio deles» (v. 36), mas aqui também se mostra Jesus a tomar alimento, uma forma gráfica de pôr em evidência que não se tratava de uma alucinação, mas de verdadeiros encontros pessoais. Lucas, como bom observador psicológico, gosta de sublinhar aquilo que não podiam deixar de ser os sentimentos de uns discípulos que, tendo admirado e amado apaixonadamente o Mestre, vieram a abandoná-lo e a negá-lo miseravelmente; como podiam eles enfrentar-se com um encontro destes tão inesperado, sem experimentarem umas emoções extraordinariamente fortes, estonteantes e contraditórias? Por isso, Lucas não se limita a referir o sentimento de alegria, como João, mas fala de que ficaram «espantados e cheios de medo» (v. 37), «perturbados» (v. 38), e dominados por um misto de alegria, admiração e dúvida (cf. v. 41).

44-48 Estes vv. constituem uma densa síntese catequética, em se salientam elementos básicos da pregação primitiva, centrados no cumprimento das Escrituras, a desembocar na missão universal dos discípulos «a todas as nações» (v. 47), em ordem a pregar «o arrependimento e o perdão dos pecados». Note-se o valor dado ao testemunho dos discípulos (v. 48), «vós sois as testemunhas»: «o homem contemporâneo crê mais nas testemunhas do que nos mestres; crê mais na experiência do que na doutrina; na vida e nas ações, do que em teorias. O testemunho de vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão» (João Paulo II). E, para que o crente alcance uma correta compreensão das Escrituras, é preciso que o Senhor lhe abra o entendimento (cf. v. 45).

Nós comemos e bebemos com ele

O texto do Evangelho apresenta um relato de encontro dos discípulos com o Ressuscitado. Dessa vez, em vez do caminho para Emaús (Lc 24,13-33), uma refeição em comum na qual Jesus explica as Escrituras.

Os Onze recebem a notícia do que acontecera no caminho para Emaús e como os dois caminhantes reconheceram Jesus “ao partir o pão” (v. 35). Faltava o grupo daqueles que conviveram mais com o Mestre fazer essa experiência. Então, Jesus se põe no meio deles, desejando a paz (v. 36), semelhantemente à narrativa que lemos em Jo 20,19-23.

Os discípulos não reconhecem Jesus. Eles pensam ser um fantasma. A novidade da ressurreição vai sendo compreendida gradualmente. Jesus os questiona sobre o porquê da perturbação interna e mostra-lhes as mãos e os pés, para que compreendam que não era um delírio deles, mas uma realidade nova diante da ação de Deus na vida de Jesus (v. 38-39). O incômodo interno dos Onze se transforma em alegria pela surpresa (v. 41).

Para comprovar ainda mais, Jesus compartilha o alimento (v. 42-43). Bebe e come diante deles como um gesto eucarístico, sinalizado pelo uso dos verbos que recordam a celebração cristã. Depois, ensina a respeito das Escrituras, mostrando como os acontecimentos eram cumprimentos do que se lê na Lei, nos Profetas e nos Salmos (representação das Escrituras judaicas). Com isso, o grupo passava a entender verdadeiramente os textos antigos de forma nova (Jo 14,25-26; 16,12).

Uma vez assimilada a mensagem de Jesus, eles deveriam testemunhá-la a todas as pessoas (v. 48). O ponto de chegada se torna o de partida: Jerusalém. Os discípulos ecoam a Palavra de Jesus e dão continuidade ao que foi iniciado. A Boa-nova não pode parar de se espalhar a fim de que mais pessoas conheçam o Ressuscitado.

A continuidade da obra de Lucas, os Atos dos Apóstolos, narrará como se realiza, na comunidade primitiva, o anúncio da Palavra de Deus. O legado desses séculos passados chega até nossos dias para que continue, no tempo e no espaço, o testemunho a quem ainda não o conhece. Nossos lares, trabalhos, comunidades e outros ambientes são as “Jerusaléns” atuais, os locais onde fazemos a experiência com o Ressuscitado e de onde saímos para anunciá-lo.

AMBIENTE

O episódio que Lucas nos relata no Evangelho deste domingo situa-nos em Jerusalém, pouco depois da ressurreição. Os onze discípulos estão reunidos e já conhecem uma aparição de Jesus a Pedro (cf. Lc 24,34), bem como o relato do encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos de Emaús (cf. Lc 24,35).

Apesar de tudo, o ambiente é de medo, de perturbação e de dúvida. A comunidade, cercada por um ambiente hostil, sente-se desamparada e insegura. O medo e a insegurança vêm do facto de os discípulos não terem, ainda, feito a experiência de encontro com Cristo ressuscitado.

