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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


12.07.2020
15º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve
a palavra e a compreende. Esse produz fruto." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O centro da mensagem de Jesus é o anúncio do Reino, este tem seu início no coração daqueles que acolhem a Palavra de Deus e a colocam em prática. Rezemos, suplicando que o Divino Semeador nos conceda um coração sensível aos seus desígnios e aberto à missão.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, Deus seja bendito por este nosso encontro. Nós, os batizados e batizadas, assinalados pelo Espírito Santo, formamos a assembleia santa para elevarmos ao Pai nosso cântico de louvor, para bendizê-lo e adorá-lo, por Cristo e por sua Páscoa, na força e no poder do Santo Espírito. O Cristo Senhor, que nos reuniu em seu amor, irá nos oferecer o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia. Alimentados e agradecidos, sairemos daqui dispostos a colher os dons das sementes do Reino.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A parábola do semeador nos revela os segredos da Palavra de Deus que sendo ensinada a todos em alguns não causam nenhum efeito e naqueles que a ouvem e a colocam em prática traz os frutos para uma vida feliz e experimentando o Reino dos Céus aqui na terra. À atitude de não-escuta ou de rejeição da palavra de Deus no tempo de Jesus, corresponde em nossos dias a atitude de indiferença e incompreensão por parte do homem moderno. As vezes, os pastores, os pregadores e missionários de hoje dão a impressão de estar falando uma língua estrangeira. Os próprios cristãos têm a sensação de que há uma espécie de dissociação entre sua vida de cada dia e a palavra que lhes é anunciada na assembléia eucarística; esta lhes parece demasiado ligada a outros tempos, estática e sem impacto sobre a vida real. Será a palavra de Deus que está sendo questionada? Ou será o mundo e homem moderno que ainda não conseguiram sintonizar esta palavra?

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/12-de-julho-de-2020---15o-TC.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_35_-15o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
A SEMENTE DA PALAVRA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

A Palavra do Senhor gera frutos abundantes

Na liturgia do domingo anterior, as leituras chamavam nossa atenção para a necessidade de reconhecimento e acolhimento do Messias rei, justo e humilde. Em todas as leituras, ficava patente a incapacidade de alguns de reconhecer a visita de Deus ao seu povo na pessoa de Jesus Cristo. A imagem que veicula a mensagem da liturgia deste domingo é, sobretudo, a da semeadura, que se encontra na primeira leitura e no Evangelho. A segunda leitura liga-se às outras não pela imagem da semeadura, mas pela menção aos frutos do Espírito. A imagem da segunda leitura, a do parto, traz a mesma ideia de espera que aparece na imagem do campo semeado. É a partir daí que precisamos pensar a mensagem central da liturgia deste dia e cantar com o salmista: “A semente caiu em terra boa e deu fruto” (Sl 64).

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum convida-nos a tomar consciência da importância da Palavra de Deus e da centralidade que ela deve assumir na vida dos crentes.

A primeira leitura garante-nos que a Palavra de Deus é verdadeiramente fecunda e criadora de vida. Ela dá-nos esperança, indica-nos os caminhos que devemos percorrer e dá-nos o ânimo para intervirmos no mundo. É sempre eficaz e produz sempre efeito, embora não atue sempre de acordo com os nossos interesses e critérios.

O Evangelho propõe-nos, em primeiro lugar, uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra e exorta-nos a ser uma "boa terra", disponível para escutar as propostas de Jesus, para as acolher e para deixar que elas dêem abundantes frutos na nossa vida de cada dia. Garante-nos também que o "Reino" proposto por Jesus será uma realidade imparável, onde se manifestará em todo o seu esplendor e fecundidade a vida de Deus.

A segunda leitura apresenta uma temática (a solidariedade entre o homem e o resto da criação) que, à primeira vista, não está relacionada com o tema deste domingo - a Palavra de Deus. Podemos, no entanto, dizer que a Palavra de Deus é que fornece os critérios para que o homem possa viver "segundo o Espírito" e para que ele possa construir o "novo céu e a nova terra" com que sonhamos.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A FORÇA DA PALAVRA 

Ao longo de toda a Bíblia, a Palavra que Deus pronuncia tem poder em si mesma. Deus fala e acontece. Sua fala e seu agir se confundem, pois, ao final, são a mesma coisa.

A parábola do semeador mostra o poder da Palavra de Deus, simbolizada pela semente, que tem em si o poder de se transformar, brotar, crescer e frutificar.

Na história contada por Jesus, a questão em aberto são os terrenos que recebem a semente. O semeador semeia em todo tipo de terreno. Nosso Deus é um Deus que se comunica e se revela, sem excluir ninguém. Sua ação e sua Palavra, de fato, dirigem-se a todos.

Se todos temos a missão de semear a Palavra em todos os campos, a parábola de Jesus faz refletir sobre nossas atitudes. Estamos realmente acolhendo de coração a Palavra, atentos à voz de Deus, a qual nos vem pela Sagrada Escritura e também pelos acontecimentos, por meio dos quais o Senhor nos fala?

Terreno bom é aquele que faz a semente frutificar. É a pessoa que ouve a Palavra e a compreende. Compreender a Palavra, no entanto, não significa simplesmente entendê-la intelectualmente ou então decorar alguns versículos bíblicos para se acreditar familiarizado com a Bíblia. Palavra viva e eficaz como a de Deus só se pode assimilar com a vivência. Pois, se a ação e a Palavra de Deus são uma só coisa, a Palavra que ouvimos só é compreendida à medida que se torna ação em nossa vida.

Para produzir frutos, portanto, a Palavra de Deus precisa encontrar o bom terreno de quem está comprometido com o projeto divino de liberdade e vida; o bom terreno de pessoas animadas pela esperança, que não desistem na primeira dificuldade; o bom terreno daqueles que alimentam em si o ideal de fazer frutificar para o mundo frutos de justiça e paz.

Sobretudo para nós, que ouvimos a Palavra, é sempre tempo de arar o campo, para fazer de nossa vida um terreno especial que dê frutos para o mundo. O bom terreno será sempre o coração de quem aprende com o Mestre e traduz sua Palavra em ações concretas de vida.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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A FORÇA DA PALAVRA 

Ao longo de toda a Bíblia, a Palavra que Deus pronuncia tem poder em si mesma. Deus fala e acontece. Sua fala e seu agir se confundem, pois, ao final, são a mesma coisa.

A parábola do semeador mostra o poder da Palavra de Deus, simbolizada pela semente, que tem em si o poder de se transformar, brotar, crescer e frutificar.

Na história contada por Jesus, a questão em aberto são os terrenos que recebem a semente. O semeador semeia em todo tipo de terreno. Nosso Deus é um Deus que se comunica e se revela, sem excluir ninguém. Sua ação e sua Palavra, de fato, dirigem-se a todos.

Se todos temos a missão de semear a Palavra em todos os campos, a parábola de Jesus faz refletir sobre nossas atitudes. Estamos realmente acolhendo de coração a Palavra, atentos à voz de Deus, a qual nos vem pela Sagrada Escritura e também pelos acontecimentos, por meio dos quais o Senhor nos fala?

Terreno bom é aquele que faz a semente frutificar. É a pessoa que ouve a Palavra e a compreende. Compreender a Palavra, no entanto, não significa simplesmente entendê-la intelectualmente ou então decorar alguns versículos bíblicos para se acreditar familiarizado com a Bíblia. Palavra viva e eficaz como a de Deus só se pode assimilar com a vivência. Pois, se a ação e a Palavra de Deus são uma só coisa, a Palavra que ouvimos só é compreendida à medida que se torna ação em nossa vida.

Para produzir frutos, portanto, a Palavra de Deus precisa encontrar o bom terreno de quem está comprometido com o projeto divino de liberdade e vida; o bom terreno de pessoas animadas pela esperança, que não desistem na primeira dificuldade; o bom terreno daqueles que alimentam em si o ideal de fazer frutificar para o mundo frutos de justiça e paz.

Sobretudo para nós, que ouvimos a Palavra, é sempre tempo de arar o campo, para fazer de nossa vida um terreno especial que dê frutos para o mundo. O bom terreno será sempre o coração de quem aprende com o Mestre e traduz sua Palavra em ações concretas de vida.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Nesta Eucaristia, reunimo-nos em torno do seu reino de amor, fraternidade e paz. Dispostos a fortalecer nossa fé, comprometamo-nos a partilhar generosamente, com nossa comunidade e com todas as pessoas, os bons frutos que o Senhor semeia em nossa vida.


Lição de Vida: Tudo o que semeamos, um dia colhemos. A exemplo de Jesus, semeemos amor, bondade, paz e fraternidade.


