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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


28.07.2019
17º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Senhor, ensina-nos a rezar" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebrando a Eucaristia descobrimos a face de Deus, que sempre se mostra favorável quando o invocamos. A oração alimenta a fé e o testemunho evangelizador, sobretudo quando se vive dentro de um contexto social corrompido pela maldade. Celebremos o Mistério Pascal de Jesus, rezando para sermos livres do mal e para que a bondade divina habite em nós.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui nos encontramos para celebrar o Mistério da Morte e Ressurreição do Senhor. Por esta Eucaristia, o Senhor, Esposo da Igreja, renova sua aliança de amor conosco e nós com Ele. Viemos para dialogar com Ele, ouvir sua Palavra e responde-la; viemos comungar seu Corpo e Sangue e assim entrar em comunhão mais profunda com Ele.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Em sua definição mais universal e partilhada por todas as religiões, a oração é um diálogo com Deus. Mas, pôr-se em diálogo com Deus pode ser um desafio para o homem. Na oração, o homem pode desfigurar-se a sí mesmo e a Deus. Pode reduzir Deus a um bem de consumo, a uma solução fácil para suas próprias insuficiências e preguiça. E pode reduzir-se a sí mesmo a um ser que lança sobre outro suas próprias responsabilidades.

Sintamos em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/28-de-julho-de-2019---17-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/43_-_17o_domingo_do_tempo_comum_-_v05.pdf


TEMA
A ORAÇÃO DO DISCÍPULO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

ENSINA-NOS A REZAR

Pessoas muito racionalistas não raro experimentam dificuldade com a oração de súplica. Acham bom rezar para adorar ou agradecer, pois reconhecem que a vida é um dom e existe um ser transcendente e perfeito chamado Deus. Mas pedir que esse ser se ocupe com o dia a dia de suas criaturas lhes parece metafisicamente ingênuo e praticamente pouco atraente, pois torna Deus muito familiar. Preferem não depender dele em seus negócios. Ora, aquele que sustenta todo o ser também não sustenta nosso dia a dia? Ou será que as poucas leis físicas, psicológicas, econômicas e sociológicas que conhecemos são realmente tão abrangentes que já não sobra espaço para Deus? (Em vez de pensar que essas leis são uma parte do sustento que ele nos fornece em cada momento.)

Seja como for, Jesus nos ensinou a pedir e suplicar, e até com insistência. Cita o exemplo de alguém que, em plena noite, vai acordar o vizinho e bate à sua porta até que ele se levante para ver-se livre do incômodo (evangelho). Isso lembra a “pechincha de Abraão”, que, ao rezar por Sodoma e Gomorra (primeira leitura), se atreve a lembrar a Deus: “Não podes perder os justos com os injustos, é uma questão de honra!”. E Deus atende. A frase do salmo responsorial: “Cada vez que te invoquei, me deste ouvido”, pode ser repetida como lema durante os vários momentos da celebração.

Introdução do Portal Dehonianos

O tema fundamental que a liturgia nos convida a reflectir, neste domingo, é o tema da oração. Ao colocar diante dos nossos olhos os exemplos de Abraão e de Jesus, a Palavra de Deus mostra-nos a importância da oração e ensina-nos a atitude que os crentes devem assumir no seu diálogo com Deus.

A primeira leitura sugere que a verdadeira oração é um diálogo “face a face”, no qual o homem – com humildade, reverência, respeito, mas também com ousadia e confiança – apresenta a Deus as suas inquietações, as suas dúvidas, os seus anseios e tenta perceber os projectos de Deus para o mundo e para os homens.

O Evangelho senta-nos no banco da “escola de oração” de Jesus. Ensina que a oração do crente deve ser um diálogo confiante de uma criança com o seu “papá”. Com Jesus, o crente é convidado a descobrir em Deus “o Pai” e a dialogar frequentemente com Ele acerca desse mundo novo que o Pai/Deus quer oferecer aos homens.

A segunda leitura, sem aludir directamente ao tema da oração, convida a fazer de Cristo a referência fundamental (neste contexto de reflexão sobre a oração, podemos dizer que Cristo tem de ser a referência e o modelo do crente que reza: quer na frequência com que se dirige ao Pai, quer na forma como dialoga com o Pai).


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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ORAÇÃO E MISSÃO

Rezar como Jesus é estar em sintonia e intimidade com Deus, para louvar, agradecer e suplicar. É confiar plenamente em Deus e apresentar-lhe nossas necessidades e os desafios da missão. Mas por que às vezes ele parece não nos atender, ainda que Jesus nos garanta: “Peçam e lhes será dado”?

Ao ensinar o discípulo a rezar como ele rezava, com as palavras do “Pai-nosso”, Jesus também chamou a agir como ele agia. Daí a importância de pensarmos no peso das palavras desta oração que sempre rezamos, quem sabe por vezes de modo automático, sem nos comprometermos a fundo com o que dizemos a Deus.

Cinco são os pedidos do “Pai-nosso” tal como Lucas nos apresenta.

É oração com a qual nos dirigimos ao “Abbá”, o Pai querido de Jesus e nosso. Não é Pai severo, mas bondoso e cheio de amor, de quem não temos medo. Com ele estamos em casa e, irmanados, expressamos nosso desejo de que seu nome seja santificado na vivência de nossa fraternidade.

Pedimos que venha a nós o Reino do Pai querido. E com isso expressamos nossa insatisfação com os reinados e poderes neste mundo, dispondo-nos a agir para que novas relações de solidariedade, serviço e misericórdia manifestem o reinado do Deus de Jesus.

Pedimos para todos o pão de cada dia, na consciência de que, pela ganância egoísta de quem deseja acumular, muitos dos que chamamos de irmãos acabam passando fome.

Pedimos que o Pai nos perdoe e fundamentamos esse pedido no fato de nós também perdoarmos aos outros. Na oração que rezamos dia a dia, aliás, dizemos: “assim como nós perdoamos”. Mas qual é, afinal, o tamanho do nosso perdão, a medida que apresentamos a Deus para que ele nos perdoe?

Por fim, pedimos que o Pai não nos deixe cair em tentação. Ou seja, que nos livre de direcionar a vida por um caminho que não seja o caminho do Filho. Com efeito, a oração que Jesus nos ensina compromete-nos com a mesma missão dele. É oração que só tem sentido se está em sintonia com essa missão, que o Pai querido continua a confiar a todos nós.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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ORAÇÃO E MISSÃO

Rezar como Jesus é estar em sintonia e intimidade com Deus, para louvar, agradecer e suplicar. É confiar plenamente em Deus e apresentar-lhe nossas necessidades e os desafios da missão. Mas por que às vezes ele parece não nos atender, ainda que Jesus nos garanta: “Peçam e lhes será dado”?

Ao ensinar o discípulo a rezar como ele rezava, com as palavras do “Pai-nosso”, Jesus também chamou a agir como ele agia. Daí a importância de pensarmos no peso das palavras desta oração que sempre rezamos, quem sabe por vezes de modo automático, sem nos comprometermos a fundo com o que dizemos a Deus.

Cinco são os pedidos do “Pai-nosso” tal como Lucas nos apresenta.

É oração com a qual nos dirigimos ao “Abbá”, o Pai querido de Jesus e nosso. Não é Pai severo, mas bondoso e cheio de amor, de quem não temos medo. Com ele estamos em casa e, irmanados, expressamos nosso desejo de que seu nome seja santificado na vivência de nossa fraternidade.

Pedimos que venha a nós o Reino do Pai querido. E com isso expressamos nossa insatisfação com os reinados e poderes neste mundo, dispondo-nos a agir para que novas relações de solidariedade, serviço e misericórdia manifestem o reinado do Deus de Jesus.

Pedimos para todos o pão de cada dia, na consciência de que, pela ganância egoísta de quem deseja acumular, muitos dos que chamamos de irmãos acabam passando fome.

Pedimos que o Pai nos perdoe e fundamentamos esse pedido no fato de nós também perdoarmos aos outros. Na oração que rezamos dia a dia, aliás, dizemos: “assim como nós perdoamos”. Mas qual é, afinal, o tamanho do nosso perdão, a medida que apresentamos a Deus para que ele nos perdoe?