Nesta última secção do seu Evangelho, Lucas procura mostrar como os discípulos descobrem, progressivamente, Jesus vivo e ressuscitado. Ao evangelista não interessa tanto fazer uma descrição jornalística e fotográfica das aparições de Jesus aos discípulos; interessa-lhe, sobretudo, afirmar aos cristãos de todas as épocas que Cristo continua vivo e presente, acompanhando a sua Igreja, e que os discípulos, reunidos em comunidade, podem fazer uma experiência de encontro verdadeiro com Jesus ressuscitado.

Para a sua catequese, Lucas vai utilizar diversas imagens que não devem ser tomadas à letra nem absolutizadas. Elas são, apenas, o invólucro que apresenta a mensagem. O que devemos procurar, neste texto, é algo que está para além dos pormenores, por muito reais que eles pareçam: é a catequese da comunidade cristã sobre a sua experiência de encontro com Jesus vivo e ressuscitado.

MENSAGEM

A ressurreição de Jesus terá sido uma simples invenção da Igreja primitiva, ou um piedoso desejo dos discípulos, esperançados em que a maravilhosa aventura que viveram com Jesus não terminasse no fracasso da cruz e num túmulo escavado numa rocha em Jerusalém?

É, fundamentalmente, a esta questão que Lucas procura responder. Na sua catequese, Lucas procura deixar claro que a ressurreição de Jesus foi um facto real, incontornável que, contudo, os discípulos descobriram e experimentaram só após um caminho longo, difícil, penoso, carregado de dúvidas e de incertezas.

Todos os relatos das aparições de Jesus ressuscitado falam das dificuldades que os discípulos sentiram em acreditar e em reconhecer Jesus ressuscitado (cf. Mt 28,17; Mc 16,11.14; Lc 24,11.13-32.37-38.41; Jo 20,11-18.24-29; 21,1-8). Essa dificuldade deve ser histórica e significa que a ressurreição de Jesus não foi um acontecimento cientificamente comprovado, material, captável pela objetiva dos fotógrafos ou pelas câmaras da televisão.

Nos relatos das aparições de Cristo ressuscitado, os discípulos nunca são apresentados como um grupo crédulo, idealista e ingênuo, prontos a aceitar qualquer ilusão; mas são apresentados como um grupo desconfiado, crítico, exigente, que só acabou por reconhecer Jesus vivo e ressuscitado depois de um caminho mais ou menos longo, mais ou menos difícil.

O caminho da fé não é o caminho das evidências materiais, das provas palpáveis, das demonstrações científicas; mas é um caminho que se percorre com o coração aberto à revelação de Deus, pronto para acolher a experiência de Deus e da vida nova que Ele quer oferecer. Foi esse o caminho que os discípulos percorreram. No final desse caminho (que, como caminho pessoal, para uns demorou mais e para outros demorou menos), eles experimentaram, sem margem para dúvidas, que Jesus estava vivo, que caminhava com eles pelos caminhos da história e que continuava a oferecer-lhes a vida de Deus. Eles começaram a percorrer esse caminho com dúvidas e incertezas; mas fizeram a experiência de encontro com Cristo vivo e chegaram à certeza da ressurreição. É essa certeza que os relatos da ressurreição, na sua linguagem muito própria, procuram transmitir-nos.

Na catequese de Lucas há elementos que importa pôr em relevo:

1. Ao longo da sua caminhada de fé, os discípulos descobriram a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, no meio da sua comunidade. Perceberam que Ele continua a ser o centro à volta do qual a comunidade se constrói e se articula. Entenderam que Jesus derrama sobre a sua comunidade em marcha pela história a paz (o "shalom" hebraico, no sentido de harmonia, serenidade, tranqüilidade, confiança, vida plena - verso 36).

2. Esse Jesus, vivo e ressuscitado, é o filho de Deus que, após caminhar com os homens, reentrou no mundo de Deus. O "espanto" e o "medo" com que os discípulos acolhem Jesus são, no contexto bíblico, a reação normal e habitual do homem diante da divindade (vers. 37). Jesus não é um homem reanimado para a vida que levava antes, mas o Deus que reentrou definitivamente na esfera divina.

3. As dúvidas dos discípulos dão conta dessa dificuldade que eles sentiram em percorrer o caminho da fé, até ao encontro pessoal com o Senhor ressuscitado. A ressurreição não foi, para os discípulos, um facto imediatamente evidente, mas uma caminhada de amadurecimento da própria fé, até chegar à experiência do Senhor ressuscitado (vers. 38).

4. Na catequese/descrição de Lucas, certos elementos mais "sensíveis" e materiais (a insistência no "tocar" em Jesus para ver que Ele não era um fantasma - verso 39-40; a indicação de que Jesus teria comido "uma posta de peixe assado" - verso 41-43) são, antes de mais, uma forma de ensinar que a experiência de encontro dos discípulos com Jesus ressuscitado não foi uma ilusão ou um produto da imaginação, mas uma experiência muito forte e marcante, quase palpável. São, ainda, uma forma de dizer que esse Jesus que os discípulos encontraram, embora diferente e irreconhecível, é o mesmo que tinha andado com eles pelos caminhos da Palestina, anunciando-lhes e propondo-lhes a salvação de Deus.