RITOS INICIAIS

Salmo 16, 15
ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

Introdução ao espírito da Celebração
O domingo é o dia do Senhor. Não podemos deixá-lo profanar. Sabemos como ele está a ser absorvido pela prática do desporto e por outros incentivos à distração. Tais fatos criam o perigo de desviar da participação na Eucaristia. Para que a Missa seja vivida e devidamente participada é preciso tomar consciência da sua importância na nossa vida cristã. A liturgia deste domingo permite-nos perceber o valor, bem como os frutos da Palavra de Deus. Refletindo sobre este tema, devíamos encontrar maneira de tornar mais viva e mais rica em frutos a liturgia da Palavra que celebramos todos os domingos.

ORAÇÃO COLETA: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Este pequeno trecho lembra-nos que não é inútil anunciar a Palavra, mesmo que os efeitos se não vejam. A seu tempo dará fruto.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 55,10-11

Leitura do livro do profeta Isaías. Isto diz o Senhor: 55 10 "Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, 11 assim acontece à palavra que minha boca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido sua missão".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Esta leitura, tirada do final do Segundo Isaías, foi escolhida em função do Evangelho de hoje (Mt 13, 1-23). Deus acaba de anunciar, através do profeta, todos os bens que tem preparados para os repatriados no seu regresso do exílio de Babilónia. A «palavra que sai da minha boca» (v. 11) é o anúncio do Profeta, como personificado; esta palavra não é uma mera palavra de ânimo, mas é dotada de eficácia e terá pleno cumprimento; para quem é o Todo-Poderoso, o dizer equivale ao fazer: Deus disse e tudo foi feito, como se lê no 1º capítulo do Génesis.

Assim como a chuva, a Palavra de Deus não volta sem dar frutos

A leitura de Isaías acentua a imagem da chuva – essencial para fecundar a terra e fazer germinar e dar semente – como meio para falar da Palavra de Deus, que é performativa. O movimento da água, que, saindo do céu, não volta mais, mas tem um efeito positivo para a vida humana, é adequado para falar desse caráter efetivo da Palavra. Na profecia de Isaías, mais que a imagem do campo, temos a imagem da chuva, que prepara e dá condições para a semeadura. Esse elemento aproxima-se da parábola da semeadura mateana pela referência à Palavra, que no Evangelho é indicada como “a Palavra do Reino” (v. 19).

AMBIENTE

O Deutero-Isaías, autor deste texto, é um profeta que exerce a sua missão entre os exilados da Babilónia, procurando consolar e manter acesa a esperança no meio de um povo amargurado, desiludido e decepcionado. Os capítulos que recolhem a sua mensagem (Is 40-55) chamam-se, por isso, "Livro da Consolação".

Na primeira parte desse livro (cf. Is 40-48), o profeta anuncia aos exilados a libertação do cativeiro e um "novo êxodo" do Povo de Deus rumo à Terra Prometida; na segunda parte (cf. Is 49-55), o profeta fala da reconstrução e da restauração de Jerusalém.

Estes três versículos que a primeira leitura de hoje nos propõem aparecem no final do "Livro da Consolação". Depois de convidar o Povo (que ainda está na Babilónia) a buscar e invocar o Senhor (cf. Is 55,6-9), o profeta relembra a eficácia da Palavra de Deus que acabou de ser proclamada aos exilados (cf. Is 55,10-11).

Estamos na fase final do Exílio (à volta de 550/540 a.C.). A comunidade exilada está farta de belas palavras e de promessas de libertação que tardam a concretizar-se... A impaciência, a dúvida, o cepticismo vão minando lentamente a resistência e a fé dos exilados... Será que as promessas de Deus se concretizarão? Deus não está a ser demasiado lento, em relação a algo que exige uma intervenção imediata? Deus ter-se-á esquecido da situação do seu Povo?

MENSAGEM

Não - diz o profeta - Deus não se esqueceu do seu Povo. A sua Palavra não deixará de se concretizar, pois Deus é eternamente fiel às suas promessas. A Palavra de Deus é eficaz, transformadora, geradora de vida. Ela nunca falha.

Para expressar a ideia da eficácia da Palavra de Deus, o profeta utiliza o exemplo da chuva e da neve: assim como a chuva e a neve que descem do céu fecundam a terra e multiplicam a vida nos campos, assim a Palavra de Jahwéh não deixará de se concretizar e de criar vida plena para o Povo de Deus.

A imagem é extremamente sugestiva. Devia lembrar aos judeus exilados na Babilónia as chuvas que caem no norte de Israel e as neves do monte Hermon. Essa água caída do céu alimenta o rio Jordão; e este, por sua vez, corre por toda a terra de Israel, deixando um rasto de vida e de fecundidade.

A Palavra de Deus é como essa água bendita caída do céu que, inevitavelmente, gera essa vida que alimenta o Povo de Deus.

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes elementos:

• Quando escutamos a Palavra de Deus, sentimo-nos confiantes, optimistas, com o coração a transbordar de esperança; sentimos que o caminho que Deus nos indica é, efetivamente, um caminho de felicidade e de vida plena... "Que bom é estarmos aqui" - dizemos... Depois, voltamos à nossa vida do dia a dia e reencontramos a monotonia, os problemas, o desencanto; constatamos que os maus, os corruptos, os violentos, parecem triunfar sempre e nunca são castigados pelo seu egoísmo e prepotência, enquanto que os bons, os justos, os humildes, os pacíficos são continuamente vencidos, magoados, humilhados... Então perguntamos: podemos confiar nas promessas de Deus? Não estaremos a ser enganados? A Palavra de Deus que hoje nos é proposta responde a estas dúvidas. Ela garante-nos: a Palavra de Deus não falha; ela indica sempre caminhos de vida plena, de vida verdadeira, de liberdade, de felicidade, de paz sem fim.

• A Palavra de Deus não poderá ser uma espécie de ópio do Povo, no sentido de que projeta em Deus as esperanças e os sonhos que nos competem a nós concretizar? Atenção: é preciso estarmos bem conscientes de que Deus não prescinde de nós para atuar na história humana... A sua Palavra dá-nos esperança, indica-nos os caminhos que devemos percorrer e dá-nos o ânimo para intervirmos no mundo. A Palavra de Deus não só não adormece a nossa vontade de agir, mas revela-nos os projetos de Deus para o mundo e para os homens e convida-nos ao compromisso com a transformação e a renovação do mundo.

• Vivemos na era do relógio. "Tempo é dinheiro" - dizemos. Passamos a vida numa correria louca, contando os minutos, sem tempo para as pessoas, sem tempo para Deus, sem tempo para nós. Tornamo-nos impacientes e exigentes; achamos que ser eficiente é ter feito ontem aquilo que é pedido para hoje... E achamos que Deus também deve seguir os nossos ritmos. Queremos que Ele aja imediatamente, que nos resolva logo os problemas, que atue de imediato, ao sabor dos nossos desejos e projetos. É preciso, no entanto, aprender a respeitar o ritmo de Deus, o tempo de Deus. Não nos basta saber que a Palavra de Deus é sempre eficaz (embora não tenha os nossos prazos) e que não volta sem ter produzido o seu efeito, sem ter cumprido a vontade de Deus, sem ter realizado a sua missão?

Subsídios:
1ª leitura: (Is 55,10-11) A palavra de Deus é eficaz: faz frutificar a gente – Is 55,10-11 é uma chave de interpretação de tudo o que Deus faz por sua gente. Conclui o “2º Isaías” (Is 40–55), retomando a ideia do início: a palavra de Deus permanece sempre (40,8). A “palavra de Deus” e sua eterna vontade, que no tempo oportuno sai de seu silêncio majestoso e realiza sua missão (55,11), como a chuva caindo do céu faz frutificar a terra. * Cf. Dt 32,2; Is 9,7; 45,8; 2Cor 9,10; Sb 18,14-15; Jo 1,1-4.



Salmo Responsorial

Monição: Repetindo o pensamento da leitura proclamada, este salmo compraz-se em descrever a ação do Senhor na natureza através da água que dá vida à terra.

SALMO RESPONSORIAL – 64/65

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

Visitais a nossa terra com as chuvas,
e transborda de fartura.
Rios de Deus que vêm do céu derramaram águas,
e preparais o nosso trigo.

É assim que preparais a nossa terra:
vós a regais e aplainais,
os seus sulcos com a chuva amoleceis
e abençoais as sementeiras.

O ano todo coroais com vossos dons,
os vossos passos são fecundos;
transborda a fartura onde passais,
brotam pastos no deserto.

As colinas se enfeitam de alegria,
e os campos, de rebanhos;
nossos vales se revestem de trigais:
tudo canta de alegria!

