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ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


24.01.2021
3º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Segui-me e Eu farei de vós pescadores de homens!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-os à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus. A resposta é pessoal, mas o compromisso é comunitário.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste domingo em que celebramos o Mistério Pascal de Jesus, fazemos memória do chamado que Ele fez aos primeiros discípulos para permanecerem com Ele e serem enviados em missão. Da mesma forma, Ele nos chama hoje para vivermos no amor e anunciar a salvação onde quer que estejamos. Viver no amor de Deus é nossa vocação; amar com este mesmo amor é a garantia de nossa salvação. Hoje, recordamos também o “Dia da Palavra de Deus”, instituído pelo Papa Francisco. Que a Palavra do Senhor seja para nós, especialmente hoje, alimento de salvação!.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Irmãos e irmãs, O tempo: eis o que está em destaque nesta celebração. Ele é dom precioso que recebemos de Deus e deve ser bem aproveitado e bem vivido. O apelo de conversão e mudança precisa ser acolhido no momento presente, não podemos deixar para o futuro. Agora é a hora de agir, o tempo da graça e da opção pelo evangelho. Participe dignamente da Santa Missa deste domingo e ouça com atenção o que Ele nos fala por meio das leituras sagradas..

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/24-de-janeiro-de-2021-----3-dtc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_45-b_-_12_-_3a_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
O REINO DE DEUS ESTÁ AÍ: CONVERTEI-VOS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos

Na liturgia deste domingo, Jesus chama os quatro primeiros discípulos, e estes o seguem imediatamente. A primeira leitura enfatiza que também os ninivitas imediatamente se arrependeram e fizeram penitência após a pregação de Jonas. Naquele tempo, o povo de Israel pensava ser o único povo de Deus. A narrativa, contudo, mostra que os pagãos já eram sedentos de Deus no coração. Era necessário apenas que alguém lhes falasse sobre o Deus de Israel, para que se tornassem verdadeiros adoradores do único Deus. E Jonas, o escolhido do Senhor para essa missão, é um servo rebelde. Apesar de Jonas ter dificultado bastante o anúncio da mensagem divina aos ninivitas, estes, imediatamente, mostraram sinais de conversão após a pregação do profeta rebelde. Os ninivitas se prepararam para o julgamento de Deus, desejaram receber o perdão dos pecados. Esse tema retorna na segunda leitura: Paulo acreditava, como quase todos os cristãos daquela época, que Jesus voltaria glorioso a qualquer instante e tudo iria mudar. Então o apóstolo incentivou os cristãos a se prepararem para aquele momento.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

A primeira leitura diz-nos - através da história do envio do profeta Jonas a pregar a conversão aos habitantes de Nínive - que Deus ama todos os homens e a todos chama à salvação. A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.

No Evangelho aparece o convite que Jesus faz a todos os homens para se tornarem seus discípulos e para integrarem a sua comunidade. Marcos avisa, contudo, que a entrada para a comunidade do Reino pressupõe um caminho de "conversão" e de adesão a Jesus e ao Evangelho.

A segunda leitura convida o cristão a ter consciência de que "o tempo é breve" - isto é, que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. Deus convida cada cristão, em marcha pela história, a viver de olhos postos no mundo futuro - quer dizer, a dar prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do "Reino".


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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JESUS INICIA SUA MISSÃO

Após a prisão de João Batista, chegou o momento de Jesus entrar em cena, anunciando a proximidade do Reino de Deus e convidando à conversão, a uma mudança de vida e de atitudes. O tempo decisivo chegou, já não há o que esperar, pois o Esperado já está entre nós.

O Reino de Deus é o Reino da harmonia, da paz, da justiça e do suficiente para todos viverem dignamente. Ele opera uma inversão dos critérios que mantêm de pé os reinos humanos. Com Jesus tem início essa proposta desafiadora para toda a Igreja e para as pessoas de boa vontade. É o tempo de abandonar a sociedade injusta e intolerante e deixar que nasçam a mulher e o homem novos.

Para perceber e acolher essa boa notícia da presença do Reino de Deus, há necessidade de mudança de vida: mudar as atitudes de convivência, deixando para trás preconceitos e certos legalismos farisaicos. Precisamos de olhos novos para ler e entender os acontecimentos como Jesus os via.

Para que essa boa notícia da presença do Reino seja anunciada, há necessidade de gente disponível. Por isso, o Mestre chama pessoas para auxiliá-lo na missão e dar continuidade ao que ele iniciou. Jesus vê as pessoas e lhes faz o convite a segui-lo. Seu convite nos tira da zona de conforto, lança-nos o desafio de ampliar as relações familiares e de trabalho para nos dedicarmos a todos, partindo dos mais necessitados.

Ainda hoje o mundo necessita de pessoas generosas, que se disponham a viver e anunciar sem temor o projeto do Reino de Deus. Quem se decide a segui-lo deve estar disposto a mudar de vida, acreditar nesse projeto e arcar com as consequências do seguimento.

O convite lançado por Jesus exige, portanto, generosidade. Pode-se segui-lo na vida familiar ou religiosa, no mundo do trabalho, na dedicação à política, nas diversas profissões, tendo como referencial a compaixão e a partilha com o próximo. Somos chamados a acreditar na possibilidade de tornar o mundo mais humano, justo e fraterno, começando em cada um de nós.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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CHAMADO E CONVERSÃO, DESAFIOS E EXIGÊNCIAS DA MISSÃO

Chamado de Deus e conversão são convites que perpassam a liturgia deste domingo, de forte apelo vocacional. A conversão e a vocação estão profundamente ligadas à missão que o Pai nos confiou, desde o batismo, de sermos discípulos missionários do seu Filho. Discernir e compreender o chamado de Deus, bem como responder a ele, exige conversão, abertura da mente e do coração.

O seguimento de Jesus é resposta que só pode ser dada mediante avaliação criteriosa da própria vida. Nesse sentido, serve-nos de ensinamento o ocorrido com o profeta Jonas. Ele fugia de Deus e não admitia a possibilidade de dar atenção aos seus apelos. Porém, depois de as situações da vida o levarem a considerar seriamente a vocação e a missão que o Senhor lhe confiara, o profeta percorre, ele próprio, um caminho de conversão, fazendo-se obediente à vontade divina.

Também podemos situar o projeto de Jesus nessa perspectiva. Ele convida pessoas para segui-lo e integrar sua nova comunidade. Isso, contudo, implica um caminho de conversão, de adesão a Ele e ao seu Evangelho. A boa notícia anunciada pelos discípulos se tornará realidade concreta mediante o compromisso com os ideais de Jesus.

A vocação de Simão, André, Tiago e João é modelo para todos aqueles que deixam tudo para seguir o Mestre. Este escolhe pessoas simples e despojadas para o anúncio do Reino de Deus. O apelo é à mudança de mentalidade, isto é, à conversão, pois não é possível seguir Jesus sem espírito profético.

O chamado dos discípulos ocorre na Galileia, região de missão, lugar de muitos desafios. É nesse ambiente que Jesus chama os discípulos, dando-lhes a responsabilidade de serem pescadores de gente – isto é, de resgatarem a dignidade das pessoas. A missão de lançar as redes em águas mais profundas continua. Sem nos preocuparmos com os desafios da missão, somos convidados a lançar as redes mar adentro, testemunhando uma “Igreja em saída”. “Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20).

O Mestre continua a passar nas famílias, nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho, nas comunidades, nos movimentos juvenis, nas redes sociais, chamando pessoas para o anúncio do Reino. Seguindo o exemplo de Jonas e dos discípulos, cabe-nos escutar os apelos do Senhor e, mediante um processo de conversão, responder com solicitude ao seu chamado.

Pe. Roni Hernandes, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Nesta Eucaristia renovamos o propósito de acolher o convite que Jesus nos faz para segui-lo e para anunciar o Reino de Deus a todas as pessoas. A celebração deste “domingo da Palavra de Deus” nos inspire palavras e ações que tornem o Evangelho cada vez mais conhecido e nos motive a crescer em nosso compromisso cristão, na fé e na busca diária de conversão.

LIÇÃO DE VIDA: O seguimento de Jesus exige de nós conversão, disponibilidade e entrega generosa da própria vida.