Finalmente, Lucas ensina também, com estes elementos, que Jesus ressuscitado não está ausente e distante, definitivamente longe do mundo em que os discípulos têm de continuar a caminhar; mas Ele continua, pelo tempo fora, a sentar-Se à mesa com os discípulos, a estabelecer laços de familiaridade e de comunhão com eles, a partilhar os seus sonhos, as suas lutas, as suas esperanças, as suas dificuldades, os seus sofrimentos.

5. Jesus ressuscitado desvela aos discípulos o sentido profundo das Escrituras. A Escritura não só encontra em Jesus o seu cumprimento, mas também o seu intérprete. A comunidade de Jesus que caminha pela vida deve, continuamente, reunir-se à volta de Jesus ressuscitado para escutar a Palavra que alimenta e que dá sentido à sua caminhada histórica (vers. 44-46).

6. Os discípulos, alimentados por essa Palavra, recebem de Jesus a missão de dar testemunho diante de "todas as nações, começando por Jerusalém". O anúncio dos discípulos terá como tema central a morte e ressurreição de Jesus, o libertador anunciado por Deus desde sempre. A finalidade da missão da Igreja de Jesus (os discípulos) é pregar o arrependimento e o perdão dos pecados a todos os homens e mulheres, propondo-lhes a opção pela vida nova de Deus, pela salvação, pela vida eterna (vers. 47-48).

Lucas apresenta aqui uma breve síntese da missão da Igreja, tema que ele desenvolverá amplamente no livro dos Actos dos Apóstolos.

ATUALIZAÇÃO

• Jesus ressuscitou verdadeiramente, ou a ressurreição é fruto da imaginação dos discípulos? Como é possível ter a certeza da ressurreição? Como encontrar Jesus ressuscitado? É a estas e a outras questões semelhantes que o Evangelho deste domingo procura responder. Com a sua catequese, Lucas diz-nos que nós, como os primeiros discípulos, temos de percorrer o nem sempre claro caminho da fé, até chegarmos à certeza da ressurreição. Não se chega lá através de deduções lógicas ou através de construções de caráter intelectual; mas chega-se ao encontro com o Senhor ressuscitado inserindo-nos nesse contexto em que Jesus Se revela - no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço. É nesse "caminho" que vamos encontrando Cristo vivo, atuante, presente na nossa vida e na vida do mundo.

• É que Cristo continua presente no meio da sua comunidade em marcha pela história. Quando a comunidade se reúne para escutar a Palavra, Ele está presente e explica aos seus discípulos o sentido das Escrituras. Não sentimos, tantas vezes, a presença de Cristo a indicar-nos caminhos de vida nova e a encher o nosso coração de esperança quando lemos e meditamos a Palavra de Deus? Não sentimos o coração cheio de paz - a paz que Jesus ressuscitado oferece aos seus - quando escutamos e acolhemos as propostas de Deus, quando procuramos conduzir a nossa vida de acordo com o plano de Deus?

• Jesus ressuscitado reentrou no mundo de Deus; mas não desapareceu da nossa vida e não se alheou da vida da sua comunidade. Através da imagem do "comer em conjunto" (que, para o Povo bíblico, significa estabelecer laços estreitos, laços de comunhão, de familiaridade, de fraternidade), Lucas garante-nos que o Ressuscitado continua a "sentar-se à mesa" com os seus discípulos, a estabelecer laços com eles, a partilhar as suas inquietações, anseios, dificuldades e esperanças, sempre solidário com a sua comunidade. Podemos descobrir este Jesus ressuscitado que se senta à mesa com os homens sempre que a comunidade se reúne à mesa da Eucaristia, para partilhar esse pão que Jesus deixou e que nos faz tomar consciência da nossa comunhão com Ele e com os irmãos.

• Jesus lembra aos discípulos: "vós sois as testemunhas de todas estas coisas". Isto significa, apenas, que os cristãos devem ir contar a todos os homens, com lindas palavras, com raciocínios lógicos e inatacáveis que Jesus ressuscitou e está vivo? O testemunho que Cristo nos pede passa, mais do que pelas palavras, pelos nossos gestos. Jesus vem, hoje, ao encontro dos homens e oferece-lhes a salvação através dos nossos gestos de acolhimento, de partilha, de serviço, de amor sem limites. São esses gestos que testemunham, diante dos nossos irmãos, que Cristo está vivo e que Ele continua a sua obra de libertação dos homens e do mundo.