Segunda Leitura

Monição: A liberdade é um dom de Deus, um direito que todos ciosamente guardamos. Mas há liberdade e liberdade. Só vale a liberdade dos filhos de Deus, fora com a liberdade que é sinónimo de libertinagem.

Romanos 8,18-23

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. Irmãos, 8 18 tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. 19 Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. 20 Pois a criação foi sujeita à vaidade (não voluntariamente, mas por vontade daquele que a sujeitou), 21 todavia com a esperança de ser também ela libertada do cativeiro da corrupção, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. 22 Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. 23 Não só ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, gememos em nós mesmos, aguardando a adoção, a redenção do nosso corpo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Temos vindo nestes domingos a respigar alguns dos mais expressivos textos da epístola aos Romanos. Este é um dos textos de difícil interpretação, sobre a qual não há pleno acordo entre os exegetas.

19 «As criaturas esperam ansiosamente…» S. Paulo, lançando mão duma empolgante prosopopeia, associa o conjunto das criaturas irracionais à esperança e anelos do homem redimido por Cristo.

20 «Elas estão sujeitas à vã situação do mundo» (à letra, «à vaidade»). Esta situação vã do mundo é a obra da criação sujeita à destruição, podendo ver-se aqui uma alusão a Gn 3, 17, o rompimento da harmonia da criação como consequência do pecado do homem. Esta situação da criação deve-se «a quem a sujeitou», mas o original grego não explicita o sujeito (a tradução litúrgica traduziu por Deus); podemos pensar ou no mau uso que os homens fazem das criaturas, que o homem tem o poder de dominar (cf. Gn 1, 28-29), ou então em que Deus, após o pecado, dispôs a natureza de forma esta punir o homem pecador, a quem ela naturalmente devia servir (cf. Gn 3, 17-19). Em ambos os casos, temos a harmonia inicial da criação transtornada, devido ao pecado.

21 «As mesmas criaturas seriam também libertadas da corrupção que escraviza» (à letra, da escravidão da corrupção). A que libertação se refere o texto sagrado não se pode saber com certeza. Designará a glorificação dos corpos depois da ressurreição, a qual redundará em glória para toda a natureza irracional, uma vez que o homem «mikrokósmos», é uma síntese de todo o Universo? Ou aludirá a uma restauração física de todo o Universo, coisa que não parece estar na perspectiva paulina, mas que se poderia deduzir de Apoc 21, 1 e 2 Pe 3, 13, entendendo à letra estes textos simbólicos, pertencentes ao género apocalíptico? Pode tratar-se simplesmente da referência à libertação da maldição que o pecado trouxe às criaturas (cf. Gn 3, 17-19], sem se explicitar mais. Seja como for, podemos fazer uma leitura espiritual deste misterioso texto do modo seguinte: na medida em que os filhos de Deus santificarem o mundo, isto é, todas as realidades terrenas, ordenando-as segundo o espírito do Evangelho, nessa medida estão a libertá-las da escravidão do pecado, pois deixam de ser objecto do mau uso que delas faz o homem pecador; e, desta maneira, também elas participam da salvação: «para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus» (no original grego não há verbo nenhum), isto é, participam da «gloriosa liberdade dos filhos de Deus», à letra, «da liberdade da glória dos filhos de Deus», uma glória que liberta, em paralelismo com a «corrupção que escraviza», de que se fala no v. 21.

22-23 «Toda a criatura tem gemido e tem sofrido as dores da maternidade» O Apóstolo usa uma arrojada prosopopeia para apresentar toda a criação a suspirar juntamente com os cristãos, que já são filhos de Deus (v. 15), mas que esperam a plenitude desta filiação na vida eterna (cf. 1 Cor 13, 12; 1 Jo 3, 2).

Enorme alegria após a dor

A segunda leitura, tirada da carta ao Romanos, usa a imagem do “trabalho de parto” para referir-se ao tempo de expectativa da revelação dos filhos de Deus, a qual trará a toda a criação a libertação da “escravidão da corrupção” e a participação na “liberdade e na glória dos filhos de Deus” (v. 21). Algo totalmente novo está para irromper. E não só os cristãos, aqueles que têm os primeiros frutos do Espírito, mas também toda a criação experimentam a ansiedade própria de quem espera esse novo que está para chegar. O autor da carta entende que os sofrimentos da comunidade são “as dores” que antecedem o momento do nascimento.

A imagem é forte porque tem dois elementos opostos: “dor atroz” seguida de “enorme alegria”. O sofrimento não terá nenhuma importância no momento em que “nascerem”, se revelarem, os filhos de Deus. Neles, toda a criação será libertada e restaurada. Do mesmo modo que a semente precisa “morrer”, passar pelo processo de corrupção, para germinar, assim a criação experimenta a sensação de destruição para chegar à libertação.

AMBIENTE

Paulo continua a oferecer-nos a sua catequese sobre o caminho que é preciso seguir para se poder acolher a salvação que Deus oferece. A salvação é um dom de Deus, dom gratuito, que é fruto da bondade e do amor de Deus (cf. Rom 3,1-5,11). Essa salvação chega-nos através de Jesus Cristo (cf. Rom 5,12-8,39); e atua em nós pelo Espírito que Jesus derrama sobre aqueles que aderem ao seu projeto e entram na sua comunidade (cf. Rom 8,1-39).

Nos versículos anteriores ao texto que hoje nos é proposto (cf. Rom 8,1-17), Paulo mostrou aos crentes o exemplo de Cristo e convidou os cristãos a seguirem o mesmo percurso. De forma especial, disse-lhes que seguir o exemplo de Cristo implica deixar a vida "segundo a carne" (isto é, a vida do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência) e aderir à vida "segundo o Espírito" (isto é, a vida de escuta de Deus, de obediência aos projetos de Deus, de doação aos homens).

MENSAGEM

Na perspectiva de Paulo, o homem não é o único interessado na opção por uma vida "segundo o Espírito": toda a criação está dependente das escolhas que o homem faz. O que é que isto significa?

Como resultado do pecado do homem, a criação inteira ficou submetida ao império do egoísmo e da desordem (cf. Gn 3,17) e está condenada à finitude e à caducidade. Se o homem aderir a Cristo e passar a viver "segundo o Espírito", superará o destino de maldição e de morte em que o pecado o tinha lançado; então, também o resto da criação será libertado e nascerá o novo céu e a nova terra. É o tema da solidariedade entre o homem, os outros animais e a natureza, tão enraizado na Bíblia (cf. Gn 9,12-13; Col 1,20; 2 Pe 3,13; Ap 21,1-15).

Portanto, toda a criação aguarda ansiosamente que o homem escolha a vida "segundo o Espírito". Até lá, vai nascendo - no meio da dificuldade e da dor - esse Homem Novo, bem como esse Novo Céu e Nova Terra com que todos sonhamos. Porquê na dificuldade e na dor? Porque a vida "segundo o Espírito" supõe a renúncia ao egoísmo, aos interesses mesquinhos, ao comodismo, ao orgulho e a opção por um caminho de entrega e de dom da própria vida a Deus e aos outros. Paulo utiliza até o exemplo das dores do parto, para iluminar a mensagem que pretende transmitir... O nascimento de uma criança dá-se sempre através da dor; no entanto, essa dor é o caminho obrigatório para o nascimento de uma nova vida.

De resto, vale a pena viver "segundo o Espírito". Os "padecimentos", as renúncias, as dificuldades, não são nada, em comparação com a felicidade sem fim que espera os crentes no final do caminho.

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, ter em conta os seguintes elementos:

• Antes de mais, Paulo exorta os crentes a decidirem-se por uma vida "segundo o Espírito". Essa opção terá uma dimensão cósmica e afetará a relação do homem com os outros homens e com toda a criação. Uma vida conduzida de acordo com critérios de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de pecado, gera escravidão, injustiça, arbitrariedade, morte, sofrimento, que se refletem na vida de todos os outros seres criados e criam desequilíbrios que desfeiam este mundo que Deus quis "bom"... Ao contrário, uma vida conduzida de acordo com os critérios de Deus gera respeito, amor, solidariedade, que se refletem na vida dos outros seres criados e criam harmonia, equilíbrio, bem-estar, felicidade. Tenho consciência de que as minhas opções afetam os outros meus irmãos, bem como o mundo que me rodeia? Tenho consciência de que o mundo será melhor ou pior, de acordo com as opções que eu fizer?