Por fim, pedimos que o Pai não nos deixe cair em tentação. Ou seja, que nos livre de direcionar a vida por um caminho que não seja o caminho do Filho. Com efeito, a oração que Jesus nos ensina compromete-nos com a mesma missão dele. É oração que só tem sentido se está em sintonia com essa missão, que o Pai querido continua a confiar a todos nós.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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O SENHOR SEMPRE NOS OUVE

O Senhor está sempre disposto a ouvir nossos apelos quando o invocamos com confiança. Nesta liturgia, acolhamos o convite que Jesus nos faz para nos dirigirmos ao Pai do céu por meio da oração. Perseverando nesse caminho, cresceremos na comunhão com Deus e nos comprometeremos a viver sempre mais unidos como irmãos e irmãs.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus nos ensina que Deus é Pai, que ama sem distinção, e que nós somos todos irmãos e irmãs.


RITOS INICIAIS

Salmo 67, 6-7.36
ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

Introdução ao espírito da Celebração
O homem não foi feito para a solidão, para o isolamento. Está chamado à comunhão com Deus e com os outros homens, nesta vida e na futura. Esta comunhão fomenta-se e intensifica-se através do diálogo. Um dos modos de comunicar do coração humano é a fala. Do encontro nasce a amizade, vocacionada para crescer até à comunhão perfeita no Céu. Deus planeou que homem se encontrasse com Ele, como um filho com o Pai, num diálogo íntimo a que chamamos oração. Por isso, ela não algo acidental na vida, mas uma parte importante da nossa vida de filhos de Deus. Na Liturgia da Palavra de hoje, a Igreja ensina-nos a importância que devemos reservar à oração na nossa vida e como a havemos fazer. Preparemo-nos para acolher esta mensagem confortante para a nossa vida com Deus.

ACTO PENITENCIAL

Nos, que sentimos tanta necessidade de dialogar com as pessoas que vivem ao nosso lado, ainda não compreendemos a necessidade e o conforto que é dialogar com Deus pela oração. Dedicamos-lhe pouco tempo e rezamos sem atenção, de coração vazio e distraídos. Peçamos perdão destas nossas atitudes pouco delicadas e peçamos ao Senhor nos ajude a uma conversão profunda.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•    Senhor: temos dificuldade em encontrar tempo para a oração, porque ainda não descobrimos o valor e a necessidade dela. Senhor, misericórdia! Senhor, misericórdia!

•    Cristo: somos mesquinhos, ao destinar tempo para rezar, reservando para isso pouco tempo daquele que nos sobeja. Cristo, misericórdia! Cristo, misericórdia!

•    Senhor: rezamos distraídos, com impaciência e sem amor, procurando interesseiramente só os interesses materiais. Senhor, misericórdia! Senhor, misericórdia!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor …


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Abraão fala com o Senhor face a face, intercedendo pelas cidades pecadoras. É um exemplo claro de como havemos de fazer oração: com humildade, reverência, respeito, mas também com ousadia e confiança, manifestando ao nosso Pai do Céu o que nos inquieta, as nossas dúvidas e anseios. Por meio dela tentamos ainda perceber os projectos de Deus para o mundo e para cada um de nós.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Gênesis 18,20-32

Leitura do livro do Gênesis. 18 20O Senhor ajuntou: "É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande. 21Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim; se assim não for, eu o saberei." 22Os homens partiram, pois, na direção de Sodoma, enquanto Abraão ficou em presença do Senhor. 23Abraão aproximou-se e disse: "Fareis o justo perecer com o ímpio? 24Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoaríeis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos que nela se poderiam encontrar? 25Não, vós não poderíeis agir assim, matando o justo com o ímpio, e tratando o justo como ímpio! Longe de vós tal pensamento! Não exerceria o juiz de toda a terra a justiça?" 26O Senhor disse: "Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos, perdoarei a toda a cidade em atenção a eles." 27Abraão continuou: "Não leveis a mal, se ainda ouso falar ao meu Senhor, embora seja eu pó e cinza. 28Se porventura faltarem cinco aos cinqüenta justos, fareis perecer toda a cidade por causa desses cincos?" "Não a destruirei, respondeu o Senhor, se nela eu encontrar quarenta e cinco justos." 29Abraão insistiu ainda e disse: "Talvez só haja aí quarenta." "Não destruirei a cidade por causa desses quarenta." 30Abraão disse de novo: "Rogo-vos, Senhor, que não vos irriteis se eu insisto ainda! Talvez só se encontrem trinta!" "Se eu encontrar trinta, disse o Senhor, não o farei." 31Abraão continuou: "Desculpai, se ouso ainda falar ao Senhor: pode ser que só se encontre vinte." "Em atenção aos vinte, não a destruirei." 32Abraão replicou: "Que o Senhor não se irrite se falo ainda uma última vez! Que será, se lá forem achados dez?" E Deus respondeu: "Não a destruirei por causa desses dez."
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

20-21 «O clamor que chegou até Mim…» Desta expressão procede a catalogação nos catecismos do pecado de homossexualidade ou sodomia como um «pecado que brada aos Céus», dada a sua especial gravidade, contra a natureza: «o seu pecado é tão grave…» «Vou descer, para verificar…» Trata-se dum antropomorfismo que empresta grande colorido e vivacidade ao relato, e que caracteriza a tradição javista. Esta maneira de falar de Deus à maneira humana põe aqui em evidência a justiça divina que não pune sem o pleno conhecimento da causa.

23-32 «Cinquenta… quarenta e cinco… quarenta… trinta… vinte… dez». Chamamos a atenção para a mentalidade de responsabilidade colectiva, corrente em Israel, que está na base do episódio, segundo a qual também os inocentes têm de sofrer o castigo juntamente com os culpados: para não haver castigo era uma questão de um relativo número de inocentes. O relato deixa ver que Deus não castiga o inocente junto com o pecador, como pensava Abraão; esta verdade da responsabilidade individual há-de ser bem vincada nos Profetas (cf. Jer 31, 29-30; Ez 18, 1-32). De qualquer modo, não deixa de ser enternecedor este diálogo, esta oração de intercessão ao Senhor, toda repassada de confiança e santo temor, perseverança, humildade e audácia santa. Se Deus não precisa das nossas insistências para nos atender, nós precisamos de nos colocar no nosso lugar de pedintes, para nos dispormos, com a nossa impertinência, a receber os dons que Deus tem para nos dar (cf. a parábola do «amigo impertinente» do Evangelho de hoje).

....................

A primeira leitura narra a oração de Abraão por Sodoma e Gomorra. O pecado de Sodoma e Gomorra, sobretudo o abuso contra a hospitalidade e contra o respeito sexual (cf. o episódio a seguir, Gn 19,1-11), clama ao céu. Diante da ameaça de Deus, Abraão pede-lhe que não a execute, pois não deve condenar a cidade por causa dos muitos injustos, mas poupá-la por causa de poucos justos. É uma questão de honra para Deus, diz Abraão. Essa história contracena com o Novo Testamento. O Juiz do mundo (Gn 18,25) é também o amigo, o Pai (Lc 11,8, evangelho). Para salvar Sodoma e Gomorra, cinco justos (mas nem estes se encontraram) teriam sido suficientes para Deus; na nova “economia da salvação”, a vida de um único justo, o Filho de Deus, salva a todos.

AMBIENTE

Este texto do Livro do Génesis vem na sequência da primeira leitura do passado domingo. Depois de terem deixado a tenda de Abraão, os três personagens dirigiram-se para a cidade de Sodoma, a fim de constatar “in loco” o pecado dos habitantes da cidade. Abraão acompanhou os seus visitantes divinos durante algum tempo. O autor jahwista situa num lugar alto, a Este de Hebron – de onde se avista Sodoma (cf. Gn 19,27) – esse diálogo entre Abraão e Deus que o texto nos apresenta.

Sodoma era uma cidade antiga, que se supõe ter existido nas margens do Mar Morto, ao sul da península de El-Lisan. De acordo com as lendas, foi uma das cidades destruídas (as outras teriam sido Gomorra, Adama, Seboim e Segor) por um cataclismo que ficou na memória do povo bíblico. Alguns estudiosos modernos têm procurado uma explicação para a lenda na geologia da área: a região fica situada na falha do vale do Jordão, numa zona sujeita a terramotos e a actividades vulcânicas. Depósitos de betume e de petróleo têm sido descobertos nesta região; e alguns escritores antigos atestam a presença de gases que, uma vez inflamados, poderiam causar uma terrível destruição, do tipo relatado em Gn 19. Terá sido isso que aconteceu nessa zona?

É, provavelmente, essa recordação de um antigo cataclismo que, em tempos imemoriais, destruiu a área, que originou a reflexão que esta leitura nos apresenta. Poder-se-ia pensar que um acontecimento pré-histórico muito remoto, cujos traços enigmáticos eram ainda visíveis no tempo de Abraão (como o são ainda hoje), tenha excitado a fantasia religiosa, no sentido de procurar as causas de uma tão terrível catástrofe.