RITOS INICIAIS

Salmo 95, 1.6
ANTÍFONA DE ENTRADA: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

Introdução ao espírito da Celebração
Neste Domingo em que celebramos também a «Conversão de São Paulo» a proposta de Deus passa pelo convite à conversão. Ser Profeta na tarefa de apelar à mudança de vida, de mentalidade, de nova e responsável relação com Deus e com os irmãos. Ser ouvinte deixando penetrar os apelos da Palavra em atitude de verdade e humildade. Ser responsável sulcando de nós um maior empenho em vivermos de acordo com o projeto de Jesus Cristo. Ser cristão de razão, ação e paixão.

ORAÇÃO COLETA: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: «Levanta-te, vai à grande cidade…». Pelo baptismo todo fomos constituídos em Cristo Profeta. A nossa vida tem de ser fidelidade à voz de Deus, e um erguer-se constante para realizar o que manda. «Senhor, faz-me sair do comodismo da insensibilidade e ser voz de apelo à conversão a um mundo que vive sem Ti».

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Jonas 3,1-5.10

Leitura da profecia de Jonas. 3 1 A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas nestes termos: 2 “Vai a Nínive, a grande cidade, e faze-lhe conhecer a mensagem que te ordenei”. 3 Jonas pôs-se a caminho e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era, diante de Deus, uma grande cidade: eram precisos três dias para percorrê-la. 4 Jonas foi pela cidade durante todo um dia, pregando: “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída”. 5 Os ninivitas creram (nessa mensagem) de Deus, e proclamaram um jejum, vestindo-se de sacos desde o maior até o menor. 10 Diante de uma tal atitude, vendo como renunciavam aos seus maus caminhos, Deus arrependeu-se do mal que resolvera fazer-lhes, e não o executou.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

O pequeno livro de Jonas é uma grande parábola em ação para mostrar como Deus quer usar de misericórdia para com todo e qualquer pecador, mesmo estranho ao povo judeu, com a condição de que este se arrependa; para grandes males, grandes remédios, como é o caso do recurso a ameaças, que são uma pedagogia divina: «Daqui a quarenta dias, Nínive será destruída» (v. 10). É deveras curioso, singular e significativo que um livro situado no cânone dos Profetas não registe mais do que esta frase da pregação de Jonas. A verdade é que o ensinamento da obra não reside em palavras pregadas, mas nos factos relatados. A grande lição do livro está aqui: Deus tem misericórdia de todos os pecadores e quer que todos se salvem (cf. 1 Tim 2, 4), mesmo os mais afastados e rebeldes, de quem Nínive, a capital da antiga Assíria, ficou como uma figura emblemática. Este Jonas faz a figura do «filho bom» – mas realmente o mau – da parábola do filho pródigo.

Tudo leva a crer que este livro é uma fina sátira contra a personagem central, um fictício profeta Jonas, que nada tem a ver com a figura histórica do profeta deste nome no séc. VIII (cf. 2 Re 14, 25-27). O facto de haver uma coincidência no nome – Jonas, filho de Amitai – levou a que a tradição judaica viesse a colocar a obra no grupo dos escritos proféticos. A verdade é que não se considera como uma obra histórica, mas sapiencial, como já S. Jerónimo gostava de imaginar. O Jonas deste livro inspirado materializa a mentalidade da dita habdaláh («separação»), que se difundiu após a reforma de Esdras e Neemias, uma mentalidade fechada e hostil a todo o estrangeiro. Esta maneira de pensar nacionalista e exclusivista é posta a ridículo na figura de Jonas; a obra tem, pois, um carácter de sátira. Com efeito, na primeira parte do livro (Jon 1 – 2) ele nega-se a ir a Nínive (não vá ela converter-se!) e na segunda (Jon 3 – 4), quando, após a sua pregação, a cidade se converte, ele entra em furor contra Deus, porque Ele se mostrou misericordioso perdoando à cidade arrependida.

A Missão de Jonas

A primeira leitura destaca a missão de Jonas e a resposta que os ninivitas deram ao anúncio que o profeta lhes fez. Aparentemente, o sucesso fácil da missão em Nínive é uma ironia a tudo que foi narrado anteriormente a respeito das atitudes de Jonas.

Quando se trata de Jonas, a maioria das pessoas pensa imediatamente na baleia que o engoliu. Essa é uma forma muito superficial de considerar a história. O Senhor havia chamado Jonas para ir a Nínive, uma cidade pagã, inimiga de Israel, para profetizar contra os pecados de seus habitantes. Jonas, possivelmente com medo e duvidando que o povo de Nínive acreditaria nele, tomou um navio e fugiu para a direção oposta ao destino que lhe fora indicado por Deus. Uma terrível tempestade ameaçou o navio, e os que estavam a bordo, pensando que Deus estava castigando Jonas, o jogaram no mar para que os demais pudessem se safar.

A narrativa, todavia, afirma que Deus salvou a vida de Jonas e o enviou, pela segunda vez, a Nínive para proclamar a necessidade de arrependimento dos pecados. Então os ninivitas imediatamente demonstraram arrependimento, mediante gestos concretos de penitência. Assim, Jonas ficou zangado, porque Nínive se arrependeu e Deus não destruiu a cidade.

O livro de Jonas foi escrito após o exílio na Babilônia. Na ocasião, muitos judeus se fecharam no nacionalismo extremo e se sentiam superiores às outras nações. Semelhantes a Jonas, também desejavam que Deus destruísse as nações consideradas inimigas de Israel. O objetivo do relato é que os judeus da época percebam sua falta de misericórdia e se conscientizem de que Deus ama e ajuda todos os tipos de pessoas. Os chamados por Deus, os escolhidos para uma missão, não são privilegiados ou amados de modo diferenciado por ele. Deus chama as pessoas em vista de uma missão, e os escolhidos são seus colaboradores. Os vocacionados são intermediários pelos quais Deus chega até aqueles a quem tanto ama, a saber, os destinatários da missão. Jonas é escolhido não porque é melhor ou mais amado que os outros, e sim porque Deus ama os ninivitas, apesar de serem pecadores. É para que se arrependam e mudem de vida que Deus envia Jonas até eles.

Jonas estava equivocado quando pensou que Deus queria destruir os ninivitas. Ele é um antiprofeta, porque proclamou aos ninivitas uma mensagem de vingança, afirmando que a cidade seria destruída como castigo por seus pecados. Tinha preconceito contra os ninivitas e não queria a conversão deles, por isso, desde o início, se recusou a abraçar a missão. Seu descaso foi tão grande, que, mesmo depois de aceitá-la, levou apenas um dia para atravessar a cidade, que precisava de três dias para ser percorrida. Jonas correu com a tarefa que Deus lhe havia dado. Fez de qualquer jeito, só por fazer, só para cumprir uma obrigação.

Mesmo assim, todo o povo de Nínive se arrependeu, “todos eles, grandes e pequenos”. Da parte de Deus, sua resposta aos ninivitas foi a misericórdia. A salvação chegou até eles, todos foram poupados, até plantas e animais. E tudo isso foi realizado apesar de o missionário negligenciar sua missão.

AMBIENTE

O "Livro de Jonas" foi, muito provavelmente, escrito na segunda metade do séc. V a.C. (talvez entre 440 e 410 a.C.).

É uma história bonita e edificante, mas não é real. Trata-se de um texto que poderíamos classificar no género "ficção didática". Dito de outra forma: o livro de Jonas não é uma coleção de oráculos proféticos proferidos por um homem chamado Jonas, nem sequer um relato de carácter histórico; mas é uma obra de ficção, escrita com a finalidade de ensinar e educar.

Estamos numa época em que a política de Esdras e Neemias favorecia o nacionalismo, e o fechamento do Povo de Deus aos outros povos. Por um lado, sublinhava-se o facto de Judá ser o Povo Eleito de Deus, o povo preferido de Deus, um povo diferente de todos os outros; por outro, considerava-se que todos os outros povos eram inimigos de Deus, odiados por Deus, que deviam ser inapelavelmente condenados e destruídos por Deus.

Reagindo contra a ideologia dominante, o autor do "Livro de Jonas" apresenta Jahwéh como um Deus universal, cuja bondade e misericórdia se estendem a todos os povos, sem exceção. A escolha de Nínive como a cidade destinatária da ação salvadora de Deus não é casual: Nínive, capital do império assírio a partir de Senaquerib, tinha ficado na consciência dos habitantes de Judá como símbolo do imperialismo e da mais cruel agressividade contra o Povo de Deus (cf. Is 10,5-15; Sof 2,13-15).