• Na catequese que Lucas apresenta, Jesus ressuscitado confia aos discípulos a missão de anunciar "em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todos os povos, começando por Jerusalém". Continuando a obra de Jesus, a missão dos discípulos é eliminar da vida dos homens tudo aquilo que é "o pecado" (o egoísmo, o orgulho, o ódio, a violência e propor aos homens uma dinâmica de vida nova.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 23,35-48) Jesus aparece aos Onze na refeição e explica as Escrituras– Um sepulcro vazio não convence ninguém... Os onze precisaram da presença do Ressuscitado para que seus olhos e coração se abrissem. A fé na ressurreição é dom de Jesus e do seu Espírito. Implica a descoberta do fio escondido das Escrituras, o surpreendente plano de Deus. Mas esse plano ainda não chegou ao fim. Estamos agora “no meio do tempo”, em que Deus oferece a restauração, em nome de Jesus, para que todos possam viver para ele, enquanto os que creem levam o testemunho disso ao mundo. * Cf. Jo 20,19-23 * 24,36-43 cf. Lc 24,16; Jo 21,5-10; At 10,40 * 24,44-48 cf. Lc 9,22; 24,26-27; Mt 28,19-20.

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Nas leituras de hoje, encontramos alguns títulos do Cristo aos quais estamos pouco acostumados: o Servo, o Santo e o Justo.

Referem-se ao Servo Padecente do Dêutero-Isaías. Revelam um acontecimento importante no seio da primitiva comunidade cristã: a releitura das Escrituras (A.T.) à luz dos eventos da morte e ressurreição de Cristo. Tal releitura é, propriamente, a obra do Espírito nos primeiros anos da jovem comunidade. Porém, Cristo mesmo preside a esta obra, como nos mostra o evangelho de hoje (a aparição aos Onze reunidos no cenáculo). Jesus lhes mostra o que, “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (as três partes das escrituras está escrito a respeito do Messias, especialmente, que ele deve sofrer e morrer e, no terceiro dia, ressuscitar).

A comunidade dos primeiros cristãos esforçou-se para reconhecer naquele que os judeus entregaram e mataram (cf. At 3,13-14; 1ª leitura) aquele que as Escrituras anunciaram. Tiveram que descobrir um fio escondido, que os outros judeus (pois também eles eram judeus) não enxergaram: a figura do justo oprimido, do servo sofredor, do messias humilde, do pequeno resto, do profeta rejeitado...

Enquanto o judaísmo em geral lia as Escrituras com os óculos de um messianismo terrestre (geralmente nacionalista), os primeiros cristãos descobriram na aniquilação e ressurreição de Cristo a atuação escatológica de Deus, a nova criação, o início do Reino de Deus por meio de seu “executivo”, o Filho do Homem (cf. Dn 7), que – acreditavam – voltaria em breve com a glória e o poder do Céu. E este Filho do Homem era, exatamente, o messias desconhecido, presente em textos que não descrevem o poderoso messias davídico, mas aquele que devia sofrer e morrer.

Esse trabalho da primitiva comunidade, iluminada pelo Espírito do ressuscitado, é um exemplo para nós. Eles fizeram essa releitura para poder dizer aos judeus, em categorias judaicas, que Jesus era, mesmo, o esperado, o dom de Deus, o sentido pleno, a última palavra de nossa vida e de nossa história. Nós, hoje, devemos anunciar a mesma mensagem utilizando as categorias de nosso tempo. Isso não é simples, pois as categorias determinam em parte a percepção das coisas e, portanto, também o conteúdo da mensagem. Devemos ler o “Antigo Testamento” de nosso tempo, isto é, a linguagem em que nosso tempo exprime suas mais profundas aspirações. Nem sempre é uma linguagem religiosa. Pode ser uma linguagem política, “histórico-material” até! Como recuperá-la para dizer: “Jesus é o Senhor”?

Tarefa difícil, mas não impossível. Nenhuma página do A.T. era estritamente adequada para traduzir a mensagem das primeiras testemunhas de Cristo, nem mesmo as páginas do Dêutero-Isaías (p.ex., o Servo de Is 53,12 aparece como recompensado, em sua vida, pela fama, a honra, etc.; isso não se aplica diretamente a Jesus). A mensagem transbordava das categorias. Isso acontece também hoje, quando dizemos que em Jesus temos a “libertação”, categoria socioeconômica da dialética materialista. Porém, a inadequação das categorias não nos dispensa de usá-las para dizer aos nossos contemporâneos, numa linguagem que neles encontre ressonância, o que devemos testemunhar. Exatamente para superar a limitação da linguagem e transmitir algo que é “revelação”, algo que não está no poder de nossa palavra, age em nós, até hoje, o Espírito, que, nos primeiros cristãos, completou o que Jesus havia iniciado naquela tarde: a releitura das Escrituras.