O diálogo que a primeira leitura de hoje nos propõe é um texto de transição que serve para ligar a lenda de Mambré com as lendas que relatam a destruição de Sodoma e das cidades vizinhas. Os autores jahwistas aproveitaram o ensejo para propor uma catequese sobre o peso que o justo e o pecador têm diante de Deus.

MENSAGEM

Deus prepara-se para iniciar a “investigação”, a fim de constatar da culpabilidade ou da não culpabilidade de Sodoma. É precisamente aí que o autor jahwista resolve inserir essa pergunta fundamental que o inquieta: que acontecerá se essa “investigação” revelar a existência na cidade de um pequeno grupo de justos? Deus vai castigar toda a comunidade? Será que um punhado de justos vale tanto que, por amor deles, Deus esteja disposto a perdoar o castigo a uma multidão de culpados?

A ideia de que um punhado de “justos” possa salvar a cidade pecadora é, em pleno séc. X a.C. (a época do jahwista), uma ideia revolucionária. Para a mentalidade religiosa dos israelitas desta altura, todos os membros de uma comunidade (família, cidade, nação) eram solidários no bem e no mal; se alguém falhasse, o castigo devia, invariavelmente, derramar-se sobre o grupo. No entanto, os catequistas jahwistas atrevem-se a sugerir que talvez a “justiça” de uns tantos seja, para Deus, mais importante do que o pecado da maioria. Apesar de tudo, ainda estamos longe da perspectiva da retribuição e da responsabilidade individuais: essas ideias só serão consagradas pela catequese de Israel a partir do séc. VI a.C. (época do exílio na Babilónia).

O problema que Abraão procura resolver é, portanto, se aos olhos de Deus um grupo de “justos” tem tal peso que, por amor deles, Deus esteja disposto a suspender o castigo que pesa sobre toda a colectividade. Os números sucessivamente avançados por Abraão (em forma descendente, de 50 até 10) fazem parte do folclore do “regateio” oriental; mas servem, também, para pôr em relevo a misericórdia e a “justiça de Deus”: a descida até aos dez “justos” e as sucessivas manifestações da vontade de Deus em suspender o castigo mostram que, n’Ele, a misericórdia é maior do que vontade de castigar, que a vontade de salvar é infinitamente maior do que a vontade de perder.

Definida a questão fundamental que o jahwista quer abordar, detenhamo-nos agora um pouco na forma como se desenrola a “conversa” entre Abraão e Deus. É um diálogo “face a face” no qual Abraão se apresenta com humildade, com respeito, pois sente-se “pó e cinza” diante da omnipotência de Deus. No entanto, à medida que o diálogo avança e que Abraão se confronta com a benevolência de Deus, vai surgindo a confiança. Abraão chega a ser importuno na sua insistência e ousado no seu regateio. Recordando a Deus os seus compromissos, ele aparece como o “intercessor”, que consegue da misericórdia de Deus que um número insignificante de justos tenha mais peso do que um número muito elevado de culpados.

É possível dialogar com Deus desta forma familiar, confiante, insistente, ousada? Certamente, pois o Deus de Abraão é esse Deus que veio ao encontro do homem, que entrou na sua tenda, que Se sentou à sua mesa, que estabeleceu com ele comunhão, que realizou os sonhos desse homem que O acolheu, que aceitou partilhar com Ele os seus projectos. Um Deus que Se revela dessa forma é um Deus com quem o homem pode dialogar, com amor e sem temor.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, para a reflexão, os seguintes dados:

- O diálogo entre Abraão e Deus a propósito de Sodoma confirma esse Deus da comunhão, que vem ao encontro do homem, que entra na sua casa, que Se senta à mesa com ele, que escuta os seus anseios e que lhes dá resposta; e mostra, além disso, um Deus cheio de bondade e de misericórdia, cuja vontade de salvar é infinitamente maior do que a vontade de condenar. É esse Deus “próximo”, cheio de amor, que quer vir ao nosso encontro e partilhar a nossa vida que temos de encontrar: só será possível rezar, se antes tivermos descoberto este “rosto” de Deus.

- A “oração” de Abraão é paradigmática da “oração” do crente: é um diálogo com Deus – um diálogo humilde, reverente, respeitoso, mas também cheio de confiança, de ousadia e de esperança. Não é uma repetição de palavras ocas, gravadas e repetidas por um gravador ou um papagaio, mas um diálogo espontâneo e sincero, no qual o crente se expõe e coloca diante de Deus tudo aquilo que lhe enche o coração. A minha oração é este diálogo espontâneo, vivo, confiante com Deus, ou é uma repetição fastidiosa de fórmulas feitas, mastigadas à pressa e sem significado?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Gn 18,20-32) A oração de Abraão por Sodoma e Gomorra – O pecado de Sodoma e Gomorra clama ao céu, mas Deus não pode julgar conforme os muitos injustos, porém, deve poupar a cidade por causa de poucos justos: é o que lhe pede Abraão. É uma questão de honra para Deus. O Juiz do mundo (Gn 18,25) é também o amigo, o Pai (Lc 11,8). Se poucos justos lhe são suficientes (embora não os houvesse em Sodoma) para salvar muitos, a vida de um justo, seu Filho, salvará a todos. * Cf. Ex 32,11-14; Jr 5,1; Ez 22,30; Am 7,1-8; Jr 7,16; Ez 9,8; 22,30; Rm 3,4-6.23-26.



Salmo Responsorial

Monição: O salmo que a Liturgia nos propõe para meditar é um cântico de louvor e confiança no Senhor que sempre nos atende. É pois, olhando a grandeza e omnipotência de Deus e a nossa pequenez que manifestamos a nossa confiança n’Ele, dispondo-nos a abrir-Lhe o coração num diálogo íntimo.

SALMO RESPONSORIAL – 137/138

Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres
e de longe reconhece os orgulhosos.
Se no meio da desgraça eu caminhar,
vós me fazeis tornar à vida novamente;
quando os meus perseguidores me atacarem
e com ira investirem contra mim,
estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.

Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos!

Segunda Leitura

Monição: Na Carta aos Colossenses, S. Paulo convida-nos a fazer de Cristo a referência fundamental da nossa vida. Neste contexto de reflexão sobre a oração, podemos dizer que Cristo tem de ser a referência e o modelo de todos os que rezam: quer na frequência com que se dirige ao Pai, quer na forma como dialoga com o Pai.

Colossenses 2,12-14

Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses. 2 12Sepultados com ele no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. 13Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, 14cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

1 «Sepultados… ressuscitados…» Cf. Rom 6, 3-4, onde S. Paulo faz apelo ao simbolismo do Baptismo por imersão: simbolizava a morte e a sepultura para o pecado, no gesto de se ficar submerso na água; o subsequente acto de emergir da água simbolizava a Ressurreição, a vida nova que o cristão tem de viver em união com Cristo ressuscitado. Mas esta morte e ressurreição do Cristo não são uma mera metáfora, são uma realidade sobrenatural, são o mistério da vida cristã, uma vida em Cristo.

14«Anulou o documento». A nossa sugere uma possível interpretação desta difícil passagem, tendo em conta uma tradição rabínica, segundo a qual os pecados das pessoas ficavam escritos num livro divino de registos; este documento era redigido a partir das transgressões da Lei «com as suas disposições contra nós». Mas Deus, ao perdoar-nos todas as nossas faltas (v. 13), «anulou o documento da nossa dívida»: «Suprimiu-o, cravando cravando-o na Cruz». Com esta imagem de cravar na Cruz exprime-se a destruição radical e definitiva salvação, por força da Morte redentora de Cristo.

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O pensamento da segunda leitura pode ser sintetizado nesta frase: nossas dívidas são saldadas por Cristo. O “sacramento” do Antigo Testamento era a circuncisão: constituía, para Israel, sinal de pertença a Deus, a ponto de Jesus lhe ter se submetido, como se subordinou a toda a Lei (cf. Gl 4,4-5). Mas Jesus assumiu também toda a condição humana e a sepultou consigo em sua morte, para criar o Homem Novo na ressurreição. O que acontece a Cristo acontece a nós: no batismo somos corressuscitados com Cristo. Corressuscitados com ele (cf. Rm 6,4), somos agora livres, livres de “culpa no cartório” (cf. Rm 8,34).