É, precisamente, esta cidade que Jahwéh quer salvar. Por isso, chama Jonas e convida-o a ir a Nínive pregar a conversão. No entanto Jonas, como os outros seus contemporâneos, não está interessado em que Jahwéh perdoe aos opressores do Povo de Deus e recusa-se a cumprir o mandato divino. Em lugar de se dirigir para Nínive, no Oriente, toma o barco para Társis, no Ocidente. Na sequência de uma tempestade, Jonas é atirado ao mar e engolido por um peixe. Mais tarde, o peixe vai depositá-lo em terra firme. Jonas é, de novo, chamado por Deus para a missão em Nínive.

MENSAGEM

O nosso texto começa com Jonas a receber o segundo mandato de Jahwéh para ir a Nínive. Jonas aceita, desta vez, a missão, vai a Nínive e anuncia aos ninivitas a destruição da sua cidade. Contra todas as expectativas, os ninivitas escutam-no, fazem penitência e manifestam a sua vontade de conversão. Finalmente, Deus desiste do castigo.

A primeira lição da "parábola" é a da universalidade do amor de Deus. Deus ama todos os homens, sem exceção, e sobre todos quer derramar a sua bondade e a sua misericórdia. Mais: Deus ama mesmo os maus, os injustos e opressores e até a esses oferece a possibilidade de salvação. Deus não ama o pecado, mas ama os pecadores. Ele não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva.

A segunda lição da nossa "parábola" brota da resposta dada pelos ninivitas ao desafio de Deus. Ao descrever a forma imediata e radical como os ninivitas "acreditaram em Deus" e se converteram "do seu mau caminho" (ao contrário do que, tantas vezes, acontecia com o próprio Povo de Deus), o autor sugere, com alguma ironia, que esses pagãos, considerados como maus, prepotentes, injustos e opressores são capazes de estar mais atentos aos desafios de Deus do que o próprio Povo eleito.

Desta forma, o autor desta história denuncia uma certa visão nacionalista, particularista, exclusivista, xenófoba, que estava em moda na sua época entre os seus contemporâneos. Desafia o seu Povo a aceitar que Jahwéh seja um Deus misericordioso, que oferece o seu amor e a sua salvação a todos os homens, até aos maus. Desafia, ainda, os habitantes de Judá a assumirem a mesma lógica de Deus - lógica de bondade, de misericórdia, de perdão, de amor sem limites - e a não verem nos outros homens inimigos que merecem ser destruídos, mas irmãos que é preciso amar.

ATUALIZAÇÃO

• A catequese apresentada pelo "Livro de Jonas" convida-nos, antes de mais, a apreciar a profundidade da misericórdia e da bondade de Deus. Deus ama todos os homens e mulheres, sem exceção e de forma incondicional. Deus ama até os maus e os opressores. Esta lógica exclui, naturalmente, a eliminação do pecador: Deus não quer a morte de nenhum dos seus filhos; o que quer é que eles se convertam e percorram, com Ele, o caminho que conduz à vida plena, à felicidade sem fim. É este Deus, tornado frágil pelo amor, que somos chamados a descobrir, a aceitar e a amar.

• No entanto todos nós temos, por vezes, alguma dificuldade em aceitar esta lógica de Deus. Em certas circunstâncias, preferíamos um Deus mais duro e exigente, que se impusesse decisivamente aos maus, que frustrasse os seus projetos de violência e de injustiça, que castigasse aqueles que não cumprem as regras, que não desse hipóteses àqueles que destroem o nosso bem-estar e a nossa segurança... A Palavra de Deus que hoje nos é servida apresenta-nos um Deus de bondade e de misericórdia, que nos convida a amar todos os irmãos, mesmo os maus. Deus deve converter-se à nossa lógica, ou seremos nós que devemos converter-nos à lógica de Deus?

• A disponibilidade dos ninivitas para escutar o chamamento de Deus e para percorrer o caminho da conversão constitui um modelo de resposta adequada ao Deus que chama. É essa mesma prontidão de resposta que Deus pede a cada homem ou a cada mulher.

• O nosso texto sugere também que aqueles que consideramos "maus" estão, às vezes, mais disponíveis para acolher os desafios de Deus e para escutar o seu chamamento, do que os "bons". Os "bons" estão, tantas vezes, aferrados aos seus esquemas de vida, aos seus preconceitos, às suas certezas, que não escutam as propostas de Deus... Para Deus, o que é decisivo não é o passado de cada homem ou mulher, mas a capacidade de cada um em deixar-se interpelar e questionar por ele.

• Há também neste texto uma severa denúncia do racismo, da exclusão, da marginalização, da xenofobia. A Palavra de Deus alerta-nos para a necessidade de ver em cada homem que caminha ao nosso lado um irmão, independentemente da sua raça, da cor da sua pele, da sua cultura, ou até da sua bondade ou maldade. Como vemos e como acolhemos os nossos irmãos imigrantes que a vida trouxe até nós e que colaboram conosco na construção do mundo: como inimigos, culpados por todos os males do universo, ou como irmãos por quem somos responsáveis e que Deus nos convida a acolher e a amar?

Subsídios:
1ª leitura: (Jn 3,1-5.10) A pregação de conversão de Jonas – No livro de Jonas é mostrado que Deus quer a conversão de todos, e não só do povo de Israel. Por isso, Jonas deve pregar a conversão em Nínive, capital do império dos gentios. Deus oferece como graça o chamado à conversão; quem o aceita é salvo. * 3,1-5 cf. Mt 12,41; Lc 11,32 * 3,10 cf. Gn 6,6; Jr 26,3; 18,7-8.



Salmo Responsorial

Monição: Louvemos o nosso Deus misericordioso e bom. Louvemo-l’O com uma vida palmilhada nos seus caminhos.

SALMO RESPONSORIAL – 24/25

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,
Vossa verdade me oriente e me conduza.

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
Porque sois o Deus da minha salvação.

Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura
e a vossa compaixão, que são eternas!
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia
e sois bondade sem limites, ó Senhor!

O Senhor é piedade e retidão
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Segunda Leitura

Monição: Paulo convida à sabedoria do Espírito Santo que nos leva a relativizar tudo em relação a Cristo Jesus.

1 Coríntios 7,29-31

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 7 29 Mas eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; 30 os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; 31 os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O Apóstolo, no capítulo 7 da 1ª Coríntios, responde à pergunta que lhe tinha sido feita sobre a virgindade e o celibato. Pensa-se que a pergunta provinha de alguns que consideravam as relações matrimoniais como algo mau ou impróprio para um cristão. S. Paulo, depois de expor a doutrina sobre a legitimidade e indissolubilidade do matrimónio (vv. 1-16), recomenda que cada um siga a vocação a que foi chamado (vv. 17-24), passando a fazer a apologia do celibato e a dar razões da excelência da virgindade (vv. 25-38). Desta parte é que são extraídos os 3 versículos da leitura. S. Paulo tira partido da consideração da brevidade desta vida – «o tempo é breve!» –, para que, na hora de se tomar uma decisão, ninguém se deixe levar pelo apego às coisas passageiras e efémeras. Outras motivações são apresentadas a seguir e que pertencem à leitura do próximo Domingo.

Orientação aos Cristãos

Houve variadas razões pelas quais São Paulo teve de ser muito enfático e detalhista em seus ensinamentos aos cristãos de Corinto. Entre elas, estão:

• Corinto era uma cidade portuária com muitos visitantes, e nos locais de hospedagem havia todo tipo de vícios;

• embora Corinto não fosse Atenas, era um importante centro de filosofia e de religião; ideias novas e estranhas eram constantemente divulgadas ali. Portanto, a mensagem cristã se espalhou rapidamente;

• o cristianismo ainda não era considerado uma nova religião, mas um desenvolvimento do judaísmo, com muitas e inquietantes questões ainda sem respostas;

• os cristãos acreditavam que Jesus voltaria em breve e então o fim do mundo aconteceria. Sendo assim, não valia a pena planejar o futuro nem fazer mudanças radicais.

Por todas essas razões, Paulo dedicou esse texto importante aos temas do casamento e da moral sexual. Suas orientações aos casados, aos que estão de luto, aos que estão alegres e aos compradores têm por objetivo esclarecer que, quando o Cristo retornar, tudo irá mudar. Viver em prontidão durante a espera da vinda de Cristo faz parte da identidade cristã.