• No nosso tempo manifesta-se, cada vez mais, uma preocupação séria com a forma como usamos o mundo que Deus nos ofereceu. O homem de hoje já descobriu que a criação não é para ser explorada, violentada, usada de acordo com critérios de egoísmo e de exploração. Aquilo que nos deve mover, no entanto, não é a simples preocupação com o esgotamento dos recursos, ou com a destruição das condições de habitabilidade do nosso planeta; mas o que nos deve mover é a ideia da fraternidade que deve unir o homem e as outras coisas criadas por Deus. Só quando se instalar essa consciência de fraternidade, podemos libertar toda a criação do egoísmo e da exploração em que o homem a encerrou e fazer aparecer o "novo céu e a nova terra".

• Muitas vezes sentimo-nos confusos com certas novidades que nos desconcertam e que parecem pôr em causa os velhos esquemas sobre os quais o mundo se tem edificado. Criticamos os mais jovens pela sua ousadia, pelos seus valores, pelas suas preocupações, pela sua visão do mundo... Não sabemos para onde vamos e parece que nada faz sentido... Sentimo-nos abalados e inseguros; lamentamo-nos porque tudo parece ir de mal a pior e não sabemos "onde isto vai parar". Não é possível que, em muitos casos, a nossa rigidez esconda o comodismo, a instalação, o aburguesamento de quem tem medo da novidade?

• Aconteça o que acontecer, somos convidados a olhar para o futuro do mundo e da humanidade com os óculos da esperança. Não caminhamos para o holocausto, para a destruição, para o nada, mas para o "novo céu e a nova terra", que já estão em gérmen presentes na nossa história e que, cada dia, se manifestam um pouco mais.

• Atenção: esse "novo céu e nova terra" não podem ser projetados para um futuro ideal, no céu... Eles estão já a construir-se na terra, na nossa história, sempre que os seguidores de Jesus aceitam o seu convite e se dispõem a viver "segundo o Espírito".

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 8,18-23) A criação anseia pela manifestação dos filhos de Deus ­– Existir, para o homem, é sofrer. No seu sofrimento, reconhece o gemido da criação ainda não libertada. Talvez, por isso mesmo, trate de reprimir esse gemido pelo mito da transformação tecnológica! Mas não é sufocando a natureza e a criação que o homem se realiza e sim, intermediando, como sacerdote, seu pleno desabrochamento. No homem, a criação deve participar da realidade divina, da “liberdade dos filhos de Deus” (8,23.21). O sofrimento solidário do homem e da natureza são as dores do parto da nova criação. * 8,18-19 cf. Rm 5,2-5; 2Cor 4,17; Cl 3,3-4, 1Jo 3,2 * 8,20-23 cf. Gn 3,17; Os 4,1-3; 2Pd 3,11-13; Ap 21,1; 2Cor 5,2-5.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Semente é de Deus a palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou! (Lc 8,11)

Evangelho

Monição: A palavra do Senhor é espírito e vida. Se a soubermos acolher, ele produzirá em nós fruto de vida eterna.

Mt 13,1-23 ou 1-9

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! 13 1 Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago. 2 Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem. 3 E seus discursos foram uma série de parábolas. 4 Disse ele: "Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. 5 Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. 6 Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes. 7 Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. 8 Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. 9 Aquele que tem ouvidos, ouça". 10 Os discípulos aproximaram-se dele, então, para dizer-lhe: "Por que lhes falas em parábolas?" 11 Respondeu Jesus: "Porque a vós é dado compreender os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. 12 Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem. 13 Eis por que lhes falo em parábolas: para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não ouçam nem compreendam. 14 Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías: ´Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis, olhareis com vossos olhos e não vereis, 15 porque o coração deste povo se endureceu: taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare´. 16 Mas, quanto a vós, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem! Ditosos os vossos ouvidos, porque ouvem! 17 Eu vos declaro, em verdade: muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, ouvir o que ouvis e não ouviram. 18 Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador: 19 quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. 20 O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, 21 mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. 22 O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. 23 A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

O texto do Evangelho corresponde ao início do chamado discurso das parábolas, onde em São Mateus Jesus apresenta a natureza do Reino de Deus: «Falou-lhes de muitas coisas em parábolas». Como de costume, este evangelista deve ter agrupado aqui, neste capítulo 13, sete parábolas, com toda a probabilidade contadas por Jesus em diferentes ocasiões. Parábola é uma comparação prolongada; isto significa o próprio termo grego (parabolê). Distingue-se da fábula, pois é verosímil; é uma narração viva e atraente, tirada das coisas da natureza e da vida diária. Também é diferente da alegoria, pois esta está toda carregada de simbolismo e todos os seus elementos encerram algum significado especial, ao passo que a parábola, de mais simples interpretação, vai direita a uma ideia central que se quer inculcar, sem que os seus elementos secundários tenham, em geral, qualquer significado especial, sendo meros elementos de adorno. Em S. João, que não recorre a parábolas, temos a célebre alegoria da videira (Jo 15). Também há parábolas com elementos alegóricos, podendo mesmo este simbolismo ser captado apenas a partir da vida da Igreja (por ex., em Mt 25, 5, na parábola das 10 virgens, a demora do esposo passa a simbolizar a demora da parusia. A parábola do semeador, que hoje temos, também nos aparece misturada de alegoria, pois não se limita a expor uma ideia central: a eficácia extraordinária e sobrenatural da sementeira divina, da ação de Deus no mundo, na Igreja e nas almas (100, 60, 30 por um). Nesta parábola cada um dos terrenos tem um significado simbólico particular, significado que é atribuído por Cristo na explicação posterior. Mas, ao fim e ao cabo, a parábola do semeador encerra uma exortação implícita a converter-se em boa terra para receber a Palavra de Deus e a confiar na sua eficácia.

10-13 «Porque lhes falas em parábolas?» Jesus, segundo os costumes orientais, não explicava imediatamente uma parábola e deixava que ela ficasse a bailar no espírito dos ouvintes como uma espécie de enigma (o maxal hebraico correspondia tanto à comparação, como a uma máxima, sentença sábia, alegoria, ou mesmo a um enigma ou adivinha). Assim despertava Jesus o interesse dos ouvintes: as almas retas e amantes da verdade podiam depois procurar aprofundar o ensinamento; as pessoas superficiais, materialistas e desinteressadas da verdade, deixavam que tudo se lhes escapasse, por isso diz Jesus que «a eles não lhes é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus» (v. 11). «Àquele que tem dar-se-á…», aos que têm boas disposições, estas são-lhe aumentadas com as luzes da pregação de Jesus; ao passo que aos maldispostos pelo mau uso da sua liberdade, até as luzes que tinham (particularmente as recebidas com a revelação do Antigo Testamento) acabam por perdê-las. A citação da «profecia de Isaías» contém um anúncio do endurecimento dos ouvintes da pregação profética, que é entendida como consequência e castigo da resistência à graça. Deus não quer este endurecimento do coração, mas permite-o, porque quer respeitar a liberdade humana; mas o homem tem a grave responsabilidade de ser fiel a Deus e de fazer frutificar os dons recebidos; «não fossem ver…, ouvir…, entender… e converter-se… e Eu os curasse» (v. 15) é uma linguagem para nós demasiado dura, por dar a entender que é Deus quem endurece o coração do pecador, mas, na linguagem bíblica, é frequente não distinguir o que Deus permite daquilo que Deus faz, atribuindo frequentemente a Deus, a Causa Primeira, aquilo que é fruto das causas segundas. «Se lhes falo em parábola, é porque vêem sem ver…» Em Mateus o ensino em parábolas aparece como um ato de condescendência de Jesus, como uma forma de tornar acessíveis os ensinamentos de Jesus sobre os elevados mistérios do Reino, mas que ficam incompreensíveis para as almas fechadas à luz da verdade.

Palavra de Deus: Semente lançada para dar frutos

A versão mateana da parábola da semeadura segue o esquema marcano, que, entre a parábola e a alegorização da parábola, intercala o motivo de falar ao povo por esse meio. O que está no centro é a razão de ser do texto e, de modo especial, de seu uso na liturgia deste domingo. O falar em parábolas está justificado pela citação do profeta Isaías, que diz: “ouvindo, não ouvem, vendo não veem e não entendem” (v. 13). Como na liturgia do domingo anterior, permanece a dificuldade em aceitar o enviado divino e seu projeto salvífico.

Quanto à parábola, temos uma imagem muito rica da semeadura, que só encontra seu real sentido na alegorização. Ali, entendemos que o ponto principal não é a semente nem o semeador, e sim o solo no qual cai a semente. A semente lançada é a Palavra, o ensinamento do Reino. Daí se entende que o semeador é o próprio Jesus. Os solos são quatro: o situado à beira do caminho, o solo pedregoso, o solo espinhoso e o solo bom. A cada um se explicita uma dificuldade para que a semente germinada dê frutos. Ao final, só o solo bom dá fruto. Mesmo este, porém, não tem paridade na quantidade de frutos que produz: um dá cem, outro sessenta e outro trinta. Isso guarda a diversidade entre aqueles “solos” bons que acolhem bem a Palavra e lhe permitem germinar e se fortalecer o suficiente para produzir frutos.