“Ninguém salva ninguém”, dizem os “realistas”. Será mesmo? Ninguém é salvo se não quer, mas em Cristo existe uma comunhão entre todos os que buscam a fonte da vida, Deus. Essa comunhão de vida, ensina a segunda leitura, faz que Cristo nos redima. Desde que participemos da vida que ele viveu (o que é expresso pelo batismo, imersão na sua morte, para que ressuscitemos com ele para uma vida nova), podemos dizer que a santidade de Cristo salda nossas dívidas e sua morte por amor supre nossa falta de amor (com a condição de nos arrependermos). Como nós mesmos perdoamos a outrem a pedido de uma pessoa amiga (pai, mãe, irmão…), assim nossa comunhão (amizade) com Cristo vale para nos restabelecer na amizade de Deus. E também nossa oração de intervenção junto a Deus será eficaz.

(Um texto das cartas que melhor combina com as duas outras leituras seria 1Jo 5,14-16, sobre a confiança no pedir.)

AMBIENTE

Pela terceira semana consecutiva, temos como segunda leitura um trecho dessa Carta aos Colossenses em que Paulo defende a absoluta suficiência de Cristo para a salvação do homem.

O texto que hoje nos é proposto integra uma perícopa em que Paulo polemiza contra os “falsos doutores” que confundiam os cristãos de Colossos com exigências acerca de anjos, de ritos e de práticas ascéticas (cf. Col 2,4-3,4). Depois de exortar os Colossenses à firmeza na fé frente aos erros dos “falsos doutores” (cf. Col 2,4-8), Paulo afirma que Cristo basta, pois é n’Ele que reside a plenitude da divindade; Ele é a cabeça de todo o principado e potestade e foi Ele que nos redimiu com a sua morte (cf. Col 2,9-15).

MENSAGEM

A questão fundamental é, neste texto breve, a afirmação da supremacia de Cristo e da sua suficiência na salvação do crente. Pelo Baptismo, o crente aderiu a Cristo e identificou-se com Cristo; a vida de Cristo passou a circular nele: por isso, o crente – revivificado por Cristo – morreu para o pecado e nasceu para a vida nova do Homem Novo. Em Cristo encontramos, portanto, a vida em plenitude, sem que seja necessário recorrer a mais nada (poderes angélicos, ritos, práticas) para ter acesso à salvação.

Para representar, de forma mais explícita, o que significa este “morrer” e “ressuscitar”, Paulo refere-se a um “documento de dívida” que a morte de Cristo teria “anulado”. Este “documento” em que se reconhece a nossa dívida para com Deus pode designar aqui, quer a Lei de Moisés (com as suas leis, exigências, prescrições, impossíveis de cumprir na totalidade e constituindo, portanto, um documento de acusação contra as falhas dos homens), quer o “registo” onde, de acordo com as tradições judaicas da época, Deus inscreve as contas da humanidade (cf. Sal 139,16). De uma forma ou de outra, não interessa acentuar demasiado esta imagem do “documento de dívida”: ela é, apenas, uma linguagem, utilizada para significar que Cristo anulou os nossos débitos (no sentido em que o nosso egoísmo e o nosso pecado morreram, no instante em que Ele nos libertou); e, através de Cristo, começou para nós uma vida nova, liberta de tudo o que nos oprime, nos escraviza, nos rouba a felicidade, nos impede o acesso à vida plena.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e actualização da Palavra, considerar os seguintes elementos:

- Mais uma vez, a Palavra de Deus afirma a absoluta centralidade de Cristo na nossa experiência cristã. É por Ele – e apenas por Ele – que o nosso pecado e o nosso egoísmo são saneados e que temos acesso à salvação – quer dizer, à vida nova do Homem Novo. É nisto que reside o fundamental da nossa fé e é à volta de Cristo (da sua vida feita doação, entrega, amor até à morte) que se deve centralizar a nossa existência de cristãos. Ao denunciar a atitude dos Colossenses (mais preocupados com os poderes dos anjos e com certas práticas e ritos do que com Cristo), Paulo adverte-nos para não nos deixarmos afastar do essencial por aspectos secundários. O critério fundamental, no que diz respeito à vivência da nossa fé, deve ser este: tudo o que contribui para nos levar até Cristo é bom; tudo o que nos distrai de Cristo é dispensável.

- É necessário ter consciência de que o Baptismo, identificando-nos com Jesus, constitui um ponto de partida para uma vida vivida ao jeito de Jesus, na doação, no serviço, na entrega da vida por amor. É este “caminho” que temos vindo a percorrer? A minha vida caminha, decisivamente, em direcção ao Homem Novo, ou mantém-me fossilizado no homem velho do egoísmo, do orgulho e do pecado?

Subsídios:
2ª leitura: (Cl 2,12-14) Nossas dívidas são saldadas por Cristo – O “sacramento” (sinal de pertença a Deus) do A.T. era a circuncisão. Jesus se lhe submeteu, como a toda a Lei (Gl 4,4-5), mas assumiu também toda a condição humana e a sepultou consigo na sua morte, para criar o Homem Novo na ressurreição. O que acontece a Cristo, acontece para nós: no batismo somos co-ressuscitados com Cristo. “Com ele” somos agora livres. * Cf. Rm 6,4; 8,34; Ef 1,19-20; 2,1-6.14-15.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Recebestes o Espírito de adoção; é por ele que clamamos: Aba, Pai! (Rm 8,15)

Evangelho

Monição: Com uma paciência infinita, Jesus ensina-nos a fazer oração e desvenda-nos os seus tesouros. Ensina-nos que a oração do fiel deve ser um diálogo confiante de uma criança com o seu «papá». Somos convidados a descobrir em Deus «o Pai» e a dialogar frequentemente com Ele acerca desse mundo novo que o Ele quer oferecer-nos. Aclamemos o Evangelho que faz chegar até nós estas confortantes verdades.

Lucas 11,1-13

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 11 1Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos". 2Disse-lhes ele, então: "Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; 3dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; 4perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação". 5Em seguida, ele continuou: Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: "Amigo, empresta-me três pães, 6pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; 7e se ele responder lá de dentro: 'Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães'; 8eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. 9E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. 11Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? 12Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á porventura um escorpião? 13Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

1 «Em certo lugar». Uma antiga tradição, que deu origem à igreja do Pai-Nosso, identifica este lugar com o Monte das Oliveiras. No claustro dessa basílica constantiniana pode-se ler o Pai-Nosso em enorme quantidade de línguas, entre as quais o português.

2 «Quando orardes, dizei». A fórmula de S. Lucas é mais pequena: apenas 5 petições das 7 de Mt 6, 9-13. A diversidade dos contextos poderá favorecer a opinião de que Jesus possa ter, por várias vezes, ensinado uma fórmula não literalmente idêntica. No entanto, a maioria dos exegetas modernos inclina-se para que as duas versões da oração dominical remontem a uma única fórmula básica primitiva, mais próxima da de Lucas. Na vida da Igreja, se difundiu a fórmula mais longa de Mateus.

5-8 A parábola do amigo importuno introduz o ensinamento de Jesus sobre o valor e a eficácia da oração confiada e persistente («também Eu vos digo»: vv. 9-13) – «Batei à porta, e abrir-se-vos-á». O Catecismo da Igreja Católica, nº 2613, comenta: «àquele que assim ora, o Pai celeste «dará tudo quanto necessita», e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons»

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O evangelho nos propõe a oração do cristão. Os discípulos encontram Jesus em oração. O fato e o modo de Jesus rezar provocam o pedido: “Ensina-nos a rezar”. Então, Jesus ensina-lhes o pai-nosso, protótipo da oração cristã (11,1-4). A versão de Lucas é mais breve que a de Mateus (Mt 6,9-13). Mateus tem sete pedidos, Lucas, cinco, mas em ambos está central o pedido do pão de cada dia. Antes de pedir o pão de cada dia, ora-se pela glorificação de Deus e pela vinda de seu Reino; depois, pelo perdão do pecado e pela proteção na tentação. Quem pode rezar assim, com sinceridade, é discípulo de Jesus.

Depois da instrução do pai-nosso, Lucas acrescenta dois ensinamentos de Jesus sobre a oração de pedido: a parábola do “vizinho chato” (11,5-8) e as palavras sobre o dom do Pai (11,9-13).