AMBIENTE

As duas Cartas aos Coríntios - e particularmente a primeira - refletem a realidade de uma comunidade jovem, viva e entusiasta, mas com os seus problemas e dificuldades próprios... As suas luzes e sombras resultam, em parte, de ser uma comunidade que provém do mundo grego - isto é, de um mundo animado e estruturado por dinamismos muito próprios, com uma grande vitalidade, mas ao mesmo tempo com valores e dinâmicas que tornam difícil a transplantação dos valores evangélicos para um mundo animado por princípios muito diferentes daqueles que estão na origem da mensagem cristã. Na comunidade cristã de Corinto, vemos as dificuldades da fé cristã em se inserir num ambiente hostil, marcado por uma cultura pagã e por um conjunto de valores que estão em profunda contradição com a pureza da mensagem evangélica.

Um dos sectores onde se nota particularmente o choque entre a fé cristã e a cultura helénica é nas questões de ética sexual. Neste âmbito, a cultura coríntia balouçava entre dois extremos: por um lado, um grande laxismo (como era normal numa cidade marítima, onde chegavam marinheiros de todo o mundo e onde reinava Afrodite, a deusa grega do amor); por outro lado, um desprezo absoluto pela sexualidade (típico de certas tendências filosóficas influenciadas pela filosofia platónica, que consideravam a matéria um mal e que faziam do não casar um ideal absoluto).

O desejo de Paulo é o de apresentar um caminho equilibrado, face a estes exageros: condenação sem apelo de todas as formas de desordem sexual, defesa do valor do casamento, elogio do celibato (cf. 1 Cor 7).

Provavelmente, os coríntios tinham consultado Paulo acerca do melhor caminho a seguir - o do matrimônio ou o do celibato. Paulo responde à questão no capítulo 7 da Primeira Carta aos Coríntios (de onde é retirado o texto da nossa segunda leitura). Paulo considera que não tem, a este propósito, "nenhum preceito do Senhor"; no entanto, o seu parecer é que quem não está comprometido com o casamento deve continuar assim e quem está comprometido não deve "romper o vínculo" (1 Cor 7,25-28).

MENSAGEM

Na perspectiva de Paulo, os cristãos não devem esquecer que "o tempo é breve", quando tiverem que fazer as suas opções - nomeadamente, quando tiverem que fazer a sua escolha entre o casamento ou o celibato. Em concreto, o que é que isto significa?

O cristão vive mergulhado nas realidades terrenas, mas não vive para elas. Ele sabe que as realidades terrenas são passageiras e efémeras e não devem, em nenhum caso, ser absolutizadas. Para o cristão, o que é fundamental e deve ser posto em primeiro lugar, são as realidades eternas... E o cristão, embora estimando e amando as realidades deste mundo, pode renunciar a elas em vista de um bem maior. O mais importante, para um cristão, deve ser sempre o amor a Cristo e a adesão ao Reino. Tudo o resto (mesmo que seja muito importante) deve subjugar-se a isto.

Na sua catequese aos coríntios, o apóstolo aplica estes princípios à questão do casamento/celibato. Para ele, o casamento é uma realidade importante (ele considera que tanto o casamento como o celibato são dons de Deus - cf. 1 Cor 7,7); mas não deixa de ser uma realidade terrena e efémera, que não deve, por isso, ser absolutizada. Paulo nunca diz que o casamento seja uma realidade má ou um caminho a evitar; mas é evidente, nas suas palavras, uma certa predileção pelo celibato... Na sua perspectiva, o celibato leva vantagem enquanto caminho que aponta para as realidades eternas: anuncia a vida nova de ressuscitados que nos espera, ao mesmo tempo que facilita um serviço mais eficaz a Deus e aos irmãos (cf. 1 Cor 7,32-38).

Na verdade, as palavras de Paulo fazem sentido em todos os tempos e lugares; mas elas tornam-se mais lógicas se tivermos em conta o ambiente escatológico que se respirava nas primeiras comunidades. Para os crentes a quem a Primeira Carta aos Coríntios se destinava, a segunda e definitiva vinda de Jesus estava iminente; era preciso, portanto, relativizar as realidades transitórias e efémeras, entre as quais se contava o casamento.

ATUALIZAÇÃO

• A todo o instante somos colocados diante de realidades diversas e contrastantes e temos de fazer as nossas escolhas. A mentalidade dominante, a moda, o politicamente correto, os nossos preconceitos e interesses egoístas interferem frequentemente com as nossas opções e impõem-nos valores que nem sempre são geradores de liberdade, de paz, de vida verdadeira. Mais grave, ainda: muitas vezes, endeusamos determinados valores efémeros e passageiros, que nos fazem perder de vista os valores autênticos, verdadeiros, definitivos. O nosso texto sugere um princípio a ter em conta, a propósito desta questão: os valores deste mundo, por mais importantes e interessantes que sejam, não devem ser absolutizados. Não se trata de desprezar as coisas boas que o mundo coloca à nossa disposição; mas trata-se de não colocar nelas, de forma incondicional, a nossa esperança, a nossa segurança, o objetivo da nossa vida.

• Na verdade, o cristão deve viver com a consciência de que "o tempo é breve". Ele sabe que a sua vida não encontra sentido pleno e absoluto nesta terra e que a sua passagem por este mundo é uma peregrinação ao encontro dessa vida verdadeira e definitiva que só se encontra na comunhão plena com Deus. Para chegar a atingir esse objetivo último, o cristão deve converter-se a Cristo e segui-l'O no caminho do amor, da entrega, do serviço aos irmãos. Tudo aquilo que deixa um espaço maior para essa adesão a Cristo e ao seu caminho, deve ser valorizado e potenciado. É aí que deve ser colocada a nossa aposta.

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 7,29-31) O “esquema” deste mundo passa – Em 1Cor 7 Paulo responde a perguntas com relação ao casamento. As respostas, cheias de bom senso e sem desprezo algum da sexualidade, revelam um tom de “reserva escatológica”; ou seja: tudo isso não é o mais importante, para quem vive na expectativa da parusia. Porque “o tempo é breve” (7,29), matrimônio ou celibato, dor ou alegria, posse ou pobreza são, num certo sentido, indiferentes: são um “esquema” (literalmente, conforme o grego) que passa. Paulo continua, depois, mostrando o valor de seu celibato como plena disponibilidade para as coisas de Cristo – uma espécie de antecipação da Parusia (7,32). * 7,29 cf. Rm 13,11; 2Cor 6,2.8-10 * 7,31 cf. 1Jo 2,16-17.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O reino do céu está perto! Convertei-vos, irmãos, é preciso! Crede todos no evangelho! (Mc 1,15)

Evangelho

Monição: «Arrendei-vos e acreditai no Evangelho». A conversão está essencialmente unida ao anúncio do Evangelho. Depois de escutar a voz de Deus, no instrumento da sua Palavra, que conversão surge em mim?

Marcos 1,14-20

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! 1 14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15 "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho." 16 Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus disse-lhes: "Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens." 18 Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no. 19 Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo. 20 Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.
— Palavra da Salvação!
— Glória a Vós, Senhor!

Começamos neste Domingo a leitura seguida e respigada do Evangelista do Ano B, S. Marcos. E tudo começa com o início da pregação de Jesus na «Galileia», a zona norte da Palestina, politicamente separada da Judeia, onde Jesus tinha mais liberdade de movimentos para a sua pregação, por estar mais ao abrigo da oposição das autoridades judaicas de Jerusalém (cf. Jo 4, 1-3).

14-15 «Depois de João ter sido preso», à letra, «entregue». Mais do que uma nota cronológica, parece que S. Marcos visa uma precisão teológica; com efeito, abre-se agora uma nova etapa da história da salvação. Às promessas de salvação vai seguir-se agora o seu cumprimento em Jesus – «cumpriu-se o tempo» anunciado. O v. 15 é como uma espécie de sumário ou síntese, diríamos, o «programa», do Evangelho de Jesus: o «Reino de Deus» está a chegar, e isto exige uma conversão interior, a metanoia, isto é, uma renovação do entendimento e da vontade – «arrependei-vos» – e uma atitude de fé – «acreditai no Evangelho».

16-20 Embora socialmente Jesus apareça a pregar em público com um mestre entre tantos outros que então havia, Marcos, desde o início, quer deixar bem claro que Jesus não é mais um rabi, em cuja escola qualquer candidato que o deseje se pode inscrever como discípulo, mas que, pelo contrário, é Jesus quem escolhe quem quer, chamando com autoridade; por isso a resposta é pronta, o que merece ser bem sublinhado: «e eles deixaram logo…» – tudo, as redes, o barco, o pai… – «e seguiram Jesus».

Jesus inicia sua missão

Após narrar o ministério de João Batista (1,2-8), o batismo de Jesus (1,9-11) e a tentação no deserto (1,12-13), Marcos se dedica ao relato sobre o chamado dos primeiros discípulos, episódio que deu início ao ministério de Jesus. O evangelista, porém, esclarece que Jesus somente começou seu ministério depois que João Batista havia sido preso.