Assim, na imagem do Evangelho, o questionamento sobre o porquê de falar em parábolas recebe, de certo modo, sua resposta na alegorização. É necessário receber a Palavra, deixá-la germinar e esperar que produza os frutos. Não é suficiente ouvir com os ouvidos. É necessário experimentar o ensinamento de Jesus na profundidade do Espírito, assim como a semente afunda na terra para renascer.

AMBIENTE

Hoje e nos próximos dois domingos, o Evangelho apresenta-nos parábolas de Jesus. A "parábola" é uma imagem ou comparação, através da qual se ilustra uma determinada mensagem ou ensinamento.

A linguagem parabólica não foi inventada por Jesus. É uma linguagem habitual na literatura dos povos do Médio Oriente: o génio oriental gosta mais de falar e de instruir através de imagens, de comparações e de alegorias, do que através dos discursos lógicos, frios e racionais, típicos da civilização ocidental.

A linguagem parabólica tem várias vantagens em relação a um discurso mais lógico e impositivo. Em primeiro lugar, porque a imagem ou comparação que caracteriza a linguagem parabólica é muito mais rica em força de comunicação e em poder de evocação, do que a simples exposição teórica: é mais profunda, mais carregada de sentido, mais evocadora e, por isso, mexe mais com os ouvintes. Em segundo lugar, porque é uma excelente arma de controvérsia: a linguagem figurada permite levar o interlocutor a admitir certos pontos que, de outro modo, nunca mereceriam a sua concordância. Em terceiro lugar, porque é um verdadeiro método pedagógico, que ensina as pessoas a refletir, a medir os prós e os contras, a encontrar soluções para os dilemas que a vida põe: espicaça a curiosidade, incita à busca, convida a descobrir a verdade.

No capítulo 13 do seu Evangelho, Mateus apresenta-nos sete parábolas, através das quais Jesus revela aos discípulos a realidade do "Reino": são as "parábolas do Reino".

Dessas sete parábolas, três procedem da tradição sinóptica (o semeador, o grão de mostarda, o fermento); as outras quatro (o trigo e o joio, o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede) não se encontram nem em Marcos, nem em Lucas. Provavelmente, são originárias da antiga fonte dos "ditos" de Jesus, que Mateus usou abundantemente na composição do seu Evangelho.

A preocupação do evangelista Mateus é sempre a vida da sua comunidade. Nestas sete parábolas e na interpretação que as acompanha, percebe-se a preocupação de um pastor que procura exortar, animar, ensinar e fortalecer a fé desses crentes a quem o Evangelho se destina.

MENSAGEM

A parábola que hoje nos é proposta - a do semeador e da semente - é uma das mais conhecidas e emblemáticas das parábolas de Jesus. No entanto, o texto do Evangelho de hoje vai um pouco mais além da parábola em si... Apresenta três partes: a parábola (vers. 1-9), um conjunto de "ditos" sobre a função das parábolas (vers. 10-17) e a explicação da parábola (vers. 18-23).

Na primeira parte temos, pois, a parábola propriamente dita (vers. 1-9). O quadro apresentado supõe as técnicas agrícolas usadas na Palestina de então: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. Assim compreende-se porque é que uma parte da semente pôde cair "à beira do caminho", outra em "sítios pedregosos onde não havia muita terra" e outra "entre os espinhos".

Evidentemente, as diferenças do terreno significam, nesta "comparação", as diferentes formas como é acolhida a semente. No entanto, nem sequer é isso que é mais significativo: o que aqui é verdadeiramente significativo é a quantidade espantosa de frutos que a semente lançada na "boa terra" produz... Tendo em conta que, na época, uma colheita de sete por um, era considerada farta, os cem, sessenta e trinta por um, deviam parecer aos ouvintes de Jesus algo de surpreendente, de exagerado, de milagroso...

Mateus coloca esta parábola num contexto em que a proposta de Jesus parece condenada ao malogro. As cidades do lago (Corozaim, Betsaida, Cafarnaum) tinham rejeitado a sua pregação (cf. Mt 11,20-24); os fariseus atacavam-no por Ele não respeitar o sábado e queriam matá-l'O (cf. Mt 12,1-14); acusavam-n'O, além disso, de agir, não pelo poder de Deus, mas pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios (cf. Mt 12,22-29); não acreditavam nas suas palavras e exigiam d'Ele "sinais" (cf. Mt 12,38-45). O "Reino" anunciado sofria grande contestação e parecia, pois, encaminhar-se para um rotundo fracasso...

É muito possível que esta parábola tenha sido apresentada por Jesus neste contexto de "crise". Àqueles que manifestavam desânimo e desconfiança em relação ao êxito do projeto do "Reino", Jesus fala de um resultado final grandioso. Com esta parábola, Jesus diz aos discípulos desiludidos: "coragem! Não desanimeis, pois apesar do aparente fracasso, o 'Reino' é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável".

Na segunda parte temos uma reflexão sobre a função das parábolas (vers. 10-17). O ponto de partida é uma questão posta pelos discípulos: porque é que Jesus fala em parábolas?

Mateus vê nas parábolas a ocasião para que apareçam, com nitidez, o acolhimento e a recusa da mensagem proposta por Jesus. Que quer isto dizer?

As parábolas apresentam a proposta do "Reino" numa linguagem sugestiva, rica, clara, concreta, questionante, interpeladora... Tornam tudo claro e evidente para os ouvintes; por isso, após escutar a mensagem apresentada nas parábolas, só não aceita a mensagem quem tiver o coração endurecido e não estiver mesmo interessado na proposta. As parábolas são, portanto, o fator decisivo: propõem clara e inequivocamente a realidade do "Reino". Quem acolher essa mensagem, receberá mais e "terá em abundância" (quer dizer, irá entrando, cada vez mais, na dinâmica do "Reino"); mas quem não a acolher (apesar da clareza e da acessibilidade da mensagem), está a rejeitar o "Reino" e a possibilidade de integrar a comunidade da salvação. Nos que rejeitam a proposta de Jesus, cumpre-se a profecia de Isaías: o profeta fala de um povo de coração endurecido, que quanto mais ouve a pregação profética, mais se irrita, agravando cada vez mais a sua culpa (cf. Is 6,9-10).

Os discípulos são aqueles que escutam a proposta do "Reino" e estão dispostos a acolhê-la. Eles compreendem, portanto, as parábolas e aceitam a realidade que elas propõem. Eles são "felizes", porque abriram o coração às propostas de Jesus, escutaram as suas palavras, viram e entenderam os seus gestos e sinais; são "felizes" porque (ao contrário daqueles que endureceram o coração e fecharam os ouvidos à proposta de Jesus) já integram o "Reino".

Na terceira parte, temos a explicação da parábola (vers. 18-23). Alguns indícios presentes no texto levam a pensar que esta explicação não fazia parte da parábola original, mas é uma adaptação posterior, que aplica a parábola à vida dos cristãos.

A explicação desloca, de forma evidente, o "centro de interesse". Nessa explicação, a parábola deixa de ser uma apresentação da forma grandiosa como o "Reino" se vai manifestar, para passar a ser uma reflexão sobre as diversas atitudes com que a comunidade acolhe a Palavra de Jesus (na verdade, é essa a grande preocupação das comunidades cristãs).

Na perspectiva dos catequistas que prepararam esta aplicação da parábola, o acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra.

Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes... Há aqueles que têm um coração duro como o chão de terra batida dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto. Há aqueles que têm um coração inconstante, capaz de se entusiasmar instantaneamente, mas também de desanimar perante as primeiras dificuldades: a Palavra de Jesus não pode aí criar raízes. Há aqueles que têm um coração materialista, que dá sempre prioridade à riqueza e aos bens deste mundo: a Palavra de Jesus é aí facilmente sufocada por esses outros interesses dominantes. Há também aqueles que têm um coração disponível e bom, aberto aos desafios de Deus: a Palavra de Jesus é aí acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos (a "boa terra") identificam-se com aqueles que escutam as parábolas, as entendem e acolhem a proposta do "Reino".

Temos aqui, portanto, uma exortação aos cristãos no sentido de acolherem a Palavra de Jesus, sem deixarem que as dificuldades, os acidentes da vida, os outros valores a afoguem e a tornem uma semente estéril, sem vida.