A parábola do “vizinho chato” é provocante. Alguém acorda seu vizinho em plena noite para lhe pedir comida, porque chegou um hóspede imprevisto e a despensa está vazia. O que bate à porta certamente está bem-intencionado, pois, no Oriente, a hospitalidade é um dever muito importante. Mas o vizinho vê nisso um problema, porque deverá levantar-se e passar por cima de mulher e filhos, que estão dormindo, deitados no único quarto da casa simples. Mas o outro continua insistindo e, finalmente, o vizinho, para se ver livre dele, concede-lhe o pedido.

A oração de Abraão como também a do vizinho (e a da viúva insistente, Lc 18,3) nos ensinam uma coisa importante: pedem coisas com que Deus se possa comprometer. Pedem a Deus o que, no fundo, Deus mesmo deseja. Esse (além de nossa insistência) é o segredo da oração eficaz. Saber pedir como convém (cf. Tg 4,3). Deus é nosso Pai. Ele deseja comunicar suas dádivas, especialmente seu Espírito, força e ânimo de nosso existir (Lc 11,9-13).

Por isso, no pai-nosso, Jesus ensina seus discípulos, e a todos nós, a rezar primeiro para que o nome de Deus seja santificado (isto é, para que Deus encontre reconhecimento no mundo) e seu Reino venha (Lc 6,2; Mt 6,10 explicita: “Tua vontade seja feita”). Dentro desse quadro de referências, podemos e devemos rezar por nosso pão de cada dia, pelo perdão (pois somos eternos devedores) e para ficarmos incólumes na tentação. Devemos rezar por isso, com insistência, não tanto porque Deus não soubesse de que precisamos, mas para nos abrirmos ao que ele nos quer dar. Pedindo, a gente se convence mais a si mesmo do que a Deus! Pedir é cultivar nossa fé, nossa confiança filial, é deixar “crescer Deus”, como nosso Pai, em nossa consciência e em toda a nossa vida. É voltarmos a ser crianças – condição para entrar no Reino (cf. Lc 18,17). É por isso que os intelectuais tão dificilmente pedem.

Com essas considerações, não queremos justificar a oração que reduz Deus a um “quebra-galho” ou “tapa-buraco”, às vezes até para causas não condizentes com seu Reino (por exemplo, para ter sucesso nos negócios, ainda que outras pessoas fiquem prejudicadas). Queremos é revalorizar a oração de petição, porque nela minha confiança filial em Deus me leva a extravasar, diante dele, aquilo que habita meu coração: minha própria miséria, além das necessidades de meu irmão, o próximo a quem quero bem e vejo em dificuldades. Assim como Abraão fez pelos habitantes de Sodoma. Isso não é absurdo. O mundo não é feito somente com as leis (físicas, psicológicas e sociológicas) que conhecemos ou estão em nossos manuais de escola, mas também com o mistério da vida. Por isso, não há dúvida de que a preocupação amorosa que extravasamos diante de Deus será operante, pela graça daquele mesmo que sustenta toda a vida.

AMBIENTE

Continuamos, ainda, nesse “caminho de Jerusalém” – quer dizer, a percorrer esse caminho espiritual que prepara os discípulos para se assumirem, plenamente, como testemunhas do Reino. A catequese que, neste contexto, Jesus apresenta aos discípulos é, hoje, sobre a forma de dialogar com Deus.

Lucas é o evangelista da oração de Jesus. Ele refere a oração de Jesus no Baptismo (cf. Lc 3,21), antes da eleição dos Doze (cf. Lc 6,12), antes do primeiro anúncio da paixão (cf. Lc 9,18), no contexto da transfiguração (cf. Lc 9,28-29), após o regresso dos discípulos da missão (cf. Lc 10,21), na última ceia (cf. Lc 22,32), no Getsemani (cf. Lc 22,40-46), na cruz (cf. Lc 23,34.46). Em geral, a oração é o espaço de encontro de Jesus com o Pai, o momento do discernimento do projecto do Pai.

O texto que hoje nos é proposto apresenta-nos Jesus a orar ao Pai e a ensinar aos discípulos como orar ao Pai. Não se trata tanto de ensinar uma fórmula fixa, que os discípulos devem repetir de memória, mas mais de propor um “modelo”. De resto, o “Pai nosso” conservado por Lucas é um tanto diferente do “Pai nosso” conservado por Mateus (cf. Mt 6,9-13) – o que pode explicar-se por tradições litúrgicas distintas. A versão de Mateus condiz com um meio judeo-cristão, enquanto que a de Lucas – mais breve e com menos embelezamentos litúrgicos – está mais próxima (provavelmente) da oração original. Nenhuma destas versões pretende, na realidade, reproduzir literalmente as palavras de Jesus, mas mostrar às comunidades cristãs qual a atitude que se deve assumir no diálogo com Deus.

MENSAGEM

Como é que os discípulos devem, então, rezar? Lucas refere-se a dois aspectos que devem ser considerados no diálogo com Deus. O primeiro diz respeito à “forma”: deve ser um diálogo de um filho com o Pai; o segundo diz respeito ao “assunto”: o diálogo incidirá na realização do plano do Pai, no advento do mundo novo.

Tratar Deus como “Pai” não é novidade nenhuma. No Antigo Testamento, Deus é “como um pai” que manifesta amor e solicitude pelo seu Povo (cf. Os 11,1-9). No entanto, na boca de Jesus, a palavra “Pai” referida a Deus não é usada em sentido simbólico, mas em sentido real: para Jesus, Deus não é “como um pai”, mas é “o Pai”.

A própria linguagem com que Jesus Se dirige a Deus mostra isto: a expressão “Pai” usada por Jesus traduz o original aramaico “abba” (cf. Mc 14,36), tomada da maneira comum e familiar como as crianças chamavam o seu “papá”. Ao referir-se a Deus desta forma, Jesus manifesta a intimidade, o amor, a comunhão de vida, que o ligam a Deus.

No entanto, o aspecto mais surpreendente reside no facto de Jesus ter aconselhado os seus discípulos a tratarem a Deus da mesma forma, admitindo-os à comunhão que existe entre Ele e Deus. Porque é que os discípulos podem chamar “Pai” a Deus? Porque, ao identificarem-se com Jesus e ao acolherem as propostas de Jesus, eles estabelecem uma relação íntima com Deus (a mesma relação de comunhão, de intimidade, de familiaridade que unem Jesus e o Pai). Tornam-se, portanto, “filhos de Deus”.

Sentir-se “filho” desse Deus que é “Pai” significa outra coisa: implica reconhecer a fraternidade que nos liga a uma imensa família de irmãos. Dizer a Deus “Pai” implica sair do individualismo que aliena, superar as divisões e destruir as barreiras que impedem de amar e de ser solidários com os irmãos, filhos do mesmo “Pai”.

Desta forma, Cristo convida os discípulos a assumirem, na sua relação e no seu diálogo com Deus, a mesma atitude de Jesus: a atitude de uma criança que, com simplicidade, se entrega confiadamente nas mãos do pai, acolhe naturalmente a sua ternura e o seu amor e aceita a proposta de intimidade e de comunhão que essa relação pai/filho implica; convida, também, os discípulos a assumirem-se como irmãos e a formarem uma verdadeira família, unida à volta do amor e do cuidado do “Pai”.

Definida a “atitude”, falta definir o “assunto” ou o “tema” da oração. Na perspectiva de Jesus, o diálogo do crente com Deus deve, sobretudo, abordar o tema do advento do Reino, do nascimento desse mundo novo que Deus nos quer oferecer. A referência à “santificação do nome” expressa o desejo de que Deus se manifeste como salvador aos olhos de todos os povos e o reconhecimento por parte dos homens, da justiça e da bondade do projecto de Deus para o mundo; a referência à “vinda do Reino” expressa o desejo de que esse mundo novo que Jesus veio propor se torne uma realidade definitivamente presente na vida dos homens; a referência ao “pão de cada dia” expressa o desejo de que Deus não cesse de nos alimentar com a sua vida (na forma do pão material e na forma do pão espiritual); a referência ao “perdão dos pecados” pede que a misericórdia de Deus não cesse de derramar-se sobre as nossas infidelidades e que, a partir de nós, ela atinja também os outros irmãos que falharam; a referência à “tentação” pede que Deus não nos deixe seduzir pelo apelo das felicidades ilusórias, mas que nos ajude a caminhar ao encontro da felicidade duradoura, da vida plena…

Duas parábolas finais completam o quadro. O acento da primeira (vers. 5-8) não deve ser posto tanto na insistência do “amigo importuno”, mas mais na acção do amigo que satisfaz o pedido; o que Jesus pretende dizer é: se os homens são capazes de escutar o apelo de um amigo importuno, ainda mais Deus atenderá gratuitamente aqueles que se Lhe dirigem. A segunda parábola (vers. 9-13) convida à confiança em Deus: Ele conhece-nos bem e sabe do que necessitamos; em todas as circunstâncias Ele derramará sobre nós o Espírito, que nos permitirá enfrentar todas as situações da vida com a força de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:

- O Evangelho de Lucas sublinha o espaço significativo que Jesus dava, na sua vida, ao diálogo com o Pai – nomeadamente, antes de certos momentos determinantes, nos quais se tornava particularmente importante o cumprimento do projecto do Pai. Na minha vida, encontro espaço para esse diálogo com o Pai? Na oração, procuro “sentir o pulso” de Deus a propósito dos acontecimentos com que me deparo, de forma a conhecer o seu projecto para mim, para a Igreja e para o mundo?