A história pós-pascal é um história de meditação e interpretação do evento de Jesus Cristo. Devemos continuar essa história. Mas ela é, também e sobretudo, a história da encarnação de sua mensagem no amor fraterno, conforme o preceito de Jesus. Esta encarnação é, certamente, a melhor “tradução” da mensagem pascal. No amor fraterno da comunidade cristã, o mundo enxerga o Ressuscitado, o Cristo vivo.

ERA PRECISO QUE O CRISTO PADECESSE?

O sofrimento de Jesus é entendido de muitas maneiras, nem sempre aceitáveis. Há quem diga que Jesus teve de pagar nossos pecados com seu sangue. Mesmo se é verdade que o sofrimento de Jesus nos resgatou, não é porque Deus exigiu que ele pagasse com seu sangue a nossa divida. Seria injusto e cruel. Os homens é que “castigaram” Jesus, mas Deus o reabilitou. “Aquele que conduz à vida, vós o matastes, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos” (1ª leitura). Era preciso que o Cristo padecesse (evangelho), não porque Deus o desejava, mas porque as pessoas o rejeitaram e o fizeram morrer. Mas Deus quis mostrar publicamente que Jesus, assumindo a morte infligida ao justo, teve razão. É isso que significa a ressurreição. O próprio Ressuscitado cita aos discípulos os textos da Escritura que falam nesse sentido (Lc 24,44).

Muitas vezes, a gente só descobre o sentido profundo das coisas depois que aconteceram. Assim também foi preciso primeiro o Cristo morrer e ressuscitar, para que os discípulos descobrissem que nele se realizou o modo de agir de Deus, do qual falam as Escrituras. Muitas vezes o Antigo Testamento fala do justo perseguido ou rejeitado (p. ex. Sl 22, Sl 69; Sb 2), do Servo Sofredor (Is 52,13–53,12). Esses textos nos ensinam que aquele que quer praticar a justiça segundo a vontade de Deus há de enfrentar perseguição e morte. Ora, esses textos encontraram em Jesus uma realização inesperada e incomparável: aquele que Deus chama seu Filho morre por estar comprometido com o amor e a justiça de Deus. Em frente dessa morte, a ressurreição é a homenagem de Deus a seu Filho. O que foi rebaixado pelos injustos, é reerguido por Deus e mostrado glorioso aos que nele acreditaram. A ressurreição é a prova de que Deus dá razão a Jesus e de que seu amor é mais forte que a morte.

Se Deus dá razão a Jesus, se Deus endossa a prática de vida que Jesus nos ensinou por seu exemplo, já não podemos hesitar em alinhar nossa vida com a sua. Jesus “ressuscitou por nós”, isto é, para nos mostrar que o certo é viver e morrer como ele. Quem, morrendo ou vivendo, dá a vida pelos irmãos, não é um ingênuo; Deus lhe dá razão.

Que significa então: “Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados” (2ª leitura)? À luz do que dissemos acima, esta expressão não significa que Jesus é um sacrifício oferecido para pagar a dívida em nosso lugar, mas que aquilo que os antigos queriam realizar pelas vítimas de expiação – reconciliar-se com Deus – foi realizado de modo muito superior pela vida de justiça que Jesus viveu até à morte por amor. E, na medida em que o seguirmos nessa prática de vida, guardando seu mandamento, o amor de Deus se torna verdade em nós (1Jo 2,3-5).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Diante dos desafios cotidianos de nossa vida, a Palavra de Deus ilumina nossa jornada, para reconhecermos a presença ressuscitadora de Jesus. A pregação de Pedro era movida por uma vivência de fé no Senhor ressuscitado, por isso ele agia e falava a respeito de Jesus.

— Nossas ações e pregações eclesiais devem ser um transbordamento da experiência de fé e conseqüência da vida espiritual. O ativismo e o imaginário de produção fazem das comunidades de fé “empresas”, como se tivessem metas quantitativas a cumprir. Nossa pastoral pode se assemelhar a um grão de mostarda (Mc 4,30-32) ou a um fermento na massa (Mt 13,33).

— A Palavra de Deus vai se realizando entre nós conforme nossa disposição para amar. Quantas vezes nos sentimos mal pelo pecado e não olhamos para a bondade infinita de Deus? Quantos medos de Deus guardamos? Alguns desses dramas interiores são respondidos com a leitura da primeira carta de João. Não precisamos fugir ou nos esconder de Deus, mesmo em situação de pecado. “Deus é amor” (1Jo 4,8.16); portanto, ele nos ama e nos acolhe sempre, irrestritamente, para que também amemos uns aos outros.