Jesus começou seu ministério anunciando o Reino de Deus. Reino, aqui, não é um território geográfico ou um lugar sobre o qual um rei exerce seu poder, mas significa que o Pai, Criador de tudo, é soberano na vida das pessoas e na história. Essa proclamação de Jesus não ficou clara para as pessoas da época, porque pensavam no Reino de Deus como uma restauração do poder político que Israel desfrutara durante o reinado de Davi e de Salomão. Quando ouviam a expressão “Reino de Deus”, pensavam em Deus governando sobre todas as nações por meio do povo de Israel. Jesus, contudo, falava sobre um tipo muito diferente de reino.

No anúncio de Jesus, a resposta apropriada para a vinda do Reino é dupla: 1) arrepender-se; 2) acreditar na Boa-nova. O arrependimento não é um sentimento de culpa, mas uma mudança de mente ou de direção; significa ver as coisas de uma perspectiva diferente. Acreditar, por sua vez, é estar convencido de que algo é verdadeiro e confiar nisso. A fé possibilita que as pessoas vivam com confiança em meio às dificuldades; permite dar um passo à frente na escuridão, confiantes de que Deus providenciará uma base segura, sobre a qual se podem dar passos firmes.

Por que os discípulos seguiram Jesus? Nada no texto responde a essa pergunta. Aparentemente, os quatro homens viram algo impactante em Jesus, algo que os fez renunciar a um estilo de vida e a coisas importantes para segui-lo. Para Simão e André, o sacrifício era deixar suas redes de pesca. Para Tiago e João, era deixar o pai e os barcos.

A iniciativa não foi daqueles quatro homens. Eles não se apresentaram a Jesus, pedindo que os aceitasse como discípulos. André e Simão estavam com a atenção voltada para a tarefa que estavam realizando – lançar as redes, na esperança de boa captura de peixes. O texto mostra que a iniciativa foi de Jesus. Isso é típico dos relatos de vocação: foi assim com Abraão, Moisés, Samuel, Isaías etc.

O chamado é pessoal. É um convite para seguir Jesus, não para se juntar a uma causa qualquer. Em contraste, os rabinos esperavam que os aspirantes a discípulos pedissem para segui-los. Além de tomar a iniciativa de chamar seus discípulos, Jesus tinha um objetivo diferente, porque os chamou não para ensiná-los a interpretar a Lei de Moisés, mas para aprenderem com a vida dele, com a convivência com ele, a discernir a vontade de Deus e realizá-la.

Jesus os chamou a trilhar um caminho que será mostrado aos poucos, um caminho não definido de antemão, o qual os discípulos não compreenderão até que tenham caminhado. É isto que o discipulado envolve: a fé para entrar no desconhecido, confiando em Cristo e se deixando conduzir por ele.

O detalhe sobre Zebedeu permanecer no barco com os empregados ilustra a rapidez com que Tiago e João tomaram a decisão de seguir Jesus. A razão de sua partida rápida é a natureza convincente do chamado de Jesus e a urgência do Reino de Deus.

AMBIENTE

A primeira parte do Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 1,14-8,30) tem como objetivo fundamental levar à descoberta de Jesus como o Messias que proclama o Reino de Deus. Ao longo de um percurso que é mais catequético do que geográfico, os leitores do Evangelho são convidados a acompanhar a revelação de Jesus, a escutar as suas palavras e o seu anúncio, a fazerem-se discípulos que aderem à sua proposta de salvação. Este percurso de descoberta do Messias que o catequista Marcos nos propõe termina em Mc 8,29-30, com a confissão messiânica de Pedro, em Cesareia de Filipe (que é, evidentemente, a confissão que se espera de cada crente, depois de ter acompanhado o percurso de Jesus a par e passo): "Tu és o Messias".

O texto que nos é hoje proposto aparece, exatamente, no princípio desta caminhada de encontro com o Messias e com o seu anúncio de salvação. Neste texto, Marcos apresenta aos seus leitores os primeiros passos da ação do Messias libertador.

O lugar geográfico em que o texto nos situa é a Galileia - uma região em permanente contato com os pagãos e, por isso, considerada pelas autoridades religiosas de Jerusalém uma terra de onde "não podia vir nada de bom". Terra insignificante e sem especial relevo na história religiosa do Povo de Deus, a "Galileia dos gentios" parecia condenada a continuar uma região esquecida, marginalizada, por onde nunca passariam os caminhos de Deus e a proposta libertadora do Messias.

MENSAGEM

O nosso texto divide-se em duas partes. Na primeira, Marcos apresenta uma espécie de resumo da pregação inicial de Jesus (cf. Mc 1,14-15); na segunda, o nosso evangelista apresenta os primeiros passos da comunidade dos discípulos - a comunidade do Reino (cf. Mc 1,16-20).

No breve resumo da pregação inicial de Jesus, Marcos coloca na boca de Jesus as seguintes palavras: "cumpriu-se o tempo e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1, 15).
Na expressão "cumpriu-se o tempo", a palavra grega utilizada por Marcos e que traduzimos por "tempo" ("kairós") refere-se a um tempo bem distinto do tempo material ("chronos"), que é o tempo medido pelos relógios. Poderia traduzir-se como "de acordo com o projeto de salvação que Deus tem para o mundo, chegou a altura determinada por Deus para o cumprimento das suas promessas".

Que "tempo" é esse que "se aproximou" dos homens e que está para começar? É o "tempo" do "Reino de Deus". A expressão - tão frequente no Evangelho segundo Marcos - leva-nos a um dos grandes sonhos do Povo de Deus...

A catequese de Israel (como aliás acontecia com a reflexão teológica de outros povos do Crescente Fértil) referia-se, com frequência, a Jahwéh como a um rei que, sentado no seu trono, governa o seu Povo. Mesmo quando Israel passou a ter reis terrenos, esses eram considerados apenas como homens escolhidos e ungidos por Jahwéh para governar o Povo, em lugar do verdadeiro rei que era Deus. O exemplo mais típico de um rei/servo de Jahwéh, que governa Israel em nome de Jahwéh, submetendo-se em tudo à vontade de Deus, foi David. A saudade deste rei ideal e do tempo ideal de paz e de felicidade em que Jahwéh reinava (através de David) sobre o seu povo, vai marcar toda a história futura de Israel.

Nas épocas de crise e de frustração nacional, quando reis medíocres conduziam a nação por caminhos de morte e de desgraça, o Povo sonhava com o regresso aos tempos gloriosos de David. Os profetas, por sua vez, vão alimentar a esperança do Povo anunciando a chegada de um tempo, no futuro, em que Jahwéh vai voltar a reinar sobre Israel e vai restabelecer a situação ideal da época de David. Essa missão, na perspectiva profética, será confiada a um "ungido" que Deus vai enviar ao seu Povo. Esse "ungido" (em hebraico "messias", em grego "cristo") estabelecerá, então, um tempo de paz, de justiça, de abundância, de felicidade sem fim - isto é, o tempo do "reinado de Deus".

O "Reino de Deus" é, portanto, uma noção que resume a esperança de Israel num mundo novo, de paz e de abundância, preparado por Deus para o seu Povo. Esta esperança está bem viva no coração de Israel na época em que Jesus aparece a dizer: "o tempo completou-se e o Reino de Deus aproximou-se". Certas afirmações de Jesus, transmitidas pelos Evangelhos sinópticos, mostram que Ele tinha consciência de estar pessoalmente ligado ao Reino e de que a chegada do Reino dependia da sua ação.

Jesus começa, precisamente, a construção desse "Reino" pedindo aos seus conterrâneos a conversão ("metanoia") e o acolhimento da Boa Nova ("evangelho").

"Converter-se" significa transformar a mentalidade e os comportamentos, assumir uma nova  atitude de base, reformular os valores que orientam a própria vida. É reequacionar a vida, de modo a que Deus passe a estar no centro da existência do homem e ocupe sempre o primeiro lugar. Na perspectiva de Jesus, não é possível que esse mundo novo de amor e de paz se torne uma realidade, sem que o homem renuncie ao egoísmo, ao orgulho, à auto-suficiência e passe a escutar de novo Deus e as suas propostas.

"Acreditar" não é apenas aceitar um conjunto de verdades intelectuais; mas é, sobretudo, aderir à pessoa de Jesus, escutar a sua proposta, acolhê-la no coração, fazer dela o guia da própria vida. "Acreditar" é escutar essa "Boa Notícia" de salvação e de libertação ("evangelho") que Jesus propõe e fazer dela o centro à volta do qual se constrói toda a existência.