ATUALIZAÇÃO

Refletir nas seguintes questões:

• No seu "estado atual", a parábola do semeador e da semente é, sobretudo, um convite a refletir sobre a importância e o significado da Palavra de Jesus. É verdade que, nas nossas comunidades cristãs, a Palavra de Jesus é a referência fundamental, à volta do qual se constrói a vida da comunidade e dos crentes? Temos consciência de que é a Palavra anunciada, proclamada, meditada, partilhada, celebrada, que cria a comunidade e que a alimenta no dia a dia?

• A semente que caiu em terrenos duros, de terra batida, faz-nos pensar em corações insensíveis, egoístas, orgulhosos, onde não há lugar para a Palavra de Jesus e para os valores do "Reino". É a realidade de tantos homens e mulheres que vêem no Evangelho um caminho para fracos e vencidos, e que preferem um caminho de independência e de auto-suficiência, à margem de Deus e das suas propostas. Este caminho de orgulho e de auto-suficiência alguma vez foi "o meu caminho"?

• A semente que caiu em sítios pedregosos, que brota nessa pequena camada de terra que aí há, mas que morre rapidamente por falta de raízes profundas, faz-nos pensar em corações inconstantes, capazes de se entusiasmarem com o "Reino", mas incapazes de suportarem as contrariedades, as dificuldades, as perseguições. É a realidade de tantos homens e mulheres que vêem em Jesus uma verdadeira proposta de salvação e que a ela aderem, mas que rapidamente perdem a coragem e entram num jogo de cedências e de meias tintas quando são confrontados com a radicalidade do Evangelho. A Palavra de Deus é, para mim, uma realidade que eu levo a sério, ou algo que eu deixo cair quando me dá jeito?

• A semente que caiu entre os espinhos e que foi sufocada por eles, faz-nos pensar em corações materialistas, comodistas, instalados, para quem a proposta do "Reino" não é a prioridade fundamental. É a realidade de tantos homens e mulheres que, sem rejeitarem a proposta de Jesus (muitas vezes são "muito religiosos" e têm "a sua fé") fazem do dinheiro, do poder, da fama, do êxito profissional ou social o verdadeiro Deus a que tudo sacrificam. As propostas de Jesus são a referência fundamental à volta da qual a minha vida se constrói, ou deixo que outros interesses e valores sufoquem os valores do Evangelho?

• A semente que caiu em boa terra e que deu fruto abundante faz-nos pensar em corações sensíveis e bons, capazes de aderirem às propostas de Jesus e de embarcarem na aventura do "Reino". É a realidade de tantos homens e mulheres que encontraram na proposta de Jesus um caminho de libertação e de vida plena e que, como Jesus, aceitam fazer da sua vida uma entrega a Deus e um dom aos homens. Este é o quadro ideal do verdadeiro discípulo; e é esta a proposta que o Evangelho de hoje me faz.

• A parábola, na sua forma original (vers. 1-9) refere-se à inevitável erupção do "Reino", à sua força e aos resultados maravilhosos que o "Reino" alcançará... Com frequência, olhamos o mundo que nos rodeia e ficamos desanimados com o materialismo, a futilidade, os falsos valores que marcam a vida de muitos homens e mulheres do nosso tempo. Perguntamo-nos se vale a pena anunciar a proposta libertadora de Jesus num mundo que vive obcecado com as riquezas, com os prazeres, com os valores materiais... O Evangelho de hoje responde: "coragem! Não desanimeis pois, apesar do aparente fracasso, o 'Reino' é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável".

Subsídios:
Evangelho: (Mt 13,1-23 ou 13,1-9) Parábola do semeador e explicação – Mt 13 contém 7 parábolas do Reino de Deus. No começo está a parábola do semeador com a sua explicação. E, como Mc 4,11-12, Mt coloca a pergunta por que Jesus fala em parábolas. Jesus fala em parábolas, porque o Reino de Deus não é uma coisa de evidência “física”. Só é compreendido por quem quiser participar, por quem na fé se entrega à sua dinâmica. A realidade do Reino, nas parábolas, revela-se a quem crê e esconde-se para quem não crê. * 13,1-9 cf. Mc 4,1-9; Lc 8,4-8 * 13,9 cf. Mt 11,15; Ap 2,7 * 13,10-17 cf. Mc 4,10-12; Lc 8,9-10; Mt 25,29; Lc 8,18; Is 6,9-10; Jo 12,40 * 13,18-23 cf. Mc 4,13-20; Lc 8,11-15; Jo 15,16; Gl 5,22.

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Ouvimos hoje a parábola do semeador, ou melhor, das aventuras da semente que é a Palavra de Deus, a palavra da pregação cristã (evangelho). Descreve o que acontece com a semente da Palavra em várias circunstâncias, com diversos tipos de pessoas; e, conforme o caso, o resultado é diferente. Resultado bom mesmo, que corresponda à fecundidade que a Palavra de Deus por si mesma tem (cf. a 1ª leitura), só há quando ela cai em terra boa, isto é, em alguém que, ao ouvir a palavra, a deixa penetrar, a absorve, a assimila no seu próprio pensar e sentir (pois tudo isso significa a expressão “entende” em Mt 13,23).

Tudo isso reflete as condições da pregação da Igreja das origens e de sempre. A palavra divina é eficaz e fecunda como a chuva que fertiliza o chão (1ª leitura, sublinhada pelo salmo responsorial). Mas o ouvinte tem que colaborar. Deus não força ninguém, ele se deixa acolher. Se alguém não o acolhe, ou acolhe mal, de modo superficial... nada feito, não cria vínculo com Deus. Aí está o mistério da liberdade da alma humana. No evangelho reflete-se a preocupação das primeiras gerações cristãs com a incredulidade.

Por que alguns entendem, outros não? A uns é dado conhecer os mistérios do Reino, outros não chegam a abrir a casca da parábola (Mt 13,11). É como nos negócios: quem tem, ganha crédito e pode negociar mais; quem não tem, perde ainda o pouco que têm. Trata-se da fé. Os judeus farisaicos achavam que possuíam algo: seu refinado conhecimento da Lei. Mas, para compreender a mensagem da graça de Deus, esse “algo” era nada. Entretanto, aos que tinham a fé, a abertura de um coração simples e humilde, a esses foi dado conhecer o mistério do Reino.

Tal situação não contraria o plano de Deus. Mesmo a incredulidade das pessoas, Deus a tem levado em conta no seu projeto. É o que experimentou o profeta Isaías. Mt 13,14-15 cita Is 6,9-10 (os primeiros cristãos citavam muito esta passagem para explicar o mistério da incredulidade: cf. Jo 12,40; At 28,26s). O ser humano é livre para ser incrédulo. E tão grande é o plano de Deus, que ele consegue até incluir essa incredulidade... Segue, então, mais uma felicitação para os simples e pequenos, que podem enxergar o que muitos profetas quiseram ver e não viram (13,16s).

E os incrédulos, será que eles não conhecerão a salvação? Paulo, em Rm 9–11, se debate com este problema e só sabe responder que ninguém conhece o abismo do pensamento e da sabedoria de Deus (Rm 11,33ss). Nem mesmo a incredulidade à mensagem cristã é prova de rejeição de Deus. Só Deus sabe quem poderá aguentar sua eterna companhia e quem não. Mas, de toda maneira, os que não conseguem acolher e fazer frutificar a palavra, não têm a felicidade e o privilégio de ser, desde já, o povo-testemunha de Deus. Talvez se salvem, mas não podem realmente cantar as grandes obras do Senhor e reconhecer seu reino em Jesus Cristo. Ora, que há de mais bonito que isso?

2ª leitura desta liturgia continua o tema da vivificação pelo Espírito, a vida nova em Cristo. No contexto imediatamente anterior, Paulo acaba de dizer que recebemos o Espírito do Cristo, que clama em nós: “Abbá, Pai”; o Espírito que nos transforma em filhos adotivos de Deus, coerdeiros com Cristo, chamados para a glória com ele (Rm 8,14-17). Mas ainda não se revelou em nós esta glória, embora o já tenhamos recebido o Espírito como primícia. Por isso, nós e toda a criação estamos ansiando por essa plenitude, como uma mulher em dores de parto (cf. Jo 16,21): o filho está aí, mas até que ele se manifesta, ela tem que passar pelo trabalho de parto. É essa a situação nossa e de nosso mundo, que é solidário conosco.

Como um eco do evangelho, as oração sobre as oferendas oração final falam do crescimentoda fé e da salvação em nós. Trata-se de realizar o feliz encontro de uma semente “garantida” (a palavra) com uma terra boa, acolhedora e generosa. Na pregação diga-se concretamente quais são,na pessoa e na estrutura da sociedade, os obstáculos que impedem a boa acolhida ou o crescimento da semente da palavra.