- A forma como Jesus Se dirige a Deus mostra a existência de uma relação de intimidade, de amor, de confiança, de comunhão entre Ele e o Pai (de tal forma que Jesus chama a Deus “papá”); e Ele convida os seus discípulos a assumirem uma atitude semelhante quando se dirigem a Deus… É essa a atitude que eu assumo na minha relação com Deus? Ele é o “papá” a quem amo, a quem confio, a quem recorro, com quem partilho a vida, ou é o Deus distante, inacessível, indiferente?

- A minha oração é uma oração egoísta, de “pedinchice” ou é, antes de mais, um encontro, um diálogo, no qual me esforço para escutar Deus, por estar em comunhão com Ele, por perceber os seus projectos e acolhê-los?

- A minha oração é uma “negociata” entre dois parceiros comerciais (“dou-te isto, se me deres aquilo”) ou é um encontro com um amigo de quem preciso, a quem amo e com quem partilho as preocupações, os sonhos e as esperanças?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 11,1-13) A oração do cristão – O fato e o modo de Jesus rezar provoca o pedido: “Ensina-nos a rezar”. Jesus dá aos discípulos o Pai-Nosso como protótipo da oração cristã. A versão de Lc é mais breve do que a de Mt 6,9-13. Mt tem 7 pedidos, Lc 5. Central está o pedido do pão de cada dia. Antes disso, se reza pela glorificação de Deus e a vinda de seu Reino; e depois, pelo perdão do pecado e a proteção contra a tentação. Quem pode rezar assim com sinceridade, é discípulo de Jesus. – Lc acrescenta 2 sentenças de Jesus sobre a oração de pedido (11,5-8.9-13). Deus é nosso Pai. Ele deseja comunicar suas dádivas, especialmente, seu Espírito, força a ânimo de nosso existir. * 11,1-4 cf. Mt 6,9-13 * 11,5-8 cf. Lc 18,1-18 * 11,9-13 cf. Mt 7,7-11; Jo 14,13-14; 16,23-27.

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Pessoas muito racionalistas experimentam geralmente dificuldade quanto à oração de súplica. Acham bom rezar para adorar ou agradecer, pois reconhecem que a vida é um dom e que existe um ser transcendente e perfeito, que se chama Deus. Mas pedir que este ser se ocupe com nosso dia-a-dia lhes parece metafisicamente ingênuo e praticamente pouco atraente, pois torna Deus muito familiar.

Ora, aquele que sustenta todo ser, também não sustenta nosso dia-a-dia? Ou será que as poucas leis físicas, psicológicas, econômicas e sociológicas que conhecemos são realmente tão abrangentes que não sobre mais espaço para Deus? (Em vez de pensar que estas leis são uma parte do sustento que ele nos fornece em cada momento.)

Seja como for, Jesus nos ensinou a pedir e a suplicar, até com insistência. Fala de uma viúva que pede, pede até cansar o juiz; de um vizinho que bate, á noite, até que o dono se levanta para se ver livre dele (evangelho). Faz pensar em Abraão, que, ao rezar por Sodoma e Gomorra (1ª leitura), lê a lição a Deus: “Não podes perder os justos com os injustos, é uma questão de honra!” E Deus atende. “Cada vez que te invoquei, me deste ouvido”, reza o Sl 138[137] (salmo responsorial).

A oração de Abraão, como também a da viúva e a do vizinho, nos ensinam uma coisa importante: pedem coisas com que Deus se possa comprometer. Parece que pedem a Deus o que, no fundo, ele mesmo deseja. Esse é o segredo da oração eficiente (além de nossa insistência). Por isso, Jesus ensina a seus discípulos, e a todos nós, rezar primeiro para que Deus encontre reconhecimento e seu Reino venha (Mt 6,10 explicita: “Tua vontade seja feita”). Dentro deste quadro de referências, podemos e devemos rezar por nosso pão de cada dia, por perdão (pois somos eternos devedores), por ficar incólumes na tentação. Devemos rezar por isso, com insistência, não tanto porque Deus não soubesse o que precisamos, mas para nos abrirmos para o que ele nos que dar. Pedindo, a gente se convence mais a si mesmo do que a Deus. Pedir é cultivar nossa fé, nossa confiança filial, é deixar crescer Deus como nosso Pai, em nossa consciência e em toda a nossa vida. É voltar a ser criança – condição para entrar no Reino (cf. Lc 18,17). É por isso que os intelectuais tão dificilmente pedem.

Com estas considerações não queremos justificar a oração que reduz Deus a um quebra-galho ou tapa-buraco, às vezes até para causas que não condizem com seu reino (para um bom negócio... pouco importa que outra pessoa fique prejudicada). Queremos revalorizar a oração mediadora, em que minha confiança filial em Deus me leva a extravasar diante de Deus aquilo que habita meu coração: o irmão, o próximo a quem eu quero bem, mas que eu velo em dificuldade. Como Abraão pelos habitantes de Sodoma. Não é absurdo. Se o mundo não é feito somente com as leis físicas, psicológicas e sociológicas que estão nos manuais, mas com o mistério da vida, não há dúvida de que a preocupação amorosa, que extravasamos até diante de Deus, será operante, pela graça daquele mesmo que sustenta toda a vida.

“Ninguém salva a ninguém”. Será? Ninguém é salvo se não quer. Mas, em Cristo, existe uma comunhão de vida entre aqueles que buscam a fonte da vida, que é Deus. Esta comunhão de vida faz com que Cristo nos redima (2ª leitura). Desde que participemos da vida que ele viveu (o que é significado pelo batismo, imersão na sua morte, para que ressuscitemos com ele para uma vida nova), podemos dizer que a santidade de Cristo salda nossas dívidas e que sua morte por amor supre nossa falta de amor (com a condição de nos arrependermos). Como nós mesmos perdoamos alguém a pedido de uma pessoa amiga (pai, mãe, irmão...), assim nossa comunhão (amizade) com Cristo vale para nos restabelecer na amizade de Deus. E também nossa oração de intervenção junto a Deus será eficaz.

ORAR E PEDIR

Certos cristãos, julgando-se esclarecidos, acham as orações de nosso povo muito egoístas, porque são quase sempre orações de pedido. Ora, as leituras de hoje sublinham a importância da petição. Abraão com seus incansáveis pedidos quase salvou as cidades de Sodoma e Gomorra. Infelizmente, as cidades eram ruins demais (1ª leitura). Jesus, por seu lado, ensina aos discípulos o Pai-nosso, uma oração de pedido (evangelho). O Pai-nosso pede inicialmente que a vontade de Deus seja feita. Ora, uma vez que rezamos em harmonia com a vontade e o desejo de Deus, podemos pedir bastante. Jesus até compara este modo de rezar com um alguém que tira o vizinho da cama para pedir um pão para um hóspede inesperado... Parece ensinar-nos a vencer Deus no cansaço! E, no fundo, Deus gosta de dar-nos suas dádivas boas, seu espírito, pois mesmo nós – que somos ruins – gostamos de dar coisa boa aos filhos.

A oração de petição não é uma forma de oração mais egoísta que a meditação, a louvação, o agradecimento, a adoração... Na verdade, agradecer é a outra face do pedir. Quem agradece, gostou. Por que não pedir então? É reconhecer a bondade do doador! Como o frei que, depois de lauto almoço na casa de uma benfeitora, testemunhou sua gratidão com estas palavras: “Senhora, não sei como agradecer... será que posso repetir aquela gostosa sobremesa?”