— A comunidade reunida para celebrar a ressurreição de Jesus amadurece a fé na experiência litúrgica. O Senhor continua a nos explicar as Escrituras e a nos enviar para testemunhar sua Palavra. A liturgia celebrada se completa na vivência dela no cotidiano da vida. O que ouvimos das Escrituras e rezamos na celebração tem de se tornar práxis na rotina de cada pessoa. Assim, a ressurreição não é mera abstração, mas realidade visibilizada nas histórias de cada um que se encontra com o Senhor.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

A Paz esteja convosco.

A centralidade do Mistério Pascal de Jesus Cristo exige de cada cristão, de forma responsável e dinâmica, um amadurecimento pessoal e comunitário deste imprescindível acontecimento de salvação. É na morte e ressurreição de Cristo que Deus nos fala de uma forma bela, amorosa, e responde às questões mais pertinentes do Homem e de Deus.

Na primeira leitura, são Pedro, revela esse acontecimento central. Ele possui uma história de fragilidade e pecado, mas possui também uma experiência forte de acolhimento, de amor. O encontro com o Ressuscitado leva-o a proclamar e a testemunhar as maravilhas da misericórdia de Cristo ressuscitado. Recordemos que depois de ressuscitado, Cristo, tem um dos mais belos diálogos de amor, de vocação e chamamento a Pedro. O diálogo termina com: «segue-me».

Pedro oferece-nos o seu testemunho para que também nós, na nossa fragilidade, possamos ser tocadas pela presença de Cristo ressuscitado e sentir a necessidade de amar. Amar somente e para sempre. E nesse amor descobrir a vocação, o chamamento e o compromisso do anúncio.

A experiência de João é também uma experiência de paz que dimana d’Aquele que é superior ao pecado e que intercede por nós. João, na sua fragilidade, também tocou esse amor e por isso nos pede que o guardemos como fonte permanente de conversão e de santidade.

A experiência do perdão do pecado leva-nos a tocarmos o mais profundo do amor de Deus, que tendo descido à nossa miséria nos introduz na santidade e beleza da Sua vida.

Ainda hoje, no sacramento da reconciliação eu toco o amor de Deus. Este sacramento, sinal da presença do ressuscitado, que me faz surgir homem novo, que reconstrói a minha vida é também dinamismo de confirmação da minha vocação e envio como testemunha da Sua pessoa e missão. E sobretudo o Sacramento da Eucaristia, a exemplo dos discípulos de Emaús: O reconhecem, se enchem de alegria e entusiasmo e O anunciam.

Mostrou-lhes as mãos e os pés.

Sentimos muitas vezes necessidade de mostrar os nossos «galões», os nossos títulos, o nosso recheado curriculum, mas temos receio de nos mostrar a nós próprios. Temos medo de mostrar a nossa fragilidade. Às vezes a santidade não é realidade porque não lemos os sinais da nossa fragilidade no encontro com o Amor, Jesus Cristo.

Cristo mostrou as mãos e os pés. Eles eram o sinal do seu amor, da sua doação e entrega, o sinal da cruz. Mostrou-se naqueles sinais transformados pelo amor, mas que foram infligidos com força de ódio, de violência, de tentativa de destruição do próprio Deus feito Homem. Esses sinais são sinais de liberdade: «ninguém me tira a vida eu é que a dou».

Mas este gesto de Lucas é a proclamação da fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem: em tudo semelhante a nós. Não é fruto da nossa imaginação! É Ele mesmo, diferente, ressuscitado, mas Deus e Homem, uma só pessoa e duas naturezas. É Jesus Cristo em verdadeira comunhão com os seus discípulos, com a comunidade humana.

Todos somos convidados a vê-Lo, a tocá-Lo com o profundo olhar da fé que a leva a amar de forma intensa e a comprometer a vida com o seu projeto. Tocaremos e veremos o Senhor Ressuscitado em muitos sinais da sua presença, o mais forte e máximo é a Eucaristia, e depois o irmão, e sobretudo o no mais frágil, os pequeninos, os doentes… Na realidade é preciso vê-Lo e tocá-Lo.

Vós sois testemunhas de todas estas coisas.

A Igreja vive do seu Senhor Ressuscitado. A experiência com Cristo Ressuscitado compromete o cristão, os seus discípulos: no anuncio, no testemunho, no envio, no compromisso com o seu projeto.

Testemunhas pela vida, pela palavra, pelas opções, pelo compromisso com as pessoas, com a Igreja, com a comunidade.

O dinamismo do mistério pascal de Cristo é uma constante até ao seu ponto final. Também em minha vida, na relação com Cristo vivo e ressuscitado, surge em mim, apesar da fragilidade, a novidade e a vitória do mistério pascal do Senhor. E também no mundo, embora este possa acentuar sinais contrários. É imparável a vitória do amor e da vida: Cristo ressuscitado.

A liturgia da celebração deste domingo é um convite à disponibilidade da conversão que dimana do encontro com Cristo ressuscitado. Convite a um compromisso que nos torna suas testemunhas.