"Conversão" e "adesão ao projeto de Jesus" são duas faces de uma mesma moeda: a construção de um homem novo, com uma nova mentalidade, com novos valores, com uma postura vital inteiramente nova. Vai ser isso que Jesus vai propor em cada palavra que pronuncia: que nasça um homem novo, capaz de amar o próximo (Mt 22,39), mesmo aquele que é adversário ou inimigo (Lc 10,29-37); que nasça um homem novo, que não vive para o egoísmo, para a riqueza, para os bens materiais, mas sim para a partilha (Mc 6,32-44); que nasça um homem novo, que não viva para ter poder e dominar, mas sim para o serviço e para a entrega da vida (Mc 9,35). Então, sim, teremos um mundo novo - o "Reino de Deus".

Depois de dizer qual a proposta inicial de Jesus, Marcos apresenta-nos os primeiros discípulos. Pedro e André, Tiago e João são - na versão de Marcos - os primeiros a responder positivamente ao desafio do Reino, apresentado por Jesus. Isso significa que eles estão dispostos a "converter-se" (isto é, a mudar os seus esquemas de vida, de forma a que Deus passe a estar sempre em primeiro lugar) e a "acreditar na Boa Nova" (isto é, a aderir a Jesus, a escutar a sua proposta de libertação, a acolhê-la no coração e a transformá-la em vida).

A apresentação feita por Marcos do chamamento dos primeiros discípulos não parece ser uma descrição fotográfica de acontecimentos concretos, mas antes a definição de um modelo de toda a vocação cristã. Nesta catequese sobre a vocação, Marcos sugere que:

1º O chamamento a entrar na comunidade do Reino é sempre uma iniciativa de Jesus dirigida a homens concretos, "normais" (com um nome, com uma história de vida, com uma profissão, possivelmente com uma família).

2º Esse chamamento é sempre categórico, exigente e radical (Jesus não "prepara" previamente esse chamamento, não explica nada, não dá garantias nenhumas e nem sequer se volta para ver se os chamados responderam ou não ao seu desafio).

3º Esse chamamento não é para frequentar as aulas de um mestre qualquer, a fim de aprender e depois repetir uma doutrina qualquer; mas é um chamamento para aderir à pessoa de Jesus, para fazer com Ele uma experiência de vida, para aprender com Ele a ser uma pessoa nova que vive no amor a Deus e aos irmãos.

4º Esse chamamento exige uma resposta imediata, total e incondicional, que deve levar a subalternizar tudo o resto para seguir Jesus e para integrar a comunidade do Reino (Pedro, André, Tiago e João não exigem garantias, não pedem tempo para pensar, para medir os prós e os contras, para pôr em ordem os negócios, para se despedir do pai ou dos amigos, mas limitam-se a "deixar tudo" e a seguir Jesus).

O Evangelho deste domingo apresenta, portanto, o convite que Jesus faz a todos os homens no sentido de integrarem a comunidade do Reino; e apresenta também um modelo para a forma como os chamados devem escutar e acolher esse chamamento.

ATUALIZAÇÃO

• Quando contemplamos a realidade que nos rodeia, notamos a existência de sombras que desfeiam o mundo e criam, tantas vezes, angústia, desilusão, desespero e sofrimento na vida dos homens. Esse quadro não é, no entanto, uma realidade irremediável a que estamos para sempre condenados. Nos projetos de Deus, está um mundo diferente - um mundo de harmonia, de justiça, de reconciliação, de amor e de paz. A esse mundo novo, Jesus chamava o "Reino de Deus". É esse projeto que Jesus nos apresenta e ao qual nos convida a aderir. Somos chamados a construir, com Jesus, um mundo onde Deus esteja presente e que se edifique de acordo com os projetos e os critérios de Deus. Estamos disponíveis para entrar nessa aventura?

• Para que o "Reino de Deus" se torne uma realidade, o que é necessário fazer? Na perspectiva de Jesus, o "Reino de Deus" exige, antes de mais, a "conversão". Temos de modificar a nossa mentalidade, os nossos valores, as nossas atitudes, a nossa forma de encarar Deus, o mundo e os outros para que se torne possível o nascimento de uma realidade diferente. Temos de alterar as nossas atitudes de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de comodismo e de voltar a escutar Deus e as suas propostas, para que aconteça, na nossa vida e à nossa volta, uma transformação radical - uma transformação no sentido do amor, da justiça e da paz. O que é que temos de "converter" - quer em termos pessoais, quer em termos institucionais - para que se manifeste, realmente, esse Reino de Deus tão esperado?

• De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, o "Reino de Deus" exige também o "acreditar" no Evangelho. "Acreditar" não é, na linguagem neo-testamentária, a aceitação de certas afirmações teóricas ou a concordância com um conjunto de definições a propósito de Deus, de Jesus ou da Igreja; mas é, sobretudo, uma adesão total à pessoa de Jesus e ao seu projeto de vida. Com a sua pessoa, com as suas palavras, com os seus gestos e atitudes, Jesus propôs aos homens - a todos os homens - uma vida de amor total, de doação incondicional, de serviço simples e humilde, de perdão sem limites. O "discípulo" é alguém que está disposto a escutar o chamamento de Jesus, a acolher esse chamamento no coração e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. Estou disposto acolher o chamamento de Jesus e a percorrer o caminho do "discípulo"?

• O chamamento a integrar a comunidade do "Reino" não é algo reservado a um grupo especial de pessoas, com uma missão especial no mundo e na Igreja; mas é algo que Deus dirige a cada homem e a cada mulher, sem exceção. Todos os batizados são chamados a ser discípulos de Jesus, a "converter-se", a "acreditar no Evangelho", a seguir Jesus nesse caminho de amor e de dom da vida. Esse chamamento é radical e incondicional: exige que o "Reino" se torne o valor fundamental, a prioridade, o principal objetivo do discípulo.

• O "Reino" é uma realidade que Jesus começou e que já está decisivamente implantada na nossa história. Não tem fronteiras materiais e definidas; mas está a acontecer e a concretizar-se através dos gestos de bondade, de serviço, de doação, de amor gratuito que acontecem à nossa volta (muitas vezes, até fora das fronteiras institucionais da "Igreja") e que são um sinal visível do amor de Deus nas nossas vidas. Não é uma realidade que construímos de uma vez, mas é uma realidade sempre em construção, sempre a fazer-se, até à sua realização final, no fim dos tempos, quando o egoísmo e o pecado desaparecerem para sempre. Em cada dia que passa, temos de renovar o compromisso com o "Reino" e empenharmo-nos na sua edificação.

Subsídios:
Evangelho: (Mc 1,14-20) O Reino de Deus está aí: convertei-vos – Mc é o evangelho da “irrupção do Reino de Deus”. Jesus aparece como profeta apocalíptico, anunciando a boa-nova da chegada do Reino e pedindo conversão e fé. Mas ele não apenas anuncia. Ele tem também a “autoridade” (Mc 1,22.27) do Reino, o que se mostra na expulsão de demônios e outros sinais. Ele é o “Filho de Deus” (1,1; 9,7; 15,39; cf. 1,11). Contudo, nem mesmo os discípulos o reconheceram como tal. Somente depois da Ressurreição, entenderiam isso e fariam de Jesus mesmo o conteúdo da “boa-nova” que iam pregar. Para nós, agora, graças ao testemunho deles, fica claro que a atuação de Jesus foi a inauguração do Reino que ele anunciava. Nele, em sua pregação, confirmada por sinais, o Reino tornou-se presente. Por isso, exige conversão e fé (1,15), bem como seguimento incondicional dos que são chamados (1,16-20). * 1,14-15 cf. Mt 4,12-17; Lc 4,14-15; Mc 6,17-18; Dn 7,22; Gl 4,4 * 1,16-20 cf. Mt 4,18-22; Lc 5,1-11.

***   ***   ***

Conversão é uma mensagem frequente na Bíblia. Mas ela não tem sempre o mesmo conteúdo. Na1ª leitura e no evangelho de hoje encontramos a mensagem da conversão em duas articulações bem diferentes, revelando a distinção entre o antigo e o novo. Em Jn3 (1ª leitura), trata-se de uma pregação ameaçadora, dirigida à maior cidade que o autor conhecia, Nínive, capital da Assíria; diante do medo que a pregação inspira, a população abandona o pecado e faz penitência, proclamando o jejum e vestindo-se de saco; e Deus, demonstrando à “capital do mundo” sua misericórdia universal, poupa a cidade.