Conforme o espírito do Pai-Nosso devemos pedir antes de tudo a realização daquilo que Deus deseja: sua vontade, seu Reino. Ora, uma vez assentada esta base, pode-se pedir – com toda a simplicidade – o pão de cada dia, saúde, vida e todos os demais dons que Deus nos prepara. Inclusive, o perdão de nossas faltas. Só não se deve pedir a Deus o que Deus não pode desejar: a satisfação de nosso egoísmo. E sempre se deve lembrar que Deus sabe melhor do que nós o que nos convém. Podemos insistir naquilo que achamos sinceramente nosso bem... mas Deus sabe melhor.

É importante pedirmos. Compromete! Depois de ter pedido, a gente já não pode dizer: “Não pedi!” Comprometemo-nos com Deus e com aquilo que pedimos. Não é como no supermercado, onde você entra, olha e sai sem comprar. É como no armazém da esquina, onde você pede o que deseja e, caso tiver, você compra. Assim as preces dos fiéis, na celebração da comunidade, devem ter sentido de compromisso: devemos querer mesmo que elas se realizem, e oferecermo-nos a Deus para colaborar na realização daquilo que pedimos.

Pedir é comprometer-se. Se pedimos a Deus saúde, não é para gozar egoisticamente a vida, mas para servir melhor. Se pedimos paz, não é para sermos deixadas em paz, mas para dedicar-nos à comunhão fraterna. Se pedimos por nossos irmãos e nossas irmãs mais pobres, é porque queremos ajudá-los efetivamente. Importa saber como pedimos (cf. Tg 4,3).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— A oração de petição não é uma forma de oração inferior, mais egoísta do que a meditação, a louvação, o agradecimento, a adoração… Na verdade, agradecer é a outra face do pedir. Quem agradece, gostou. Por que não pedir então? É reconhecer a bondade do doador! Como aquele frei que, depois de lauto almoço na casa de uma benfeitora, testemunhou sua gratidão com estas palavras: “Senhora, não sei como agradecer… Será que poderia repetir aquela sobremesa gostosa?”.

— Pedir é comprometer-se. Se pedimos a Deus saúde, não é para gozar egoisticamente a vida, mas para servir melhor. Se pedimos paz, não é para sermos deixadas em paz, mas para dedicar-nos à comunhão fraterna. Se pedimos por nossos irmãos e nossas irmãs mais pobres, é porque queremos ajudá-los efetivamente. Importa saber como pedimos (cf. Tg 4,3).


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Estamos em tempo de prova na terra, no uso da liberdade, e caminhamos para uma comunhão perfeita e eterna com a Santíssima Trindade e com os anjos e os santos. Um dos meios para fomentarmos esta comunhão íntima é o diálogo com Deus a que chamamos oração.

1. A oração, diálogo entre o filho e o Pai

O diálogo de Abraão com Deus, intercedendo pelas cidades pecadoras, é cheio de beleza e de ensinamentos.

a) Encontro com Deus. «Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão.»

Quando vamos fazer oração, não havemos de entrar impensadamente, distraídos, mas tomando consciência de que estamos diante do nosso Pai do Céu. Muitas vezes fazemos mal a oração e não lhe ganhamos afeição porque a fazemos mal. Começamos precipitadamente nem parar um momento a pensar o que vamos fazer, na Presença de Quem estamos e o que queremos pedir-Lhe. Isto acontece principalmente na oração vocal, começando a balbuciar fórmulas sem lhe prestar atenção.

Guardemos este conselho de um santo: «Repara no que dizes, quem o diz e a quem» Comecemos por nos pormos na presença de Deus, façamos um acto de humildade diante d’Ele, reconhecendo a santidade e grandeza do Senhor e a nossa pequenez.

Lembremo-nos de que, mesmo quando estamos distraídos, Ele está atento ao que vamos dizer-Lhe, como se não houvesse mais ninguém no mundo.

b) Abrir o coração ao Senhor. «Este aproximou-se e disse: ‘Irás destruir o justo com o pecador?’»

Quando vamos orar, abrimos o coração ao Senhor, falando-Lhe confiadamente do que nos preocupa.

A oração do santo Patriarca Abraão é um exemplo de como devemos orar: trava um diálogo com Deus, um diálogo humilde, reverente, respeitoso, íntimo, cheio de confiança, de ousadia e de esperança. Não cai numa repetição de palavras ocas, como se fossem gravadas e repetidas por um gravador ou por um papagaio, mas é um diálogo espontâneo e sincero, no qual ele se expõe e coloca diante de Deus tudo aquilo que lhe enche o coração.

A oração que fazemos é um diálogo como este, espontâneo, vivo, confiante com Deus, ou é uma repetição fastidiosa de fórmulas feitas, mastigadas à pressa e sem significado nem atenção? Não podemos viver uma vida real e outra imaginária que apresentamos ao Senhor na oração.

Neste abrir o coração havemos de guardar espaço para que o Senhor abra o Seu Coração divino connosco. É importante falar e ouvir.

c) Familiaridade no diálogo. «Abraão insistiu: ‘Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza.’»

O diálogo de Abraão com o Senhor – modelo da nossa oração – é cheio de familiaridade. Abraão, em palavras simples, como quem conversa com o maior dos amigos, não procura palavras solenes, com efeito oratório, mas familiares: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor»; «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez»; «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor

Depois deste diálogo intenso entre Abraão e Deus, houve algum resultado palpável desta oração?

À primeira vista parece que nada se conseguiu. As cidades acabaram por ser destruídas até aos dias de hoje. Olhando tudo isto com maior atenção, verificamos que se salvou Lot, o sobrinho de Abraão, com toda a sua família. Os poucos justos foram afastados das cidades, para não perecerem juntamente com os pecadores.

Além disso, manifestou-se a riqueza do coração de Abraão, preocupado com a sorte dos outros. Nunca regressámos da oração de mãos vazias. Deus responde sempre antes, mais e melhor do que esperamos e pedimos. É sempre verdade o que proclamamos no salmo responsorial: «Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor

2. Disposições para fazer oração

À imitação dos Apóstolos, também nós devemos pedir humildemente ao Senhor que nos ensine a fazer oração. Quando nos disponibilizamos para orar, deveríamos começar por aqui.

a) Lembrança da filiação divina. «Quando orardes, dizei: ‘Pai.’»

É a primeira recomendação de Jesus, quando vamos fazer oração: lembrarmo-nos de que não nos vamos dirigir a alguém muito acima do nosso nível social, económico ou cultural, a quem é preciso fazer muitas mesuras antes de começar a falar. Tudo é muito mais simples: dirigimo-nos ao nosso Pai do Céu. E, como Pai:

• Não tem horários de atendimento. Está sempre disponível: de noite ou de dia, quando estamos na rua, no trabalho, na cama ou no templo. Basta um leve bater à Sua porta, manifestando que Lhe queremos falar, e logo somos recebidos em audiência com toda a cordialidade.

• Nem restrição de assuntos. Estamos habituados a que as pessoas importantes comecem a mastigar, quando lhes falamos em determinados temas, a deixar reticências nas conversas, ou simplesmente a dizer que não é conveniente meter-se neste assunto. Com o nosso Pai é diferente. Encara os assuntos e ilumina-nos, para vermos as suas implicações, acabando por nos ajudar a encontrar uma solução.

• Nem respostas evasivas. Muitas vezes saímos das entrevistas com os homens de alma vazia, desiludidos ou, pelo menos, com uma enorme incerteza sobre a segurança que nos merecem as suas palavras. O Senhor faz-nos ver cordialmente se uma solução não nos convém e porque não nos convém.

É sempre muito agradável falar com o nosso Pai do Céu.

b) Comunhão com a vontade do Pai. «santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino.»

É a confiança ilimitada no melhor dos pais que nos leva a esta comunhão com a Sua vontade. Sabemos de antemão que nos ama e escolhe sempre o melhor para nós. Somos tentados, por vezes, a forçá-l’O para seguir a nossa vontade. Pedimos cm insistência, sem admitir outras hipóteses de solução do problema que Lhe apresentamos; e se Ele nos leva por outros caminhos, ficamos amuados. Às vezes até dizemos que encontramos em crise de fé.

A fé ensina-nos que Ele sabe infinitamente mais do que nós. E, como nos ama, escolhe cuidadosamente o que é melhor.

Perseveremos na oração e substituamos em nosso vocabulário certas expressões: nunca digamos «não consegui», mas «ainda não consegui». E não digamos «o Senhor não me deu o que pedia», mas o Senhor vai dar-me melhor do que o pedido». Quando fazemos oração, ou recebemos o que pedimos, ou outra graça maior.