Para o cristão, o discípulo que encontrou Jesus Cristo, já não há lugar ao temor, ao medo, à paralisia egoísta, ao calculismo, à corrida aos primeiros lugares, à deturpação da verdadeira imagem de Deus.

É também um convite a amarmos profundamente a Igreja. É nela, comunidade dos crentes, a fazermos a experiência de Cristo ressuscitado e empenharmo-nos com sabedoria e esforço no Seu anúncio.

Maria Santíssima caminha com Igreja de Jesus, comunidade dos seus discípulos, e nos continua a dizer: «Fazei tudo o que Ele vos disser».

Fala o Santo Padre

No tempo pascal a liturgia oferece-nos numerosos estímulos para fortalecer a nossa fé em Cristo ressuscitado. Neste III Domingo da Páscoa, por exemplo, São Lucas narra como os dois discípulos de Emaús, depois de O terem reconhecido «ao partir o pão», se dirigiram cheios de alegria a Jerusalém para informar os outros de quanto tinha acontecido. E precisamente quando estavam a falar, o próprio Senhor fez-se presente mostrando as mãos e os pés com os sinais da paixão. Diante da admiração incrédula dos Apóstolos, Jesus pediu peixe assado e comeu-o diante deles (cf. Lc 24, 35-43).

Nesta e noutras narrações entrevê-se um repetido convite a vencer a incredulidade e a crer na ressurreição de Cristo, porque os seus discípulos estão chamados a ser testemunhas precisamente deste acontecimento extraordinário. A ressurreição de Cristo é o acontecimento central do cristianismo, verdade fundamental que se deve reafirmar com vigor em todos os tempos, porque negá-la como se tentou fazer de várias formas, e ainda se continua a fazer, ou transformá-la num acontecimento meramente espiritual, significa vanificar a nossa própria fé. «Mas se Cristo não ressuscitou – afirma São Paulo – é vã a nossa pregação, e vã é também a nossa fé» (1 Cor 15, 14).

Nos dias seguintes à ressurreição do Senhor, os Apóstolos permaneceram reunidos entre si, confortados pela presença de Maria, e depois da Ascensão perseveraram juntamente com ela em orante expectativa do Pentecostes. Nossa Senhora foi para eles mãe e mestra, papel que continua a desempenhar para os cristãos de todos os tempos. Todos os anos, no tempo pascal, revivemos mais intensamente esta experiência e talvez precisamente por isto a tradição popular consagrou a Maria o mês de Maio, que normalmente se situa entre a Páscoa e o Pentecostes. Este mês, que em breve se iniciará, é-nos por isso útil para redescobrir a função materna que ela desempenha na nossa vida, para que sejamos sempre discípulos dóceis e testemunhas corajosas do Senhor ressuscitado. […]

Bento XVI, Regina Caeli, 30 de Abril de 2006


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 3º DOMINGO DE PÁSCOA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo de Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus...

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Apenas Jesus viveu a sua passagem da morte à vida. Os seus discípulos vão passar do medo à alegria e à paz, basta-lhes uma palavra - "a paz esteja convosco" - e verem as chagas ainda visíveis no Ressuscitado. Basta-lhes um sopro, o do Espírito de Cristo, para se tornarem embaixadores da reconciliação. Tomé vai passar da dúvida à fé, basta-lhe ver e tocar o que Cristo lhe oferece, então ele crê. "Há muitos outros sinais" cumpridos pelo Ressuscitado, precisa o evangelista, mas os que aqui são referidos são-no para que nós mesmos passemos do questionamento à afirmação - "Ele ressuscitou verdadeiramente!" - e para que O reconheçamos hoje, porque Ele não cessa de fazer sinal ainda e sempre.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
"Meu Senhor e meu Deus!" Há a "fé do carvoeiro". Ela não coloca qualquer questão. Ela é, muitas vezes, em si mesma, muito sólida, não se deixa levar por qualquer dúvida. E há uma fé "inquieta", que não fica em repouso, que procura compreender. A dúvida, então, faz parte desta fé. Certamente, pode haver dúvidas destrutivas, aquela que nasce, por exemplo, de uma inveja, porque se desconfia da infidelidade do outro. Tal não é a dúvida de Tomé. Ele gostaria de acreditar no que lhe dizem os companheiros. Mas esta história da ressurreição de Jesus parece-lhe de tal modo fora da experiência humana mais comum e mais constante, que ele pede, de qualquer modo, um complemento de informação e para ver de mais perto. Não recusa crer, ele quer compreender melhor. A sua dúvida não é fechada, exprime um desejo de ser apoiada na fé. "Deixa de ser incrédulo, sê crente". Mais do que uma reprovação, Jesus dirige-lhe um convite a ter uma confiança maior, total. Então, o Tomé da dúvida torna-se o Tomé que proclama a sua fé como nenhum dos seus discípulos o fez. Ele grita: "Meu Senhor e meu Deus!" A Igreja não abandonará jamais esta profissão de fé. Hoje ainda, ela termina grande parte das orações dirigidas ao Pai, dizendo: "Por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Deus e Senhor". São as próprias palavras de Tomé que alimentam a fé e a oração da Igreja. Então, bem-aventurado Tomé!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Com Tomé... Ao longo da semana que se segue, a partir do grande encontro que Cristo teve conosco na celebração deste domingo, esforcemo-nos em Lhe dizer, como Tomé, a nossa fé. Somos chamados a um diálogo do coração... Mas daí jorrará uma verdadeira felicidade, que poderemos então partilhar à nossa volta.