O PORQUÊ DAS PARÁBOLAS

Isaías disse que a palavra de Deus é eficaz “como a chuva no chão” (1ª leitura). Mas Jesus acrescenta: depende da qualidade do chão!

A semente da palavra tem tudo para crescer, mas precisa ser acolhida num chão aberto, generoso, preparado... num coração acessível e profundo ao mesmo tempo (evangelho).

Jesus usa imagens, parábolas. Uma pessoa simples as pode entender, enquanto os de “coração empedernido” ouvem e veem exteriormente, mas não percebem interiormente o que a palavra significa, ao contrário da “terra boa”, que “ouve a palavra e a compreende”.

Jesus falou em parábolas, para que os mais simples pudessem entender, e aparecesse o endurecimento daqueles que as ouvem sem entender. Uns ouvem e não compreendem. A palavra não cria raízes neles. Jesus explica as causas disso: o “maligno” (as forças contrárias a Jesus e ao reino de Deus), a superficialidade, a desistência na hora da dificuldade, as “preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Mas, graças a Deus, há também aqueles que ouvem e compreendem, e produzem fruto. A diferença está na disposição do ouvinte.

As causas da incompreensão da palavra são ainda as mesmas hoje: estratégia das forças antievangélicas, consumismo, idolatria da riqueza. Em compensação, os “mistérios do reino”, quando apresentados em imagens compreensíveis ao povo, são tão transparentes que até os mais simples os entendem e se tornam seus melhores propagandistas.

Importa, pois, prepararmos o chão dos corações para que possam receber a palavra: combater os fatores de “endurecimento” (dominação ideológica, alienação, consumismo, culto da riqueza e do prazer, etc.). Em vez do fascínio dos sempre novos (e tão rapidamente envelhecidos) objetos do desejo, a formação para a autenticidade e simplicidade, a educação libertadora com vistas ao evangelho. Então a Palavra, que desce como a chuva do céu, poderá penetrar no chão e fazer a semente frutificar.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— As leituras da liturgia deste domingo são intrigantes porque cada uma delas traz uma imagem específica ligada às demais pela ideia de “frutificar” ou pelo termo “frutos”. A primeira leitura acentua o aspecto da chuva – que, caindo, não retorna – para representar a Palavra de Deus, que, saindo de sua boca, não volta sem produzir os efeitos por ele pretendidos. Isso, porém, é dito por meio da imagem ampla da chuva que rega o solo para o plantio. Os termos germinar, semente e plantio estão presentes. A imagem é a de um campo pronto para ser semeado.

— No Evangelho, os termos predominantes são semear (plantio), semente (Palavra) e “dar frutos”, que ligam a imagem da semeadura com a da primeira leitura, mas o acento agora não está na água da chuva que irriga o solo, e sim no próprio solo, na qualidade deste. Enquanto, na primeira leitura, a chuva representa a Palavra, no Evangelho a Palavra é representada pela semente. Embora o acento esteja no solo, sem a semente (Palavra) não haveria semeadura nem frutos.

— Seguindo a linha de raciocínio da primeira leitura e do Evangelho, a segunda leitura indica que a comunidade cristã primitiva se entendeu como aquele solo bom no qual a semente germina e dá cem, sessenta e trinta. Por isso, os sofrimentos do tempo presente não a afetarão, porque ela não é o solo pedregoso que desistiria diante do sofrimento ou da perseguição por causa da Palavra. No entanto, os membros da comunidade cristã são apenas os primeiros frutos num campo vasto a ser ainda cultivado, semeado. A Palavra (semente) ainda deve ser lançada em todos os solos, para que se revelem os filhos de Deus.

— Os cristãos – das primeiras comunidades e de hoje – são chamados a se manterem como solo bom, sem permitir que a alegria da acolhida inicial da Palavra do Reino seja perdida ou sufocada, mas produza frutos com base na sua escuta e compreensão. Como uma semente, o Reino, embora silencioso e oculto, está prestes a despontar. Estejamos preparados para ver os frutos da semeadura, a manifestação dos filhos de Deus!


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. A Palavra de Deus é atuante e eficaz

A imagem da chuva, que descendo das nuvens, lá não regressa sem primeiro fecundar a terra, bem como a da semente que lançada à terra germina e dá fruto, são assaz expressivas.

A Palavra de Deus é ato de Deus. Sempre atual como o próprio Senhor; sempre em ação pois exprime o mistério do «Deus vivo». Sua nota característica é ser ela, «força de Deus para a salvação de todo aquele que crê» (Rom 1, 16). Ela é «palavra de salvação» (At 13, 23); é palavra de vida (FM 2,16); é «palavra de graça» (At 14,3). Nos Sacramentos e não só. A Palavra de Deus realiza aquilo que exprime. As «palavras que Eu vos disse são espírito e vida» (Jo 6, 63). Ela purifica e santifica.

Mas também condena a quantos recusam acolhê-la com humildade e sinceridade, a quantos não aceitam aquelas outras verdades que transcendem a natureza, a quantos se deixam levar pelo desespero frente ao mal no mundo (2.ª leit).

Palavra de bênção, ela será eficaz. Palavra de maldição, produz todos os seus efeitos. Em suma, ela não é só expressão dum pensamento, mas sinal da vontade de Deus, um apelo, uma ordem. E essa Palavra não se esgotou, nem secou, nem está cansada.

2. Acolher a Palavra de Deus

A Palavra de Deus é Alguém, é uma Pessoa, é o mesmo Deus, o Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Vivendo entre nós pelo mistério da Encarnação, escondida no silêncio da vida oculta, a Palavra de Deus, qual boa semente, germinou para se tornar luz dos homens, os esclarecer e sustentar no caminho da vida presente.

Após o regresso do Verbo de Deus ao Pai, onde se encontra a Palavra de Deus de que temos tanta necessidade?

a) Na Bíblia. Todas as ações divinas nela consignadas são portadoras duma Palavra de Deus. Lida na fé que vê os acontecimentos como sinais da presença de Deus atuando junto do seu povo e lida na igreja, depositária da interpretação autêntica destes sinais, a Bíblia tornasse o lugar por excelência de encontro com a Palavra de Deus.

Sabemos que a mensagem bíblica se encontra formulada numa visão do universo que já não é a do mundo de hoje, do nosso mundo científico e técnico. Daí a necessidade de apresentar, defender e explicar as verdades da fé por meio de conceitos e termos mais compreensivos. Mas sem em nada mutilar a sua mensagem essencial, mesmo tratando-se de verdades que tem o seu lado duro e quase repugnante, v.g. os Novíssimos.

b) Na comunidade cristã. Esta proclama a Palavra de Deus para a contemplar, a aprofundar e dar-lhe uma resposta. «Quando vos reunis em Meu nome, Eu estou no meio de vós» (cf. Mt 18,20). Na celebração eucarística a Palavra de Deus é-nos comunicada de diversas maneiras. Nos salmos que cantamos, nas leituras tomadas dos profetas, dos apóstolos e doutros escritores sagrados e finalmente é o mesmo Jesus que nos instrui com o seu evangelho.

Quando Deus fala devemos escutar o que nos diz e aceitar quanto nos propõe. Mal vai quando não tratamos de endireitar os maus caminhos antes percorridos. Jesus compara tais pessoas com um campo rochoso onde a semente não chega a lançar raízes.

Recitando o Credo após a homilia aceitamos a palavra de Deus. A nossa vida dará testemunho da verdade desta aceitação.

c) Nos acontecimentos. Quer se trate da nossa vida pessoal, quer do que se passa no mundo tudo se encontra relacionado com a Palavra da Revelação. Fazendo parte da história sagrada que continua, tais acontecimentos são portadores da Palavra. É preciso, porém, saber lê-los: investigar a todo o momento os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho (G.S. Daí a importância da revisão de vida que outra coisa não é senão uma leitura bíblica dos acontecimentos.

3. É preciso evangelizar

A semente deve ser lançada à terra a mãos cheias. O lavrador fá-lo confiadamente mesmo sabendo de antemão que nem toda produzirá a 100%, mas apenas a 60% ou 30% na linguagem da parábola.

Precisamos de nos deixar evangelizar para evangelizarmos. A evangelização passa sempre pelo anúncio, pela celebração e pelo testemunho. Evangelizar o mundo – da família, do ensino, do trabalho, dos lazeres, da comunicação social, das leis, da ciência e da técnica. Para ver estas realidades com outros olhos, os olhos da fé, na perspectiva dos valores cristãos.