Descansemos na certeza da fé de que Deus nos ama com loucura… e ficaremos cheios de paz, mesmo quando não alcançamos o que tínhamos pedido. Poderia parecer que a oração do Jardim das Oliveiras ficou sem resposta. Mas não: Cristo recebeu – humanamente falando – força para cumprir até ao fim o plano salvador do Pai; e apareceu-Lhe um anjo que confortava. Nunca voltamos da oração com as mãos vazias.

c) O que havemos de pedir. «dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, […]; e não nos deixeis cair em tentação».

Todos guardamos uma interminável lista de pedidos para apresentar ao Senhor na oração. Por vezes, um assunto sobrepõe-se aos outros. O Senhor não nos desanima de pedirmos o que quisermos. Mas ensina-nos a ter uma hierarquia de valores.

• O pão de cada dia. E, ao fazê-lo, não pensemos exclusivamente no pão para a nossa boca. Peçamos, principalmente o Alimento Eucarístico.

Com este pedido vão implícitos outros: o dom de termos sempre sacerdotes em número suficiente, porque, sem eles, não há Eucaristia; a graça de sentirmos fome de o receber, porque de nada nos adianta ter alimento, se o não queremos tomar; a bênção de termos junto de nós um sacerdote, quando precisarmos do viático para a grande viagem. Somos sinceros e lógicos, quando pedimos o pão de cada dia e, podendo sem grande esforço, participar na santa Missa todos os dias, o não fazemos por preguiça?

• A vitória sobre o Maligno. Reconhecemos com esta prece a nossa debilidade e a facilidade com que nos deixamos enganar.

Mais uma vez somos encorajados a fazer o que está ao nosso alcance para esta vitória:
– O fortalecimento na oração e sacramentos.
– A fuga das ocasiões.

A santa Missa é o lugar por excelência para viver em intimidade com Deus: escutando a Sua Palavra e recebendo-O sacramentalmente.

Que a Mãe de Deus e nossa Mãe nos ajude e ensine a fazê-lo.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 17º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. RECORDAR OS LUGARES DE ORAÇÃO.
Este domingo “da oração” pode ser ocasião para recordar os lugares de oração da paróquia (igreja, capela…), dalgum santuário próximo, dalguns lugares que são destino de férias… Pode-se colocar essas indicações à entrada da igreja, precisando os lugares, horários e todas as informações úteis. De qualquer modo, para além do lugar de culto, é bom recordar que o grande espaço de oração é o coração da própria pessoa, aberto a Deus, e a nossa casa-família.

3. O LIVRO DAS INTENÇÕES DE ORAÇÃO.
Pode-se colocar um livro à entrada da igreja, para quem quiser escrever uma intenção de oração. Todas essas orações (ou apenas algumas) podem ser proclamadas no momento da oração universal.

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus de bondade, nós Te damos graças pelo teu Filho Jesus; inocente, aceitou morrer pelos pecadores. Como é grande o clamor que sobe de todas as regiões atingidas pelos cataclismos, os da natureza divina e os de origem humana. Ilumina-nos sobre as formas de socorrer as vítimas”.

No final da segunda leitura:
“Deus da vida e da ressurreição, nós Te damos graças pelo nosso baptismo. Estávamos votados à morte e Tu nos deste a vida, perdoaste os pecados da humanidade e apagaste os nossos. Nós Te pedimos pelos jovens e os adultos que se preparam para o baptismo e por aqueles que reencontram a fé, após períodos de abandono. Mantém-nos no caminho de conversão”.

No final do Evangelho:
“Pai Nosso, nós Te damos graças pela oração, porque Jesus teu Filho ensinou-nos a procurar-Te, a bater à tua porta, a pedir-Te o pão e a falar-Te directamente e com confiança, como filhos a seu Pai. Nós Te pedimos: que o teu nome seja santificado, que venha a nós o teu reino, dá-nos o teu pão de vida, perdoa, dá-nos o teu Espírito Santo”.

5. BILHETE DE EVANGELHO.
Nós não pedimos a mesma coisa a um pai, a um filho, a um amigo, a um vizinho, ao chefe da empresa. A oração dirige-se a Deus que chamamos “Pai” (“Abba” em arameu, palavra cuja melhor tradução seria “Paizinho querido”). Não se trata de pedir qualquer coisa sem mais ao nosso Pai. Jesus indica-nos os objectos do nosso pedido. Primeiro, que Deus seja reconhecido como Deus e que o seu projecto de amor sobre o mundo seja posto em acção. Em seguida, pedimos-lhe aquilo que é vital para nós: o alimento para viver, o perdão para amar, a liberdade para permanecer de pé. Eis os pedidos essenciais. Então, não hesitemos em insistir de todos os modos: se Lhe pedimos isso, Ele não pode ficar surdo.

6. À ESCUTA DA PALAVRA.
O “Pai Nosso” é a única oração que Jesus ensinou aos seus discípulos. É também a própria oração de Jesus. “Senhor, ensina-nos a orar”. Como ensinar os outros a rezar, se nós próprios não rezamos? Jesus foi buscar à sua experiência a oração que deu aos seus discípulos. Assim, dizemos palavras que o próprio Jesus diz connosco. A sua oração e a nossa oração são uma única e mesma súplica. Jesus está sempre vivo para interceder em nosso favor. Cada dia, Jesus reza connosco a seu Pai e nosso Pai. Hoje, coloca-se o acento numa oração de louvor e acção de graças. A oração de pedido não é tão valorizada. Porém, a oração que Jesus ensina aos seus discípulos é, antes de mais, uma oração de pedido. O verbo “pedir” aparece seis vezes na passagem de hoje (ver no Evangelho). A experiência parece dizer que os nossos pedidos não são atendidos. Mas Jesus dá-nos uma chave de leitura: é o Espírito Santo que o Pai nos quer dar, o Amor infinito. Trata-se, portanto, de pedir, antes de mais, que este Amor infinito nos modele cada vez mais profundamente, para que aprendamos a ver como Deus nos vê, a amar como Ele nos ama. Ora, entrar numa aventura de amor exige paciência, e também renúncia a nós mesmos para nos abrirmos cada vez mais ao outro. Na realidade, aí está todo o sentido da nossa vida. Nós somos muitas vezes impacientes, ficamos no imediato, na superfície das coisas. Deus olha o coração, vai além das aparências, numa confiança total. Caminho exigente, este que nos conduzirá para além de nós próprios, até à Casa do Nosso Pai.

7. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística I para a Reconciliação. Ela recorda, de maneira significativa, a intercessão e a mediação de Cristo, de que fala a primeira leitura.

8. PALAVRA PARA O CAMINHO…
Como se fosse a primeira vez… Como os discípulos, coloquemo-nos sem cessar na escola de Jesus para rezar. Reaprender d’Ele o sentido e a força das palavras que Ele nos deixou. Redizê-las, saboreá-las e deixar que elas nos transformem… Nesta semana, procuremos rezá-las como se fizéssemos uma primeira descoberta recebendo-as da própria boca de Jesus. Rezar o Pai Nosso como se fosse a primeira vez…

LITURGIA EUCARÍSTICA

INTRODUÇÃO
Pela Palavra do Senhor que foi para nós proclamada, participamos da divina Sabedoria, ao acolhê-la com fé. Jesus Cristo prepara agora, pelo ministério do sacerdote, a transubstanciação do pão e do vinho no Seu Corpo e Sangue, para que tenhamos a Vida em nós. Agradeçamos mais esta solicitude do Senhor e avivemos a nossa fé no mistério Eucarístico em que vamos participar.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor…

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ
Que sentido faria chamarmos a Deus nosso Pai na oração, se não estivéssemos dispostos a aceitar os outros como irmãos, perdoando e aceitando ser perdoados das ofensas mútuas? Signifiquemos com o gesto litúrgico a nossa disposição interior de nos abrirmos à reconciliação no Senhor. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: O Senhor recomendou-nos que pedíssemos, ao rezar, o pão nosso para cada dia. Ao fazê-lo, estávamos a implorar também a graça da comunhão sacramental. Agora que o Senhor está disponível para descer à nossa baixeza, examinemos a nossa vida, para sabermos se estamos e condições de comungar, e façamo-lo com fé, amor e devoção.

Salmo 102, 2
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Acolhamos, pressurosos, a recomendação de Jesus de nos dedicarmos continuamente à oração. Ajudemos os nossos irmãos a procurar esta ajuda indispensável, na sua caminhada para o Céu.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

17ª SEMANA

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........................................

Celebração e Homilia: ALFREDO MELO
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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