No N.T., trata-se da pregação inaugural de Jesus, não no centro do mundo, nem mesmo no centro do judaísmo, Jerusalém, mas num canto perdido, meio pagão, da Palestina: os arredores do lago de Genesaré, na Galileia. Não anuncia uma catástrofe, mas a plenitude do tempo. “Está cumprido o tempo”: chega de castigo (cf. Is 40,2), cumpriu-se o tempo das profecias, das promessas: o “Reino de Deus” está aí. É uma mensagem de salvação, dirigida não aos cidadãos da capital do império, mas aos pobres da Galileia. Realizando as profecias de Is (40,1-2.9; 42,1; 61,1-2), o Filho que recebe toda a afeição do Pai, ungido com seu Espírito profético e messiânico (cf. Mc 1,11), leva a Boa-Nova aos pobres, assumindo sua opressão e demonstrando assim a compreensão verdadeira do amor universal de Deus, que começa pelos últimos.

Enquanto a mensagem de Jonas logrou êxito por causa do medo, a mensagem de Cristo solicita conversão na base da fé na boa-nova (evangelho).

A gente deve voltar a Deus, não por causa do medo de perder o bem-estar, mas levado por uma profunda confiança nos bens que ainda não conhece e que se tornam próximos em seu Enviado, resumidos no termo “Reino de Deus”. Este é o acontecer da vontade amorosa do Pai, como reza o Pai-Nosso: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade”. A pregação da proximidade do Reino, por Jesus, significa: lá onde reina o amor, que é a vontade de Deus para com seus filhos e filhas, acontece o Reino de Deus. Na medida em que Jesus se identifica com esta vontade e a cumpre até o fim, até a morte, ele realiza e traz presente em sua própria pessoa esse Reino. Ele é o Reino de Deus que se torna presente. Todo o evangelho de Mc desenvolve esta verdade fundamental, que, nesta primeira mensagem do Cristo, está envolta no mistério de sua personalidade e palavra, mas, aos poucos, revelará seu significado para quem acreditar na Boa-Nova, sobretudo quando esta se tornar Cruz e Ressurreição.

Por isso, enquanto na história de Jonas a aceitação da mensagem faz Deus desistir de seus planos, sem que o povo se envolva com estes, em Mc 1 vemos que a proclamação da Boa-Nova exige fé e participação ativa no Reino cuja presença é anunciada. A aceitação da pregação de Jesus faz o homem participar do Reino que ele traz presente. Essa adesão ativa, no evangelho de Mc, é exemplificada por diversas perícopes dedicadas ao seguimento. Aderir ao Cristo é segui-lo. Por isso, imediatamente depois de ter evocado a primeira pregação de Jesus, Mc narra a vocação dos primeiros discípulos. Vocação esta que é uma transformação, pois faz dos pescadores de peixe “pescadores de homens”. E eles abandonam o que eram e o que tinham – até mesmo o pai no barco...

2ª leitura é tomada da secção das “questões particulares” da 1Cor. Ao fim de toda uma exposição sobre o matrimônio (recordando as palavras do Senhor) e o celibato (oferecendo seus próprios conselhos), Paulo esboça uma visão global referente aos estados de vida. O estado de vida é uma realidade provisória, perdendo sua importância diante do definitivo, que se aproxima depressa (Paulo, como os primeiros cristãos em geral, acreditava que Cristo voltaria em breve). Casamento, prazer, posse, como também o contrário de tudo isso, são o revestimento provisório da vida, o “esquema” (como diz o texto grego) que desaparecerá. Já temos em nós o germe de uma realidade completamente nova, e esta é que importa. Assim, Paulo Evoca a dialética entre o provisório e o definitivo, o necessário e o significativo, o urgente e o importante. Mas esta dialética deve ser formulada novamente por cada geração e cada pessoa.

PESCADORES DE GENTE

Muitos jovens dentre aqueles que demonstram sensibilidade aos problemas dos seus semelhantes encontram-se diante de um dilema: continuar dentro do projeto de sua família ou dispor-se a um serviço mais amplo, lá onde a solidariedade o exige…

Foi um dilema semelhante que Jesus causou para seus primeiros discípulos (evangelho). Jesus estava anunciando o reinado do Pai celeste, enquanto eles estavam trabalhando na empresa de pesca do pai terrestre. Jesus os convidou a deixarem o barco e o pai e a se tornarem pescadores de gente. O reino de Deus precisa de colaboradores que abandonem tudo, para catarem a massa humana que necessita o carinho de Deus.

Deus quer proporcionar ao mundo seu carinho, sua graça. Não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva. Provocar tal conversão na maior cidade do mundo de então, em Nínive, tal foi a missão que Deus confiou ao “profeta a contragosto”, Jonas (1ª leitura). Também Jesus convida à conversão, porque o Reino de Deus chegou (Mc 1,14-15). Para ajudar, chama pescadores de gente. Tiramos daí três considerações:

– Deus espera a conversão de todos, para que possam participar de seu reino de amor, de justiça e de paz.
– Para proclamar e a chegada do seu reinado e suscitar a conversão, o coração novo, capaz de acolhê-lo, Deus precisa de colaboradores, que façam de sua missão a sua vida, inclusive às custas de outras ocupações (honestas em si).
– Mas além dos que largam seus afazeres no mundo, também os outros – todos – são chamados a participar ativamente na construção desse Reino, exercendo o amor e a justiça em toda e qualquer a atividade humana.

É este o programa da Igreja, chamada a continuar a missão de Jesus: o anúncio da vontade de Deus e de sua oferta de graça ao mundo; a vocação, formação e envio de pessoas que se dediquem ao anúncio; e a orientação de todos a participarem do Reino de Deus, vivendo na justiça e no amor.

Jesus usou a experiência dos pescadores como base para elevá-los a outro nível de “pescaria”. A Igreja pode seguir o mesmo modelo: partir da experiência humana, profissional, social, cultural, para orientar as pessoas à grande pescaria. Sem essa base humana, os anunciadores parecem cair de paraquedas no mundo ao qual eles são enviados, parecem extraterráqueos. Mas se aproveitam a experiência de vida que têm, “conhecendo o mar do mundo”, poderão recolher gente para Deus.

Para Paulo, ser apóstolo é fazer da própria vida um anúncio do Evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Ele não faz apostolado, oito horas por dia, fim de semana livre, férias e décimo terceiro… Ele é apóstolo, “apóstolo 24 horas”. Faz até coisas que não precisaria fazer: ganhar seu pão com o próprio trabalho manual, dispensar a companhia de uma mulher etc. Faz tudo de graça, para não provocar a suspeita de proveito próprio. Porque sua maior recompensa é a felicidade de anunciar o Evangelho gratuitamente. O Evangelho é sua vida.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Visto que Jesus fez do Reino de Deus o centro de sua pregação, seus discípulos precisam fazer o mesmo. A Igreja, entretanto, é sempre tentada a deixar que outras coisas substituam a proclamação do Reino. Estamos sendo infiéis ao projeto de Jesus quando permitimos que isso aconteça. Tudo o que pensamos ser mais importante do que a proclamação do Reino de Deus torna-se um ídolo e não pode ser bom nem para a Igreja nem para a sociedade. O Reino é nosso objetivo, nosso horizonte e nosso maior bem, diante do qual tudo o mais se torna relativo.

— É por causa do Reino que Deus nos chama e nos envia em missão, para poder alcançar todas as pessoas. Somos apenas instrumentos do Reino. Não sejamos rebeldes ao chamado de Deus, como foi Jonas.

— Talvez algumas questões nos ajudem a refletir mais profundamente sobre as leituras. Consideremos, primeiramente, que o chamado é para cada um. Todos são vocacionados, as vocações é que são diferentes. Estou pronto(a) para responder ao chamado? Para seguir Jesus? Quais são minhas “redes”, isto é, o que está limitando minha liberdade de seguir Jesus? O que está dificultando meu caminhar até as pessoas às quais sou enviado(a)? Quais ambições egocêntricas me impedem de me doar?

— Nada do que temos, sejam coisas ou apegos pessoais, é permanente. Tudo pode desaparecer a qualquer momento. Nada dura para sempre, senão os valores fundamentais do Reino de Deus – a verdade e o amor, a liberdade e a justiça. É o que somos, não o que temos, que conta, afinal.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Evangelho e conversão.