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

SANTO

Monição da Comunhão: No Partir do Pão, os discípulos de Emaús, reconheceram o Senhor Jesus Cristo. Os seus corações encheram-se de alegria e entusiasmo. E foram ao encontro dos irmãos transbordando em alegria. A todos anunciavam Cristo ressuscitado. Que depois de celebrar este maravilhoso encontro com Cristo eu seja semelhante aos discípulos de Emaús.

Lc 24, 46-47
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Cristo tinha de sofrer a morte e ressuscitar ao terceiro dia, para ser proclamado, em seu nome, o arrependimento e o perdão dos pecados. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Olhai com bondade, Senhor para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: O Encontro com Cristo na Eucaristia torna-me convertido e compromete-me a trabalhar pelo Reino de Deus. Que eu seja uma testemunha fiel da misericórdia, da paz, da verdadeira fé da Igreja. Seja ainda testemunha da vida moral, expressão do encontro com Cristo. E Testemunha da verdadeira teologia e da vida.


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HOMILIAS FERIAIS

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3ª SEMANA

2ª Feira, 23-IV: O seguimento de Jesus.

At 6, 8-15 / Jo 6, 22-29
Quando a multidão viu que Jesus não estava ali…Subiram todos para as embarcações e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus.

A multidão seguia Jesus, embora não fosse pelos melhores motivos: «Vós procurais-me… porque comestes dos pães e vos saciastes» (Ev). Pelo contrário, Estêvão seguia Jesus pela fé, o que lhe acarretou a prisão (cf Leit). Procuremos seguir o Senhor, imitando o seu exemplo, levando à prática os seus ensinamentos. Rezemos nesta semana de orações pelas vocações consagradas para que muitos se decidam dedicar-se ao seu serviço e ultrapassem as dificuldades inerentes a essa decisão.

3ª Feira, 24-IV: Uma vida coerente.

At 7, 51- 8, 1 / Jo 6, 30-35
Depois atiraram-se a ele (Estêvão) todos juntos, lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

Este ataque a Estêvão (cf Leit), por manifestar publicamente a sua fé, reveste-se de grande atualidade. Os cristãos têm dificuldade em viver a sua fé num ambiente paganizado; assistem à divinização do homem, que quer ocupar o lugar de Deus. A maior revolução que podemos levar a cabo no nosso tempo é precisamente a coerência de vida. Ao viver de acordo com a nossa fé estamos a promover a dignidade e a liberdade de cada pessoa. Contamos com o auxílio da Eucaristia: «Eu é que sou o pão da vida» (Ev).

4ª Feira, 25-IV: S. Catarina de Sena: Aproximar a Europa de Cristo.

1 Jo 1, 5- 2, 2 / Mt 11, 25-30
É esta a mensagem que ouvimos a Jesus Cristo e que vos anunciamos: Deus é luz e nele não há trevas nenhumas.

Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, teve uma grande influência na unidade da Igreja e na paz e concórdia entre países e cidades européias. É uma das Padroeiras da Europa. Imitou Cristo no seu grande amor à verdade, porque Deus é luz. Em muitos aspectos, a cultura européia andas nas trevas e precisa da nossa atuação, para readquirir a luz de Cristo. Ela escreveu abundantes cartas às autoridades eclesiásticas e civis, apesar da sua pouca cultura. Nela se verificaram as palavras de Jesus: «porque escondeste estas verdades aos sábios e as revelastes aos pequeninos» Ev).

5ª Feira, 26-IV: Os alimentos de vida divina.

At 8, 26-40 / Jo 6, 44-51
Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.

Para conservarmos a saúde e ganharmos novas energias precisamos tomar alimentos. Para alcançarmos a vida eterna precisamos igualmente de tomar os alimentos adequados. O eunuco pede a Filipe o Batismo (cf Leit) e assim recebe uma vida nova: a vida divina. Esta precisa, para o seu desenvolvimento, do alimento da Palavra de Deus: «quem acredita possui a vida eterna»; e do Pão da vida: «Quem comer deste pão viverá eternamente» (Ev).

Celebração e Homilia: ARMANDO RODRIGUES DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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