Temos muito que esclarecer, que discernir e que converter. Hoje toma-se difícil escutar a palavra de Deus. Em oposição a esta multiplicam-se outras palavras, as palavras dos homens que põem a felicidade no ter e no prazer. E dá-se-lhe mais atenção que à Palavra de Deus. Vem um jornal, um político, vem um programa de TV, a dizer o contrário daquilo que Cristo revelou e a Igreja ensina e dão-lhe toda a autoridade.

É preciso evangelizar e, mais ainda, motivar as pessoas. Dar-lhes ideias claras sobre Deus, a vida, a graça, a religião, a liberdade, o casamento. E depois dar-lhes razões positivas das obrigações e das proibições que decorrem da aceitação das verdades da fé. S. Pedro di-lo doutra forma: estai sempre prontos para dar resposta a todo aquele que vos perguntar acerca da esperança que vos anima (1 Pet 3,15). Para que aquelas obrigações não sejam olhadas como algo enfadonho e sem interesse.

O preceito da missa dominical: é para honrar a Deus, para participar, em assembleia, no sacrifício redentor de Cristo. Rezar para quê? Para ganhar amizade com Deus que é Pai, para O ir conhecendo cada vez melhor. Porque não podes ver aquele filme? Porque pode pôr em perigo a tua pureza, porque te fará escravo do teu corpo.

É preciso evangelizar. Sem desânimo. É longa a conversão dos homens, distantes os seus resultados, mas também aqui, uns semeiam e outros colhem, Deus é que dá o incremento.

Vamos continuar, branquear a vida dos nossos pecados e confiar uns nos outros e no infinitamente outro.


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 15º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. CONTINUIDADE COM O PRÓXIMO DOMINGO.
Este domingo está marcado pela palavra do semeador. No próximo domingo escutaremos a parábola do joio. Estas duas parábolas que falam da vida da terra permitem criar uma unidade, um seguimento entre os dois domingos. Uma decoração simples na igreja pode ser um meio adequado para assinalar esta continuidade.

3. PREPARAR UMA "PEQUENA ENTRADA".
Em razão da primeira leitura e do Evangelho, pode-se fazer, no início da liturgia da Palavra (e também no próximo domingo), o que as Igrejas do Oriente chamam a "pequena entrada". Trazido por uma pessoa, acompanhada de várias pessoas com velas ou lamparinas, o leccionário (ou a Bíblia) parte do fundo da igreja e atravessa a assembleia antes de ser colocado no ambão. Durante este tempo, pode-se entoar um cântico de aclamação à Palavra.

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus que estás tão próximo de nós, nós Te damos graças pela tua Palavra. Assim como os pais comunicam com os seus filhos para os fazer crescer, também Tu ages para conosco para nos elevar para Ti. Nós Te pedimos: prepara os nossos corações e os nossos espíritos como uma boa terra para o acolhimento da tua Palavra, para que ela germine e dê fruto nas nossas vidas.

No final da segunda leitura:
Nós Te damos graças, ó Pai, porque és o Criador do imenso e admirável universo, que nos ofereces como um jardim para cultivar. Nós Te pedimos por toda a criação, mas sobretudo pela humanidade, guarda da nossa terra e do espaço. Ilumina-nos com o teu Espírito criador, para nos inspirar o respeito pela tua criação.

No final do Evangelho:
Nós Te agradecemos pelo semeador que nos enviaste, Jesus, teu Filho. Ele lançou generosamente o bom grão do teu amor e da tua vida em todos os terrenos, e Ele continua esta obra na tua Igreja. Nós Te pedimos pelas nossas comunidades: livra-nos de abafar o bom grão, mas que o teu Espírito o faça frutificar em nós e à nossa volta.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III, com as suas belas epicleses, que põem em evidência a obra do Espírito.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Que género de terra somos nós? Que género de terra somos nós para esta Palavra semeada em nós com abundância? Se a possibilidade nos é oferecida, tomemos um momento ao longo da semana, diretamente na natureza, para rezar esta página do Evangelho. E deixemo-la enraizar-se em nós para lhe permitir produzir fruto em abundância.


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

SANTO

Saudação da paz
Caiu dentro de nós a semente da Palavra de Deus, que é semente de amor, de paz e reconciliação. Deixemo-la frutificar dentro de nós, por uma intensificação da Caridade para com o próximo. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Já não sou eu que vivo. É Cristo que vive em mim. Por isso já não é a nossa vida que vivemos, mas a de Cristo: vida de inocência, vida de castidade, vida de sinceridade e de todas as virtudes.

Salmo 83, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

Ou Jo 6, 57
Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Participamos na Eucaristia. Precisamos agora de mostrar, na nossa vida, se somos campo bem preparado ou, pelo contrário, rocha dura e impenetrável aos apelos do Senhor. Reflete a nossa vida o amor e a obediência que Jesus tinha ao eterno Pai, cumprindo aquelas advertências que Ele nos dá no seu Evangelho?


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

15ª SEMANA

2ª Feira, 14-VII: Aspectos da conversão interior.

Is 1, 10-17 / Mt 10, 34- 11, 1
Quem não toma a sua cruz, para me seguir, não é digno de mim.

O mais importante da vida de um cristão é o seguimento de Jesus. Mas este seguimento exige uma conversão interior, pois não basta oferecer qualquer sacrifício: «de que me servem os vossos inúmeros sacrifícios?» (Leit). «A conversão interior realiza-se… pela revisão de vida, o exame de consciência, a direção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz de todos os dias e seguir Jesus (cf. Ev) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435).

3ª Feira, 15-VII: Graças de Deus e conversão.

Is 7, 1-9 / Mt 11, 20-24
Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

Os habitantes destas cidades não corresponderam às graças recebidas de Deus (cf. Ev). Embora Jesus não tenha vindo para julgar, mas para salvar, é possível, no entanto, recusar as graças nesta vida, o que provoca o endurecimento do coração. No entanto, protege a cidade de Jerusalém dos ataques dos reis de Judá e da Síria (cf. Leit). Precisamos pedir ao Senhor um coração novo: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos». Deus é quem nos dá a graça de começarmos de novo. E assim, os nossos corações voltarão de novo para Ele.

4ª Feira, 16-VII: Nossa Senhora do Carmo: Caminho de esperança.

Is 10, 5-7. 13-16 / Mt 11, 25-27
Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos.

É aos humildes que Deus se revela (cf. Ev). O homem, abandonado a si mesmo não consegue cumprir os planos de Deus e a sua vida fica sem esperança. Assim aconteceu com a Assíria, cujos habitantes não conseguiram entender os planos de Deus (cf. Leit). Somente Jesus nos apresenta novas dimensões, desconhecidas para nós. Nossa Senhora do Carmo guia-nos para o futuro eterno, ajuda-nos a descobri-lo, dá-nos uma esperança. Neste caminhar terreno, cheio de fadigas, iluminados por Ela, conseguimos seguir um caminho seguro.

5ª Feira, 17-VII: Aprender e aproximar-se do Senhor.

Is 26, 7-9. 16-19 / Mt 11, 28-30
Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração.

Jesus encarnou para ser o nosso modelo de santidade: «Aprendei de mim». De modo especial, chama a atenção para as virtudes da mansidão e da humildade, incluídas nas bem-aventuranças, que constituem um retrato de Cristo. «Vinde a mim»: aproximemo-nos do Senhor, com toda a confiança, pois «o caminho do justo é reto, e plana é a senda que lhe preparais» (Leit). E quando sofrermos, recorramos imediatamente a Deus, como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores (cf. Leit).

6ª Feira, 18-VII: Senhor do Sábado, da vida e da morte.

Is 38, 1-6. 21-22. 7-8 / Mt 12, 1-8
Olha que os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado. (Jesus): É que o Filho do Homem é senhor do Sábado.

Jesus é Senhor do Sábado (cf. Ev). Mais tarde, seria substituído pelo Domingo, dia da sua Ressurreição. Ele quis que reservássemos um dia da semana para louvor e serviço de Deus. O Domingo é um bom dia para pedir perdão a Deus pelas culpas da semana e pedir graças e forças para a semana que começa. Também é Senhor da vida e da morte. Ezequias tinha os dias de vida contados, mas chorou, recordou que tinha sido fiel e Deus resolveu acrescentar-lhe mais quinze anos de vida (cf. Leit).

Sábado, 19-VII: O espírito Santo, fruto da Cruz

Miq 2, 1-5 / Mt 12, 14-21
Eis o meu servo, a quem eu escolhi, o meu muito amado, enlevo da minha alma.

«Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do servo (cf. Ev). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o Espírito Santo para dar a vida à multidão…Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida» (CIC, 713). Temos necessidade deste Espírito que nos comunica a vida, para podermos evitar aquelas coisas que «escravizam o homem e a sua morada» (Leit), e que conduzem à morte.

Celebração e Homilia: ARMANDO B. MARQUES
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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