Da Palavra de Deus para este Domingo ressoa permanente o convite à conversão.

A conversão é mudança de vida, de atitudes, de mentalidade. É um deixar radical de uma vida onde Deus não diz absolutamente nada. E se parece dizer é só mera aparência. Aceitar a conversão é entrar na própria verdade da pessoa. É não fugir de Deus. É reconhecer-se pecador, frágil, débil. É também grandeza de tornar-se mais pessoa, mais próximo de Deus e dos outros. É reconhecer a força da graça de Deus.

O convite à conversão é manifestação da misericórdia e bondade de Deus que quer fazer surgir no homem e na sociedade a força da esperança e da paz. Isto torna-se possível quando se retiram as atitudes de pecado.

Se a palavra de Deus não leva à conversão é porque não foi anunciada como Deus o deseja ou não foi ouvida na docilidade do Espírito Santo e na verdade.

Pelo batismo, o cristão, constituído em profeta, deve ser convertido e instrumento de conversão. No mundo, seu espaço e ambiente, o cristão deve saber anunciar o projeto de Deus e denunciar todos os esquemas de egoísmo, de mentira e de morte.

O nosso tempo necessita de Profetas que se levantem e que percorram todas as áreas da sociedade, e sem medo e com ousadia, digam, em vida e linguagem coerente, qual é o projeto de Deus. Talvez, por essa verdade e coerência, os espaços da sociedade se abram à dimensão de Deus e modifiquem muitas das suas atitudes.

O evangelho propõe a disponibilidade de vida em serviço a todos os homens. Se a tarefa dos que foram convidados estiver centralizada na paixão pelo Reino, no amor incondicional a Jesus Cristo, dá-se necessariamente a construção de uma cidade justa, fraterna e verdadeiramente feliz.

A conversão de São Paulo permitiu um dinamismo incrível na missão evangelizadora. A experiência da sua conversão, sincera, coerente e de graça, arrastou imensas vidas em pesca abundante.

Nossa Senhora, na mensagem de Fátima, recorda-nos a força renovadora da conversão. Só mudando a pessoa no seu interior se pode construir a cidade da paz.

O Reino de Deus está próximo.

Jesus Cristo não definiu o Reino de Deus. Ajudou a compreendê-lo através de imagens e de parábolas. Mas esse Reino está próximo. Esse reino faz-se próximo em Jesus Cristo.

Acolher Jesus Cristo e o seu projeto é deixar-se persuadir pela presença admirável do «Rosto de Deus», ser tocado pela nova revelação do mistério de Deus, sintonizar com o sentido das bem-aventuranças, fazer-se doação, como Jesus Cristo, para todos os homens e mulheres.

A proposta da palavra de Deus é fazer as pessoas acreditar que esse reino não é utópico, mas real, presente e próximo. E que cada um deve possuir a sabedoria de se comprometer com o projeto de Jesus Cristo. Cada um deve ser suficientemente sábio para apostar naquilo que é fundamental. Fundamental é o conhecimento de Jesus Cristo Filho de Deus, proposta para a realização e construção de uma nova sociedade.

Cada um deve fazer, em cada dia, na família, no trabalho, na escola e em todos os ambientes a experiência do Reino, bem presente, real e próximo.

Serei eu um seduzido por Jesus Cristo?

« … e chamou-os. Eles deixaram logo…e seguiram Jesus».

Deus convida homens e mulheres concretas ao seu serviço. Serviço de libertação dos irmãos, mudança radical de esquemas de morte e de pecado.

É feliz todo aquele que aceita tal proposta. Assim foi com o profeta Jonas. Deus fez o apelo a Jonas, e embora a tarefa fosse árdua e ele não quisesse, por fim aceita. E sobretudo, nos novos tempos, Jesus Cristo, Filho de Deus, convida pessoal e diretamente todos os que na simplicidade, na humildade e na graça aceitam construir com Ele um mundo novo: um reino de paz, verdade, amor e vida.

Serei eu um seduzido por Jesus Cristo? Vivo a sabedoria dos apóstolos, de São Paulo: tudo deixaram para se entregar de «alma e coração» a Jesus Cristo?

Será que Cristo marca na realidade a minha vida? A opção por Jesus Cristo assinala verdadeiramente a minha vida e as suas opções? Quem manda e comanda a minha vida?

No dia em que os cristãos assumirem a «paixão», o amor incondicional por Jesus Cristo, a cidade transforma-se radicalmente.

O primeiro grande testemunho é o da sincera e coerente conversão. O meu estilo de vida bebe no desafio da conversão como consequência da aceitação do Evangelho, e depois, como instrumento simples, dócil e responsável realiza a faina do Reino de Deus.

São Paulo: «Ai de mim se não evangelizar».

A vida e a missão de São Paulo ilustram de forma especial a Palavra de Deus deste domingo.

Chamado por graça de Deus. Este apóstolo foi forjado numa família de cultura e de amor a Deus. Foi temperado pelas convicções da palavra e por uma vida de acérrima vivência do judaísmo. Foi confrontado com o testemunho dos cristãos. Foi tocado pela doação de Estêvão.

Foi sobretudo confrontado com Cristo, Luz resplandecente de vida, amor, santidade, presente e vivo nos seus discípulos, os cristãos.

Vocacionado pela graça de Deus para ser Apóstolo recebeu experiências fortes de Deus que lhe deram um fogo devorador de amor total a Jesus Cristo. E em Nome de Jesus Cristo anuncia com a palavra e sobretudo com a vida o Evangelho.

Apóstolo de areópagos percorre cidades com a feliz boa-nova. Propõe Jesus Cristo em todos os espaços e a todas as culturas. Forjador de comunidades pela paixão à Igreja de Cristo.

Apóstolo da comunhão eclesial estrutura as comunidades com conteúdo teológico e com preparados colaboradores.

Sempre aberto ao Espírito Santo faz sulcar a Igreja pela abertura, renovação, pela descoberta de dons e carismas, pela vitalidade intrínseca do reino de Deus.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA DE VIDA.
Troca de olhares... Diz-se muita coisas nestes olhares trocados! João Baptista põe o seu olhar em Jesus e diz quem Ele é. Jesus olha André e o seu companheiro, interroga-os e convida-os a vir e a ver. Estes vêem onde Ele mora e ficam com Ele. André leva o seu irmão a Jesus que põe nele o seu olhar e dá-lhe um novo nome, o que é todo um programa. Olhares que interrogam, olhares que nomeiam, olhares que convidam, olhares que dizem a amizade. Se Jesus olha os homens, é porque Deus os olha. Deixemo-nos olhar por Deus e aceitemos olhá-l'O, olhando o seu Filho Jesus. Então pode-se estabelecer a relação.

3. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Sublinhar a unidade das três leituras. Em cada domingo são propostos três textos diferentes, em que o primeiro e o Evangelho têm uma ligação particular. É, pois, útil sublinhar este aspecto, para que esta sucessão de leituras encontre, aos olhos dos fiéis, uma certa unidade. Na meditação da Palavra de Deus de hoje (não necessariamente na celebração da Eucaristia), pode-se ler a primeira leitura, o salmo responsorial e o Evangelho, deixando a segunda leitura para mais tarde.

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Voltarmo-nos para Cristo... Em comunidade, é bom ouvir o apelo à conversão: as nossas maneiras de viver e de trabalhar devem também, sem cessar, ser regeneradas para melhor corresponder àquilo que Cristo espera de nós. É preciso que, juntos, nos viremos para Ele. E o Evangelho deste domingo é a ocasião para um tempo de discernimento que muito raramente fazemos.


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão: Senhor, que eu tenha a coragem da conversão! Que eu tenha a sabedoria da Tua sedução! Que eu tenha a generosidade do Teu Espírito que me faça responsável na construção do Reino. Maria, Mestra e Discípula, aceita-me na escola do Evangelho onde a tua vida é lição de confiança, de oração, de comunhão com Deus e os irmãos e de total doação aos projetos de Teu Filho, e Filho de Deus.

Salmo 33, 6
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Tendo celebrado o amor de Deus, que as palavras e gestos de salvação que Deus operou sejam eficazes na minha vida de Cristão. Deus quer contar comigo para percorrer a cidade e propor o projeto de Deus, o Evangelho do Reino.


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HOMILIAS FERIAIS

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3ª SEMANA

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Celebração e Homilia: ARMANDO RODRIGUES DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador:
P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 - 1800-129 LISBOA - Portugal
Tel. 218540900 - Fax: 218540909
portugal@dehonianos.org - www.dehonianos.pt


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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